quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Crie um Bom Plano de Ação

Como de costume, gosto de iniciar meus artigos identificando o real sentido das palavras que formam a base do que escrevo. Portanto, precisamos ter um entendimento assertivo sobre a interpretação dessas duas palavras.
  • Plano significa arranjo ou disposição geral de uma obra, projeto, desígnio, intenção e ação é movimento ou atividade para obter determinado resultado, é a influência ou efeito sobre algo ou alguém.

Portanto, Plano de Ação (PA) nada mais é que um conjunto de atividades a serem desenvolvidas que determina como e com que intenção o resultado será impactado pelas atividades. Complementando, pode-se dizer ainda que é uma tentativa organizada de exercer controle sobre algo.
  • Um bom plano de ação então precisa ser objetivo, simples, direto, realista e acima de tudo plausível.

Ele deve conter alguma padronização afim de que se tenha uma lógica construtiva que resulte no controle desejado, que resulte na influência que se queira desenvolver sobre algo.
Uma das características mais fortes dele diz respeito as ações traçadas.
Existem alguns tipos principais delas, a citar:
  • Ações Temporárias de Contenção (ATC)

Por exemplo, se o objetivo é diminuir a incidência de defeitos por sujeira de óleo num determinado processo, uma ATC é a inspeção criteriosa no final da cadeia, isso apenas, e depende de como seja aplicada, influencia o resultado final, mas não atua na causa raiz do problema.
Não significa dizer que não sejam importantes, pelo contrário, mas que são apenas ações paliativas, que não mudam o status quo do processo, apenas “manipula” seu resultado e mais importante ainda, protegem o cliente.
Esse tipo de ação deve ser tomada como forma de estancar o impacto da atividade, deve ter uma durabilidade predeterminada, se possível com início e final programado, geralmente coincidindo seu final com a implantação das ações efetivas de controle.
Observação crítica: Não transforme a ATC em rotina, em absoluto a incorpore no dia a dia. As ATC´s são onerosas e geram custo, pois fogem do padrão aceitável de desempenho.
  •  Ações Efetivas de Controle (AEC)

São ações cujo foco é o controle de uma determinada variável, que ajudam ou influenciam diretamente o resultado final, pois, exercem impacto direto no objeto alvo. Se corretamente implantadas dão total poder de manipulação ao gestor.
Uma AEC efetiva, para o mesmo exemplo, seria aquela que descobrisse que o real motivo da sujeira seria um vazamento em uma das máquinas. Desta forma, o conserto da máquina eliminaria o problema.
Mas como saber se realmente foi controlado? Por mais que pareça óbvio, as vezes a descoberta de um problema não indica o real causador.
Pode-se descobrir o vazamento de óleo em uma outra máquina, que não seja a causa raiz, mas que efetivamente também gere perdas.
O que isso significaria? Significaria então que se descobriu o que não se é. Óbvio? Nem tanto. Em problemas complexos, a eliminação de uma possível, ajuda na restrição mais apurada das reais causas.
Num processo com muitas máquinas, variáveis, uma delas, apesar do problema, pode não ser o que realmente se busca. Será, portanto, menos um ponto crítico de análise para aquele momento. Menos dispersão e mais foco. A AEC então deve ser testada e retestada para ser validada.
O correto seria a verificação do resultado final a partir de seu controle. Se corrigido o vazamento o defeito some, diminui a inciência ou atenua apenas as características? Caso encerre, tem-se a causa raiz, caso apenas diminua a ocorrência ou altere as características, tem-se múltiplas variáveis, e isso indica se outras ações precisam ser tomadas ou não, se a AC precisa ser continuada ou não.
Observação crítica: Faça um teste de controle efetivo quando supor encontrar a causa raiz e lembre-se que controle é manipulação. Conheça as características do objeto manipulado e faça com que o resultado saia conforme sua ação sobre ele.
  •  Ações Efetivas de Prevenção (AEP)

Estas ações geralmente configuram um complemento do PA. São as responsáveis por prevenir que este problema ocorra novamente.
Seria, neste caso, a revisão da periodicidade da manutenção preventiva da máquina ou revisão do treinamento do operador que lida com ela diariamente.
São tão importantes quanto as outras já que focam na melhoria do sistema, na não reincidência da causa raiz.
Observação crítica: Incorpore as AEP´s na rotina, são elas que tornam seu processo mais robusto e confiável.
Quanto a estrutura física do PA lembre-se que um bom plano de ação deve possuir:
  1. AEC e AC sem excessos;
  2. AEP incorporadas à rotina;
  3. Prazos definidos para cada ação;
  4. Identificação dos envolvidos em cada ação;
  5. Indicação do como determinada ação será posta em prática
  6. Indicação da progressão e o resultado das ações ao longo do tempo;
  7. Histórico registrado, para posteriores consultas e evidência em auditorias.
Tendo essas observações em mente, tenha um bom trabalho e uma boa execução de seu PA.
Por - João Paulo de S. Silva  - http://www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Seis Dicas para Aumentar seu Poder de Persuasão

Quase tudo que queremos depende, em diferentes níveis, da atitude de outra pessoa. Podemos conseguir isto através de poder, que é uma maneira insustentável ao longo do tempo, ou por meio da persuasão e influência. 

 Este processo parte do princípio de convencer uma pessoa por meio de ideias que a sensibilize.

Na prática, não existem muitas diferenças entre persuasão e influência. 
  • O que difere uma da outra é que a primeira é algo mais incisivo e direto, seja em uma negociação ou venda, por exemplo.
  • Já a influência é algo mais natural e intrínseco, construída no dia a dia de trabalho. “Sempre encontramos resistência das pessoas, e o segredo é saber expressar para os outros o nosso ponto de vista. É mostrar de maneira clara os benefícios e vantagens de concordar com uma ideia ou ação”, explica Eduardo Ribeiro, professor da Integração Escola de Negócios. 
Para ele, a influência e a persuasão tem a ver com trocas, com algo que pode ser intercambiado por coisas que as pessoas valorizam.

Qualquer que seja o trabalho as pessoas esperam que os colegas contribuam dentro de limites razoáveis. Qualquer um pode influenciar ou ser influenciado.  

  • Influência é particularmente importante quando a cooperação é necessária e há resistência, ou quando aquilo que se pede é custoso para o outro ou muito difícil de ser obtido.
  •  “A persuasão e influência são aliados importantes no dia a dia, tanto no ambiente corporativo quanto no pessoal. 
Aplicando corretamente estes princípios, é possível engajar pessoas e conduzir todos a buscarem o mesmo objetivo, reduzindo obstáculos e resistências”, ressalta Tiago Sereza, gerente da Catho Educação.
  
Dicas para influenciar e persuadir
Confira, a seguir, seis dicas fundamentais para desenvolver o poder de influência e persuasão, apresentadas pelo professor Eduardo Ribeiro:

  • Agradabilidade: Gentileza gera gentileza. O profissional precisa construir uma imagem de pessoa agradável, que cumprimenta, que dá “bom dia”, e que convive com seus colegas de maneira harmoniosa.
  • Persuasão racional: Mais conhecida como a tática do argumento. É transmitir uma informação construindo, ao mesmo tempo, um raciocínio com vantagens e consequências positivas para o receptor da mensagem.
  • Comunicação: É saber transmitir uma ideia de forma adequada ao receptor e ao ambiente que se encontra. A forma correta de influenciar alguém é saber quem é esta pessoa e tratá-la como ela gostaria de ser tratada, seja em um tom mais calmo ou mais desafiador.
 
  • Pressão social: Parte do princípio de que o humano precisa seguir o bando. Quando um vendedor tem boas indicações, com certeza o cliente irá comprar deste profissional. A indicação é um forte artifício de persuasão.
  • Reciprocidade: Quando recebemos o favor de uma pessoa, normalmente ficamos com o sentimento de dívida com a mesma. Ser solícito desperta a vontade dos outros ajudarem, mais cedo ou mais tarde.
  • Coalisão: Uma tática importante é se unir a outros profissionais. A forma mais comum é através do networking. A rede de contatos traz muitas informações sobre o meio em que o profissional atua, além de auxiliar na indicação de como abordar outro profissional ou empresa conhecida deste grupo de pessoas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O QUE É UM CONSULTOR?


Quando se fala em Consultor, muitas pessoas, e até mesmo, profissionais de RH, e empresários têm na sua cabeça a palavra "VENDEDOR".

Mas erroneamente esse termo não se refere nem a profissão de vendedor ou representante comercial e nem ao profissional de vendas.

Alguns mais esclarecidos sabem exatamente a diferença entre Consultor e Vendedor.
Mas infelizmente, ainda hoje vemos anúncios em sites de recolocação e consultoria em RH, procurarem profissionais para vendas de produtos ou serviços com o titulo de Consultor, então resolvi neste artigo elucidar algumas questões e definições sobre esse profissional.
Definição do Termo: CONSULTOR – 
É o profissional que, por seu saber, sua experiência, é procurado para dar ou fornecer consultas técnicas ou pareceres, a respeito de assuntos relativos a sua especialidade. 
  • Tem atuação especifica que orienta e fornece conhecimentos com alternativa de alcançar um objetivo de forma mais eficaz do que vem sendo feito. 
  • É alguém que tira o relógio do teu pulso, diz a hora e ainda cobra por isso. Capaz de diagnosticar erros, avaliar profissionais e orientá-los de qual a melhor maneira de alcançar os objetivos da organização.

Para Quê Serve um Consultor?
Existem piadas sobre a inutilidade e o valor cobrado por um Consultor. Elas advêm do fato de que muitos consultores supervalorizam seus serviços. 
  • O mais comum e triste é o despreparo. 
  • Muitos profissionais que ficam desempregados e sem preparo ou experiência de uma hora para outra vira Consultor. 
  • Não tem se quer nem 2 anos de experiência na área em que se dizem Consultores.

Para se tornar um Consultor é necessário: 
  • Domínio e experiência na área em que se pretende dar consultoria. Para isso é preciso pelos menos 10 anos de experiência profissional dentro do ambiente organizacional. 
  • O bom Consultor é o que viveu do lado de dentro da empresa. 
  • Teoria só não basta, tem que se ter prática na área que se pretende dar consultoria. 
Se não fosse assim qualquer universitário que se forma poderia fazer um MBA e estaria apto a exercer a diretoria de qualquer empresa.
Mas sabemos que a teoria é muito bom, é o que se aprende na faculdade, mas, á prática se vive no dia a dia.
  • O Consultor é o profissional que entende muito do que se faz na prática e na teoria. 
  • E essa experiência ele já mais copia, ele adquire ao longo se sua vida profissional. 
  • Encara situações, cria soluções e por criar ele cobra. 
  • Afinal experiência tem preço.
  • É obvio que um bom Consultor alia o domínio profissional à escolaridade. 
  • Mas há que se ter um equilíbrio. 
  • Experiência e escolaridade são grandes diferenciais na hora de contratar um Consultor ou uma Consultoria.

Outras características
  •  Importante de um bom consultor é saber ouvir o cliente. 
  • Erra quem acha que aquele que fala muito e ouve pouco é o mais capacitado. 
  • Um Consultor experiente sabe ouvir o cliente e faz isso já na primeira reunião, é honesto e diz se é possível ou não realizar o que o cliente almeja. 
  • Muitas vezes o cliente solicita algo inviável, mas o comum é que o cliente não saiba com exatidão o que quer alcançar ou realizar.

Consultores experientes não são baratos, já que pesquisam, analisam, e geram resultados importantes para a empresa. 
A finalidade é avaliar, orientar e ajudar os profissionais da empresa a realizar tarefas, buscar objetivos estipular metas. 
Indicar os caminhos mais curtos para alcançar os objetivos da organização. Corrigir os erros, que normalmente, pelo convívio constante não são observados.
Como li em um artigo na internet e diga-se, de passagem concordo plenamente, os problemas de uma empresa ou de uma equipe não se resolve com "palestras motivacionais", elas só servem mesmo para inicio e término do trabalho. Isoladas não resolvem absolutamente nada.
Consultor dá consultas, tem senioridade á respeito do que faz, pois domina e tem experiência. Consultoria é antes de tudo uma relação de comprometimento, transparência para mudar e melhorar seja lá o que for.
Há no Brasil milhares de consultores bem sucedidos que descobriram o prazer de trabalhar por conta própria, auxiliando pessoas e empresas a solucionarem problemas.
O Consultor norte-americano JIM KENNEDY afirma que esse profissional pode a vir se tornar um super-star se souber aplicar o cérebro junto com boa aparência e carisma.
Com base na experiência de varias organizações de consultoria dos EUA, P.W.Shay da ACME (Association of Consulting Management Engineers) de NOVA YORK, resume as principais características do CONSULTOR de sucesso:
1-Boa saúde física e mental;
2-Ética profissional e cortesia;
3-Estabilidade de comportamento e ação;
4-Autoconfiança;
5-Eficácia pessoal (ímpeto e energia);
6-Integridade (qualidade que engendra a confiança);
7-Independência (capacidade de formar suas próprias opiniões com discernimento);
8-Competência intelectual;
9-Capacidade de aplicar o bom senso sempre;
10-Capacidade de simplificar a complexidade do problema, (capacidade analítica);
11-Imaginação criativa;
12-Pericia em relações interpessoais; orientação para o aspecto humano dos problemas,
13-habilidade para ganhar confiança e o respeito, habilidade para conquistar a colaboração do cliente, habilidade em transferir conhecimentos, habilidade em comunicação e persuasão acima da média, escrita, oral, gráfica;
14-Maturidade psicológica (controle emocional e uso da razão).
Se você não identifica algumas dessas características, não se assuste. Mesmo assim ainda poderá ser um excelente consultor. Só que seu treinamento e sua dedicação deverão ser mais intensos.
Então não desanime.
Espero que com esse artigo tenha sanado algumas dúvidas sobre o que é um CONSULTOR, que muitas empresas e profissionais da área de RH (Recursos Humanos), insistem em anúncios procurando profissionais de vendas como se este profissional realmente atuasse como vendedor. O que não o é.
Caso exista alguém que discorde desta explicação, acho que mais claro impossível, gostaria que comentassem, para que todos possamos saber suas opiniões.
POR: NELSON SOUZA - http://www.artigonal.com/nbs.administracao@gmail.com

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Conceito de Estágio


A Lei do Estágio representa uma verdadeira revolução nesse importante mecanismo de inserção no trabalho, apresentando inovações que atendem aos anseios de todos aqueles que sempre viram o estágio como uma forma inteligente e eficaz de complementação do processo educativo, lastimando sua exploração como negócio e sua distorção como emprego disfarçado.



Reproduzimos o texto do Art. 1º da Lei, grifando os aspectos mais relevantes desse documento histórico na evolução do processo educacional brasileiro.



Art. 1º Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular, em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos.

§ 1º O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do educando.

§ 2º O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho.

O estágio deixa de ser uma alternativa econômica para contratação de mão de obra e solução emergencial para ingresso no mercado de trabalho, para se constituir num processo de real integração entre a instituição de ensino e o cedente de estágio.

Acaba o estagiário que desenvolve atividades que nada tem a ver com seu processo de aprendizagem, repetitivas, vazias de conteúdo, isoladas, e sem vinculação com a instituição de ensino que só formalmente é envolvida no processo confirmando a condição de estudante do estagiário.

Agora o estágio, para ser estágio, e não gerar um processo trabalhista de fácil encaminhamento exitoso, deve preencher condições bem definidas e que asseguram a integração desejada entre ensino e o trabalho como fonte de aprendizagem complementar. Ótimo que passe a ser assim!

A nova Lei estabelece um termo de compromisso tripartite, sem intermediários, sem procuradores, um documento vivo, periodicamente atualizado, acompanhando a evolução do processo educativo. (Parágrafo único do Art. 7o).  A legislação foi cuidadosa e competente ao fechar a possibilidade de serem criados mecanismos alternativos, pois facilmente serão identificados, transformando o pretenso estágio numa vinculação trabalhista convencional.

O estagiário não mais será jogado numa relação de trabalho, sem apoio efetivo, sem supervisão, pois agora terá uma dupla orientação e supervisão, geradas pelo cedente do estágio (Item III do Art. 9o), e pela entidade de ensino (Item III do Art. 7o). 

Caso não seja assim, novamente se caracteriza o emprego disfarçado, com suas conseqüências trabalhistas.  Tudo leva a crer que nossos legisladores caíram na realidade e elaboraram uma Lei que fecha os recursos criativos de fuga de responsabilidade, tão característicos da nossa cultura.

Essa precaução louvável está muito bem caracterizada no Art. 15:
“A manutenção de estagiários em desconformidade com esta Lei caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte concedente do estágio para todos os fins da legislação trabalhista e previdenciária”.

No sistema de estágio até agora vigente, as instituições de ensino, usualmente, nem sabem onde o estudante está estagiando, mas isso mudou, e elas terão de “avaliar as instalações da parte concedente do estágio e sua adequação à formação cultural e profissional do educando”. (Item II do Art. 7o). Caso isso não seja feito e bem documentado, mais uma vez está caracterizada e existência de vínculo empregatício.
A nova legislação estabelece, e praticamente impõe, uma integração íntima entre a instituição de ensino e o cedente de estágio.  Fruto dessa integração fica encaminhada a possibilidade dessas partes envolvidas firmarem compromissos que viabilizem, por exemplo, que o cedente assuma o pagamento dos custos educacionais do estagiário, estimulando que curse maior número de disciplinas e assegurando à instituição de ensino um recurso certo e contínuo.  Esse sistema aumenta a segurança para o cedente de que realmente está participando de um processo educacional.

Quanto á pertinência da área de estágio com o processo educativo, um bom recurso é a instituição de ensino criar a disciplina Empregabilidade, orientando o trabalho de estágio como parte integrante dessa disciplina.  

Esse recurso atende ao espírito da Lei.  Nessa disciplina há possibilidade de se preparar o estudante para o trabalho, algo que hoje não é feito, contando com a colaboração dos concedentes de estágios que podem participar do processo com palestras, debates e seminários, numa integração que valorizará o processo educativo.

Certamente uma nova era está aberta para educação no Brasil, e sua participação na preparação para o trabalho.

Por: Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro - Professor, empresário, consultor e escritor. www.empregabilidade.net
               

A Computação em nuvem para as MPEs


Cloud Computing ou Computação em Nuvem é o termo da moda em T.I. e, segundo o IDC ela (a computação em nuvem) e as Redes Sociais (orkut, facebook, twitter) vão dominar o mercado no ano que vem (http://computerworld.uol.com.br/negocios/2010/12/14/cloud-e-redes-sociais-vao-dominar-em-2011/).

  • Mas afinal de contas, como se traduz computação em nuvem para reduzir custos, que é o que interessa a todos?
O termo nuvem na área de redes é usado para se citar uma rede grande ou que se desconhece toda a sua topologia, no caso aqui é a própria Internet. 

E a computação em nuvem é aquela que, em termos muitos simples, é feita através da Internet, sendo usada como rede. 

Assim, um servidor está na matriz, outro na Filial, o office está noutro servidor que está no setor de TI, o sistema do RH está na terceirizada e tudo se comunica.

É verdade que muitos conceitos de computação em nuvem são parecidos com outros que já conhecíamos como VPN (Rede Virtual Privada), Virtualização (Sistemas Operacionais instalados dentro de outros Sistema Operacionais. 
Ex.: Um servidor Linux com um Windows, um Linux e um MacOS dentro dele, compartilhando um mesmo servidor físico como se fossem 3 servidores) e Sistema Operacionais Web (sistema operacionais que podem ser acessado via um browser como internet explorer, firefox, etc). 

O que tem de novo são as formas e os tipos de nuvem que se criou.

Para uma empresa de alcance nacional,num país continental como o nosso, a computação em nuvem quer dizer redução e aumento. 
  • Redução de recursos (equipamentos, softwares, licenças, pessoal) e 
  • Aumento da necessidade de estar conectado à Internet. 

Na realidade não há um aumento da necessidade porque sem a conexão à Internet o acesso à nuvem não existe. 
Isto é, estamos dependentes da conexão, cada vez mais.

Para uma MPE (Micro ou Pequena Empresa Brasileira) que tem 60 computadores com Windows e em cada um deles com office e antivírus, por exemplo, qual seria a vantagem de uma nuvem?
  • Sonhando, eu diria, economia e legalização. 
Por mais que não se use todos os softwares que estão nos computadores ao mesmo tempo, na prática eles precisam estar instalados para quando for necessário. 

Com a nuvem isso deixa de existir. 
  • Que usar um office? Acessa o servidor que tem office instalado, faz o seu trabalho e desconecta dele pra outro usar.
  • Quer acessar o Sistema do RH? Conecta no servidor do terceirizado que presta este serviço, consulta o que é necessário e desconecta. 
  • Que rodar um outro programa que precisa de mais memória? Conecta num servidor que tenha e faça. 
  • Ta viajando e quer estar na empresa? Conecte-se através da Internet e esteja na empresa. Se é que a própria empresa não já está na Internet (solução ainda inviável para as MPEs).
Pra fazer tudo isto bem que o cliente pra todos poderia ser o Linux, mas como já vimos nosso querido sistema operacional avançou nos servidores, mas não passou de 1% nas estações de trabalho.

Trocando em miúdos a nuvem é isto! Recursos na rede e acesso à ela para que tudo funcione.

Por: José Antônio de Moura Neto,Administrador/Analista de Sistemas - http://admjoseantonio.blogspot.com.br/

sábado, 5 de janeiro de 2013

8 Motivos por que PILATES é Esporte de Macho

Você pensa que pilates é coisa de mulher? 

Vai mudar de ideia...

Ok, no mundo todo a grande maioria dos praticantes de pilates é mulher – mas este acaba sendo mais um dos motivos pelos quais você deveria aderir. (Agora já são nove.) No começo não era assim. O criador da prática, o acrobata Joseph Pilates, era um homem que treinava outros homens, como o alemão campeão mundial de boxe Max Schmeling (1905-2005).
Os exercícios do pilates são feitos no mat – aquele tapetinho – ou em um aparelho (são quatro, chamados de cadillac, reformer, chair e ladder barrel), algumas vezes acompanhados de acessórios, como círculo mágico, bola bosu e meia-lua. Esses instrumentos se combinam formando um repertório de mais de mil exercícios que acabam sendo úteis para todas as atividades do seu dia. Se você estiver sentado numa sala de espera, carregando uma mala, surfando ou lutando MMA, vai se lembrar das aulas de pilates.
Praticar uma hora, duas vezes por semana, já está de bom tamanho, dizem os professores. Joseph Pilates chamava sua invenção de “contrologia”. Se possuir controle do corpo e da mente é algo que separa homens de meninos, o pilates é de fato esporte de macho – e, veja só, chegamos a dez motivos.
Confira os outros:

1 – Melhora o desempenho em qualquer outro esporte
“O pilates é o melhor complemento para atividade física que existe”, diz o professor Luiz Lobassi, da Maha Studio do Corpo, em São Paulo, que já foi bicampeão brasileiro de kung fu. Postura, equilíbrio, estabilidade, flexibilidade, respiração, coordenação, circulação, fortalecimento e resistência: tudo pode ser melhorado. Atletas das mais variadas modalidades são beneficiados. Por exemplo: quem joga tênis ou golfe acaba se dando bem com o aprimoramento da rotação do tronco. Maratonistas melhoram seu tempo com técnicas avançadas de respiração, e lutadores ganham mais flexibilidade e força abdominal.

2 – Tonifica os músculos do corpo todo
A grande variedade de exercícios garante um trabalho eficiente para toda a musculatura. “Numa aula dá para trabalhar todas as cadeias do corpo: anterior, posterior e lateral”, diz o professor Antonio Fretz. Outra vantagem é que, ao contrário da musculação, o pilates não leva à hipertrofia do músculo. “Os exercícios tonificam sem que você perca a
flexibilidade”, diz o professor Lobassi.

3 – Define o abdômen
Um dos principais focos do pilates é o fortalecimento da musculatura central do corpo. Joseph Pilates deu o nome de “powerhouse” ao conjunto desses músculos, que abrangem abdômen, coluna e região pélvica. O domínio dessa área é fundamental para os mais variados exercícios físicos. De quebra, sua barriga fica sarada.

4 – Aumenta a disposição sexual
O bem-estar físico e mental ajuda no sexo. A flexibilidade também. Idem para o autoconhecimento e para a liberação de hormônios, como endorfina. E tudo isso está no “pacote” do pilates

5 – Amplia a flexibilidade e a coordenação
“O pilates é uma das atividades que mais alonga o corpo, da nuca aos pés”, garante Antonio Fretz. Aliando isso à melhora da coordenação, você terá mais facilidade para realizar as tarefas do dia a dia.

6 – Diminui tensões e elimina stress
Que fique claro: pilates é muito diferente de ioga. Ele utiliza aparelhos próprios, trabalha em séries de dez repetições, permanece menos tempo na mesma postura e não usa meditação. Mas atua no equilíbrio da mente, na concentração e na harmonia do organismo. É como dar uma bica no stress.

7 – Previne dor nas costas
Não são só as suas costas que doem. Esse problema atinge cerca de 80% da população mundial em algum momento da vida. A reabilitação da postura que você aprende no pilates previne dores na coluna e pode corrigir desvios como hipercifose e hiperlordose.

8 – Dá para fazer com a turma
Os treinos são democráticos: em uma mesma sala podem estar praticantes de níveis e interesses diferentes. Cada uma das pessoas tem um treino personalizado. O bom nesta história é que você pode fazer uma sequência de exercícios bem ao lado daquela gata que está num nível mais avançado. Ou do amigo que você arrastou do futebol. O negócio é bom também para casais: um apoia o outro e a motivação só aumenta.

Quem foi Joseph Pilates?
Na sua infância, o alemão Joseph Pilates (1883-1967) tinha asma e era raquítico. Superando suas limitações, praticou na adolescência de mergulho a luta. Mudou-se para a Inglaterra, onde trabalhou como instrutor de defesa pessoal da polícia. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi levado a um campo de concentração com outros alemães, considerados inimigos. Foi na prisão que começou a desenvolver um método de exercícios único, no chão, misturando sua experiência em atividade física com estudos em anatomia, usando os materiais que estavam à mão (até molas de colchões). Após a guerra, Joseph foi para Nova York, onde abriu um estúdio e escreveu livros. Algumas fontes afirmam que gostava de beber, fumar e ir a baladas, e apesar disso viveu 84 anos e manteve uma forma fsica impecável – então já são 11 motivos para fazer pilates (brincadeira).

EXERCÍCIOS PARA FAZER EM CASA
O professor Antonio Fretz, do Maha Studio do Corpo, bolou essa dupla básica que dá para fazer no seu tapetinho. Não é recomendado fazer exercícios mais complexos sem acompanhamento.

Alongamento
Fique sentado, com a coluna ereta, e as pernas e os braços estendidos para a frente do corpo. Inspire e, quando soltar o ar, contraia o períneo e o abdômen. Cole o queixo no peito e vá abaixando o tronco para a frente, sem dobrar os joelhos. Inspire novamente nessa posição, relaxando as articulações (sem tensionar), e volte à posição original, soltando o ar. Repetir dez vezes.

Abdominal
Deite-se de costas, deixando uma perna dobrada e a outra estendida e elevada. As coxas devem ficar paralelas. Erga os braços em direção ao teto. Inspire e, quando soltar o ar, faça um abdominal. Repita dez vezes, alternando as pernas. Se sentir dor na lombar, só faça a elevação do tronco, com as pernas abaixadas.

Por Giovanna Rossin - http://vip.abril.com.br/

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

50 Previsões que Darão Errado...


1. Lula dirá que sabia de alguma coisa.
2. Serra ganhará uma eleição. De Mister Simpatia. Fará um implante capilar com o hair stylist de Haddad, Celso Kamura.

3. Lula elogiará a imprensa brasileira e dará entrevista coletiva anunciando que não será mais candidato a nada.

4. Dilma viverá lua de mel com a base aliada, em especial com o PT. Será eleita musa dos sindicatos.

5. O PIB crescerá mais que o anunciado por Mantega.

6. Aécio Neves se recusará a ser candidato tucano à Presidência e passará a organizar concursos de misses.

7. O PSDB revelará, enfim, o projeto alternativo da oposição para o Brasil.

8. Fernando Henrique deixará outra pessoa falar pelo PSDB.

9. Rosemary Noronha procurará o cirurgião plástico de Dirceu e cairá na clandestinidade – mas, antes, mudará os óculos.

10. Dirceu será preso sem regalias. Jogará fora o celular e doará as bermudas chiques para Carlinhos Cachoeira.

11. Cachoeira assumirá as têmporas brancas a pedido da namoradinha do Brasil, Andressa.

12. O jogo do bicho acabará.

13. Nenhum policial achacará bicheiros ou traficantes nem armará autos de resistência em ações de extermínio.

14. Vazarão na internet fotos de Nicole Bahls vestida.

15. A gostosa do BBB não posará nua.

16. Clarice Lispector deixará de ser citada nas redes sociais.

17. Ninguém mais postará fotos de comida no Facebook.

18. Arnaldo Jabor acordará feliz.

19. Chico Buarque e Fernando Morais pedirão mais liberdade e democracia em Cuba.

20. Michel Teló desistirá de fazer música chiclete.

21. Acabarão os comerciais com Ivete Sangalo.

22. Luana Piovani não tuitará o marido surfista e ficará invisível.

23. O orçamento das obras para a Copa e a Olimpíada será revisto para baixo, porque sobrou dinheiro.

24. A CBF será uma confederação acima de qualquer suspeita.

25. Meu Botafogo será campeão brasileiro depois que o time aprender holandês com o Seedorf.

26. A reforma tributária sairá e pagaremos menos impostos.

27. Renan Calheiros fará história na presidência do Senado votando projetos importantes para o país.
28. Sarney & Filha doarão parte de sua imensa fortuna ao “Maranhão-esperança”, projeto ambicioso para reduzir o analfabetis­mo, a prostituição infantil e a miséria do Estado.

29. O Congresso aprovará o fim do 14o e do 15o salários para os parlamentares e proibirá notas frias.

30. Deputados e senadores passarão a trabalhar na segunda e na sexta-feira para votar questões proteladas há 12 anos.

31. Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski concordarão.

32. Serão ressuscitados os rios Tietê e Pinheiros.

33. A Baía de Guanabara será enfim despoluída. Quem chega de carro ao Rio de Janeiro deixará de sentir cheiro de podre.

34. A Rocinha acabará com o esgoto a céu aberto, antes de ga­nhar teleférico turístico e obra póstuma de Niemeyer.

35. Os pobres poderão fazer cirurgias de emergência. Nenhuma criança ou velho morrerá por falta de assistência médica.

36. Desabrigados por tempestades e inundações terminarão o ano reassentados em áreas fora de risco.

37. Os celulares de traficantes presos em São Paulo serão bloquea­dos e eles não poderão mais dar ordens para tocar o terror.

38. Nenhum bueiro explodirá no Rio, e os cariocas finalmente saberão o motivo das explosões.

39. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, impedirá que a especulação imobiliária acabe com os parques e as reservas ambientais.

40. Não haverá arrastões nos restaurantes de São Paulo e nas praias do Rio.

41. Não haverá apagões.

42. Aeroportos funcionarão direito e acabarão com o táxi-bandalha.

43. Passagens aéreas no Brasil ficarão mais acessíveis, e uma competição saudável no setor beneficiará a população.

44. Operadoras de celular deixarão de extorquir os consumidores, e as contas passarão a ser inteligíveis.

45. Bancos reduzirão as taxas dos correntistas, contribuindo assim para a saúde financeira de quem os sustenta.

46. Empresas, privadas ou estatais, respeitarão o tempo máximo de espera ao telefone e deixarão de enlouquecer quem recorre a seus serviços de atendimento.

47. Não receberemos mais nenhuma chamada de telemarke­ting na hora do jantar e no fim de semana.

48. O lixo – coleta e reciclagem – passará a ser encarado com seriedade pelos governos.

49. Famílias brasileiras deixarão de emporcalhar as praias e os parques. Cada um levará seu saquinho de lixo, ensinando às crianças que quem ama cuida.

50. Feriadões deixarão de ser pretexto para exterminar famílias nas estradas, por culpa de direção irresponsável, ultrapassagens imprudentes e álcool.

Por - RUTH DE AQUINO é colunista de ÉPOCA - raquino@edglobo.com.br