sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Você é o Chefe ou o Líder no seu Trabalho?

Todo empreendedor que obteve um mínimo de sucesso e viu o seu negócio evoluir passou pela situação de selecionar, empregar e coordenar uma equipe de colaboradores. 
Se você se identifica com essa situação, com certeza ouviu os termos “chefiar” e “liderar” com relativa frequência, afinal, é esse o nível de relacionamento que você tem ou teria com essas pessoas. Mas você sabe qual a diferença entre os dois termos? E, melhor ainda, sabe qual dos dois — chefe ou líder — você é?

O chefe e o líder

Gerir uma equipe de colaboradores no sentido de metas e objetivos comuns não é nada fácil, e uma das primeiras lições a serem tomadas nesse processo é a de que chefe e líder são coisas bem distintas. A figura do chefe todo-poderoso, durão e mandão é bastante arcaica e tem por base o estímulo via coação moral e monetária. O líder, por sua vez, é figura central do “novo” modo de gerir pessoas, leva seu grupo a um status não só de otimização do processo e da produção, mas de autoconhecimento profundo.
No atual contexto econômico, quase não há mais espaço de crescimento para empresas que praticam a “chefia pura”, uma vez que o dinamismo inerente às equipes que possuem líderes capazes é necessário para que elas atendam a demandas de mercado, cada vez mais necessitado de cabeças pensantes que resolvam os problemas. E o combustível de tudo isso se resume em uma palavra mágica: motivação.

Liderar é sinônimo de motivar a equipe

O líder de uma equipe ou de uma empresa trabalha a motivação das pessoas, em diversas frentes e aspectos. Uma máxima que corre o meio corporativo e que ilustra muito bem essa situação é: “enquanto um chefe diz vá, um líder diz vamos lá?”. 
O líder, assim, se incorpora ao corpo da equipe, chamando para si os mesmos desafios e enfrentando as mesmas dificuldades dos colaboradores, deixando-os motivados e estimulados a desempenhar um trabalho de qualidade.
Esse trabalho do líder de motivar as pessoas acontece de forma tanto direta quanto indireta, por meio de ferramentas simples, mas muito eficazes. Bons exemplos são o estímulo ao crescimento pessoal, ao conhecimento de si e da área na qual atua, e o mais importante: se torna amigo e confidente das pessoas com quem trabalha e convive, ajudando-os a transpor dificuldades profissionais e ensinando-os a trabalhar sempre melhor.

Chefiar versus liderar

A diferença entre chefiar e liderar reside sobre aspectos bastante significativos no cotidiano de uma empresa, e também pode ser resumida em dez assertivas que comparam o comportamento de ambos:
Chefes inspiram medo, líderes inspiram entusiasmo;
Chefes sabem como as coisas são feitas, líderes mostram como as coisas são feitas;
O chefe critica; o líder ensina;
O chefe demonstra orgulho, o líder demonstra humildade;
O chefe diz “eu”, o líder diz “nós”;
O chefe cobra que se chegue no horário, o líder chega antes de todos;
O chefe conduz pessoas, o líder as orienta;
O chefe usa autoridade, o líder usa empatia;
O chefe aponta culpados por um problema, o líder e sua equipe buscam resolver o problema;
O chefe ordena, o líder ouve e pede.

Por: Marcelo Toledo - http://www.administradores.com.br/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Os Empreendedores da Inovação e a Gestão Empresarial

Esse artigo é para apresentar e discutir as duas grandes dificuldades que os empreendedores se confrontam, uma é se dedicar a uma inovação e transformar uma idéia (um problema) em produto ou serviço e a outra é empreender para que a criatura dê lucro e pague o ROI.

Como sabemos, as inovações poderão ser tecnológicas de produto, de processo ou de serviços, mas em especial vou escrever sobre a que mais é comentada nas mídias a inovação tecnológica de novos produtos. É essa a que mais atraem empresas para as Incubadoras nas Universidades em todo o Brasil devido a algumas exigências de edital para atender a vontade do governo em incentivar através do CNPQ e FINEP um projeto inovador.

Quero ressaltar desde início que sou favorável a todas tentativas de inovar e de incentivar a inovação nos três aspectos: aquisição, gestão e apropriação do valor criado. Por isso, peço que os administradores fiquem atentos para essa oportunidade de participar oferecendo seus serviços a esses centros de extensão universitária.As incubadoras pertencem a várias faculdades de todas as especializações desde as de engenharia, informática, biologia, química, até outras com formação específica. Então quem apresenta um projeto para incubar a empresa ou é ex-aluno ou tem um projeto ligado à especialidade do centro acadêmico. Geralmente, esses empreendedores nem sempre são de áreas com formação em administração ou em humanas.

A concepção, análise e execução de um projeto requerem conhecimentos das melhores práticas de gestão além de exigir que ele seja um prof issional habilitado para analisar crivos de f inanças, marketing, pesquisa de satisf ação, gestão de RH, direito comercial, estratégia empresarial, etc., que são atributos do administrador. Mais complicado ainda é o gerente da empresa que tenha o projeto incubado necessitar obter ROI – Retorno sobre o Investimento. Terá que calcular em que escala irá produzir a inovação, quais os mercados que poderão consumir nas quantidades econômicas projetadas, além de outros conhecimentos.

Lemos nas mídias quantas inovações boas e bem boladas não pagaram seus projetos e f oram engavetadas. Quero esclarecer também que se o inovador não aproveitar o lead time, outros rivais criam outra inovação ao entorno e se apropriam do valor que o inovador criou, mas que não teve velocidade para chegar ao mercado. É triste, mas é verdade. O produto é bom, mas por f alta de f inanciamento o inovador f ica com o projeto pronto e vai oferecer no mercado. Daí à cópia é um pulo. Não basta o inovador encontrar um grupo de lead users. O produto tem que ser vendido numa escala econômica para vários mercados e pessoas para que o ROI apareça, ou a preços prêmio para poucos interessados. É complicado, mas é essa a nossa experiência como administrador.

Por isso, of ereço esse artigo como presente de aniversário da nossa prof issão aos nossos colegas que
queiram participar e contribuir para esse maravilhoso processo de inovar. Lembro que a inovação ocorre por que uma pessoa ou empresa tem uma necessidade (um problema) de que algo seja f eito para que ocorra alguma melhora ou uma solução para custos, produção, operações ou logística. Em todos os setores atividades industrial, comercial ou de serviços, governos, ONGs e nas universidades sempre irá ocorrer alguém terá uma nova necessidade para solucionar algum problema.

Então, registre as palavras chave da inovação: problema, dif iculdade, necessidade, solução, projetar, empreender, marketing. Os inovadores geralmente são sonhadores, algumas pessoas no passado os chamavam de prof essor pardal. E não basta saber construir uma nova máquina ou produto e depois procurar quem o financie. Na frente da inovação e logo atrás da descoberta está o administrador.

Lembro que, lendo o caso “Thomas Edson”, f oi ele na sua empresa quem iniciou o processo de empreender a comercialização de inovação da construção de uma lâmpada econômica, isto é, a lâmpada já existia, mas não era comercial. Ele e seus pesquisadores de laboratório f oram quem tornaram a inovação da lâmpada comercial viável e rentável. Sua empresa criou um sistema que era composto por uma unidade de geração de energia, passou os f ios pelas já existentes tubulações de gás, e colocou bocais com lâmpadas nos locais onde já existiam as lamparinas nos postes e iluminou cidades inteiras cobrando um valor dito “justo” na época pela maravilha de seu invento.

Esse é o segredo. Criar uma inovação e construir um sistema para se apropriar do valor criado.
Por: Aloisio Pombo - http://www.craes.org.br/

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O Programa GesPública e um Modelo de Gestão para o Brasil

No ótimo artigo “Um novo modelo de gestão para o Brasil” (Correio Braziliense, 24/07/2009), Cláudio Gastal aponta a necessidade de criação e de implantação de um modelo que seja condizente com as expectativas do Ano Nacional da Gestão Publica, envolvendo os setores público e privado e representando mais que a simples aplicação de instrumentos e ferramentas. 
  • Em suma, o ponto principal que se deseja alcançar é uma mudança cultural. 

O Governo Federal possui implementado desde 2005 o Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização – GesPública –, decorrente da evolução de iniciativas voltadas à missão de contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados ao cidadão e ao aumento da competitividade do País. O GesPública se caracteriza por possuir uma abrangência nacional e por se direcionar às organizações públicas em geral, sendo aberto a todas as esferas de governo e a todos os poderes. 

Dentre as principais realizações do GesPública até o momento destacam-se a constituição de uma rede de pessoas físicas e de instituições comprometidas com a causa da gestão pública, responsável pelo desenvolvimento e pelo compartilhamento de conhecimentos, ferramentas e soluções que auxiliam no cumprimento da missão do Programa. 

A partir de sua gerência executiva exercida pela Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento e da atuação das organizações que coordenam os núcleos regionais e setoriais GesPública nas unidades da federação, houve um positivo trabalho de capacitação e de disseminação gratuitas dos critérios de excelência da gestão pública e de instrumentos correlatos, tais como a Pesquisa de Satisfação dos Clientes (para que as instituições possam manter o alinhamento às necessidades da sociedade), a Carta de Serviços ao Cidadão (demonstrando o compromisso de prestação de serviços de qualidade e de transparência), o Instrumento de Auto-Avaliação (permitindo que as organizações verifiquem seus níveis de gestão e adotem as respectivas ações  de melhoria) e os Guias de Simplificação Administrativa e de Gestão de Processos (para que as rotinas e a gestão internas sejam aprimoradas). 

Em outra vertente, observamos a consolidação do Prêmio Nacional da Gestão Pública (PQGF) como uma instância reconhecida de verificação do nível de gestão das instituições públicas, estando prevista a divulgação dos resultados do ciclo 2009 para o mês de setembro próximo. A principal referência do Programa GesPública é o Modelo de Excelência em Gestão Pública (MEGP), baseado no atendimento aos princípios constitucionais do ser público (impessoalidade, legalidade, moralidade, publicidade e eficiência) e em fundamentos contemporâneos de boa gestão tais como gestão participativa, gestão baseada em processos e informações, valorização das pessoas, visão de futuro, aprendizado organizacional, foco em resultados e inovação. Um modelo de gestão, para ser efetivo, deve contemplar um conjunto de diretrizes que apontem o rumo a ser seguido, bem como as técnicas e as tecnologias disponíveis e as práticas de sucesso aplicadas pelos agentes que fazem parte da cadeia da gestão pública. 

O advento do Ano Nacional da Gestão Publica e o respectivo lançamento em 30 de abril ultimo do Fórum Nacional da Gestão Publica, trouxeram consigo a necessidade de redirecionamento do Programa GesPública para a construção coletiva de uma agenda de gestão por meio da articulação das diversas redes de atores existentes e da gestão do conhecimento no tema. Em outras palavras, para facilitar o alcance dos resultados pretendidos pelo GesPública e para que o MEGP possa representar o novo paradigma de modelo de gestão pública para o Brasil, é fundamental compreender e incorporar de forma ágil e permanente a seu corpo itens como modernos conceitos de sistemas complexos e de redes de cooperação, indicadores de desempenho, instrumentos alinhados a discussões em pauta como a contratualização do desempenho de instituições e a simplificação do atendimento ao cidadão e avançadas tecnologias de informação e de comunicação. Trata-se de um relevante aspecto da mudança cultural que se pretende adotar no campo da gestão pública. 

Dessa forma, será possível minimizarmos os riscos de desperdício de esforços e de recursos com o uso de soluções tradicionais que não exprimam de forma fidedigna a realidade das instituições e dos entes federativos, trazendo resultados no curto prazo que não se sustentem posteriormente. 

O Portal da Gestão Pública (www.gespublica.gov.br) é um ponto de convergência das discussões para o aprimoramento do Modelo de Excelência em Gestão Pública, estando disponível um fórum de discussão eletrônico para que cada cidadão possa participar da construção e da permanente atualização do modelo de gestão mais adequado à realidade brasileira. 
 Por Bruno Carvalho Palvarini - http://www.gespublica.gov.br/

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A História do Carnaval Brasileiro

O que você faz no carnaval? 

Talvez não goste de brincar o carnaval, e, pode ter certeza, sempre houve uma divisão entre os que gostam de comemorá-lo e os que querem sossego. Mas certamente vai achar bastante interessante conhecer um pouco das origens dessa festa popular que no mundo todo faz lembrar do Brasil.

  • Durante o período da Quaresma, ou seja, nos 40 dias entre a quarta-feira de Cinzas e o domingo de Páscoa, o fiel da Igreja Católica não deveria comer carne, em respeito à memória da via-sacra percorrida por Jesus Cristo. Daí vem a palavra carnaval, do latim carne levare, que significa "privação de carne". No entanto, popularmente acredita-se que a expressão original era carne vale, ou seja, "adeus, carne!". A interpretação do povo está errada, mas certamente tem mais do espírito carnavalesco.

O carnaval é uma festa popular de características regionais próprias, mas que quase sempre incluem folias, diversões, bailes, fantasias e música. As comemorações acontecem em três dias, do domingo à terça-feira. No Brasil, um país alegre por natureza, o "sábado de carnaval" também é dia de festa, sem falar nas diversas folias pré-carnavalescas e nas micaretas, carnavais fora de época. 

Em vários outros países, também se festeja o período carnavalesco. Entre eles estão a Itália, a França e a Espanha. Nos Estados Unidos, é tradicional o desfile da cidade de Nova Orleans.

Essa festa popular não tem origens claras, mas acredita-se que, há mais de 2000 anos, comemorava-se na Europa a chegada da primavera, que lá acontece em março. Esse agradecimento aos deuses pela volta do clima agradável e bom para a agricultura pode ter evoluído para o carnaval moderno. Outra origem possível são as celebrações da Roma antiga, como as festas libertinas em homenagem aos deuses Baco e Saturno. No entanto, as festas mudaram muito daquele tempo para cá, principalmente durante o século 20.

A primeira folia de carnaval do Brasil foi o entrudo, que acontecia já no início do período colonial. O entrudo era uma brincadeira violenta, que consistia em atirar baldes d'água, balões cheios de vinagre ou groselha, e pós como cal e farinha, com a intenção de molhar ou sujar as pessoas que passavam pelos foliões. A brincadeira foi proibida inúmeras vezes, mas ela só desapareceu no início do século 20, com a popularização do confete.

O entrudo incentivou a criação de uma festa em local fechado, para um público selecionado, que queria se divertir civilizadamente. Assim, surgiram em 1840 os bailes de carnaval, inspirados nos grandes bailes de máscaras realizados na Europa. O sucesso incentivou outras casas de espetáculos a promover seus próprios bailes. Hoje, essas festas não são tão elitistas, e as máscaras praticamente deixaram de ser usadas, pois os foliões não têm mais medo de ser reconhecidos na festa.

Os tambores apareceram pela primeira vez na metade do século 19, no chamado zé-pereira, uma espécie de passeata de foliões que ocorria nas ruas do Rio de Janeiro. O zé-pereira desapareceu meio século depois, ficando em seu lugar o corso, um passeio de carros e caminhões enfeitados. Os foliões, geralmente famílias em seus veículos, brincavam com as pessoas nas calçadas, cantando músicas de carnaval e jogando confetes uns nos outros. O corso desapareceu na década de 1930, junto com os caros veículos de capota aberta.

A organização da folia surgiu no Rio com as grandes sociedades. Esses clubes de foliões, surgidos na década de 1850, tiveram o seu auge de popularidade no fim daquele século. Ainda hoje desfilam no carnaval carioca, embora atraiam pouquíssimo público. As grandes sociedades, embora tenham origem diferente das escolas de samba, apresentam-se com elementos comuns, como comissão de frente e carros alegóricos, ao som de suas bandas.

 Elas tinham bastante prestígio porque contavam com intelectuais e políticos importantes. Entre os famosos, Olavo Bilac, Quintino Bocaiúva e José do Patrocínio. Com isso, as críticas sociais e políticas que serviam de tema para seus carros alegóricos eram muito significativas.

  • Os ranchos ou cordões, outro dos vários tipos de festejo do início do século 20, tiveram sua origem no folclórico Reisado baiano, encenação de uma caminhada de pastores e pastoras até Belém. Durante essa caminhada, os participantes cantavam e batiam de porta em porta pedindo agasalhos. 
  • Os Reisados tinham como uma de suas principais qualidades a beleza e o luxo de suas fantasias. Os ranchos cariocas não ficaram atrás, eram muito organizados e evoluídos. As velhas marchinhas de carnaval se popularizavam ao serem cantadas pelos ranchos, numa época em que ainda não havia rádio.


As escolas de samba também têm origem na cidade do Rio de Janeiro. Em boa parte, tinham como origem os ranchos, e deles veio a tradição, por exemplo, do casal de mestre-sala e porta-bandeira. O primeiro grupo a ser criado com o título de "escola de samba" foi o Deixa Falar, em 1928 no bairro do Estácio. Seguiu-se a ele muitos outros grupos, em diversos bairros da cidade. Entre as escolas da época ainda em atividade estão a Estação Primeira de Mangueira e a Portela, que se chamava Vai Como Pode, mas teve de mudar de nome anos depois por exigência da polícia.

Os desfiles das escolas caíram logo no gosto popular. A praça Onze se tornou pequena para abrigar a quantidade cada vez maior de foliões e de público, e as escolas passaram a desfilar nas avenidas do centro do Rio nos anos 70. Na mesma época, com a mudança na estética das fantasias, o carnaval se tornou muito caro, e os bicheiros passaram a financiar as escolas. A modernização da administração das escolas nos anos 80 permitiu que os desfiles continuassem acontecendo com o mesmo brilho, apesar da prisão dos grandes bicheiros.


Os desfiles tornaram-se praticamente sinônimo de carnaval no centro-sul do Brasil. No Nordeste, as festas mais populares do carnaval são as de rua. Na Bahia, o trio elétrico, criado em 1950 pelo lendário Dodô e agora espalhado por todo o país, e em Pernambuco, a dança dos blocos de frevo. Foi assim, com tanta gente participando das folias, que o carnaval brasileiro se tornou o maior e mais conhecido do mundo.

Por: Daniel Perdigão Nass - http://www.cdcc.sc.usp.br/

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Que Você Pode Aprender Com As Escolas de Samba

O carnaval está chegando e, por ser um dos feriados mais esperados do Brasil, movimentará milhões de pessoas nas estradas, nos aeroportos e nos desfiles por todo o país. 
Mesmo sendo um período de festas e folia, possível tirar alguns ensinamentos de gestão, seja das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo, seja dos blocos de frevo do Recife, ou seja de planejamentos de viagens com amigos e familiares.
  • Não é de hoje que as escolas de samba e os blocos de frevo são considerados verdadeiros exemplos de organização. 

Afinal, para conseguir realizar um desfile de tamanha grandeza, é preciso um alto grau de gerenciamento e estruturação. Durante o ano todo, é possível observar a integração das pessoas da comunidade em torno do projeto, e também o grau de motivação individual de cada um. 
O alegre espetáculo que vemos nas avenidas é fruto de muito trabalho, identificação, competência e disciplina de todos, em busca de uma causa: ganhar o prêmio para sua agremiação.
  • A missão é clara e o engajamento, generalizado. 

A ala de baianas das escolas de samba, por exemplo, conta com mulheres que desfilam todos os anos com roupas pesadíssimas e em sincronia. A visão sistêmica das alas é fundamental para o sucesso: cada participante precisa entender sua função durante a apresentação, para que os meses de treino e esforço conjuntos permitam alcançar o resultado desejado. Por fim, criatividade, inovação e ousadia são marcas presentes nas escolas vencedoras a cada ano.
  • Nas pequenas e médias empresas, não é diferente. 

Para se obter nota 10 em todos os quesitos dagestão, os colaboradores têm de estar alinhados ao perfil da companhia e apresentar similaridades entre si, pois juntar pessoas com afinidade de interesses é muito mais produtivo, divertido e prazeroso.
  • O exemplo das escolas de samba e dos blocos de frevo pode ser aplicado em qualquer organização, pois colaboradores que realizam atividades por paixão, ou por uma causa - e não apenas pelo salário - tendem a ser mais produtivos. 

Sem contar que pessoas apaixonadas trabalham além de suas obrigações. Ou seja, contrate e valorize quem se identifica com a missão de sua empresa.
Assim como acontece no Carnaval, as organizações também devem estimular a inovação para que todos possam ter novos desafios, se superar e adquirir competências e conhecimentos. Promover esse dinamismo acaba servindo também para revelar e reter talentos.
  • O que devemos fazer é transformar a organização em um grande campo de valores, permitindo às pessoas evoluírem com aprendizado e transformação. Muitas ideias e práticas devem ser avaliadas para um começo imediato.

Aproveite o clima do carnaval e analise como o conhecimento, que é base para qualquer organização, pode ser passado para os colaboradores, com um acesso rápido e direto, para que todos conheçam bem seu papel no todo. Mãos à obra e divirtam-se!
Por: JAIRO MARTINS DA SILVA - http://revistapegn.globo.com/

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Home Office ou Escritório Virtual? Qual a Melhor Opção?

Qual seria a melhor opção? Home Office ou Escritório Virtual? Essa é uma pergunta que surge com cada vez mais frequência nas discussões sobre o novo modelo de trabalho na era virtual.
Não há como negar que o modelo tradicional do escritório de trabalho está mudando no mundo inteiro. 
O cenário que era comum até bem pouco tem atrás, do escritório com endereço fixo, baias e divisórias, para o qual diariamente os funcionários corriam para cumprir um “expediente” com hora de início e fim definidos está aos poucos dando lugar a modelos mais flexíveis e racionais.
As novas tecnologias de comunicação favoreceram parte dessa mudança facilitando a mobilidade do trabalhador através da Internet, smartphones, tablets e notebooks.
Essa tendência, na verdade já havia sido prevista há várias décadas atrás por pensadores futuristas comoAlvin Toffler, autor de best sellers, como A Terceira Onda e muitos outros.

O Home Office

As vantagens econômicas como o menor custo de transporte e alimentação, de produção como mais horas dedicadas ao trabalho, com menor estresse e até ambientais, tão em voga nos dias de hoje como menos carros circulando e menor prejuízo ao planeta não foram suficientes para convencer as grandes empresas.Na década de 70 Alvin Toffler profetizou que o Home Office como símbolo de um novo modelo de produção apoiado em tecnologia, o que finalmente se tornou realidade em fins do século XX, embora de forma menos glamourosa do que se imaginava, afinal de contas a Internet não existia como ideia pública naquela época.

Salvo algumas poucas exceções, aderiram ao Home Office tipicamente profissionais liberais, free-lancers e pequenos empresários que trabalham sozinhos ou não necessitam de um escritório tradicional em caráter permanente.
Além disso, o escritório em casa mostrou algumas desvantagens: – O ambiente doméstico pode não ser o melhor lugar para atividades que exigem concentração e dedicação por longos períodos.
  • O investimento em equipamentos e material é todo do profissional e não há uma estrutura de apoio para manutenção ou reposição rápida em caso de sinistro
  • Normalmente, não é o lugar ideal para receber clientes (ou mesmo atendê-los ao telefone!)
  • Dependendo das regras do condomínio, algumas atividades podem ser dificultadas ou até mesmos proibidas em prédios residenciais
  • Para trabalhos que exigem tarefas em equipe, a falta de uma boa sala de reuniões (convenientemente equipada) se torna um empecilho

O Escritório Virtual

Embora pareça hoje uma evolução natural, o Escritório Virtual não foi previsto pelos pensadores do final do século XX. Ao contrário, surgiu naturalmente na forma de uma gradual terceirização de tarefas do escritório convencional.
Vale lembrar, para aqueles que não conhecem o termo ou não leram meus outros artigos, que escritórios virtuais são empresas que disponibilizam a infra-estrutura de um escritório — endereço físico, pessoal, mobiliário, atendimento telefônico, salas de trabalho, serviços de apoio administrativo etc. — a outras empresas e profissionais para os quais os investimentos e despesas necessários à montagem de um escritório próprio não se justificam.
O Escritório Virtual apresenta muitas das vantagens originalmente imaginadas para o Home Office, como a flexibilidade de local e horário de trabalho e otimização de custos de produção.
Por outro lado, não traz as desvantagens daquele – basta reler a lista mostrada no item anterior para concordar.
Porém o mais significativo é que o Escritório Virtual tem se mostrado útil tanto para aqueles que já utilizam um Escritório Doméstico quanto para grandes empresas com edifícios-sede e escritórios convencionais. Para estas últimas, são muitas as vantagens dos escritórios virtuais como base de apoio para:
  • Viagens de negócios em cidades onde não contam com filiais
  • Prospecção de novos mercados
  • Serviços temporários ou eventuais
  • Atividades de caráter sigiloso ou estratégico, que por motivos de segurança devem ser executados fora dos escritórios da empresa.

Escritório virtual ou escritório doméstico?

Como você pode ver a escolha pelo escritório virtual ou home office não é mutuamente excludente. Na verdade, os profissionais baseados em um Home Office podem se beneficiar bastante de um Escritório Virtual, utilizando-o para reuniões ou encontros de trabalho, atendimento telefônico permanente e serviços de apoio.
Por outro lado, a realidade está demonstrando – para além dos prognósticos dos estudiosos do século anterior – que o Escritório Virtual poderá não apenas coexistir com os Escritórios Doméstico e Tradicional, mas também se fortalecer como a verdadeira grande tendência na reorganização do trabalho do mundo globalizado do século XXI.
Copiado: http://www.empreendedoresweb.com.br/

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PENSAMENTO SISTÊMICO NA PRÁTICA

O livro A Quinta Disciplina, escrito por Peter Senge na década de 1990, tornou-se um dos maiores clássicos da administração moderna. O propósito do autor era definir os contornos da "organização que aprende", na qual as pessoas poderiam expandir continuamente sua capacidade de criar os resultados que realmente desejam.

Na época, Senge estabeleceu cinco disciplinas permanentes de estudo e prática que levam ao aprendizado organizacional. Todas são fundamentais para que uma empresa adquira as capacidades necessárias para mudar a sua forma de trabalhar e conquistar espaço no mercado. Para algumas, a aplicação integral das disciplinas é uma questão de sobrevivência.

Apesar de considerar todas as disciplinas essenciais para o aprendizado contínuo, meu objetivo aqui é desmistificar a complexidade do assunto e discorrer sobre o pensamento sistêmico - a disciplina mais importante, na minha modesta opinião.

As demais servem de âncora para a criação do pensamento sistêmico - a quinta disciplina.Domínio pessoal, modelos mentais, visão compartilhada e aprendizado em equipe são disciplinas importantes na medida em que nos ajudam a compreendê-lo.
Na liderança é muito comum alguém repetir continuamente a ideia de que "nossa empresa ou nossa equipe não possuem pensamento sistêmico". Isso não deixa de ser uma realidade, entretanto, para entendermos a origem do problema seria necessário rever as bases antropológicas e culturais da nossa formação, o que não é tão simples.

Qualquer mudança de hábito ou de cultura leva tempo e as lideranças de hoje não dispõem de tempo nem de paciência para esperar as coisas acontecerem, portanto, o que prevalece é a cultura dos "resultados imediatos, a qualquer custo, enquanto alguém estiver no comando". Em poucas palavras, não há espaço para aprendizagem. Você deve nascer pronto para o combate.

Mas o que significa pensamento sistêmico? Por que as pessoas têm tanta dificuldade para colocá-lo em prática? Existem inúmeras respostas para isso e aqui vão algumas: individualismo ao extremo, cultura do imediatismo, complacência, egoísmo, falta de visão, medo das mudanças, liderança ineficaz .

Pensamento sistêmico nada mais é do que criar uma forma de analisar e uma linguagem para descrever e compreender as forças e inter-relações que modelam o comportamento dos sistemas, segundo Peter Senge. É a disciplina que permite mudar os sistemas com maior eficácia e agir mais de acordo com os processos do mundo natural e econômico.

Calma, vamos simplificar a ideia. Pensamento sistêmico é a capacidade que uma pessoa - líder, pai e mãe de família, governante, empreendedor, professor etc. - adquire para avaliar os acontecimentos ao redor e suas possíveis implicações a fim de criar uma solução única que possa contemplar as expectativas de todas as partes envolvidas. Isso diz respeito aos aspectos pessoais, profissionais e econômicos do ser humano.

Na prática, o que isso quer dizer? Agora sim, para responder essa questão é necessário recorrer às demais disciplinas que fundamentam a base do pensamento sistêmico:
Domínio Pessoal: quanto mais você expande a sua capacidade pessoal para obter os resultados desejados, não somente para a empresa, mas para todos os que dela fazem parte, maior a probabilidade de se criar um ambiente favorável ao engajamento das pessoas para o alcance das metas escolhidas.

Modelos Mentais: não existe nada que não possa ser questionado, modificado, repensado ou reorganizado, portanto, você deve refletir, esclarecer e pensar em como melhorar continuamente a sua maneira das coisas para moldar também as suas decisões.

Visão compartilhada: estabelecer uma visão é fácil, mas compartilhar essa visão e conquistar o engajamento do grupo em relação ao futuro que se deseja criar é um desafio. Lamentavelmente, para algumas empresas, a pressão funciona melhor do que a visão e a missão.
Aprendizado em equipe: transformar aptidões coletivas e fazer com que as equipes desenvolvam capacidades maiores do que a soma dos talentos individuais é o grande desafio dos líderes.

Uma das maiores dificuldades para a criação e a manutenção do pensamento sistêmico é o alto índice de rotatividade nas empresas. Por outro lado, a rotatividade torna-se elevada quando a empresa não faz a mínima ideia ou não compreende a importância do pensamento sistêmico, portanto, forma-se aqui um círculo vicioso.

Dessa forma, como não existe mais fidelidade nas empresas e as pessoas mudam de emprego como quem muda de roupa, a continuidade necessária para a formação do pensamento sistêmico fica comprometida.

Na realidade, como afirma o próprio Senge, os seres humanos aprendem realmente quando há mudanças fundamentais na sua maneira de ver o mundo e alterações significativas de suas capacidades. Não vejo como conseguir isso sem a criação de uma cultura forte de estímulo ao aprendizado contínuo dentro das organizações.

Quando as empresas e os líderes em geral compreenderem isso, terão o combustível necessário para transformar ideias em oportunidades de aprendizagem e crescimento para todos. E mais do que isso, terão compreendido a essência do pensamento sistêmico.

Pense nisso e seja feliz!
Por:
Site: www.institutojetro.com

Título do artigo: Pensamento sistêmico na prática

Autor: Jerônimo Mendes

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dez Propagandas Antigas Machistas (Parte 02)

Seleção de propagandas antigas machistas veiculadas em décadas passadas.


Há tempos a publicidade sempre levantou grandes polêmicas. O racismo e o machismo foram predominantes em décadas passadas. Para revirar o baú desta polêmica, apresentamos uma segunda seleção de propagandas históricas com cunho machista. Seja para vender café, cigarro ou sabonete algumas campanhas tornaram pérolas polêmicas.




Propaganda da Chase & Sanborn Coffee onde o marido bate na mulher.
Chase & Sanborn Coffee - 1952
(clique na imagem ao lado para ver a propaganda)
Com uma naturalidade de assustar os olhares dos dias hoje, a Chase & Sanborn Coffee apresentou uma propaganda onde o marido dava a liberdade de bater na esposa, caso o café que é servido a ele não venha a ser fresco. Propaganda americana de 1952.




Propaganda da Eletrolux nos anos 50 com uma mulher usando viseira de cavalo.
Electrolux (Novas Ideias) - Anos 50
(clique na imagem ao lado para ver a propaganda)

Imagine ilustrar um anúncio colocando uma dona de casa com uma viseira de cavalo? Um tanto incorreto e chocante porém usado pela Electrolux em um anúncio publicitário dos anos 50. O título afirma: "Viseira de Cavalo... Porque ela recusa (recusa em aceitar) novas ideias".


Propaganda machista do sabonete Palmolive nos anos 40.
Sabonete Palmolive - Anos 40
(clique na imagem ao lado para ver a propaganda)

"A maioria dos homens pergunta ‘Ela é bonita?’, e não ‘Ela é inteligente?’" . Este é o principal argumento da propaganda do sabonete Palmolive, nos anos 40. Lançada nos Estados Unidos, certamente esta propaganda faria um grande escândalo nos dias atuais.



Propaganda machista das Vitaminas PEP em 1950.
Vitaminas PEP - 1950
(clique na imagem ao lado para ver a propaganda)

Em comerciais antigos, a mulher era vista apenas como dona de casa. Temos este exemplo no comercial das Vitaminas PEP, de 1950:  "Quanto mais duro uma esposa trabalha, mais bonita ela fica"




Propaganda da enceradeira voltada para as filhas das donas de casa.
Enceradeira Infantil Champion - 1954
(clique na imagem ao lado para ver a propaganda)

Anúncio de lançamento da enceradeira mirim da marca Champion: ‘Para tornar a tarefa do lar mais agradável, a Champion criou a enceradeira Mirim para sua filhinha’. Na edição de 1 de agosto de 1954 do jornal 'O Estado de São Paulo'.


Propaganda machista da cafeteira italiana Moka.
Moka Express Cafeteira - Anos 40
(clique na imagem ao lado para ver a propaganda)

A preocupação real de uma mulher, como deve ser: que o marido beba um café tão bom em casa como no bar. Essa foi a ideia que a propaganda da cafeteira italiana Moka Express apresentou aos seus consumidores na década de 40. Nem precisamos discutir o quanto forte foi o cunho machista desta campanha. Verdadeira pérola.


Propaganda do Cachimbo Bull Dog voltado para os homens.
Cachimbo Bull Dog (Mulheres por Perto) - 1969
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Propaganda segmentada e com um cunho machista. Direcionada aos homens, o fumo para cachimbo Bull Dog mostrava a causa que as mulheres estavam sempre junto aos homens durante o ato de fumar. Acompanhe esta curiosa campanha veiculada na Revista Veja em dezembro de 1969.


Propaganda dos Cigarros Califórnia em 1969 que fazia ligação à infidelidade.
Cigarros Califórnia (Seja Infiel) - 1968
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“Seja infiel. Mude para Califórnia, o único com filtro de carvão ativado e fumo Virgínia da melhor qualidade”. Venda de cigarros e apologia à traição. Quer mais polêmica em um só anúncio? Mais uma pérola publicitária dos anos 60. Cigarros Califórnia da Santa Cruz.


Propaganda machista da batedeira Kenwood Chef, veiculada nos Estados Unidos
Batedeira Kenwood Chef (Esposas) - 1961
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O comercial ao lado é da batedeira Kenwood Chef, de 1961. Made in Estados Unidos da América. Mais machista que ela, impossível. O título do anúncio resumia bem: "O Chef [a batedeira] faz tudo, menos cozinhar. É pra isso que existem as esposas".


Propaganda das embalagens Alcoa em 1953: fácil para uma mulher abrir
Alcoa - 1953
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Em 1953, a Alcoa desenvolveu nos Estados Unidos uma tampa de rosca feita de alumínio, a HyTop, dedicada a facilitar a abertura de frascos de ketchup. A novidade ganhou um anúncio com a foto de uma típica dona de casa americana e o seguinte título: “Quer dizer que uma mulher pode abrir isso?”.



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