quarta-feira, 10 de julho de 2013

Intraempreendedorismo

O conceito de intraempreendedorismo, também denominado empreendedorismo corporativo, foi apresentado em 1985 por Gifford Pinchot III, em sua obra homônima cujo subtítulo dizia: “Por que você não precisa deixar a empresa para tornar-se um empreendedor”.

De fato, a interpretação do empreendedor como sendo dono do próprio negócio está ultrapassada. 

A visão coerente remete ao executivo capaz de agir como se fosse um dos principais gestores de uma organização. 

Veja na sequência dez requisitos para promover o intraempreendedorismo em sua corporação.

1. Espírito empreendedor

Significa desenvolver cultura de dono e perseguir o resultado. Uma empresa privada deve ter como propósito fundamental ser lucrativa e rentável – evidentemente não a qualquer preço. Uma empresa pública, por sua vez, deve postular a excelência no atendimento à população e a boa gestão dos recursos.

2. Visão sistêmica

Combater a feudalização no ambiente profissional. Os diversos departamentos ou setores de uma companhia não são mundos isolados e dissociados. Por isso, deve-se estimular o trabalho em equipe com visão holística. A frase “Isso não é da minha área” representa a heresia máxima a ser superada.

3. Valores alinhados

Os princípios que guiam o processo decisório e balizam o comportamento representam o caráter, a essência e o destino de uma organização. Assim, valores pessoais e corporativos devem estar em sintonia, definindo o perfil de quem pode e deve vestir a camisa da empresa.

4. Metas e planejamento

Os objetivos devem ser explícitos e compartilhados e o planejamento deve ser tática, operacional e estrategicamente definido horizontalmente, e não “de cima para baixo”.

5. Excelência

Dar um basta na mediocridade. O possível não é admissível quando o melhor é esperado. O intraempreendedor não tem sua agenda ditada pelo relógio ou pelo calendário, não se esquiva ou transfere responsabilidades, não realiza ou delega tarefas apenas para ver-se livre.

6. Comprometimento

Remuneração adequada e atrelada a resultados, programa de benefícios, plano de carreira, treinamento e desenvolvimento são apenas pré-requisitos básicos a serem oferecidos aos colaboradores. A desejada retenção de talentos demanda aspectos intangíveis como reconhecimento, valorização, clima organizacional estimulante, espaço para a realização de sonhos pessoais e celebração de conquistas.

7. Comunicação. 

Estabelecer parâmetros para uma comunicação aberta, abrangente e objetiva, isenta de ambiguidades, onde opiniões são ouvidas ativamente, debatidas sem censura e acolhidas por consenso.

8. Marketing

Difundir a compreensão básica de que o marketing não é atribuição de alguns, mas responsabilidade de todos e a construção de uma marca é um processo paulatino para gerar vínculo cognitivo e emocional com o consumidor. 

9. Inovação

Em um mundo comoditizado, onde produtos, serviços e pessoas são tão semelhantes, a perenidade exige adaptação contínua, inovação constante e diferenciação permanente.

10. Qualidade de vida

O desequilíbrio entre vida pessoal e profissional é a maior fonte de ansiedade e angústia dos trabalhadores da atualidade. Proporcionar meios para que possam conciliar suas “Sete Vidas” (física, afetiva, profissional, cultural, social, material e espiritual) é o melhor instrumento para sua fidelização.

Por fim, um aspecto essencial deve ser considerado. As tarefas e as metas não podem ser um fardo; o ambiente e as pessoas não podem ser desagradáveis. Assim, a paixão verdadeira pelo trabalho deve ser o combustível a motivar empreendedores e intraempreendedores em sua jornada diária em busca de edificar grandes realizações e deixar um legado autêntico e inspirador.

Fonte:Tom Coelho  http://www.qualidadebrasil.com.br/

terça-feira, 9 de julho de 2013

Crucificar os Líderes é a Solução?

Não, claro que não.

Acreditar que os líderes fazem o que fazem, como por exemplo: utilizar um estilo ultrapassado de liderança, imaginando que seja propositadamente , é no mínimo uma falta de consideração com todos eles que , com certeza, se esforçam para dar o seu melhor às equipes e empresas.

Mas, se eles buscam fazer o melhor,  como explicar as estatísticas abaixo?
  • a) A convivência com chefes e colegas com temperamento difícil e agressivo é uma das situações mais estressantes para  38% dos entrevistados - IPOM – Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente
  • b) 86% das pessoas estão infelizes nas empresas – Gallup
  • c) 71% das pessoas saem das empresas por problemas de relacionamento com seus líderes- Gallup
  • d) 59% dos líderes são coercitivos no Brasil e criam ambientes desmotivadores. São os líderes que dizem à equipe o que fazer, são vigilantes e tendem a criticar o que está sendo feito errado, sem elogiar o que está sendo feito corretamente- Hay Group Consultoria
  1. O que temos é um verdadeiro abismo em termos de liderança entre o que o Líder pensa e sua equipe espera. 
  2. Os líderes não representam mais suas equipes.
  3. O que antes era tolerado pelos colaboradores é inconcebível para as novas gerações.
  4. O Líder além de desenvolver competências como a inovação - não aquela que revoluciona, mas sim a inovação diária que são as mudanças necessárias para trazer os melhores resultados, fazer cada vez melhor , aperfeiçoar - deverá , também, entender muito de pessoas.


Em meu livro Líder Premium oriento líderes sobre o fato de que seu estilo pode ter funcionado no passado, mas não funciona mais nos dias de hoje e portanto, devem abrir mão de crenças e paradigmas como:
  • “se eu elogiar meus colaboradores, eles farão corpo mole ou vão pedir aumento”
  • “não tá satisfeito, pede para sair”
  • “aqui incentivo é na base da cenoura e chicote “
  • “manda quem pode, obedece quem tem juízo “
  • “eles precisam saber que manda aqui “
  • “ninguém é comprometido na minha equipe “
  • “essa geração é folgada “
  • “eles não respeitam a autoridade “
Enfim, eu poderia escrever muitas frases que expressam o que alguns líderes ainda acreditam e que, com certeza, limitam todo seu potencial de crescimento e de sua empresa . Portanto, é preciso derrubar os muros  que ainda existem entre Líderes e Liderados e perceber que o mundo mudou.

Hoje graças aos jovens, internet e  redes sociais os comportamentos sofreram grandes influências e isso tem reflexos no estilo de liderança .

Os estilos mais praticados no universo web e que muitos jovens esperam encontrar no mundo corporativo são:

a)Liderança Situacional -  assume a liderança em determinada situação. Veja quantas pessoas se mobilizaram para que as manifestações populares ocorressem. Assume aquele que está comprometido com a causa e busca mais adeptos a seu projeto. Assim como ocorre com o voo dos gansos que tem à frente um Líder determinando o ritmo, mas que ao cansar é imediatamente substituído por outro ganso que assume a frente do grupo e torna-se o novo líder e esse revezamento vai ocorrendo até chegarem ao destino final.

b) Liderança Compartilhada – antigamente , era comum falar: “cachorro com dois donos, morre de fome “ lembram? Mas hoje os jovens atuam em conjunto, compartilham experiências ; é a era de construir juntos, unir expertises. 

Não existe o DONO DO PROJETO. No mundo web é conhecido como  crowdsourcing   “que é um modelo que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários, geralmente espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias, assim como para gerar fluxo de informação “( Wikipedia)

Teremos que rever muitos conceitos, crenças e paradigmas sobre o tema Liderança e acreditar que depois da crise, sempre renascem as esperanças e um novo caminho a seguir com muito mais oportunidades.

BEM VINDO AO SÉC XXI

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Mal da Mediocridade

Dia destes, em um voo durante a madrugada, uma senhora sentada ao meu lado, na poltrona central, tentava acomodar com a cabeça apoiada no colo seu filho adormecido de pouco mais de três anos, que acabara de passar por uma cirurgia cardíaca. 

O quadro era de grande desconforto. Por isso, decidi ceder meu lugar no corredor a ela, deslocando-me para um assento localizado na saída de emergência. 

A comissária imediatamente me interpelou, informando que aquele assento era exclusivo para quem havia “adquirido o produto no check-in”, de modo que eu deveria retornar ao lugar de origem. Diante de minha explicação sobre o porquê de eu ocupar aquela poltrona naquele momento, ela emendou: “Estou apenas seguindo ordens”. 

Em outra ocasião, hospedei-me em um hotel luxuoso reservado pela empresa contratante, com um valor de diária exorbitante para quem apenas repousaria por algumas poucas horas. 

Assim que adentrei o quarto, busquei o cardápio do room service, a fim de fazer uma refeição após tantas horas de voo. Porém, o atendente na cozinha disse-me que não poderia acatar meu pedido, pois o serviço havia encerrado à meia-noite. Detalhe: o relógio marcava meia-noite e nove!

A mediocridade é uma das maiores chagas do mundo moderno. Ela representa estatisticamente a porção central da distribuição normal, ou curva de Gauss, segundo a qual cerca de 70% dos eventos observáveis encontram-se dentro da média com mais ou menos um desvio padrão.

  • É medíocre o aluno que se esforça apenas para obter a nota mínima exigida para passar de ano. 
  • É medíocre o estudante de pós-graduação que comparece às aulas com desinteresse, pois seu único objetivo é alcançar o certificado de conclusão do curso para rechear seu currículo. 
  • É medíocre o trabalhador que lacônica e covardemente apenas cumpre ordens, destituindo-se de um mínimo de bom senso e flexibilidade, como nos dois casos acima relatados.

Olhando para os extremos da curva de Gauss, identificamos dois grupos importantes de variáveis, muito acima ou muito abaixo da média, e que por esta característica de excepcionalidade impactam de forma decisiva os rumos da história. 

É o que Nassim Taleb denomina de “Extremistão”, em sua obra A lógica do cisne negro – O impacto do altamente improvável.

No mundo da gestão de pessoas, temos do lado direito da curva os grandes líderes e realizadores, aqueles que se destacam pela proatividade e elevada resiliência. Já do lado esquerdo, encontramos os estúpidos, dotados de falta de discernimento e sensibilidade. 

O maior desafio de um gestor, líder ou educador, em qualquer cenário ou âmbito, é distorcer a curva de Gauss, trazendo os tolos ao menos para a média – ou livrando-se deles, quando possível – e estimulando os medíocres a abandonarem a zona de conforto para se tornarem pessoas especiais, comprometidas e engajadas, capazes de fazer não apenas o possível, mas de entregarem o seu melhor.

Agora eu lhe pergunto: em que ponto da curva você se encontra?

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Google Glass: Um Debate Tecnológico, Mercadológico e Ético

O ecossistema digital que habitamos é um solo fértil no qual, a cada dia, surge uma miríade de produtos tecnológicos desenvolvidos para atrair e magnetizar ávidos consumidores. 
A Samsung que, há poucos anos, era simplesmente mais uma das marcas de artigos eletroeletrônicos, fez um superevento no fim de abril para mostrar ao mercado o sensacional Galaxy S IV. Agora, é marca bem construída, bem posicionada e incomoda outras gigantes, como a Apple. 
Quem diria que isso poderia acontecer? Pois é, aconteceu. Assim como a outra coreana Hyundai, que até outro dia era mera montadora condjuvante e hoje protagoniza a vanguarda de design e tecnologia automotiva no Brasil e incomoda o sono de executivos da Fiat, Chevrolet, Ford e Volkswagem. Sinal dos tempos.
Atualmente, consumir qualquer coisa vai muito além de um mero processo de troca. Consumimos o tempo todo, desde uma latinha de coca-cola, ou um plano de saúde, uma telenovela ou um smartphone. 
Nas palavras da pesquisadora Maria Aparecida Baccega, “consumir significa investir no pertencimento à sociedade”. Quando consumidos, por exemplo, o Galaxy S IV, estamos não apenas adquirindo um aparato tecnológico para se comunicar com amigos. Quando compramos o novo celular da Samsung, estamos nos inscrevendo num imaginário de consumo que denota elementos de elegância, inovação e distinção econômica. 
Dentre as inúmeras novas características do produto, o recém-lançado modelo de smartphone de marca coreana irá rastrear os olhos do usuário para determinar para onde se deslocar. Por exemplo, quando o usuário começa a ler um texto na tela e seus olhos chegam ao fundo da página, o software vai automaticamente rolar para baixo para revelar os próximos parágrafos do texto.
Além do novo “brinquedo” da Samsung que recém-chegou ao Brasil, outro dispositivo que tem gerado uma enorme expectativa na arena online em que transitamos: é o Google Glass. 
Não se trata apenas de um mero novo gadget, pois assim como o iPhone e iPad que revolucionaram as suas respectivas categorias, o Google Glass é realmente algo rompedor e diferente. 
Primeiro que o novo produto da Google foi concebido para ser usado de forma acoplada ao nosso rosto. Uma verdadeira extensão do nosso corpo. 
Hoje em dia, os meios de comunicação são sim extensões de nosso corpo. Quando nossa simples presença abre a porta automática de uma shopping, a sensação é que o nosso corpo quem está abrindo a porta, ao melhor estilo Luke Skywalker. 
Quando usamos o bip de um chaveiro para destravar a porta de nosso carro à distância, sentimos como se fosse nosso poder da mente que abre a porta do carro. 
Vivemos num verdadeiro universo de ficção científica e o Google Glass é a prova disso. Ele é composto de uma parte que se conecta aos ouvidos e outra ao longo da linha da sobrancelha. Nada mais é que um computador razoavelmente completo, ou talvez um smartphone que você nunca tenha que tirar do seu bolso. Chegamos a era de Blade Runner!
Uma série de pessoas ao redor do mundo está eufórica com o seu lançamento, desde quando o colunista Nick Bilton escreveu um texto sobre os óculos em fevereiro no The New York Times. 
Algumas pessoas, selecionadas a dedo, estão tendo a chance de experimentar um par. O Google Glass é um projeto absolutamente impressionante de miniaturização e integração. 
  • Dentro do fone de ouvido direito, isto é, o suporte horizontal que passa sobre a orelha, tem embalado memória, processador ultra veloz, câmera, alto-falante e microfone, Bluetooth e antenas Wi-Fi, acelerômetro, giroscópio, bússola e uma bateria. 
  • Tudo dentro do fone de ouvido. 
  • O maior triunfo é que a tela pequena é completamente invisível quando você está falando ou dirigindo ou lendo. 
  • O usuário simplesmente esquece da tela. 
  • Pode-se controlar o software passando um dedo em diferentes direções, é um touchpad. 
  • Seus toques podem guiá-lo por meio de um menu simples e intuitivo.
  •  Em diversas apresentações, o Google propôs ícones para funcionalidades como tirar uma foto, gravar um vídeo, fazendo uma chamada de telefone, navegar no Google Maps, verificar o calendário e assim por diante.

O advento do Google Glass já insinua até mesmo algumas discussões da ordem ética. Dizem que já estão desenvolvendo aplicativos para Google Glass que simplesmente eliminam de nossa visão os mendigos da rua. Além de outras questões de privacidade, ou seja, você pode estar conversando com uma pessoa que está usando os óculos e ela estar lhe fotografando sem que você perceba, e compartilhando sua imagem no Google Plus. 
O fato é que ainda é muito precoce tentar prever como as pessoas irão se apropriar dessa novidade e seria uma leviana tentativa minha de futurologia prever o sucesso ou o fracasso do Google Glass. 
  • Mas é absolutamente possível que ele carregue um potencial que nenhuma outra máquina já teve antes. 
Estou ansioso para ver as primeiras pessoas na rua usando ele. E viva o consumo simbólico!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CRM é Marketing. E Marketing é sobre Seres Humanos

Se marketing é sobre mercados e mercados são pessoas então, para se fazer marketing eficiente, precisa-se entender de pessoas. 

Não de consumidores puramente, mas de pessoas, em todas as suas dimensões. Clemente Nóbrega fala disso e chama isso de Antropomarketing. 

Concordo!

Inversamente, quanto mais evoluímos em tecnologia, quanto mais as temos à disposição, mais temos de nos voltar às nossas origens, mais temos de nos entender, de estudar Biologia, Antropologia, Sociologia e Psicologia para podermos fazer marketing bem feito, ou seja, posicionar, cativar, vender, perpetuar.
  • Marketing eficiente é marketing que entende de passado! De volta ao passado, às origens do DNA.
  • CRM é Marketing. Marketing de Relacionamento, 1a1. Marketing para seres humanos. Não pode haver discussão sobre isso.
  • CRM é sobre mercados de 1 só, de alguns, de pares. É sobre perfis, tribos e comunidades.

O CRM não é um produto ou serviço. É uma filosofia de marketing que transforma uma empresa em customer-oriented (ou seja, a evolução da empresa marketing-oriented para one-to-one marketing-oriented). 

Como ferramenta, capacita a empresa a desenvolver seu conhecimento sobre clientes (atuais, potenciais, etc), principalmente quando atrelado a práticas como knowledge management (KM) e business intelligence (BI).

CRM é sobre fazer os clientes (seres humanos) interagirem com marcas, empresas, pessoas. Portanto, CRM são momentos da verdade, são todos os pontos de identificação e interação do cliente com a empresa. E também sobre como gerenciar cada um desses momentos para surpreender positivamente cada cliente, entregando valor.

Acima de tudo, entendo que fazer CRM é proporcionar experiências aos clientes. Se diferenciar. Tem que ser, porque diferenciação – ato de assumir uma posição singular na mente/coração/vida do outro – é tudo que se pode querer para continuar evoluindo, sobrevivendo – a essência e o objetivo maior do marketing. Evolução corporativa, como na evolução das espécies.

Uma empresa, para sobreviver, precisa de clientes. 
É assim que manifesta sua perpetuação. Quando o mercado a compra, compra seus valores, seu propósito, alimenta sua missão… dá-lhe o direito de existir, de poder perpetuar seu DNA (sua cultura organizacional), de continuar. 

CRM é, em suma, fermento para sobrevivência corporativa.
Quanto às marcas, sustentáculos mor do marketing, objetos de transação do CRM, essas devem representar o espírito de singularidade das empresas, a aglutinação de tudo que elas significam (cultura, valores, foco, etc) em um símbolo. Aqui o jogo é percepção, desejo, aspiração.

Com a revolução da informação, tudo será cada vez mais explícito, ou seja, REPUTAÇÃO será o nome do jogo na sobrevivência empresarial. Fazer CRM será, portanto, ser capaz de gerar reputação, a partir da interação das marcas com os clientes, com as comunidades. CRM será um instrumento da reputação corporativa.

Nós da E-Consulting acreditamos no caminho do envolvimento interativo da marca com o cliente. Isso significa estar na memória, no coração, no estômago e/ou no desejo dele. E/ou!

Isso quer dizer proporcionar experiências únicas racionais, emocionais, instintivas e/ou sexuais nele. Significa trocar emoções, impressões, transferir valor, trazer sentido ao seu dia-a-dia (encaixando-se adequadamente, permitindo que o cliente a associe-a a boas lembranças, a experiências positivas).

Para fazer CRM de verdade precisa-se, portanto, entender de gente. Mais, precisa-se, antes de tudo, gostar de gente.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Como Agradar Seu Chefe


Um bom relacionamento com o chefe torna o ambiente de trabalho salutar e com certeza ajuda em sua a carreira sendo assim seguem alguns hábitos que lhe ajudarão a melhorar a sua imagem na empresa sem ter de perder a sua dignidade.

  • Não torça pelo jacaré. Existe uma multidão de “não vai dar certo” espalhados pela empresa por isso pessoas motivadas se destacam. Não me refiro ao otimismo camuflado, mas de atitude de assumir riscos. Então torça pelo Tarzan.

  • Prometa e cumpra, o trabalho do seu chefe depende do seu então quando você estabelecer uma meta ou prazo cumpra-o. Ele também tem prazos a cumprir.
  • Não o deixe entrar em uma reunião “desarmado”, municie-o de todas as informações possíveis e precisas para que ele possa defender o departamento ou um projeto.
  • Plante idéias. Um chefe não é o dono da verdade por isso exponha suas idéias coerentemente e surpreenda-se com os resultados.
  • Seja maior que o seu cargo, esteja sempre disposto a aprender novas habilidades, conheça a empresa e o mercado profundamente assim você poderá auxiliar seu chefe nas decisões mais difíceis.
  • Seja pró-ativo, ajude o seu chefe á carregar o piano mostre que você já está pronto para assumir novas responsabilidades.
  • Preze pela excelência. Independentemente da sua posição na empresa sempre faça o melhor possível. Surpreenda as pessoas com a sua competência.
  • Trate-o como se fosse um cliente lhe proporcione momentos mágicos e não trágicos antecipando as suas necessidades e superando as suas expectativas.
  • Seja você mesmo. Tenha opiniões diferentes, proponha novas formas de fazer à mesma coisa, auxilie-o a pensar diferente.
  • Ajude o seu chefe a crescer. O melhor modo de você virar chefe é o seu ser promovido então mãos a obra. 
Fonte: Roberto Recinella  - http://www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 2 de julho de 2013

Colmeia Profissional

Nas empresas, as pessoas deveriam ser como numa colmeia, com uma única diferença: na colmeia, as abelhas operárias defendem até a morte a abelha rainha. Nas empresas, todos devem defender uns aos outros, irrelevante ao cargo que ocupam.

Não existe nada mais triste, vergonhoso, e fonte de destruição empresarial, do que ver as pessoas do próprio grupo falando mal umas das outras, muitas, com o argumento de que só querem ajudar. 
Esse é o primeiro sinal de que uma equipe, e seus membros, não terão sucesso na vida.

Me entristeço muito quando acompanho profissionais e vejo o quanto estão partindo para um caminho destrutivo, fazendo fofoca, espalhando boatos dos próprios colegas, que, muitas vezes, estão ali do seu lado, acreditando estarem ao lado de pessoas boas.

Algumas se fingem de amigas, amigos, mas, na verdade, é só para conseguir se achegar, e, no final, em vez de agirem como as abelhas que protegem, se tornam cobras para dar o bote final.

Por isso, a você, que tem o hábito de valorizar o que os outros dizem, pense o seguinte:

1.A próxima vítima pode ser você: sim, quando alguém vem falar mal de outra pessoa para você, provavelmente, em pouco tempo, é de você que ela estará falando;

2.Procure exemplos: veja se quem está falando tem exemplos para dar, ou é, naturalmente, uma pessoa fofoqueira, um lobo em pele de cordeiro. É como nas religiões: tem gente que entra só para disfarçar uma conduta desregrada; 

Veja, quem quer nosso bem não vem fazer fofoca, dizendo que estão falando de nós, que é para tomarmos cuidado. Pessoas boas, de coração sincero, com boa espiritualidade, não se preocupam em nos alertar que há pessoas ruins à nossa volta, mas sim, em trazer boas energias, boas notícias. Principalmente pessoas de fé não fazem isso, afinal, elas sabem que não devem julgar aos outros. 

Espalhar boatos, fofocas, já é um sinal de que não devemos dar ouvido a quem fala. O ato de agir dessa maneira já mostra o quanto ela não tem credibilidade, afinal, se fosse grande a preocupação, ela traria a pessoa que está falando mal da gente e a apresentaria, dizendo: “bem, agora você pode repetir o que disse, para que encontrem uma solução e esclareçam suas pendências”.

Numa empresa, a gente não fala mal dos colegas de trabalho. Se eles estiverem agindo incorretamente, deixando de cumprir suas tarefas, devemos aconselhá-los, mesmo que não sejamos líderes, gerentes. Caso não mudem o comportamento, uma coisa é fazer fofoca, outra é informar à gerência que você está com problemas com as pessoas e precisa de ajuda para ficarem bem. 

Gente de coração ruim já chega dizendo que o outro está errado. Gente de coração bom se coloca a disposição para esclarecer os fatos e ver onde está errando.

Precisamos criar, urgentemente, colmeias profissionais nas empresas, onde cada um defenda todo mundo. Agindo assim, rapidamente detectamos se há abelhas más, colocando-as para fora se não tiverem uma mudança de comportamento.

Quando alguém vir lhe informar que estão falando mal de você, que há pessoas querendo seu mal na empresa, se preocupe mais com quem está lhe informando do que com quem não está presente. Pessoas que espalham boatos devem ser extintas dos grupos, das equipes. Elas semeiam mal estar, discórdia, e são como ervas daninhas misturadas à boa semente. Como dizia Cristo, em outras palavras: são joios em meio ao trigo.

Adoro o ser humano, as pessoas. Mas, tenho visto muitas empresas irem à ruína por não terem uma colmeia profissional forte, onde todos se defendam. Se você já falou mal de alguém do seu grupo, seja humilde e tenha a coragem de ir até a pessoa e esclarecer os fatos. Em vez de ficar espalhando boatos, às vezes, pequenos comentários ditos às pessoas erradas, levam o que você disse de uma forma totalmente distorcida, pois a fofoca, via de regra, vira maldade pelo transmissor, e não por quem falou. 

Prefira se reunir com quem tem alguma desavença, com quem tem algum problema. Não teça comentários sobre ela se não for diretamente à pessoa, pois, tem muita gente do nosso lado só esperando para nos derrubar exatamente pelo que falamos.  

Você, que é uma pessoa boa, de coração íntegro, que só deseja o bem dos outros, sabe que não deve dar atenção aos faladores de plantão. Se há gente falando mal de você na empresa, é um bom sinal, afinal, elas, normalmente, têm inveja da gente, e isso só nos faz crescer, ao contrário do que muitas pessoas pensam. 

As pessoas só têm inveja de quem se dá bem na vida, de quem é diferente, faz melhor. Ninguém tem inveja de pessoas malsucedidas, aliás, normalmente ser invejoso já é um sinal de fracasso.
Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidade sempre.

Fonte: 
Paulo Sérgio Buhrer   http://www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Sou Consultor, E agora?

Uma das primeiras alternativas consideradas pelo profissional, demissionário ou demitido, é a possibilidade de atuar na profissão de Consultor. De uma forma ou de outra, todos se julgam consultores e acreditam que sempre há espaço no mercado para mais um consultor com aquela velha filosofia de que o sol nasceu para todos.

Esse negócio de ser o “dono do próprio nariz” deve ser avaliado com muito cuidado quando se trata de consultoria. 

Lançar-se como autônomo não significa ter clientes a qualquer tempo, ao contrário, é o início de uma longa jornada de projetos nem sempre bem-sucedidos até que se conquiste a confiança do mercado.

Qualquer Consultor deve ter em mente o fato de que se torna impossível dominar todas as áreas da consultoria, portanto, jamais encare um projeto acreditando ser capaz de conduzir e operacionalizar áreas tão complexas e distintas sem a ajuda de parceiros. O fracasso será inevitável.

Consultores experientes se utilizam de parceiros ou aliados estratégicos quando se trata de um trabalho mais específico que envolve outras competências não dominadas por ele.

Conhecimento de tributos, pesquisa de mercado, plano de cargos e salários, análise de custos e decisões estratégicas são atribuições que requerem uma análise criteriosa para evitar riscos desnecessários e posicionamento incorreto no mercado.

Em princípio, todo Consultor domina uma determinada área e é nela que ele deve focar o seu portfólio de serviços. Isso não impede que o Consultor construa uma visão generalista dos negócios, afinal, quando se fecha um contrato, a primeira coisa que o cliente leva em consideração é a possibilidade de o profissional contratado tomar conta do negócio e resolver o problema por inteiro.

De maneira geral, a profissão de Consultor é denegrida em razão dos péssimos resultados apresentados por inúmeros profissionais em determinados segmentos. Isso se deve ao fato de alguns Consultores atuarem como “Professores de Deus” imaginando ser capazes de fazer de tudo um pouco sem compreender, pelo menos, a linguagem do cliente.

Aliado a isso, existe a questão da pressão financeira que os empurra a “qualquer preço” para determinados projetos onde nem mesmo Deus é capaz de resolver o problema do cliente. É fato que em muitos casos o cliente apela para uma consultoria quando o caos é iminente e resta muito pouco a fazer.

Lembre-se de que uma vida inteira de problemas não pode ser resolvida em cinco ou seis meses de trabalho do consultor sem determinação e boa vontade de quem o contrata. Nesse caso, não existe milagre, portanto, tome cuidado ao propor o escopo de trabalho.

Ao se lançar na profissão, imagine que o título de Consultor requer muito mais do que experiência profissional: história de vida, paciência ao extremo, jogo de cintura e ao mesmo tempo firmeza na condução, desprendimento absoluto das vaidades e verdades absolutas que tendem a habitar a mente do profissional.

Sou consultor, e agora? Agora, meu amigo consultor, pense nos seguintes pontos e não olhe para trás:

  1. 1. Comece cada projeto como se fosse o último da sua vida e você tivesse que dar o melhor de si para deixar a sua marca, entretanto, pense que o próximo projeto será sempre o melhor.

  1. 2. Consultor não toma partido nem defende pontos de vista de um ou outro sócio, mas se posiciona de maneira profissional em relação à melhor solução para o cliente. Se tiver que defender um ponto de vista contrário aos seus valores, pule fora.

  1. 3. Há uma diferença razoável entre Consultoria e Assessoria. Consultor executa, faz o trabalho. Assessor orienta, diz como fazer. Pense nisso ao elaborar a proposta e ao prever o tempo para execução do trabalho.

  1. 4. Resista à tentação de voltar a ser empregado. Quando você não se decide por inteiro, a mente vai conspirando o tempo todo e o foco no seu novo negócio se perde. Assuma em definitivo o compromisso de ser o melhor naquilo que faz.

  1. 5. Pense na sua proposta de valor. Não há empresa de consultoria que resista sem metodologia, portanto, estruture a sua proposta e o cronograma de trabalho sabendo exatamente o que vai fazer: início, meio e fim. O que você vai entregar de fato?

  1. 6. É mais fácil transferir a responsabilidade do insucesso para o consultor do que assumi-la internamente, portanto, quando isso acontecer, mantenha a lucidez necessária para encarar o próximo projeto. Relaxe! Nem tudo depende do consultor.

  1. 7. Não há nada pior do que ser medíocre, principalmente no papel de consultor, do qual se espera muito e não se admite erros, portanto, seja simples, conciso e direto. Não alimente falsas expectativas, pois a cobrança será dura.

Ser Consultor é ser paciente e ter a humildade necessária para, antes de tudo, aprender com o cliente e, depois de tudo, agradecer ao cliente pelo fato de ele ter contribuído para o sucesso da consultoria.

Pense nisso e empreenda mais e melhor! Seja um consultor por excelência!

Fonte: Jerônimo Mendes http://www.qualidadebrasil.com.br/