segunda-feira, 1 de setembro de 2014

10 Inovações que Devem Transformar o Mundo até 2025

Mapeamento genético, medicamentos sob medida, prevenção da DIABETES e o fim da escassez de alimentos. Parece um enredo de filme de ficção científica, mas esse será o panorama mundial em 2025, de acordo com estudo realizado pela Thomson Reuters, multinacional da área de mídia e informação.
Especialistas da companhia analisaram publicações científicas e solicitações de patentes para identificar dez setores em que a tecnologia irá transformar radicalmente a vida na Terra nos próximos 11 anos. 
A partir do resultado, eles também se arriscaram a fazer suas PREVISÕES para 2025. Confira o que deve fazer parte da nossa realidade na metade da próxima década.
  • Combate à insanidade

Apesar da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimar que os casos de insanidade tripliquem até 2050, o relatório da Thomson Reuters é bem mais positivo. A empresa acredita que o foco de estudos a respeito de cromossomos patogênicos que causam doenças neurodegenerativas resultarão em um diagnósticos e tratamentos precoces.

  • Energia solar em todos os lugares

O sol deverá se tornar a maior fonte única de energia do mundo. Ela será utilizada para o aquecimento de edifícios e água, além de prover bateria para nossos dispositivos em casa e no escritório.


Esse tipo da doença se apresenta ainda na infância, fazendo com que as crianças desde cedo precisem tomar injeções de insulina. Apesar do número de pacientes com a doença estar crescendo inexplicavelmente, o relatório acredita que o quadro irá se inverter. A engenharia genética deverá permitir a modificação de genes que causam doenças em humanos, tornando possível a prevenção da DIABETES tipo 1 e outras condições.

  • Alimentos para todos

Para alcançarmos um estágio em que não há mais escassez de comida e nem pessoas em risco de desnutrição, a humanidade deverá produzir plantações geneticamente modificadas. Esses alimentos irão se desenvolver rapidamente e em ambientes internos com o apoio de LEDs de baixo consumo energético que irão emitir ondas de comprimentos específicos que aumentam o crescimento.

  • Aviões movidos a energia elétrica

Avanços em baterias de íons de lítio e em relação ao armazenamento de hidrogênio farão com que o transporte elétrico se torne realidade. As novas aeronaves também farão uso de materiais que diminuirão o peso da estrutura e motores com tecnologia de supercondutores. Com essas transformações, pequenos aviões comerciais irão COMEÇAR a realizar viagens de curta distância.

  • Internet ubíqua

Em 2025, todos estaremos interligados pela INTERNET. Tudo estará conectado, desde a geladeira da sua cozinha até o mais remoto fazendeiro da África. Segundo a Thomson Reuters, isso será possível devido às melhorias em semicondutores, condensadores de nanotubos de grafeno de carbono, tecnologia 5G, dentre outras inovações. As comunicações sem fio irão dominar tudo e em todos os lugares.

  • Derrocada do plástico

Esqueça a sacola plástica do supermercado, ela estará próxima à extinção em 2025. No futuro, as embalagens plásticas serão substituídas por produtos feitos à base de celulose. Esses nano materiais biológicos são biodegradáveis e devem fazer com que as embalagens produzidas a partir de derivados do petróleo se tornem história.

  • Medicina sob medida

Em 2025, a medicina terá se tornado personalizada. Os medicamentos em desenvolvimento já estão se tornando tão direcionados que conseguem se atrelar a proteínas específicas e usar anticorpos para permitir mecanismos de ações mais precisos. O conhecimento de mutações de genes específicos será ainda maior e cientistas poderão ameaçar essas alterações.

  • Mapeamento genético

A geração que nascer em 2025 já participará de testes recorrentes de DNA, com a utilização de nano-sondas inseridas no corpo. Todos terão o DNA mapeado ao nascer e passarão por checagem anual para identificar mudanças que podem indicar o início de doenças autoimunes.

  • Adeus, trânsito?

Ok, 2025 talvez ainda seja cedo para a implementação de tecnologias de teletransporte, mas o estudo indica que elas estarão bem encaminhadas. De acordo com a Thomson Reuters, essa área de estudo estará avançada e permitirá o teste de um teletransporte quântico já em 2025.

Muitas dessas invenções parecem improváveis para o futuro próximo e podem nem ocorrer, dependendo de codições sociais, econômicas, políticas e culturais. Apesar disso, os estudiosos garantem que é possível manter o otimismo. 
Para eles, os cientistas já estão trabalhando para resolver problemas e desafios que a humanidade enfrenta hoje em dia e que obstáculos poderão surgir, mas que a ciência e a inovação poderá continuar nos dando esperanças.
Copiado: http://pme.estadao.com.br/

sábado, 30 de agosto de 2014

Finanças Pessoais em Equilíbrio

Presentes e ceias de Natal e Ano Novo, seguidos pelo Carnaval. Por mais controlado que você seja, é muito provável que tenha cometido excessos em seus gastos.

Se você é assalariado, é fácil fechar as contas e saber o quanto comprometeu de sua poupança ou renda futura. 

Por outro lado, se você é empresário, consultor, profissional liberal, enfim, se exerce qualquer atividade com remuneração variável, talvez esteja diante de um problema ainda maior, pois a Economia esteve pouco aquecida nestes dois primeiros meses do ano.

Administrar finanças pessoais não difere muito de gerenciar o caixa de uma empresa ou mesmo de um país. Mudam apenas a proporção e a complexidade. Você precisa analisar dois conjuntos de contas: as receitas e as despesas.

O lado das receitas é normalmente meio engessado. Se você é assalariado, pode buscar uma elevação de sua renda fazendo horas extras, evidentemente desde que com a anuência da empresa. Uma alternativa consiste em realizar pequenos jobs, ou seja, trabalhos autônomos para terceiros, a fim de reforçar o caixa.

Já o profissional com remuneração variável, ao mesmo tempo em que não dispõe da segurança proporcionada por um salário no final do mês, tem à sua disposição a possibilidade de, fazendo uso de sua habilidade e criatividade, gerar novos negócios, buscar novos clientes, aumentar suas vendas.

Mas é no campo das despesas que este jogo acontece. E o segredo é relacionar todas os gastos possíveis dividindo-os em categorias conforme ilustrado a seguir:
  • Grupo da Habitação: prestação da casa ou aluguel, IPTU, seguro residencial, condomínio, água, energia elétrica, gás encanado ou de cozinha, telefone fixo, manutenção da casa;
  • Grupo da Saúde: assistência médica e odontológica, farmácia, academia de esportes; - Grupo da Alimentação: gastos com alimentação básica em geral, despesas em supermercado (inclusive produtos de limpeza e higiene pessoal);
  • Grupo da Educação: escola e material didático dos filhos, cursos, seminários, congressos, livros técnicos ou não;
  • Grupo do Transporte: prestação do carro, IPVA, seguro obrigatório, seguro do veículo, combustível, multas, transporte coletivo, estacionamento pago, manutenção do carro;
  • Grupo da Cultura e Lazer: cinema, teatro, restaurantes, bares, assinatura de revistas, TV a cabo, provedor de acesso à Internet;
  • Grupo das Despesas Financeiras: tarifas bancárias, juros de cheque especial e empréstimos, juros embutidos em financiamentos;
  • Grupos dos Diversos: telefone celular, vestuário e acessórios, empregada doméstica, previdência privada.
É muito provável que eu tenha me esquecido de contemplar algumas contas na listagem acima. Mas os itens relacionados já são suficientes para demonstrar como nos enganamos na administração de nossas despesas pessoais. Isso acontece porque estamos habituados a considerar apenas aqueles gastos mais próximos e palpáveis, negligenciando aqueles que têm que ser provisionados, ou seja, que devem ser previstos porque eventualmente ocorrerão. Isso acontece, por exemplo, com medicamentos, multas de trânsito e manutenção.

De todas as contas apresentadas, uma muito perniciosa merece atenção: juros e tarifas bancárias. Isso porque você pode não perceber, mas desde o fim da inflação inercial (aquela de 30% ao mês que chegou ao extremo de 3% ao dia nos idos dos anos 80) os Bancos passaram a cobrar por todo e qualquer serviço prestado. Não é à toa que hoje as tarifas bancárias são suficientes para pagar, com folga, toda a folha de salários da maioria dos Bancos que atuam no Brasil.

Uma pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), realizada no ano de 2002 junto a 3.477 consumidores na cidade de São Paulo, demonstrou que 29,83% da renda das famílias é destinada ao pagamento de encargos financeiros. Este índice sobe para 35,43% no caso do trabalhador de baixa renda (um a cinco salários mínimos).

Assim, diante deste quadro, algumas sugestões mostram-se pertinentes.
Primeiro, monte sua própria planilha de despesas de acordo com sua realidade. Você poderá, por exemplo, chegar à conclusão de que não é o momento para adquirir um carro ou trocar o modelo atual.

Segundo, analise quais gastos podem ser eliminados, substituídos ou reduzidos. Sempre com os olhos voltados para sua receita, você pode concluir que certos serviços precisam ser eliminados de sua cesta, evidentemente reduzindo seu padrão de vida atual. Isso pode simbolizar o cancelamento da assinatura da TV a cabo, uma visita a menos por mês a um restaurante ou o uso mais regrado do telefone celular.

Terceiro, evite comprar por impulso ou através de financiamento com juros. Opte por comprar à vista, quando for possível. Um exercício interessante é aguardar uma semana para adquirir algum novo bem. Após este prazo, pergunte-se com franqueza se ainda precisa daquele objeto.

Finalmente, ataque de frente e sem piedade suas despesas financeiras. Saia do crédito rotativo do cartão de crédito. Cancele-o e busque um juizado de pequenas causas para efetuar o pagamento do saldo devedor sem a incidência atroz de juros que se aproximam de 15% ao mês. Faça o mesmo com seu cheque especial, negociando seu parcelamento com taxa máxima de 3% ao mês.

Em suma, tome as rédeas de sua vida financeira e tenha na disciplina sua maior aliada.
Fonte: -  Tom Coelho  - http://www.qualidadebrasil.com.br/

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

4 tipos de funcionários que intoxicam o ambiente de trabalho sem que ninguém perceba

Funcionários que costumam fazer confusões, pendem para o lado dramático das coisas ou dificilmente se conformam, muitas vezes precisam apenas de um pouco de atenção e gestão para atingir seus potenciais. 

É isso que pensa Geoffrey James, contribuidor do site Inc.
Em um artigo publicado no site, James afirma que existem, porém, outros tipos de funcionários, que normalmente não são pensados como "difíceis" e que são prejudiciais à produtividade e harmonia do ambiente de trabalho.
Conheça os tipos e saiba por que talvez seja melhor repensar o fato de tê-los por perto:

1. Camaleão

O camaleão se disfarça e se camufla em qualquer ambiente, para escapar de ameaças. No mundo dos negócios isso significa alguém que se propõe a fazer várias coisas, para na verdade evitar trabalho real.
Assim, o camaleão se junta a diferentes equipes, para realizar atividades diversas, e usa isso como uma arma para justificar seu estresse e impossibilidade de assumir responsabilidades maiores. Como? Ele afirma que está sob muita pressão por causa desse ou daquele objetivo, que tem muito trabalho para fazer de um outro projeto, que está estressado por causa daquela outra reunião. E quando chega a hora de falar sobre salário ele reivindica para si o crédito de ter ajudado todas as equipes a atingir seus objetivos.
A melhor maneira de lidar com alguém assim, se você resolver dar uma chance, é atribuindo tarefas específicas e individuais, com deadlines ambiciosos. Assim, o camaleão não terá a chance de jogar o trabalho nas costas de outras pessoas.

2. Enfeite

Aquela pessoa que está ali pela sua aparência, muito mais do que pelo trabalho em si. O enfeite feminino, estilo "modelo da Victoria's Secret", é aquela que usa a beleza para conseguir o que quer no ambiente de trabalho. O problema aqui não é ser uma mulher bonita, mas ser uma mulher que conseguiu e permanece no emprego por isso.
O mesmo vale para enfeites masculinos: o homem que fica perfeito em um terno e tem um ar de executivo, mas não possui o expertise ou talento para estar onde está. Se não há possibilidade de demitir esses "enfeites", James aconselha a pelo menos usá-los a seu favor: coloque-os para trabalhar em setores onde causar boa impressão pela aparência pode ser útil.

3. Grilhão

Os grilhões são algemas ou correntes ligadas a uma bola pesada de metal, que não permitia que prisioneiros escapassem ou se locomovessem muito. Nos negócios, são aquelas pessoas que impedem que a empresa ou projeto se arrisque, como, por exemplo, alguns advogados corporativos. Para lidar com eles, James afirma que o melhor é tratá-los como consultores e não "tomadores de decisão". Ouça suas opiniões e argumentos, mas, no final, faça você mesmo as escolhas, e quando arriscar for a sua decisão, não deixe o "grilhão" lhe impedir de agir.

4. Vampiro

Na mitologia, vampiros parecem humanos, mas sobrevivem através do nosso sangue. No ambiente de trabalho, os vampiros aparentam estar contribuindo, mas se alimentam das emoções dos outros. Em reuniões, eles parecem ajudar, e “ajudam” mostrando sempre as possibilidades negativas de qualquer coisa, sugando, assim, o otimismo e positividade das outras pessoas.
Outra tática do vampiro é ouvir as reclamações dos outros, com a intenção de obter informações para criar e fomentar conflitos, sem que ninguém o veja como responsável. Ele espalha negatividade sutilmente, fazendo as pessoas acreditarem que os sentimentos negativos são genuinamente seus.
É difícil demitir um vampiro, pois as pessoas o veem como aliado e amigável. Mas James não vê outra forma de lidar com esse tipo de funcionário, que não seja livrar-se dele.
Copiado: http://www.administradores.com.br/

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

As Transformações Econômicas Após a Revolução Industrial

Que Classes Sociais Surgiram Após a Revolução Industrial? 

Quais Foram as Condições Para o Desencadeamento da Revolução Industrial?

A partir de meados do século XVIII a sociedade européia passou por um processo de transformação global, o qual marcou o estabelecimento do sistema capitalista como um novo modelo de produção.

Essa metamorfose atingiu todos os níveis da sociedade, obtendo no nível econômico sua maior concretização após a Revolução Industrial.

Autores famosos compreendem a Revolução Industrial como um conjunto de transformações ocorridas nas indústrias, na agricultura, nos transportes e no comércio, as quais transformaram a economia numa economia capitalista. Esse processo envolveu a própria sociedade que se dividiu em (2) duas classes básicas:

• A Burguesia – proprietária dos meios de produção

• O Proletariado  – classe assalariada que para subsistir passou a vender o único bem que possuía: _ sua força de trabalho

A Revolução Industrial representou o processo de mecanização das indústrias que ocorreu inicialmente na Inglaterra – em fins do século XVIII – e, posteriormente, na França, Estados Unidos e Alemanha.

Em termos globais a Revolução Industrial representou a concretização do sistema capitalista, na medida em que alterou efetivamente o cotidiano dos homens e sua forma de vida.

Mas, quais foram as condições para o desencadeamento da Revolução Industrial?

Dentre as precondições pode-se afirmar que a acumulação de capitais e a liberação da mão-de-obra constituem-se as duas mais importantes, uma vez que elas representam os dois (2) aspectos fundamentais do sistema capitalista – Capital e Trabalho.

A acumulação de capitais foi o processo pelo qual se verificou a concentração dos meios de produção e de grandes somas de dinheiro, nas mãos de uma minoria – a burguesia.

Essa acumulação ocorreu na fase de transição do feudalismo ao capitalismo, processando-se setor agrícola, industrial e mercantil. 

Já o processo de liberação da mão-de-obra representou a criação do proletariado. Isto é, de uma das classes cujos componentes não possuíam outras riquezas senão a sua própria força de trabalho.

Esse processo ocorreu na área rural através do cercamento dos campos onde os camponeses e os arrendatários de terra foram desapossados de suas terras e, conseqüentemente, muitos deles foram parar nos centros urbanos, engrossando assim os contingentes de assalariados.

Fonte: Julio Cesar S. Santos - http://www.qualidadebrasil.com.br/

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Relacionamento é Coisa Séria

Relacionar-se é para gente grande, mas não exatamente no que diz respeito à estatura ou idade, mas à maturidade. O fato é que o tempo todo estamos nos relacionando com pessoas em diferentes situações.
Quando criança aprendemos que a família é nosso grande laboratório para a vida adulta, mas nem tudo o que aprendemos conseguimos realizar no futuro. As situações mudam e a forma de nos relacionarmos também. Portanto, devemos estar em constante processo de aprendizado em como lidar com as outras pessoas.
O ambiente profissional é outro laboratório onde encontramos novos desafios de relacionamento. Muitas vezes temos de lidar com pessoas hostis, grosseiras, indiferentes e até sacanas, mas não podemos mudar os outros, somente nós mesmos. Em diversos casos isso gera frustração, desmotivação, baixo rendimento e falta de concentração. Já passou por isso? Ainda no ambiente corporativo também podemos ter a felicidade de encontrar verdadeiros parceiros, e isso certamente nos traz uma esperança de que nem tudo está perdido.
Um fator fundamental para que possamos lidar de forma mais adequada com toda esta turbulenta situação, que é o relacionamento interpessoal em qualquer situação e ambiente, é como lidamos com nossas expectativas. Já pensou nisso? Quais suas expectativas em cada relacionamento que mantém na vida profissional e pessoal?
Quando geramos expectativas elevadas ou irreais temos maior probabilidade de encontrar frustração, decepção e desânimo. Mas também não criar nenhuma expectativa, ou baixa demais, é motivo de acomodação, o que também é extremamente perigoso. Sendo assim, chegamos a uma encruzilhada: expectativas elevadas ou muito baixas podem trazer conseqüências desagradáveis. O que fazer? Certamente não há milagre ou mágica para situações como estas. Porém, tudo deve começar com uma boa análise de si mesmo, da sua maneira de agir e criar expectativas.
Para melhores relacionamentos (seja com clientes, colegas de trabalho, chefia ou até mesmo em casa) é necessário, em primeira instância, olhar para si mesmo e identificar suas expectativas nestas relações. Quanto você espera do outro? Suas expectativas são reais, factíveis? Por outro lado é importante também analisar quanto o outro será capaz de corresponder. Pelo o que você conhece do outro lado é possível identificar se ele será capaz de atender suas expectativas? Ele já demonstrou isso em algumas situações? Diante disso avalie se suas expectativas estão mais ou menos elevadas em relação à capacidade do outro atendê-las.
No livro Conversas Difíceis, os autores Douglas Stone, Bruce Patton e Sheila Heen afirmam que:  “não importa aonde queira chegar, a compreensão – se imaginar na história do outro – deve ser seu primeiro passo. Antes de imaginar como ir adiante, precisa compreender onde está.”
Caso identifique um descompasso entre suas expectativas e a capacidade do outro atende-las o próximo passo é o diálogo (claro que antes disso você dever avaliar também se vale a pena seguir adiante, mas vou tratar disso a seguir). O diálogo, portanto, é a base para alinhar expectativas e criar um clima favorável para o alcance de metas. Dialogar não é simplesmente falar, mas principalmente ouvir. É dar e receber feedback. É apresentar suas expectativas e, juntamente com a outra parte, analisar se há possibilidade de alinhamento.
É aí que retomo a questão da maturidade. As pessoas mais maduras sabem que em muitos momentos da vida teremos expectativas e necessidade diferentes, mas antes de desistir buscam, através do diálogo, uma solução. As pessoas com maior maturidade compreendem que nem todos estão no mesmo ritmo e respeitam estas diferenças. Quando vale a pena esforçam-se para trazer o outro junto, mas quando não vale a pena abrem mão daquela relação e seguem em frente. Caminham rumo a novas experiências. Nem sempre é fácil, mas em muitos casos necessário.
Como você se vê até aqui? Apenas tenha cuidado para não agir como Sísifo, que segundo a mitologia grega, foi condenado à tarefa interminável de empurrar uma rocha montanha acima. Imediatamente antes de chegar ao topo, ele a deixava cair e a rocha rolava para baixo novamente. Sísifo a empurrava de novo para cima e, quando estava prestes a alcançar o topo, ela caía novamente. Certamente aquilo era inútil, apenas uma situação sem futuro. Por vezes agimos desta forma, investindo tempo e energia em algo sem a menor possibilidade de realização. Identificou-se em alguma situação?
A vida é assim: um contínuo aprendizado. Aqueles que sempre estão dispostos a aprender amadurecem. Aqueles que mantêm idéias e posturas fixas ficam para trás e, consequentemente, sozinhos. Portanto, reavalie suas idéias, suas expectativas e procure manter-se sempre aberto para o diálogo e as novas experiências, mas com as expectativas bem dosadas para seguir sempre em frente.
Fonte: Rogerio Martins  - http://www.qualidadebrasil.com.br/

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Benchmarking – 6 passos para a implantação

Benchmarking – definição
Nos diversos dicionários online disponíveis, podemos encontrar traduções do termo “benchmarking” como sendo análise comparativa, análise competitiva, referência…

Se, ao invés de buscarmos uma mera tradução, quisermos obter o conceito, encontraremos:

“Benchmarking é o processo contínuo de medição de produtos, serviços e práticas com os mais árduos competidores  ou aquelas companhias reconhecidas como líderes da indústria (best in class)”  The Xerox Corporation

O CII (Construction Industry Institute) reconheceu o uso do benchmarking como uma boa prática em 2004, pois:
1 – É obtido através de um processo e métodos definidos, constituído de etapas e atividades.
2 – Pesquisas abrangentes provaram o valor desta prática.
3 – A indústria reconheceu e utiliza esta prática.

Benchmarking –  6 etapas para o processo


O CII, acima referenciado, tem um processo estruturado para o benchmarking, com 14 passos, voltado para a área de Construção. 

Os passos para a realização do processo de benchmarking podem ser vistos sob uma ótica mais generalista como:

1 – É um processo Top-Down: isto não significa que o programa deva ser imposto, mas que não adianta tentar-se estabelecer um processo de benchmarking sem o comprometimento da alta direção. (o exemplo que se segue é conhecido, mas vale para ilustrar o diferença entre envolvimento e comprometimento: muitas vezes nosso desjejum inclui “ham’n eggs” – ovos com presunto – e neste processo, a galinha está envolvida em fornecer os ovos, mas o porco está comprometido com o fornecimento de presunto…)

2 – Deve haver uma pessoa designada para conduzir o processo. Não precisa exclusividade, esta pessoa pode ter outras atividades, porém dentre elas, deve estar claramente caracterizada sua responsabilidade por este processo.

3 – Escolha quais fatores deseja aferir no processo de benchmarking: devem ser alinhados com a estratégia do negócio, os valores da empresa, com os fatores críticos de sucesso. Mas, também não vale (ou pelo menos, não irá agregar valor) selecionar apenas aqueles fatores em que reconhecidamente sua empresa se destaca.

4 – Selecione adequadamente as métricas com as quais irá comparar os resultados de sua empresa com os competidores.  Os identificadores devem ser SMART – trocadilho em Inglês, com a palavra esperto, inteligente, e o acrônimo Specific (específico), Mensurable (mensurável), Achievable (atingível), Relevant (relevante) e Time Bound (com prazos). Leia sobre o assunto em KPI – Key Performance Indicators (Indicadores chave de desempenho). Porém, é igualmente importante que os indicadores selecionados sejam passíveis de serem consultados/obtidos junto a seus competidores no mercado. Em alguns ramos da indústria, sua empresa poderá comparar-se com as demais de forma confidencial, ou seja, você verá os resultados de sua empresa comparados com as demais, sem que as demais estejam identificadas. Evidentemente, as demais empresas também não identificarão a sua empresa, quando acessarem o sistema de benchmarking. Na indústria de construção, o próprio CII tem seu sistema, na indústria de óleo e gás temos a Solomon Associates, na área de Gerenciamento de Projetos há o IPA – Independent Project Analysis.

5 – Utilize os resultados como para definir um Plano de Ação. Inclua as metas em seu Balanced Scorecard, e utilize o desdobramentos das metas no gerenciamento de desempenho dos empregados da empresa.

6 – Repita continuamente este ciclo!

Por  - http://blogtek.com.br/

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Você Vive para Trabalhar ou Trabalha para Viver?

Até alguns anos atrás, profissionais recém-formados não pensavam duas vezes em aceitar oportunidades para trabalhar nas cidadezinhas do interior, afinal enxergavam aonde ainda havia muito o que fazer a grande chance de construir uma carreira sólida. 
Com uma mão na frente e outra atrás, eles estavam dispostos a ficar longe das suas famílias o tempo que fosse necessário, pois entendiam que esse era o preço a ser pago para se tornarem “alguém na vida”. Pessoas que viviam para trabalhar.
Por isso, pouco importava o jeitão do chefe. Se fosse amigável e compreensivo, que bom! Se fosse turrão e impertinente, bom também! Todo sacrifício exigido ao lidar com pessoas difíceis e cumprir jornadas estafantes era encarado objetivamente como parte da caminhada até o topo.
Essa visão perdurou por décadas e deu origem a uma ética de trabalho na qual as pessoas se dedicavam integral e fielmente à organização com a promessa – tácita ou expressa – de que seriam recompensadas no futuro. Esse era o pacto e todos o conheciam muito bem. Contudo, a sociedade mudou e agora boa parte das pessoas não quer mais apenas viver para trabalhar.
Peter Drucker disse certa vez: “Ganhar a vida já não é suficiente, o trabalho tem que nos permitir vivê-la também”. É claro que o trabalho circunda toda nossa vida e ainda a organiza, mas é cada vez mais difícil encontrarmos pessoas que estejam dispostas a abrir mão daquilo que construíram para aproveitar uma oportunidade profissional que parece atraente e acaba de bater à porta.
É simples comprovar isto. Se alguém lhe oferecesse uma vaga para trabalhar numa cidadezinha do interior da Amazônia ganhando o triplo do salário atual, qual seria a sua resposta? 
Hoje em dia, diante desta mesma pergunta, a maioria das pessoas agradece o interesse da empresa e logo depois respondem negativamente. Enquanto isto, posições com salários extremamente atrativos continuam descobertas.
E o fenômeno não se restringe somente aos cargos que exigem uma formação mais especializada. Antigamente, por exemplo, era fácil encontrarmos motoristas de caminhão que ficavam dois meses fora de casa rodando pelo país para garantir o sustento da família. 
Agora muitas transportadoras pagam bem melhor e assim mesmo encontram dificuldades para convencê-los a ficar uma semana ininterrupta na estrada. Dias atrás um motorista experiente explicou o motivo: “Eu entendo que posso ganhar melhor ainda se viajar por mais tempo, mas não é apenas o dinheiro que importa. Quero almoçar no domingo com a minha família”.
Além de buscar maior equilíbrio, também é inegável que muita gente quer trabalhar para viver porque as condições macroeconômicas do país agora permitem ao brasileiro fazer suas próprias escolhas. Segundo dados do CAGED, em 2002 cerca de 17% das demissões eram voluntárias, isto é, a pedido do trabalhador. Dez anos depois o número cresceu para 30% e certamente a próxima pesquisa já trará dígitos ainda maiores.
Se você vive para trabalhar é preciso ponderar que a geração mais nova não dará o sangue pela empresa igual a você. Eles não vão ficar no escritório durante o final de semana nem tampouco fazendo serão até as duas da madrugada como parte da rotina. Entregarão o melhor que puderem durante o expediente e depois cuidarão de tudo o mais que envolve as suas vidas. É assim que praticam comprometimento.
Por outro lado, se você trabalha para viver e seu chefe tem mais de quinze anos de carreira é provável que ele veja o mundo com outros olhos. Não basta realizar um bom trabalho e depois ir embora. É necessário fazer mais do que o combinado de vez em quando e mostrar, nos gestos mais simples, que se importa profundamente com a empresa; caso contrário, ele não se dedicará a orientá-lo na intensidade que você precisa até se tornar um profissional ainda melhor.
​Durante os próximos anos nós lidaremos nas organizações com pessoas que sintetizam estes dois perfis (o nosso e o outro). Com um pouco de bom senso e certa disposição para compreender quem vê o trabalho sob um diferente prisma, certamente é possível conviver bem e ainda aprender muito com elas.

Fonte:Wellington Moreira  - http://www.qualidadebrasil.com.br/