segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Inovação nas Empresas: Taleb e Darwin

Inovação é um ativo intangível para lá de estratégico para qualquer empresa ou nação. 

A capacidade de se reinventar, encontrar um novo mercado, um novo nicho, uma nova maneira de fazer negócio, criar um produto altamente desejado, são maneiras de inovar. 

Maneiras de chegar a um oásis cercado de um deserto árido de mesmices. A inovação é o seu camelo no deserto.

Com a inovação, se cria um ambiente de admiração, curiosidade, interesse e a missão de sempre perseguir o novo. Não há como parar de inovar. 

Inovação não pode ser um processo que acontece por sorte, mas sim o resultado de uma escolha, de uma forma de operar corporativamente. E esse ativo faz toda a diferença.
Para entender este processo, é preciso, antes de mais nada, compreender o conceito de inovação. Existem muitos por aí, mais um dos mais objetivos tem sido usado por Jean Paul Jacob, pesquisador emérito da IBM.

Segundo Jacob, há que se diferenciar inovação de invenção. A segunda nasce de uma boa idéia, mas isso por si só não garante que ela será inovadora. Inovação, na prática, é uma invenção com aplicações comerciais ou sociais em larga escala que tragam mudanças efetivas ao ecossistema em que está inserida. Exemplos existem por aí aos montes: é inegável o caráter inovador de invenções como a máquina a vapor, a linha de produção ou o computador.

A esta definição deve-se juntar o conceito desenvolvido por Clayton Christensen no livro “O Dilema da Inovação” (Makron Books, 2001). Sua idéia chave é de que existem basicamente dois diferentes tipos de inovação, as incrementais e as de ruptura.

As primeiras são aquelas decorrentes do que os japoneses chamam de kaizen, cuja melhor tradução para o português é aperfeiçoamento contínuo. São pequenas modificações introduzidas nos processos, produtos ou estratégias que representam um valor adicional em relação ao que já existe, sem no entanto alterar significativamente a essência desses processos, produtos ou estratégias. Embora não tão badaladas quanto o outro tipo de inovação, são disparadamente as que podem ser encontradas em maior número e, não raramente, propiciam importante diferencial competitivo a seus autores (geralmente relevantes, porém de curto prazo e mais facilmente copiáveis).

As segundas, por sua vez, caracterizam-se por provocarem verdadeiras mudanças de paradigmas, alterando completamente os processos, produtos ou estratégias vigentes por meio da introdução de algo completamente desconhecido até então. Mais difíceis de serem encontradas e normalmente de um custo muito mais elevado, costumam garantir a seus autores um diferencial competitivo mais perceptível e de mais longa duração, por potencialmente redefinirem a lógica do mercado, o perfil de concorrência (visão “oceano azul”) ou mesmo os próprios mercados. Ainda sim, na era do benchmark, em que todo mundo está de olho em todo mundo e o acesso à informação é muito disseminado, manter esse diferencial por longo tempo é um desafio cada vez maior.

Fato é que inovação para se tornar ativo de valor deve funcionar na vida real, ou seja, trazer resultados concretos a quem a gerou (tais como domínio de novos mercados, derrota de concorrentes, aumento de market-share, aumento nas vendas, etc). Para se tornar real, uma inovação deve passar no crivo da seleção natural do mercado, ou seja, sobreviver comercialmente e se diferenciar da maioria esmagadora de boas idéias que jaz nos cemitérios corporativos – ou nos desertos improdutivos dos mercados escassos. Quem apostaria no sucesso do walkman e no fracasso do Iridium? 

Quem, em sã consciência, apostaria que empresas tão diferentes, como Accenture, em serviços profissionais e consultoria, e Zara, espanhola de varejo de vestuário/moda, pudessem contradizer a lógica vigente de que é impossível e até excludente combinar modelos de negócios que tragam simultaneamente escala e diferenciação, volume e valor?

Salvo poucos casos de obviedade linear, a grande maioria das inovações disruptivas bem-sucedidas assim se deu pela atuação de fatores exógenos ao controle de seus investidores e entusiastas, as chamadas imprevisibilidades. A inovação por acidente, que gera o sucesso por acidente, selecionada por fatores externos totalmente desconhecidos e impossíveis de serem previstos com antecedência (depois do fato fica muito fácil compreender os porquês), geralmente é aquela que conta.

Essa tese que é muito bem explicitada no livro “A Lógica do Cisne Negro. O Impacto do Altamente Improvável”, de Nassim Taleb. O nome do livro refere-se ao fato de os ornitólogos, estudiosos de aves, acreditarem até o século XVIII que todos os cisnes eram brancos – isso até o encontro de um cisne negro na Austrália, o que pôs por terra um postulado das ciências naturais.

Na visão de Taleb, o que é relevante na vida advém de um punhado de fenômenos do tipo “cisnes negros”, que conferem uma determinada lógica aos acontecimentos. A vida, em suma, é composta de saltos disruptivos gerados por fenômenos do tipo “cisnes negros”.
Esse fator da imprevisibilidade modifica muito mais a realidade das pessoas do que aquilo que elas já conhecem e sabem como lidar ou dominar. “A lógica do Cisne Negro torna o que você não sabe mais relevante do que aquilo que você sabe”, afirma o autor, decano das ciências da incerteza na Universidade de Massachusetts.

A estratégia para encarar os cisnes negros consiste em se ajustar à existência deles, de modo a se concentrar no “anticonhecimento” ou no que não sabemos. O autor critica a supremacia da aprendizagem do específico e a colocação do pensamento sobre o geral em segundo plano, o que favoreceria a assimilação dos cisnes negros a favor de quem os vê pela frente, com todo seu impacto e raridade avassaladores.

No final do dia, financiar a inovação nas empresas é um grande desafio. Tratá-la como ativo ainda é prática pouco verificada nos mercados. De modelos que geram a inovação internamente, como faz Intel, até modelos que compram inovações em início de curso comercial, como faz a Cisco, são raros os exemplos de empresas com programas estruturados e práticas maduras de geração de inovação sistêmica e tratamento econômico do tema.

De Taleb a Darwin, inovar de forma sistêmica ainda pode ser característica rara nas espécies empresariais que hoje lutam para sobreviver no deserto global da competição aguda. Rara sim, mas cada vez mais necessária à evolução e perpetuação dessas espécies… ou melhor, empresas.

sábado, 5 de outubro de 2013

Filmes Que Todo Administrador Deveria Ver

Assistir a um filme é, para muitos, um momento de lazer e diversão. Contudo, o cinema pode oferecer, além do entretenimento, importantes lições para a carreira profissional. 
O presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Sebastião Luiz de Mello, lista 10 filmes que, segundo ele, todo profissional de administração deveria ver para aprender sobre gestão, superação, liderança, trabalho em equipe, entre outros temas.
 Confira, abaixo, a lista preparada por Sebastião Mello.
Direção: Clint Eastwood
 O filme conta a história a partir da eleição de Nelson Mandela (Morgan Freeman) para presidente da África do Sul, quando o país ainda mantinha resquícios do apartheid. Para contornar a grave situação social e econômica, Mandela se une ao time nacional de rúgbi. “Este filme é interessante para os Administradores, pois o presidente Mandela terá uma relação próxima com o capitão do time, atuando como coach não para dar respostas, mas para fazer o atleta refletir sobre as situações e mudar seus comportamentos”, diz o presidente.
Direção: Jason Reitman
 Ryan Bingham (George Clooney) tem por função demitir pessoas. Por estar acostumado com o desespero e a angústia alheiros, ele mesmo se tornou uma pessoa fria. Ele viaja para todas as cidades dos Estados Unidos demitindo pessoas. Mas seu chefe decide contratar Natalei Keener (Anna Kendrick), profissional que desenvolveu um sistema de demissão por videoconferência e, caso o sistema seja implementado, Ryan corre o risco de ficar sem emprego.  O filme mostra para os Administradores o conflito de gerência tradicional e gerência nova, que salta das escolas de negócios transformando as relações.
Direção: John Lee Hancock
 “Este é um filme muito emocionante, baseado em um fato verídico”, opina Sebastião Mello. O jovem negro Michal Oher (Quinton Aaron) cresceu em lares adotivos. Sua vida muda quando ele conhece, no meio da rua, Leigh Ann (Sandra Bullock) que, sensibilizada pela situação do rapaz, decide leva-lo para dormir em sua casa. Ela e sua família decidem apostar no potencial de Michael, dando-lhe uma família, uma escola e a chance de jogar no time de futebol. O filme aborda temas como superação, esperança e como é importante a pessoa acreditar nela mesma. “Além disso, nos faz perceber que existem muitos talentos escondidos na empresa, esperando apenas uma oportunidade para fazer a diferença”, defende.
Direção: Bennett Miller
 Esse é mais um filme que usa o esporte para nos ensinar importantes lições que valem para a vida pessoal e profissional. A película conta a história de um time de baseball com orçamento modesto que vem perdendo importantes atletas. O gerente do time, Billy Beane (Brad Pit) tenta conter os problemas, mas sem sucesso até conhecer Peter Brand (Jonha Hll). Beane adota as ideias de Brand e decide abrir mão de velhos conceitos de administração e passa a contratar jogadores pelo método defendido por Brand. A metodologia dá certo e o time vence vários jogos. O filme mostra como lidar com mudança, aborda princípios, obstinação, perseverança, além de deixar a mensagem da possibilidade de mudar o rumo das nossas vidas a partir da crença e da defesa inabalável de um princípio.
Direção: Roberto Santucci
 Segundo Sebastião Mello, este é um filme muito divertido. Ele mostra a vida de Alice (Ingrid Guimarães), uma mulher workaholic que perde o emprego e o marido no mesmo dia. Mas tudo muda quando ela conhece a vizinha, que é dona de um sex shop em decadência. Alice percebe que o negócio está de mal a pior por falta gestão e decide, então, virar sócia da amiga. Para o presidente, como Alice tem amplo conhecimento na área de administração, ela consegue alavancar as vendas do sex shop e descobre que é possível dar a volta por cima, ser uma profissional de sucesso e ainda ter tempo para a família.
Direção: Peter Lord e Nick Park
 Esta é uma animação britânica que conta a história de uma galinha que decide fugir do galinheiro após descobrir que seu futuro é virar comida. Ela e seus amigos vão viver várias aventuras para conseguirem alcançar seus objetivos. “O filme é interessante para os Administradores, pois traz lições como trabalho em equipe, estratégia e criatividade”, conta.
Direção: Pete Docter
 Neste filme, Mike e Sulley são monstros empregados da empresa Monstros S/A. A energia que a empresa gera provém dos gritos das crianças, mas como elas já não se assustam mais, o lucro da empresa começa a cair. Mas Sulley conhece uma garotinha e descobre que o riso dela também é capaz de gerar energia. O filme fala de reorganização na empresa, além de mostrar como é possível superar dificuldades se soubermos enxergar oportunidades, mesmo diante da crise.
Direção: Thomas Carter
 “Inspirado em uma história real, este filme é muito motivador”, fala Sebastião Mello. Ele conta a história de Ken Carter (Samuel L. Jackson), técnico de basquete que aceita treinar a equipe de um colégio da periferia. No local, ele precisa enfrentar a desmotivação de pais e alunos. Mesmo assim, ele consegue impor um rígido regime que, além de ajudar a melhorar as notas dos alunos, leva o time da escola a ganhar vários títulos. Para o presidente, o filme fala sobre liderança e do papel do líder para o bom trabalho em equipe.
Direção: Oliver Stone
 Gordon Gekko (Michael Douglas) sai da prisão após cumprir pena por fraude financeira e, impossibilitado de operar no mercado financeiro, ele passa parte do tempo palestrando e escrevendo livros. Até conhecer Jacob Moore (Shia LaBeouf), um operador idealista do mercado de Wall Street.  “O filme nos faz questionar até onde podemos ir para garantir sucesso e fama no mundo corporativo. Além disso, ensina a trabalhar com riscos”, afirma.
Direção: Tom Hooper
 Este é um filme que conta a história real de o rei da Inglaterra George VI, pai da atual rainha Elizabeth II. Ele sofria de uma gagueira que o impedia de discursar para grandes públicos, até conhecer o terapeuta Lionel Logue. Para Sebastião, esta relação entre os dois traz grandes ensinamentos para a Administração. “Uma delas é a importância dos líderes saberes se comunicar com eficiência e eficácia. Outra lição deste filme é a de que servir não significa dizer ‘sim’ a tudo. Apesar de estar atendendo ao Rei, Lionel mantém uma postura firme e exigente. Muitas vezes, diante de uma situação, um gestor precisa ser tão firme quanto Lionel, mas sem perder a delicadeza e o bom humor”, finaliza o presidente do CFA. Sebastião Mello.
Por: Ana Graciele Gonçalves - Assessoria de Imprensa CFA -http://www.cfa.org.br/

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

As 8 Principais Traições Financeiras que Minam os Casamentos

Incompatibilidades e problemas financeiros estão entre as principais causas de divórcio. Há quem sugira, inclusive, que dinheiro é o maior motivador de separações: um estudo realizado pela Universidade do Kansas, nos EUA, e divulgado pelo jornal britânico Daily Mail em julho, mostrou que casais que brigam por causa de dinheiro têm maior tendência a se divorciar. Entre os 4.500 casais acompanhados durante anos, o principal motivo de divórcio foram os conflitos por causa de dinheiro.
De acordo com especialistas, esse estresse muitas vezes envolve uma série de mentiras envolvendo dinheiro, as chamadas “traições financeiras”. Para muita gente, elas podem ser mais danosas que a traição “tradicional” – o adultério – uma vez que não há apenas desgaste emocional, mas também patrimonial para toda a família. No fim das contas, o que fica é a mesma mensagem: a evidência de que falta diálogo e, sobretudo, confiança no relacionamento.
Para Roberta Omeltech, consultora financeira especializada em atender mulheres e casais, a mentira não deveria ter lugar nas relações amorosas, embora seja largamente praticada. “O que eu percebo é que falta muita comunicação entre os casais. As pessoas não conversam. Muitas vezes as relações, na verdade, são de fachada. O casal posta maravilhas nas redes sociais, mas não passa de aparência”, diz Roberta, que acredita que a falta de diálogo deriva, na realidade, de uma falta de confiança.
“Você só conversa com quem você confia. Você compartilha com as pessoas que você sabe que torcem por você. É preciso construir uma relação de confiança, em que a pessoa saiba que quem está do lado dela é uma pessoa companheira. E cada um tem que querer isso e estar disposto a conversar”, acrescenta.
Ou seja, no fim das contas, a falta de confiança com dinheiro é só uma amostra de uma falta de confiança mais ampla. As brutais diferenças na forma de lidar com o dinheiro também podem ser sintomas de uma incompatibilidade incontornável. Vale questionar: é com essa pessoa que você deveria construir uma família? Veja nas páginas a seguir quais as principais traições financeiras entre casais, segundo Roberta Omeltech.
1. Mentir sobre o quanto ganha
Segundo Roberta, a traição financeira mais comum entre casais é um esconder do outro o quanto ganha de fato. Há quem tenha uma conta conjunta e só direcione a ela uma parte do salário, alegando ser toda a sua renda, sem que o outro saiba que o restante do dinheiro está “escondido” em outra conta. “Esses casais não se veem como uma unidade familiar, em que o dinheiro é do casal. Há quem diga ‘mas eu estudei mais, agora terei que sustentar o outro?’ Fica parecendo mais uma competição”, observa Roberta.
2. Ter investimentos escondidos
Em geral, a mentira sobre o salário vem acompanhada de outra: a poupança secreta. Afinal, aquela renda que entra a mais e que o outro não sabe, seja ela eventual ou recorrente, pode ser facilmente direcionada a uma aplicação financeira. “Há pessoas que têm dinheiro na poupança e não contam para o cônjuge, por medo de que o outro queira usar aquele dinheiro”, explica Roberta. Um caso, portanto, em que nenhum dos dois se mostra confiável.
3. Mentir para não gastar dinheiro
A consultora conta que muitas vezes um dos cônjuges ou namorados quer poupar por algum motivo e, em vez de dizer isso ao outro, mente para economizar. “Há casos em que um quer viajar e o outro inventa que está doente, que precisa fazer hora extra ou qualquer outra mentira para não gastar dinheiro com a viagem. Mas na verdade, essa pessoa quer é guardar dinheiro”, conta.
Ela diz que algumas histórias são mirabolantes: de estar impedido de tirar um passaporte e mentir sobre cortes na empresa, até dizer que o chefe pediu dinheiro emprestado para pagar a matrícula da escola do filho. “O lado que poupa considera o gasto supérfluo”, diz Roberta. Há também o caso daqueles que não querem gastar com nada e inventam desculpas: como dizer que o carro está com defeito para não ter de rodar com ele e não gastar combustível.
4. Inventar desculpas para responsabilizar o outro
A consultora conta que quando o namoro vira noivado é comum que comecem os conflitos sobre quem paga o quê. Para não abrir a carteira, muita gente inventa desculpas como “sua família come mais, então você tem que pagar um percentual maior no bufê do casamento” ou ainda “minha família faz questão que eu case na Igreja, então meus pais pagam a festa e os seus o apartamento”. Nem sempre essas histórias são verdadeiras ou justas, e muitas vezes acabam envolvendo o resto da família e complicando mais a situação.
5. Mentir para usar o cartão de crédito do outro e depois não pagar
Outra coisa que pode tirar as pessoas do sério é aquele cônjuge ou namorado que mente para usar o cartão de crédito do outro e depois enrola para pagar. “A pessoa diz que o cartão dela está bloqueado, usa o cartão do outro e depois dá um jeito de não pagar a fatura. Diz, por exemplo, que naquele mês teve um desconto salarial maior, pede para o outro segurar a fatura, e depois aquela dívida cai no esquecimento e acaba sendo paga pelo titular do cartão”, explica Roberta Omeltech.
O endividamento é algo que pode afundar uma família. Um dívida escondida, então, pode ser ainda mais devastadora. Sem contar sobre a dívida para o resto da família, o endividado pode ficar ainda mais desesperado, e certamente não poderá contar com a colaboração dos seus, podendo aumentar ainda mais o saldo devedor. “Muitas vezes as pessoas escondem as dívidas porque já sabem que o outro não vai querer ajudar. Elas começam, então, a inventar motivos para não fazer certas coisas”, diz Roberta.
7. Mentir para os filhos sobre a real situação financeira da família
Algumas mentiras extrapolam a relação do casal e esbarram no restante da família. Roberta Omeltech lembra que muitos pais não conseguem dizer “não” para os filhos. Assim, além de deixá-los mimados e inaptos a lidar com dinheiro no futuro, podem acabar afundando a família em dívidas quando o momento financeiro é delicado. Isso pode acarretar uma série de brigas, principalmente se um sabe dizer “não” e o outro simplesmente não consegue.
8. Esconder o próprio consumismo
Segundo Roberta, pessoas mais consumistas, que já beiram a compulsão por compras, muitas vezes escondem isso do parceiro. De acordo com a consultora, comprar demais e esconder as compras do outro é relativamente comum, e ocorre tanto com mulheres quanto com homens. “Chega um momento em que a pessoa não consegue mais esconder o que compra e precisa buscar ajuda profissional, seja de um consultor financeiro, seja de um psicólogo”, observa Roberta.
Ela explica que, nesses casos, faz-se fundamental buscar a raiz dessa necessidade de consumo, pois uma compulsão nessa área pode ser uma forma de compensação para outros campos da vida que não estão indo bem, como o próprio relacionamento. Além disso, há o risco de esse mecanismo de compensação abrir as portas para outras compulsões, como comida ou cigarro.
Pessoas ou mesmo casais em descontrole financeiro, diz Roberta, muitas vezes têm o mau hábito de se comparar a outras pessoas e casais de seu círculo social, e querem ter tanto quanto ou mais do que eles. “Vira uma vontade de ostentar”, diz a consultora
Por: Julia Wiltgen é editora assistente de finanças pessoais de EXAME.com - http://exame.abril.com.br

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

SISM - Síndrome da Irritabilidade Sem Motivo

Você se irrita facilmente?

Já contou, diariamente, quantas vezes você se irrita sem motivo aparente?

Companheiros de trabalho que se irritam diante do mínimo aborrecimento. 
Chefes que se irritam por que são contrariados ainda que sutilmente pelos seus colaboradores. 
Pais que se irritam pela correria e gritaria dos seus filhos, como se preferissem filhos paraplégicos, surdos-mudos.

Irritamos-nos com os sinais de trânsito, mesmo que eles sejam capazes de salvar vidas. Esbravejamos quando o motorista da frente vira sem dar sinal. Enfiamos a mão na buzina logo que o sinal abre e o motorista da frente não arranca rapidamente seu veículo.

Já cometi vários erros com meus filhos e amigos. Tantas vezes foram as que me irritei quando assistia a determinado programa de TV e eles pediram minha atenção. Quantas vezes fazemos isso?

Nossos filhos, ansiosos para nos contar as descobertas maravilhosas da vida, descobertas simples, como a de que os pássaros voam, os cães deitam e rolam, a minhocas mesmo quando cortadas em várias partes, ainda se movimentam, que as abelhas produzem mel através do pólen que coletam das flores, e nós, cessando a criatividade deles, não os ouvimos, preferindo continuar a assistir o noticiário da TV, a novela, o filme, mesmo estando em jogo a alegria de quem dizemos amar sem ressalvas.

Aos poucos vamos acumulando pequenas irritabilidades. Todo instante, todo momento, diariamente, nos irritamos facilmente. Deixamos de contemplar pequenas belezas. O passeio pelo parque já não é atraente, o abraço do filho quando chegamos exaustos do trabalho não alenta, o jantar em família não é praticado.

Ao fim do dia, parecemos cansados, mesmo que não tenhamos feito grandes exercícios físicos. Mas, mentalmente, sufocamos a paciência, a arte de contemplar pequenas coisas pelo excesso de momentos que nos irritaram, por mais que nenhum deles fosse merecedor de causar irritação.
Se estudarmos a construção dos pensamentos, reconheceremos o mal que fazemos a nós mesmos quando nos irritamos, pois todas essas idéias irritadiças, pensamentos negativos e conclusões sem análises ficarão para sempre registrados em nossa mente, norteando nossa existência. Como ser saudável se não nos nutrimos com o pão da compreensão e do entendimento e sim, comemos o pão amargo da irritação?

Nos irritamos com o vendedor que não nos atende adequadamente, mesmo sem compreender que fora arremessado naquela profissão e ainda não teve a oportunidade de ser treinado.

Somos acometidos pela irritação quando o pneu do veículo fura e, debaixo de chuva, temos que substituí-lo, mesmo que bilhões de pessoas sequer têm calçados para os pés. Ficamos irritados quando o salário atrasa um único dia, ainda que milhares aguardem uma vaga.

A irritabilidade, na verdade, surge da nossa incapacidade de reconhecer o quanto temos motivos para ser feliz. Não ousamos brindar o dia que nasce, os filhos que temos, o emprego que possuímos. À mínima contrariedade, nos irritamos.

A maioria de nós também é capaz de se irritar pelo que ainda não aconteceu. Sofremos pelos pensamentos antecipatórios, por mais que 90% das coisas que imaginemos ser catastróficas, sequer aconteçam, e os 10% que acontecem, nem se aproximam das tragédias que imaginávamos suceder.

Irritar-se é aprisionar a alegria, massacrar o prazer de viver. Toda vez que se irritar à mínima ofensa ou diante de qualquer outro acontecimento, lembre-se de que está trucidando um valioso período da sua vida, e de muitas outras pessoas.

Se diante de algumas situações, você perceber que irá perder o controle, pare e pratique a arte de pensar antes de reagir. Nutra seu ser com sabedoria. Questione-se, por exemplo, assim: “qual será o impacto de minha atitude em minha e à vida das demais pessoas?” 

Quase sempre que nos permitimos essa análise, a ação ou reação que teremos será calidamente menos agressiva.

Não permita que a alegria de viver e a possibilidade de contemplar os pequenos momentos da vida sejam sobrepostas pela irritabilidade. Transforme seus dias e o das pessoas que o rodeiam em inesquecíveis e saudáveis instantes.
  • Quais têm sido suas irritações? 
  • Pelo que tem trocado o prazer dos momentos? 
  • Você se permite roubar precisos instantes da sua vida? 
  • Qual é a contribuição à sua existência, toda vez que se deixa furtar pela irritabilidade?
Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Quem é o consumidor da “Classe C”?

 Muito se fala em estudos realizados para identificar os consumidores da classe C, dizem que este público está crescendo e com maior poder de consumo. Mas, como se comporta a “Classe C”?
Segundo Alberto Cerqueira Lima, Presidente da Copernicus Marketing, A CLASSE C NÃO EXISTE! 
Como assim? 
Em janeiro o Ibope Inteligência divulgou uma pesquisa sobre o consumo da “classe C” e o Cerqueira simplesmente afirma que esse público não existe?
Vou explicar... 
  • É difícil afirmamos que a “Classe C”, assim como a “A” e “B” possui determinado comportamento, isso por que as pessoas são diferentes, possuem experiências distintas e logo, seus comportamentos não são padronizados, não somos maquinas programadas para reagir de maneira idêntica.
Quando partimos para a “Classe C” especificamente essa justificativa é potencializada, haja vista que os pertencentes a este grupo são oriundos de diversas vertentes e que somente agora (não tão agora, desde 2009 mais ou menos) tem ganhando notoriedade. 
  • Existem vários detalhes (culturais, psicológicos e emocionais) que regem esse grupo de consumidores, assim não se pode de maneira alguma limitar a visão do marketing e varejo a uma perspectiva genérica. 
A psicóloga Beth Furtado, afirma que “a criação de conceitos, serviços, produtos, experiências, promoções, projetos, formatos varejistas ou quaisquer táticas de marketing inspiradas em conclusões exclusivamente demográficas não é suficiente para contemplar a riqueza do comportamento humano”.
A Classe C é um segmento desejoso! O que é prioridade para eles? 
  • Desejos encubados a muito tempo e que só agora podem ser atendidos: a faculdade dos filhos ou a faculdade do pai que hoje já tem seu filho formado, o 1º carro zero km, a 1º viagem internacional, um financiamento para cirurgia plástica da filha que completará 15 anos e prefere sua aparência estética ao invés de uma festa de debutante. 
Os desejos são diferentes e não se resumem ao gesso da pesquisa analítica demográfica.
E como essa classe se comporta? 
  • Igual as outras, com desejos a serem atendidos, buscando informações, procurando atendimento adequado, procurando o melhor custo-benefício e sobretudo, querendo ser atendida como rei, afinal de contas elas tem dinheiro no bolso e aspirações no coração.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Leia Esse Texto! É URGENTE!

Pronto! O primeiro passo foi dado e, como sugeriu o título desse artigo, você está lendo. 
Sim, provavelmente você nunca viu um título assim, mas é no fundo o que todos querem de você.
Primeiro, persuadi-lo a abrir e depois que leia as suas linhas. A persuasão, aliás, faz parte de quase todos os momentos da nossa vida.
Quando você pede aquela ajuda dos colegas em sala de aula para terminar o trabalho de 50 páginas; ou quando você consegue em um dia os dados que demoram uma semana do setor financeiro para fechar um projeto ao cliente. Sim, até no copo d’água que pedimos com aquela cara de “cachorro sem dono” em casa, estamos tentando persuadir alguém a fazer o que desejamos. 


Ou seja, caro leitor, a persuasão está presente em nosso dia a dia e é difícil dizer o contrário. Mas claro, não é só nisso. Esse artifício pode ser aplicado na guerra, na política, na religião e em muitas outras situações que vão desde os primórdios da sociedade.


E um fato é certo: aquele que consegue persuadir conquista aliados e desenvolve uma liderança natural. Concordo que existem pessoas que parecem ter nascido para serem formadoras de opinião, parecem ter um dom. No entanto, qualquer profissional pode aprender técnicas simples para ser mais persuasivo. Hoje, quem deseja dominar as armas da persuasão conta com um verdadeiro arsenal de livros, cursos e sites. 


Gostaria de citar duas boas fontes. O primeiro é o filósofo grego Aristóteles que, em seus escritos, organizou os princípios da retórica, ciência que estuda o uso da persuasão. Aristóteles partiu da seguinte questão: "Por que é que um argumento logicamente fraco ou absurdo convence as pessoas e outro, que é razoável, não as convence?”. 


Outra boa fonte no assunto é o americano Robert Cialdini, que virou referência na área ao elencar princípios universais da influência: reciprocidade, autoridade, compromisso, escassez, gosto e influência social. Livros como “Influence: Science and Practice” e “Sim! 50 Segredos da ciência da persuasão” são bem recomendáveis.


Em 2011, a persuasão foi um dos temas escolhidos para ser a reportagem de capa da Revista Administradores. Na edição, nós destacamos os dez “mandamentos” para desenvolver o poder de persuadir. Você pode conferir abaixo cinco desses mandamentos destacados na reportagem da Administradores escrita pela repórter Michelle Veronese. 

Emocionarás
“O propagandista deve ter, acima de tudo, um grande conhecimento da alma humana”, disse uma vez Goebbels, o pai da propaganda nazista. Embora ele tenha usado a persuasão da pior maneira possível, ele tinha razão. Os mestres da persuasão costumam depertar as emoções dos ouvintes. Para isso, falam apaixonadamente e, em seus discursos, apelam para valores, sonhos e ideais compartilhados pelas pessoas. 


Oferecerás tua mão  

Você recusaria um favor a alguém que já lhe ajudou no passado? Sabemos que não. Por trás desse gesto atua a lei social da reciprocidade – chamada por Robert Cialdini de “princípio da reciprocidade” – que, embora nunca tenha sido escrita, sentencia que uma boa ação a nosso favor deve ser retribuída. Portanto, se você quer que alguém faça uma concessão numa reunião de negócios, dê o primeiro passo, abrindo mão de algum item. No dia-a-dia, acostume-se a ser solícito. Uma dose diária de favores irá aumentar as chances de você ser mais persuasivo quando precisar no futuro.


Buscarás teus semelhantes

Gostamos de pessoas semelhantes a nós, dizem os especialistas em comportamento humano. E não estamos falando de semelhanças óbvias, como a aparência física. Traços de personalidade, estilos de vida, opiniões, times de futebol e até nomes, quando semelhantes, facilitam a aproximação e abrem caminho para a persuasão. Na próxima vez que ensaiar um discurso persuasivo, lembre-se de enfatizar alguma similaridade com seu ouvinte.


Começarás pedindo “pelo menos”

“Ajude com pelo menos...”. Esse tipo de frase, que você dever ter ouvido uma centena de vezes,  apóia-se na ideia de que as pessoas tendem a ajudar mais quando começamos pedindo pouco. Tem uma pilha de tarefas atrasadas? Em vez de pedir para seu funcionário encarar todo o desafio, explique que, se ele executar ao menos uma, terá ajudado muito. Pedir pouco, no início, abre caminho para pedidos maiores no futuro. De acordo com os especialistas, depois que dizemos “sim” a uma pequena solicitação, nossa tendência é aceitar mais naturalmente as próximas, mesmo que elas exijam mais da nossa parte.


Entenderás o comportamento de grupo

Somos seres sociais. Não apenas gostamos de pertencer a grupos como temos a tendência de imitar o comportamento dos nossos companheiros. Não é à toa que um discurso tem mais chances de persuadir se for apresentado a um grupo. Quando acompanhadas,  as pessoas tendem a ouvir as demais, reduzindo o senso crítico e buscando opiniões unânimes.

Resultado: as chances de um grupo concordar com você são maiores.
Sim... obrigado por abrir o link.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

As 7 Farsas Sobre a FELICIDADE

Falar sobre felicidade é sempre uma tarefa delicada devido a sua relatividade, por isso optei por retratá-la através das farsas que são incutidas pela sociedade em nossa mente sobre felicidade, que na maioria das vezes somente nós afastam dela.
I. Felicidade é ter dinheiro
Essa é uma das maiores farsas sobre a felicidade, desde que já tenhamos as necessidades básicas supridas. São nos países de 1º mundo que os medicamentos antidepressivos são mais vendidos e também onde são registradas as maiores taxas de suicídios.
Ao contrário do que pensamos as pesquisas demonstram que o dinheiro gasto em bens não traz a felicidade esperada, mas aquele gasto com relacionamento com as pessoas que gostamos como viajens, refeições, festas e etc. trazem.
Essa ilusão ocorre, pois muitos erroneamente acreditam que quem tem mais vale mais e quem tem menos vale menos, ou seja, uma inversão valores ter e ser
Não estou dizendo que dinheiro não é importante, cada um lida com ele ao seu modo, mas com certeza ele não é fonte da felicidade.
II. A felicidade dos outros ofusca a nossa
Quem me conhece sabe que possuo uma felicidade exacerbada e devido a isso recebo criticas de que ela incomoda algumas pessoas ao meu redor. Isso é inveja, um sentimento antagônico á felicidade, observe, que coincidentemente, todos os invejosos são infelizes.
O Baron de La Brede et de Montesquieu diz que “Se quiséssemos ser apenas felizes, isso não seria difícil. Mas como queremos ficar mais felizes do que os outros é difícil, porque achamos os outros mais felizes do que realmente são”
Bertrand Russell, em “A Conquista da Felicidade” diz que a felicidade que satisfaz verdadeiramente é acompanhada pelo completo exercício das nossas faculdades e pela compreensão plena do mundo em que vivemos, ou seja, a sua felicidade depende somente de você.
III. A felicidade depende dos outros
Em minha opinião a felicidade está muito mais vinculada à atitude pessoal e a forma como construímos nosso mundo interno do que ao mundo externo, mesmo sendo influenciado por ele, mas o a felicidade em si está em nossos comportamentos na forma como vemos o mundo ao nosso redor, por isso que a felicidade é tão relativa.
Cuidado para não ser influenciado pelos sonhos coletivos de felicidade invente o seu próprio ambiente interior de felicidade, alimente-o sempre com momentos mágicos novos e mantenha-o fora de alcance dos pessimistas de plantão. Levo-o com você sempre em qualquer lugar que for, porque se existe realmente felicidade, ela está dentro de você.
IV. A felicidade está no final do arco-íris
Aquela historia de que somente será feliz quando casar, comprar sua casa, se formar, conseguir aquela promoção é uma desculpa para postergar a sua felicidade.
Estudos demonstram que as circunstâncias são responsáveis por apenas 10% da nossa felicidade, também demonstram que conseguir aquilo que queremos nos faz feliz apenas por um breve período de tempo alguns minutos, horas ou dias. Depois que passa aquela excitação inicial da conquista voltamos “ao normal” ou até sofremos um efeito rebote de infelicidade.
Felicidade não é um destino, mas uma jornada.
V. Pessoas felizes sempre têm a auto-estima elevada
Estudos realizados pela Califórnia University contradizem esta afirmação, na realidade auto-estima e felicidade não possuem nenhuma correlação de dependência.
O estudo demonstra que pessoas com auto-estima elevada podem ser infelizes, pois definem objetivos mais ousados que geram frustração quando não atingidos dando origem á sementes de infelicidade. Já aquelas com baixa auto-estima são felizes, pois acreditam na máxima de Aristóteles: A felicidade pertence aos que se bastam a si próprios, ou seja, exigem menos da vida e assim estão satisfeitos com a vida que levam.
VI. A Felicidade é eterna
E viveram felizes para sempre... somente existe em contos de fadas, na vida real existem altos e baixos. No século XVIII criou-se a crença de que o ser humano deveria evitar a dor das sensações negativas, ou seja, devemos evitá-las.
Na teoria isso é muito bonito, mas existe um problema nesta filosofia de vida, a dualidade das emoções. Embora dolorosas as ditas sensações negativas são na maioria das vezes responsáveis pelo nosso próprio crescimento, alem disso aprendemos que os efeitos destas sensações são temporários, e suas causas, específicas, delimitadas, já que a realidade é mutável.
Enfim enfrentar estas sensações nos torna mais fortes e conscientes de nossas competências.
VII. Eu não sou feliz
Não existe receita de felicidade, qualquer pessoa pode ser feliz.
Ao contrário do que imaginamos a falta de felicidade não está ligada simplesmente a um conceito de felicidade muitas vezes utópico. Pesquisadores têm observado que a forma na procura é que tem levado milhões de pessoas a não encontrá-la, pois as pessoas se esforçam tanto nesta busca que acabam deixando de lado os pequenos prazeres e alegrias diários, que podem ser consideradas como ilhas de felicidade.
Suce$$o

Não Seja um Profissional do Contra

Você conhece pessoas que vivem apresentando resistência diante de novas ideias, soluções ou mudanças? 

Aquelas pessoas que na maioria das vezes são do “contra”, e dificilmente contribuem para inovar? 

Quando surge uma nova ideia, ou um novo trabalho, muitas pessoas acabam se mostrando acomodadas e resistentes para aceitar o que é proposto, utilizando a expressão “AH, MAS”. 

Por exemplo, quando um novo sistema de gestão é divulgado, alguns já dizem “ah, mas isso não vai dar certo”, “ah, mas vai dar muito trabalho” e assim por diante. 

São pessoas que começam a colocar obstáculos antes mesmo da aplicação de qualquer novidade.

É claro que ter senso crítico moderado é importante. Em muitos casos o indivíduo pode usar a expressão “ah, mas” porque está enxergando algo que os outros não estão vendo, e isso deve ser avaliado para encontrar uma solução, ou ajustar um planejamento. Porém, antes de usar o “ah, mas” devemos acionar o senso realista e não o pessimista.

Se uma mudança for necessária devemos analisá-la, mas com a visão das possibilidades e não com uma visão de contrariedade. Os profissionais que são verdadeiramente comprometidos estão sempre engajados para contribuir com o sucesso da empresa. Ao invés de utilizarem a expressão “ah, mas”, eles pensam: “como podemos executar da melhor maneira?” 

“Torne-se um possibilitado. Não importa o quão escuras as coisas pareçam ser ou realmente sejam, levante sua mira e enxergue as possibilidades - sempre veja-as, pois elas estão sempre lá.” (Norman Vincent Peale)
  • Você pretende se destacar em seu trabalho? 
  • Quer ter um marketing pessoal positivo?

Então, quando não concordar com algo, ou quando enxergar os obstáculos de uma nova atividade, apresente soluções para agregar valor e não fique apresentando impossibilidades. Fazendo assim você estará contribuindo com novas possibilidades e mostrará preocupação, comprometimento e otimismo, sem deixar de ser realista.

Lembre-se que o “mas” é uma conjunção adversativa, então, quando ele é pronunciado nega tudo o que foi dito antes. Por exemplo, se alguém diz “quero fazer outra faculdade, mas não tenho tempo”, ou, “vamos qualificar nossas equipes, mas”... 
O “mas” demonstra restrição e impossibilidade quando não é bem empregado, principalmente se o tom de voz passa uma mensagem de resistência ao que está sendo proposto.

Caro leitor, não seja mais um profissional do contra, enxergue as possibilidades, pois devemos sempre olhar para frente, acreditando que é possível inovar. Tenha uma atitude proativa e elimine qualquer expressão que demonstre resistência e acomodação de quem não quer mudar. 

Substitua o “ah, mas” por “vamos conseguir”, “porque não”, “como posso dar minha contribuição”, etc. Seja um profissional agregador de soluções, pois as empresas não querem ter pessoas que empacam a inovação e a criatividade. 

Pense nisso.