segunda-feira, 15 de julho de 2013

11 Dicas para Tomar Decisões Melhores

Desde o momento em que você acorda até o que vai descansar, está tomando decisões. 


Veja algumas dicas que irão ajudá-lo a ser mais sábio naquilo que escolher 



Procure pessoas com várias perspectivas e posições hierárquicas diferentes para que você não se limite apenas ao que enxerga



Muitas pessoas costumam se basear na intuição para tomar decisões importantes, o que pode levar a resultados ruins. A melhor escolha, principalmente em ambientes corporativos, é se basear na lógica e em fatores concretos. Afinal, você não pode, por exemplo, alterar toda a estrutura de um departamento baseado completamente em um sentimento ou sensação. 



Confira a seguir 11 dicas que pode ajudá-lo a tomar decisões melhores e alcançar resultados mais relevantes: 

1. Procure e ofereça evidências

Todas as vezes que alguém faz determinada afirmação ou defende uma ideia, essa pessoa deve oferecer evidências que suportem o que ela diz. Caso isso não ocorra, você deve solicitar esses fatores para que sejam levados em consideração. Da mesma forma, todas as vezes que tomar uma decisão publicamente ou fizer uma afirmação, ofereça o necessário para que as pessoas o levem a sério.

 2. Examine a lógica

Examine as evidências criteriosamente e garanta que a lógica as sustente de maneira coerente. 

3. Encoraje a experimentação

Se há evidências, convide a equipe a fazer algumas experimentações para testar a viabilidade das estratégias propostas e use os resultados para guiar as decisões finais.

4. Faça uma lista de prós e contras

Liste as vantagens e desvantagens de cada opção que você poderia escolher e converse com outras pessoas para considerar diferentes pontos de vista e opiniões.

 5. Considere longo e curto prazo
Você deve levar os efeitos, sacrifícios e ganhos de cada decisão em longo e curto prazo. Determine o que você está disposto a abrir mão em longo termo para ganhar algum benefício em curto prazo e vice-versa.

6. Busque apoio
Enquanto estiver considerando diferentes alternativas, pense em quem poderá ajudá-lo ou reprová-lo. Você deve ponderar os apoios que são absolutamente necessários para que sua proposta seja bem-sucedida e quais não são imprescindíveis. 

7. Questione suas decisões
Questionar se você tomou a decisão certa ou errou é algo útil para colocá-lo no caminho certo e mantê-lo motivado, além de auxiliar no processo de aprendizagem e evitar que você repita erros passados no futuro. 

8. Considere outras linhas de pensamento
Ao tomar decisões, muitas pessoas podem transformar-se em âncoras, pois não saem de sua linha de raciocínio ou perspectiva para considerar outras possibilidades. Mesmo que você tenha certeza de que aquilo que adotou está correto, é muito importante que tenha todas as possibilidades em mente para sua decisão não seja eliminatória ou se desequilibre futuramente por coisas que não foram consideradas.

9. Não deixe o conformismo prejudicá-lo
Mudanças são momentos difíceis, mesmo para as pessoas mais adaptáveis, pois mesmo que você se sinta bem em diferentes cenários, outras pessoas também devem se adaptar a você ou ao que foi trazido de novo. 

10. Confirme as evidências
Se você percebe que informações novas continuam a validar aquilo que você decidiu ou defendeu, não pense que o trabalho está feito. Peça para alguém com a mesma ou ainda mais experiência que você procure por argumentos contrários, pois isso irá fortalecer seu posicionamento. Não trabalhe somente com pessoas que concordam com você.

11. Confie em outras pessoas para melhorar seu julgamento
Mudar ou reverter uma decisão que não está funcionando pode ser uma experiência difícil. Seja qual for o problema, aceitar o erro e as falhas e mudar de direção é uma necessidade. Em casos como estes, procure por outras pessoas para ajudá-lo a avaliar a situação e redirecioná-la da melhor maneira possível. 

Procure pessoas com várias perspectivas diferentes e posições hierárquicas para que você não se limite ao que enxerga de imediato em sua posição. 

Portal www.cmconsultoria.com.br - Fonte: Portal Universia

domingo, 14 de julho de 2013

LINHA IMAGINÁRIA - SEU MOÇO - PEDREIRAS MA 14.12.2011.wmv




MINHA QUERIDA E INESQUECÍVEL TERRA NATAL - PEDREIRAS MARANHÃO BRASIL...quantas saudades...

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A ética e a compra de seguidores nas redes sociais

Alguns reais investidos e seu perfil no Facebook, Twitter, Instagram e outras redes sociais ganha milhares de seguidores. 
Este instrumento de marketing de guerrilha, profissionalizado há alguns anos, tem ganhado impulso entre artistas, cantores, políticos e todo tipo de gente que busca se mostrar popular. 

O intuito é apelar ao efeito manada, princípio da psicologia das massas segundo o qual as pessoas agem em bandos, num autêntico fenômeno grupal. Afinal, se determinada pessoa ou empresa tem tantos seguidores, deve ser por merecimento. Aqui mora o equívoco.

Dia destes recebi um post de um professor brasileiro, que eu não conhecia até então, e ao acessar seu perfil no Facebook descobri que tinha cerca de dez mil seguidores. Um rápido clique sobre a opção “curtir” e a revelação: sua cidade mais popular era Carcóvia, na Ucrânia. Além disso, durante vários dias da semana a adesão de novos seguidores era nula, com picos em determinadas datas.

Recentemente o cantor Luan Santana veio a público demonstrar sua indignação diante de acusações de fraude na audiência de seus vídeos no Youtube.

O fato é que comprar seguidores pode ser uma estratégia interessante para empresas que pretendam difundir seus produtos ou serviços, gerando virais para alcançar a maior amplitude possível, aumentando significativamente o número de pessoas atingidas. Porém, para pessoas, é um ledo engano, simplesmente porque é contraproducente e antiético.

De que adianta ostentar uma legião de pessoas que talvez não tenham qualquer sinergia com suas ideias? Ou, pior, pessoas que simplesmente não existam, pois foram artificialmente criadas apenas para fazer volume. E isso é muito fácil de constatar, pois há perfis constituídos apenas pela foto e meia dúzia de informações, sem histórico de postagens e com vínculo apenas a outros perfis similares.

A verdade é que vivemos tempos de valores fluidos, pouco consistentes. Empresas declaram a integridade como um de seus princípios fundamentais, mas não hesitam em oferecer propinas, gorjetas e favorecimentos de toda ordem para angariar um pedido. Profissionais atropelam colegas de trabalho e mudam de opinião a cada minuto para justificar apoio a um superior hierárquico e, assim, garantir sua escalada na pirâmide organizacional. Os fins justificam os meios.

São tempos de faça o que eu digo, mas não o que eu faço. Tempos de incongruência e ausência de retidão. Meses atrás fui surpreendido com uma “adaptação” de meu conceito sobre qualidade de vida intitulado “Sete Vidas”, desenvolvido em 2003, por uma empresa que apenas mudou descaradamente uma palavra e alterou a sequência lógica propagandeando o lançamento de uma “metodologia única”.

Como escrevi há quase dez anos, vivemos sob a égide do marketing de percepção, em um mundo governado pela ditadura da imagem. O triunfo da estética sobre a moral. Você é tão belo quanto seus trajes e seu último corte de cabelo possam sinalizar. 

Tão bom quanto a procedência dos diplomas e a fluência em idiomas possam indicar. Tão valorizado quanto a competência ratificada e os resultados apresentados possam parecer.

Afinal, quer pagar quanto?

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Descubra seu “horário nobre” para o trabalho

Ser mais produtivo é um desafio a ser enfrentado todos os dias. A produtividade de uma pessoa tem muito a ver com a forma de como ela gasta sua energia nos trabalhos e tarefas do dia a dia. 

É importante você descobrir como funciona o seu ciclo energético, você trabalha melhor de manhã ou durante a tarde ou talvez uma parte da noite?

  • Descubra como funciona seu ciclo de energia.

Todas as pessoas possuem um ciclo de energia próprio. Isso faz com que algumas pessoas sejam mais produtivas durante a manhã, menos produtivas durante a tarde e no início da noite já não conseguem produzir. 

Estão sempre em ritmo decrescente. Por outro lado, outras pessoas agem de forma inversa, ficam mais produtivas conforme o dia avança e su pico de energia ocorre no começo da noite, estão sempre em ritmo crescente.

Descobrir como funciona o seu ciclo de energia é fundamental para organizar a sua agenda e tarefas de forma mais inteligente e assim alcançar níveis maiores de produtividade, mas deve-se tomar o cuidado para não avançar o expediente da empresa ou levar trabalho para casa.

  • Organize a sua agenda de forma inteligente

Quando você descobrir seu ciclo de energia procure utilizar esse período para realizar as tarefas mais previstas, ou seja, aquelas de rotina que se deve der feita todos os dias porque a qualquer momento pode alguém a qualquer momento pode necessitar dessa informação, são tarefas como responder e-mails, fazer um relatório diário ou formular propostas para clientes etc. 

Se você deixar essas atividades para resolver  depois elas vão se tornar urgentes e vão consumir todo seu o tempo e não restará  espaço para as outras tarefas. Por isso organize sua agenda de forma que você seja mais produtivo no seu horário nobre.

  • Comece mais cedo e evite trabalhar mais

Quem nunca chegou a sua mesa de trabalho com o telefone tocando? Isso é mais normal do que se pensa. Geralmente é um cliente buscando uma informação ou um relatório ou resposta de um e-mail recebida no começo da manhã anterior ou algum problema sério. 

Repare que se você chegar alguns minutos antes no seu trabalho ganha alguns minutos de bônus para poder responder prontamente essas solicitações e ganha tempo para realizar outras tarefas, que podem ser complexas e exigir um pouco mais de tempo para sua elaboração. 

Agindo dessa maneira você ganha mais tempo você ira se tornar mais produtivo e pode chegar mais cedo em casa.

Muitas pessoas acham que devem primeiro chegar ao trabalho para então ligar o computador, tomar café ou colocar a conversa em dia. Mas chegando mais cedo você ganha tempo para as tarefas importantes, evita o stress de ultima hora e ganha mais tempo para passar mais tempo com as pessoas que você gosta.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Intraempreendedorismo

O conceito de intraempreendedorismo, também denominado empreendedorismo corporativo, foi apresentado em 1985 por Gifford Pinchot III, em sua obra homônima cujo subtítulo dizia: “Por que você não precisa deixar a empresa para tornar-se um empreendedor”.

De fato, a interpretação do empreendedor como sendo dono do próprio negócio está ultrapassada. 

A visão coerente remete ao executivo capaz de agir como se fosse um dos principais gestores de uma organização. 

Veja na sequência dez requisitos para promover o intraempreendedorismo em sua corporação.

1. Espírito empreendedor

Significa desenvolver cultura de dono e perseguir o resultado. Uma empresa privada deve ter como propósito fundamental ser lucrativa e rentável – evidentemente não a qualquer preço. Uma empresa pública, por sua vez, deve postular a excelência no atendimento à população e a boa gestão dos recursos.

2. Visão sistêmica

Combater a feudalização no ambiente profissional. Os diversos departamentos ou setores de uma companhia não são mundos isolados e dissociados. Por isso, deve-se estimular o trabalho em equipe com visão holística. A frase “Isso não é da minha área” representa a heresia máxima a ser superada.

3. Valores alinhados

Os princípios que guiam o processo decisório e balizam o comportamento representam o caráter, a essência e o destino de uma organização. Assim, valores pessoais e corporativos devem estar em sintonia, definindo o perfil de quem pode e deve vestir a camisa da empresa.

4. Metas e planejamento

Os objetivos devem ser explícitos e compartilhados e o planejamento deve ser tática, operacional e estrategicamente definido horizontalmente, e não “de cima para baixo”.

5. Excelência

Dar um basta na mediocridade. O possível não é admissível quando o melhor é esperado. O intraempreendedor não tem sua agenda ditada pelo relógio ou pelo calendário, não se esquiva ou transfere responsabilidades, não realiza ou delega tarefas apenas para ver-se livre.

6. Comprometimento

Remuneração adequada e atrelada a resultados, programa de benefícios, plano de carreira, treinamento e desenvolvimento são apenas pré-requisitos básicos a serem oferecidos aos colaboradores. A desejada retenção de talentos demanda aspectos intangíveis como reconhecimento, valorização, clima organizacional estimulante, espaço para a realização de sonhos pessoais e celebração de conquistas.

7. Comunicação. 

Estabelecer parâmetros para uma comunicação aberta, abrangente e objetiva, isenta de ambiguidades, onde opiniões são ouvidas ativamente, debatidas sem censura e acolhidas por consenso.

8. Marketing

Difundir a compreensão básica de que o marketing não é atribuição de alguns, mas responsabilidade de todos e a construção de uma marca é um processo paulatino para gerar vínculo cognitivo e emocional com o consumidor. 

9. Inovação

Em um mundo comoditizado, onde produtos, serviços e pessoas são tão semelhantes, a perenidade exige adaptação contínua, inovação constante e diferenciação permanente.

10. Qualidade de vida

O desequilíbrio entre vida pessoal e profissional é a maior fonte de ansiedade e angústia dos trabalhadores da atualidade. Proporcionar meios para que possam conciliar suas “Sete Vidas” (física, afetiva, profissional, cultural, social, material e espiritual) é o melhor instrumento para sua fidelização.

Por fim, um aspecto essencial deve ser considerado. As tarefas e as metas não podem ser um fardo; o ambiente e as pessoas não podem ser desagradáveis. Assim, a paixão verdadeira pelo trabalho deve ser o combustível a motivar empreendedores e intraempreendedores em sua jornada diária em busca de edificar grandes realizações e deixar um legado autêntico e inspirador.

Fonte:Tom Coelho  http://www.qualidadebrasil.com.br/

terça-feira, 9 de julho de 2013

Crucificar os Líderes é a Solução?

Não, claro que não.

Acreditar que os líderes fazem o que fazem, como por exemplo: utilizar um estilo ultrapassado de liderança, imaginando que seja propositadamente , é no mínimo uma falta de consideração com todos eles que , com certeza, se esforçam para dar o seu melhor às equipes e empresas.

Mas, se eles buscam fazer o melhor,  como explicar as estatísticas abaixo?
  • a) A convivência com chefes e colegas com temperamento difícil e agressivo é uma das situações mais estressantes para  38% dos entrevistados - IPOM – Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente
  • b) 86% das pessoas estão infelizes nas empresas – Gallup
  • c) 71% das pessoas saem das empresas por problemas de relacionamento com seus líderes- Gallup
  • d) 59% dos líderes são coercitivos no Brasil e criam ambientes desmotivadores. São os líderes que dizem à equipe o que fazer, são vigilantes e tendem a criticar o que está sendo feito errado, sem elogiar o que está sendo feito corretamente- Hay Group Consultoria
  1. O que temos é um verdadeiro abismo em termos de liderança entre o que o Líder pensa e sua equipe espera. 
  2. Os líderes não representam mais suas equipes.
  3. O que antes era tolerado pelos colaboradores é inconcebível para as novas gerações.
  4. O Líder além de desenvolver competências como a inovação - não aquela que revoluciona, mas sim a inovação diária que são as mudanças necessárias para trazer os melhores resultados, fazer cada vez melhor , aperfeiçoar - deverá , também, entender muito de pessoas.


Em meu livro Líder Premium oriento líderes sobre o fato de que seu estilo pode ter funcionado no passado, mas não funciona mais nos dias de hoje e portanto, devem abrir mão de crenças e paradigmas como:
  • “se eu elogiar meus colaboradores, eles farão corpo mole ou vão pedir aumento”
  • “não tá satisfeito, pede para sair”
  • “aqui incentivo é na base da cenoura e chicote “
  • “manda quem pode, obedece quem tem juízo “
  • “eles precisam saber que manda aqui “
  • “ninguém é comprometido na minha equipe “
  • “essa geração é folgada “
  • “eles não respeitam a autoridade “
Enfim, eu poderia escrever muitas frases que expressam o que alguns líderes ainda acreditam e que, com certeza, limitam todo seu potencial de crescimento e de sua empresa . Portanto, é preciso derrubar os muros  que ainda existem entre Líderes e Liderados e perceber que o mundo mudou.

Hoje graças aos jovens, internet e  redes sociais os comportamentos sofreram grandes influências e isso tem reflexos no estilo de liderança .

Os estilos mais praticados no universo web e que muitos jovens esperam encontrar no mundo corporativo são:

a)Liderança Situacional -  assume a liderança em determinada situação. Veja quantas pessoas se mobilizaram para que as manifestações populares ocorressem. Assume aquele que está comprometido com a causa e busca mais adeptos a seu projeto. Assim como ocorre com o voo dos gansos que tem à frente um Líder determinando o ritmo, mas que ao cansar é imediatamente substituído por outro ganso que assume a frente do grupo e torna-se o novo líder e esse revezamento vai ocorrendo até chegarem ao destino final.

b) Liderança Compartilhada – antigamente , era comum falar: “cachorro com dois donos, morre de fome “ lembram? Mas hoje os jovens atuam em conjunto, compartilham experiências ; é a era de construir juntos, unir expertises. 

Não existe o DONO DO PROJETO. No mundo web é conhecido como  crowdsourcing   “que é um modelo que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários, geralmente espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias, assim como para gerar fluxo de informação “( Wikipedia)

Teremos que rever muitos conceitos, crenças e paradigmas sobre o tema Liderança e acreditar que depois da crise, sempre renascem as esperanças e um novo caminho a seguir com muito mais oportunidades.

BEM VINDO AO SÉC XXI

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Mal da Mediocridade

Dia destes, em um voo durante a madrugada, uma senhora sentada ao meu lado, na poltrona central, tentava acomodar com a cabeça apoiada no colo seu filho adormecido de pouco mais de três anos, que acabara de passar por uma cirurgia cardíaca. 

O quadro era de grande desconforto. Por isso, decidi ceder meu lugar no corredor a ela, deslocando-me para um assento localizado na saída de emergência. 

A comissária imediatamente me interpelou, informando que aquele assento era exclusivo para quem havia “adquirido o produto no check-in”, de modo que eu deveria retornar ao lugar de origem. Diante de minha explicação sobre o porquê de eu ocupar aquela poltrona naquele momento, ela emendou: “Estou apenas seguindo ordens”. 

Em outra ocasião, hospedei-me em um hotel luxuoso reservado pela empresa contratante, com um valor de diária exorbitante para quem apenas repousaria por algumas poucas horas. 

Assim que adentrei o quarto, busquei o cardápio do room service, a fim de fazer uma refeição após tantas horas de voo. Porém, o atendente na cozinha disse-me que não poderia acatar meu pedido, pois o serviço havia encerrado à meia-noite. Detalhe: o relógio marcava meia-noite e nove!

A mediocridade é uma das maiores chagas do mundo moderno. Ela representa estatisticamente a porção central da distribuição normal, ou curva de Gauss, segundo a qual cerca de 70% dos eventos observáveis encontram-se dentro da média com mais ou menos um desvio padrão.

  • É medíocre o aluno que se esforça apenas para obter a nota mínima exigida para passar de ano. 
  • É medíocre o estudante de pós-graduação que comparece às aulas com desinteresse, pois seu único objetivo é alcançar o certificado de conclusão do curso para rechear seu currículo. 
  • É medíocre o trabalhador que lacônica e covardemente apenas cumpre ordens, destituindo-se de um mínimo de bom senso e flexibilidade, como nos dois casos acima relatados.

Olhando para os extremos da curva de Gauss, identificamos dois grupos importantes de variáveis, muito acima ou muito abaixo da média, e que por esta característica de excepcionalidade impactam de forma decisiva os rumos da história. 

É o que Nassim Taleb denomina de “Extremistão”, em sua obra A lógica do cisne negro – O impacto do altamente improvável.

No mundo da gestão de pessoas, temos do lado direito da curva os grandes líderes e realizadores, aqueles que se destacam pela proatividade e elevada resiliência. Já do lado esquerdo, encontramos os estúpidos, dotados de falta de discernimento e sensibilidade. 

O maior desafio de um gestor, líder ou educador, em qualquer cenário ou âmbito, é distorcer a curva de Gauss, trazendo os tolos ao menos para a média – ou livrando-se deles, quando possível – e estimulando os medíocres a abandonarem a zona de conforto para se tornarem pessoas especiais, comprometidas e engajadas, capazes de fazer não apenas o possível, mas de entregarem o seu melhor.

Agora eu lhe pergunto: em que ponto da curva você se encontra?

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Google Glass: Um Debate Tecnológico, Mercadológico e Ético

O ecossistema digital que habitamos é um solo fértil no qual, a cada dia, surge uma miríade de produtos tecnológicos desenvolvidos para atrair e magnetizar ávidos consumidores. 
A Samsung que, há poucos anos, era simplesmente mais uma das marcas de artigos eletroeletrônicos, fez um superevento no fim de abril para mostrar ao mercado o sensacional Galaxy S IV. Agora, é marca bem construída, bem posicionada e incomoda outras gigantes, como a Apple. 
Quem diria que isso poderia acontecer? Pois é, aconteceu. Assim como a outra coreana Hyundai, que até outro dia era mera montadora condjuvante e hoje protagoniza a vanguarda de design e tecnologia automotiva no Brasil e incomoda o sono de executivos da Fiat, Chevrolet, Ford e Volkswagem. Sinal dos tempos.
Atualmente, consumir qualquer coisa vai muito além de um mero processo de troca. Consumimos o tempo todo, desde uma latinha de coca-cola, ou um plano de saúde, uma telenovela ou um smartphone. 
Nas palavras da pesquisadora Maria Aparecida Baccega, “consumir significa investir no pertencimento à sociedade”. Quando consumidos, por exemplo, o Galaxy S IV, estamos não apenas adquirindo um aparato tecnológico para se comunicar com amigos. Quando compramos o novo celular da Samsung, estamos nos inscrevendo num imaginário de consumo que denota elementos de elegância, inovação e distinção econômica. 
Dentre as inúmeras novas características do produto, o recém-lançado modelo de smartphone de marca coreana irá rastrear os olhos do usuário para determinar para onde se deslocar. Por exemplo, quando o usuário começa a ler um texto na tela e seus olhos chegam ao fundo da página, o software vai automaticamente rolar para baixo para revelar os próximos parágrafos do texto.
Além do novo “brinquedo” da Samsung que recém-chegou ao Brasil, outro dispositivo que tem gerado uma enorme expectativa na arena online em que transitamos: é o Google Glass. 
Não se trata apenas de um mero novo gadget, pois assim como o iPhone e iPad que revolucionaram as suas respectivas categorias, o Google Glass é realmente algo rompedor e diferente. 
Primeiro que o novo produto da Google foi concebido para ser usado de forma acoplada ao nosso rosto. Uma verdadeira extensão do nosso corpo. 
Hoje em dia, os meios de comunicação são sim extensões de nosso corpo. Quando nossa simples presença abre a porta automática de uma shopping, a sensação é que o nosso corpo quem está abrindo a porta, ao melhor estilo Luke Skywalker. 
Quando usamos o bip de um chaveiro para destravar a porta de nosso carro à distância, sentimos como se fosse nosso poder da mente que abre a porta do carro. 
Vivemos num verdadeiro universo de ficção científica e o Google Glass é a prova disso. Ele é composto de uma parte que se conecta aos ouvidos e outra ao longo da linha da sobrancelha. Nada mais é que um computador razoavelmente completo, ou talvez um smartphone que você nunca tenha que tirar do seu bolso. Chegamos a era de Blade Runner!
Uma série de pessoas ao redor do mundo está eufórica com o seu lançamento, desde quando o colunista Nick Bilton escreveu um texto sobre os óculos em fevereiro no The New York Times. 
Algumas pessoas, selecionadas a dedo, estão tendo a chance de experimentar um par. O Google Glass é um projeto absolutamente impressionante de miniaturização e integração. 
  • Dentro do fone de ouvido direito, isto é, o suporte horizontal que passa sobre a orelha, tem embalado memória, processador ultra veloz, câmera, alto-falante e microfone, Bluetooth e antenas Wi-Fi, acelerômetro, giroscópio, bússola e uma bateria. 
  • Tudo dentro do fone de ouvido. 
  • O maior triunfo é que a tela pequena é completamente invisível quando você está falando ou dirigindo ou lendo. 
  • O usuário simplesmente esquece da tela. 
  • Pode-se controlar o software passando um dedo em diferentes direções, é um touchpad. 
  • Seus toques podem guiá-lo por meio de um menu simples e intuitivo.
  •  Em diversas apresentações, o Google propôs ícones para funcionalidades como tirar uma foto, gravar um vídeo, fazendo uma chamada de telefone, navegar no Google Maps, verificar o calendário e assim por diante.

O advento do Google Glass já insinua até mesmo algumas discussões da ordem ética. Dizem que já estão desenvolvendo aplicativos para Google Glass que simplesmente eliminam de nossa visão os mendigos da rua. Além de outras questões de privacidade, ou seja, você pode estar conversando com uma pessoa que está usando os óculos e ela estar lhe fotografando sem que você perceba, e compartilhando sua imagem no Google Plus. 
O fato é que ainda é muito precoce tentar prever como as pessoas irão se apropriar dessa novidade e seria uma leviana tentativa minha de futurologia prever o sucesso ou o fracasso do Google Glass. 
  • Mas é absolutamente possível que ele carregue um potencial que nenhuma outra máquina já teve antes. 
Estou ansioso para ver as primeiras pessoas na rua usando ele. E viva o consumo simbólico!