sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Administração Científica


A administração científica  é um modelo  de administração criado pelo americano Frederick Winslow Taylor no fim do século XIX e início do século XX e que se baseia na aplicação do método científico  na administração com o intuito de garantir o melhor custo/benefício aos sistemas produtivos.


Frederick Taylor (1900)
Frederick Taylor (1900)
Taylor procurava uma forma de elevar o nível de produtividade conseguindo que o trabalhador produzisse mais em menos tempo sem elevar os custos de produção. Assim, ele observou que os sistemas administrativos da época eram falhos. A falta de padronização dos métodos de trabalho, o desconhecimento por parte dos administradores do trabalho dos operários e a forma de remuneração utilizada foram as principais falhas estudadas por Taylor.

Assim, em 1903, ele publica o livro “Administração de Oficinas” onde expõe pela primeira vez suas teorias. Taylor propõe a racionalização do trabalho por meio do estudo dos tempos e movimentos. O trabalho deveria ser decomposto, analisado e testado cientificamente e deveria ser definida uma metodologia a ser seguida por todos os operários com a padronização do método e das ferramentas.

Os operários deveriam ser escolhidos com base em suas aptidões para a realização de determinadas tarefas (divisão do trabalho) e então treinados para que executem da melhor forma possível em menos tempo. Taylor, também, defende que a remuneração do trabalhador deveria ser feita com base na produção alcançada, pois desta forma, ele teria um incentivo para produzir mais.

Princípios da Administração Científica


Em seu segundo livro “Principles of Scientific Management” (Princípios de Administração Científica), publicado em 1911, Taylor apresenta seus estudos, porém com maior ênfase em sua filosofia, e introduz os quatro princípios fundamentais da administração científica:

• Princípio de planejamento – substituição de métodos empíricos por procedimentos científicos – sai de cena o improviso e o julgamento individual, o trabalho deve ser planejado e testado, seus movimentos decompostos a fim de reduzir e racionalizar sua execução.
• Princípio de preparo dos trabalhadores – selecionar os operários de acordo com as suas aptidões e então prepará-los e treiná-los para produzirem mais e melhor, de acordo com o método planejado para que atinjam a meta estabelecida.
• Princípio de controle – controlar o desenvolvimento do trabalho para se certificar de que está sendo realizado de acordo com a metodologia estabelecida e dentro da meta.
• Princípio da execução – distribuir as atribuições e responsabilidades para que o trabalho seja o mais disciplinado possível.

administracao cientifica

A teoria proposta por Taylor e que causou uma verdadeira revolução no sistema produtivo seguiu sendo aperfeiçoada ao longo dos anos apesar das críticas e é sem dúvida alguma a precursora da Teoria Administrativa. 

Contribuíram para o desenvolvimento da administração científica: Frank e Lilian Gilbreth que se aprofundaram nos estudos dos tempos e movimentos e no estudo da fadiga propondo princípios relativos à economia de movimentos; Henry Grant que trabalhou o sistema de pagamento por incentivo; Harrington Emerson que definiu os doze princípios da eficiência; Morris Cooke que estendeu a aplicação da administração científica à educação e às administrações públicas; e Henry Ford que criou a linha de montagem aplicando e aperfeiçoando o princípio da racionalização proposto por Taylor.

As principais críticas a administração científica (AC) de Taylor são:

• Para os críticos a AC transformou o homem em uma máquina. O operário é tratado como apenas uma engrenagem do sistema produtivo, passivo e desencorajado de tomar iniciativas.
• A padronização do trabalho seria mais uma intensificação deste do que uma forma de racionalizar o trabalho;
• A superespecialização do operário facilita o treinamento e a supervisão do trabalho, porém, isso reduz sua satisfação e ele adquire apenas uma visão limitada do processo;
• A AC não leva em conta o lado social e humano do trabalhador. A análise de seu desempenho leva em conta apenas as tarefas executadas na linha de produção;
• A AC propõe uma abordagem científica para a administração, no entanto, ela mesma carece de comprovação científica e teve sua formulação baseada no conhecimento empírico;
• A AC se restringe apenas aos aspectos formais da organização não abrangendo por exemplo o conflito que pode haver entre objetivos individuais e organizacionais;
• A AC trata da organização como um sistema fechado sem considerar as influências externas.

Por: Caroline Faria - http://www.infoescola.com/

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

10 Coisas Que Aprendi Antes Dos 30

Cada novo ciclo que completamos desperta em nós reflexões profundas sobre a vida, propósitos, sonhos e tudo mais que pode fazer parte desta caminhada da qual fomos destinados.
Ao completarmos um novo ciclo, temos a oportunidade de olhar para trás buscando resgatar nossos aprendizados e conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, na busca encontrarmos ainda mais significado à estrada que precisamos percorrer.
Fazendo isto, consequentemente, podemos nos surpreender, tamanha bagagem que adquirimos em nossa existência e desta forma percebemos como a vida pode ensinar de diversas maneiras.
Percebemos também, como podemos ser agraciados com pequenas alegrias do dia a dia e que nossa existência nunca passa despercebida, mas que acima de tudo, somos compostos por nossas experiências e escolhas e é exatamente isso que nos torna únicos em nossa maravilhosa jornada por aqui.
Ao longo de nossa vida, podemos aprender muito, mas devemos sempre fazer uma análise das coisas que nos tornaram a pessoa que somos hoje, assim, podemos descobrir que a nossa existência vale a pena e que somos especiais à medida que damos o melhor de nós, por aquilo que acreditamos em busca de nossos sonhos e da felicidade plena.
Pensando em minhas experiências elaborei este artigo, com 10 coisas que aprendi antes dos trinta e ao longo de minhas vivências, são atitudes, comportamentos e observações que contribuíram muito para a minha felicidade, acredito que cada pessoa carrega em si a dádiva de ser única, aprendendo a cada dia e compartilhando o que sabe.

1 – Quanto mais cedo você fizer escolhas, maiores são as chances de elas darem certo

A todo o momento fazemos escolhas, desde que acordamos, até nos deitar depois de um dia produtivo. Decidimos que roupa usar, o que devemos comer e que caminho tomar para o trabalho, tudo parece tão simples, mas se pararmos podemos mudar toda a rotina de nossa vida. Estar consciente sobre escolhas é a melhor maneira de decidir assertivamente, quanto mais cedo souber disso, melhor decidirá, tendo grandes chances de que elas sejam decisões acertadas. Quando falo que quanto mais cedo fizermos escolhas, maiores são as chances de acerto, me refiro ao tempo que temos para reprogramarmos a rota de nossa vida, podendo adotar assim outros caminhos para chegarmos em nosso objetivo.
 2 – Ganhar dinheiro é bom, mas saber como utiliza-lo é melhor ainda

Vivemos focados em ganhar dinheiro e pouco nos preocupamos em como utilizar estrategicamente o que conquistamos. Devemos sim nos preocupar em ter uma boa renda, mas saber como utilizá-la é fundamental para o nosso sucesso. Pensar em como investir, como gastar e até mesmo o momento de cortar custos são de uma importância fundamental, para se realizar também neste aspecto de sua vida.

3 – É preciso bancar suas decisões, mesmo que esteja com medo

Tudo bem que você não tem garantias, vou lhe contar um segredo… Ninguém tem! O que hoje pode parecer certo amanhã pode não ser nada disso. Enfrente seu medo, faça seu destino somente desta forma você poderá crescer, como pessoa e como profissional, construa a sua história e não deixe que o medo te afaste dos seus objetivos.

4 – Seja otimista

Ainda não encontrei melhor forma de ver o mundo, se não com otimismo! Isto realmente muda nosso prisma diante das situações. Seja otimista, não boba ou inocente. Seja também realista, mas acredite sempre, que tudo pode ter uma solução positiva.

5 – Aprenda com seus erros

Pouco aprendemos com o sucesso, crescemos mesmo é nas adversidades. Procure tirar boas experiências de seus erros, encontre uma forma de se superar através de falhas cometidas. Não se abata, siga em frente, mas não esqueça o que passou grandes lições mesmo que nem sempre positivas, nos fazem crescer e adquirir experiência, procure aprender com elas.

6 – Insista naquilo que acredita

Existem muitas maneiras de se chegar a um objetivo, não é porque você não conseguiu de um jeito que vai deixar tudo como está. Encontre uma forma, busque um meio, use a criatividade, mude a direção se for necessário, mas não recue jamais, quando acreditamos em nós mesmos despertamos a autoconfiança para realizar grandes feitos.

 7 – É melhor aproveitar uma oportunidade que tenha que abandonar depois do que ficar pensando o que seria se você não a tivesse desperdiçado

Um dos maiores arrependimentos das pessoas, está relacionado a não fazer o que gostaria de ter feito. Aproveitar uma oportunidade é dar a si mesmo a chance de tornar algo possível. Muitas angustias nascem a partir da dúvida. Afaste este mal, abrace as oportunidades e não se culpe caso perceba que precisa abandoná-la para tomar outro caminho. O importante é arriscar.

8 – Existem pessoas que são mentores, padrinhos, anjos ou guias, saiba identificá-los e acima de tudo escute o que eles têm a dizer

Existem pessoas que aparecem como quem cai de paraquedas em nossas vidas e são justamente elas que fazem a grande diferença. Permita-se observar ao seu redor, abrir oportunidades para que os grandes presentes em forma de pessoas surjam em seu caminho. Saiba valorizar quem lhe quer bem, esta é a melhor forma de agradecer todo aprendizado que você poderá adquirir com elas.

9 – Escute o que você tem a dizer

Ninguém melhor para falar o que você precisa saber além de você mesmo. Em alguns momentos, desacelere procure escutar o seu coração, o seu corpo ou seus pensamentos. Eles poderão te dar muitas respostas para o que precisa, além de ser a melhor forma de desenvolver o autoconhecimento, algo fundamental em todos os aspectos de nossa vida.

10 – Tudo tem seu valor, saiba qual é o seu e não deixem que te digam o contrário

Devemos aprender a nos dar valor, somente desta forma podemos firmar nosso passo e seguir confiante rumo aos nossos objetivos. Se não nos valorizarmos, os outros farão isso por nós e talvez eles não saibam identificar o quanto podemos significar. Portanto, valorize-se e não deixe que nada te tire a alegria de ser quem você é.
Por: Gisele Meter - http://www.administradores.com.br/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Inteligência Competitiva não é Benchmarking

Dois autores tratam bem este assunto. Para Spendolini, 1992, Benchmarking é uma ferramenta sistemática de caráter prevalentemente defensivo.
Por sua vez, Inteligência Competitiva – IC, segundo Kahaner, 1996, IC é uma ferramenta sistêmica de caráter prevalentemente ofensivo.
  • O objetivo do Bechmarking é identificar fatores e elementos críticos existentes no negócio, com ênfase nas opções de associações e alianças.
  • O objetivo da Inteligência Competitiva é identificar os fatores, elementos e tendências ambientais críticos para os negócios. Interpretar as tendências e antecipar situações futuras, incluíndo oportunidades para alianças e cooperação com competidores.

Quanto ao processo, enquanto no Benchmarking o processo é contínuo e sistemático, para avaliar produtos e serviços, em Inteligência Competitiva é um programa sistêmico de recoleta e de análise, de informações de referência das atividades dos competidores.
Ainda, são processos de trabalho das organizações conhecidas por utilizá-los, das melhores práticas com o objetivo de melhorar os processos da organização no Benchmarking, enquanto são tendências gerais do negócio, para fortalecer as possibilidades de uma organização das metas das organizações, de âmbito macro, com o objetivo de melhorar o negócio (processos e estratégias) no caso de Inteligência Competitiva.
Enquanto Spendolini não menciona Inteligência Competitiva, por sua vez, Kahaner, cita Benchmarking como uma atividade com as seguintes características:
  • Interno;
  • Competidores diretos;
  • Orientado a funções; e
  • Orientação horizontal (implicações interdependentes pelos departamentos da organização).
Por fim, segundo Rodrigues e Riccardi, 2007, o Benchmarking, mais do que preocupar-se com o "quê" produz o competidor, está interessado com "como" ele o faz, especificando como ele o desenha, como ele o produz, como ele faz seu marketing e com que serviços ele o acompanha. Pode ser qualificado como uma atividade eminentemente defensiva já que analisa fatos já produzidos.
Segundo os mesmos autores, Inteligência Competitiva, além das características indicadas, se preocupa profundamente com a distribuição – a mais ampla possível – das informações que for capaz de recolher. Assim concentrando-se nas seguintes atividades:

1. Antecipação de mudança no mercado;

2. Antecipação de ações dos competidores;
3. Descobrimento de novos potenciais competitivos;
4. Deduções (implicações) obtidas pela análise de fracassos e sucessos dos outros;
5. Aumento do nível da qualidade de possíveis aquisições;
6. Conhecimento acerca de novas tecnologias, produtos e processos que podem afetar o negócio da empresa;
7. Conhecimento das mudanças políticas, legislativas ou regulatórias que podem afetar o negócio;
8. Avaliação da conveniência de entrar em novos negócios;
9. Estudo e análise das mudanças que se produzem na natureza própria da competição;
10. Efetuar análise situacional interna revisando operações correntes em ação na Empresa, para determinar o que realmente os executivos sabem acerca dos competidores e seus modus operandi;
11. Definir a orientação prioritária da IC que os executivos consideram necessária no momento específico;
12. Desenvolver atividades de contra-inteligência, de desinformação e de inteligência defensiva, já que os dados estruturados ou que não se podem obter pela IC podem ter grande importância para a segurança das atividades de operação da organização.
Espero ter contribuído para que você aproveite melhor estas ideias.
Referências:
SPENDOLINI, Michael. The Benchmarking book. New York: AMACOM, 1992, pp. 9-10
KAHANER, Harry. Competitive Intelligence. New York: Touchstone, 1996, pp. 37.
RODRIGUES, Leonel Cezar e RICCARDI, Riccardo. Inteligência Competitiva: nos negócios e organizações. Maringá: UNICORPORE, 2007, pp.112. 

Por: Alfredo Passos - http://www.administradores.com.br/

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Coaching

Um novo campo profissional emerge no mercado de trabalho, o Coaching. 

Há várias formas de definir esta profissão, mas basicamente é um mecanismo que tem como objetivo aumentar o grau de desempenho de uma pessoa, de uma comunidade ou de um ambiente empresarial.

O coach, indivíduo preparado para exercer este ofício, alia em sua atuação práxis e métodos diferentes, pois pretende oferecer ao indivíduo a oportunidade de percorrer sua jornada existencial o mais próximo possível da perfeição. 

Com esta ideia em mente o profissional se vale de procedimentos e recursos técnicos diversos, todos certificados pela Ciência, para atingir uma proporção maior de soluções positivas.

O coaching oferece ao cliente uma orientação nas esferas particular e profissional, com o objetivo de prepará-lo para colher frutos objetivos e assertivos tanto no campo trabalhista quanto na vida pessoal. A pessoa que contrata esta assessoria está em busca de aperfeiçoamento, progresso, desenvolvimento, tranqüilidade, e tem como objetivo ser feliz.

Portanto, pode-se dizer que ele é um aliado do coach, pois anseia realmente pela mudança interior. Assim, o cliente está disposto a interagir com o profissional, uma vez que tem como meta construir uma existência mais aceitável. Para isso o indivíduo precisa se munir de paciência e tempo, pois deve se submeter a uma assistência incessante até estar pronto para caminhar por si próprio.

O candidato a coach vai adquirir um saber multidisciplinar, passando pelas Ciências Comportamentais, pelos principais filósofos, pela aprendizagem e aprimoramento moral e intelectual do público adulto, por uma teoria dos sistemas e, enfim, pelos caminhos que envolvem a gestão de empresas, métodos e espírito de chefia.

Há várias espécies de coaching, e as principais são:
  • Coaching Executivo, 
  • Pessoal ou Coaching de Vida ou Pessoal, e o 
  • Coaching de Performance ou Coaching do Desempenho. 

  • O primeiro (Coaching Executivo) tem como objetivo habilitar os gestores de organizações empresariais a desenvolver um desempenho de maior qualidade e a conquistar o grau de excelência na vida particular e nas transações financeiras. 
O executivo é assessorado no estabelecimento de objetivos, habilidades, incumbências e desígnios da sua instituição empresarial. 

  • O segundo ( Pessoal ou Coaching de Vida ou Pessoal) almeja transformar as pessoas em seres capazes de exercitar sua auto-realização por meio da concretização de seus objetivos. 
Assim elas são niveladas no patamar de uma vida estável, conscientes de seus princípios, da missão a cumprir e do sentido de sua existência. O propósito almejado pelo indivíduo pode se circunscrever a qualquer campo de sua jornada existencial, na saúde, na relação com o outro, na busca espiritual, no setor financeiro, em sua trajetória profissional, na gestão do tempo, no âmbito familiar, entre outros.

  • O terceiro (Coaching de Performance ou Coaching do Desempenho) tem como meta desbloquear os talentos natos dos profissionais. Neste procedimento um indivíduo assessora o outro no exercício, na assimilação e na conquista dos propósitos desejados. 
Isto ocorre por meio de um processo de conhecimento de si mesmo e pela tomada de consciência sobre as obrigações pessoais de cada um no campo do desenvolvimento profissional.

Por Ana Lucia Santana - http://www.infoescola.com/

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

METÁFORAS DO MARKETING

A formulação de planos de marketing é sobremaneira influenciada pelos modelos mentais daqueles responsáveis pela tomada de decisões. Um modo de nos aprofundarmos neste assunto é observarmos as principais metáforas do marketing. 

Como salienta Gareth Morgan, autor do livro Imagens da Organização, "usamos a metáfora sempre que tentamos compreender um elemento da nossa experiência em face de outro. Assim, a metáfora prossegue por meio de afirmações implícitas e explícitas de que A é (ou parece) B. 

Quando se diz que 'o homem é um leão', usa-se a imagem do leão para chamar a atenção dos aspectos do homem parecidos com o leão".

Metáforas

Deste modo, ao identificarmos as principais metáforas do marketing, ampliaremos nossa compreensão sobre esta atividade e nos tornaremos mais aptos a formular estratégias de marketing mais efetivas. São cinco as principais metáforas do marketing.


-A primeira delas, e a mais óbvia, é ver o marketing como uma guerra.

O mercado é um campo de batalha, os concorrentes são os inimigos e o território a ser conquistado são os clientes. As estratégias formuladas a partir dessa metáfora visam aniquilar a concorrência com ataques violentos, sem um limite claro para o uso dessa violência. Os clientes assim conquistados tornam-se reféns dessas empresas - as outras opções foram duramente enfraquecidas.


- O marketing pode ser visto também como disputa de poder entre empresas e entre empresas e clientes.

As estratégias visam submeter a outra parte à vontade da empresa. Os monopólios, oligopólios, monopsônios e oligopsônios utilizam-se nitidamente dessa estratégia. Novamente, os clientes não têm outras opções, vêem suas necessidades e desejos pouco satisfeitos e, provavelmente, deixarão a empresa quando obtiverem outras opções.


- As ações de mercado podem ser também vistas como passos de um jogo.

Neste, existem regras claras e as estratégias visam tão-somente a superação dos rivais. Normalmente, esta estratégia traz benefícios aos clientes - como preço mais baixo -, mas podem enfraquecer os jogadores - margens de lucro menores, por exemplo.


- A quarta maneira de ver o marketing é pela idéia de troca. Esta idéia é considerada por muitos autores a base do marketing. As estratégias formuladas visam a satisfação das partes. Deve-se identificar o que a outra parte deseja para fazer sua oferta e, em contrapartida, receber o que a empresa deseja. A troca também pode ser vista entre empresas, através de joint-ventures, alianças estratégicas, etc.


- Finalmente, a quinta metáfora refere-se à idéia de comunidade.

As estratégias formuladas visam a criação de interdependência. As empresas fazem parte de um sistema social e devem preocupar-se com o bem-estar dos demais envolvidos - não só os acionistas, como também os funcionários, os clientes e a comunidade em geral. Devem eliminar suas atividades que trazem danos ao sistema e incentivar as benéficas.


Conclusões


Algumas considerações finais devem ser feitas:

- A utilização das duas primeiras metáforas tende a trazer resultados no curto prazo, mas podem criar dificuldades para o futuro da empresa, pois não visam a criação de lealdade do cliente;



- A terceira metáfora, embora desenvolva nos clientes a preferência por seu produto, não necessariamente cria lealdade e pode trazer prejuízos para a ação da empresa;


- As duas últimas metáforas voltam-se para o longo prazo, pois visam, mais do que as outras, a criação de lealdade no consumidor, seja por uma melhor identificação de suas necessidades e desejos, seja pela criação de laços emocionais;

- Finalmente, não existe uma metáfora melhor que outra; as estratégias devem ser formuladas de acordo com os desafios de mercado de cada empresa e de acordo com as preferências de seus dirigentes.


Por: JOÃO BAPTISTA VILHENA - http://www.rhportal.com.br/

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

SAIBA USAR SUA INTELIGÊNCIA SOCIAL PARA TER SUCESSO

Há um poeta chamado John Donne e em seu poema “Porque os sinos dobram?” usa a seguinte frase: “Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme”. 

Estudos recentes da Neurociência descobriram que esta afirmação tem muito sentido e saber um pouco sobre isso pode lhe ajudar a ter mais sucesso em seus relacionamentos.

Os cientistas identificaram uma área em nosso cérebro responsável pelo que eles chamaram de Cérebro Social. 

Trata-se de uma área repleta de neurônios-espelho, uma região com um grande número de circuitos projetados para nos harmonizarmos e interagirmos com o cérebro da outra pessoa. 

São neurônios que, em um momento de interação, copiam em nossos cérebros exatamente as mesmas impressões que ocorrem no cérebro da outra pessoa.  Isso mesmo, eles conseguiram isolar esta área no cérebro e monitorá-la enquanto as pessoas interagem e o que ocorre lá é exatamente igual na cabeça de duas pessoas em interação. Isso vale também para grupos.

Você já percebeu como as emoções são as vezes contagiosas? 

Quando encontra uma pessoa negativa acaba sentindo aquela negatividade e quando encontra alguém de bem com a vida, sente-se bem também. Isso tem relação com o funcionamento do Cérebro Social. 

Trata-se da mesma área usada para a prática da empatia e também por criar conexões fortes entre as pessoas. É uma área que literalmente foi feita para criar conexão cérebro a cérebro. No Coach chamamos esta conexão de Rapport.

Se pensar sobre isso tudo, pode perceber o quanto é importante manter-se em estados emocionais positivos, para assim, contribuir com o meio em que está. 

Outro ponto positivo de saber sobre isso, é compreender como pode maximizar o potencial de seu Cérebro Social, de modo que possa conectar-se profundamente com as pessoas para construir interações de qualidade, o que certamente lhe ajudará a ter sucesso em seus relacionamentos, compreendendo melhor o outro e o ajudando a compreender melhor você. Para potencializar esta conexão, há basicamente 3 ingredientes:

Primeiro, prestar atenção. Isso não é banal, normalmente quando as pessoas conversam, ficam pensando na resposta que irá dar antes da outra pessoa concluir o que está falando. Abandonar este hábito e prestar atenção sincera amplia a conexão cérebro a cérebro.

Segundo, estar não verbalmente em sincronia. É olhar nos olhos, ficar de frente, colocar o seu corpo em atenção ao corpo do outro. Duas pessoas quando estão conectadas acabam criando um sincronismo entre os corpos, que flui naturalmente. Não force nada, apenas coloque-se de frente a outra pessoa e lhe dê atenção.

Terceiro, fortaleça a empatia, enxergue no outro a intenção positiva por trás daquilo que ela diz. Veja o outro como alguém digno de seu respeito e carinho. Ainda que discorde das ideias, busque a intenção positiva por traz das palavras, aprenda a discordar da ideia e do ponto de vista do outro, sem ofender-se com o outro.

Colocar-se em Rapport com o outro, em uma conexão sincera e produtiva é uma habilidade natural do ser humano. Você veio com este dispositivo, ele está no seu cérebro e se chama Cérebro Social, então use-o com sabedoria.

POR CÉSAR AUGUSTO SANTIAGO - www.portaleducacao.com.br

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O Desafio do Administrador do Futuro

“A miséria do mundo, em que prevalece o devorar para não ser devorado, não deve ser medida em termos de estatística de renda. É uma catástrofe moral.... Não trabalhamos apenas para ter uma renda, mas para encontrar sentido em nossas vidas. O que fazemos é parte de quem somos. Ver-nos apenas como um meio para lucros colhidos pelos outros é uma afronta à nossa auto-estima”. (Alan Ryan, Professor de Princeton).

A globalização é um fenômeno do mundo dos negócios, imprevisível e irresistível, gostemos dela ou não, o profissional do futuro tem ficar conectado 24 horas, ou seja, o profissional deste século que quer ter uma carreira brilhante e de sucesso precisa estudar muito, participar de eventos, workshop, etc. para empreender neste mercado global.


Todos nós sabemos que para ter sucesso neste mercado global, precisamos abrir as janelas do futuro, Winston Churchill, ex - primeiro ministro da Grã-Bretanha, dizia na década de 50 que os impérios do futuro seriam os impérios do conhecimento, da informação e da tecnologia. Essa afirmação nunca foi tão verdadeira. As grandes complexidades das empresas, das organizações e do mercado de trabalho global exigem um comprometimento com o estudo sistêmico permanente e a disposição para o aprendizado de novas habilidades. 


Cada vez que o mundo dos negócios fica suficientemente complexo, volátil e insondável a ponto de um gênio financeiro como o bilionário George Soros perder 600 milhões de dólares em um único dia, concluímos que essa é a maneira de Deus dizer a simples mortais como nós que o mundo dos negócios incontestavelmente mudou e está se tornando um lugar bem amedrontador e for a de controle.


Deus ajuda a quem cedo... 


Esse novo e intrépido mundo corporativo será virtualmente irreconhecível e exigirá habilidades de sobrevivência totalmente diferentes.

A raiz do problema é que, enquanto o mundo dos negócios virou completamente de cabeça para baixo, a maioria das pessoas que o conduz ainda opera com base em concepções e formulas que foram elaboradas para lidar com uma era completamente diferentes. Isso é perfeitamente compreensível; a maioria dos “lideres” empresariais de hoje teve toda a educação formal e maior parte de suas experiências empresariais em um mundo que , deixou de existir. Em meados dos anos 90, o cenário dos negócios está cheio de combatentes de guerras frias, lutando batalhas de ontem e usando o arsenal gerencial e conceitual de anteontem.


“AS EMPRESAS VÃO SER DELES” (Por David Cohen)


Uma pesquisa exclusiva revela quais são as aspirações, as idéias, os valores e as angústias da nova geração de executivos brasileiros.

O que podemos esperar dos futuros líderes das empresas brasileiras? Quais os comportamentos comuns, em que valores se baseiam, como lidar com as questões do dia-a-dia? Perguntas difíceis. Para respondê-las, recorremos a vários especialistas: homens de negócios, headhunters, psicólogos, acadêmicos. Em seguida, navegamos o mar de estereótipos que já se produziu sobre o assunto: pesquisas de mercado, artigos, livros e reportagens.


Desse emaranhado de informações, estudos, análises, e opiniões surge um perfil cuja principal característica é o paradoxo, em diversos níveis, da ligeira contradição até a total impossibilidade de conciliação. Nada de muito estranho nisso, já que essa geração está se formando no tempo da instabilidade, na era do Tao – tudo que é, ao mesmo tempo não é. Eis algumas conclusões:


• O jovem executivo fará parte da primeira geração verdadeiramente preocupada com a qualidade de vida e quer mais equilíbrio no tempo que dedica à profissão, mas também exige desafios cada vez maiores no trabalho – em geral, acompanhados de mais pressão.

• Ele quer segurança, e sabe que a segurança vem da criatividade e do arrojo: numa palavra, a segurança vem do risco.

• Ele não se incomoda de ficar no escritório 10, 12, 14 horas por dia, mas não aceita passar um minuto sequer em atividades improdutivas.

• Ele gosta do poder, mas não considera legítima nenhuma autoridade que não venha do mérito e do consenso. E trata igual o faxineiro ao presidente da firma.

• A lealdade à empresa está morta. Em compensação, ele trabalha como ninguém pelo sucesso da companhia, porque este como o melhor caminho para o seu próprio sucesso.

• Ele não trabalha mais com a velha perspectiva de uma carreira de 35 anos. Seu cálculo é de 10 anos de sacrifício e dedicação, para depois colher os frutos do trabalho.

• Ele não admite ficar muito tempo fazendo o mesmo trabalho. Mas que ficar tempo suficiente para imprimir sua marca pessoal.

• Ele se reconhece o tubarão no mar corporativo e sabe que, como os tubarões, se parar de nadar não consegue respirar. Quer formação contínua, quer aprender e ensinar. Acredita que terá de competir em breve com gente ainda mais bem preparada, mas incentiva o crescimento dos rivais porque vê neles o sustento para o seu próprio crescimento.

• Ele endossa os rumos que país está tomando, mas desconfia do ritmo e da competência do governo.

• Ele é consumista, mas planeja antes de comprar. Tem preocupações sociais, mas não se apto a atuar fora do seu mundo privado.

• Ele quer uma vida independente e como parte disso exige um trabalho que o satisfaça. Acaba trabalhando mais e tendo menos vida independente.
• Ele pratica esportes, não fuma ou fuma pouco e preza a liberdade de costumes, mas identifica um certo retorno aos valores mais perenes e moderados de espiritualidade e família.
• Ele vive num mundo globalizado. Preza as viagens internacionais como forma de manter-se atualizado e aprender e como oportunidade para unir vida pessoal e vida profissional.
• Ele quer dinheiro, é claro. Mas não só isso. Ele quer realização no trabalho, quer autonomia, quer enxergar as perspectivas de ascensão rápida. Ele quer tudo, ao mesmo tempo, agora.

E tem gás para isso. Pensar na carreira em primeiro lugar é uma reação natural, e até saudável. Nos últimos 10 anos, o mundo passou por transformações excepcionais, e o Brasil se abriu a elas. Computadores e Internet, fortalecimento de blocos, internacionalização do trabalho, livre migração de capitais, fim da Guerra Fria e da lógicabipolar que dividia o mundo em duas áreas de influência, downsizing e reengenharia, ênfase na produtividade. A tudo isso essa geração terá que reagir. 


Entendemos que o administrador do século XXI é o profissional de hoje que pensa e utiliza as idéias do futuro. Este é um sujeito que:



• Faz com que as pessoas sob seu comando gostem de executar o que ele quer;

• Consegue que subordinados queiram ajudá-lo e se sintam realizados com isso;

• Não tem subordinados. Tem seguidores. Ele não dá ordens, mas todo mundo faz o que ele deseja;

• Consegue fazer com que as pessoas acreditem que o interesse delas e o dele é o mesmo;

• Transmite segurança, confiança. Ele inspira lealdade. É confidente, faz com que as pessoas se sintam à vontade para falar a verdade;

• Transmite senso de justiça. Ele toma decisões justas, não protege um ou outro. Todas as suas decisões e atitudes são transparentes;

• Dá o exemplo. Se o expediente começa às oito horas , ele chega às oito horas. Numa campanha de corte de custos, não promove festas nem troca de carro;

• Não precisa ser infalível. Mas precisa ter mais acertos do que erros;

• Faz com que pessoas sigam na direção da companhia. Ele faz com que essa direção seja transparente, justa e clara;

Sabe que não consegue fazer tudo sozinho. Mas não comanda pelo medo. As pessoas o seguem por que acreditam na sua visão.

O atendimento ótimo ao cliente é um dos fatores que serão decisivos para o sucesso do administrador do século XXI. Este cliente pode ser tanto o interno com o externo. 
Eis alguns aspectos que ajudarão neste atendimento ótimo ao cliente:
Melhore a sua autoconfiança. Muita gente não atende bem seus clientes porque, realmente, acha que não conseguirá atendê-los.

Crie situações ganha-ganha. Quando ficar claro que você não conseguirá atender aquele pedido, ajude o cliente a encontrar uma solução alternativa.
Entregue o que você prometeu – e mais. Esse mais fará você ser lembrado. (Alternativa: prometa menos do que você sabe que pode entregar com um esforço extra.)
Antecipe-se aos pedidos. A idéia básica é: se alguém pede à secretária que compre uma passagem de avião, ela deveria reservar o hotel também.

Ofereça ajuda espontaneamente. Não espere que te peçam, aja. Não se restrinja à postura de fazer apenas o seu trabalho.
Apresente soluções ou peça ajuda para achar soluções. Não seja mais um provedor de problemas na face da Terra. Tente ser um provedor de meios para resolvê-los. Não reclame da situação. Assuma responsabilidades para melhorá-la.
Faça aquilo de que você gosta e não apenas o que você sabe. Quem faz aquilo de que gosta dedica-se mais. Se você tiver sorte, as duas coisas serão uma só, mas nem sempre é o caso. 


Consequentemente, quem ambiciona uma carreira global de sucesso haverão de manter os livros sempre abertos e as mentes inquisitivas e criativas. Pelo estudo, temos a possibilidade de abrir nossa mentes, de superar os limites mais ou menos estreitos de nossos bairrismos, de enriquecer-nos, humanamente, por meio de conhecimentos mais apurados sobre o mundo e sobre nós mesmos. Sem aprendizado contínuo, qualquer que seja o know-how aprendido, ele ficará obsoleto em seis meses ou menos. Como dizia Catão, célebre por suas convicções no senado romano, “sem aprendizado contínuo, a vida é apenas uma imagem da morte”.


“Cada fracasso ensina ao homem algo que ele necessitava aprender” Charles Dickens (1812-1870), escritor inglês que retratou a miséria dos primeiros tempos da Revolução Industrial.


“Existe na vida algo pior que o fracasso: não haver tentado nada.” Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), presidente dos Estados Unidos entre 1933 e 1945, responsável pelo programa de recuperação econômica com New Deal.

Por:  Paulo Barreto dos Santos - Analista da Divisão de Compras/Contratos da Prodesp, 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ÉTICA NA SECRETARIA

Pensa-se muito de que um assunto como este já é bastante desgastado por todos os meios e já muito discutido em todos os segmentos, porém se ainda criamos novos conceitos e repensamos sobre o tema é porque ainda deve-se ter uma atenção especial. Devido à sua importância não devemos jamais deixar cair no esquecimento ou sendo visto como algo banal e ultrapassado.


A ética é o ramo da filosofia que diz respeito ao caráter, ou seja, o que descreve os traçosmorais da personalidade. Focarei nossa discussão à cerca da ética no ambiente de trabalho nas igrejas já que é minha posição profissional e o mote deste artigo.

Costuma-se pensar que a ética é a mesma para todas as ocasiões e lugares, porém  cada momento requer um tipo de comportamento e olhar sobre tal questão, sendo a ética traçosmorais da personalidade podemos relacionar que para cada local há a necessidade de se ter uma postura diferente, não se perde o caráter, adequa-se à ocasião.

Obviamente a ética é necessária em qualquer tipo de trabalho, por isto dizemos: é o mínimo que se espera de um bom profissional. Para termos elegância, eficiência, credibilidade e satisfação é imprescindível que a ética esteja presente em nossos posicionamentos. Trabalhando numa igreja exige-se que este seja o ponto principal para a permanência neste meio, acredito até que seja algo vital, tanto para executar bem o trabalho como para não se envolver em questões que não nos dizem respeito, ou pelo menos as que não devemos opinar.

Certamente conviver com os membros da igreja é satisfatório em relacionamento e troca de experiência, porém devemos olhá-los com seriedade quando o assunto é pessoal. Diversos problemas da sociedade são trazidos até à Igreja como: problemas financeiros, conjugais, vícios, conflitos, entre outros que podem levar o ser humano à loucura ou ao desespero. Estes membros encontram na igreja e no pastor um apoio, como o de um pai para orientação. Da mesma forma que o pastor deve sigilo e respeito àquela pessoa, assim nós como secretários (as) devemos também.

Além dos problemas habituais com os membros locais da igreja também tratamos, ou ao menos sabemos, de dificuldades vividas por pastores de outras igrejas e denominações. Estes problemas devem ser colocados num nível mais elevado de seriedade pelo cargo que exercem, não por serem mais importantes, mas por suas posições envolverem o cuidado com as pessoas, as quais, em sua maioria, tem dificuldades em aceitar que um sacerdote possa ter qualquer tipo de deslize em sua vida pessoal.

A dualidade desta posição para os secretários de uma igreja é compreender a obra e ter uma visão aberta ao Reino de Deus e saber que os erros acontecerão, as falhas aparecerão e não é por ser igreja que estamos livres de qualquer tipo de crise.

Gosto muito de relacionar a diferença dos profissionais das igrejas com empresas seculares porque este segmento ainda não foi muito discutido pela maioria. Não sei se por existir grande preconceito por parte da sociedade em imaginar que as igrejas têm funcionários legalmente registrados (alguns relacionam os maus exemplos explorados pela mídia de que igreja só está interessada em dinheiro), ou pelo fato de se pensar que os que estão lá não são profissionais porque, para eles, uma igreja não necessita disso.
O valor da secretaria e a ética

Lembro-me que ao iniciar a faculdade de Secretariado Executivo sentia a necessidade de explicar e passar a ideia do que era o meu trabalho na igreja, sabia que o ramo a ser apresentado não era comum para aquela realidade e tão somente sóbria para aqueles que não tem religião. Sempre gostei de trabalhar na igreja sinto o valor do meu trabalho e acho importante apresentar isso às pessoas, portanto em trabalhos apresentados eu sempre procurava colocar exemplos do profissionalismo da igreja e frisar bem que não era um local como visto pela maioria, de que apenas lida com dinheiro, e sim com vidas, assessoramento, eventos, e que o dinheiro era para sustento próprio, não como meta.

Posicionar-se perante as pessoas como profissional que sabe o valor do seu trabalho, compreender a necessidade de estar lá é uma postura ética. Quando colocamos valor naquilo que fazemos e acreditamos em seu resultado mesmo que não seja colocado em gráficos e metas no fim do mês é saber que o seu caráter, amor e discrição estará atingindo a vida daqueles que procuram a igreja.

"Um homem é verdadeiramente ético apenas quando obedece sua compulsão para ajudar toda a vida que ele é capaz de assistir, e evita ferir toda coisa que vive". (Albert Schweitzer)


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Título do artigo: Ética na secretaria
Autor: Rafaela Bonezzi Junqueira Scicchitano