QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cloud Computing – Evoluindo para as nuvens

 A virtualização é o catalizador essencial para permitir a transição para a computação em nuvem. 
Com o advento da Internet e das sociedades em rede, as relações humanas passaram por intensas transformações nos últimos anos. Esse contexto trouxe múltiplos desafios à administração em geral, tanto pública como a privada. Alguns são aparentemente contraditórios. Por um lado, existem as demandas decorrentes do crescente nível de exigência dos cidadãos e das empresas. O aumento da qualidade dos serviços prestados, a modernização e a introdução de novos serviços, alem da celeridade dos processos de atendimento, tornaram-se palavras de ordem. 
Por outro lado, existem as demandas relacionadas ao controle das despesas. A redução de custos de funcionamento, o aumento da eficiência e a eliminação de normas burocráticas tornaram-se obrigação. 

A Computação em Nuvem está e evidencia porque possibilita poupar dinheiro na operação, diminuir o investimento e fornecer uma elasticidade no atendimento. Certos negócios passam a exigir um investimento muito menor. É um modismo, mas um modismo convincente, como os microcomputadores foram. Uma das principais características da CN é diminuir a barreira de entrada nos grandes mercados. Isso porque uma grande empresa coloca à disposição de todos uma quantidade enorme de poder computacional e serviços, podendo um pequeno empreendedor alugar, na medida de sua necessidade e a custos muito mais baixos do que ele conseguiria no mercado comum, os computadores e serviços de que precisa. 

 Assim fica mais fácil entrar no mercado e acompanhar o crescimento dos negócios. Quanto mais nuvens disponíveis, maior a competição, menores os preços, maior a facilidade de iniciar um novo negocio.

Ao adotar a Computação em Nuvem as empresas mudam o modelo econômico do seu investimento em TI. Elas passam também a contar com maior flexibilidade e velocidade para colocar aplicações em funcionamento. No caso do uso de CN públicas, também é mais um passo no sentido de focar os esforços da empresa na sua missão, com a terceirização de serviços que não fazem parte da cadeia de valor da empresa. Outra questão importante é o compartilhamento de recursos que as empresas podem fazer. 

A otimização de gastos permitiria, então, que os recursos fossem alocados em outras atividades, que trouxessem maior valor para a organização e seus clientes. Além de ser uma das maiores tendências dentro do mercado de TIC, sabe-se que investir em Computação em Nuvem é reduzir o tempo para a instalação de softwares e os custos com armazenamento, servidores e ate na contratação de pessoal. Existe quase um consenso de que a Cloud Computing tem uma importância estratégica para diversas organizações.

A Dell, por exemplo, deixa de gastar US$ 200 milhoes por ano por conta da virtualização de seus servidores. Usando máquinas virtuais, a HP diminuiu, há quatro anos, seus data centers de 85 para seis. Essa tecnologia abre espaço, até mesmo, para versões mais simples de netbooks, pois parte de seus dados são armazenados fora do hardware.

Se a idéia é que o serviço seja o mais barato possível e que as organizações consigam diminuir os gastos sensivelmente, com a redução de custos com softwares, armazenamento, servidores e com contratação de suporte técnico, devemos levar em conta algumas desvantagens que essa tecnologia nos traz. Cloud deixa a desejar é quando há uma grande necessidade de I/O, um volume grande de leitura/escrita em disco. Como se está em uma máquina virtual, a taxa de leitura/escrita da máquina física é dividida entre todas as máquinas virtuais. Então mesmo que a máquina física tenha vários discos em RAID 10 ou RAID 5,  não será possível conseguir uma alta taxa. E não me venha com benchmarks, pois na maior parte das vezes os valores vistos na máquina virtual não são reais, são os valores da máquina física, ou seja, a soma do uso de todas as máquinas virtuais, e não o que a sua máquina virtual está usando.

Para aplicações web se encaixam nessa categoria principalmente servidora de bancos de dados. Seu desempenho está totalmente preso à taxa de I/O (a menos que o banco de dados caiba inteiro na memória RAM do servidor). Envio de emails também cai nessa categoria, MTAs fazem  muito uso de filas em disco. 
Em geral qualquer tipo de aplicação que precise manipular arquivos que ficam no disco gosta muito de I/O, e, portanto não é boa para o cloud.

Outro ponto em que o Cloud Computing deixa a desejar são aplicações que usem um grande volume de memória RAM. Existe um barramento chamado FSB (front side bus) que determina a freqüência (e a velocidade) de transferência de dados do processador para o northbridge. Por exemplo: um processador e placa-mãe que funcionem com um FSB de 8 bytes de largura (64 bits) a uma freqüência de 1066 MHz e com 4 transferências por ciclo, teriam um limite teórico de 34.112 MB. Esse seria o valor máximo de dados que pode trafegar do processador para a memória por segundo. 
Numa máquina virtual estamos dividindo essa taxa com todas as outras máquinas virtuais do servidor físico, e se tivermos algum vizinho usando bastante RAM isso pode incomodar.

É claro que essas diferenças só começam a aparecer quando o uso dos recursos é grande. Para aplicações simples que não consumam muitos recursos o Cloud Computing ainda é uma ótima escolha.

Por: José Ângelo Lefundes - http://www.artigos.etc.br/