sábado, 7 de setembro de 2013

Parabéns São Luís do Maranhão - 401 anos

Há 401 anos um punhado de franceses, à frente Daniel de La Touche Senhor de La Ravardière, desembarcou na ilha de Upaon-Açu para fundar a França Equinocial. 

E batizou o lugar de São Luis, em homenagem ao rei Luis IX. 

(Foto: JORGENCA)

Seus planos, porém, foram frustrados pelos portugueses que, comandados por Alexandre de Moura, os expulsaram e colonizaram o povoado, imprimindo a marca da sua arquitetura na construção de sobradões com mirantes, de paredes grossas de pedras revestidas de azulejos, com cerca de 3.500 prédios tombados pela Unesco em 1997 como patrimônio da Humanidade.
         São Luis nasceu francesa mas cresceu portuguesa. Terra de escritores e poetas, entre estes o vate maior, Gonçalves Dias, a cidade, onde foi editada a primeira gramática do país, ficou conhecida como Atenas Brasileira mas hoje ganhou outro apelido,Jamaica Brasileira, por conta do Reggae, ritmo originário do Caribe que conquistou enorme espaço na ilha, trazendo junto cabelos rastafári e boinas coloridas de crochê.

        Ao longo dos séculos a cidade, também chamada de Ilha dos Amores e Cidade dos Azulejos, transpôs os rios Anil e Bacanga e derramou-se para as praias da Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau e Olho d’Água, surgindo uma nova São Luis cortada de grandes avenidas e pontilhada de arranha-céus.

        A velha São Luis, onde vivi minha infância, ficou espremida entre os dois rios. Às vezes me sento num dos bancos do Largo do Carmo e, refrescado pela brisa que sopra do mar, rememoro os tempos de moleque. E sinto saudades do velho bonde que circulava pelas ruas estreitas e que sumiu sem maiores explicações.    

Ainda lembro o garoto que, para escapar do cobrador, raspou o catarro lá do fundo da garganta e cuspiu certeiro no olho do pobre homem. Livre, ele disparou no rumo da rua do Egito. Não sei se entrou na rua dos Afogados, desceu a ladeira do Quebra-Bunda ou escondeu-se no Beco da Bosta.

        No meu tempo de estudante no velho Ateneu Teixeira Mendes eu também me esquivava do cobrador para não pagar passagem no bonde, mas outras vezes percorria a cidade a pé, brincava na rua da Inveja e na Praça da Alegria, mas sempre chegava na minha casa, à rua do Passeio, na hora do almoço, onde o arroz de cuxá era quase obrigatório. 

Há quem afirme que nas noites de lua cheia, por volta da meia-noite, ouve o trotar dos cavalos e o ruído das rodas da carruagem da lendária Ana Jansen, uma senhora de escravos, percorrendo as ruas estreitas de paralelepípedos.

         O vento forte, nos meses de setembro, outubro e novembro, uivando nos becos desertos e soturnos, completa a composição fantasmagórica que assusta crianças e adultos. 

Em junho a cidade se transforma num grande arraial, com o ritmo e o colorido do bumba-meu-boi e do tambor de crioula fazendo a alegria dos ludovicenses e dos turistas. Pena que a invasão cultural, facilitada pelos meios eletrônicos de comunicação, já evidenciem sensíveis mudanças na cultura local. E o meu papagaio de criança virou pipa e a bicicleta bike. Seria o ônus do progresso?

Ribamar Fonseca é Jornalista, Escritor e Membro da Academia Paraense de Letras.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os 5 Conselhos de Oscar Schmidt para ter Sucesso na Carreira

Confira o que o maior jogador de basquete que o Brasil já viu tem a dizer para os profissionais em suas palestras nas empresas de todo país

De sucesso ele entende. 
Em 25 anos de carreira no basquete, Oscar Schimdit venceu quase tudo o que disputou. Conhecido como “mão santa”, Oscar marcou exatos 49.703 pontos em 1.613 jogos, ou seja, ter Oscar na equipe significava uma média de 30 pontos a mais por jogo para o time.
O ex-jogador coleciona recordes no currículo. Para citar apenas um, foram cinco olimpíadas disputadas, o maior número de participações já alcançado por um jogador de basquete brasileiro.
Ao deixar as quadras em 2003, passou por uma transição de carreira e há alguns anos dá palestras motivacionais para executivos e funcionários em grandes empresas Brasil afora. 
Mesmo enfrentando um dos maiores desafios da sua vida, a luta contra um câncer no cérebro, Oscar não desanimou, e continua esbanjando bom humor. Confira o que ele tem a dizer para os executivos:
1 Treine, treine e treine
“Sou produto de treinamento”, diz Oscar. Quer ser o melhor na sua área de atuação? Pratique, estude, se esforce. “Treine muito, mas muito mesmo, e quando estiver bem cansado, treine mais um pouquinho porque esse pouquinho vai te fazer melhor”, diz. 
De acordo com ele, este é o melhor conselho de carreira que ele pode dar a alguém. “Ninguém me deu esse conselho, mas descobri logo no começo que é necessário”, diz. Para ele esta é a grande característica que as pessoas vencedoras têm em comum: “todas treinam muito porque sabem que é necessário”.
2 Tenha automotivação
“Se você gostar do que está fazendo é meio caminho andado porque treinar bastante, para ser o melhor, não vai pesar muito”, diz Oscar. A motivação, de acordo com ele, pode vir de muitos lugares, mas, sobretudo deve ser interna. Essa é uma regra que as pessoas de sucesso não quebram.
3 Conheça o seu lugar dentro da equipe
“Cada deve saber o seu lugar dentro do grupo. Não dá para a equipe toda fazer 30 pontos em um jogo, mas há lugar para rebotes, para defesa, para passes”, aconselha.
Conhecer a sua função é a regra mais importante para não ter problemas no trabalho em equipe, em sua opinião. “Quando cada um sabe o que fazer, sempre, tudo fica muito mais fácil”, diz.
4 Obstáculo à frente? Supere-o
Por mais brilhante que você seja, não há trajetória profissional que decorra sem alguns sacolejos e muitas pedras no caminho. 
Problemas à vista? “Encare o obstáculo e faça de tudo para superá-lo”, diz Oscar. Estando treinado, suas chances de êxito aumentam muito, afirma o mais cestinha do Brasil.

5 Mantenha o bom humor, sempre
Manter o bom humor mesmo quando o clima na empresa ou em casa pesa não é tarefa das mais simples. Mas, vale a pena fazer o esforço, diz o jogador. E ele sabe bem do que está falando.
O sorriso no seu rosto e o alto astral não diminuíram mesmo enfrentando mais uma batalha no tratamento contra o câncer. “A doença está instalada não há nada que eu possa fazer, a não ser trata-la e, para viver melhor, o mau humor atrapalha de verdade. Então tento ficar mais alegre do que fui e vivo bem assim”, explica. Isso mesmo, Oscar.
Por: Camila Pati - Camila Pati é repórter de Carreira de EXAME.com. Seu e-mail é camila.pati@abril.com.br

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Menos Oração e Mais Ação

Quantas palestras você já participou ressaltando a importância do poder do pensamento positivo em sua vida?  

Quantos gurus disseminaram a filosofia de que tudo começa em sua mente antes de se concretizar? 

Quantos artigos e livros já lemos sobre o poder da mente? 

Quantas historias conhecemos sobre pessoas que adoeceram ou se curaram de repente sem explicação alguma?

São exatamente naqueles momentos em que tudo parece estar fora de controle e as coisas vão mal é que as suas competências fazem a diferença.

Como diz o provérbio Russo “Reza, mas não deixes de remar para a margem”. 

Você certamente já ouviu falar de Iceberg (do inglês ice, "gelo" + sueco e alemão Berg "montanha"). O Iceberg tem uma característica muito interessante, apenas 10% da sua massa fica acima da linha d’agua, os 90% restantes está submerso.

Semelhante ao iceberg a maior parte da sua capacidade está oculta dentro de você mesmo. 

As pessoas apenas enxergam aquela pequena fatia que desejamos ou conseguimos expressar, ou seja, maioria de nós não utiliza a maior parte de suas habilidades e talentos com eficiência, batizei isso de efeito iceberg.

O termo efeito iceberg também é aplicado em gestão da qualidade total quando os problemas que estão escondidos começam a aparecer, temos a impressão de que as coisas pioram ao invés de melhorar.  

Segundo os especialistas o efeito iceberg é benéfico, pois desmascaram os problemas que antes não eram vistos e assim possibilita que alem de ser identificados possam ser solucionados.

Isso também ocorre na esfera pessoal e profissional, quando iniciamos qualquer processo de mudança de comportamento encontramos muitas barreiras e alguns comportamentos deletérios brotam e ao invés de enxergarmos uma oportunidade de melhoria e desenvolvimento , nos assustamos e instintivamente os escondemos abaixo da linha de visão das pessoas.

Rich Fettke conferencista, coach e autor do livro "Extreme Success" alerta para um dos mais importantes conceitos já descobertos no campo da performance humana o chamado "conceito da vitória por um décimo". Este conceito, ou princípio estabelece que "pequenas diferenças em uma habilidade podem causar enormes diferenças nos resultados”.

Isso significa que com apenas um pequeno esforço a mais você pode melhorar em muito os resultados obtidos, mas por outro lado também significa que pequenas sabotagens podem trazer péssimos resultados. Estas pequenas sabotagens são resultantes das crenças limitantes que cada um impõe a si mesmo.

Sabemos que algumas vezes somos medrosos; ora brigamos, ora fugimos; ora nos sentimos fortes outras nem tanto, ora rimos, ora caímos em lagrimas; ora temos certezas, ora só duvidas. Mas precisamos estar firmes em nossos objetivos, não podemos deixar de acreditar em nossa força interior, nem nas forças ao nosso redor.

O Fracasso e o sucesso, por exemplo, são hiperestimados, não conheço ninguém de sucesso que não tivesse uma historia de fracasso e aprendizado para contar.

A maioria das pessoas em nossa cultura foi programada para temer essa coisa chamada fracasso, (uma crença que estragou a vida de muita gente), parece que temos a obrigação de estar sempre certos, não temos o direito de “dar com os burros n’agua” e se isso acontecer será marcado para todo o sempre. Por isso não há essa coisa chamada de fracasso ou sucesso isso é relativo. Há somente resultados.

Desconfio de pessoas que somente tem historias de sucesso para contar que ficam falando de como são perfeitas e bem sucedidas. Isso não existe, as pessoas verdadeiramente de sucesso convivem com a sobra do fracasso frequentemente e fazem dela uma fonte de energia para atingir seus objetivos.

Não existe certeza, atualmente apesar de todas as religiões, credos, orações, preces e espiritualidade existentes ainda enfrentamos um grande desafio pessoal, muitas pessoas ainda não conseguem ter fé em si mesmas.
  • Tudo se resume a uma questão de atitude! Por isso menos oração e mais ação.
Fonte: ROBERTO RECINELLA - http://www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A Importância da Visão Estratégica

Pensar de maneira estratégica é a coisa mais difícil do mundo, principalmente, para quem não é dono da empresa tampouco diretor ou gerente. 

Em geral, os valores pessoais dos empregados têm pouco a ver com os valores escolhidos pela organização.

De fato, são poucas as empresas levam a sério a questão do plano estratégico. 

Somente as empresas mais consolidadas, de médio e grande porte, adotam a ferramenta como um orientador. 

Na maioria das vezes, elas concentram a energia nos objetivos financeiros e se esquecem das pessoas embora se refiram a elas como talentos, o seu maior ativo.

Em geral, as que adotam, o fazem por modismo, pecam na falta de disseminação dos resultados do planejamento e, acima de tudo, ignoram o plano de ação. 
  • Nenhum plano estratégico sobrevive à falta de plano de ação.
 Por experiência, posso dizer que a maioria das pessoas não se empolga com as diretrizes organizacionais. Visão, missão, valores e políticas não cabem nas mentes essencialmente operacionais, pois, de certa forma, mexem com a zona de conforto e exigem mudança de modelo mental. 
  • Uma coisa é ser o dono, outra coisa é ser um empregado comprometido com os interesses do dono.
Por essa razão, a maioria conspira, reclama da empresa e considera tudo isso uma grande bobagem, afinal, boa parte delas pessoas está no cargo, mas não está na empresa, razão pela qual o compromisso com os resultados também é mínimo.

Quando eu pergunto para as pessoas se elas conhecem a visão, a missão e os valores da empresa, menos de 10% dizem que sim. 

Por que razão isso acontece? 
Algumas prováveis respostas: a empresa não é delas; os valores não batem; elas não participaram do evento de elaboração do plano estratégico; a empresa tem por que faz parte do método; não houve disseminação etc.

Tudo isso serve apenas para consolidar as fontes de complacência na organização e a questão ainda é crucial para muitas empresas: quem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. 
Quanto mais a empresa é favorecida pelas circunstancias econômicas, mais ela ignora isso.

Quem não pensa de maneira estratégica nunca será capaz de conceber e gerir negócios por conta própria. 

Isso requer lidar com variáveis que vão além do conhecimento técnico e das habilidades gerenciais. Tem a ver com a emoção, o sonho, o idealismo, o sentido de contribuição e a vontade de querer fazer as coisas da melhor maneira possível.

No papel de empreendedor, não há como não pensar no futuro do seu negócio, o que, por sua vez, exige pensamento estratégico. Seus empregados nunca farão esse papel por você se não forem estimulados a comprar parte do seu sonho, afinal, eles tem sonhos próprios.

Por essa razão, eles ainda são empregados e não empreendedores. Parece duro, mas é difícil mobilizar as pessoas para se apaixonarem por algo que não saiu da cabeça delas. 

Se o seu sonho não contribui para a realização do sonho dos empregados, fica quase impossível mobilizá-los. 
A maioria não tem sonho algum, apenas sobrevive do sonho alheio.

Tudo isso importa em parte. O que importa de fato é a sua determinação em fazer do seu negócio uma referencia e a sua capacidade de mobilizar ou substituir rapidamente aqueles que não contribuem para o desenvolvimento do seu negócio.

De acordo com Peter Drucker, empreendedores bem-sucedidos, seja qual for a sua motivação pessoal – poder, fama, dinheiro, curiosidade ou desejo de reconhecimento -, tentam criar valor e fazer uma contribuição efetiva para a sociedade.

A única maneira de fazer isso é pensar de maneira estratégica e sonhar aquilo que todo mundo sonha, mas não tem coragem de realizar, afinal, mudar, gerar negócios, criar empregos e prosperar requer muito mais do que correr atrás de salário, benefícios, status e crachá.

Pense nisso e empreenda mais e melhor!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Consultoria: Uma Opção de Vida

O trabalho é a principal parte do processo de nos tornarmos nós mesmos. 

Ele tem efeito sobre o que nós somos e sobre o que nos é essencial. 

Assuntos de trabalho mais importantes são assuntos de vida.

A preocupação com o tipo de trabalho que estamos realizando se apresenta na medida em que ele se relaciona com o que queremos para nossa vida.

A consultoria é uma opção de vida, uma forma de auto descoberta, e uma fonte de crescimento pessoal, não somente uma forma de ganhar a vida. 
Exercendo a atividade de consultoria, consultores ajudam as organizações ao mesmo tempo em que ajudam a si mesmos.

A energia para trabalhar em um projeto de consultoria surge principalmente quando trabalhamos com assuntos que afetem as vidas das pessoas e no quanto este projeto poderá ajudar as pessoas a se desenvolverem.

Consultores por vocação buscam freqüentemente trabalhos não só com base na contribuição potencial que possam dar para a comunidade e a sociedade, mas também no potencial evolutivo que o trabalho proporcione para eles próprios.

Essa necessidade de aprendizagem deve estar equilibrada entre a necessidade de dar uma contribuição efetiva e a necessidade dos clientes por resultados positivos, onde os riscos devem estar equilibrados entre a necessidade de proporcionar resultados previsíveis e a necessidade do cliente de ter confiança no trabalho do consultor. 

Quando se faz uma opção de vida trabalhando como consultor, precisamos nos conscientizar, de que o trabalho é duro, cansativo e consome muita energia nos níveis físico, mental, emocional e espiritual, tornando-se imprescindível, portanto destinar um tempo em seu planejamento, para se restaurar, recriar, ganhar novas perspectivas e descansar.

A vocação para consultoria se caracteriza também como um estilo de vida. Ser consultor significa: Obter realização pessoal com o trabalho; escolher, construir amizades e compartilhar poder com clientes; trabalhar com pessoas e organizações que estão em processo de mudança; poder ser bem sucedido sem ter que trabalhar todos os dias do ano; não ter nenhuma intenção de fazer outro tipo de trabalho.

Ser consultor é mais confortável do que interpretar o papel de consultor. Portanto a meta é estabelecer um papel de consultor que represente realmente aquilo que somos.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vendas Criadoras de Valor - VCV


O termo Vendas Criadoras de Valor (VCV) foi criado pelo renomado consultor e professor Ram Charan. 

Em seu livro - O que o cliente quer que você saiba – Editora Campus – o autor logo no início da sua narrativa afirma que o processo tradicional de vendas não mudou quase nada nos último cem anos.


  O livro é mais direcionado para empresas que praticam o B2B, ou em outra linguagem, que vendem para outras empresas, tendo quase nenhum foco na venda para o consumidor final, mas nem por isso deixa de ser imprescindível em sua estante.

  A tese é de que a sua empresa e seus profissionais de vendas devem entender do negócio do seu cliente e não só ajudar na redução de custos, mas principalmente contribuir para que o seu cliente aumente as vendas, isso inclui conhecer profundamente o negócio, mercado e concorrentes do seu cliente e até mesmo os clientes do seu cliente.

A empresa assim transforma-se em um só departamento: o de vendas. O pessoal da produção, financeiro, administrativo, marketing, logística, jurídico ou qualquer outro setor devem todos estar envolvidos e comprometidos como o novo processo de vendas e adequar nosso produto ou serviço de acordo com as necessidades do cliente e ainda oferecer o que ele não espera.

É uma enorme mudança na forma de atuar afinal o seu pessoal deve ter acesso aos indicadores financeiros do cliente, dados como metas, previsão de faturamento, crescimento e investimentos futuros. 

É claro que na VCV a confiança é a palavra chave e vai sendo conquistada aos poucos, pois o nível de relacionamento e integração entre a empresa fornecedora e a compradora é muito maior. Descobrir quem realmente decide na empresa, conhecer os jogos de poder na organização-cliente, relacionar-se com as pessoas certas também são importantes nesse contexto.


O foco está muito além de satisfazer ou solucionar os problemas da clientela. O foco é gerar prosperidade para o seu cliente e seu maior prêmio será conseguir fugir da guerra de preços por meio de um atendimento totalmente diferenciado da concorrência.

Fonte: Paulo Araújo - http://www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 31 de agosto de 2013

Sarney: A Política em seu Estado Mais Puro…

Não aprecio o jeito de José Sarney fazer política. Considero seu estilo um retrato do que o país tem de mais anacrônico, mas é inegável que ele tem muito a ensinar… 
Quem estiver interessado em entender a política brasileira, não pode deixar de prestar atenção quando ele concede uma entrevista. Diante de certas indagações, qualquer outro político silencia; ele não, revela as engrenagens que movimentam o Brasil com uma didática que impressiona. José Sarney revela, sem pudores, como funcionam as coisas no lado debaixo do Equador…
Não é novidade, Sarney tem história. Esteve no PSD, UDN, UDN “Bossa Nova” (de centro esquerda) e no PDS. Conseguiu algo difícil: ser presidente da Arena e do PMDB. Para os mais jovens, explico: seria algo como ser líder em Israel e na Palestina em épocas diferentes… 
Não dispensou nada. Elegeu-se governador do Maranhão com o apoio da Revolução de 64, cultivando, como ninguém, um senso de oportunismo admirável. 
Na vitória e na derrota, esteve sempre no lugar e na hora certa. Agora, em outro século, continua forte, sentado numa cadeira que lhe dá o poder que parece querer conservar até o fim de seus dias…
Na semana passada, ele deu uma entrevista exclusiva ao jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre. Os jornalistas apresentaram o entrevistado lembrando que a sua marca é a discrição, identificada na economia de gestos, e na elegância com que trata os interlocutores. Disseram também que, se houve algum tipo de irritação diante de alguma pergunta, ela foi escamoteada sem que ele precisasse franzir a face… Foi da vaia do Rock in Rio ao uso do helicóptero da PM do Maranhão, sempre observando a famosa “liturgia do cargo” celebrizada por ele…
Vale a pena comentar alguns tópicos da entrevista. 
Uma passagem marcante acontece quando ele comenta os apoios políticos. 
Diz: “Lula foi à minha casa pedir apoio”. Muitos não tinham conhecimento desse fato, agora ele revela finalmente quem era apoiador, quem era apoiado… 
Aos 81 anos, o senador deixa claro algo que muitos ainda não tinham entendido.
Perguntado por que o Congresso não vota a reforma política, ele explicou que “o parlamento eleito por determinadas regras cria um conservadorismo que é difícil de mudar porque cada um considera que sua reeleição depende das regras com que foi eleito”. 
Simples pra quem é do ramo… Mas é lamentável que o eleitorado não saiba, exatamente, que regras afinal são estas…
Perguntado se ele tem tanto poder quanto lhe atribuem, disse que “gostaria de ter 1% do poder que a mídia lhe atribui”…, que “estão conferindo a ele inclusive os invernos bons e os ruins”. 
Que “pelo menos a seca do Rio Grande do Sul ainda não lhe foi atribuída”. 
Fiquei impressionado: como podem atribuir ao senador invernos bons e ruins… 
Mas ele tem razão, ainda “não lhe atribuíram a seca no sul”. 
E quanto às outras coisas que lhe são atribuídas? Não houveram respostas pela singela razão de que nada lhe indagaram…
Mas uma pergunta não poderia faltar. 
Por que o único presidente que não foi seu aliado – Fernando Collor – caiu? 
Ele esclareceu: “tenho sido aliado de alguns governos, mas já fui oposição durante muito tempo…”. 
Disse que “Fernando Henrique e Lula foram a sua casa lhe pedir apoio” e que “acha injusto quando dizem que apóia todos os governos”.  
E Dilma? Também foi a sua casa lhe pedir ajuda? – 
Não, “eu já tinha uma aliança com o PT”. Como sempre, usou poucas palavras para explicar muitas coisas…
Encerrou com um ensinamento antológico sobre o uso do tal helicóptero da PM do Maranhão para passeios. Confrontado com uma pergunta que poderia ser embaraçosa para políticos inexperientes, ele deu uma resposta lapidar, que não deixa dúvidas sobre seu pensamento sobre esse tipo de assunto: 
“Quando a legislação diz que o presidente do Congresso tem direito a transporte de representação, estamos homenageando a democracia, cumprindo a liturgia das instituições”. 
Não é à toa que a liturgia é algo sagrado pra ele…
Finalizando, digo que depois de ouvir tudo o que ele falou, senti vontade de me ajoelhar na sua frente e pedir perdão por ter imaginado, um dia, que ele seria capaz de cometer atos que pudessem ferir a “liturgia”… 
Não consegui deixar de lembrar o antigo ensinamento de que cada um tem a história de vida que merece. 
Grande Sarney!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Administrador não...


  • Administrador não descansa, trabalha.
  • Administrador não cheira, sente cheiro.
  • Administrador não respira, ele exala.
  • Administrador não tem depressão, tem problemas.
  • Administrador não admira a natureza, analisa o todo.
  • Administrador não elogia, expressa admiração.
  • Administrador não tem reflexos, tem instinto.
  • Administrador não facilita discussão, entra em conflito.
  • Administrador não admite algo sem resposta, sempre arruma uma solução.
  • Administrador não pensa, tem idéias revolucionárias.
  • Administrador não fala, palestra.
  • Administrador não toma susto o mercado que esta louco.
  • Administrador não espera retorno de chamadas, espera feedback.
  • Administrador não perde energia, perde tempo.
  • Administrador não mobília a casa, planeja um layout.
  • Administrador não faz compras, investe em seu estoque.
  • Administrador não fala bem de sim, realiza marketing pessoal.
  • Administrador não’’fala mal dos outros’’, faz feedback.
  • Administrador não ‘’manda’’, lidera.
  • Administrador não lidera funcionários, mas sim colaboradores.
  • Administrador não copia algo, faz benchmarking.
  • Administrador não pensa no presente, planeja o futuro.
  • Administrador não prevê o futuro, faz simulações na HP. Administrador não troca idéias, pratica Brainstorming.