sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Quer Ficar Rico? Pare de Pensar em Dinheiro!

Existe um conto (quase uma parábola) que eu gosto sempre de citar em minhas conversas sobre o verdadeiro valor do trabalho. A história conta que um viajante conversou com três construtores.
Todos faziam a mesma coisa. A eles foi feita a mesma pergunta: o que você está fazendo? O primeiro disse o óbvio: “Estou assentando tijolos”. O segundo: “Levantando uma parede”. O terceiro, orgulhoso, afirmou: “Construindo a catedral da minha cidade”.
Essa pequena história por si só já diz muita coisa sobre como precisamos tocar nossas empresas ou carreiras. 
Acredite. Se você quiser ter sucesso, pare de pensar tanto em dinheiro . Isso é estranho no primeiro momento. 
Afinal, o lucro não é o nosso objetivo no mercado de trabalho? Não é. Aqui, quero discutir um pouco da diferença entre propósito e interesse. Tenha em mente que o propósito aglutina. O interesse afasta, é egoísta.
Numa empresa, o lucro se compara à alimentação de uma pessoa. Se não o tiver, a empresa e o indivíduo morrem. Mas esse não deve ser o objetivo simplório de nenhum deles. Ganhar dinheiro é consequência. Não o ponto de partida. 
Na ausência de um plano maior (a catedral), o dinheiro do salário não compensa o sofrimento da jornada. Não se trata de fazer o papel de Poliana ou pregar o conformismo, mas injetar propósito, uma verdadeira vocação.
Vamos pensar em uma empresa que está focada 110% no lucro. Essa companhia vai em busca de apertar seus fornecedores, exige mais dos seus funcionários e colaboradores, aumenta os dividendos dos acionistas. Em relação ao cliente, entrega um produto na média – o que quer dizer bem medíocre neste caso -, sem brilho, sem graça. No outro lado, estão o funcionário buscando salário melhor, os fornecedores querendo condições mais vantajosas e o cliente pedindo descontos.
Tudo isso tem a ver com os tijolos e a parede do conto. Está aí uma tensão permanente, um conflito incessante. As cordas estão sempre esticadas. Cada um olha para o próprio umbigo. De forma rasteira, a diretoria pressiona, os funcionários fazem greve, os fornecedores discutem condições. O jogo se dá num plano rasteiro. Cada um por si. A relação aí está toda alicerçada no interesse.
Isso evidencia o problema do lucro como item isolado. Então, gera a atual crise de imagem do capitalismo. O dinheiro é simples consequência. É preciso realizar para que todos efetivamente ganhem. As pessoas bem-sucedidas não saem da cama e perguntam: como vou ganhar mais dinheiro hoje? Elas querem muito mais.
Com propósito, todos se sentem parceiros. Ao realizá-lo, maximizam-se os resultados de empresários, acionistas, colaboradores e fornecedores.  Inclusive o do cliente, que recebe valor agregado em seu serviço ou produto.
Se eu quero elevar o nível da relação desses stakeholders, tenho de dar a eles um propósito maior. A Riachuelo, por exemplo, tem um objetivo maravilhoso. Transformar a moda numa ferramenta de inclusão. Isto é uma quebra de paradigma - até porque a moda sempre foi um delimitador de exclusão. Não se trata aqui de fazer uma propaganda barata da marca, mas de compartilhar seu ideal. Isto vale para as empresas (de todos os portes) e para as carreiras profissionais.

Este é o cerne de uma empresa privada bem-sucedida, não de estados ditos conciliadores ou de companhias que sugam tudo ao seu redor. O propósito faz as partes sentarem e encontrarem o lugar comum. Faz o profissional se reinventar. Estamos falando do verdadeiro combustível de inovação e de relações mais produtivas.
Claro, o lucro é o alimento, mas o propósito é a alma. Ao fazer seu plano de carreira ou montar a sua empresa, pense no seu objetivo de vida, no seu propósito. Esta essência será a sua própria catedral, um santuário para o seu DNA vencedor.
Por:  - https://www.linkedin.com/pulse

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Higiene e Segurança no Trabalho

A higiene do trabalho compreende normas e procedimentos adequados para proteger a integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos riscos de saúde inerente às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas.

A higiene do trabalho está ligada ao diagnóstico e à prevenção das doenças ocupacionais, a partir do estudo e do controle do homem e seu ambiente de trabalho. Ela tem caráter preventivo por promover a saúde e o conforto do funcionário, evitando que ele adoeça e se ausente do trabalho. Envolve, também, estudo e controle das condições de trabalho.
A iluminação, a temperatura e o ruído fazem parte das condições ambientais de trabalho. Uma má iluminação, por exemplo, causa fadiga à visão, afeta o sistema nervoso, contribui para a má qualidade do trabalho podendo, inclusive, prejudicar o desempenho dos funcionários. A falta de uma boa iluminação também pode ser considerada responsável por uma razoável parcela dos acidentes que ocorrem nas organizações. Envolvem riscos os trabalhos noturnos ou turnos, temperaturas extremas - que geram desde fadiga crônica até incapacidade laboral.
Um ambiente de trabalho com temperatura e umidade inadequadas é considerado doentio. Por isso, o funcionário deve usar roupas adequadas para se proteger do que “enfrenta” no dia-a-dia corporativo. O mesmo ocorre com a umidade. Já o ruído provoca perca da audição e quanto maior o tempo de exposição a ele maior o grau da perda da capacidade auditiva. A segurança do trabalho implica no uso de equipamentos adequados para evitar lesões ou possíveis perdas.
É preciso, conscientizar os funcionários da importância do uso dos EPIs, luvas, máscaras e roupas adequadas para o ambiente em que eles atuam. Fazendo essa ação específica, a organização está mostrando reconhecimento ao trabalho do funcionário e contribuindo para sua melhoria da qualidade de vida. Ao invés de obrigar os funcionários a usarem, é melhor realizar esse tipo de trabalho de conscientização, pois o retorno será bem mais positivo.
Já ouvi muitos colaboradores falarem, por exemplo, que os EPIs e as máscaras incomodam e, alguma vezes, chagaram a pedir aos gestores que usassem os equipamentos para ver se era bom. Ora, na verdade os equipamentos incomodam, mas o trabalhador deve pensar o uso desses que é algo válido, pois o ajuda a prevenir problemas futuros. 


Na segurança do trabalho também é importante que a empresa forneça máquinas adequadas, em perfeito estado de uso e de preferência com um sistema de travas de segurança. É fundamental que as empresas treinem os funcionários e os alertem em relação aos riscos que máquinas podem significar no dia-a-dia. Caso algum funcionário apresente algum problema de saúde mais tarde ou sofra algum acidente, a responsabilidade será toda da empresa por não ter obrigado o funcionário a seguir os procedimentos adequados de segurança. Caso o funcionário se recuse a usar os equipamentos que o protegerão de possíveis acidentes, a organização poderá demiti-lo por justa causa.
As prevenções dessas lesões/acidentes podem ser feitas através de:

* Estudos e modificações ergonômicas dos postos de trabalho.
* Uso de ferramentas e equipamentos ergonomicamente adaptados ao trabalhador.
* Diminuição do ritmo do trabalho.
* Estabelecimento de pausas para descanso.
* Redução da jornada de trabalho.
* Diversificação de tarefas.
* Eliminação do clima autoritário no ambiente de trabalho.
* Maior participação e autonomia dos trabalhadores nas decisões do seu trabalho.
* Reconhecimento e valorização do trabalho.
* Valorização das queixas dos trabalhadores.

É preciso mudar os hábitos e as condições de trabalho para que a higiene e a segurança no ambiente de trabalho se tornem satisfatórios. Nessas mudanças se faz necessário resgatar o valor humano. Nesse contexto, a necessidade de reconhecimento pode ser frustrada pela organização quando ela não valoriza o desempenho. Por exemplo, quando a política de promoção é baseada nos anos de serviço e não no mérito ou, então, quando a estrutura salarial não oferece qualquer possibilidade de recompensa financeira por realização como os aumentos por mérito.
Se o ambiente enfatizar as relações distantes e impessoais entre os funcionários e se o contato social entre os mesmos for desestimulado, existirão menos chances de reconhecimento. Conforme Arroba e James (1988) uma maneira de reconhecer os funcionários é admitir que eles têm outras preocupações além do desempenho imediato de seu serviço.
Uma outra causa da falta de reconhecimento dos funcionários na organização são os estereótipos, pois seus julgamentos não são baseados em evidências ou informações sobre a pessoa. 
A partir do momento que as pessoas fazem parte de uma organização podem obter reconhecimento positivo ou negativo. Os grupos de trabalho, por exemplo, podem satisfazer ou frustrar as necessidades de reconhecimento.
Enfatizo bem, no final deste artigo, a importância do reconhecimento porque a partir do momento que a organização está preocupada com a higiene e a segurança do trabalhador, ele está sendo valorizado. 
E quando os colaboradores percebem o fato de serem valorizados, reconhecidos isso os torna mais motivados para o trabalho.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Empresa É Que Nem Filho: A Gente Cria Para O Mundo

Para muitos empreendedores, o processo de venda e sucessão na empresa costuma ser doloroso. Minha experiência mostra que não precisa ser assim.

O trajeto é conhecido: um empreendedor identifica um problema, vê a oportunidade de resolvê-lo de forma inovadora, monta uma empresa, cresce forte, recebe uma oferta irrecusável de compra (ou de fusão) e decide aceitar. Até aí, nada de novo. São muitos os casos de gente que segue esse caminho.

Mas, e depois? O que acontece? Do momento da sucessão — que é delicado e super importante na carreira de qualquer pessoa que tenha criado uma empresa — não existem tantos registros assim. Não existe uma ferramenta, ou um manual específico com o que fazer e o que evitar. O que existe é a experiência de cada empreendedor e o melhor que cada um pode se prestar a realizar depois.

Como tive a oportunidade de viver essa situação, gostaria de compartilhar alguns aprendizados e percepções que podem te ajudar a lidar com esse momento de transição em uma empresa.

O negócio nunca é só seu

É comum me perguntarem como é que eu me “desapeguei” do negócio que vendi. Para responder, costumo falar do início da Sieve: quando meu sócio e eu criamos a empresa, tínhamos uma certeza – a de que o negócio surgiu para resolver um problema claro e real do e-commerce. Assim sendo, nunca tivemos essa percepção de que a Sieve era só nossa, porque também era dos clientes cujos problemas queríamos solucionar (lojas virtuais e fabricantes).

Além disso, queríamos que cada membro do nosso time (os Sievers) se sentisse feliz e motivado por trabalhar na Sieve. E, pra que isso acontecesse, o compartilhamento da cultura organizacional tinha que ser total, sem restrições. Ou seja, o negócio também era da nossa equipe.

Por isso, a questão do “desapego”, no meu caso, não teve tanta importância. Então, minha principal orientação, aqui, é que:

VOCÊ, EMPREENDEDOR(A), DEVE TER CONSCIÊNCIA DE QUE SEU NEGÓCIO É COMO UM FILHO. EM UM MOMENTO, VOCÊ É TOTALMENTE RESPONSÁVEL POR ELE. MAS DEPOIS, ELE CRESCE, SE DESENVOLVE, SAI DE CASA… VAI PARA O MUNDO.
Chega o tempo em que o negócio não depende mais só de você. 

No nosso caso, como sempre tivemos essa mentalidade, nunca foi uma questão delicada essa de vínculo muito estreito com a operação. Isso tornou mais fácil e mais leve o processo de sucessão, tanto interno quanto externo.

Fizemos fusões e vendemos. Mas continuamos tocando o negócio

Muita gente também se pergunta também sobre “o que fazer” após a conclusão de uma venda. Quais os passos devem ser dados.

Novamente, não existe uma receita de bolo. Até porque depende muito do momento em que a empresa está. No caso da Sieve, nós continuamos tocando o negócio como executivos. A equipe e a operação continuou sob nossa responsabilidade. A principal diferença é que, com a chegada de novos sócios, o sonho grande aumentou.

Aliás, a questão do sonho grande, aqui, é super importante, porque a minha orientação quanto aos próximos passos para gestores que passem por essa experiência sempre será a de ampliar esse sonho grande. Sempre digo para buscarem parceiros em linha com os seus valores e objetivos, além de um modelo de negócio que permita que o sonho se expanda ainda mais.

Empreender não é só abrir uma empresa

Por falar em sonho grande, quero propor uma reflexão um tanto filosófica: para mim, empreender é muito mais do que abrir e tocar um negócio.

É UMA ATITUDE DE VIDA, E QUE, POR ISSO, É INDISSOCIÁVEL DO LEGADO QUE PRETENDEMOS DEIXAR.
Faço essa reflexão porque também ouço muitas perguntas sobre como, depois de vender um negócio, o(a) empreendedor(a) pode continuar contribuindo com o ecossistema. Sobre como pode disseminar a cultura empreendedora.

Além, evidentemente, da possibilidade de ele abrir outro negócio, existem outros caminhos que ele(a) pode trilhar também.

No meu caso, procuro “irradiar” esse espírito das mais diversas formas. Por exemplo, dando mentorias na Endeavor, para orientar quem está passando pelos desafios que passei. 

Também costumo ministrar palestras ou escrever artigos contando histórias e aprendizados, como esses que estou compartilhando com você. Investimento-anjo é uma vontade futura.

Isso serve até para mostrar ao pessoal mais jovem que empreender não é um bicho de sete cabeças. Que, por mais que não estejamos no Vale do Silício ou em Israel, é possível, sim, criar um negócio de valor e com crescimento de alto impacto aqui no Brasil.

Também tenho a oportunidade de ser professor de empreendedorismo na PUC-Rio. Dou esses exemplos apenas para mostrar o quanto, para mim, é forte a causa. E, a meu ver, o momento da venda foi importante nessa trajetória. Porque, quando empreendedores não são mais os únicos responsáveis por um negócio, podem se dedicar a outro campo fundamental para as transformações que todos queremos ver: a educação.

Por último, o investimento em novos empreendedores é uma bela possibilidade. Que o digam empreendedores como Hernán Kazah, fundador do Mercado Livre, que hoje se dedica a procurar companhias latino-americanas para investir por meio da Kaszek Ventures. Ou como Reid Hoffman, co-fundador do LinkedIn, que também se tornou Venture Capitalist e faz parte do conselho de várias organizações sem fins lucrativos. Ah, e eles também dão mentorias.

No fim das contas, pode ser que você coloque uma grana no bolso e queira tirar umas férias. Pode ser, inclusive, que isso te ajude a “desapegar”. Mas um empreendedor verdadeiramente de alto impacto não dispensa uma oportunidade de devolver à sociedade. Além dos novos projetos que certamente surgirão, sempre haverá quem possa se beneficiar da experiência que você viveu. Não deixe de passá-la adiante!


Por: Luis Vabo Jr é Diretor Executivo da B2W, Professor da PUC-Rio e Empreendedor Endeavor

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Benchmarking


Num mundo cada vez mais competitivo é necessário que as empresas adquiram consciência dessa realidade e implementem procedimentos que as orientem no sentido de fazerem mais e melhor, diagnosticando os seus pontos fracos e fortes.


O Benchmarking responde a esta necessidade pois pretende apoiar uma gestão empresarial fundamentada em dados e evidências visando a melhoria do desempenho.


O Benchmarking tem associado um conjunto vasto de potenciais benefícios para as empresas que o procurem como instrumento auxiliar para melhorar a eficiência do seu desempenho.


  • Introduzir novos conceitos de avaliação;
  • Melhorar o conhecimento da própria organização;
  • Identificar áreas que devem ser objeto de melhorias;
  • Revisão e alteração de procedimentos da empresa;
  • Motivação para a melhoria da qualidade;
  • Estabelecer objetivos viáveis e realistas;
  • Criar critérios de prioridade no planeamento;
  • Favorecer um melhor conhecimento dos concorrentes e do nível competitivo do mercado;
  • Marketing da empresa;
  • Aprender com os outros.
Conceito - Benchmarking - "Processo contínuo e sistemático que permite a comparação das performances das organizações e respetivas funções ou processos face ao que é considerado "o melhor nível", visando não apenas a equiparação dos níveis de performance, mas também a sua ultrapassagem"

A utilização do benchmarking consiste na identificação dos resultados das melhores práticas utilizadas nos diferentes processos de negócio e funções empresariais, com especial destaque para aqueles cujo impacto no desempenho permite assegurar e sustentar vantagens competitivas.
No benchmarking a avaliação e comparação não representam um fim em si, mas uma metodologia que permite apoiar o processo de melhoria constituindo uma forma de aprendizagem, dado que a procura de melhores práticas implica uma análise cuidada das diversas formas de implementação dos processos, dos métodos de trabalho e dos diferentes esquemas organizacionais.
O exercício culmina na análise dos resultados obtidos, possibilitando a definição de uma orientação estratégica a cumprir. Deve ainda realçar-se um aspecto importante no processo de benchmarking - a ética. As atuais práticas de benchmarking regem-se por princípios próprios, resumidos num código de conduta onde a reciprocidade na partilha e no uso da informação, a confidencialidade e o respeito pela individualidade dos parceiros se assumem como preceitos invioláveis.
Benchmarking éBenchmarking não é
Um processo contínuoUm livro de receitas
Um processo metódico de descobertaUma gestão de moda
Um método de melhoramentoTurismo industrial
Uma fonte de oportunidadesReinventar a roda
Uma oportunidade de aprendizagemUma boleia
Uma análise objetivaUma panaceia
Um processo baseado na análiseSó um jogo de números
Um empenho da gestãoOlhar só para organizações semelhantes

TIPOS: Podem distinguir-se quatro principais tipos de Benchmarking.
  • Benchmarking Interno - Compara funções numa mesma organização. Pode ser intra-departamental ou intra-unidades de negócio. Este tipo de benchmarking é relativamente comum e acessível, nomeadamente em termos de disponibilidade de informação, permitindo também aprofundar o conhecimento e domínio dos processos internos. No entanto, é uma prática com limitações, nomeadamente no que se refere aos padrões de referência que utiliza (a melhor prática interna) e ao potencial de melhoria.
  • Benchmarking Competitivo ou Concorrencial - Compara produtos, serviços, processos ou métodos entre empresas diretamente concorrentes. As grandes limitações e obstáculos a este tipo de abordagem residem na confidencialidade e na dificuldade em encontrar empresas do mesmo sector disponíveis para partilhar informação e expor as suas forças e/ou fraquezas. Normalmente incide sobre práticas que permitem sustentar vantagens competitivas e permite fixar objetivos ao nível estratégico. Este tipo de benchmarking promove, em grande parte dos casos, a introdução de reformas e melhorias de desempenho nas empresas.
  • Benchmarking Funcional - Compara atividades funcionais similares em empresas não diretamente concorrentes. Baseia-se na convicção de que, em muitos casos, as melhores práticas não se encontram no próprio sector, podendo ser adquirido conhecimento relevante em sectores com atividade diferente. Quer a disponibilidade para partilhar informação, quer o potencial para melhorias mais radicais são superiores. 
Este tipo de benchmarking, por ser sustentado pelas melhores práticas disponíveis em determinadas funções ou processos, conduz normalmente a resultados e melhorias mais expressivas, embora possa requerer uma maior capacidade para proceder a adaptações, de forma a adequar as práticas ao sector onde se pretendem implementar.

  • Benchmarking Estratégico - É um tipo de benchmarking com um cariz ainda mais radical, uma vez que promove a análise de processos que cruzam várias funções em sectores não relacionados. O potencial de inovação vê-se significativamente incrementado, proporcionando a integração de novos conceitos no sector promotor e projetando o seu "estado da arte". O custo e as complexidades associadas contrapõem-se ao elevado potencial de melhoria e inovação.
Tipo de benchmarkingAdaptabilidade da informaçãoRecolha de dadosPotencial de inovação
InternoElevadaFácilBaixo
CompetitivoElevadaComplexoMédio
FuncionalRazoávelExigenteElevado
EstratégicoReduzidaExigenteElevado

PRINCÍPIOS: Apresentam-se alguns dos princípios básicos que devem ser seguidos quando se utiliza o processo de Benchmarking.

  • Fiabilidade da informação - a informação proveniente da organização a utilizar no processo de Benchmarking deverá ser validada e representar, o mais rigorosamente possível, a situação real da mesma. A introdução de dados incorretos ou selecionados de forma a representar apenas as situações mais favoráveis de uma dada empresa terão pouco impacto na parametrização do desempenho global do sector ou da indústria (base de comparação para o Benchmarking), mas conduzirão aquela a diagnosticar o seu desempenho de uma forma distorcida. O verdadeiro nível de eficiência e desempenho ficará por identificar.
  • Sistemático - o Benchmarking não é um método aleatório de recolha de informação, mas consiste num processo sistemático, estruturado etapa a etapa, com o objetivo de avaliar os métodos de trabalho existentes num dado mercado. Os resultados deste processo proporcionam às empresas a possibilidade de comparar o seu desempenho e a apreciação efetuada pelos seus clientes com os das organizações representantes das melhores práticas.
  • Contínuo - o Benchmarking é um processo de melhoria que deverá ser contínuo para que seja realmente eficiente. Não pode ser desenvolvido pontualmente e posteriormente negligenciado, pensando-se que os objetivos estão alcançados. A continuidade de análise é fundamental uma vez que as práticas estão em permanente mudança. 

As organizações que possuem as melhores práticas não encaram a sua atividade com um espírito estático; vão, certamente, prosseguir num esforço de melhoria contínua, não deixando que a sua concorrência as alcance. Assim, um exercício esporádico de benchmarking em relação ao desempenho das organizações mais eficientes e produtivas poderá ficar rapidamente desatualizado e os seus resultados deixarem de ser realistas. Os profissionais de hoje compreendem que o mundo empresarial está em permanente mudança e que a sustentabilidade de uma empresa depende não só das suas aptidões mas também da sua capacidade em dar uma resposta rápida a essas mudanças.

  • Avaliação - o objetivo imediato do Benchmarking é avaliar o desempenho, o que implica consequentemente realizar medições uma vez que são parte essencial do procedimento.
O processo de benchmarking conduz a dois tipos de resultados (Watson, 1995):
Benchmarks - Medidas de referência para o desempenho comparativo, e que, em última análise, devem permitir a articulação entre a estratégia e a ação;
Melhores práticas (enablers) - Métodos ou práticas de excelência que sustentam desempenhos superiores. 
Em termos simples, pode dizer-se que a as melhores práticas são o "como" do benchmarking, comparadas com "o quê" que é o benchmark propriamente dito.

  • Produtos, Serviços e Processos - o Benchmarking pode ser aplicado a todas as vertentes de um negócio. Pode ser aplicado aos produtos e serviços básicos, ao processo de obtenção desses produtos e a todos os processos, práticas e métodos que constituem o suporte para conseguir que os produtos e serviços cheguem de forma eficaz e eficiente ao cliente. Em todos os processos existem resultados que correspondem às necessidades do cliente, quer ele seja interno, externo, consumidor ou utilizador.
  • Melhores Práticas - no processo de Benchmarking pretende-se igualar as atividades com mais sucesso, podendo este não ser somente dirigido aos concorrentes diretos. O Benchmarking deve ser direcionado para as empresas ou atividades de negócio que são reconhecidas como as melhores. Nem sempre é fácil encontrar os parceiros ideais para o processo de Benchmarking; é necessária uma investigação cuidada para identificá-los.
  • Melhoria - a melhoria da organização é o objetivo final do Benchmarking. Não faz sentido que assim não seja, pois trata-se de um processo que requer algum tempo e recursos, deixando de ter interesse se não for de alguma forma proveitoso para a organização. O Benchmarking constitui um compromisso com o princípio da melhoria contínua, pois possibilita utilizar a informação compilada de variadas formas de modo a produzir um efeito significativo nos processos das organizações.
VANTAGENS: O Benchmarking tem associado um conjunto vasto de potenciais benefícios para as empresas que o procurem como instrumento auxiliar para melhorar a eficiência do seu desempenho.
  • Introduzir novos conceitos de avaliação;
  • Melhorar o conhecimento da própria organização;
  • Identificar áreas que devem ser objeto de melhorias;
  • Revisão e alteração de procedimentos da empresa;
  • Motivação para a melhoria da qualidade;
  • Estabelecer objetivos viáveis e realistas;
  • Criar critérios de prioridade no planeamento;
  • Favorecer um melhor conhecimento dos concorrentes e do nível competitivo do mercado;
  • Marketing da empresa;
  • Aprender com os outros.
COPIADO: https://www.icbench.net/

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Encargos Sociais: O Que São Eles e Como Afetam o Seu Negócio?

Um dos fatores mais importantes em qualquer empresa, diz respeito às finanças: pagamento de despesas, tributos e encargos sociais. Conseguir manter o negócio financeiramente estável é uma das premissas para se alcançar o sucesso.
Você já percebeu que gerir a própria empresa é uma tarefa que exige muito mais do que espírito empreendedor. O empresário precisa saber lidar com diversos fatores, buscando sempre adquirir conhecimentos em áreas distintas.
Essa parte burocrática do negócio parece ser mais complexa do que realmente é. Isso porque, grande parte dos empreendedores possuem boas ideias, são criativos, determinados, mas possuem pouco conhecimento em gestão.
Para lhe ajudar nisso, hoje vamos falar sobre algo que tira o sono de muitos empresários: os encargos sociais. Você sabe o que são? Quer entender um pouco mais sobre a importância e de como eles afetam o seu negócio? Então, continue lendo o post!

O que são encargos sociais?

Se você possui um negócio, seja ele de pequeno ou grande porte, e possui contratos de trabalho ativos, esse é um conceito que você deve conhecer melhor.
Ter um funcionário envolve muito mais do que apenas o pagamento do salário. Uma contratação, de acordo com as regras impostas em lei, gera encargos sociais e trabalhistas que devem ser pagos mensalmente pelo empresário.
Assim sendo, encargos sociais são direitos concedidos ao trabalhador por lei (são obrigatórios) incidentes sobre sua folha de pagamento. Consiste em valores pagos pelo empregador com o objetivo de custear programas e projetos em prol do empregado.
Quais os tipos de encargos sociais?
Conforme dissemos, estamos falando de custos indiretos obtidos com a contratação de um trabalhador.
Sendo assim, os encargos sociais não são pagos diretamente ao funcionário, posto que essas taxas e contribuições financiam políticas públicas a seu favor, diferentemente dos encargos trabalhistas que são pagos diretamente ao empregado.
Vejamos agora quais os tipos de encargos sociais existentes em nosso sistema jurídico:

INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)

O empregador tem o dever de recolher, além da contribuição descontada do trabalhador, a sua contribuição previdenciária para o INSS.
A contribuição de responsabilidade do empresário é calculada sobre o total da folha de pagamento mensal, correspondente a 20% do valor pago aos seus funcionários. Essa alíquota pode variar em alguns casos, como no caso de instituições financeiras.
Os valores pagos servem para que a Previdência Social possa proteger o trabalhador em caso de doença, acidente, morte e prisão (no caso dos dependentes), invalidez, gravidez, dando cobertura também em caso de desemprego involuntário (custeia o famoso Seguro Desemprego).

FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)

Você provavelmente já ouviu falar do FGTS. Trata-se de um fundo, uma espécie de poupança forçada, financiada pelo empregador em benefício do funcionário. Nesse caso, o valor corresponde a 8% da remuneração paga ao empregado, podendo ser 2% em caso de contrato de aprendizagem.
Em caso de demissão sem justa causa, o empregador ainda arca com uma multa no valor de 40% de todo a quantia que foi depositada por ele durante o contrato de trabalho.
O FGTS foi um direito trabalhista conquistado com muita luta pelo trabalhador e tem a função de servir de segurança em situações imprevistas, como a demissão sem justa causa, doenças graves e até mesmo para adquirir a casa própria.
PIS (Programa de Integração Social) / PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público)
O PIS é pago pelo empregador e o PASEP pelo Estado, têm como finalidade custear os gastos com o desempregado, além do Abono Anual e participação nos lucros da empresa.
A alíquota é de 1% sobre o total da folha de pagamento com funcionários, ou seja, de todos os valores pagos a trabalhadores de qualquer natureza.
O Abono é bastante conhecido, sendo pago ao trabalhador que recebe até 2 salários mínimos de empresa contribuinte do programa. O repasse geralmente ocorre no mês de seu aniversário.

Salário Educação

Os recursos arrecadados a título de salário educação são destinados a valorização do magistério e a investimentos em desenvolvimento e manutenção da educação elementar (ensino fundamental).
O valor equivale a 2,5% do salário de contribuição da empresa, recolhido mensalmente junto com as demais contribuições sociais.

Sistema S

O Sistema S é composto por Senar, Senac, Sesc, Sescoop, Sesi, Senai, Sest, Senat, Sebrae, DPC, Incra e Fundo Aeroviário.
Parece confuso, mas tal contribuição financia essas instituições, responsáveis por oferecerem escolas profissionalizantes, centros de tecnologia e laboratórios que auxiliam na formação e qualificação de trabalhadores em todo o país.
É importante ressaltar que empresas optantes pelo Simples Nacional possuem uma maneira diferenciada para pagamento de diversos tributos e dos encargos sociais. Portanto, as alíquotas informadas não se aplicam a elas.

Como os encargos sociais afetam meu negócio?

Você percebeu que existem muitos encargos sociais sobre responsabilidade do empresário. Todos eles possuem um papel importante para a proteção e desenvolvimento do trabalho em nosso país.
Mas, como isso pode afetar a minha empresa?
A resposta é simples: se você não souber se planejar adequadamente e não fizer um balanço financeiro correto, não conseguirá arcar com tais encargos o que pode colocar a sua empresa em uma difícil situação.
Atualmente, os encargos sociais e trabalhistas consomem cerca de 35% da folha de pagamento de uma empresa. Daí a importância de conhecê-los e saber quantificá-los adequadamente.
Ao estar ciente do custo real de um empregado, você é capaz de avaliar a necessidade de contratação, bem como o valor fixo da mão de obra.
Assim, você consegue se programar financeiramente, evitando que sua empresa enfrente problemas nesse sentido, pois, como já dissemos, esses encargos são de natureza obrigatória.
Você percebeu que uma empresa deve estar muito atenta aos custos com encargos sociais para conseguir se manter no mercado.
Não ter condições de arcar com esses valores, levará o seu negócio ao colapso. Portanto, não deixe de realizar os cálculos e ter um planejamento financeiro sólido e realista.
COPIADO:http://saiadolugar.com.br/

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Seis Passos Para Finalmente Deixar De Reclamar

Você tem o costume de reclamar? Talvez ele esteja te atrapalhando. Veja como parar de esbanjar pessimismo.
Embora possa ser prazeroso desabafar um pouco, ter o hábito de reclamar talvez seja prejudicial. Além disso, ninguém gosta de ficar ouvindo os outros reclamarem.
“O nosso cérebro tem uma tendência de se concentrar nos aspectos negativos”, explica Emma Seppälä, PhD, autora de O caminho da felicidade: como colocar a ciência da felicidade em prática para acelerar o seu sucesso (em uma tradução livre) e diretora de ciência do Centro de Pesquisa e Educação sobre Compaixão e Altruísmo da Universidade de Stanford.
Em decorrência disso, acabamos dando mais atenção ao que está errado em vez de reparar nas coisas que estão certas, conforme explica Seppälä. “Na verdade, já foi comprovado que acontecem três vezes mais coisas positivas que negativas conosco todos os dias, mas basta uma chateação para ficarmos arrasados”.
Uma ideia que pode ser útil é a criação das “áreas sem reclamação” nas quais seja proibido expressar qualquer negativismo.
De acordo com a pesquisadora, os americanos costumam evitar emoções negativas. Sendo assim, lidar com alguém que reclama com frequência pode ser incômodo para colegas de trabalho ou conhecidos em geral. O que também não significa que você precise “sorrir e fingir que está tudo maravilhoso”, conforme indicado pelo instrutor e “especialista em reclamações” Will Bowen, autor do livro Um mundo sem reclamações: como parar de reclamar e começar a aproveitar a vida que você sempre quis.
Segundo ele, existem formas saudáveis de abordar os problemas e tomar uma atitude sem cair em surtos constantes de negativismo. Aqui está um plano com seis etapas.

1. Repare no seu comportamento

De acordo com Bowen, reclamar pode virar um hábito tão forte que perdemos até mesmo a capacidade de perceber que estamos reclamando. Por isso, precisamos perceber quando estamos repetindo essa atitude. É possível ver indícios desse traço na reação dos outros: ouvir alguém que só reclama pode ser exaustivo, e talvez as pessoas à sua volta demonstrem um incômodo ou irritação pela expressão facial ou pelo comportamento delas em interações com você.
Bowen faz os clientes dele usarem uma pulseira bem simples de borracha que eles trocam de um pulso para o outro quando percebem que estão reclamando. De acordo com o especialista, os indivíduos instruídos por ele percebem com mais facilidade a frequência com que estão reproduzindo o comportamento que gostariam de exterminar ao atribuir uma ação específica para o processo.

2. Crie um certo distanciamento

Após perceber quando e com que frequência você costuma reclamar, crie um certo distanciamento para analisar o que causa esse comportamento e o que você está sentindo, recomenda a psicóloga Susan David, PhD, autora do livro Agilidade emocional saia do lugar, aceite as mudanças e tenha muito sucesso na vida profissional e pessoal (em uma tradução livre) e cofundadora do Institute of Coaching da McLean/Harvard Medical School. Antes de começar uma reclamação, a pesquisadora sugere que você descreva para si mesmo o que está pensando ou sentindo.

3. Seja mais específico

Ao perceber o que está sentindo, Susan recomenda que a pessoa se concentre nessa emoção para compreender exatamente o que está causando um descontentamento. Por exemplo: se você estiver reclamando sobre o quanto o seu gerente é irritante, ser mais específico talvez ajude você a perceber que ele é desorganizado, o que influencia o seu desempenho no trabalho. Embora seja difícil criar um plano de ação para lidar com alguém “irritante”, é possível elaborar estratégias para conviver com uma pessoa desorganizada.

4. Tome uma atitude

Após identificar o motivo por trás das suas reclamações, faça algo a respeito do assunto. Para mudar um hábito de reclamar, não basta pensar positivo ou ser uma pessoa tranquila. Nas palavras de Bowen:
Descobri que os reclamões, em sua maioria, são capachos. Em outras palavras, eles vão para o trabalho e reclamam da família, depois voltam para casa e reclamam do trabalho para os familiares. Eles nunca conversam com a pessoa que pode mudar de comportamento. E é isso o que eles precisam fazer.
Estabeleça que resultado você gostaria de alcançar ou como seria possível melhorar a situação. A partir daí, tome uma atitude junto às pessoas que podem fazer algo a respeito do assunto. É claro que essa nem sempre é a solução perfeita, mas ela costuma melhorar a situação muito mais que desabafar com outras pessoas ou ir acumulando o ressentimento.

5. Crie novos hábitos

Sempre que tentamos eliminar um hábito, é uma boa ideia criar um ambiente favorável a isso, de acordo com Bowen. Segundo ele, criar espaços físicos – as “áreas sem reclamação” – nos quais seja proibido expressar qualquer negativismo pode ser bastante útil.
Seppälä também recomenda prestar atenção em quantas vezes dizemos a palavra “mas”, já que ela costuma aparecer em reclamações ou comentários de tom negativo. Tenha cuidado na hora de se expressar para falar com especificidade e procurar soluções para o que está gerando um incômodo.
O fotógrafo e modelo Michael Freeby faz um esforço consciente para não reclamar. Segundo o próprio, ele chega até mesmo a manter dois diários: um para experiências e pensamentos positivos, e outro para experiências e pensamentos negativos. Conforme o dia vai passando, ele diz que os diários funcionam como um lembrete de como ele quer registrar suas interações ou experiências, o que costuma fazê-lo se expressar de uma forma mais positiva.

6. Medite

Segundo Seppälä, a meditação pode ter um impacto em diversas áreas da vida – e as reclamações não fogem à regra. “De acordo com alguns estudos, a prática contínua da meditação pode ajudar as pessoas a equilibrarem suas emoções”, explica. “Assim, ficamos mais conscientes do que dizemos e de como as pessoas reagem a nós”.
Caso você tenha criado um hábito de reclamar, talvez isso seja até um bom sinal de acordo com Susan: ele significa que você ainda se importa com a situação e quer melhorá-la. A recomendação da especialista é direcionar esses sentimentos para gerar uma mudança em vez de ficar só remoendo o que está errado.
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