sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Você é Acomodado?

Tenha um ser humano, 20 ou 90 anos de idade, estará sempre em dois momentos: 

Estará “verde” crescendo, tendo sempre o desejo de aprender, de inovar... Ou estará “maduro” morrendo. 

A decisão? Mais uma vez é de cada um, isto é, sua.

Agora é assim: Anúncios de emprego pedem dois idiomas e até o impensável mandarim (leia-se: chinês) tem sido requisitado no mundo dos negócios. E o idioma inglês continua sendo universal.

A graduação simples não garante mais as oportunidades de outrora e a obsolescência chega cada vez mais cedo. 
O diploma te ajuda a entrar, mas não te ajuda a permanecer. Você é contrato pelo conhecimento e demitido por falta de atitude.

Hoje, um taxista de sucesso é aquele que tem o carro limpo, um som de primeira, é cordial, cheiroso, pontual... E se tudo isso era diferencial, tem gente do ramo ganhando muito porque também se diferencia falando outros idiomas, indo além do mero transporte e fazendo muito sucesso num mercado cada vez mais crescente de executivos e empresários.

E ainda mais agora em tempos de Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil com muitos turistas vindo para cá. O mercado não permite acomodação. Sempre existe algo novo, supostamente melhor nos desafiando.

O próprio paradigma da fidelidade mudou. As donas de casa estão variando de marcas, produtos e supermercados em busca de novidades e mesmo pelo prazer maior de comprar.

Qual é o grande erro daqueles que não estão se ajustando às novas regras do mercado? A resposta é única: Acham que os acertos duram para sempre! Falando sobre as empresas, do ponto de vista profissional, adianta fazer o que todo mundo faz?
  • Será que as empresas não estão precisando de gente que contesta e que traga algo novo? 
  • Como inovar sem mentes que pensem diferentes? 
  • Como criar sem que alguém visualize uma nova oportunidade? 
  • Como tirar as pessoas da “telinha” de sempre?

Uma regra simples para perder é: Fazer as mesmas coisas do mesmo jeito, sempre!

Quando uma maçã caiu na cabeça de Isaac Newton, ele descobriu a “lei de movimento”.  
Isto é, as coisas só têm valor quando estão em movimento.  

A falta de uso enferruja e atrofia!
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Onde Estão as Carroças

Napoleão era um grande estrategista– um dos maiores da História –   e, também,  um gênio  no que hoje chamamos de  Logística – não fosse ele engenheiro militar formado  nas Academias militares de Brienne e de Paris, das mais  prestigiosas na Europa, centros da  engenharia civil e militar à época.

Pois  foi justamente com tais  credenciais que ele montou seu Plano de invasão da Rússia , em 1812, parte de ambicioso  projeto político de conquista da Europa, envolvendo cerca de 500.000 homens – a chamada “Grande Armada” – , uma montanha de apetrechos de guerra, canhões, mantimentos, barracas, armas, munições etc.
 No entanto, cerca de seis meses depois,  voltava ele  derrotado e com  somente  50.000  do seu efetivo – 10% do total inicial! 

O resto estava estropiado, morreu, foi capturado  ou simplesmente desertou.  O que acontecera?

Ora, parece que o  seu  “anteprojeto” para a  tal invasão estava meio que capenga (faltou Consultor? ), se não vejamos, fazendo uma rápida e singela conta:

1. Seus  500.000  soldados exigiriam -–sabia-se – cerca de um cavalo para cada dois homens –cavalarias mais carroças  e transporte auxiliar –,  ou seja 250.000 cavalos;
2. Cada cavalo consumia cerca de 10 k. de forragem/dia , ou seja, um total de 2.500.000 k. ou   2.500 tons/dia;
3. A forragem necessária, digamos, para 20 dias de campanha (isso que, até se chegar a Moscou deveria levar aí uns dois meses ) exigiria transportar-se  efetivamente 50.000  tons só de forragem,  mais outro tanto, talvez o dobro disso, para a tração da artilharia, mantimentos, armas, munições e “cositas” mais;
4. As carroças da época – e isso com quatro cavalos cada–, carregavam em média, uma tonelada  cada uma, o que   perfaz, singelamente, um total necessário de, pelo menos, aí umas  50.000 carroças ( parece muito, mas é isso mesmo!), quando ele nem a metade disso tinha à sua disposição.  
5. Ou seja, parece que o nosso gênio, levado pelo desvario e ambição  da conquista,  errou e feio  nessa aritmética elementar;
6. Pior, o General Intendente ( levou alguma vantagem nisso?)  encomendou ferraduras mais baratas e  mais em conta, só que  inapropriadas para a neve( ao invés de lisas,  teriam que ter  pregos,  que era   para evitar escorregões da cavalhada);
7.Resultado? Bem,  o que se sabe, entre outras coisas, é que a logística  napoleônica não funcionou – e era supervisionada diretamente por ele – vez que  faltaram carroças, mantimentos e o resto. Os cavalos não conseguiram avançar e quando morriam, por  inanição ou acidente, eram pressurosamente churrasqueados pela soldadesca faminta.

Com certeza esses nossos números aproximados – nem somos especialistas no assunto –, mas  inconsequências matemáticas são até gritantes e ao alcance de qualquer  aluno do curso primário,  razoavelmente conhecedor das quatro operações .

Contudo, uns setenta  anos depois, dois ilustres engenheiros  franceses foram  à forra e compensaram  generosamente tal fracasso.  Com efeito, Koechlin e Nouguier, em 1887 –   embora Eiffel  levasse todas as glórias –-,  desenvolveram um dos mais famosos  projetos da engenharia  europeia:  o da Torre que lá está hoje,  em Paris, símbolo e confirmação do gênio e capacidade dos seus projetistas.  

Até porque , imaginem só,  orçada para  custar sete milhões de francos,  e com um cronograma de obras de  dois anos e meio,   acabou ela por custar exatamente isso e terminou até um pouco mais cedo que o previsto.

Isso nos deixa pensando e até preocupados . Basta  lembrar de Brasília ,  estimada em  10 bilhões e que custou pelo menos o dobro, em dólares.  Ou, voltando ainda no tempo, do nosso Maracanã que consumiu o dobro dos caminhões de cimento inicialmente programados. Ou mais recentemente, na  Cidade das Artes que  custou o triplo do orçado e levou dez anos a mais do cronograma inicial, se é que já terminou .  
Ou no Estádio Mané Garrincha, lá em  Brasília,  que atrasadíssimo quase perde o  inicio da Copa das Confederações e foi ainda inaugurado faltando muita coisa . 
E isso, aliás, não custa lembrar,  numa cidade que nem tem time de futebol da primeira divisão.

Claro, nossa engenharia é de primeiro mundo, quando se quer e se deixa ela trabalhar – tá aí Itaipu, por exemplo–, mas será que não estará faltando o mais importante em toda e qualquer Consultoria,  ou seja,  critérios  técnicos independentes, não alinhados com interesses políticos ou patrimoniais duvidosos, voltados para a otimização dos recursos materiais e de tempo disponíveis, objetivando  eficiência e interesse publico? 

Mais complementaridade entre consultores projetistas e engenheiros eficazes, administradores e consultores– sócios e cúmplices da eficácia gerencial– como os da Torre e menos como os Napoleões, cegados  pela própria  ambição, pela política e pelo  desperdício na utilização dos recursos do povão?


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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Lições do Corinthians para o Mundo Corporativo

Há cinco importantes lições que a equipe de futebol do Corinthians tem a legar ao mundo corporativo: efetividade, liderança, trabalho em equipe, marketing e paixão.

1. Efetividade
O mundo corporativo é muito preocupado com eficiência e eficácia. 
A eficiência pode ser definida como “fazer certo as coisas” e está associada ao respeito às normas e padrões, ao preenchimento de relatórios, à redução de custos sem comprometer a qualidade. 
Já a eficácia significa “fazer a coisa certa”, com foco exclusivo no objetivo, muitas vezes sem a devida atenção para com os processos. 
Assim, um vendedor pode visitar uma dezena de clientes em um dia, mostrando-se muito eficiente. Porém, se não fechar negócio algum, terá sido ineficaz. 

A efetividade é a união de ambos. A eficiência procura otimizar recursos, a eficácia busca atingir metas e a efetividade objetiva o resultado.

A equipe do Corinthians, sob o comando do técnico Tite, exemplifica bem esta tese. Em 188 jogos, teve um aproveitamento de 62% dos pontos disputados. Não é um número excepcional, mas o suficiente para levar a equipe à conquista de diversos torneios.

Em 118 partidas (63% do total), o time venceu ou foi derrotado por apenas um gol de diferença ou empatou sem gols ou pelo placar mínimo. 

Desta forma, tornou-se um time difícil de ser batido, que marca muito bem, vende caro a derrota ou faz o mínimo necessário para vencer. Não joga bonito, mas levanta o troféu. 

Fazendo uma analogia, a seleção brasileira dirigida por Telê Santana nas Copas de 1982 e 1986 praticava o futebol-arte, mas como legado deixou apenas saudade...

Por isso, lembre-se: sua empresa pode ser bonita, bem organizada, com produtos e serviços excepcionais, um clima organizacional edificante e uma série de outros predicados. Porém, se a última linha do balanço não for de um azul reluzente, sua existência estará ameaçada.

2. Liderança
A vexatória eliminação do Corinthians para o colombiano Tolima, na pré-Libertadores de 2011, poderia ter marcado o fim de um período glorioso que estava por se iniciar. 

Naquela ocasião, a diretoria decidiu manter o técnico, contrariando a praxe de dispensar o treinador – algo similar a demitir o líder no mundo corporativo quando os resultados não aparecem no curto prazo.

Além disso, é função das lideranças combater a vaidade – iniciando pela própria. O líder deve ser um guia, um condutor e um mentor. 

Mas também deve ser enérgico, tomando decisões difíceis e até impopulares, afastando alguém do elenco ou mesmo punindo quando necessário. O líder deve ser exemplar – mas também inspirador.

3. Trabalho em equipe
O sucesso empresarial assemelha-se aos esportes coletivos na busca pela consagração. O êxito não é resultado de um indivíduo – o dono, o presidente, o diretor, o melhor vendedor – mas de todo o grupo. 

A maior rentabilidade, a redução dos índices de desperdício, o zero acidente, um elevado share of mind, tudo decorre do trabalho em equipe.

Da atual equipe do Corinthians, nenhum atleta integra o elenco da seleção brasileira. E praticamente não há titulares absolutos: a luta por um espaço no time é travada diuturnamente, a cada treino, a cada jogo.

Acrescente-se, ainda, que é necessário dar-se “tempo ao tempo”. Uma equipe não é simplesmente constituída, mas desenvolvida. 
Assim, a derrota para o Santos na final do campeonato paulista de 2011, foi parte do processo que culminaria com o título invicto da Libertadores 2012 e o Mundial Interclubes.

4. Marketing
O rebaixamento para a série B, em 2007, poderia configurar um período nefasto para os negócios do clube. 
Porém, foi o início de um processo de construção de marca que redundaria em recordes de público nos estádios, contratos milionários com a TV, novos patrocinadores, vendas de camisas e outros produtos via licenciamento, além de iniciativas inovadoras como patrocínios pontuais para jogos em finais de torneios e a venda de espaço publicitário nas axilas da camisa para o desodorante Avanço, elevando o faturamento até tornar-se o mais elevado entre todos os clubes do país.

E você, como tem cuidado do marketing de sua empresa? Lembre-se de Henry Ford: “Se eu tivesse um único dólar, investiria em propaganda”.

5. Paixão
Da Democracia Corintiana de 1982, passando pela campanha na série B até a Invasão do Japão em 2012, um ingrediente sempre esteve presente: a devoção do torcedor ao time. 

Como um casamento, nos bons e nos maus momentos, o “fiel” torcedor, reunido em um “bando de loucos”, sempre esteve presente, numa paixão que transcende os campos de futebol, invade as ruas no Carnaval, veste uniformes e canta hinos.
  • Seus colaboradores são igualmente apaixonados por sua companhia? 
  • Consomem seu produto, indicam seu serviço e defendem com afinco sua empresa?
  •  E seus consumidores, são os maiores propagadores de sua marca? 
Alcance esta grau de satisfação e reconhecimento para conquistar seu maior título: a liderança em seu mercado.

PS: Este articulista não é torcedor do Corinthians, mas respeita e admira sua recente trajetória. E aproveita para agradecer publicamente ao amigo corintiano Jorge Ifraim, que contribuiu com informações para este artigo.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Dez Atitudes Para a (IN) Felicidade no Trabalho

Segundo Albert Ellis, psicólogo norte-americano e autor do best seller Como conquistar  a sua própria felicidade, o ser humano é incurável. Em síntese, somos passíveis de erros e sujeitos a pensamentos e atitudes derrotistas, motivo pelo qual manter-se otimista é um desafio permanente.

De fato, entra ano e sai ano, algumas pessoas simplesmente não querem evoluir. Elas continuam adotando o mesmo comportamento retrógrado do século passado, apesar de tantos cursos, treinamentos e toda literatura disponível para quem deseja crescer no campo pessoal e profissional.

Nesse sentido, embora as empresas contribuam muito para elevar ou destruir o moral dos empregados, penso que a felicidade ou infelicidade depende muito dos modelos mentais de cada ser humano em particular – padrão de pensamento, discurso, atitudes.

Por essas e outras razões, fica bem mais fácil distinguir os otimistas dos pessimistas, os perdedores dos vencedores, os que fazem acontecer dos que esperam acontecer. O seu discurso, decorrente do seu modelo mental estabelecido há anos, faz toda diferença no mercado de trabalho e na sua vida pessoal.

Em vez de pensar sobre o que fazer, sugiro que você reflita sobre o que não fazer para se tornar mais feliz no ambiente de trabalho. Mudar passa por uma questão de escolha, não porque a empresa quer que você faça e sim pelo fato de que não existe outra maneira de se tornar mais produtivo e feliz.

Como observador permanente do comportamento das pessoas no mundo corporativo, aqui estão as dez atitudes (negativas) – comportamentos, padrões, escolhas – dos profissionais que desejam conquistar a infelicidade no trabalho:

1. Preocupar-se o tempo todo com o salário dos outros;

  1. 2. Manter o discurso negativo e a postura do contra;

  2. 3. Fazer corpo mole e acreditar que um dia a coisa muda;

  3. 4. Formar panelinhas e forças de coalizão;

  4. 5. Trabalhar feito alienado como se não existisse fica fora do trabalho;

  5. 6. Conspirar contra o chefe e os companheiros de trabalho;

  6. 7. Ter medo de trabalhar com pessoas melhores do que você;

  7. 8. Buscar reconhecimento sem fazer nada para mudar a situação atual;

  8. 9. Sofrer com o que outros pensam ou deixam de pensar a seu respeito;

  9. 10. Começar a segunda pensando na sexta. Será que você está no lugar errado?
  • Quer fazer um bom exercício? 
Avalie uma por uma e tente pensar o contrário. Veja como é difícil mudar o seu próprio modelo mental estabelecido. É a sua mente reptiliana em ação.

Na prática, significa dizer o seguinte: se você, como dono, empreendedor, diretor ou gerente pensa dessa maneira, o que dizer para os seus empregados ou para aqueles colaboradores que já não colaboram tanto?
  • Vai demitir um por um? 
Bobagem. Você pode substituir todos, mas o ambiente ao seu redor permanecerá nocivo enquanto você, que tem o poder na mente ou mesmo no cargo, não mudar a si mesmo.

Quando o discurso é negativo, pessimista, contrário a tudo o que a empresa precisa, a energia dissipada para mudar o ambiente é maior. Você se desgasta sem necessidade, conspira facilmente, perde o foco nas coisas que precisam ser levadas em consideração e, na maioria das vezes, sai da linha.
  • Quer conquistar a felicidade no trabalho? 
Basta fazer o contrário, porém, isso ainda vai demorar o tempo necessário que você precisa para mudar o seu discurso, as suas ações, as suas atitudes. Quanto mais tempo levar, mais irritação, injúria, fofoca e sofrimento.
  • É fácil ser feliz no trabalho? 
Claro que não! Sem hipocrisia! Porém, você pode sofrer bem menos quando dá o melhor de si e adota um discurso mais positivo, coerente com a sua maneira de ver o futuro. Entretanto, se você acredita que não tem futuro na empresa ou que a empresa não tem futuro, por que é que você continua nela?

Pense nisso e seja um empreendedor de si mesmo.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A Ideologia no Fundamento do Marketing e do Branding

O conjunto de crenças e orientações adquirem validade à medida em que o universo é percebido e interpretado pela estrutura cognitiva dos indivíduos, proporcionando-lhes uma fórmula prescrita que funciona como um guia para ação e julgamentos individuais e coletivos, servindo ao mesmo tempo de instrumento de controle, de conflito, de integração e seleção/escolha/consumo.

Esse conjunto de crenças e orientações serve, igualmente, de instrumento de auto-identificação permitindo aos Homens verem o mundo, a si próprios, aos semelhantes (grupos, redes, clusters, etc) e aos diferentes, como também esperam que outros vejam e interpretem suas ações e escolhas à luz desse conjunto pré-definido de crenças e valores.

Devemos ressaltar igualmente que a maior função da ideologia, também entendida como um conjunto de crenças e orientações, é se perpetuar nos indivíduos e grupos, servindo como força dinâmica na vida individual e coletiva, proporcionando um sentimento de identidade e propósito, induzindo um resultante comprometimento à ação.

Em suma, fazer marketing e branding eficazmente deve compreender essa dinâmica, uma vez que mudar comportamentos, opiniões, crenças e, portanto, ação/decisão de consumo é tudo que se almeja com essas disciplinas.

Partindo da premissa de que as ideologias se caracterizam por crenças e ações, podemos afirmar que estas são determinadas pelos interesses dos homens em relação aos recursos sociais e econômicos, tais como prestígio, reputação, diferenciação, reconhecimento e riqueza. São, portanto, interesses materiais – mas também subjetivos – racionalizados politicamente para a fundamentação (ou reforço) do status individual.

As ideologias são, portanto, formas de racionalização criadas pelos Homens como recursos ou explicações (justificativas) para a vida – e aprovação – em sociedade, elaborando padrões de comportamento para se ajustar e sobressair nas diferentes situações sociais.

De outra forma, as ideologias são recursos criados para dar vazão aos conflitos em situações contraditórias em que as limitações humanas não encontram respostas adequadas à sua sobrevivência.

Isto representa que o Homem na sociedade para suprir seu sentimento de inferioridade, insegurança, impotência, solidão e insignificância busca ideologias que apresentem respostas para os seus problemas (geralmente respostas que sejam simples e amplas), que não gerem desafios à sua compreensão e que dêem a ele a sensação de superioridade, segurança, poder e integração no meio social e natural, a fim de que consiga viver em comunidade, obtendo auto-estima e auto-realização através de prestígio e glória na arena pública.

Entendemos que as ideologias, como crenças básicas, nascem geralmente em condições de crises, incluindo várias camadas de pensamento, valores e símbolos significativos, traduzindo-se como um padrão sistemático de pensamento. 

Isto quer dizer que ela é, ao mesmo tempo, empírica e normativa, assim como tende a ser para um determinado grupo classe ou sociedade exclusiva, absoluta e universal.

A ideologia, como um conjunto de normas que define, regula e controla a conduta humana, é personalizada e escrituralizada, sendo também um fator de resistência às mudanças. Entretanto, em situação de crise, ocorre uma diminuição do comprometimento ideológico com as mesmas, abrindo espaço para mudanças mais facilitadas.

As mudanças que verificamos na vida social e nos padrões econômicos e de consumo são forças sociais que provocam alterações na estrutura e funcionamento das sociedades. 

Estas forças atuam nas formas e práticas sociais, provocando substituições, reformas parciais ou mudanças radicais na estrutura em suas instituições, assim como na tecnologia, nos valores básicos da sociedade e, principalmente na ideologia, implementando um novo curso social através de um novo conjunto de crenças e orientações.

As substituições de velhos por novos valores e princípios (e gostos e preferências), reformando as idéias do mundo em que se vive é o que se chama de evolução social (geralmente geracional). 

As mudanças na sociedade são contínuas através de seus constantes agentes, como, por exemplo, o avanço da tecnologia (vide Internet), que provoca uma interação entre o pensamento humano e o meio ambiente mais profunda, pois as idéias resultam em ações que podem ser comprovadas através de diferentes maneiras, sendo as mais importantes a investigação científica e as pesquisas de mercado, comportamento, atitudes, etc…, que darão maiores e melhores informações da essência do fenômeno de mudança no meio social.

O estudo sociológico da realidade econômica, mercadológica e, conseqüentemente, das organizações e seus produtos, serviços, propostas, posturas, opiniões, valores… focaliza como as relações estão organizadas e como poderão evoluir, uma vez compreendidas as crenças e valores da outra parte da equação – o indivíduo cidadão, consumidor, investidor.

No final do dia, marketing e branding são sobre conhecer o ser-humano e criar modelos capazes de promover as mudanças sociais, econômicas e, portanto, de consumo, relevantes para os objetivos e propostas de valor de cada empresa/marca.

Não se engane leitor. Muito dos fracassos retumbantes das ações de marketing e branding dos últimos anos não se deveu à falta de capital ou de informações sobre os concorrentes.

O que faltou, sim, foi a correta compreensão do entorno social de atuação do produto/marca da empresa e, principalmente, das condições de comportamento, escolha, decisão e ação do indivíduo social chamado cliente/consumidor… aquele mesmo stakeholder que é responsável pelo bottom-line da performance das empresas.

Fonte: 
Daniel Domeneghetti -  http://www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Heróis Não Envelhecem

A vida corporativa  se renova a cada dia. Novos métodos, tecnologias, novos produtos, estilos de vida e até mesmo de protestar por nossos direitos.

Mas se existe o novo, há de existir o velho.

E velho hoje não se mede mais pela sua idade cronológica, mas sim pelo seu modo de pensar, agir e viver.

O talento é mais do que jovem, é jovial!

Independe da idade, mas da sua capacidade de criar, inovar e fazer.
Sair fora da caixa é difícil! É preciso ser como aquele super herói que preso as correntes usa a inteligência mais do que a força para se livrar de uma situação eminente de risco.
As empresas estão à procura de heróis corporativos. Daqueles que fazem acontecer, que erram pela ousadia e não pelo medo de deixar tudo como está para garantir os mesmos resultados.

Um verdadeiro herói não vive preso nos conceitos envelhecidos ou em paradigmas que já não existem mais. Heróis focam resultados e jamais se tornam reféns de pessoas que já não acreditam mais em nada.

Heróis não envelhecem na forma de atuar. Os anos passam e eles mudam seus métodos, suas equipes, sempre dão um jeitinho de se adaptar.

Ninguém nasce um herói! Heróis se criam pelos seus pensamentos, atitudes, até podem em determinados momentos se sentirem fracos e desmotivados, mas eles nunca desistem.

Nunca é tarde para ser um herói. O novo sempre intimida e os inimigos nem sempre são fáceis de ser combatidos.

Compreender a evolução do mundo, o que motiva a sua equipe e o seu cliente é o primeiro passo para se manter jovem de espírito e um verdadeiro herói corporativo. Para isso o primeiro passo é QUERER!


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Proxémica em Vendas

No ano de 1963, o antropólogo americano Edward T. Hall apresentou a tese da Proxémica, como estudo que indica quatro tipos de distâncias entre as relações humanas, que são:  a distância íntima, a Pessoal, Social e Pública.

- Distância íntima é a que ocorre com  15 à  45 centímetros entre emissor e receptor.

Muito comum entre casais e familiares, tais como, namorados, marido e esposa, mãe e filho. Sobretudo, indica uma relação de muita confiança entre as pessoas que apresentam tal  aproximação.

- Distância pessoal  é a que ocorre com 46 à 120 centímetros. 

Está relacionada aos espaços que praticamos em reuniões corporativas, negócios, convenções, festas, entre amigos e conhecidos, que se encontram em lugares familiarizados.

- Distância Social é a que ocorre com 120 à 360 centímetros entre emissor e receptor.

Esta é a distância que praticamos quando estamos caminhando, por exemplo, sobre uma calçada de rua entre outros pedestres, ou quando parados em um fila de banco. É correto afirmar que em uma fila de banco praticamos o limite mínimo deste modelo de distância (46 centímetros); já ao passearmos entre outras pessoas na rua podemos chegar, ou ultrapassar, o limite máximo (120 centímetros). Sobretudo é a distância que nos separa dos estranhos.

Neste contexto, podemos refletir, que tanto em um fila de banco ou em uma caminhada ao ar livre, – se alguém se aproxima , naturalmente, estranhamos a ação e nos posicionamos em estado de alerta, a espera de algum tipo de abordagem. Isso ocorre porque o emissor avançou ao limite mínimo entre a distância social e a pessoal ( menos de 120 centímetros).

Distância pública é a que acorre com mais 360 centímetros, geralmente, utilizada por palestrantes, professores, oradores, mestres de cerimônia. Sobretudo, ocorre em casos onde há um emissor falando para um grupo de receptores.

Com base nestes quatro tipos de distâncias qualificadas pelo estudo da proxémica , torna-se muito relevante para profissionais de vendas praticar as distâncias relacionadas de forma consciente para cada tipo de situação, bem como, um vendedor , empreendedor, orador,  saber a diferença  entre as distâncias que requer cada atendimento, ou seja, para se atender bem apenas um cliente, ou um casal, ou, ainda, um grupo de pessoas.

No caso, por exemplo, de se atender um casal, com todos sentados diante de uma mesa, e, fatalmente, a esposa do cliente se posicionar, sem querer, muito próximo do vendedor, apenas o detalhe do avanço no limite da distância mínima, pode gerar um mal-estar, e assim fazer com que o profissional perca o negócio mediante tal situação. Daí se justifica uma das importâncias de conhecermos o estudo da Proxémica.

Outrossim, podemos facilmente conjugar tal estudo com outros consagrados,  como o da Neurolinguística, que defende o quanto, em um processo de comunicação humana, o corpo diz mais do que as palavras. Sendo assim, praticar precisamente as distâncias relacionadas para cada tipo de atendimento pode ser um grande passo para se cultivar um bom ‘’Rapport’’ com clientes, e, sobretudo, avançar o número de bons negócios.

Pratiquemos, portanto, de forma consciente, em todos os campos das nossas relações humanas um bom distanciamento com nossos receptores, sabendo-se diferenciar pessoas e situações

Fonte:
Daniel Lascani   http://www.qualidadebrasil.com.br