terça-feira, 11 de abril de 2017

A Importância e Poder da Empatia nos Negócios

A palavra empatia origina-se do termo grego empátheia, que significa “entrar no sentimento”.
Portanto, a primeira condição para sermos empáticos é sermos receptivos aos outros e simultaneamente à nossa totalidade interior.

Isto significa estar disposto a conhecer tanto os outros como a si mesmo.

A empatia nos ajuda a nos libertar dos nossos padrões rígidos e repetitivos.

O termo empatia foi utilizado pela primeira vez por E.B. Titchener, psicólogo.
Para alcançarmos este estágio é necessário deixar de lado nossos próprios pontos de vista e valores para poder entrar no mundo do outro sem julgamentos.
E como isso é difícil de se fazer, mas não é impossível.

O poder da empatia nos negócios
Muitas empresas ainda perdem negócios por falta de comunicação com os clientes.
Estreitar relacionamentos e investir no entendimento das reais necessidades do mercado consumidor é um diferencial que impacta diretamente nos resultados comerciais.

É importante sempre lembrar:

  •  É o cliente quem determina se as empresas vão ganhar ou perder.
  •  Manter um cliente custa 7 vezes menos do que atrair um novo.
  •  Não há motivos que levem um cliente a voltar ao lugar que não o tratou bem.

A palavra empatia, ainda é considerada estranha ao mundo dos negócios.
Talvez “perdida” ou vista com desconfiança frente às duras realidades de um mercado altamente competitivo e globalizado.

É importante salientar que ser empático, não significa um sentimentalismo do tipo “eu estou ok, você está ok”.

E nem tão pouco, adotar as emoções das outras pessoas como suas próprias ou tentar agradar a todos.

Isso, na verdade, seria um pesadelo e tornaria qualquer ação impossível.

A empatia começa com a capacidade de estarmos bem conosco mesmos, de reconhecermos o que não gostamos em nós e admirarmos nossas qualidades.
Quanto melhor tivermos sido compreendidos em nossas necessidades e sentimentos quando éramos crianças, melhor saberemos reconhecê-las quando adultos.

Mas como desenvolver a empatia?

Entrar em contato com os próprios sentimentos é a base para desenvolver a empatia.
Como alguém que desconhece suas próprias necessidades poderá entender as necessidades alheias?

Com o tempo e com algumas técnicas, a empatia consegue ser desenvolvida e fixada no interior de uma pessoa.
  •  Esteja disposto a ouvir o que aflige a outra pessoa;
  •  Tente deixar de lado os pré-conceitos e julgamentos;
  •  Não faça comparações com outros casos;
  •  Elogie com sinceridade. Se não for sincero, não o faça;
  •  Passe a conversar com pessoas diferentes;
  •  Estabeleça um laço de confiança com as pessoas.
  •  Sentir empatia por uma pessoa ou por um fato que esteja acontecendo com alguém, pode fazer bem tanto para ela quanto para quem tem a capacidade de sentir esse sentimento extraordinário.

O poder que a empatia tem dentro do ser humano é enorme.
Se você sente que consegue ter empatia por alguém, passe a prestar mais atenção no que vem acontecendo a sua volta.

Pequenas transformações acontecem ao longo do tempo, as pessoas passam a te procurar com mais frequência para desabafar ou contar algo que as tem incomodado. Elas confiarão e respeitarão sua opinião cada vez mais e você passará a ser a primeira opção para ela que precisa se sentir acolhida.
Para a pessoa que sente empatia por outra, isso pode ser algo transformador.
Muitas vezes sentir que está sendo útil para outra pessoa pode ser o que faltava para se sentir verdadeiramente vivo.

É um caminho sem volta a importância e poder da empatia no mundo dos negócios, as empresas devem ser motivadoras das melhores práticas, conhecendo de fato seus clientes, o que desejam, o que esperam da sua empresa, como se relacionar com ele em varias esferas.
Copiado: http://iexe.com.br/

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Terceirização e Modernização: contra a vanguarda do atraso

Vocês me perguntam: este Projeto de Lei está na direção correta ou apenas é um ataque aos direitos e garantias ao trabalho, tão bem insculpidos na nossa CLT? Eis aí uma questão reiteradamente colocada em todos os cantos. 

Eu lhes respondo: em verdade, esse Projeto de Lei vai na direção correta, vai contra a vanguarda do atraso, a marcha da insensatez representada pelos interesses de tantos quantos pretendem manter o passado presente, o status quo eternizado.

Há uma esdrúxula, extravagante e bizarra aliança no Brasil hoje em favor de bloquear a modernização da nossa economia, que precisa ir a favor do progresso, em direção aos conceitos e às práticas atuais da gestão e da economia do mundo desenvolvido. Precisamos passar a praticar, fazer e a tratar gerencialmente e legalmente em nosso país o que já é o feijão com arroz da vida econômica globalizada: como bem disse Peter Drucker, “não há país subdesenvolvido, há país subadministrado”. A nova lei finalmente propiciará uma nova forma de gestão dos trabalhadores terceirizados em nosso país.

Como ficará o PL transformado em lei pelo Congresso? Bem, isso eu não sei, mas o conceito básico inscrito no PL está na direção correta. É um passo essencial.

Quando avalio os resultados previsíveis de qualquer projeto de lei em tramitação numa casa legislativa, sempre me socorro da velha máxima de Bismarck: “se o povo soubesse como são feitas as salsichas e as leis, não comeriam salsichas nem acreditariam em leis”.
Vamos ver como vai se transformar este projeto, efetivamente, em lei, mas não há dúvidas de que estamos na direção correta, daí porque tanta reação contrária daqueles que querem manter a situação vigente.

É evidente que a nossa profissão não pode ficar ausente deste debate. A CLT, que à época, em 1943, era muito progressista e avançada para o Brasil daquele tempo, hoje não mais atende às nossas necessidades, pior do que isso, atravanca o desenvolvimento. A nossa realidade econômica e social 80 anos depois impõe novos conceitos e práticas, novas leis e novas regras, necessariamente contemporâneas com o mundo da globalização em que vivemos.
Novas circunstâncias, novas realidades precisam ser atendidas e consideradas nos regramentos protetivos e facilitadores do trabalho. Dentre estes se destaca proteger e desprecarizar o trabalho terceirizado.
Se considerarmos hoje o Brasil como a 7ª economia do mundo, que abrigamos uma população de mais de 200 milhões de habitantes vis-à-vis à época da edição da CLT em que tínhamos apenas cerca de 30 milhões de habitantes e uma economia incipiente, agrária e monocultora de café, pode-se facilmente compreender que aquele Brasil há muito não existe mais. Mas essa quimera passadista é permanentemente revisitada numa CLT que teima em se manter inalterada, dando vida ao que não mais pode existir. É preciso contemporizá-la aos tempos presentes.

Manter a atual realidade das relações de trabalho significa congelar o passado-presente, manter à margem das leis protetivas do trabalho as imensas legiões de trabalhadores terceirizados, cuja precariedade clama por um brado de libertação e de cidadania.O trabalhador terceirizado é o novo pária das relações de trabalho no Brasil. É preciso desprecarizar com as devidas proteções o trabalho terceirizado.
Então, você me pergunta: “O Brasil precisa realmente regulamentar as relações do trabalho terceirizado? É realmente necessária uma lei de regulação da terceirização? Não seria melhor esperar um pouco mais para ver quais rumos vão ser naturalmente tomados?”
A terceirização é uma realidade presente em todo o mundo, e também no Brasil, obviamente. É claro — não poderia ser diferente também aqui: 
- Existem em nosso país mais de um milhão de empresas de prestação de serviços terceirizados e até de quarteirização;
- Estimam-se de 12 a 15 milhões de trabalhadores terceirizados atualmente existentes.

Não reconhecer esta realidade e adotar as regras adequadas de proteção para tantos trabalhadores terceirizados, e também de adotar regramentos de funcionamento e até a imposição de limites e de constrangimentos para tantas empresas terceirizadas, é continuar a incidir no despropósito e na desfaçatez.
Alerto ainda: parcela substantiva dessas empresas tem em seu objeto social a obrigatoriedade de registro em nosso Sistema CFA/CRAs, o que alavanca ainda mais as nossas responsabilidades e compromissos de engajamento e envolvimento na mudança do atual quadro de circunstâncias.

Há muita gente apresentando o status quo da existência, nos termos atuais, do trabalho terceirizado como uma das nossas vantagens competitivas, como se tal fosse uma de nossas virtudes. Foi assim também com a escravatura: era importante para manter o equilíbrio da economia agrária do Império ativa e forte por meio da exploração do braço escravo. Por isso, Brasil e Cuba foram os últimos países a libertar os escravos africanos em todo o mundo. É assim também hoje com diversas formas de exploração do trabalho indecente, do trabalho do menor, da mulher, do idoso, do portador de deficiência, e, por que não, também do trabalho terceirizado. Estamos sempre a reboque da história!

Não há justificativa para tratamento tão desigual com os trabalhadores da prestação de serviços terceirizados em nosso país. O empregado da contratante e o da terceirizada devem ser parceiros, receber tratamento equitativo, de mesma natureza. Apenas o que os distingue é a natureza jurídica das relações de trabalho que mantém com o contratante.
Avançamos bastante em relação às regras da família: casamento do mesmo sexo, adoção de crianças, relações monoparentais. Mas reagimos no mundo do trabalho à contextualização do Brasil com o que se faz há décadas nos países desenvolvidos. Resistimos a nos incorporarmos à sociedade globalizada.
Esta é uma questão que não se discute no 1º mundo desde os anos 1950/1960, logo após a II Guerra Mundial. Está resolvida.

Paradoxalmente aqui entre nós, aqueles que defendem os avanços, com razão, no campo da família, mesmo nos sindicatos e nos movimentos sociais, são os mais fervorosos opositores à desprecarização do trabalho terceirizado.

É claro que há muitas organizações de terceirização de serviços que são sérias e respeitadoras da legislação básica do trabalho. Mesmo assim, ficam à mercê dos despropósitos de uma atividade não regulamentada, portanto sempre afeita a toda sorte de aventureiros, picaretas e ilicitudes. 

É preciso garantir, repito, aos empregados terceirizados o mesmo tratamento dado aos empregados da contratante. É preciso desprecarizar através da edição de uma legislação protetiva própria. É nesta linha que precisa se dirigir o projeto.

Por:Adm. Wagner Siqueira - Presidente do Conselho Federal de Administração (CFA).

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A Relevância do mercado de trabalho na Melhor Idade

A discussão sobre um mercado de trabalho que vai muito além das relações humanas

Cresci no interior de São Paulo, e pude conviver por muito tempo com meus avós paterno, materno, tios, tias e acompanhei o envelhecimento desta população sempre com muito respeito, elemento fundamental nas nossas relações.

Sempre ouvia suas histórias, e pude perceber que em todas havia um ponto em comum que começava a declinar a partir dos 50 anos, falavam muito sobre produtividade. Desde esta época comecei a me interessar pelas relações de trabalho na Melhor Idade.
Há algum tempo atrás discutíamos sobre as gerações X, Y, Z tentando definir um caráter de produtividade para conduzir estas relações dentro das empresas, e sempre percebi na sutileza destas tendências a elevação da competitividade entre as gerações.
Vivemos hoje um movimento de valorização das relações humanas, e os gestores das empresas estão se preocupando mais com o mercado de trabalho da população acima de 50 anos, ou pelos menos deveriam. Algumas organizações estão engajadas na contratação de idosos em seu quadro de colaboradores, e mantendo um olhar diferenciado para com este público que cresce a cada dia no mercado de trabalho mundial, e sobretudo, no Brasil.
A empregabilidade na Melhor Idade não está ligada somente ao caráter sócio econômico, mas a reintegração e sociabilidade, ao aumento da autoestima e a possibilidade de uma vida mais saudável e equilibrada.
A população atual da Melhor Idade deve estar cada vez mais inserida nos meios digitais, e de alguma forma acompanhar a evolução da tecnologia em maior ou menor grau, mas acompanhar de forma atenta a inserção nestas mídias. Há muito o que ensinar, e aprender  nesta relação!
A experiência do idoso e o seu comprometimento também contribuem para o avanço da relevância nas relações de trabalho entre empresa e colaborador .
A captação e manutenção de talentos da Melhor Idade dá às corporações a importância do valor das ações de responsabilidade social, mas muito mais do que isso, na medida em que se compreende que manter o idoso no mercado de trabalho está diretamente relacionado a novo conceito de gestão nas corporações.
Portanto, devemos repensar o mercado de trabalho, e o sentido do trabalho para a Melhor Idade. O trabalho na Melhor Idade tem uma dimensão intangível e reverte em benefícios para a qualidade de vida tanto do idoso quanto para a manutenção de um ambiente mais saudável nas organizações que os contratam.
É reviver a era do equilíbrio, da atitude e do respeito, uma questão a repensar a gentileza nas relações humanas.
Por: Solange Vilella - https://www.linkedin.com/

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Tempo de Vacas Magras e Olho Gordo.

Inteligência Coletiva. 
Um termo que anda bem na moda quando o assunto é reunir forças criativas em busca da melhor solução para vender uma ideia ou um produto. Uma prova de que planejar tem que estar no DNA de todo profissional de marketing e comunicação. Não importa se você é da criação, do atendimento, da mídia e, claro, do planejamento. 
Tempos difíceis, tempos de verbas enxutas e vacas magras. Época de muita concorrência e olho gordo. Você faz aqui e o outro copia lá. Na prática isso quer dizer: vamos juntar forças em busca de uma ideia que dê retorno. A ordem é inovar, surpreender, simplificar, ousar e reunir cabeças pensantes.
A atividade de planejar é um desafio constante de transformar informações em ideias. Foco no mercado e principalmente foco no cliente. Pare de falar com “muitos” e fale com “ele”. Use toda sua criatividade e simplicidade em busca de. Se a ideia é ótima, mas não trouxe retorno, então ela não é ótima. Uma boa ideia é aquela que faz o público-alvo se mexer. Aquela que traz a ação, a interação e a lembrança. 
O anunciante de hoje espera que você seja capaz de promover movimento nos negócios dele. Que você seja capaz de provocar. Que as estratégias e as campanhas estejam alinhadas com objetivos da empresa.
Em época de vacas magras, fazer planejamento criativo é colocar em prática ideias conectadas com a realidade do mercado, do consumidor e do anunciante. É implementar ações integradas e relevantes em todos os pontos de contato da marca com seus públicos. É buscar sempre a verdade por trás da marca. 
Por menor que seja a ação, o impacto precisa ser grande. E para que não haja desperdício é fundamental que todos sejam capazes de contribuir com um pensamento estratégico e criativo.
Certamente, o momento pede criatividade com capacidade de execução. Ações com coerência no custo-benefício e agilidade. Só quem tiver foco e persistência na busca de novos meios, novas mensagens e abordagens irá alcançar uma resposta diferente e positiva. 
Que o planejamento, feito de inteligência coletiva, traga ações vivas, eficientes e pertinentes. É hora de traduzir gráficos, planilhas, relatórios e dados em uma comunicação saudável.
E aqui vamos nós, em busca desse tal planejamento criativo. Vamos transformar as reuniões em momentos de inteligência coletiva e compartilhada. 
Hora de juntar forças e ouvir todos os lados: o anunciante, o cliente e a agência.
Época de vacas magras, melhor fazer a coisa certa.
Vamos agora, antes que essa tal vaca vá para o brejo.
Copiado: http://atitudeedu.com.br

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O Conceito de Gestão do Conhecimento


Gestão do Conhecimento (Knowledge Management) refere-se à criação, identificação, integração, recuperação, compartilhamento e utilização do conhecimento dentro da empresa. O “KM”, como é conhecido, é considerado um sistema de gerenciamento corporativo.


Tendo em vista as mudanças ocorridas, como a globalização da economia, o avanço tecnológico, o conhecimento tornou-se valioso.



As empresas passaram por três etapas: era industrial clássica, era industrial neoclássica e era da informação.



A Tecnologia da Informação aliada à Gestão do Conhecimento, torna-se um meio e não um fim, para o sucesso de uma estratégia.



Ao contrário do que acontecia antigamente, em que as empresas guardavam seus conhecimentos a sete chaves, com a Gestão do Conhecimento, toda informação deve ser transformada em conhecimento e distribuída a todos interessados.

O segredo está em divulgá-lo em toda organização, e não mais detê-lo.



O conhecimento passa a ser ativo da empresa, portanto motivar, recompensar e reter as pessoas que têm conhecimento é um foco das empresas bem sucedidas.

Com a adoção do “KM”, um dos principais benefícios, além de outros, é o melhor aproveitamento do conhecimento já existente na empresa.



É como se o próprio valor da empresa se tornasse maior a cada momento, em cada ação bem sucedida de pessoas comprometidas. Agregando valores as pessoas e à empresa. 



A Gestão do Conhecimento é um valioso recurso estratégico para a vida das pessoas e das empresas, que a médio e longo prazo colherá frutos. A agilidade e rapidez passam a ser característica das empresas que adotam o Knowledge Management. 



Constatado que a principal fonte de conhecimento já se encontra na própria empresa, faz-se necessário o seu gerenciamento. Não menosprezando esta fonte, existem outras fontes complementares, que devem ser reconhecidas, como por exemplo: fornecedores, Internet, consultorias, relatórios financeiros de concorrentes e universidades. 



Cada vez mais, a Gestão do Conhecimento é uma realidade no mundo dos negócios, pois o conhecimento numa empresa não a torna mais competitiva, e sim o seu gerenciamento que faz a diferença.



Com a Gestão do Conhecimento temos a “venda” do projeto para todos os colaboradores; a importância do treinamento, a educação; todos participantes ativos ou receptivos serão beneficiados pela estratégia; a premiação, como forma de reconhecimento; e a comunicação clara, atingindo todos os níveis afetados.



A Knowledge Management, vem de encontro com o capital intelectual e a Tecnologia da Informação; sendo que precisamos reorganizar esses valores, que muitas vezes se encontram dispersos.



Trata-se de uma mudança de comportamento para se agregar valores, o segredo está nas pessoas, nada mais é que criação de valor.


Copiado: http://www.administradores.com.br

terça-feira, 4 de abril de 2017

O Enigma do BDI (Benefícios e Despesas Indiretas)


Esclareça dúvidas e saiba mais sobre os custos envolvidos no processo de construção.

O enigma do BDI
Quantas vezes já perguntaram para você o significado da palavra BDI? Para quem é do ramo, a resposta é simples: BDI é BDI! BDI é Bonificações (ou benefícios) e Despesas Indiretas. É o percentual que os construtores colocam sobre o custo direto das obras para poder preservar a sua margem de lucro na prestação de serviços e ainda pagar suas despesas indiretas, por exemplo, o custo de manter o escritório, a gasolina para vistoriar a obra e assim por diante.


Outras vezes, alguns querem dar de sabido e comentam: ah, BDI é o fator K...Errado! O Fator K, muito utilizado na cobrança de serviços de desenvolvimento de projetos é um multiplicador sobre o custo horário dos profissionais envolvidos e visa estimar quantas vezes é preciso cobrar o valor das horas técnicas para cobrir custos de impostos, a produção física do projeto, o know-how da empresa e, obviamente os custos indiretos e o lucro. O cálculo do fator K merece uma análise específica e certamente voltaremos ao assunto. Desta vez vamos esmiuçar o BDI.

Desfeita a confusão, resta uma questão não menos importante: Como calcular, então, o BDI? Uma consulta ao pessoal da PiniWeb que trabalha na preparação dos índices de custo, na pesquisa de preços e na montagem de composições do TCPO resultou em um verdadeiro manual de BDI. Uma rápida leitura no texto abaixo vai esclarecer muitas dúvidas e instigar os leitores a pensarem um pouco melhor sobre os custos envolvidos no processo de construção.

CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS

Qualquer obra, seja a construção de uma guarita ou de um túnel ou viaduto, implica custos diretos e indiretos. Leia agora uma definição rápida de cada um deles:

Custos diretos, ou despesas diretas, referem-se aos materiais, mão-de-obra, serviços e tempo de utilização de equipamentos, aplicados no empreendimento, acrescidos dos respectivos encargos trabalhistas e fiscais, a partir das quantidades de serviços definidas pelo projeto e dos respectivos preços unitários, definidos pela especificação, que também faz parte do projeto.

Custos indiretos, ou despesas indiretas, são aqueles que não podem ser atribuídos diretamente aos insumos aplicados. São conseqüência da realização dos serviços e, por essa razão, fazem parte também do custo real do empreendimento.

Custo Total = Custos Diretos + Custos Indiretos

Abaixo, tentamos classificar e listar uma série de despesas indiretas que precisam ser consideradas no momento de cálculo do BDI. Use a seqüência como um roteiro para não esquecer de computar os mais significativos para sua obra. 

1. Administração central

São as despesas com apoio técnico, supervisão e administração, incluindo o relacionamento com contratantes, fornecedores, bancos, governo e com a sociedade em geral, dados pelo escritório central da empresa. Compreendem os itens de:

- Rateio das despesas com escolha e suprimento de materiais e equipamentos;
- Pessoal técnico e administrativo ligado diretamente à obra;
- Comunicação, alimentação, hospedagem e locomoção do pessoal de escritório à obra;
- Rateio das despesas com pessoal ligado parcialmente à obra, como funcionários da área contábil, diretoria e oficina, entre outros;
- Central de equipamentos, depósito central, assessoria jurídica e de sistemas;
- Rateio das despesas gerais do escritório central com aluguéis, manutenção e operação do escritório, impostos e taxas gerais, entre outros.


As despesas com administração central são os custos indiretos não passíveis de generalizações para toda as empresas e obras. Qualquer taxa adotada, merece um estudo de caso particularizado de aplicação, onde deve-se considerar as seguintes limitações:

- Quanto maior o número de obras que estão sendo executadas ao mesmo tempo pela empresa construtora, menores as despesas indiretas em relação ao custo direto total;
- O tamanho da empresa;
- A distância da obra em relação à sede central.


2. Administração local

São as despesas de apoio técnico, administrativo e de supervisão no próprio local da obra. Compreendem os itens de:

- Vigilâncias diversas;
- Segurança e primeiros socorros;
- Aluguéis e despesas diversas com água, luz, comunicação, placas indicativas, ferramentas manuais, entre outros;
- Pessoal ligado diretamente à execução da obra e não considerado no cálculo dos custos diretos;
- Controle tecnológico, licenças e seguro.


As despesas de administração local podem, com certas reservas, ser adotadas com base em experiência anterior. Ou seja, há uma taxa de administração local mais ou menos igual para todas as empresas. Ainda assim, deve-se considerar que o tipo de obra a ser executada é uma variável controlada e que impede a prefixação dessa taxa.

3. Custos financeiros

Os custos financeiros que decorrem de condições contratuais relativas aos cronogramas de execução dos serviços e de pagamentos do contratante à contratada, descontadas as cauções, são passíveis de serem calculados previamente para todas as empresas concorrentes em uma determinada obra.

Assim definidos, em termos de prazos de recebimentos e desembolsos, os custos financeiros são apenas uma parte do total que uma empresa precisa considerar. A outra parte decorre de atrasos nos recebimentos previstos, de condições de financiamento de equipamentos, da comparação entre custo de estocagem e custo de compra, do uso e das fontes de recursos financeiros à disposição da empresa, do custo de oportunidade envolvido no negócio da empresa, algo que não pode ser visto, a não ser dentro da própria empresa.

4. Transporte de pessoal

Esses custos são função da distância da obra aos locais, vilas ou cidades onde há mão-de-obra disponível, pois decorrem da necessidade de transportar dos alojamentos às frentes de trabalho e, ao final dos turnos, de volta aos alojamentos. 

Contratante e empresa contratada poderão definir, em contrato, os parâmetros, de acordo com a forma de contratação. Podem, ainda, ocorrer casos de serviços subempreitados a equipes ou firmas especializadas que merecem outro tipo de tratamento, como, por exemplo, serviços de revestimentos, impermeabilizações, pinturas, vidros, instalações elétricas e hidráulicas e aluguel de equipamentos. Nesses casos não caberá a cobrança da taxa de despesas indiretas, como foi conceituada, mas sim a taxa de administração, que as partes devem previamente mencionar.


5. Custos comerciais

São aqueles decorrentes das atividades de venda dos serviços, isto é, preparo de concorrências, viagens ao local das obras, montagem de estandes de vendas, publicidade, corretagem, entre outros.

6. Encargos Fiscais

São os impostos, como Imposto de Renda, PIS, ISS, COFINS, CPMF, entre outros. Esses encargos podem incidir sobre o faturamento, isto é, sobre o preço final de venda, sobre os serviços - caso do ISS -, ou sobre o lucro - caso do imposto de renda.

Cuidados fundamentais no momento de cálculo do BDI

A aplicação genérica de uma taxa de BDI, desconsiderando-se as particularidades da administração e da estrutura financeira de cada empresa, pode causar distorções sérias na avaliação de orçamentos de obras. A definição do preço total a ser cobrado por determinada empresa pode, inclusive, ser feita a partir de situações em que algumas despesas indiretas já estejam cobertas. Dessa forma, o lucro efetivo será mais alto ou o preço a ser cobrado mais baixo e cada empresa, em função do próprio desempenho técnico, econômico e administrativo, deve definir um BDI próprio, que é a relação entre as despesas operacionais e o faturamento alcançado.

Verdades e mentiras sobre o BDI

O BDI que se utiliza no Brasil é de 30% - Falso. As explicações acima indicam que é impossível fixar-se à priori uma taxa para qualquer tipo de obra. Há casos em que um BDI de 5% pode gerar resultados líquidoS (lucro) mais importantes para o construtor do que um BDI mal calculado de 30% em uma obra sem qualquer controle de execução ou despesas indiretas.

O BDI é a taxa de lucro da construtora - Falso. O BDI necessariamente embute custos indiretos que são impossíveis de serem relacionados em uma planilha orçamentária, como telefonemas, administração e tráfego de documentos, custos de organização de escritório etc.

Quanto mais baixo o BDI, mais eficiente é a construtora - Verdadeiro. Se uma construtora consegue trabalhar e preservar seus lucros com BDI menores, torna-se mais competitiva e certamente possui melhores controles administrativos. Nos últimos anos, somente com a informática as melhores empresas têm garantido suas margens operacionais, já que a competição cresceu muito e as taxas de BDI estão sendo reduzidas.

Quanto mais alto o BDI, maiores são as folgas operacionais - Verdadeiro. Um BDI mais elevado permite margens de segurança para absorver eventuais desajustes de contrato. A pena, porém, é a perda da competitividade. 

Copiado: http://piniweb.pini.com.br