terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Curiosidades sobre a Administração



Dia do Administrador

Nove de setembro é o “Dia Nacional do Administrador“, por ser a data de assinatura da Lei nº 4769, de 9 de setembro de 1965, que criou a profissão de Administrador. O dia do Administrador foi instituído pela Resolução CFA nº 65/68, de 09/12/68.
Juramento do Administrador
O juramento retrata o momento solene em que o profissional na plenitude de sua formação profissional, de sua conscientização como membro de uma categoria, de seu amadurecimento como cidadão investido de responsabilidade para com toda  comunidade, afirma, livre mas enfaticamente, sua integral dedicação aos postulados da profissão e total respeito aos seus valores técnicos, legais e morais.
A Assembléia de Presidentes de Conselhos de Administracao, Federal e Regionais, aprovou em sua 2ª. reunião, realizada em Brasília no dia 8 de maio de 1978, o juramento do “ADMINISTRADOR”, nos termos propostos pelo Conselho Regional de Administração de São Paulo.
“Prometo DIGNIFICAR minha profissão, consciente de minhas responsabilidades legais, observar o código de ética, objetivando o aperfeiçoamento da ciência da administração, o desenvolvimento das instituicoes e a grandeza do homem e da pátria”.
Fazer o juramento ao ingressar na profissão, constitui o dever inicial de todo o Administrador; respeitá-lo, obedecendo-o, constitui o dever de sempre do Administrador.
Façamos de nossa profissão razão de nosso orgulho. Façamos que seja respeitada, admirada, valorizada. O profissional reflete o conceito que sua categoria goza. Elevemos, cada vez mais, a profissão de ” Administrador “, honrando a escolha que fizemos.

Patrono da Administração

Belmiro Siqueira, Administrador e Professor – que dá nome ao concurso nacional que anualmente é promovido pelo Sistema CFA/CRAs, o Prêmio “Belmiro Siqueira” de Administração – é o Patrono dos Administradores, título que lhe foi outorgado “post-mortem”. Atuou:
  • na área federal: funcionário de carreira, aprovado sempre em primeiro lugar em seleções a que se submeteu, inicialmente como Assistente Administrativo e Técnico de Administração, denominação primeira do que é hoje o Administrador. No DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público) ocupou vários cargos, dentre eles o de Diretor Geral nos anos de 1967 e 1968.
  • na área estadual: foi Assessor/Consultor de vários Governos, com destaque para o Rio de Janeiro, onde exerceu o cargo de Diretor da Escola de Serviço Público do então Estado da Guanabara (1966).
  • foi colunista de vários jornais, sempre escrevendo sobre assuntos ligados à sua área de atuação. Autor de vários trabalhos sobre Administração, foi professor de várias faculdades.
  • no Conselho Federal de Administração (CFA) foi eleito Conselheiro Federal em 1977 e, assim que assumiu, foi levado pelos seus pares a Vice Presidente, permanecendo até 1986, ano de seu falecimento, em Porto Velho/RO. Na ocasião, encontrava-se no exercício do cargo de Presidente do CFA. Era mineiro de Ubá, nascido a 22 de outubro de 1921.

Oração do Administrador

“Senhor, diante das organizações devo ter CONSCIÊNCIA de minhas responsabilidades como ADMINISTRADOR.
Reconheço minhas limitações, mas, humildemente, junto com meus companheiros de trabalho busco o consenso para alcançar a SOLUÇÃO e tornar o trabalho menos penoso e mais produtivo;
Senhor, despido do egoísmo, quero crescer, fazendo crescer, também, os que me cercam e que são a razão de minha escolha profissional;
Senhor, ADMINISTRE o meu coração para que ele siga o caminho do bem, pois, a mim caberá realizar obras sadias para tornar as organizações cada vez melhores e mais humanas.”
(por Adm. Rui Ribeiro de Araújo CRA/DF nº 2285)
Fonte: Site do CFA

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Receita de Bolo: Como Criar um Conflito Insolúvel


1. Junte na mesma questão valores, interesses e/ou identidades diferentes. Distorça-os a gosto e misture-os bem até que eles sejam percebidos como incompatíveis.
2. Escale o conflito com o objetivo de satisfazer apenas as suas necessidades e desconsiderando as necessidades da outra parte.
3. Transforme a outra parte em adversário.
4. Use coerção ou violência para impor custos ao adversário.
5. Mobilize-se. Devote tempo, recursos e esforços para encontrar uma solução que satisfaça 100% dos seus objetivos, sem levar em consideração os interesses do adversário.
6. Transforme o adversário em inimigo.
7. Alargue o conflito e introduza aos poucos outras pessoas ou grupos não diretamente relacionados à discordância original de maneira a aumentar o numero de aliados. Utilize partes não relacionadas ao conflito para dar mais consistência e aumentar poder sobre o inimigo.
8. Polarize. Introduza novos assuntos ao conflito de maneira a torná-lo mais complexo e aumentar a área de atrito. Importante: desconsidere completamente o mérito individual de cada um dos assuntos introduzidos. Assuma que o inimigo, por definição, está sempre errado.
9. Torne vencer mais importante do que ser justo.
10. Deixe o conflito crescer até que o relacionamento entre os inimigos esteja muito comprometido.
11. Invista na dissociação com os adversários. Recheie a massa com a mistura da diminuição do contato físico com o inimigo; com a promoção da sua desumanização.
12. Salpique a comunicação com o inimigo com mensagens de coerção e ameaças.
13. Jamais tente entender o ponto de vista do inimigo. Tentativas de comunicação civilizada tendem a diminuir o crescimento da massa do conflito.
14. Cubra o conflito com argumentos unilaterais. Agarre-se a eles e intensifique ações contra o adversário continuamente. Convença-se de que não existe alternativa senão intensificar o conflito.
15. Caia na armadilha: dedique cada vez mais tempo, esforço, recursos ao conflito. Não leve em consideração a eficiência desta estratégia. Pensar em resolução utilizando métodos pacíficos ou comunicação com a outra parte pode resultar na sua redução ou eliminação. A comunicação honesta e racional entre adversários pode acabar com as discordâncias.
16. Sirva muito quente.
Baseado no “Modelo de Dinâmica de Escalação de Conflitos” (LeBaron, M., & Pillay, V. (2006). Conflict Across Cultures: A Unique Experience of Bridging Differences. Boston: Intercultural Press).

Elton Simões mora no Canadá há 2 anos. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FGV); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (University of Victoria). - http://oglobo.globo.com/pais/noblat/ 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

INFRAERO TRANSFORMA O AEROPORTO DE SÃO LUIS EM CIRCO DOS HORRORES

Hoje tem espetáculo? Tem sim Senhor! Hoje tem marmelada? Tem sim Senhor!
Enganava-se redondamente quem pensava que a solução para o Maranhão era ter maranhenses nos principais cargos da Nação e assim seriam removidos todos os encalhes que formam o gargalo do desenvolvimento do estado.
Vejamos:
O Maranhão já teve dois Presidentes da República, um deles é presidente quase vitalício do Senado Federal, tem o Ministro das Minas e Energia, tem o Presidente da Embratur, e até o Ministro do Turismo, sem falar em outros cargos do segundo e terceiro escalão do Governo Federal. Portanto força política é o que não nos falta, aliás sobra. Melhor negócio faríamos se trocássemos todos eles pelo presidente da Infraero. Esse sim, é o cara. Além de ter mais poder que a soma de todos esses poderosos juntos, ainda desdenha da Presidente transformando grande parte de seu poderoso escalão em palhaços de circo e para tanto já até providenciou uma tenda climatizada para abrigar esses artistas neste que será o circo permanente da cidade e que agora se chama Circo Aerotenda Marechal Cunha Machado, ou simplesmente Cunhão.
Quase um ano fechado para reparos e vocês pensam que finalmente São Luís irá ter um aeroporto decente? Não, seus iludidos. É só para botar um ar condicionado e tirar goteiras, nada mais que isso, mas o show tem que continuar.
Conheça a nova função de cada um agora:
José Sarney – É o elefante desse circo. Elefante branco. Grande, porém sem utilidade.
João Castelo – O mágico do circo. Sua especialidade é fazer desaparecer coisas, não esperem mais nada dele. Problema de aeroporto, cidade, assim como o circo não é com ele. No máximo que ele pode fazer é tirar uma carta marcada da manga para enganar trouxas e garantir mais 4 anos de marmelada.
Ministério Público – É só teatro, o teatrinho que faz o dramalhão do circo. Mostra
o drama mas não sabe que atitude tomar.

Roseana Sarney – É apenas a bilheteira do circo. Vendo o dinheiro nas mãos é o que importa, não se envolve com os problemas do circo.
Domingos Dutra – É o homem pássaro do circo. O negócio dele é “avoar”. O aerotenda para ele tendo pelo menos um avião que decole e o leve para Brasília para conseguir emendas para outros estados já tá de bom tamanho. Tem consciência que pelo serviço prestado até hoje, nunca conseguirá alçar voos maiores que esse. Qualquer coisa serve pra ele, prédio moderno não importa, ele quer mesmo é o poleiro desse circo para fazer média com o povo.
Gastão Vieira – Recém contratado como primeiro palhaço ainda não sabe o que tem, pode ou deve fazer no circo que foi jogado. Deslumbrado com o cargo se contenta em jogar beijinhos para a plateia.
Edson Lobão – Deveria ser o He-Man porque tem a força e se quisesse teria como pressionar a Infrazero mas por ser magro age como o Esqueleto e não tá nem aí para a pobre aerotenda, ele quer mesmo é tomar o castelo de grayskull, ou seja o Palácio dos Leões. Aliás leão faminto nesse circo é o que não falta, o que falta é jaula para eles. Nem Lobão nem Lobinho se envolvem com o problema, alegam que circo não é lugar para lobos. Faz sentido.
Os Deputados – Esses estão na área vip do circo assistindo ao espetáculo, comendo pipoca e aplaudindo entusiásticamente cada vez que um escândalo é encenado nesse palco de ilusão que se transformou o nosso Terminal que agora, mais do que nunca está literalmente em estado terminal.
Os passageiros – São os acrobatas. Fazem verdadeiros malabarismos para realizar seus voos.
O povo – Esse está no seu devido lugar empoleirado na geral rindo para não chorar. Um riso forçado por ver a grande piada que virou o nosso aeroporto. Uma piada sem graça, mas ainda assim, uma piada.
E o espetáculo já tem uma nova atração prontinha:
A EP Engenharia, que faz a recuperação do Aeroporto de São Luís, ameaça parar as obras por falta de lastro financeiro. E a Infraero tenta convencer o Governo do Estado a “salvar” a empresa financeiramente, para que a obra não pare. Sob o argumento de que, se a EP fechar, passará mais um ano até que nova empresa seja contratada.
Por Zé Maranhão - Publicado no Blog- http://www.luiscardoso.com.br/

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A história do carnaval brasileiro

 O que você faz no carnaval?

 Talvez não goste de brincar o carnaval, e, pode ter certeza, sempre houve uma divisão entre os que gostam de comemorá-lo e os que querem sossego. Mas certamente vai achar bastante interessante conhecer um pouco das origens dessa festa popular que no mundo todo faz lembrar do Brasil. 

Durante o período da Quaresma, ou seja, nos 40 dias entre a quarta-feira de Cinzas e o domingo de Páscoa, o fiel da Igreja Católica não deveria comer carne, em respeito à memória da via-sacra percorrida por Jesus Cristo. Daí vem a palavra carnaval, do latim carne levare, que significa "privação de carne". No entanto, popularmente acredita-se que a expressão original era carne vale, ou seja, "adeus, carne!". A interpretação do povo está errada, mas certamente tem mais do espírito carnavalesco. 

O carnaval é uma festa popular de características regionais próprias, mas que quase sempre incluem folias, diversões, bailes, fantasias e música. As comemorações acontecem em três dias, do domingo à terça-feira. No Brasil, um país alegre por natureza, o "sábado de carnaval" também é dia de festa, sem falar nas diversas folias pré-carnavalescas e nas micaretas, carnavais fora de época. Em vários outros países, também se festeja o período carnavalesco. Entre eles estão a Itália, a França e a Espanha. Nos Estados Unidos, é tradicional o desfile da cidade de Nova Orleans. 

Essa festa popular não tem origens claras, mas acredita-se que, há mais de 2000 anos, comemorava-se na Europa a chegada da primavera, que lá acontece em março. Esse agradecimento aos deuses pela volta do clima agradável e bom para a agricultura pode ter evoluído para o carnaval moderno. Outra origem possível são as celebrações da Roma antiga, como as festas libertinas em homenagem aos deuses Baco e Saturno. No entanto, as festas mudaram muito daquele tempo para cá, principalmente durante o século 20. 

A primeira folia de carnaval do Brasil foi o entrudo, que acontecia já no início do período colonial. O entrudo era uma brincadeira violenta, que consistia em atirar baldes d'água, balões cheios de vinagre ou groselha, e pós como cal e farinha, com a intenção de molhar ou sujar as pessoas que passavam pelos foliões. A brincadeira foi proibida inúmeras vezes, mas ela só desapareceu no início do século 20, com a popularização do confete. 

O entrudo incentivou a criação de uma festa em local fechado, para um público selecionado, que queria se divertir civilizadamente. Assim, surgiram em 1840 os bailes de carnaval, inspirados nos grandes bailes de máscaras realizados na Europa. O sucesso incentivou outras casas de espetáculos a promover seus próprios bailes. Hoje, essas festas não são tão elitistas, e as máscaras praticamente deixaram de ser usadas, pois os foliões não têm mais medo de ser reconhecidos na festa. 

Os tambores apareceram pela primeira vez na metade do século 19, no chamado zé-pereira, uma espécie de passeata de foliões que ocorria nas ruas do Rio de Janeiro. O zé-pereira desapareceu meio século depois, ficando em seu lugar o corso, um passeio de carros e caminhões enfeitados. Os foliões, geralmente famílias em seus veículos, brincavam com as pessoas nas calçadas, cantando músicas de carnaval e jogando confetes uns nos outros. O corso desapareceu na década de 1930, junto com os caros veículos de capota aberta. 

A organização da folia surgiu no Rio com as grandes sociedades. Esses clubes de foliões, surgidos na década de 1850, tiveram o seu auge de popularidade no fim daquele século. Ainda hoje desfilam no carnaval carioca, embora atraiam pouquíssimo público. As grandes sociedades, embora tenham origem diferente das escolas de samba, apresentam-se com elementos comuns, como comissão de frente e carros alegóricos, ao som de suas bandas. Elas tinham bastante prestígio porque contavam com intelectuais e políticos importantes. Entre os famosos, Olavo Bilac, Quintino Bocaiúva e José do Patrocínio. Com isso, as críticas sociais e políticas que serviam de tema para seus carros alegóricos eram muito significativas. 

Os ranchos ou cordões, outro dos vários tipos de festejo do início do século 20, tiveram sua origem no folclórico Reisado baiano, encenação de uma caminhada de pastores e pastoras até Belém. Durante essa caminhada, os participantes cantavam e batiam de porta em porta pedindo agasalhos. Os Reisados tinham como uma de suas principais qualidades a beleza e o luxo de suas fantasias. Os ranchos cariocas não ficaram atrás, eram muito organizados e evoluídos. As velhas marchinhas de carnaval se popularizavam ao serem cantadas pelos ranchos, numa época em que ainda não havia rádio. 

As escolas de samba também têm origem na cidade do Rio de Janeiro. Em boa parte, tinham como origem os ranchos, e deles veio a tradição, por exemplo, do casal de mestre-sala e porta-bandeira. O primeiro grupo a ser criado com o título de "escola de samba" foi o Deixa Falar, em 1928 no bairro do Estácio. Seguiu-se a ele muitos outros grupos, em diversos bairros da cidade. Entre as escolas da época ainda em atividade estão a Estação Primeira de Mangueira e a Portela, que se chamava Vai Como Pode, mas teve de mudar de nome anos depois por exigência da polícia. 

Os desfiles das escolas caíram logo no gosto popular. A praça Onze se tornou pequena para abrigar a quantidade cada vez maior de foliões e de público, e as escolas passaram a desfilar nas avenidas do centro do Rio nos anos 70. Na mesma época, com a mudança na estética das fantasias, o carnaval se tornou muito caro, e os bicheiros passaram a financiar as escolas. A modernização da administração das escolas nos anos 80 permitiu que os desfiles continuassem acontecendo com o mesmo brilho, apesar da prisão dos grandes bicheiros. 

Os desfiles tornaram-se praticamente sinônimo de carnaval no centro-sul do Brasil. No Nordeste, as festas mais populares do carnaval são as de rua. Na Bahia, o trio elétrico, criado em 1950 pelo lendário Dodô e agora espalhado por todo o país, e em Pernambuco, a dança dos blocos de frevo. Foi assim, com tanta gente participando das folias, que o carnaval brasileiro se tornou o maior e mais conhecido do mundo. 

Por:  Daniel Perdigão Nass
Estudante de química do IQSC-USP - Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Oração do Administrador


Adm. Rui Ribeiro de Araujo - Brasilia - DF

Quem é o seu amante?



Amante é "alguém!" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!..



Quem é o seu amante?

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.

Geralmente, são essas últimas que vêm ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc. Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.

Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”, além da inevitável receita do antidepressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum antidepressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.

Há as que pensam:
“Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas”?!
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.



Para aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:

“AMANTE é aquilo que nos apaixona; é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono; é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso “AMANTE ” é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.



Às vezes encontramos o nosso ”AMANTE” em nosso parceiro.
Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto…

Enfim, é “alguém” ou“algo” que nos faz“namorar a vida” e nos afasta do triste destino de ir levando.
E o que é “ir levando”?

Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.

Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com “ir levando”… Seja também um amante e um protagonista DA SUA VIDA!



Acredite:
O trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver…
Por isso, e sem mais delongas, procure algo para amar...

Por:Jorge Bucay – Psicólogo, Psicodramatista, escritor argentino e Gestalt-terapeuta nascido em Buenos Aires em 1949 em uma família modesta no bairro da Floresta, ele se formou como médico em 1973 na Universidade de Buenos Aires, especializado em doenças mentais no serviço de ligação do hospital Pirovano, de Buenos Aires e da clínica Santa Mônica. É psicoterapeuta de casais e adultos e atualmente, seu trabalho como ajuda profissional, como ele define, é dividido entre as suas conferências de ensino terapêutico, que emite vários anos viajando pelo mundo, e da divulgação de seus livros em ferramentas terapêuticas do autor.

Postado no Facebook de George Varela

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Rodar o PDCA?... O Que é Isto?

A  maioria das boas coisas na vida são simples e gratuitas tais como ver uma lua cheia e brilhante, comer uma fruta no pé e coisas assim. Da mesma forma a maioria das grandes soluções deproblemas são simples, muito simples. Dentre as grandes ferramentas simples de soluções de problemastemos o PDCA.
Muito conhecido, muito citado, pouco utilizado e todo mundo finge que conhece e usa seusfundamentos quando o mesmo é citado, mas na maioria dos casos é cascata pura. No entanto, nada é mais óbvio e ridiculamente simples quanto a filosofia do PDCA. Afinal planejar, executar, controlar e ajustar aexecução de qualquer tarefa é uma espécie de be-a-bá para qualquer coisa, pois quem seria o doido de sair por aí fazendo as coisas sem planejar, controlar e etc?
O nosso super-simples PDCA pode ser utilizado na realização de toda e qualquer atividade numa organização ou mesmo em casa. Imaginemos uma situação ideal em que todos da organizaçãoutilizem esta ferramenta de gestão no dia-a-dia de suas atividades.
Seria a situação ideal pois desta forma, eliminariam a cultura de atuação por tarefas que muitas empresas insistem em perpetuar e que incentiva a se realizar o trabalho sem antes planejar, desprezando o autocontrole, o uso de dados gerados pelas medições por indicadores (o que? Indicadores?) e a atitude preventiva, para que os problemas dos processos nunca ocorram. Uma maneira de utilizar a filosofia do PDCA e cristalizar a sua implantação teria aseguinte formatação:
Plan – Planeje
Defina objetivos . Tendo um problema ou uma meta conhecida, estude, analise, decida oque fazer, e elabore um plano de ação, ou seja, após definidas as metas, deve-se buscar os meios e os procedimentos para alcançá-las. Não se perca de vista que nesta fase, se for a busca da solução de algum problema, não abrir mão de utilizar as demais ferramentas de gestão da qualidade (brainstorming, diagramade causa e efeitos, etc). Se por acaso for metas, trate metas reais, factíveis e evite viajar na maionese.
Por outro lado, se for metas de produção, deve-se evitar metas com prazos mensais, quinzenais ou mesmo semanais. O interessante é estabelecer metais diárias, pois nesta situação as variáveis de controles serão horas ou minutos, tornando a etapa de Controle (e também a de Ação) mais efetiva, pois daria tempo de corrigir a problemática antes da vaca ir pro brejo..
Do – Execute: É a fase de implantação do planejamento conforme o programado. Na execução deve se executar a tarefa, conforme padrão definido no planejamento. Não se deve inventar e tampouco sair do planejado. Na coleta de dados devem-se registrar os dados da ação para o controle do processo.
Check – Verifique
Esta é uma etapa puramente gerencial, confrontar os resultados reais com os resultados esperados. Nesta fase de checar, deve-se comparar o resultado obtido com a meta definida do planejamento.
Action – Aja onde necessário
Faça ajustes onde for preciso. Assegure o bom resultado e recomece o ciclo.É hora de agir, agir corretivamente, agir preventivamente ou agir para melhorar, conforme a situação.
Durante o acompanhamento do PDCA geralmente são utilizadas algumas ferramentas para identificação do problema ou meta a ser alcançada, medição da questão, comparação, entre outras necessidades. Essas ferramentas são adaptadas e utilizadas de acordo com a empresa, o produto e o resultado a ser atingido.
As mais comuns são:
  • reuniões tipo brainstorming;
  • diagrama de Pareto;
  • diagrama decausa e efeito;
  • histograma;
  • diagrama de árvore;
  • diagrama de dispersão;
  • check list;
  • plano de ação.
Não podemos perder de vista que o PDCA é um ciclo (lembram aquela pizza dividida em quatro partes?) e, portanto, deve rodar continuamente. E aqui reside a principal questão: muita gente boa ainda não entende o que seja “rodar” o PDCA. Ora, pois, pois, “rodar o PDCA” é justamente fazer todo o ciclo das quatro letras e ver que bicho que deu (planejar, executar, controlar e agir). Se aconteceu algum contratempo você corrige e recomeça (roda) tudo de novo.
Se correu tudo direitinho, então beleza ebola pra frente porque você tem outros PDCA’s pra rodar. Simples assim. Mas para que rode de maneira eficaz, todas as fases devem acontecer. A supressão de uma fase causa prejuízos ao processo como um todo. Ao implementar, evite as seguintes bobeiras: fazer sem planejar tudo, tudinho mesmo; definir as metas e não definir os métodos e as possíveis encrencas para atingi-las (se você está pensando que no seu planejamento vai dar tudo certinho, então há alguma coisa errada com a sua maneira de pensar); definir as metas e não preparar o pessoal para executá-las; fazer e não checar; planejar, fazer, checar e não agir corretivamente, quando necessário.
É muito-muito-muito importante e necessário que o gestor fique esperto,pois o ciclo PDCA, assim como todas as outras ferramentas de gestão, deve ser bem utilizado para trazer o retorno esperado, fugindo dos erros mais comuns. Um deles está na definição dos objetivos.
Muitos gestores traçam objetivos nada claros para a sua equipe, e esse erro atrapalha todo o restante do ciclo. Há ainda um outro erro cometido que está na escolha dos indicadores para o monitoramento das evoluções trazidas por meio de sua utilização.
Muitas vezes deixam de pensar qual é o melhor método e medem os resultados através de um indicador qualquer; se bem que a definição de indicadores é quase um capítulo à parte para se tratar, tal a importância da sua escolha .
Ao iniciar o trabalho com o ciclo PDCA, é preciso ter claro qualé o verdadeiro objetivo a ser atingido, qual a meta, pois só assim o processo poderá ser bem-sucedido. É preciso ainda que o processo, assim como a filosofia do PDCA, seja o mais simples possível, retrate as práticas atuais, seja fácil de ser revisto, atenda às necessidades do trabalho, conte com a participação das pessoas que executam a tarefa e, finalmente, mantenha o foco no cliente, uma vez que esse deve ser sempre o objetivo final.
Simples e óbvio, agora é só começar!

Você sabe gerenciar?


Você conhece aquele tipo que adora mostrar sua posição, mas não tem a menor idéia de coisa alguma quando o assunto é gestão?
Conheço muita gente investida em cargos de gestão e liderança que não tem a menor idéia ou conhece muito superficialmente as principais ferramentas de gestão. Muitos exibem orgulhosos o seu status, mas não entendem os princípios básicos de administração e gerenciamento.
Muitos executivos (alguns só executores) acham que bastam possuir determinada posição, uma mesa e um telefone e pronto: serão excelentes gestores. Porém, a realidade demonstra uma situação bem diferente. Diretores, gerentes e supervisores, com formação fora da área de negócios e sem o perfil adequado, muitas vezes não conhecem o mínimo necessário para desenvolver adequadamente as tarefas que se esperam em sua posição. A consequência para os resultados organizacionais pode ser desastrosa. Isto explica, em parte, a alta rotatividade de profissionais dessas áreas. Alguns desses gestores, estranhamente, acham que precisam ser pedantes para conduzir as pessoas. Alguns batem na mesa e gritam com seus subordinados. Porém, algumas vezes, isso demonstrará falta de preparo técnico para o exercício da função gerencial.
É claro que inúmeros desses profissionais, que atuam como gestores sem uma formação na área, possuem uma bagagem de experiências e competências inegável, mas muitos poderiam obter muito mais resultados caso se preocupassem em aprender ou desenvolver o perfil de um gestor de verdade. De maneira geral, gerenciar envolve a identificação de problemas e tomada de decisões, a condução de reuniões de maneira pró-ativa, desenvolver e monitorar indicadores de desempenho organizacional, liderar e conduzir às pessoas de maneira adequada em direção aos objetivos da organização, resolver problemas e conflitos. Porém muitos, não conseguem se desvencilhar de tarefas que executavam em outras posições e não se acostumam com as novas responsabilidades exigidas na tarefa gerencial. Outros apresentam falta de foco. Não conseguem iniciar e terminar uma mesma atividade, seja porque assumem atribuições demais ou negócios demais ou por falta de capacidade em administrar seu próprio tempo. Outros ainda demoram muito a tomar decisões e são perfeccionistas em demasia. Resultado: o atraso na tomada de decisões estratégicas gera um descompasso na eficácia daquelas decisões, isto porque as oportunidades aparecem e desaparecem rapidamente. É necessário ter agilidade.
Estar gerente não é a mesma coisa de ser gerente. Para ser um gerente de verdade, é preciso conhecer e aplicar algumas das técnicas de administração. Se você é um gerente e acha que ainda tem muito a aprender ou pretende um dia se tornar um, eis algumas dicas que certamente trarão resultados:
- Liderança: a capacidade de liderança é talvez a competência mais valorizada no mercado. Não é possível se tornar um gerente excepcional sem possuir e administrar adequadamente uma equipe. O gestor será tanto melhor quanto melhor for sua equipe. Para alcançar uma liderança eficaz é preciso obter a legitimidade para tal. O uso do poder para liderar não é sustentável, é preciso usar a autoridade (leia o artigo “Você é insubstituível?” do mesmo autor, para saber mais).
- Comunicação: para exercer uma liderança eficaz, é necessário uma comunicação eficaz. Muitas pessoas cometem erros nas empresas porque não receberam as instruções de maneira completa e clara. Lembre-se: a comunicação só ocorre quando a mensagem transmitida é recebida e compreendida pela outra parte.
- Reuniões: a maioria das vezes em que um gerente ou gestor é procurado para alguma coisa ouvimos a mesma desculpa: “o sr. Fulano está em reunião”. Por que isto acontece? Seja disciplinado em suas reuniões. Estipule reuniões de não mais de uma hora (a não ser em casos excepcionais). Acima disso, as pessoas começarão a ficar ansiosas e pensar em outros afazeres. Antes da reunião, prepare uma pauta (roteiro) contendo os principais assuntos a tratar. Solicite que alguém registre as decisões em ata e não termine a reunião sem deixar claros os objetivos, os prazos e os responsáveis para que cada uma saiba precisamente o que fazer. Na próxima reunião, você poderá avaliar os resultados com maior facilidade e eficiência.
- Estabelecimento de objetivos e metas: um bom gerente deve ser capaz de estabelecer parâmetros de desempenho para sua equipe, para a sua área ou para a organização. Os objetivos devem estar de acordo com as diretrizes organizacionais. Evite estabelecer objetivos impossíveis, que levarão as pessoas a se frustrarem ou objetivos medíocres, que não as desafiem. Sempre que possível, quantifique os objetivos. Atribua também objetivos à sua equipe, mas deixe-a participar desse processo de elaboração. Elas tenderão a se comprometer muito mais quando perceberem que os objetivos foram estabelecidos por consenso e não de cima para baixo.
- Envolvimento das pessoas: Uma liderança eficaz não é possível sem o envolvimento das pessoas. Não adianta dizer: “Você é pago pra isso”. Você não conseguirá nada, além de desmotivar ainda mais sua equipe. Busque valorizar as pessoas, reconhecer os esforços e aceitar suas idéias. Você poderá se surpreender.
-Treinamento e desenvolvimento: participe de treinamentos e esteja disposto a prender novas competências e novas formas de fazer um mesmo trabalho. Isso se chama evolução. Quem não busca o seu desenvolvimento, parou de evoluir.
- Humildade: não conheço nenhuma faculdade que ensine este conceito, mas ele é um fator crítico de sucesso para qualquer posição. Profissionais que não possuem humildade tendem a ser odiados pela equipe e pelos demais colegas e demoram a reconhecer seus erros. O resultados, quando aparecem, podem ser fatais para a carreira.
Com disciplina e afinco, é possível desenvolver a capacidade gerencial. Mesmo que você tenha estudado em Harvard e já tenha trabalhado em várias multinacionais, lembre-se de que é possível aprender cada vez mais. Muito se tem falado em organizações que aprendem. Isto só é possível quando as pessoas que dela fazem parte, desenvolvem novos hábitos, posturas e atitudes que geram bons resultados. Isto é a essência do aprendizado e da Administração. Pense nisso.