quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Dimensionamento da Gestão da Qualidade


Os sistemas de Gestão da Qualidade complexos têm excesso de documentação, padrões desnecessários, burocracia e um sentimento permanente de "carregar uma cruz”, unânime em todos da organização. 

Tudo isso "justificado" pelo tal Sistema de Gestão da Qualidade, muitas vezes um monstro desconhecido pela maioria, e que pode levar sua empresa para um abismo de ineficiência sem volta.

Há muito tempo gostaria de tratar sobre o dimensionamento do Sistema de Gestão da Qualidade, sobretudo àquele aplicado em pequenas e médias empresas que precisam de algo prático e eficaz para impulsioná-las na luta diária contra as grandes empresas da economia.

Acompanho há alguns anos, testemunhos sinceros de colaboradores e empresários que simplesmente não conseguiram obter qualquer vantagem com a implantação de normas de gestão da qualidade, consequentemente, muitos reclamam que após a implantação, o trabalho dobrou e constantemente eles se veem cercados por "atividades documentais" sem sentido e devoradoras de tempo.

Existem diversas causas relacionadas ao problema citado acima, entre elas estão:
  • Falta de experiência do pessoal responsável pela implantação do sistema da qualidade;
  • Profissionalismo duvidoso de consultores que apresentam "receitas prontas" para obtenção da certificação, sem uma análise cuidadosa das necessidades da empresa contratante;
  • Excesso de controle por parte dos responsáveis pelo Sistema de Gestão da Qualidade, muitas vezes estabelecido erroneamente pela norma e seus requisitos;
  • Criação excessiva de padrões, muitas vezes criados sem uma análise cuidadosa dos processos e suas falhas.
No decorrer destes anos que atuo na área, já perdi a conta de quantas vezes vi documentos que padronizavam até mesmo o retrabalho e o excesso de inspeção.

De fato, existem outros problemas, mas gostaria de proporcionar mais espaço para as boas práticas que uma pequena e média empresa (grande também!), pode adotar para deixar sua gestão da qualidade mais leve, eficaz e interessante.

Aproveite a multifuncionalidade: Empresas menores possuem um nível muito maior de multifuncionalidade em suas funções do que empresas maiores, ou seja, a pessoa que ocupa cada cargo tem uma visão mais abrangente dos demais processos e consegue dimensionar melhor o impacto ou necessidade de um novo padrão ou a implantação de uma nova atividade.

Diminua seus padrões documentados:  Embora não exista uma regra, é comum que grandes empresas possuam diversos padrões, pois cada processo é desempenhado por muitas pessoas com experiências e conhecimentos distintos, mas essa não é a realidade das pequenas empresas, muitas vezes com atividades desempenhadas por uma ou duas pessoas, quase sempre treinadas no trabalho do dia-a-dia (On the job). 

Considere que a probabilidade de uma tarefa ser executada fora do padrão, no caso de uma pequena empresa o impacto é muito menor do que em uma grande empresa, por isso, simplifique e até exclua padrões documentados desnecessários para a sua empresa.

Use a tecnologia: Com essa onda de Cloud Computing (Computação em nuvem) muitos softwares de gestão ficaram baratos e acessíveis para empresas menores, por isso explore essa oportunidade e aproveite todos os benefícios e automatização que essas ferramentas podem dar ao seu sistema de gestão. Aqui na Q2, nós usamos o Zoho (gratuito até três usuários), mas existem outros como o Salesforce que são muito bons e não pesam tanto no bolso.

Use a tecnologia e não fique mais refém de planilhas e formulários que mais atrapalham do que ajudam.

Seja criativo: É incrível, mas mesmo sem querer, a normalização causou um engessamento da criatividade em diversas empresas. Ainda desenhamos sistemas de gestão da qualidade como fazíamos há 10 anos, com os mesmos métodos, as mesmas ferramentas e da mesma forma.

Por favor, peço uma coisa para você que atua na qualidade (ou qualquer outra área) - PENSE DIFERENTE, pois a norma é apenas um meio e precisa se ajustar à criatividade e processo de inovação aplicáveis e vitais à gestão de cada empresa.

Outras alternativas?
Sem dúvida! Você, com certeza vai descobri-las se estiver atento as reações que cada pessoa expressa com relação ao sistema da qualidade. Muitas vezes elas não falam, mas acham que tudo poderia ser diferente, entretanto, por desconhecerem a própria norma, deixam essas sugestões de lado, pois afinal a cultura da "norma não deixa" é dominante e impositiva.

Busque o diferente estabelecendo um bom senso com a norma, a necessidade e visão da empresa e a sua criatividade, assim alcançará êxito no trabalho realizado.


O Aumento da Produtividade nas Empresas

O equilíbrio das organizações é suportado pelo tripé:

(a) conhecimento e atualização tecnológica 

(b) utilização de técnicas e métodos gerenciais avançados e por último 

(c) o bom relacionamento entre as pessoas.

Na prática, as empresas negligenciam a terceira condição, deixando que os relacionamentos entre as pessoas ocorram de forma “natural”, sem considerar que no ambiente de trabalho, a produtividade pode ser otimizada desde que as pessoas sejam preparadas para desenvolverem seu potencial e novas habilidades de trabalho em grupo.

As personalidades estão no DNA de cada um e certas características são imutáveis. Por outro lado, sabemos que as percepções de uma pessoa poderão mudar se ela reconhecer vantagens em adotar novos comportamentos. Em uma "mudança de comportamento”, quando acontece uma reação positiva, a percepção anterior tende a desaparecer assim como a resistência da pessoa ao “novo comportamento”. É o que acontece quando se mudam os paradigmas.

A importância da produtividade nas empresas torna-se mais evidente, quando se reconhece que problemas com os relacionamentos pessoais, geram efeitos danosos em todas as áreas. Uma solução moderna e de efeitos rápidos é a adoção do programa de treinamento denominado Programa de Mudança de Comportamento – PMC.

Sua finalidade é desenvolver habilidades de comunicação e de relacionamentos interpessoais, para que as pessoas melhorem continuamente os resultados de sua atuação. A estrutura do PMC está fundamentada em Cinco Princípios a seguir enumerados:   

            1 – Mantenha e aumente a auto-estima das pessoas
            2 – Enfoque o comportamento e não a personalidade das pessoas
            3 – Escute atentamente para sentir e satisfazer seu/sua interlocutor/a
            4 – Utilize técnicas de Reforço Positivo para moldar os comportamentos 
            5 – Estabeleça e mantenha a comunicação

Um dos pontos relevantes do Programa de Mudança de Comportamento é seu conteúdo prático e dinâmico, não interferindo na individualidade e respeitando, profundamente, a personalidade de cada participante do treinamento.

Utilizando dramatizações (rolling plays) gravadas em vídeo e comentadas imediatamente com os participantes, facilita a compreensão dos Cinco Princípios por colocá-los em prática logo após a explicação conceitual. O treinamento pode ser utilizado em todos os níveis da organização e transfere aos participantes melhores condições para desenvolver seu trabalho, inclusive nos contatos com clientes.

As estratégias empresariais de sucesso, precisam ser focadas na implementação e na garantia da qualidade de seus produtos e serviços, além de incorporar novos conceitos e práticas para aumentar a produtividade dos colaboradores, melhorando sua qualidade de vida e tornando-os pessoas mais felizes. 

Fonte: 
João Baptista Sundfeld http://www.qualidadebrasil.com.br/ 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Como Sabotar o Seu Tempo

Como sabotar o seu tempo

São alguns minutos perdidos e pronto, foi-se uma tarde ou uma manhã.


Pequenas atitudes que minam a produtividade e o tempo como um todo estão no nosso dia a dia da mesma forma que a fome impera no nosso estômago. Quanto mais ansiosos, mais fome e menos tempo temos.

Como gerenciar adequadamente o tempo?

Não é uma tarefa simples. Requer muita dedicação e principalmente gerenciamento. 

A revista Exame.com nos traz 5 dicas de como não perder este valioso aliado, o tempo:
Quando o relógio do escritório sinaliza que o expediente normal já acabou faz há horas - mas você ainda está lá - é que pode aparecer a dúvida sobre o quão competente é você no quesito administração do tempo.

“Mesmo sem querer, podemos perder o foco e desperdiçar tempo”, diz Patrícia Rocha, consultora da Sher Marketing e professora de cursos de MBA e pós-graduação. E, apenas ao constatar que a meta não será atingida no prazo determinado ou que será necessário ficar até mais tarde no escritório é que os profissionais se dão conta disso.

Ou seja, não é intencional, mas você pode estar sabotando a sua produtividade.
O primeiro passo para reverter este quadro, segundo Patrícia, é ter consciência de situações ou atividades que desperdiçam tempo e eliminá-las.

Confira as principais atitudes (ou falta de) que prejudicam a produtividade no trabalho:

1 Perfeccionismo

Não é à toa que a frase “feito é melhor do que perfeito” está estampada na parede da sede do Facebook, nos Estados Unidos.

O lema de Sheryl Sandberg, a chefe de operações da rede social de Mark Zuckerberg, vai contra um dos principais sabotadores da produtividade: o perfeccionismo.

Na opinião de Patrícia, prender-se a detalhes desnecessários é um dos jeitos de sabotar o fluxo produtivo durante o seu expediente.

2 Retrabalho ou dificuldade em delegar

A falta de organização e método pode fazer com que tarefas precisem ser refeitas. E, com o retrabalho gasta-se o dobro do tempo.
A dificuldade em delegar também coloca a produtividade dos chefes em xeque, segundo a consultora.

“Se o profissional tem cargo de liderança, pode deixar de entregar resultados porque fica muito tempo na operação, fazendo tarefas ou tomando decisões do escopo de sua equipe ao invés de delegar, por exemplo”, diz Patrícia.

O resultado disso é que muitos chefes não têm tempo para participar de projetos mais complexos ou promover a integração das equipes.

3 Discussões sobre dificuldades e polêmicas ou reuniões intermináveis

Profissionais também tropeçam na produtividade por conta de discussões sobre polêmicas ou as dificuldades de um projeto ou tarefa. “Perdem muito tempo discutindo sobre as coisas”, diz Patrícia.

Lotar a agenda com reuniões demoradas e que pouco contribuem para dar andamento ao trabalho também roubam o tempo produtivo, explica Patrícia.

“As reuniões devem ser planejadas, com objetivo claro e específico. É fundamental que sejam bem conduzidas para que se mantenha o foco no assunto (pauta)”, diz.

Além disso, a especialista a definição do tempo e a existência de alguém responsável por conduzir os assuntos a partir de um cronograma como aspectos fundamentais para evitar a perda de horas e horas de trabalho com as reuniões.

4 Falta de planejamento de agenda

A falta de planejamento é outro item que compromete a produtividade, de acordo com a especialista. “Por não tem um planejamento e boa agenda, gasta-se muito tempo com atividades menores logo nos momentos mais produtivos”, lembra Patrícia.

Ou seja, verificar todos os emails recebidos no momento em que você sente mais energia e disposição vai fazer com que o relatório final que o chefe está cobrando fique para depois. “E quando vamos nos dedicar às tarefas mais importantes, estamos cansados e indispostos”, diz Patrícia.

Adotar este tipo de conduta vai, certamente, impactar na sua produtividade ao longo da semana. “Isso porque há má gestão de tempo e energia, o que fica mais crítico se a exigência envolve processo criativo”, diz Patrícia.

Conhecer a meta e dividi-la em partes para distribuí-las ao longo do tempo disponível é um das dicas de Patrícia. Ela também recomenda investir tempo em atividades “ não –urgentes” mas que não devem ser adiadas como o estudo e o desenvolvimento profissional.

5 Assertividade zero

A dificuldade em se posicionar e dizer não àquele colega de trabalho que pede ajuda toda hora também vai contribuir para a perda do foco.

“Ajudar os outros e trabalhar em equipe é uma coisa, mas atender às demandas dos outros, em excesso e repetidamente, certamente gera expectativas sobre as quais teremos cada vez mais dificuldade em nos posicionar”, diz Patrícia.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-maneiras-de-sabotar-a-sua-produtividade
Quais as suas práticas para evitar perder tempo?

Eu uso muito agenda, procuro ser objetivo e principalmente ocupo meu tempo livre para fazer o trabalho que resta ou curtir a vida, pois são nestes momentos de vida que podemos ser mais criativos e efetivos aos nossos clientes.

Quem passa muito tempo na operação não tem tempo para ser criativo e não consegue criar diferenciais.

Dê tempo para si mesmo. Isto é mais do que lazer... É uma ferramenta de trabalho!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

ASSÉDIO MORAL CONTRA O EMPREGADO

Tão antigo quanto o trabalho, o assédio moral caracteriza-se por condutas que evidenciam violência psicológica contra o empregado.

Desta forma, expor o empregado a situações humilhantes (como xingamentos em frente dos outros empregados); exigir metas inatingíveis; negar folgas e emendas de feriado quando outros empregados são dispensados; agir com rigor excessivo e colocar "apelidos" no empregado são alguns exemplos que podem configurar o assédio moral.

São atitudes que, repetidas com frequência, tornam insustentável a permanência do empregado no emprego, causando danos psicológicos e até físicos (como doenças devido ao estresse) ao empregado.

Os distúrbios mentais relacionados com as condições de trabalho são hoje considerados um dos males da modernidade. Algumas das novas políticas de gestão exigem que as pessoas assumam várias funções, tenham jornadas prolongadas, entre outros abusos. Para o empregado, não aceitar tais imposições é correr o risco de ser demitido já que dificilmente faltam substitutos.

Ressalte-se que o assédio moral é repetitivo, ou seja, é caracterizado por ações reiteradas do assediador. Portanto, devem-se diferenciar acontecimentos comuns e isolados que ocorrem nas relações de trabalho (como uma "bronca" eventual do chefe) das situações que caracterizam assédio moral. Se constantemente a pessoa sofre humilhações ou é explorada, aí sim temos assédio moral.

CADEIA DE ASSÉDIO
Além dos superiores hierárquicos, é comum os pares terem atitudes de humilhar seus colegas. Por medo, algumas pessoas repetem a atitude do chefe, humilham aquele que é humilhado ou ficam em silêncio quando vêm uma situação dessas. Mas os executivos também sofrem pressão. A cada ano eles têm que atingir metas mais ousadas em menos tempo e acabam transmitindo essa angústia para os demais. O problema é estrutural nas empresas.

Uma das principais causas do assédio é o desejo do empregador em demitir o empregado. Para não arcar com os custos de uma demissão sem justa causa, o empregador busca criar um ambiente insustentável na expectativa de que o empregado acabe pedindo demissão.
Entre as pessoas que mais sofrem humilhações estão aquelas que adoecem por consequência do trabalho; as de meia-idade (acima de 40 anos) e são consideradas "ultrapassadas" em alguns ambientes; as que têm salários altos, porque podem ser substituídas a qualquer momento por um ou dois trabalhadores que ganhe menos; gestantes e os representantes eleitos da CIPA e de Sindicatos (que possuem estabilidade provisória).

Abaixo algumas situações que podem identificar um empregado que está sendo assediado:
isolado dos demais colegas;
  • impedido de se expressar sem justificativa;
  • fragilizado, ridicularizado e menosprezado na frente dos colegas;
  • chamado de incapaz;
  • torna-se emocionalmente e profissionalmente abalado, o que leva a perder a autoconfiança e o interesse pelo trabalho;
  • propenso a doenças;
  • forçado a pedir demissão.

Citamos também algumas situações que podem identificar o agressor, podendo ser um chefe ou superior na escala hierárquica, colegas de trabalho, um subordinado para com o chefe ou o próprio empregador (em casos de empresas de pequeno porte):

  • se comporta através de gestos e condutas abusivas e constrangedoras;
  • procura inferiorizar, amedrontar, menosprezar, difamar, ironizar, dar risinhos;
  • faz brincadeiras de mau gosto;
  • não cumprimenta e é indiferente à presença do outro;
  • solicita execução de tarefas sem sentido e que jamais serão utilizadas;
  • controla (com exagero) o tempo de idas ao banheiro;
  • impõe horários absurdos de almoço, etc.

Vale ressaltar que não basta alegar o assédio, é preciso provar que foi assediado, sob pena da Justiça do Trabalho não reconhecer o direito conforme se pode constatar em alguns julgados abaixo.

LEGISLAÇÃO E JULGADOS
No âmbito federal, o Brasil ainda não possui regulamentação jurídica específica, mas o assédio moral pode ser julgado por condutas previstas no artigo 483 da CLT.

Na prática, os tribunais trabalhistas reconhecem o assédio quando caracterizado e comprovado por testemunhas, levando aos empregadores a pagarem indenizações elevadas. Veja algumas notícias de julgados sobre o assunto:
  • Chefe será indenizado por assédio moral de uma subordinada
  • Trabalhador deficiente será indenizado por assédio moral
  • Empresa paga indenização por forçar empregada a pedir demissão
  • Trabalhadora do ramo turístico não consegue indenização por dano moral
  • Empresa pagará indenização milionária por assédio moral
  • Distinção salarial não configura assédio moral
  • Trabalhadora demitida por justa causa por violar o regulamento da empresa não consegue provar assédio moral

PRECAUÇÃO
As empresas precisam se precaver, mediante orientação às chefias dos procedimentos para evitar quaisquer atitudes que possam caracterizar o assédio moral. Treinamento e conscientização são as principais armas contra este mal, além, é claro, do respeito constante aos trabalhadores.

Dentre as inúmeras medidas que o empregador poderá tomar para evitar ou coibir tais situações, citamos algumas:
  • criar um Regulamento Interno sobre ética que proíba todas as formas de discriminação e de assédio moral, que promova a dignidade e cidadania do empregado, proporcionando entre empresa e empregado laços de confiança.
  • diagnosticar o assédio, identificando o agressor, investigando seu objetivo e ouvindo testemunhas.
  • avaliar a situação através de ação integrada entre as áreas de Recursos Humanos, CIPA e SESMT.
  • buscar modificar a situação, reeducando o agressor;
  • não sendo possível, deverão ser adotadas medidas disciplinares contra o agressor, inclusive sua demissão, se necessário.
  • oferecer apoio médico e psicológico ao empregado assediado;
  • exige-se da empresa, em caso de abalos à saúde física e/ou psicológica do empregado, decorrentes do assédio, a emissão da CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho.
Transcrito do site: http://www.sinfa.org.br/

domingo, 11 de agosto de 2013

FELIZ DIA DOS PAIS

Meu Pai: 

JOAQUIM B. CAVALCANTE FILHO

Pai
Pode ser que daqui algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez
Pai
Pode ser que dai você sinta
Qualquer coisa entre esses 20 ou 30
Longos anos em busca de paz
Pai
Pode crer eu vou bem eu tô indo
Tô tentando vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer
Pai
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você
Pai
Senta aqui que o jantar tá mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde vida só paga pra ver
Pai
Me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos seus braços você fez segredo
Nos seus passos você foi mais eu, eu, eu
Pai
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
E pedir pra você ir lá em casa
E brincar com vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Pai
Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais muito mais que um amigo
Nem você, nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai
Paz

LETRA -  Fábio Jr.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Você é Acomodado?

Tenha um ser humano, 20 ou 90 anos de idade, estará sempre em dois momentos: 

Estará “verde” crescendo, tendo sempre o desejo de aprender, de inovar... Ou estará “maduro” morrendo. 

A decisão? Mais uma vez é de cada um, isto é, sua.

Agora é assim: Anúncios de emprego pedem dois idiomas e até o impensável mandarim (leia-se: chinês) tem sido requisitado no mundo dos negócios. E o idioma inglês continua sendo universal.

A graduação simples não garante mais as oportunidades de outrora e a obsolescência chega cada vez mais cedo. 
O diploma te ajuda a entrar, mas não te ajuda a permanecer. Você é contrato pelo conhecimento e demitido por falta de atitude.

Hoje, um taxista de sucesso é aquele que tem o carro limpo, um som de primeira, é cordial, cheiroso, pontual... E se tudo isso era diferencial, tem gente do ramo ganhando muito porque também se diferencia falando outros idiomas, indo além do mero transporte e fazendo muito sucesso num mercado cada vez mais crescente de executivos e empresários.

E ainda mais agora em tempos de Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil com muitos turistas vindo para cá. O mercado não permite acomodação. Sempre existe algo novo, supostamente melhor nos desafiando.

O próprio paradigma da fidelidade mudou. As donas de casa estão variando de marcas, produtos e supermercados em busca de novidades e mesmo pelo prazer maior de comprar.

Qual é o grande erro daqueles que não estão se ajustando às novas regras do mercado? A resposta é única: Acham que os acertos duram para sempre! Falando sobre as empresas, do ponto de vista profissional, adianta fazer o que todo mundo faz?
  • Será que as empresas não estão precisando de gente que contesta e que traga algo novo? 
  • Como inovar sem mentes que pensem diferentes? 
  • Como criar sem que alguém visualize uma nova oportunidade? 
  • Como tirar as pessoas da “telinha” de sempre?

Uma regra simples para perder é: Fazer as mesmas coisas do mesmo jeito, sempre!

Quando uma maçã caiu na cabeça de Isaac Newton, ele descobriu a “lei de movimento”.  
Isto é, as coisas só têm valor quando estão em movimento.  

A falta de uso enferruja e atrofia!
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Onde Estão as Carroças

Napoleão era um grande estrategista– um dos maiores da História –   e, também,  um gênio  no que hoje chamamos de  Logística – não fosse ele engenheiro militar formado  nas Academias militares de Brienne e de Paris, das mais  prestigiosas na Europa, centros da  engenharia civil e militar à época.

Pois  foi justamente com tais  credenciais que ele montou seu Plano de invasão da Rússia , em 1812, parte de ambicioso  projeto político de conquista da Europa, envolvendo cerca de 500.000 homens – a chamada “Grande Armada” – , uma montanha de apetrechos de guerra, canhões, mantimentos, barracas, armas, munições etc.
 No entanto, cerca de seis meses depois,  voltava ele  derrotado e com  somente  50.000  do seu efetivo – 10% do total inicial! 

O resto estava estropiado, morreu, foi capturado  ou simplesmente desertou.  O que acontecera?

Ora, parece que o  seu  “anteprojeto” para a  tal invasão estava meio que capenga (faltou Consultor? ), se não vejamos, fazendo uma rápida e singela conta:

1. Seus  500.000  soldados exigiriam -–sabia-se – cerca de um cavalo para cada dois homens –cavalarias mais carroças  e transporte auxiliar –,  ou seja 250.000 cavalos;
2. Cada cavalo consumia cerca de 10 k. de forragem/dia , ou seja, um total de 2.500.000 k. ou   2.500 tons/dia;
3. A forragem necessária, digamos, para 20 dias de campanha (isso que, até se chegar a Moscou deveria levar aí uns dois meses ) exigiria transportar-se  efetivamente 50.000  tons só de forragem,  mais outro tanto, talvez o dobro disso, para a tração da artilharia, mantimentos, armas, munições e “cositas” mais;
4. As carroças da época – e isso com quatro cavalos cada–, carregavam em média, uma tonelada  cada uma, o que   perfaz, singelamente, um total necessário de, pelo menos, aí umas  50.000 carroças ( parece muito, mas é isso mesmo!), quando ele nem a metade disso tinha à sua disposição.  
5. Ou seja, parece que o nosso gênio, levado pelo desvario e ambição  da conquista,  errou e feio  nessa aritmética elementar;
6. Pior, o General Intendente ( levou alguma vantagem nisso?)  encomendou ferraduras mais baratas e  mais em conta, só que  inapropriadas para a neve( ao invés de lisas,  teriam que ter  pregos,  que era   para evitar escorregões da cavalhada);
7.Resultado? Bem,  o que se sabe, entre outras coisas, é que a logística  napoleônica não funcionou – e era supervisionada diretamente por ele – vez que  faltaram carroças, mantimentos e o resto. Os cavalos não conseguiram avançar e quando morriam, por  inanição ou acidente, eram pressurosamente churrasqueados pela soldadesca faminta.

Com certeza esses nossos números aproximados – nem somos especialistas no assunto –, mas  inconsequências matemáticas são até gritantes e ao alcance de qualquer  aluno do curso primário,  razoavelmente conhecedor das quatro operações .

Contudo, uns setenta  anos depois, dois ilustres engenheiros  franceses foram  à forra e compensaram  generosamente tal fracasso.  Com efeito, Koechlin e Nouguier, em 1887 –   embora Eiffel  levasse todas as glórias –-,  desenvolveram um dos mais famosos  projetos da engenharia  europeia:  o da Torre que lá está hoje,  em Paris, símbolo e confirmação do gênio e capacidade dos seus projetistas.  

Até porque , imaginem só,  orçada para  custar sete milhões de francos,  e com um cronograma de obras de  dois anos e meio,   acabou ela por custar exatamente isso e terminou até um pouco mais cedo que o previsto.

Isso nos deixa pensando e até preocupados . Basta  lembrar de Brasília ,  estimada em  10 bilhões e que custou pelo menos o dobro, em dólares.  Ou, voltando ainda no tempo, do nosso Maracanã que consumiu o dobro dos caminhões de cimento inicialmente programados. Ou mais recentemente, na  Cidade das Artes que  custou o triplo do orçado e levou dez anos a mais do cronograma inicial, se é que já terminou .  
Ou no Estádio Mané Garrincha, lá em  Brasília,  que atrasadíssimo quase perde o  inicio da Copa das Confederações e foi ainda inaugurado faltando muita coisa . 
E isso, aliás, não custa lembrar,  numa cidade que nem tem time de futebol da primeira divisão.

Claro, nossa engenharia é de primeiro mundo, quando se quer e se deixa ela trabalhar – tá aí Itaipu, por exemplo–, mas será que não estará faltando o mais importante em toda e qualquer Consultoria,  ou seja,  critérios  técnicos independentes, não alinhados com interesses políticos ou patrimoniais duvidosos, voltados para a otimização dos recursos materiais e de tempo disponíveis, objetivando  eficiência e interesse publico? 

Mais complementaridade entre consultores projetistas e engenheiros eficazes, administradores e consultores– sócios e cúmplices da eficácia gerencial– como os da Torre e menos como os Napoleões, cegados  pela própria  ambição, pela política e pelo  desperdício na utilização dos recursos do povão?


  http://www.qualidadebrasil.com.br/

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Lições do Corinthians para o Mundo Corporativo

Há cinco importantes lições que a equipe de futebol do Corinthians tem a legar ao mundo corporativo: efetividade, liderança, trabalho em equipe, marketing e paixão.

1. Efetividade
O mundo corporativo é muito preocupado com eficiência e eficácia. 
A eficiência pode ser definida como “fazer certo as coisas” e está associada ao respeito às normas e padrões, ao preenchimento de relatórios, à redução de custos sem comprometer a qualidade. 
Já a eficácia significa “fazer a coisa certa”, com foco exclusivo no objetivo, muitas vezes sem a devida atenção para com os processos. 
Assim, um vendedor pode visitar uma dezena de clientes em um dia, mostrando-se muito eficiente. Porém, se não fechar negócio algum, terá sido ineficaz. 

A efetividade é a união de ambos. A eficiência procura otimizar recursos, a eficácia busca atingir metas e a efetividade objetiva o resultado.

A equipe do Corinthians, sob o comando do técnico Tite, exemplifica bem esta tese. Em 188 jogos, teve um aproveitamento de 62% dos pontos disputados. Não é um número excepcional, mas o suficiente para levar a equipe à conquista de diversos torneios.

Em 118 partidas (63% do total), o time venceu ou foi derrotado por apenas um gol de diferença ou empatou sem gols ou pelo placar mínimo. 

Desta forma, tornou-se um time difícil de ser batido, que marca muito bem, vende caro a derrota ou faz o mínimo necessário para vencer. Não joga bonito, mas levanta o troféu. 

Fazendo uma analogia, a seleção brasileira dirigida por Telê Santana nas Copas de 1982 e 1986 praticava o futebol-arte, mas como legado deixou apenas saudade...

Por isso, lembre-se: sua empresa pode ser bonita, bem organizada, com produtos e serviços excepcionais, um clima organizacional edificante e uma série de outros predicados. Porém, se a última linha do balanço não for de um azul reluzente, sua existência estará ameaçada.

2. Liderança
A vexatória eliminação do Corinthians para o colombiano Tolima, na pré-Libertadores de 2011, poderia ter marcado o fim de um período glorioso que estava por se iniciar. 

Naquela ocasião, a diretoria decidiu manter o técnico, contrariando a praxe de dispensar o treinador – algo similar a demitir o líder no mundo corporativo quando os resultados não aparecem no curto prazo.

Além disso, é função das lideranças combater a vaidade – iniciando pela própria. O líder deve ser um guia, um condutor e um mentor. 

Mas também deve ser enérgico, tomando decisões difíceis e até impopulares, afastando alguém do elenco ou mesmo punindo quando necessário. O líder deve ser exemplar – mas também inspirador.

3. Trabalho em equipe
O sucesso empresarial assemelha-se aos esportes coletivos na busca pela consagração. O êxito não é resultado de um indivíduo – o dono, o presidente, o diretor, o melhor vendedor – mas de todo o grupo. 

A maior rentabilidade, a redução dos índices de desperdício, o zero acidente, um elevado share of mind, tudo decorre do trabalho em equipe.

Da atual equipe do Corinthians, nenhum atleta integra o elenco da seleção brasileira. E praticamente não há titulares absolutos: a luta por um espaço no time é travada diuturnamente, a cada treino, a cada jogo.

Acrescente-se, ainda, que é necessário dar-se “tempo ao tempo”. Uma equipe não é simplesmente constituída, mas desenvolvida. 
Assim, a derrota para o Santos na final do campeonato paulista de 2011, foi parte do processo que culminaria com o título invicto da Libertadores 2012 e o Mundial Interclubes.

4. Marketing
O rebaixamento para a série B, em 2007, poderia configurar um período nefasto para os negócios do clube. 
Porém, foi o início de um processo de construção de marca que redundaria em recordes de público nos estádios, contratos milionários com a TV, novos patrocinadores, vendas de camisas e outros produtos via licenciamento, além de iniciativas inovadoras como patrocínios pontuais para jogos em finais de torneios e a venda de espaço publicitário nas axilas da camisa para o desodorante Avanço, elevando o faturamento até tornar-se o mais elevado entre todos os clubes do país.

E você, como tem cuidado do marketing de sua empresa? Lembre-se de Henry Ford: “Se eu tivesse um único dólar, investiria em propaganda”.

5. Paixão
Da Democracia Corintiana de 1982, passando pela campanha na série B até a Invasão do Japão em 2012, um ingrediente sempre esteve presente: a devoção do torcedor ao time. 

Como um casamento, nos bons e nos maus momentos, o “fiel” torcedor, reunido em um “bando de loucos”, sempre esteve presente, numa paixão que transcende os campos de futebol, invade as ruas no Carnaval, veste uniformes e canta hinos.
  • Seus colaboradores são igualmente apaixonados por sua companhia? 
  • Consomem seu produto, indicam seu serviço e defendem com afinco sua empresa?
  •  E seus consumidores, são os maiores propagadores de sua marca? 
Alcance esta grau de satisfação e reconhecimento para conquistar seu maior título: a liderança em seu mercado.

PS: Este articulista não é torcedor do Corinthians, mas respeita e admira sua recente trajetória. E aproveita para agradecer publicamente ao amigo corintiano Jorge Ifraim, que contribuiu com informações para este artigo.