terça-feira, 7 de maio de 2013

Segmentação de Mercados


O Que é Segmentar? Por Que e Como Segmentar os Consumidores?

Ao longo dos anos o termo “Mercado” assumiu inúmeros significados, até porque na Idade Média as pessoas ficavam nas praças onde trocavam produtos e serviços.

Atualmente, o Mercado Globalizado proporciona locais específicos para acontecer uma negociação. Mas, para cada segmento, a palavra “mercado” tem um significado especial.

Para os economistas – por exemplo – o mercado é o local onde se encontram a oferta e a demanda. Já para os profissionais de marketing, um mercado é o conjunto de todos os compradores potenciais de um produto ou serviço.

No caso específico do Marketing, as empresas necessitam segmentar os mercados onde atuam a fim de poderem identificar os consumidores para cada um de seus produtos e, para isso, elas recorrem à segmentação.
  • Segmentação de Mercado.

Consiste em separar os consumidores em grupos de forma que a necessidade a ser atendida tenha características semelhantes para os que pertencem ao mesmo grupo.

O objetivo da segmentação de um mercado é desenvolver um “Programa de Marketing” específico para cada tipo de cliente, atendendo assim suas necessidades. E, como é impossível servir as pessoas da mesma forma, é necessário concentrar esforços para maximizar as oportunidades e minimizar a concorrência.

É um tanto difícil saber se relacionar com o público-alvo de um produto (ou serviço), uma vez que esse público pode ser composto por pessoas que se comportam e reagem de formas diferentes, em relação aos estímulos da propaganda. Sendo assim, podemos classificar essas diferenças nas seguintes categorias:

A) Fatores Culturais:
Os fatores culturais exercem forte influência sobre o comportamento dos consumidores, podendo ser subdivididos em cultura e classe social.
  • Cultura: é determinante fundamental dos desejos e do comportamento de uma determinada pessoa, pois desde o nascimento, adquirimos valores, percepções, preferências e comportamentos – principalmente do meio ambiente em que vivemos. E, com o passar dos tempos, esses comportamentos vão sendo modelados pela nossa vida escolar, religiosa e pela convivência dos que nos cercam.
  • Classe Social: é a divisão homogênea e duradoura da sociedade. De ordem hierárquica, possui membros que compartilham valores, interesses e comportamentos da mesma natureza.
B) Fatores Sociais:
Como os fatores sociais influenciam as decisões de compra dos grupos?
1°) Família: é um grupo primário de influência direta sobre uma pessoa, o qual pode ser classificado como:
  • De Orientação: formada pelos pais, que fornecem orientação primária e básica sobre política, religião, sociedade, economia, sentimentos, etc...
  • De Procriação: é formada pela esposa e filhos, onde a orientação que o casal dará aos filhos é baseada n’aquela que eles obtiveram acrescentada à sua vivência e a maneira como vêem o mundo que seus filhos vivem.
Uma Campanha de Promocional visa produtos que, tanto o marido quanto à esposa e as crianças possam comprar, embora cada um possua um domínio específico.

Há alguns anos, por exemplo, o marido tinha certa influência sobre a compra de seguros de vida, de automóveis, sobre a compras e venda de imóveis, etc.... Já as esposas tinham certo domínio sobre a compra de aparelhos domésticos, móveis, alimentação, etc... e, as crianças, exerciam influência sobre a compra de brinquedos, materiais escolares, etc...

Hoje, esses valores estão sendo revistos e, muitas vezes, as crianças são grandes influenciadoras em decisões de compra em alimentos. As mulheres representam uma parcela significativa de compradores de automóveis e os apoios educativos dos brinquedos são decisivos para os adultos, sem contar que muitos homens adoram cozinhar.

2°) Grupos de Referência: possuem influência direta (ou indireta) sobre as pessoas com as quais interagem. Podem ser classificados como “grupos primários” – família, amigos, vizinhos e colegas de trabalho, ou colégio – ou “grupos secundários”, como os religiosos, por exemplo.
OBSERVAÇÃO: Uma pessoa também pode ser influenciada por um grupo do qual não pertença, mas gostaria de atuar – “grupo de aspiração” – como é o caso do adolescente que quer ser artista. Todo “Grupo de Referência” possui líderes de opiniões, os quais influenciam fortemente aqueles do seu grupo e, é por esse motivo, que uma campanha promocional deve atingir principalmente os líderes de opiniões, pois eles influenciarão aqueles que irão comprar.

C) Fatores Pessoais:
Veremos abaixo, os fatores pessoais – idade, ocupação, condição econômica, estilo de vida e personalidade – que também influenciam no comportamento do consumidor:
  • Idade: Tudo o que consumimos está relacionado à nossa idade; seja a nossa alimentação, as nossas roupas, o lazer e até mesmo os lugares que freqüentamos. Sendo assim, ao nascermos, usamos roupas e nos alimentamos com produtos indicados para bebês.
  • Ocupação: O consumo de uma pessoa está diretamente relacionado à sua posição. Dessa forma, um operário usará roupas e sapatos diferentes de um executivo e, dificilmente, eles gostariam de freqüentar os mesmos lugares.
  • Condição Econômica: Antes de efetuar a compra o consumidor avalia a sua renda disponível para tal, avalia sua poupança, suas dívidas e as condições de crédito que possui.
  • Estilo de Vida: O Estilo de Vida de uma pessoa é de extrema importância para o estudo do comportamento do público-alvo. Normalmente, os padrões que foram estabelecidos anteriormente proporcionam forte base na determinação do público-alvo. Porém, eles não são definitivos porque existe um fator importante, o qual se denomina “estilo de vida”.
Portanto, pode-se dizer que “Estilo de Vida” é o conjunto de padrões que define como as pessoas vivem, gastam seu tempo ou seu dinheiro. Imagine dois homens casados, da mesma faixa etária, com o mesmo grau de instrução, com a mesma classificação sócio-econômica e que moram no mesmo edifício.

É possível afirmar que esses homens tenham Estilos de Vida diferentes, pois o primeiro pode gostar de ler, assistir programas culturais, viajar para lugares pouco agitados, usar roupas conservadoras, etc....

Sua esposa pode ser uma mulher que se dedica somente aos filhos e ao bem estar do seu lar; os filhos do casal podem estudar em colégios conservadores, praticar esportes ou estudar algum instrumento musical.

No entanto, o segundo homem pode gostar de cinema, lugares agitados, dançar, usar roupas esportivas, etc... Sua esposa pode ser uma mulher moderna e vaidosa, empresária e que escolhe as refeições de sua casa de acordo com o valor nutritivo dos alimentos. Os filhos desse casal podem estudar em colégios modernos e praticar os esportes que gostam.

D) Fatores Psicológicos:
  • Motivação: Todas as pessoas possuem necessidades fisiológicas (fome, sede, conforto, etc) e necessidades psicológicas (reconhecimento, estima, etc). Portanto, pode-se dizer que a Motivação é o impulso que leva uma pessoa a agir com o intuito de satisfazer uma determinada necessidade.
  • Percepção: É a forma como uma pessoa seleciona, organiza e interpreta as informações, a fim de criar um quadro significativo do mundo. Dessa forma, pode-se dizer que cada pessoa possui uma percepção diferente e que ela não depende apenas do estímulo físico – que flui através dos 5 sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar) –, mas depende também do estímulo em relação ao meio ambiente e das condições internas de cada pessoa.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

VOCABULÁRIO BÁSICO DE ADM. DE MATERIAIS

VOCABULÁRIO BÁSICO DE ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS

* Controle de Estoque - subsistema responsável pela gestão econômica dos estoques, através do planejamento e da programação de material, compreendendo a análise, a previsão, o controle e o ressuprimento de material. O estoque é necessário para que o processo de produção-venda da empresa opere com um número mínimo de preocupações e desníveis. Os estoques podem ser de: matéria-prima, produtos em fabricação e produtos acabados. O setor de controle de estoque acompanha e controla o nível de estoque e o investimento financeiro envolvido.



* Classificação de Material - subsistema responsável pela identificação (especificação), classificação, codificação, cadastramento e catalogação de material.



* Aquisição / Compra de Material - subsistema responsável pela gestão, negociação e contratação de compras de material através do processo de licitação. O setor de Compras preocupa-se sobremaneira com o estoque de matéria-prima. É da responsabilidade de Compras assegurar que as matérias-primas exigida pela Produção estejam à disposição nas quantidades certas, nos períodos desejados. Compras não é somente responsável pela quantidade e pelo prazo, mas precisa também realizar a compra em preço mais favorável possível, já que o custo da matéria-prima é um componente fundamental no custo do produto.

* Armazenagem / Almoxarifado - subsistema responsável pela gestão física dos estoques, compreendendo as atividades de guarda, preservação, embalagem, recepção e expedição de material, segundo determinadas normas e métodos de armazenamento. O Almoxarifado é o responsável pela guarda física dos materiais em estoque, com exceção dos produtos em processo. É o local onde ficam armazenados os produtos, para atender a produção e os materiais entregues pelos fornecedores

* Movimentação de Material - subsistema encarregado do controle e normalização das transações de recebimento, fornecimento, devoluções, transferências de materiais e quaisquer outros tipos de movimentações de entrada e de saída de material.

* Inspeção de Recebimento - subsistema responsável pela verificação física e documental do recebimento de material, podendo ainda encarregar-se da verificação dos atributos qualitativos pelas normas de controle de qualidade.

* Cadastro - subsistema encarregado do cadastramento de fornecedores, pesquisa de mercado e compras.

Subsistemas Específicos:
* Inspeção de Suprimentos - subsistema de apoio responsável pela verificação da aplicação das normas e dos procedimentos estabelecidos para o funcionamento da Administração de Materiais em toda a organização, analisando os desvios da política de suprimento traçada pela administração e proporcionando soluções.

* Padronização e Normalização - subsistema de apoio ao qual cabe a obtenção de menor número de variedades existentes de determinado tipo de material, por meio de unificação e especificação dos mesmos, propondo medidas de redução de estoques.

* Transporte de Material - subsistema de apoio que se responsabiliza pela política e pela execução do transporte, movimentação e distribuição de material. A colocação do produto acabado nos clientes e as entregas das matérias-primas na fábrica são de responsabilidade do setor de Transportes e Distribuição. É nesse setor que se executa a Administração da frota de veículos da empresa, e/ou onde também são contratadas as transportadoras que prestam serviços de entrega e coleta.

A integração destas subfunções funciona como um sistema de engrenagens que aciona a Administração de Material e permite a interface com outros sistemas da organização. Assim, quando um item de material é recebido do fornecedor, houve, antes, todo um conjunto de ações inter-relacionadas para esse fim: o subsistema de Controle de Estoque aciona o subsistema de Compras que recorre ao subsistema de Cadastro.

Quando do recebimento, do material pelo almoxarifado, o subsistema de Inspeção é acionado, de modo que os itens aceitos pela inspeção física e documental são encaminhados ao subsistema de Armazenagem para guarda nas unidades de estocagem próprias e demais providências, ao mesmo tempo que o subsistema de Controle de Estoque é informado para proceder aos registros físicos e contábeis da movimentação de entrada. 

O subsistema de Cadastro também é informado, para encerrar o dossiê de compras e processar as anotações cadastrais pertinentes ao fornecimento. Os materiais recusados pelo subsistema de Inspeção são devolvidos ao fornecedor. 
A devolução é providenciada pelo subsistema de Aquisição que aciona o fornecedor para essa providência após ser informado, pela Inspeção, que o material não foi aceito. 
Igualmente, o subsistema de Cadastro é informado do evento para providenciar o encerramento do processo de compra e processar, no cadastro de fornecedores, os registros pertinentes.

Quando o material é requisitado dos estoques, este evento é comunicado ao subsistema de Controle de Estoque pelo subsistema de Armazenagem.

Este procede à baixa física e contábil, podendo, gerar com isso, uma ação de ressuprimento. Neste caso, é emitida pelo subsistema de Controle de Estoques uma ordem ao subsistema de Compras, para que o material seja comprado de um dos fornecedores cadastrados e habilitados junto à organização pelo subsistema de Cadastro. 

Após a concretização da compra, o subsistema de Cadastro também fica responsável para providenciar, junto aos fornecedores, o cumprimento do prazo de entrega contratual, iniciando o ciclo, novamente, por ocasião do recebimento de material.

Todos esses subsistemas não aparecem configurados na Administração de Materiais de qualquer organização. As partes componentes desta função dependem do tamanho, do tipo e da complexidade da organização, da natureza e de sua atividade-fim, e do número de itens do inventário.

Terminologias Utilizadas na Administração de Materiais

a) Artigo ou Item - designa qualquer material, matéria-prima ou produto acabado que faça parte do estoque;
b) Unidade - identificam a medida, tipo de acondicionamento, características de apresentação física (caixa, bloco, rolo, folha, litro, galão, resma, vidro, peça, quilograma, metro,...);
c) Pontos de Estocagem - locais aonde os itens em estoque são armazenados e sujeitos ao controle da administração;
d) Estoque - conjunto de mercadorias, materiais ou artigos existentes fisicamente no almoxarifado à espera de utilização futura e que permite suprir regularmente os usuários, sem causar interrupções às unidades funcionais da organização;
e) Estoque Ativo ou Normal - é o estoque que sofre flutuações quanto a quantidade, volume, peso e custo em conseqüência de entradas e saídas;
f) Estoque Morto ou Inativo - não sofre flutuações, é estático;
g) Estoque Empenhado ou Reservado - quantidade de determinado item, com utilização certa, comprometida previamente e que por alguma razão permanece temporariamente em almoxarifado. Está disponível somente para uma aplicação ou unidade funcional específica;
h) Estoque de Recuperação - quantidades de itens constituídas por sobras de retiradas de estoque, salvados ( retirados de uso através de desmontagens) etc., sem condições de uso, mas passíveis de aproveitamento após recuperação, podendo vir a integrar o Estoque Normal ou Estoque de Materiais Recuperados, após a obtenção de sua condições normais;
i) Estoque de Excedentes, Obsoletos ou Inservíveis - constitui as quantidades de itens em estoque, novos ou recuperados, obsoletos ou inúteis que devem ser eliminados. Constitui um Estoque Morto;
j) Estoque Disponível - é a quantidade de um determinado item existente em estoque, livre para uso;
k) Estoque Teórico - é o resultado da soma do disponível com a quantidade pedida, aguardando o fornecimento;
l) Estoque Mínimo: é a menor quantidade de um artigo ou item que deverá existir em estoque para prevenir qualquer eventualidade ou emergência ( falta ) provocada por consumo anormal ou atraso de entrega;
m) Estoque Médio, Operacional: é considerado como sendo a metade da quantidade necessária para um determinado período mais o Estoque de Segurança;
n) Estoque Máximo: é a quantidade necessária de um item para suprir a organização em um período estabelecido mais o Estoque de Segurança;
o) Ponto de Pedido, Limite de Chamada ou Ponto de Ressuprimento: é a quantidade de item de estoque que ao ser atingida requer a análise para ressuprimento do item;
p) Ponto de Chamada de Emergência: é a quantidade que quando atingida requer medidas especiais para que não ocorra ruptura no estoque. Normalmente é igual a metade do Estoque Mínimo;
q) Ruptura de Estoque: ocorre quando o estoque de determinado item zera ( E = 0 ). A continuação das solicitações e o não atendimento a caracteriza;
r) Freqüência - é o número de vezes que um item é solicitado ou comprado em um determinado período;
s) Quantidade a Pedir - é a quantidade de um item que deverá ser fornecida ou comprada;
t) Tempo de Tramitação Interna: é o tempo que um documento leva, desde o momento em que é emitido até o momento em que a compra é formalizada;
u) Prazo de Entrega: tempo decorrido da data de formalização do contrato bilateral de compra até a data de recebimento da mercadoria;
v) Tempo de Reposição, Ressuprimento: tempo decorrido desde a emissão do documento de compra ( requisição ) até o recebimento da mercadoria; 
w) Requisição ou Pedido de Compra - documento interno que desencadeia o processo de compra;
x) Coleta ou Cotação de Preços: documento emitido pela unidade de Compras, solicitando ao fornecedor Proposta de Fornecimento. Esta Coleta deverá conter todas as especificações que identifiquem individualmente cada item;
y) Proposta de Fornecimento - documento no qual o fornecedor explicita as condições nas quais se propõe a atender (preço, prazo de entrega, condições de pagamento etc.);
z) Mapa Comparativo de Preços - documento que serve para confrontar condições de fornecimento e decidir sobre a mais viável; 
aa) Contato, Ordem ou Autorização de Fornecimento: documento formal, firmado entre comprador e fornecedor, que juridicamente deve garantir a ambos (fornecimento x pagamento);
bb) Custo Fixo:- é o custo que independe das quantidades estocadas ou compradas ( mão-de-obra, despesas administrativas, de manutenção etc. );
cc) Custo Variável - existe em função das variações de quantidade e de despesas operacionais;
dd) Custo de Manutenção de Estoque, Posse ou Armazenagem: são os custos decorrentes da existência do item ou artigo no estoque. Varia em função do número de vezes ou da quantidade comprada;
ee) Custo de Obtenção de Estoque, do Pedido ou Aquisição: é constituído pela somatória de todas as despesas efetivamente realizadas no processamento de uma compra. Varia em função do número de pedidos emitidos ou das quantidades compradas.
ff) Custo Total: é o resultado da soma do Custo Fixo com o Custo de Posse e o Custo de Aquisição;
gg) Custo Ideal: é aquele obtido no ponto de encontro ou interseção das curvas dos Custos de Posse e de Aquisição. Representa o menor valor do Custo Total.


sábado, 4 de maio de 2013

Silenciosa, a Depressão pode estar Destruindo a sua Vida Profissional


No mundo inteiro, estima-se que 340 milhões de pessoas sofram com a doença, sendo 13 milhões só no Brasil; além de enfrentar a doença, pacientes ainda lidam com preconceito


Perda de interesse pelo trabalho, falta de concentração, dificuldade em cumprir prazos e demandas, insônia, alteração de peso: esses podem ser os sintomas de uma doença séria: a depressão. 
Em alguns casos, a produtividade dos profissionais que sofrem com a doença pode ser seriamente prejudicada, culminando com a demissão.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 340 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo mundo. No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas são atingidas pela doença (OMS).
“As doenças neuropsiquiátricas são hoje a primeira causa de incapacidade no mundo ao longo da vida e a depressão representa quase 50% dessas enfermidades”, explica Kalil Duailibi, professor do departamento de Psiquiatria da Universidade de Santo Amaro (Unisa) e ex-coordenador de saúde mental da Secretaria de Saúde do Município de São Paulo (SP).

Produtividade

Enquanto um paciente com diabetes falta 6 dias ao ano no trabalho devido à doença, uma pessoa com problemas cardiovasculares se ausenta 8 dias e quem sofre com asma falta 10 dias, quem sofre de depressão apresenta um prejuízo muito maior, perdendo cerca de 35 dias de trabalho por ano. 
Segundo Duailibi, o paciente que apresenta um quadro depressivo considerado grave tem sua capacidade social e produtiva comprometida em 90%; em casos moderados, 40%, já em casos da doença em que há apenas sintomas leves, 20% de sua capacidade está afetada.
  • “O profissional com depressão poderá ter atrasos recorrentes, dificuldades em reter informações e de memória, dificuldade na execução de tarefas simples e, até mesmo, sentir-se incapacitado para executar sua função. Isso o tornará ainda mais deprimido e dará início a um círculo vicioso, que pode levar à demissão”, explica.

Com a queda no rendimento, a exigência dos chefes e superiores em relação a esse profissional pode aumentar, uma vez que a capacidade do indivíduo em desenvolver sua função é comprometida. “Cerca de 44% da capacidade produtiva do indivíduo fica comprometida quando ele apresenta um quadro depressivo”, ressalta Duailibi.
Outro estudo, estima que a depressão acarrete um custo anual de cerca de US$ 83 bilhões para a economia do país, incluindo perda de produtividade e uso da seguridade social (62%), custos diretos, como atendimento hospitalar, ambulatorial e dos medicamentos (31%), e custos relacionados ao suicídio (7%).

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce da doença é fundamental, pois muitos indivíduos só se dão conta que perderam seus empregos em decorrência da depressão durante o tratamento terapêutico – 11% dos pacientes atribuem o desemprego à depressão. 
Há um termo, ainda pouco usado no País, que designa profissionais que mesmo doentes permanecem desenvolvendo suas funções corporativas, o presenteísmo. O distúrbio, agravado pela depressão, caracteriza-se quando o indivíduo não desempenha suas funções nas condições de saúde ideais e tem a produtividade diretamente afetada.
“Atualmente, o diagnóstico é mais efetivo e sabe-se que a enfermidade está associada a inúmeros fatores, incluindo os genéticos”, afirma Duailibi. Para que esse quadro seja revertido, é preciso que o paciente seja diagnosticado corretamente e associe a psicoterapia de qualidade ao antidepressivo adequado, além de mudanças do hábito de vida. “Essa fórmula costuma apresentar um saldo positivo, evitando as recaídas do paciente”, reforça Duailibi.
Entretanto apenas dois terços dos pacientes com depressão procuram tratamento e, destes, somente 10% recebem doses adequadas de medicamentos, segundo dados do National Institute of Mental Health (NIMH) dos Estados Unidos. O médico ressalta ainda que, mesmo com sinais de melhora, é preciso manter o tratamento e, se necessário, o acompanhamento terapêutico. “O acompanhamento médico é fundamental, para evitar que a depressão torne-se um quadro crônico”, orienta o especialista.
  • Para combater a doença, além de ser essencial seguir corretamente o tratamento, a prática de atividades físicas também é importante. Esportes liberam endorfina, substância que causa sensações de alegria, bem-estar e melhoram a qualidade de vida do paciente.
Preconceito
O paciente com depressão precisa estar preparado, inclusive, para lidar com o preconceito das pessoas que desconhecem a doença. Por muitas vezes, será tratado com uma pessoa fraca e incapaz de encarar os desafios cotidianos como os demais profissionais. 
Dualibi orienta que se busque apoio na empresa de um profissional especializado, como um médico ou funcionário do departamento de Recursos Humanos. “Durante o tratamento, é importante que o profissional se resguarde de comentários que o afetem emocionalmente ou mesmo julgamento de colegas. É o momento de se fortalecer, recuperar a autoestima e recarregar as energias para se restabelecer profissionalmente”, afirma Duailibi. 
Em alguns casos, a licença médica indicada pelo profissional que acompanha o paciente pode ser uma alternativa para que o tratamento seja efetivo e o retorno ao trabalho satisfatório.
Por - Redação com CDN, Administradores.com, 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

13 Dicas de Marketing que Aprendi com a Pescaria


Aqui vão as dicas de marketing que aprendi com a pesca:
1. É mais fácil pegar um peixe quando você já sabe qual tipo está procurando.
2. Eu prefiro peixes estocados em uma lagoa do que em um grande oceano.
3. Se você utilizar os mesmos métodos antigos como todo mundo, sempre terá os mesmos resultados que todo mundo. Isso nem sempre é ruim, mas você demorará mais tempo para alcançar o que deseja.
4. Se você quiser pegar o peixe grande terá que trabalhar duas vezes mais pesado e de maneira mais esperta do que todos os outros que estão em busca do mesmo peixe.
5. Deixar a vara sozinha funciona, mas não tão bem do que quando você está presente sob controle.
6. Quanto mais você tenta, mais você vence.
7. Preparação nem sempre quer dizer que você vai fazer melhor que o cara ao lado, mas com certeza melhora suas chances.
8. Não só ter experiência, mas aprender com ela melhora consideravelmente suas chances de sucesso.
9. Às vezes você é o peixe, às vezes é a minhoca.
10. Se a linha emaranhar você pode desfazer, esticar e começar de novo.
11. Aprender com aqueles que vieram antes diminui consideravelmente sua curva de aprendizado.
12. As vezes sobreviver é igual a uma panela cheia de peixes como troféu da pescaria. Ambos enchem sua barriga.
13. Sorte de iniciante é uma coisa, pescar algo todos os dias para se alimentar já é sinal de competência.
Por Dan Nochols no portal YoungEntrepreneur.com

6 Dicas de Como Criticar Funcionários


As vezes uma "cornetagem" pode ser melhor do que um tapinha nas costas. 

Mesmo sendo um executivo experiente, é provável que algumas vezes você ache difícil falar para as pessoas onde elas precisam melhorar. 
Parabenizar a boa performance é fácil, afinal, todos gostam de receber um elogio. 
  • Mas o que você faz quando uma crítica parece mais apropriada do que o tapinha nas costas?
1. Trate a crítica como uma forma de dar feedback
O termo “crítica”, apesar de correto, aparenta ser muito negativo. Alternativamente, “feedback” implica na participação dos dois lados, uma via de mão dupla onde ambos aprendem e crescem. 
  • O feedback é a oportunidade de crescimento mútuo, onde você aprende tanto dando, quanto recebendo. A partir do momento que você passar a dar feedbacks em vez de críticas, tanto você quantos seus funcionários se sentirão mais relaxados e receptivos.
2. Critique constante e continuamente
Muitos chefes postergam o momento da crítica para a revisão anual de performance do funcionário. Isso acaba por ser ineficiente, já que o empregado vai estar tão preocupado com assuntos financeiros, que não vai conseguir se concentrar no que realmente importa: o crescimento pessoal e profissional. 
  • Fazer críticas exige prestar atenção no comportamento do funcionário, entender o que ele está passando, quais as experiências que ele está tendo e ajuda-lo a entrar em um modo de aprendizado.
3. Distribua as críticas em pequenas doses
Se você acumular problemas esperando pelo momento certo de trazê-los a tona, existe uma probabilidade muito grande que seu colaborador vá simplesmente ficar sobrecarregado. A crítica é melhor dada quando em tempo real, ou imediatamente depois do fato. Não espere os problemas crescerem. 
  • O melhor momento para dar a crítica é quando alguém está tendo progresso em algum ponto, mas ainda tem espaço para melhora. Regra de ouro: Equilibre toda crítica com sete elogios honestos.
4. Comece fazendo perguntas
Seu objetivo não é (ou não deveria ser) persuadir seus colaboradores a fazer as coisas que você quer que eles façam. Tente achar as raízes de problemas específicos. Faça perguntas como:
  •  “Porque você tentou resolver aquele problema desse jeito?”, 
  • “Como você acha que nós conseguiríamos resultados melhores?” e 
  • “O que você acha que poderíamos melhorar?” 
Esse tipo de pergunta leva os funcionários a descobrir suas próprias soluções.
5. Ouça, reconheça e aprenda
Você pode achar que você entendeu o que está acontecendo, ou porque algo aconteceu, mas é bem possível que você esteja errado. 
  • Quando você ouve seus funcionários e admite que eles tem mais a dizer do que você pensava, você aprende sobre o mundo, por uma perspectiva diferente. Isso te da mais entendimento das motivações e desejos dos funcionários, o que ajuda a entender como ajudá-los a mudar seu comportamento.
6. Foque no comportamento e não na pessoa
Nunca diga algo como “Você não é confiável! Você se atrasou três vezes essa semana!” 
Tente usar uma abordagem que foque no comportamento que está incomodando. Como: 
  • “Você geralmente é pontual, mas essa semana você se atrasou três vezes. 
  • O que está acontecendo?” 
Similarmente, quando você quer mudar um comportamento, não foque na personalidade, mas sim no aspecto específico.

Criticar e passar feedbacks de forma inteligente é o que separa muitos profissionais de sucesso dos que ficaram para trás. Saber comunicar suas críticas de forma que alinhe as suas expectativas com as dos funcionários é fundamental.
Se você quer ler mais sobre o assunto, mas tem vontade de ver o outro lado da moeda, recomendamos o artigo 5 excelentes dicas sobre como lidar com críticas.

Por: Geoffrey James no blog Inc. - http://www.saiadolugar.com.br

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O Processo de Gestão e os Sistemas de Informações Gerenciais


  • Como Obter Informações Para Tomar Decisões Empresariais Acertadas? 
  • Como Identificar Oportunidades e Ameaças?
A atual conjuntura econômica e social tem reforçado a necessidade de as empresas incorporarem características que lhe permitam mais flexibilidade e adaptação ao ambiente onde atuam. De modo geral, essa assertiva tem sido observada basicamente pela ocorrência do alto grau de competição entre as empresas, pelo intensivo uso da tecnologia da informação e pela abertura do mercado.

Além disso, a globalização, o processo de privatizações e a própria estabilização da moeda exigiram um novo perfil de organização, que busca se adequar á nova realidade econômica. Do ponto de vista da Gestão Empresarial, nesse ambiente de turbulência e de grande competição, são fundamentais:
  • O planejamento cuidadoso de suas ações
  • A adequada implantação de seus planos
  • A sistemática avaliação do desempenho em relação aos planos anteriormente traçados.
CATELLI (1999) acredita que as organizações devam seguir um processo de gestão que seja estruturado sob a forma do ciclo planejamento, execução e controle; onde, na fase do planejamento, seja necessário antecipar cenários, identificar ameaças e oportunidades e elaborar estratégias e política de atuação (ou seja, implementar o planejamento estratégico): “estipulado o cenário, as políticas e as diretrizes estratégicas as organizações necessitam escolher entre diversas alternativas em termos de mix de produtos, preços, volumes, tecnologias, etc...., o que caracteriza a necessidade de planejamento operacional. Realizadas essa operações termina-se a fase do processo de gestão e, ao garantir que as atividades sejam realizadas de acordo com os planos estabelecidos, configura-se a fase do controle”.

Em todas as fases do processo de gestão são tomadas decisões que consistem na escolha de diretrizes e alternativas que guiarão as organizações rumo aos seus objetivos. Mas, essas decisões requerem um suporte informativo adequado para que as melhores alternativas sejam escolhidas e, por isso, os gestores precisam de um sistema que lhe forneçam informações sobre o desempenho planejado e o realizado, permitindo-lhes comparar em bases objetivas todas as etapas do processo de gestão

O Processo de Gestão Econômica
O Processo de Gestão Econômica é na realidade um grande processo de controle cujo objetivo é o de assegurar a eficácia empresarial, atividade esta que tem sido caracterizada pelos da Administração como um contínuo processo de tomada de decisões. Sinteticamente pode-se entender o Processo de Gestão composto das seguintes fases:
  • Planejamento
  • Execução
  • Controle
A fase do planejamento poderia ser dividida em Planejamento Estratégico, Planejamento Operacional e Ajustes nos Planos – conforme a amplitude, o tipo de plano e as variáveis trabalhadas. Na fase de execução pode-se obter um sistema de custeio que mensure as transações a valores reais e a valores-padrão, a fim de implementar a preocupação com a eficiência e possibilitar medidas corretivas. Cada uma dessas fases e sistemas será caracterizada a seguir :

Planejamento Estratégico
Essa fase tem como principal objetivo assegurar o cumprimento da missão das organizações, gerando um conjunto de diretrizes estratégicas de caráter qualitativo que visa orientar a etapa do planejamento operacional. Evidentemente, o processo de planejamento estratégico contempla a análise das variáveis do ambiente externo (identificando as oportunidades e ameaças) e do ambiente interno (identificando os pontos fortes e fracos).
Dessa forma, o conjunto de diretrizes estratégicas tem como objetivo evitar as ameaças, aproveitar as oportunidades, utilizar os pontos fortes a seu favor e superar as deficiências dos pontos fracos. A identificação das oportunidades e ameaças se dará em função do comportamento previsto dessas variáveis e da maneira como elas irão interagir em termos de:
  • Mudanças no comportamento do consumidor
  • Escassez ou abundância nas fontes de abastecimento
  • Nível de atividade econômica
  • Possíveis alterações nos movimentos políticos
  • Desenvolvimentos tecnológicos
  • Movimentos sindicais e ecológicos
  • Restrições ou facilidades quanto ao comércio com outros países
Planejamento Operacional
Consiste na identificação, integração e avaliação de alternativas de ação e na escolha de um plano de ação a ser implementado. O processo de planejamento operacional compreende as seguintes etapas:
  • Estabelecimento dos objetivos operacionais
  • Definição dos meios e recursos
  • Identificação das alternativas de ação
  • Simulação das alternativas identificadas
  • Escolha das alternativas e incorporação do plano
  • Estruturação e quantificação do plano
  • Aprovação e divulgação do plano
Dentro do modelo de Gestão Econômica proposto por Catelli esse processo deve ainda incorporar a participação dos responsáveis pelas diversas áreas funcionais da organização, a fim de que possa refletir as condições operacionais adequadas e o compromisso do seu cumprimento. O planejamento das diversas áreas funcionais deve ser realizado tendo em vista o cenário e as diretrizes estratégicas desenhadas durante o processo de planejamento estratégico. Adicionalmente é elaborado um planejamento de consumo de recursos, volume produzido, mix de produtos, investimentos em tecnologia, recursos humanos e ativos fixos finalizando o processo em um plano de lucros.

Execução
Corresponde à fase em que os recursos são consumidos e os produtos gerados. Nessa fase, ainda podem ser necessárias alterações e ajustes no programa, com a conseqüente identificação de alternativas operacionais, seleção da mais apropriada e a implementação dos ajustes. A fase de execução é exatamente aquela em que as ações são implementadas e surgem as transações realizadas.

Controle
Deve ser executado tanto nas áreas operacionais das organizações como em sua totalidade; ou seja, a avaliação de desempenho deve ser global e analítica. Mas, para o controle ser implementado com sucesso deve envolver quatro etapas :
  • Prever resultados das decisões na forma de medida de desempenho
  • Reunir informações sobre o desempenho real
  • Comparar o desempenho real com o previsto
  • Verificar quando uma decisão foi deficiente e corrigir o procedimento que a produziu e suas conseqüências, quando possível.
Os controles devem ser baseados em planos que, quanto mais claros, completos e integrados, mais eficazes serão. Para tal, os gestores precisam de uma ferramenta que lhes forneça informações sobre os desempenho planejado e o0 realizado, permitindo-lhes comparar em bases objetivas em todas as etapas do processo de gestão. A fase do controle corresponde à implementação de ações corretivas quando os resultados são diferentes dos planejados, no sentido de assegurar que os objetivos planejados sejam atingidos.

Sistema de Informações para Tomada de Decisões
A informação é ao mesmo tempo matéria prima e produto acabado da atividade de sistemas e, quando devidamente estruturada, a informação contribui decididamente para que a empresa se torne mais dinâmica.

CASSARRO (1998) afirma que “tanto mais dinâmica será uma empresa, quanto melhores e mais adequadas forem as informações de que os gestores dispõem para suas tomadas de decisão”. Baseados nessa afirmativa pode-se classificar as várias informações que circulam nas organizações como financeiras, industriais, contábeis e outras; mas para o propósito desse trabalho utilizar-se-á apenas dois grupos :
  • Informação Operativa: é necessária à realização de uma função, de uma operação. Exemplo – uma requisição de material é necessária à retirada do material do almoxarifado, à atualização do fichário, etc...
  • Informação Gerencial: é todo resumo de informações operativas que põe o gerente (ou gestor) a par de algo de sua competência e lhe permite tomar decisões. Exemplo – posição de vendas por região, apresentando vendas da região 01, no primeiro trimestre (X unidades).
Toda informação produzida apresenta várias características ou atributos técnicos e, pela sua importância, os principais atributos e/ou características das informações gerenciais dizem respeito ao seguinte :
  • Custo Versus Benefícios: as organizações incorrem em certos custos para fornecer informações a um gerente. Se o benefício advindo da decisão for igual ou inferior ao custo incorrido não haverá porque continuar fornecendo tal informação
  • Oportunidade: toda tomada de decisão tem um elemento de oportunidade; ou seja, terá um valor máximo se for tomada em determinado momento, conservará algum valor durante certo tempo e, a partir de então, não terá valor algum, incidindo apenas em custo.
  • Correção Versus exatidão: uma informação gerencial quase nunca tem que ser exata, bastando –lhe ser correta e estar disponível no momento necessário.
  • Relevância ou Significado : nem todas as informações apresentam a mesma importância para a tomada de decisão, pois umas são mais relevantes que outras. Raramente um gerente disporá de 100 % de informações para tomada de decisão e normalmente ele se apoiará em algumas informações, aceitando determinada margem de risco. Portanto, o êxito do gerente será tanto maior quanto menos errar nas suas decisões.
  • Comparação e Tendência: as informações gerenciais devem ser comparadas; ou seja, deve mostrar seu desempenho real e o que era esperado, o orçado e a respectiva variação. Deve-se indicar a tendência do fato representado sempre que possível, pois a cifra absoluta de um mês quase nunca fornece idéia exata se o resultado é ou não satisfatório.
É importante ressaltar que o Gerente é a pessoa paga para tomar decisões e, se possível, acertadas. Portanto, ele deverá decidir mesmo com a possibilidade de erro, pois essa é a sua função. Outra coisa importante a ser considerada é o que CASSARRO (1998) denominou de “ciclo de atividades empresariais”.

Essas funções somente poderão ser adequadamente cumpridas se houver coordenação, pois existem áreas em qualquer empresas que se orientam basicamente para a execução (ex. : setor de compras, produção ou vendas), enquanto outras chamam a si o comando das ações, que é o caso do planejamento e do controle. Assim, CASSARRO (1998) entende que os Sistemas Gerenciais de Informações são aqueles que permitem adequado comando, controle e coordenação do ciclo gerencial.

Referências Bibliográficas
  • CASSARRO, Antonio C. “Sistema de Informações para Tomada de Decisões”. São Paulo. Ed. Pioneira, 1998.
  • CATELLI, Armando. “Controladoria: uma Abordagem da Gestão Econômica”. São Paulo. Ed. Atlas, 1999.
Fonte: Julio Cesar S. Santos - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Por que Comemoramos o Dia do Trabalho?

 No Brasil, 1º de maio é feriado desde 1925. Em muitos outros países também se comemora o Dia do Trabalho em 1º de maio. Mas por que essa data? Qual sua relação com o trabalho?
História
Tudo tem início com uma greve deflagrada em Chicago no dia 1º de maio de 1886. Indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século 18 e durante o século 19 pagavam baixos salários e provocavam a deterioração da saúde física e mental dos trabalhadores com jornadas de trabalho que chegavam a 17 horas diárias. Não havia férias, descanso semanal e aposentadoria.
Greves explodiam por todo o mundo industrializado. Em Chicago os trabalhadores eram liderados por duas importantes organizações que dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL - Federação Americana de Trabalho e a Knights of Labor - Cavaleiros do Trabalho.
No dia 3, permanecendo a greve iniciada havia dois dias, a policia disparou contra um grupo de operários diante da fábrica McCormick Harvester, matando 6 e ferindo 50. Centenas foram presos. Dia 4, ao final de uma manifestação, um grupo de policiais atacou os manifestantes, espancando-os e pisoteando-os. Centenas de pessoas morreram.
Foram levados a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. A sentença foi lida dia 9 de outubro - Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua, e Neeb, a 15 anos de prisão.
Quase seis anos depois dessa “batalha” em Chicago, no Congresso da Segunda Internacional em Bruxelas, de 16 a 23 de setembro de 1891, foi aprovada resolução que tornava o 1º de maio um dia comemorativo de trabalhadores no mundo todo, durante o qual eles deveriam manifestar suas reivindicações.
Comemorações
No Brasil, a primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, mas a data só foi consolidada em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional.
No governo de Getúlio Vargas 1º de maio era a data em que eram anunciadas as principais leis e iniciativas que atendiam a reivindicações dos trabalhadores:
  • instituição e, depois, o reajuste anual do salário mínimo;
  • redução de jornada de trabalho para 8 horas;
  • criação do Ministério do Trabalho;
  • promoção de uma política conjunta dos sindicatos ao Estado;
  • regulamentação do trabalho da mulher e do menor;
  • promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o direito a férias e aposentadoria.
A Constituição de 1988 instituiu as férias remuneradas, o 13º salário, multa de 40% do saldo do FGTS por rompimento de contrato de trabalho, licença maternidade.
As primeiras comemorações do Dia do Trabalho nos Estados Unidos eram celebradas pelos sindicatos trabalhistas e apesar de existirem certas especulações sobre quem teria sido o idealizador, a maioria dos historiadores credita a Peter McGuire, secretário geral da Fraternidade dos Carpinteiros e Marceneiros e co-fundador da Federação Americana do Trabalho, a idéia original de um dia dedicado a que os trabalhadores mostrassem sua solidariedade.
O presidente Grover Cleveland assinou uma lei que designava a primeira segunda-feira do mês de setembro como o Feriado Nacional do Dia do Trabalho. Esse fato é interessante, pois Cleveland não era um defensor dos sindicatos trabalhistas. Na verdade, ele estava tentando reparar alguns danos políticos que sofrera anteriormente, ao enviar tropas federais para acabar com uma greve da American Railway Union (Sindicato das Ferrovias dos EUA) na Pullman Co., em Chicago, Illinois. Essa ação resultou na morte de 34 trabalhadores.
Você sabia?
Em alguns países o Dia do Trabalho é comemorado em outras datas:
  • Estados Unidos - primeira segunda-feira de setembro
  • Austrália Ocidental - 4 de março
  • Austrália Meridional - 7 de outubro
  • Espanha - 18 de julho