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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

‘’O Corpo Fala’’ Resumo do livro de Pierre Weil e Roland Tompakow

Pela linguagem do corpo; dizemos muitas coisas aos outros. Antes de tudo, nosso corpo é um centro de informações para nós mesmos. É uma linguagem que não mente. A grande maioria das pessoas ignora a existência da linguagem do corpo quando se relacionam. 

Gestos, olhares, posições do corpo, etc. comunicam normalmente à verdade que as palavras não conseguem dizer. A estrutura do nosso corpo é demonstrada nas páginas desse livro, que nos dará uma nova dimensão na comunicação pessoal.

A comunicação é fundamental nas relações pessoais, empresarias e educacionais. Pode ser feita de várias maneiras, entretanto, só existe realmente quando a mensagem é recebida com o mesmo sentido com o qual ela foi transmitida. 

O importante na observação e aplicação da linguagem não verbal é que ela esteja em concordância com a linguagem verbal, de forma que a comunicação seja um processo completo e coerente.

O corpo fala e fala mesmo. Aponta as mentiras, expõe verdades inconscientes, reforça as idéias, dá ênfase à comunicação. Devemos estar atentos para o fato que muitas vezes transmitimos sem perceber uma mensagem verbal diferente da mensagem corporal. As duas formas devem contribuir para o fortalecimento uma da outra, aumentando a credibilidade nas informações transmitidas. Por mais clara e assertiva que seja uma mensagem, sempre vai envolver subjetividade, pois este processo envolve relações humanas, envolve vários fatores na emissão, recepção e percepção da mensagem.

O livro “O Corpo Fala”, de Pierre Weil e Roland Tompakow, procura mostrar a linguagem manifestada pelo corpo, nos diversos tipos de relacionamentos humanos que temos ao longo de nossas vidas.

Por se tratar de um livro que explica os aspectos do comportamento humano, o conteúdo não é somente transmitido por meras palavras, e sim por ilustrações que facilita o nosso entendimento, formando uma unidade de comunicação intensa, clara, simples e divertida.

No primeiro capítulo do livro recebemos um convite para folhear um pouco o livro para o despertar da curiosidade.Conheceremos três animais que vão fazer parte de todo o vocabulário do livro. O tópico traz uma introdução de como analisar as atitudes corporais como base na forma que aprendemos o alfabeto. Informa-nos que falamos através de cada gesto feito como andar, sorrir, virar a mão para cima ou para baixo, o olhar, a fala e vários outros movimentos pode- se mostrar a linguagem do corpo. Todo o processo desde o nascimento, mostramos a linguagem corporal, aprender a andar, a falar, a raiva, o medo, ou seja, as vontades e desejos do homem e durante a sua vida.

A partir do segundo capítulo do livro, compara o corpo humano a esfinge que é dividida em três partes (boi, leão e águia) o boi que equivale ao abdômen da esfinge significa vida instintiva e vegetativa, desta forma o homem mostra seus desejos, a apetites, ou a seus próprios instintos do dia a dia como comer, dormir, portanto seus desejos e outras vontades que se localizam no abdômen. O leão mostra o emocional do ser,( o coração) o centro de toda emoção do homem, são todos os nosso sentimento como medo, amor, ódio,raiva , susto, timidez, ser submisso ou retraído, mostra o equilíbrio e outras emoções que vem de dentro para fora.


Estendendo se para os demais capítulos, o assunto será sobre símbolos e as explicações sobre eles, vendo que um símbolo antigo nos dará a estrutura psicossomática do homem e da linguagem do corpo. Desde os tempos imemoriais, usam - se símbolos – mensagens sintéticas de significado convencional. 

Usando um símbolo, pode - se comparar o corpo humano a uma esfinge; àquela esfinge dos egípcios ou dos assírios. A esfinge era composta por quatro partes: corpo de boi, tórax de leão, asas de águia; e cabeça de homem.
Existe uma tradição muito antiga, que cada uma destas partes representa uma parte do físico do homem e também na sua correspondência psicológica. Sendo:

Boi – abdômen: vida instintiva e vegetativa;
Leão – tórax: vida emocional;
Águia – cabeça: vida mental (intelectual e espiritual);
Homem – conjunto: consciência e domínio dos três inconscientes anteriores.

Este esquema pode ser aplicado à expressão corporal:
O Boi, em evidência na nossa expressão corporal, tende a traduzir por uma acentuação do abdômen. A pessoa avança o abdômen; isto se encontra em pessoas que gostam de boas refeições, que se senta à vontade diante de uma farta mesa de jantar.
O Leão se evidência pelo tórax onde reside o coração; é o centro da emoção. Os especialistas em expressão corporal, sobretudo os coreógrafos, o consideram como o centro do EU.

Assim, quando há uma postura de preponderância do tórax, estamos em presença de uma preponderância do EU. São pessoas vaidosas, egocêntricas e extremamente narcisistas; ou naquele momento querem se impor. Ao contrário, quando o tórax está encolhido, estamos em presença de uma pessoa cujo EU está diminuído; são pessoas tímidas, submissas ou que naquele momento se sentem dominadas pela situação.

Um tórax em postura normal significa um EU equilibrado.
Pode - se observar o estado emocional da pessoa, olhando atentamente para o seu tórax:

- Aumento da respiração significa tensão e forte emoção.
- Suspiros são indicadores de ansiedade e angustia.

A Águia, representada pela cabeça, nos indica o estado de controle do corpo pela mente:
- Cabeça erguida significa hipertrofia do controle mental.
- A cabeça, em posição normal indica um controle normal da mente.

Nós, ocidentais, estamos infinitamente mais habituados a observar expressões na cabeça do que no restante do corpo das pessoas.

Na própria cabeça temos representados os três animais:
- O boi, representando pela boca por onde entram os alimentos.
- O leão, representado pelo nariz onde entra o oxigênio para os pulmões.
- A águia, representada pelos olhos que são o espelho da mente.

Há um número imenso de ações – reações programadas no nosso sistema nervoso – que é ele próprio, nosso sistema de percepção. Muitas percepções são inconscientes, anteriores até a própria espécie, como, por exemplo, os que governam os nossos movimentos intestinais.

Como por exemplo, quando tem mensagens visuais demais; competindo entre si para clamar pela nossa atenção. Vemos tudo, mas só registramos conscientemente o que nos interessa.

O rosto e as mãos emitem seus “balões-legenda”, embora não tenham boca para falar.
Por exemplo, o rosto expressa sentimentos que podemos chamar de encanto, enlevo, entre outros.

A inclinação do corpo fala sempre, se a inclinação do corpo de uma pessoa está para trás; pode significar que está simplesmente relaxando, confortavelmente descansado. Mas se está com os músculos tensos, pode significar resistência ou rejeição.

Se a pessoa está interessada em alguém ou algo, a inclinação do seu corpo tende a mostrar naturalmente esta sua inclinação emocional.

O corpo fala o que a mente contém, por exemplo, uma pessoa que te encara com firmeza mostra interesse amável em você e o olhar que te evita com o sorriso que não chega a firmar - se mostra a fraqueza.

Muitas vezes acontece que, numa conversa, não podemos ou não queremos exprimir nossos sentimentos. Isto também é expresso pelo corpo.
É comum um homem fazer um gesto inconsciente de proteção qualquer à sua companheira, quando algum possível rival se aproxima.

O que amamos?
A Águia ama o raciocínio, o saber, a satisfação da sua curiosidade. É realista, foge da ilusão; procura enxergar o longe. Quer o “certo”, “usa a cabeça”...
O Leão ama o sentimento, música, cores, poesia e forma. Distingue entre as lágrimas e o riso. Não raciocina, é impulsivo. Quer o “belo”, o “bondoso”...
O Boi ama os prazeres simples, aqueles que são importantes para a sobrevivência do ser humano: respirar o bom ar, beber e comer bem, dormir comodamente, etc.

No reino animal, a territorialidade apresenta muitas funções vitais, desde os reflexos necessários para se esconder do inimigo até surpreender a presa, comunicar ou reproduzir a espécie.

No décimo capítulo em diante, o autor vem mostrar toda a parte de energia que o corpo humano transmite de forma exploratória, que mais uma vez através da esfinge ele vem a mostrar tanto a forma consciente e instintiva como o domínio e emoção que desperdiça energia o corpo mostra todas as informações necessárias do que está acontecendo no momento. Vindo a armazenar idéias e sentimentos como a fome, medo, desejo sexual, o autor mostra freqüentemente mostra exemplos de atitudes corporais e o que o corpo transmite como suas atitudes de direção e intensidade de fluxo de energia do corpo a seguir mostra as modificações de comportamentos interpessoais como contemplação cruzamento de braços, medo, raiva, expressão do rosto, inclinação do corpo, mãos frouxas, dedos estirados e entreabertos, enfim várias formas de mostrar-se dentro do território dando continuidade de o corpo expressar componentes de energia do estudo, ou seja, cada parte de nosso corpo nos mostra de certa forma a percepção do emocional dentro da expectativa humana através de varias atitudes como comunicação verbal do corpo humano, acima foi citado o medo, alegria, tristeza, um olhar, ódio, mutismo e outras formas de expressão.

 Alguns gestos e seus significados que aprendemos com o livro:

1. O cumprimento com a mão num forte aperto é sinal de que não há restrições. A mão frouxa é sinal de que a pessoa tem medo de ser envolvida.
2. Sentando com a pasta ou a bolsa sobre o colo, "protegendo o boi". Significa que você não está à vontade.
3. Pés em direção a pessoa indicam que você se interessa por ela. Se eles estiverem voltados para a porta, é a direção em que o corpo quer ir.
4. Com braços cruzados no peito, você não quer mudar a opinião e nem aceitar o que estão lhe falando.
5. Puxar os cabelos significa que você busca uma grande idéia. Cotovelos apoiados fazem a delimitação de espaço quando a pessoa sente-se invadida, intimidada.
6. Morder a caneta e mexer no queixo mostram que a pessoa está estimando a situação proposta.
7.As mãos na frente da boca geralmente significam que a pessoa deseja falar algo, mas não tem a oportunidade ou não sabe ao certo o quê.
8. As mãos cruzadas para trás é um sinal que não se concorda muito com o alvo da discussão.
9. As mãos fechadas mostram insegurança, como se agarrasse algo para não cair.
10. Com as mãos abertas significa que concorda com a situação.
11.Se a estufa o tórax, ela quer se impor e se afirmar diante dos outros. O contrário mostra pessoas reprimidas, tímidas ou dominadas pela situação naquele momento.
12. Aumento da respiração significa tensão e emoções fortes.
13.Roer unhas e estas com as mãos que sempre mexem em tudo, é sinal de tensão.
14. Cabeça encolhida entre os ombros significa agressividade.
15. Queixo apoiado nas mãos mostra uma espera paciente.

O importante na observação e aplicação da linguagem não verbal é que ela esteja em concordância com a linguagem verbal, de forma que a comunicação seja um processo completo e coerente.

Devemos estar atentos para o fato que muitas vezes transmitimos sem perceber uma mensagem verbal diferente da mensagem corporal. As duas formas devem contribuir para o fortalecimento uma da outra, aumentando a credibilidade nas informações transmitidas.
Por mais clara e assertiva que seja uma mensagem, sempre vai envolver subjetividade, pois este processo envolve relações humanas, envolve vários fatores na emissão, recepção e percepção da mensagem.

O importante é ter a sensibilidade de colocar-se no lugar do outro, perceber o seu momento. Quando aprendemos a prestar atenção em nossa linguagem corporal e a interpretar corretamente a dos outros, passamos a ter maior controle sobre as situações. 

Passamos a identificar sinais de abertura, de tédio, de atração ou de rivalidade e agir de forma adequada para a condução de todos à escolha da melhor opção naquele momento. Aplica-se tanto na vida pessoal quanto no mundo corporativo.
Lendo esse livro daremos a devida importância a linguagem corporal, por que realmente: O CORPO FALA!!!!

Copiado: http://rafaela1988.blogspot.com.br

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Trabalho Não Tem Que Ser Sinônimo de Sofrimento

O trabalho é encarado ainda, por muitos, como uma fonte de sofrimento, de tortura; algo que é feito única e exclusivamente como uma obrigação. Encarar sua atividade desta forma traz enormes prejuízos e “rouba” um percentual significativo do seu tempo, da sua vida, da sua realização pessoal. 

Trabalho e sofrimento já estiveram intimamente relacionados. A própria origem da palavra trabalho (tripálio/tripalium) mostra isso. 

  • Tripálio (do latim tardio "tri" (três) e "palus" (pau) - literalmente, "três paus") é um instrumento romano de tortura, uma espécie de tripé formado por três estacas cravadas no chão na forma de uma pirâmide, no qual eram supliciados os escravos. Daí derivou-se o verbo do latim vulgar tripaliare (ou trepaliare), que significava, inicialmente, torturar alguém no tripálio. 
É comumente aceito, na comunidade linguística, que esses termos vieram a dar origem, no português, às palavras "trabalho" e "trabalhar", embora no sentido original o "trabalhador" seria um carrasco, e não a "vítima", como hoje em dia. (Wikipedia).
Ao longo da história o conceito de trabalho foi se alterando e tendo uma diferença de percepção pela sociedade. Trabalho já foi associado à escravidão, já foi uma atividade feita somente por aqueles que não tinham posse, já foi associado à falta de liberdade. 

Talvez, depois do século XIV (na época do Renascimento) o trabalho começou a se moldar como algo mais parecido com o conceito que temos hoje. Ele passou a ser visto como uma atividade fim, que possibilitava crescimento pessoal. 

Entretanto, se analisarmos apenas algumas poucas gerações (no meu caso, vou citar da época dos meus avós para cá) algumas mudanças parecem nítidas. A sensação é de que essa associação entre trabalho, satisfação pessoal e felicidade é bem recente.

  • Para nossos avós e talvez até para nossos pais trabalho e felicidades não tinham associação. Trabalhava-se porque era necessário, a felicidade estava fora do ambiente de trabalho. 
Não é à toa que há alguns anos muitos tinham como foco “apenas” prestar um concurso público, pois isso garantiria o futuro... Afinal para que algo melhor do que a estabilidade financeira? Esse era o discurso.  
Convivo diariamente com jovens graduandos em sala de aula e hoje o discurso não é trabalhar tendo como foco apenas ganhar dinheiro; a satisfação pessoal, o fazer uma atividade que gere prazer é um dos objetivos. É muito mais comum hoje ver jovens com a ideia de que o trabalho tem que ser uma coisa que a gente gosta, que a gente tem que ser feliz fazendo.  

  • E vejo isso com bons olhos, afinal, se passamos quase um terço das nossas vidas trabalhando, isso não pode representar um sofrimento. 
Pessoas que encaram o trabalho sob um aspecto negativo e apenas como uma obrigação, deixam escapar a chance de uma realização pessoal plena.
Portanto, considerando as diferentes formas de perceber o trabalho, podemos encará-lo de modos distintos: algo que nos deixa feliz, como algo indiferente e como um fardo pesado (fonte de sofrimento). Felicidade tem uma relação direta com engajamento e isso se reflete diretamente nas empresas. Segundo um levantamento da Gallup (www.gallup.com), quase 90% dos funcionários das empresas pelo mundo não estão engajados no seu trabalho. Ou seja, num grupo de 10 pessoas, apenas 1 está engajado e motivado com o que faz. E o pior de tudo é que dos 9 que não estão engajados, aproximadamente, 2 estão literalmente sabotando a empresa onde trabalham.

  • Segundo uma definição de dicionário, o verbo "engajar" tem origem francesa e significa "empenhar-se em dada atividade ou empreendimento".
E no meio organizacional engajamento é, certamente, um dos pilares. Afinal de contas, qual empresa não quer cada vez mais seus trabalhadores empenhados nas atividades, apaixonados pelo negócio, comprometidos com a empresa e alinhados com os seus valores e princípios?

Este estudo da Gallup sobre engajamento dividiu as pessoas em três categorias distintas:

Engajados: São funcionários leais e comprometidos com a organização. Apresentam maior produtividade e tendem a ficar com a empresa durante mais tempo. Eles trabalham com paixão e sentem uma ligação profunda com suas empresas. Têm como característica a capacidade de inovação e ajudam a mover a empresa adiante. 
Não Engajados: São funcionário que podem ser produtivos, mas não têm uma ligação psicológica com a empresa. Têm maior propensão a faltar o trabalho e a se desligar da empresa. São profissionais que podem colocar algum esforço, mas não colocam energia ou paixão nas atividades. 

  • Ativamente Desengajados: Funcionários fisicamente presentes, mas com a cabeça fora da empresa. São infelizes com a sua situação no trabalho e procuram transmitir essas infelicidade para os demais colegas. Acabam, de alguma forma, minando o trabalho daqueles mais engajados.
Claro que esse engajamento não tem a ver somente com pessoas que, muitas vezes, se direcionam a fazer algo que não as deixam felizes e realizadas. Segundo levantamento da FGV as empresas têm uma parcela de culpa nesse cenário: cargas excessivas de trabalho, metas inatingíveis, ociosidade, relações superficiais entre empresa e funcionários (sob o aspecto humano), autoritarismo. 

Eu particularmente tive a chance e fiz uma escolha de poder trabalhar com aquilo que gosto. Isso é o que me dá força e motivação para exercer minha atividade. Sou grato por poder aliar trabalho e felicidade. E é isso que procuro dar como conselho para meus alunos: 

  • faça aquilo que você gosta, não deixe seu trabalho se tornar um fardo pesado na sua vida.
Tenho exemplos do meu lado de pessoas que mudaram várias vezes de atividade por que não se sentiam realizadas e felizes. E hoje, fazem o que gostam, de uma forma muito mais engajada. E engajamento e felicidade, juntos, maximizam até mesmo a chance de crescimento profissional.

Claro que não é algo simples, cada um tem sua vida e conhece a sua realidade, mas acho que essa é uma ideia que vale a pena: busque sua felicidade também no trabalho. Nunca acredite que trabalho e satisfação pessoal são conceitos que precisam conviver separados.  
Por: Patrick Pedreira - https://www.linkedin.com 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O Que Acontece Com os Seus Artigos Que Você Publica no LinkedIn?

Por que você publica seus artigos? Sem querer ser pretensioso, mas acho que sei a resposta: publicamos porque queremos que outras pessoas leiam nossos textos. Quando nossas ideias atingem outras ideias, o monólogo vira diálogo e é aí que a mágica acontece.
O raciocínio se expande, se transforma e ganha corpo
Você já sabe como publicar um artigo no LinkedIn (caso não saiba, clique aqui), mas o que acontece com o seu texto depois de você clicar em "Publicar"? Inspirado no artigo do editor Dan Roth, vou explicar aqui para onde vai o seu texto depois que você o publica.
O básico
Antes de qualquer coisa, vamos esclarecer alguns conceitos fundamentais aqui no LinkedIn. A sua rede é formada por conexões e seguidores. As conexões são aquelas pessoas com quem você, bem, se conectou. Ou seja: você precisou aceitar o convite dela.

Os seguidores tem uma relação um pouco diferente. Ninguém precisa da sua aprovação para seguir o que você posta, mas você pode gerenciar o que será compartilhado entre suas conexões e seguidores.
Estimular diálogos
Qual é a sua métrica pessoal de sucesso: quantidade ou qualidade? Se eu puder te dar uma dica, fique com a segunda. Um comentário é muito mais colaborativo para a expansão da sua ideia do que punhados de pageviews. A diferença do LinkedIn para as demais redes sociais é justamente a nossa capacidade de gerar conversas de qualidade.

O engajamento é real. E, geralmente, estimulado por três caminhos básicos:
Para onde ele foi?
Você escreveu e releu seu texto. Escolheu o melhor título possível e uma foto chamativa para ilustrar a história. Clicou no botão "Publicar". E agora?

  1. Feed: O seu artigo irá ser veiculado no feed das suas conexões e seguidores. No entanto, se eles não abrirem o feed naquele dia, talvez percam o seu texto.
  2. Seu perfil: Assim que o seu artigo é publicado, ele vai imediatamente para o seu perfil. Qualquer pessoa que visite a sua página – para uma reunião, entrevista ou por curiosidade – irá ter acesso aos seus textos.
  3. Notificações: A maioria das suas conexões irá receber uma aviso sempre que você publicar algo novo. São várias formas de notificação, desde um flag na versão desktop do LinkedIn até um aviso no celular, com o app do LinkedIn Pulse. Para que os nosso usuários não fiquem sobrecarregados de notificações, confiamos no nosso algoritmo para fazer esse trabalho. Byron Ma, nosso Engineering Manager, escreveu sobre o funcionamento do algoritmo aqui (em inglês).
  4. Canais: Quando nós do time editorial do LinkedIn nos deparamos com um artigo que consideramos muito bom, destacamos o texto em um dos canais do Pulse. Atualmente, são quatro canais: Notícias e Opinião, Carreiras,Inovação e Empreendedorismo, Marketing. Caso o seu texto seja selecionado para entrar em algum dos canais do Pulse, você irá receber imediatamente uma notificação te parabenizando.
Venda seu texto!
Além de todas essas possibilidades de distribuição, existe mais um detalhe vital para que seu artigo seja mais lido: o seu trabalho de marketing. O mundo precisa saber que você escreveu algo interessante, então saia por aí espalhando a notícia.

  • Compartilhe o seu artigo no Twitter, Facebook, Whatsapp… Onde mais você quiser! Mas lembre-se de concentrar-se no seu público-alvo.
  • Envie seu texto para os seus colegas.
  • Compartilhe o artigo no LinkedIn, destacando partes intrigantes do seu texto. Marque os amigos que deseja que participem da discussão.
  • Não deixe de acompanhar as conversas geradas por sua ideia original.
  • Pense no próximo texto!
Detalhes importantes e dicas valiosas: escreva sempre sobre um assunto que seja relevante naquele momento; meça seu sucesso pela conversa gerada, não pelo número de visualizações da página; encontrar seu público pode ser difícil – não desista!; e lembre-se: você é o seu maior distribuidor.
Por: 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Orçamento Publico - Palavra do presidente do CFA

Não é necessário ser Administrador para saber que Orçamento Público é um instrumento de planejamento e execução das Finanças Públicas. Ele contém a estimativa das receitas e autorização para realização de despesas da administração pública, direta e indireta, em determinado exercício, que, no Brasil, coincide com o ano civil.

Se a previsão da receita for superior à estimativa da despesa, o governo encaminha ao Legislativo um projeto de lei pedindo autorização para incorporar e executar o excesso de arrecadação, por meio de créditos adicionais. No caso contrário, se as despesas superarem as receitas, o governo fica impossibilitado de executar o orçamento em sua totalidade, sendo obrigado a cortar gastos.

A farsa de uma proposta de Orçamento, para o próximo exercício, "realista e transparente" - como o governo quer que acreditemos -, entregue ao presidente do Senado, Renan Calheiros, pelos ministros da Fazenda, José Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, apresenta um déficit primário de R$ 30,5 bilhões, valor que representa 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta é primeira vez que uma peça orçamentária foi encaminhada ao Congresso Nacional com previsão de receitas menores do que despesas. 

Com essa proposta, o governo da presidente Dilma Russeff admite formalmente que a meta fiscal, de 0,7% do PIB de 2016, fixada em julho deste ano, não será atingida. Assim, a previsão de crescimento da economia para o próximo ano é de minguados 0,2% e para a inflação foi estimado índice de 5,4%.

Para equilibrar o orçamento do próximo ano, o governo federal anunciou, em setembro deste ano, algumas medidas fiscais: adiamento do reajuste dos servidores; suspensão de concursos públicos; eliminação do abono de permanência; implementação do teto remuneratório do serviço público; redução do gasto com custeio administrativo; mudança de fonte do PAC (Minha Casa Minha Vida); revisão da estimativa de gasto com subvenção agrícola. Com isso, o governo pretende economizar cerca de R$ 26 bilhões e evitar novo rebaixamento da nota brasileira pelas agências de classificação de risco. Além dessas medidas, o governo anunciou que irá propor oficialmente o retorno do famigerado Imposto Provisório sobre Movimentações Financeiras (CPMF), conhecido como o "imposto do cheque", com alíquota de 0,2%.

O Governo Federal considera que o orçamento deficitário enviado ao Congresso Nacional é uma peça "realista e transparente". Será mesmo? Ou vamos presenciar de novo as chamadas "pedaladas" fiscais - atrasos no desembolso de transferências, pagamentos de benefícios e aplicação desses recursos em compras, no mínimo, estranhas, realizadas pelos diversos órgãos do governo?

Seria cômico, se não fosse trágico, saber como são aplicados os impostos arrecadados pelo governo - até dia 30 de setembro de 2015 o impostômetro acusava a arrecadação de R$ 1,488 trilhões - em coisas absurdas, apesar da atual crise e do ajuste fiscal. Pinçamos do site spotniks.com alguns exemplos de gastos com coisas estúpidas: o Senado Federal pretende trocar 3.600 m2 de carpete, no valor de R$ 549 mil, adquirir 60 televisores de 42 polegadas Full HD, por R$ 97 mil, e gastar R$ 91 mil em IPhones; enquanto a Câmara dos Deputados pretende gastar R$ 1 bilhão com ampla reforma que prevê gabinetes maiores, construção de três novos prédios e até um centro de compras, o controverso "Parlashopping". Por outro lado, os animais do Palácio do Planalto serão bem alimentados, com ração no valor de R$ 121 mil; e o Governo Federal vai queimar mais de R$ 360 milhões em combustíveis, o suficiente para percorrer mais de 1,2 bilhão de quilômetros.

O que nós, Administradores, esperamos não é um "orçamento realista e transparente", mas, sim, uma maior eficiência na máquina do governo; profissionalização do serviço público, elegendo o mérito como critério único da escolha dos funcionários, e não o loteamento dos mais de 20 mil cargos comissionados; redução no nível de corrupção; e parcimônia dos gastos públicos. Essas práticas, com certeza, poderiam reduzir os gastos do governo e contribuiriam para a eficácia das políticas públicas que, em consequência, provocariam a estabilidade política e legitimariam a democracia do país.

Esperamos, ainda, um país com maior liberdade econômica, pouca burocracia, mais justiça, menor tempo para abertura de uma empresa, menos sonegação fiscal e maior renda per capita, menos desigualdade social, redução da violência e serviços públicos de qualidade.

 Adm. Sebastião Luiz de Mello

Presidente do Conselho Federal de Administração