quarta-feira, 7 de março de 2012

Gerações X, Y e Z



 Concentrar três tipos de geração de funcionários em um mesmo ambiente profissional pode gerar conflitos pelo ritmo de trabalho diferente.
É o que aponta a pesquisa "Convivência no Mercado de Trabalho", conduzida pela empresa de pesquisa Bridge Research, realizada com mulheres das classes A e B, pertencentes às gerações X, Y e Z, e moradoras da Grande São Paulo.
Basicamente, a atmosfera das empresas está composta por profissionais que já possuem experiência em mais de uma organização, bem como aqueles que ainda estão começando no primeiro emprego.

Comportamento
A análise comportamental mostrou divergências profundas entre as prioridades, tanto profissionais quanto pessoais, das mulheres analisadas pela pesquisa.

Entre essas divergências, está o fato de a Geração Y se preocupar em não cometer os mesmos erros da geração passada, ou seja, acredita que a X abandonou a família em detrimento da carreira, segundo o presidente da Bridge Research e coordenador da pesquisa, Renato Trindade. Já as mulheres da geração Z, segundo o especialista, têm comportamentos infantis com relação ao trabalho.

Outro detalhe levantado pela pesquisa está relacionado às pessoas que mais influenciam, no ambiente corporativo, as diferentes gerações de mulheres. Para a X, por exemplo, o mentor é escolhido por critérios de admiração e empatia.

“Esse profissional inspirador, que geralmente ocupa uma posição de liderança, direciona e ajuda a X a ponderar sobre importantes decisões; trata-se de um chefe que se torna uma referência para a troca de ideias. No caso da Y, o modelo é a figura de maior destaque e, algumas vezes, “inatingível”. Na prática, é uma pessoa que oferece um modelo a ser seguido, embora não haja uma relação de troca. Pode ser um executivo de uma grande corporação mundial ou um estadista – Steve Jobs ou Bill Clinton, por exemplo”, descreve Trindade.

No caso da Z, o influenciador é associado a um protetor, uma figura paterna que pacientemente ensina, protege e prepara a jovem profissional para a dura realidade corporativa.

Cenários
As liderança foi outro ponto questionado entre as entrevistadas. As respostas mostraram-se conflitantes entre as gerações: para a profissional X, o modelo atual de liderança não é integralmente eficiente, sobretudo no que diz respeito ao gerenciamento do tempo, e permanece sendo pautado pelo dinheiro.

Para a Y, o modelo atual de liderança é time consuming, ou seja, existe um grande investimento em horas trabalhadas e tempo de dedicação para o reconhecimento. A Z, por sua vez, acredita que o modelo de liderança atual é exigente demais, excessivamente formal e presencial.

Empresa
Na opinião de Trindade, a junção dessas gerações pode resultar em uma nova formação nas empresas, uma espécie de seleção de funcionários, na qual as diferentes competências e características das profissionais se completem.

“Motivada pelas Y e Z, a profissional X deve estar pronta a quebrar paradigmas e criar novos modelos de eficiência. Para isso, precisa focar na adaptabilidade. Pronta para mudar o cenário atual, a Y deve colocar a alta capacitação técnica e acadêmica a serviço da equipe. A profissional Z, considerada a mais maleável, está apta a lidar com a diversidade e as novas características do mercado corporativo”, afirma Trindade.

“Ao lidar com a chefe X, a Y deve evitar o apego apenas ao saber acadêmico e a arrogância, deve mostrar respeito à hierarquia, comprometimento, reciprocidade, flexibilidade e dedicação. Com as parceiras Y, evitar engessar o trabalho e processos rígidos e comportamentos autoritários. As parceiras valorizam o trabalho em equipe, as novas soluções de ver o mundo e o jogo de cintura; são profissionais que gostam de inovações tecnológicas e evolução acadêmica”, completa o executivo.

No caso das estagiárias Z, as Ys devem motivá-las, apresentar novidades, novas formas de fazer as coisas. Em contrapartida, evitar alteração de humor. “As jovens Z não estão preparadas para lidar com críticas, obstáculos e pressões; elas não sabem como agir se a Y fizer críticas muito duras”, afirma Renato Trindade.

As três gerações
Item
Geração X
Geração Y
Geração Z
Prioridade
Carreira
Equilibrar a vida pessoal e a profissional
Vida pessoal
Trabalho
Realização e status
Afirmação da maturidade
Mal necessário
Mercado de Trabalho
Executar projetos
Crescer e ganhar dinheiro
Oportunidades de ascenção
Fonte: Bridge Research

Postado por Blog Fernando_Tchockys 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cloud Computing – Evoluindo para as nuvens

 A virtualização é o catalizador essencial para permitir a transição para a computação em nuvem. 
Com o advento da Internet e das sociedades em rede, as relações humanas passaram por intensas transformações nos últimos anos. Esse contexto trouxe múltiplos desafios à administração em geral, tanto pública como a privada. Alguns são aparentemente contraditórios. Por um lado, existem as demandas decorrentes do crescente nível de exigência dos cidadãos e das empresas. O aumento da qualidade dos serviços prestados, a modernização e a introdução de novos serviços, alem da celeridade dos processos de atendimento, tornaram-se palavras de ordem. 
Por outro lado, existem as demandas relacionadas ao controle das despesas. A redução de custos de funcionamento, o aumento da eficiência e a eliminação de normas burocráticas tornaram-se obrigação. 

A Computação em Nuvem está e evidencia porque possibilita poupar dinheiro na operação, diminuir o investimento e fornecer uma elasticidade no atendimento. Certos negócios passam a exigir um investimento muito menor. É um modismo, mas um modismo convincente, como os microcomputadores foram. Uma das principais características da CN é diminuir a barreira de entrada nos grandes mercados. Isso porque uma grande empresa coloca à disposição de todos uma quantidade enorme de poder computacional e serviços, podendo um pequeno empreendedor alugar, na medida de sua necessidade e a custos muito mais baixos do que ele conseguiria no mercado comum, os computadores e serviços de que precisa. 

 Assim fica mais fácil entrar no mercado e acompanhar o crescimento dos negócios. Quanto mais nuvens disponíveis, maior a competição, menores os preços, maior a facilidade de iniciar um novo negocio.

Ao adotar a Computação em Nuvem as empresas mudam o modelo econômico do seu investimento em TI. Elas passam também a contar com maior flexibilidade e velocidade para colocar aplicações em funcionamento. No caso do uso de CN públicas, também é mais um passo no sentido de focar os esforços da empresa na sua missão, com a terceirização de serviços que não fazem parte da cadeia de valor da empresa. Outra questão importante é o compartilhamento de recursos que as empresas podem fazer. 

A otimização de gastos permitiria, então, que os recursos fossem alocados em outras atividades, que trouxessem maior valor para a organização e seus clientes. Além de ser uma das maiores tendências dentro do mercado de TIC, sabe-se que investir em Computação em Nuvem é reduzir o tempo para a instalação de softwares e os custos com armazenamento, servidores e ate na contratação de pessoal. Existe quase um consenso de que a Cloud Computing tem uma importância estratégica para diversas organizações.

A Dell, por exemplo, deixa de gastar US$ 200 milhoes por ano por conta da virtualização de seus servidores. Usando máquinas virtuais, a HP diminuiu, há quatro anos, seus data centers de 85 para seis. Essa tecnologia abre espaço, até mesmo, para versões mais simples de netbooks, pois parte de seus dados são armazenados fora do hardware.

Se a idéia é que o serviço seja o mais barato possível e que as organizações consigam diminuir os gastos sensivelmente, com a redução de custos com softwares, armazenamento, servidores e com contratação de suporte técnico, devemos levar em conta algumas desvantagens que essa tecnologia nos traz. Cloud deixa a desejar é quando há uma grande necessidade de I/O, um volume grande de leitura/escrita em disco. Como se está em uma máquina virtual, a taxa de leitura/escrita da máquina física é dividida entre todas as máquinas virtuais. Então mesmo que a máquina física tenha vários discos em RAID 10 ou RAID 5,  não será possível conseguir uma alta taxa. E não me venha com benchmarks, pois na maior parte das vezes os valores vistos na máquina virtual não são reais, são os valores da máquina física, ou seja, a soma do uso de todas as máquinas virtuais, e não o que a sua máquina virtual está usando.

Para aplicações web se encaixam nessa categoria principalmente servidora de bancos de dados. Seu desempenho está totalmente preso à taxa de I/O (a menos que o banco de dados caiba inteiro na memória RAM do servidor). Envio de emails também cai nessa categoria, MTAs fazem  muito uso de filas em disco. 
Em geral qualquer tipo de aplicação que precise manipular arquivos que ficam no disco gosta muito de I/O, e, portanto não é boa para o cloud.

Outro ponto em que o Cloud Computing deixa a desejar são aplicações que usem um grande volume de memória RAM. Existe um barramento chamado FSB (front side bus) que determina a freqüência (e a velocidade) de transferência de dados do processador para o northbridge. Por exemplo: um processador e placa-mãe que funcionem com um FSB de 8 bytes de largura (64 bits) a uma freqüência de 1066 MHz e com 4 transferências por ciclo, teriam um limite teórico de 34.112 MB. Esse seria o valor máximo de dados que pode trafegar do processador para a memória por segundo. 
Numa máquina virtual estamos dividindo essa taxa com todas as outras máquinas virtuais do servidor físico, e se tivermos algum vizinho usando bastante RAM isso pode incomodar.

É claro que essas diferenças só começam a aparecer quando o uso dos recursos é grande. Para aplicações simples que não consumam muitos recursos o Cloud Computing ainda é uma ótima escolha.

Por: José Ângelo Lefundes - http://www.artigos.etc.br/

domingo, 4 de março de 2012

Falando em público: dicas para uma apresentação agradável e eficiente




 Cative o público e passe sua mensagem de uma forma simples, objetiva e persuasiva
Para uma apresentação corporativa ser chata não é preciso muito. A grande maioria dos executivos tem certa dificuldade em apresentar um conteúdo diferente, que cative o público e o mantenha interessado. Pensando nisso, o site Inc.com selecionou algumas dicas valiosas que podem ajudar muito na hora de montar uma apresentação.

Preparação

Construa uma história: uma apresentação se torna chata quando as informações são dadas sem nenhum contexto ou sentido. Portanto, conte uma história, tendo o público como os personagens principais. Leve elementos do mundo deles para a apresentação e lembre-se de identificá-los como os grandes heróis.


Mantenha relevante: o público só presta atenção nas histórias e ideias que são imediatamente relevantes. Use as informações que você julga importantes e esqueça dos blablablas.
Corte a introdução: uma introdução verborrágica que fala muito sobre você, sua carreira, a empresa ou o assunto são dispensáveis. Tente fazer uma introdução pequena, objetiva e simples, mesmo que sua apresentação seja longa.
Comece com a corda toda: dê o pontapé inicial de sua apresentação com algum fato revelador. Fale algo que as pessoas não saibam e que as surpreenda e vá naturalmente abordando pontos que lhe interessa falar.

Seja breve: você já recebeu alguma reclamação de que certa apresentação foi muito curta? Claro que não. Portanto, corte pela metade a apresentação original ou a deixe ainda menor.
Use fatos e não generalize: conceitos difusos revelam pensamentos confusos. Reforce o seu argumento usando histórias reais e fatos que são quantificáveis, verificáveis e memoráveis.
Customize cada apresentação: não adianta achar que todo público é igual. Uma apresentação utilizada para qualquer ocasião é como usar sempre a mesma roupa. Todo público é diferente e sua apresentação também precisa ser. 
Simplifique os gráficos: as pessoas desligam seus cérebros quando são confrontadas com gráficos e tabelas complicadas. Use desenhos simples e realce as informações que são realmente importantes.
Deixe a imagem de fundo apenas como fundo: utilize cores neutras nos slides, pois imagens rebuscadas ou de cores fortes podem desviar a atenção.
Use fontes fáceis de ler: não tente dar ao público dor de cabeça, tentando inovar com fontes mirabolantes. Use fontes fáceis de ler, de tamanho grande e evite negrito, itálico ou caps lock.
Apresentação

Na hora H alguns cuidados devem ser tomados. Lembre-se de checar os equipamentos antes da apresentação, falar com o público evitando ler os slides e não pule nenhuma parte. O ideal é usar os slides para te relembrar os tópicos da conversa, mas manter a apresentação como um bate-papo em que você interage e olha para a plateia. Também é importante manter a ordem dos slides para não dar a impressão de desorganização e manter certo humor - profissional, claro. Evite assuntos polêmicos que podem desviar a atenção do tema principal, não use jargões e use seu tempo com sabedoria, sem atrasar ou adiantar demais.

Seguindo essas dicas, é possível construir uma apresentação agradável, simples, objetiva e que dará bons resultados. Se quiser contribuir com a matéria, deixe nos comentários abaixo alguma sugestão para tornar uma apresentação mais eficiente. Boa sorte!

www.fbde.com.b

DICAS para jovens profissionais terem sucesso na carreira



1- Façam um cadastro no Linkedin e comecem a trabalhar seu network.
2- Inglês é mais importante do que pós graduçaõ ou MBA.
3- Cuidado com a forma de se apresentar. Use roupas adequadas ao ambiente empresarial e de acordo com a cultura da empresa. Vista-se bem, com sobriedade. 
4- Fale menos e escute mais, seja equilibrado. Trabalhe a inteligência emocional.
5- Não atrase. Seja pontual
6- Anote tudo. Documente as coisas. Organize-se.
7- Seja ético e confiável. A integridade é o requisito número um que as empresas buscam.
8- Estude e pesquise sempre. Aprenda e mostre interesse pelas coisas da empresa.
9- Não se envolva em fofocas, não reclame, não critique, nem se queixe.
10- Leia os melhores livros sobre gestão, liderança, comportamento e atitude na carreira.
11- Seja voluntário
12- Tenha um hobby sadio.
13- Mostre boa vontade quando solicitado colaborar. Não fuja das tarefas menos prazeirosas, muitas vezes elas são passaporte para o crescimento profissional.
14- Não queime o filme nas redes tipo Facebook e Orkut. Seu perfil poderá ser acessado por colegas de trabalho, superiores e até head hunters.
15- Tenha classe e saiba se portar à mesa, nas festas, nas reuniões e em todos os lugares.
16- Seja gentil, compreensivo e amigo.
17- Trate a todos igualmente. Não faça destinção às pessoas em função da posição, nível social, etc.
18- Seja agradecido. Agradeça sempre.
19- Quando precisar repreender faça reservadamente e com muito cuidado.
20- Quando elogiar faça-o em público.
21- Seja objetivo e não prolixo. Tempo é ouro!
22- Não pegue nas pessoas.
23- Não palite os dentes. Que coisa horrível!
24- Não coma segurando a faca.
25- Não se embebede nas festas.
26- Não guarde mágua.
27- Relaxe, desligue-se de vez em quando. Faça meditação.
28- Não fume.
29- Mantenha as unhas, dentes e sapatos impecáveis.
30- Alimente-se bem. Use alimentos funcionais, Evite junk food. 
31-Pratique exercícios, se não tiver tempo faça caminhadas regularmente.

Saiba como se destacar diante do seu chefe


Segundo especialistas em Recursos Humanos, marcar pontos com o gestor, não tem nada haver com ser puxa-saco. O negócio é trabalhar

Você já pensou quais atitudes conquistariam o seu chefe? Engana-se quem pensa que, para isso, é necessário ser puxa-saco de carteirinha. Para ganhar pontos, basta arregaçar as mangas e trabalhar.

Para a gerente de Recursos Humanos da Personal Service, Alexandra Morgado, o caminho para se destacar aos olhos do líder é ser proativo.

“Hoje, a demanda de trabalho é muito grande, não tem espaço para pessoas que esperam que o chefe passe o trabalho. Aquele tipo que só faz o que o chefe passa”.

De acordo com a especialista, os profissionais têm de saber trabalhar com planejamento, levantar questões e tentar encontrar uma solução. O colaborador tem de se antecipar aos fatos. Um exemplo: se você sabe que uma planilha ajudará no trabalho, por que esperar o chefe pedir? Faça, antes que ele peça.

O sócio da Ascend RH, Eduardo de Paula Santos, complementa dizendo que o profissional deve fazer muito mais do que aquilo é esperado. “Fazer o que foi acordado é obrigação do profissional. Superar a expectativa da empresa aumenta a visibilidade do profissional”.

Disponibilidade e transparência

Também é importante se mostrar disponível em relação ao trabalho. O gestor deve enxergar no funcionário alguém com quem ele possa contar para poder realizar o seu trabalho. “O profissional deve dar suporte ao seu gestor. Ele tem que saber que pode contar com a pessoa”, explica Alexandra.

Tudo isso indica comprometimento com o trabalho. Isso não quer dizer que o colaborador tenha de esquecer a vida pessoal e pensar 24 horas no trabalho, mas, sim, que, durante seu horário de trabalho, ele esteja 100% focado na produtividade e no resultado.

A disponibilidade, acrescenta Santos, deve estar relacionada também ao trabalho em equipe e com a vontade de se envolver em novos projetos. “A pessoa tem de mostrar disponível para o chefe, equipe e trabalho”.

Outra dica é ser transparente com o líder. A transparência na relação entre chefe e subordinado revela cumplicidade. De acordo com Alexandra, se o profissional estiver passando por momentos difíceis, como separação do cônjuge e problemas de saúde, é fundamental que o gestor saiba, pois só assim ele relevará a queda na performance de trabalho.

A transparência também é importante, quando o profissional cometeu algum deslize em relação ao trabalho ou não sabe mais o que fazer para dar andamento às atividades. “Se você tem dúvidas, pergunte”.

Por fim, Santos explica que, trabalhando desta maneira, o profissional não somente conquistará o chefe, o que aumenta a possibilidade de promoção e de novas atividades, mas também manterá a sua empregabilidade em alta, ou seja, será um colaborador disputado pelas empresas no mercado de trabalho.

Por Infomoney

sábado, 3 de março de 2012

LOGISTICA DE ARMAZENAGEM, DISTRIBUIÇÃO E GESTÃO DE ESTOQUES


1 - A IMPORTANCIA DA ATIVIDADE DE ARMAZENAGEM DENTRO DA LOGISTICA 
O conceito de ocupação física que se concentrava mais na área do que na altura, esta mudando. Em geral, o espaço destinado à armazenagem era sempre relegado ao local menos adequado. Com o passar do tempo, o mau aproveitamento do espaço tornou-se um comportamento anti-econômico.

Não era mais suficiente apenas guardar a mercadoria com o maior cuidado possível. Racionalizar a altura ocupada foi a solução encontrada para reduzir o espaço e guardar maior quantidade de material.

A armazenagem dos materiais assumiu, então, uma grande importância na obtenção de maiores lucros. Independente de como foi embalado o material, ou de como foi movimentado, a etapa posterior é a armazenagem.

Os termos "armazenagem" e "estocagem" são freqüentemente usados para identificar coisas semelhantes. Mas podemos distinguir os dois, referindo-se à guarda de produtos acabados como "armazenagem" e à guarda de matérias-primas como "estocagem".

A armazenagem aparece como uma das funções que se agrega ao sistema logístico, pois na área de suprimentos é necessário adotar um sistema de armazenagem racional de matérias-primas e insumos. No processo de produção, são gerados estoques de produtos em processo, e, na distribuição, a necessidade de armazenagem de produto acabado é, talvez, a mais complexa em termos logísticos, por exigir grande velocidade na operação e flexibilidade para atender às exigências e flutuações do mercado.

A importância da Armazenagem na Logística é que ela leva soluções para os problemas de estocagem de materiais que possibilitam uma melhor integração entre as cadeias de suprimento, produção e distribuição.

O planejamento desta integração deve ser efetuado segundo as variáveis estratégica, através de estudos de localização aspecto técnico, através de estudos de gerenciamento e planejamento operacional através de estudos de equipamentos de movimentação, armazenagem e layout.

Além de reduzir custos e aumentar a satisfação do cliente, a armazenagem correta fornece muitos outros benefícios indiretos tais como centralização de remessas, o que aumenta a visibilidade dos pedidos, fornecendo informações que não eram capturadas.  Podemos utilizar o Sistema de Relatório de Pedido em Aberto e medir o impacto dos atrasos de produção em operações de remessas e atendimento ao cliente, enquanto rastreamos questões de pedidos em aberto.  Essas informações são usadas para identificar e corrigir problemas durante o processo de armazenagem assim como para manter os clientes informados do status de seu pedido.  Permitindo que a empresa gerencie as questões de pedidos em aberto, a equipe de vendas perde menos tempo resolvendo problemas, tendo assim mais tempo para vender. 

2 – FERRAMENTAS DE AUXILIO À CORRETA GESTÃO DO ESTOQUE 
A utilização de modernas técnicas de gerenciamento de estoques adequadas à realidade da empresa, possibilita meios de minimizar impactos financeiros negativos pela imobilização desnecessária de capital em estoques, assegurando máximos níveis de atendimento aos clientes.

Diferentes profissionais como gerentes, planejadores, analistas, compradores e pessoas-chave das áreas de materiais de diferentes ramos como empresas industriais, incluindo áreas de manutenção, assistência técnica e distribuição, empresas comerciais, incluindo atacadistas e varejistas e empresas de serviços fazem uso destas técnicas.

Um dos princípios básicos de gestão de estoques é como os investimentos em estoques impactam os negócios da empresa o que representa capital imobilizado e sem liquidez imediata, representando custos financeiros para a empresa.

Muitas vezes encarado como vilão, o estoque pode ser um dos maiores aliados do lojista. Mas, antes de tudo, é preciso lembrar que uma empresa de sucesso, para se manter de pé e ativa no mercado, precisa preservar seus clientes, que devem ser muito bem atendidos e satisfeitos. Por isso, o foco dos negócios sempre deve estar no cliente - sem jamais, obviamente, deixar de lado os resultados positivos e os lucros.

E por falar em lucros, a gestão eficaz dos estoques é uma mina de ouro para aumentar a receita de qualquer empresa. Sem dúvida, o maior desafio é minimizar o risco entre a sobra ou a falta de produtos para atender o cliente, mas esse risco sempre existirá; o segredo está em minimizá-lo. A seguir, alguns dos fatores que podem auxiliar a reduzir tal risco em relação ao estoque:

Nível de serviço ao cliente: Resumidamente falando, esse nível de serviço ao cliente é medido pelas vendas perdidas por falta de mercadoria, que pode gerar vários impactos negativos. Pesquisas indicam que apenas 11% desistem da compra quando não encontram o produto que desejam e menos de 20% decidem adiá-la. Em contrapartida, mais de 30% trocam de loja ou fornecedor e 40% trocam por outro produto ou marca. Em óptica, a troca por produtos e marcas substitutos ocorre freqüentemente em função da grande variedade disponível e da falta de estabilidade nos prazos de reposição e entrega das mercadorias.


Relações entre indústria e varejo :Há bons indicadores nesse sentido para melhorar tal quadro. Do lado da indústria, a evolução crescente dos sistemas de distribuição e logística fará o produto chegar mais rápido ao lugar certo e na hora certa. Do lado do varejo, a necessidade de administrar seus estoques de forma sistemática e profissional, passando a avaliar as suas necessidades de reposição de forma mais acurada e realista, garante ordens de compra com prazo suficiente para produção e entrega. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio para acabar com a fama de "tudo para ontem" do varejo e a de "tudo para depois de amanhã" da indústria.

Também é importante destacar a necessidade cada vez maior de melhorar o relacionamento entre indústria e varejo, para que ambos compartilhem informações que só irão melhorar as previsões de demanda e venda, diminuindo os riscos de estoque.

Representantes de venda : Eles nunca foram tão importantes como hoje. O verdadeiro valor de suas visitas está na compreensão cada vez maior das necessidades de seus clientes. Cabe a esse "novo representante" a apresentação de novidades, além de características e diferenciais tanto da empresa quanto dos produtos e das marcas que representa. É pura orientação de marketing: não basta mais vender e entregar mercadorias, a ordem agora é "atender o cliente", no sentido mais completo da expressão.

Cobertura de estoque :Outro fator importante, que compreende o tempo necessário para manter mercadorias em estoque e cobrir as vendas previstas. Pode ser medida por meio da seguinte fórmula:
Cobertura = Estoque em determinada data (quantidade ou valor) / Previsão de vendas (quantidade ou valor)
Porém, há riscos que devem ser considerados: se a necessidade de cobertura for muito alta - caso de grande parte do varejo óptico -, o produto pode "sair de moda" ou perder qualidade pelo tempo maior de exposição na loja ou de permanência em depósitos.

Giro de estoque - É o indicador mais "famoso", já que mede quanto do dinheiro investido em produtos é recuperado por meio das vendas. Eis a questão: se o giro do capital investido em estoque for baixo, vale optar por outra alternativa que garanta retorno mais rápido. Enquanto isso, a meta é buscar alternativas e ferramentas para melhorar o giro de estoque. O giro pode ser avaliado pela fórmula:
Giro = Custo das mercadorias vendidas x 100
/ Custo do estoque médio no período


A medida certa. Quanto comprar? Na era da informação, o que gera maior disponibilidade de dados, entra em cena mais uma ferramenta da gestão de negócios: o geomarketing ou marketing geográfico, que permite a seleção e a análise de dados como suporte para planos estratégicos e de ação em diversas frentes.

Quando o assunto é quanto comprar, cada caso deve ser avaliado conforme previsão de necessidade específica. Isso inclui análise de dados no que diz respeito à localização dos pontos-de-venda, tamanho do mercado, análise da concorrência, área de exposição nas lojas, vendas, tempo de reposição por parte de fornecedores, variações demográficas em termos de renda, sexo, idade etc. A medida exata da compra desafia o profissional de compras a equilibrar os benefícios de um alto giro com o risco da falta de mercadorias.

Mãos dadas :Gestão de estoque e planejamento de compras andam todo o tempo juntos. A gestão de estoque eficaz vai por água abaixo se não houver antes o planejamento das compras. E, para isso, o primeiro passo é enxergar além das grandes categorias, como armações de receituário e óculos solares, por exemplo. A estratégia de compra muda se o produto for de moda, básico, sazonal, ou ainda de "evento", como os produtos vendidos somente em ocasiões específicas, como as lentes de contato estampadas para o Halloween ou a grande variedade de produtos lançados por ocasião da Copa do Mundo - nesse caso, o que foi vendido, foi; para o que não se vendeu, resta esperar mais um período para o tal evento se repetir ou amargurar as sobras. É necessário planejar, sim! Planejamento é solo fértil para minimizar os riscos e garantir o sucesso dos negócios, além de ser a base para decisões importantes.

Cadeia de suprimentos: Quando um produto passou pelo caixa e definitivamente chegou às mãos do cliente, pressupõe-se que tudo correu muito bem nesse longo caminho. É um processo complexo que, na óptica, envolve desde o fornecedor de minúsculos parafusos até a loja, com eficácia em todas as suas etapas. Só assim, todos estarão satisfeitos.

Esse é o mundo ideal da cadeia de suprimentos. Mas nem sempre é assim. Para o seu perfeito funcionamento, deve-se combinar eficiência em vários processos como velocidade de reposição, tempo de comunicação das quantidades de compra, tempo de produção, tipo de transporte, processos de recebimento, conferência e inspeção de mercadorias, entre outros.

Colaboração, nesse caso, é fundamental. E colaboração em negócios é compartilhar muito: informações, conhecimento, riscos etc. E com transparência, no melhor sentido de parceria, em uma relação em que todos os lados ganhem. Tudo com a meta de reduzir custos, tempo de atendimento e estoque e repassar melhores resultados em benefício do cliente final para, principalmente, deixá-lo muito satisfeito e mantê-lo fiel.

Sincronização também é importante. Cada vez mais, os clientes querem escolher o melhor entre uma incrível variedade de produtos, com o melhor preço, que atenda as suas necessidades e desejos em termos de quantidade, tempo e lugar. E, diante de todos esses quereres, tem de ocorrer um verdadeiro "abastecimento sincronizado" em todas as etapas da cadeia. Tudo deve acontecer no tempo certo e, quanto menos imprevistos houver, melhor.
Em resumo, quando o assunto é melhorar resultados por meio de ferramentas como gestão de estoques, varejo e indústria estão diante de processos complexos que envolvem até mudanças comportamentais.

3 – ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR A EFICIENCIA DA ARMAZENAGEN E DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS 
O processo de utilização de um sistema de gerenciamento de armazém como reposicionamento estratégico devido a grande expansão do volume de produtos estocados a operação ficaria lenta para ser controlada sem um sistema de gerenciamento que analise a influência entre a implantação de sistemas e as dificuldades encontradas no decorrer do processo, assunto esse abordado na área de sistemas de informações, administração de materiais especificamente, podendo ainda ser aplicados em grande variedade de indústrias tais como: terceirização logística, automotivas, alta tecnologia e etc... 

Analisando a influência da posição geográfica do fornecedor em relação a seu cliente, assunto esse abordado na área de administração de materiais ( logística ) e administração de produção. Qual o impacto no que diz respeito a posição geográfica do fornecedor em uma decisão do departamento de compras ? Tendo em vista que a função tomada de decisão não só no departamento de compras mais também em toda organização é de fundamental importância, surge agora a oportunidade de acompanharmos de perto os passos a serem seguidos para um total cumprimento dessa função, pois nela envolve desenvolvimento de um relacionamento entre as duas partes (cliente e fornecedor), de tal forma que a parceria e a cooperação proporcionam melhores resultados do que o interesse próprio e o conflito. Desta forma o termo posição geográfica do fornecedor será entendido como sua localização em relação ao seu cliente e quais as implicações a serem consideradas em uma definição do departamento de compras, sendo que existe uma série de avaliações a serem estudadas e que contribuem diretamente para o fechamento ou não de um pedido de compras. 

A princípio esse trabalho requer pesquisas totalmente voltadas aos compradores que poderão claramente nos posicionar e esclarecer essa dificuldades do dia a dia. Podemos dizer que nos dias atuais a posição geográfica ( localização ) dos fornecedores em relação a seu cliente passou a ocupar um papel de destaque nos problemas logísticos das empresas, pois o tempo para o cliente é uma vantagem competitiva, sendo que diretamente envolve custo, que com certeza força as empresas a reduzir os estoques e paralelamente um melhor desenvolvimento para com seus fornecedores.

Qualquer pessoa, como consumidor, tem claro o que espera dos produtos que compra: querem produtos que cada dia atendam melhor às suas necessidades, os querem quando necessitam, a um preço adequado e com altos níveis de qualidade. Clientes cada vez melhor informados e mais exigentes estão provocando a mudança dos mercados e consumo e, com eles, como um efeito dominó, de todos os demais mercados industriais e de serviços.
Além disso, outro fator chave explica esta evolução: a modernização dos meios de transporte e o desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação estão permitindo a real globalização da economia. Esta evolução na fabricação está mudando os mercados para um ambiente caracterizado para:

  • Extremo dinamismo
  • Máxima disponibilidade
  • Flutuação da demanda
  • Competitividade
  • Globalização
A cadeia logística é o canal de movimento do produto ao longo do processo industrial até os clientes. Mas pode-se dizer simplesmente que é a sucessão de manuseios, movimentações e armazenagens pelas quais o produto passa desde que é matéria-prima, conjuntos semi-elaborados, até chegar ao cliente final. A cadeia logística pode ser dividida em três partes:

1. Suprimentos, que gerencia a matéria-prima e os componentes. Compreende o pedido ao fornecedor, o transporte, a armazenagem e a distribuição.

2. Produção, que administra o estoque do produto semi-acabado no processo de fabricação. Compreende o fluxo de materiais dentro da fábrica, os armazéns intermediários, o abastecimento do posto de trabalho e a expedição do produto acabado.

3. Distribuição, que administra a demanda do cliente e os canais de distribuição. Compreende o estoque do produto acabado, a armazenagem, o transporte e a entrega ao cliente.

A  quantidade de produtos desta cadeia depende em grande parte da quantidade de manuseios que sofrem os materiais, das distâncias que percorrem (e o tempo que tardam em percorrê-las) e do nível de estoque que existe nos armazéns. Esta quantidade de material pode ser medida de duas formas:

Em dinheiro - o custo monetário de todo material que chega no canal. Isto nos diz quanto capital está imobilizado em forma de estoque.

Em tempo (lead time) - tempo em que uma unidade de material levaria para percorrer todo o canal desde que entra até sair. Este parâmetro nos diz qual é a nossa distância ao cliente em tempo para poder reagir ante a novas demandas de mercado.

Na atualidade, as estratégias logísticas estão evoluindo com grande rapidez. São vários os fatores que facilitam e contribuem a esta mudança. Entre os mais relevantes estão:

Profissionalização e especialização: a gestão logística se considera como uma fonte importante de oportunidades competitivas e se destinam recursos a ela. A visão tradicional da mera gestão burocrática de estoques, armazéns e transporte está em vias de extinção.
Aparição de empresas especializadas: fruto desta profissionalização da logística moderna, tem aparecido no mercado empresas que oferecem serviços logísticos integrais: análise, projeto, implementação e gerenciamento das necessidades logísticas da empresa. Com ela se abriu a possibilidade da sub-contratação de toda ou parte da cadeia logística.

Aparição de novos modelos de organização: há tempos tem se introduzido uma mudança substancial nos conceitos logísticos a partir da teoria de que o estoque é sempre sinal de problemas a serem resolvidos. As novas estratégias logísticas são muitas e variadas, e dependem em grande parte, do setor industrial. Tentar abordá-lo em apenas um artigo seria uma atitude um tanto ambiciosa, porém algumas das mais importantes serão apresentadas para que ajudem a ilustrar estas mudanças que se estão produzindo com grande rapidez nos últimos anos.

A gestão do fluxo puxado: este tipo de gestão da cadeia logística é uma das contribuições fundamentais do just-in-time (jit). A diferença fundamental entre o fluxo puxado (kanban) e o fluxo empurrado (mrp) está na forma de planificar a produção, as compras e os abastecimentos. Como idéia geral pode-se dizer que a gestão no fluxo puxado se baseia em organizar a produção a partir do que o cliente realmente tem consumido, não do que é previsto consumir. Fluxo puxado é fabricar em função do consumo do cliente. 
Aplicar o fluxo puxado a toda a cadeia logística não é um trabalho fácil, pois implica uma interrelação estreita com os fornecedores e também com os clientes, o que não é sempre possível. Porém, utilizada para gerenciar o fluxo interno, pode ser uma ferramenta muito potente na redução do estoque em processo, sempre e quando vai unida a uma transformação do sistema de produção em três aspectos fundamentais:

  • Adaptação permanente à demanda do cliente
  • Fabricar em pequenos lotes mediante a flexibilização
  • Confiabilidade das instalações
A terceirização: muitas empresas utilizam a chamada teoria de valor, segundo a qual a empresa deve concentrar seus esforços, recursos e inversões naquilo que agrega valor ao que faz, ou seja, aquilo que somente ela pode fazer e que constitui uma vantagem competitiva. Neste contexto, a terceirização está em moda, porém envolve certos riscos se não implementá-la de um modo controlado. Antes de chegar a terceirização é necessário ter passado pela criação de sistemas próprios que, uma vez funcionando, podem ser externalizados. No que diz respeito à cadeia logística, atualmente, grande parte da mesma está terceirizada: armazéns, transporte, distribuição do produto, incluindo o fluxo interno e os abastecimentos aos postos de trabalho.

A transferência do estoque para o fornecedor: existem muitas formas de transferir o estoque para o fornecedor. Quando o fornecedor está longe, e não pode adaptar-se à entrega em pequenos lotes, se utiliza, frequentemente, a estratégia do estoque no depósito. O fornecedor deve depositar seu estoque em um armazém próximo ao cliente ou muitas vezes dentro do próprio cliente. Este estoque é considerado propriedade do fornecedor até que o cliente o consuma, momento no qual se fatura. Esta estratégia tem unicamente benefícios financeiros para o cliente, já que o estoque continua estando ali e com ele os problemas que acarreta outra forma de deslocar o estoque é mediante a sub-contratação de sub-conjuntos volumosos de fornecedores próximos. Desta maneira é o fornecedor que se encarrega da gestão do estoque de sub-componentes e é ele que disponibiliza o espaço de armazém. Em algumas ocasiões o provedor é também responsável pela compra destes sub-componentes, em outras este material está consignado pelo cliente. Ambas estratégias podem ser usadas com objetivos pontuais como economizar espaços na fábrica, mas geralmente não solucionam o problema do estoque, somente o escondem.

Centralização: esta técnica afeta toda a cadeia de distribuição. Quando se têm muitos canais distintos e se produz de forma específica para cada um deles, se é, obrigado a manter um estoque específico para cada canal. Se a demanda deste canal flutua muito, podemos encontrar, em um determinado momento, um sobre-estoque ou uma ruptura de estoque.

Se centralizarmos a demanda flutuante de vários canais, de modo geral, a demanda total é muito mais estável. Aqui reside a vantagem de adiar operações: se fabrica uma referência genérica e as particularizações se realizam no canal de distribuição, em função da demanda real, no próprio armazém do produto determinado.

Estas e outras inúmeras estratégias logísticas estão fazendo com que as empresas foquem ou prosperem na condução de seus negócios.

Autor: Adilson Koch -  http://artigos.netsaber.com.br

sexta-feira, 2 de março de 2012

Não siga exemplos, siga seu coração e seja um exemplo


Não siga exemplos, siga seu coração e seja um exemplo

Quando falamos de “coração” pensamos em sentimento e emoção, e relacionamos com uma habilidade de resposta mais próxima do que sentimos ser “nós mesmos”. Apesar de podermos pensar que guiamos nossa vida a partir do nosso processo de pensamento, esse não é o caso. Se examinarmos a questão mais de perto, descobriremos que são nossos sentimentos que guiam nossa vida e os pensamentos dependem destes sentimentos.
Seguir o coração, ao contrário do se imagina, não significa ser mole ou emotivo. Seguir o coração significa descobrir sua essência e demanda uma grande dose de autoconhecimento. Seguir o coração não é uma alusão romântica apresentada nos minutos finais dos filmes de cinema, mas um ato de descoberta e coragem que exige muita dedicação.
Nossa personalidade é formada por uma soma de personagens e máscaras. No dia-a-dia representamos os nossos papéis no teatro da vida. O jeito que somos em casa não é o mesmo que somos no trabalho. E no churrasco com os amigos também não somos do mesmo jeito que na empresa conversando com o patrão. Desempenhamos um papel diferente para cada momento da nossa vida. São as nossas máscaras sociais, os diferentes papéis, os personagens do nosso cotidiano.
A palavra “personalidade” é muito significativa. Ela se origina da palavra grega persona. Persona significa “máscara”. Nos dramas gregos, os atores usavam máscaras, faces falsas. Essas faces falsas eram chamadas personae. E foi dessa palavra que se originou a palavra “personalidade”. Ela é perfeita. Significa que você está agindo com uma face falsa. Ela não é você. Você está se ocultando por trás da face falsa, porque não pode revelar a sua verdadeira face.

A coisa fundamental a ser entendida é que você não pode conhecer sua própria natureza, seu próprio coração, seu próprio ser, por causa de sua personalidade, por causa de uma entidade falsa que você criou ao seu redor. Vivemos encerrados dentro de personalidades. As personalidades são falsas. Elas são, simplesmente, máscaras, fachadas a serem mostradas aos outros. Mas esse hábito torna-se tão arraigado que você se esquece completamente de sua face original. Mostrando suas falsas faces aos outros, aos poucos você se identifica com elas e começa a pensar que elas são as suas faces. Então, sua face original, sua face real, permanece oculta.

Para seguir seu coração primeiro você deve manter sua face verdadeira por perto, é inegável que desempenhamos diversos papéis, mas temos que tomar muito cuidado para não nos tornarmos os personagens. Observe o ator, ele interpreta diversos personagens, mas se mantém intacto quando a cortina fecha.

Agora que descobrimos que somos meros atores da vida, devemos deixar de ser coadjuvantes e passar a desempenhar o papel principal. Assuma o controle da sua vida. Pare de representar. Seja você mesmo.
Você acha que Sócrates, Leonardo Da Vinci, Galileu Galilei, Darwin, dentre outros, seguiram o caminho de alguém ou fizeram seu próprio caminho? Apesar de irem contra todo o conhecimento e regras da época, eles mantiveram-se firmes em seus propósitos, seguiram seu coração e mudaram o mundo. Todos eles pagaram um alto preço por isso, foram perseguidos, ridicularizados, acusados, julgados, presos e até mortos, no caso de Sócrates (acusado de ateísmo e de corromper os jovens com a sua filosofia).
Mas mesmo assim deixaram seu legado para a humanidade.
E você, qual o legado vai deixar para a humanidade?
No filme “As Confissões de Schmidt”, Jack Nicholson interpreta Walter Schmidt, um homem de 60 anos que precisa enfrentar a aposentadoria e a recente viuvez para reanalisar sua própria vida de forma a evitar que ela seja um completo fracasso.
No final do filme, em um monólogo sobre suas reflexões e descobertas, Schmidt (Nicholson) lamenta ao constatar que quando morrer, e as pessoas que o tiverem conhecido também tiverem morrido, seria como se ele nunca tivesse existido, já que ele não havia deixado nenhum legado para perpetuá-lo na história.

O que você pretende fazer da sua vida para ela faça a diferença? Não se trata somente de ter filhos e netos, mas do exemplo que deixará para eles. A filosofia de vida que criará para evitar uma vida medíocre.
Neste momento histórico vivemos sob o domínio da mediocridade. A década de 60 do século passado entrou para a história universal como uma das épocas de maior brilho intelectual do século, representados por André Breton, Jean-Paul Sartre, Albert Camus, Louis Althusser, Jacques Lacan, Michel Foucault, Paulo Freire entre outros, que pensavam o mundo a partir de perspectivas multidimensionais; já o final do século XX entra como o período mais medíocre, aquele que marcou a completa inexistência do surgimento de grandes expoentes intelectuais e o retrocesso ao pensamento unidimensional no mundo.
Com a globalização surgiu um novo tipo de analfabeto. O analfabeto psicológico. Aquele ser mediano, com preguiça de pensar, que alimenta sua mente com as informações já digeridas e manipuladas pelos mais diversos meios de comunicação.
Segundo Eunice Homem de Mello, jornalista, psicopedagoga, Mestre em Língua Portuguesa e professora universitária na FMA, o analfabeto psicológico, talvez seja o mais grave, ele é apontado por C. Wright Mills em “A sociedade de massas” como o homem-massa, originário da cultura de massa, voltada às leis do mercado, ou seja, ao lucro imediato. Uma sociedade que vende cultura e para isso precisa agradar o consumidor, seduzi-lo, poupando-lhe o esforço de pensar. Apresenta-lhe tudo pronto para ser consumido, sem exigir-lhe nenhum esforço físico e muito menos intelectual. Cuidando apenas do espectador médio, do ouvinte médio, do leitor médio, oferece-lhe produtos culturais médios… Não há estímulo à sensibilidade, à imaginação, à reflexão e à crítica. Não há descoberta, criatividade, liberdade… Apenas alienação!
O grande desafio deste milênio é reaprendermos a pensar criticamente, nos libertando das “soluções prontas”, desafiando nossas verdades e crenças para assim trilhar novos caminhos.
Não siga exemplos, siga seu coração e seja um exemplo.