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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

O Rei Pelé pelas frases dos Súditos...

  • “Filho, Deus lhe deu o dom de jogar futebol. Então, você tem a obrigação de treinar mais do que os outros.” - Dondinho aconselhando o pequeno Pelé
  • “A perfeição não existe, mas quem chegou mais perto dela foi o Pelé.” - Zito
  • “Pelé é um dos poucos craques que contrariaram minha tese. Em vez de 15 minutos de fama, terá 15 séculos.” - Andy Warhol, artista americano criador da Pop Art
  • “Na cabeça de muito jogador não passa nada no momento de fazer uma jogada. Na cabeça de Pelé passa um longa metragem.” - Nilton Santos
  • “Pelé é a figura suprema do futebol. Como Garbo e Picasso, basta-lhe um só nome.” - Dail Express, jornal de Londres 
  • “Pelé entrava em campo com corpo, genialidade, alma e coração. Ele desequilibrou o mundo.” - Gylmar 
  • “Pelé nunca será superado, porque é impossível haver algo melhor que a perfeição. Ele teve tudo: físico, habilidade, controle de bola, velocidade, poder, espírito, inteligência, instinto, sagacidade…” - Sunday Mirror, de Londres
  • “Pelé não é um rei por hereditariedade. Seu reinado não é de força nem de leis. Não foi eleito nem designado, mas reconhecido como Monarca dessa democracia ideal e universal que constitui o futebol.” - France Football 
  • “Qual a diferença entre mim e Pelé? É simples. Eu fui craque e ele, gênio.” - Leônidas da Silva
  • “No momento que a bola chega aos pés de Pelé, o futebol se transforma em poesia.” - Pier Paolo Pasolini, cineasta italiano
  • “Posso ser um novo Di Stéfano, mas não posso ser um novo Pelé. Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica.” - Johan Cruyff
  • “Após o quinto gol, eu queria era aplaudi-lo.” -Sigge Parling, zagueiro sueco encarregado de marcar Pelé na final da Copa de 58
  • “Eu pensei: ‘Ele é feito de carne e osso, como eu.’ Eu me enganei.” - Tarciso Burnigch, zagueiro italiano que marcou Pelé na final da Copa de 70.
  • “Muito prazer, sou o presidente dos Estados Unidos. Você não precisa se apresentar, porque Pelé todo mundo sabe quem é.” - Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, ao receber Pelé na Casa Branca
  • “O maior jogador de futebol do mundo foi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pelé como jogador. Ele está acima de tudo.” - Ferenc Puskas
  • “Subimos juntos, fora do tempo, para cabecear uma bola. Eu era mais alto e tinha mais impulsão. Quando desci ao chão, olhei pra cima, perplexo. Pelé ainda estava lá, no alto, cabeceando a bola. Parecia que podia ficar no ar o tempo que quisesse.” - Fachetti, zagueiro italiano na Copa do México, em 1970
  • “Jogava com grande objetividade. Seu futebol não admitia excessos, enfeites nem faltas. Ele quase não fazia embaixadas, não driblava para os lados, mas sempre em direção ao gol. Quando tentavam derrubá-lo, não caía, devido à sua estupenda massa muscular e equilíbrio.” - Tostão
  • “Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racionalmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: Ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.” - Nélson Rodrigues, dramaturgo e cronista esportivo
  • “Senti medo, um terrível medo quando vi aqueles olhos. Pareciam olhos de um animal selvagem, olhos que soltavam fogo.” - Overath, jogador alemão nas Copas de 1966 a 74
  • “Maradona só será um novo Pelé quando ele ganhar três Copas do Mundo e marcar mais de mil gols.” - Cesar Luis Menotti, técnico campeão mundial pela Argentina em 1978
  • “O difícil, o extraordinário não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé.” - Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro
  • “Em alguns países as pessoas queriam tocá-lo, em outros queriam beijá-lo. Em outros até beijaram o chão que ele pisava. Eu achava tudo isso maravilhoso, simplesmente maravilhoso.” - Clodoaldo
  • “Cheguei com a esperança de parar um grande jogador, mas fui embora convencido de que havia sido atropelado por alguém que não nasceu no mesmo planeta que nós.” - Costa Pereira, goleiro do Benfica, sobre a derrota por 5 a 2 para o Santos na final do Mundial de 1962 
  • “Quando vi o Pelé jogar, fiquei com a sensação de que eu deveria pendurar as chuteiras.” - Just Fontaine
  • “Você pode estar certo, mas não sabe nada de futebol e eu vi o Pelé jogar.” - Vicente Feola, técnico da Seleção Brasileira, ao psicólogo que afirmou que Pelé era jovem demais para jogar na Copa de 1958
  • “O Pelé estava muito determinado a levantar a taça Jules Rimet pela terceira vez. Era como se ele soubesse que esse era o seu destino. Ele parecia uma criança esperando pelo Natal.” - Mário Américo, massagista da Seleção Brasileira, sobre o Mundial de 1970
  • “O grande segredo dele era o improviso, aquelas coisas que ele fazia do nada. Ele tinha uma percepção extraordinária do futebol.” - Carlos Alberto Torres
  • “Às vezes fico com a sensação de que o futebol foi inventado para esse jogador fantástico.” - Sir Bobby Charlton
  • “Pelé jogou futebol por 22 anos e, durante aquele tempo, fez mais para promover a amizade e a fraternidade mundial do que qualquer outro embaixador.” - J.B. Pinheiro, embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas
  • “Força e beleza. Rapidez e precisão. A elasticidade e a firmeza no gesto que poderia ser de bailarino.” - Oldemário Touguinhó, jornalista esportivo
  • ”Pelé é um jogador especial, com ele começou uma nova era no futebol.” - José Luis Garci, cineasta espanhol
  • “Pelé é um mito. Todo jogador que ama o futebol tem que se informar sobre ele.” - Zvonimir Boban, ex-jogador croata
  • “Pelé chegou.” - Jornal chileno anunciando a chegada da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1962
  • “Passam os anos, aparecem jogadores excelentes, mas todos sempre se lembram de Pelé.” - Fernando Torres
  • “Comparar o Pelé com qualquer jogador é impossível. Pelé é Pelé. Ele está em um nível completamente diferente.” - Rivellino
  • “Pelé foi um jogador excepcional, estupendo. Nós, brasileiros, devemos dar graças a Deus por ele ter nascido aqui.” - Zico
  • “Quando o Pelé chegou ao Santos, falaram que seria o melhor jogador do Brasil. Erraram, foi do mundo.” - Pepe
  • “Pelé é onipresente. É a referência do Brasil. Em qualquer parte do mundo em que eu esteja, ao constatarem que sou brasileiro, dizem: Pelé!” - Antônio Carlos de Almeida Braga, banqueiro brasileiro 
  • “Como se soletra Pelé? D-E-U-S.” - The Sunday Times, jornal inglês

Copiado: https://www.santosfc.com.br/

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

BREVE HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DE APARECIDA

 


No dia 12 de outubro a Igreja Católica celebra a festa de Nossa Senhora da Conceição de Aparecida. 

Acredito que relativamente poucos brasileiros conhecem bem a história de Aparecida. 

Em 1717, três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedrosa, moradores nas margens do rio Paraíba do Município de Guaratinguetá, desanimados por não terem apanhado peixe algum, depois de várias horas de trabalho, já estavam rumando de volta para casa, quando lançando mais uma vez a rede, retiraram das águas o corpo de uma imagem sem cabeça e, num segundo arremesso, encontraram também a cabeça da imagem de terra cozida. 

Impressionados pelo evento, experimentaram mais uma lance da rede, e naquele momento foi tão abundante a pescaria que encheram as três canoas.  

Limparam a imagem com muito cuidado e verificaram que se tratava duma imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura. 

Colocaram a na capela  de sua pobre vila e diante dela começaram a fazer suas orações diárias. 

Não tardou a Virgem a mostrar por novos sinais que tinha escolhido esta imagem para distribuir favores especiais aos seus devotos. 

A devoção e a afluência do povo cresciam todos os dias e por isso impunha-se a construção duma capela em lugar apropriado a fim de facilitar a devoção dos fiéis. 

Estava aí o morro dos coqueiros, o mais vistoso de todos os altos que margeiam o Rio Paraíba. 

Em cima deste morro foi construída a primeira capela em 1745 e foi celebrada a primeira missa. 

A imagem de Nossa Senhora da Conceição, já então chamada pelo carinhoso nome de Aparecida, estava em seu lugar definitivo, dando origem à cidade do mesmo nome.


As etapas ascensionais que incrementaram a devoção a Nossa Senhora Aparecida são as seguintes: 

  • A primeira capela, várias vezes reformada e aumentada, era pequena demais e foi substituída em 1888 por outra muito maior e mais artística. 
  • Feita a construção material, o bispo diocesano quis prover o santuário com adequado serviço religioso. 
  • Para isso, em 1893 convidou os Padres Redentoristas, que desde o ano 1894 exercem com admirável zelo a direção e assistência espiritual do santuário. 
  • No dia 8 de setembro de 1904, por especial privilégio concedido pelo Santo Padre o papa, procedeu-se à solene coroação da imagem de N. S. de Aparecida, na presença de grande número de bispos.  
  • Em 1908 o papa elevou o santuário à dignidade de basílica. 
  • Em 1930 o papa Pio XI, acolhendo favoravelmente o pedido dos bispos do Brasil, proclamou solenemente Nossa Senhora de Aparecida padroeira principal de todo o Brasil. 
  • Em 1967, completando-se 250 anos de devoção, o papa Paulo VI ofereceu à Basílica de Aparecida a Rosa de Ouro, querendo com tal gesto reconhecer a importância da basílica e estimular o culto mariano. (Dados do livro: S. Conti, O Santo do Dia, Vozes, 4ª.ed. 1990, páginas 451-454)

As romarias continuaram crescendo, somando vários milhões de romeiros todos os anos. 

Na década de quarenta os padres notaram que a Basílica se tornara demasiadamente pequeno. 

Em 1950 foi resolvido construir  um  templo mariano novo e bem maior. 

A construção com suas dependências duraram mais de vinte e cinco anos e, finalmente, foi solenemente consagrado na histórica visita do papa João Paulo II ao Brasil, no dia 4 de julho de 1980. 

Neste mesmo ano, o então Presidente da República do Brasil, O General João Batista de Figueiredo, promulgou a Lei No. 6.802, de 30 de junho de 1980, declarando o dia 12 de outubro como feriado nacional para o culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida.  

Em 2007 o Papa Emérito, Bento XVI visitou a Basílica para abrir a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Ele ficou encantado com a beleza da basílica, mas muito mais encantado com a devoção dos romeiros, todos devotos de N. S. de Aparecida. 


No ano de 2018, quase quinze milhões de romeiros visitaram a Brasílica de Aparecida.

No dia 24 de julho de 2013, o Papa Francisco visitou e celebrou a Santa Missa na Basílica Nacional de N.S. Aparecida, pedindo Nossa Senhora para  interceder junto com seu Divino Filho para o sucesso da Jornada Mundial da Juventude. 

Seu pedido foi ouvido porque 3.4 milhões de jovens compareceram para o grande evento no Rio de Janeiro naquele ano. 

Papa Francisco, como seu predecessor, ficou encantado pela beleza da Basílica e a fé do povo de Aparecida. 

Ele demonstrou o desejo de voltar no ano 2018. Infelizmente, por motivos superiores não pode cumprir essa promessa.

Por: Pe. Brendan Coleman Mc Donald – Redentorista

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Morre no Rio o arquiteto Oscar Niemeyer


Arquiteto de 104 anos estava internado desde 2 de novembro em Botafogo.
Reconhecido internacionalmente, ele faria 105 anos em 15 de dezembro.


O arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos, morreu no Rio. Ele estava internado desde 2 de novembro, no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul. Reconhecido internacionalmente por suas obras, Niemeyer completaria 105 anos em15 de dezembro. A morte dele foi confirmada às 21h55.
Nesta quarta-feira (5), um boletim médico informava que o estado de saúde do arquiteto havia piorado e era considerado grave.
Ainda segundo o hospital, Niemeyer respirava com a ajuda de aparelhos e encontrava-se sedado por causa de uma infecção respiratória.
O hospital informou também que a piora do quadro clínico do paciente aconteceu após a visita do médico Fernando Gjorup nesta quarta-feira.
Histórico de internações
O arquiteto foi internado várias vezes ao longo dos últimos anos. A última foi em 2 de novembro, quando voltou ao Samaritano, seis dias depois de ter recebido alta. Desta vez, Niemeyer foi submetido a tratamento de hemodiálise e fisioterapia respiratória.

No dia 13 de outubro, o arquiteto deu entrada no Hospital Samaritano após sentir-se mal, apresentando um quadro de desidratação. Ele ficou internado por duas semanas.
Em maio, Niemeyer também esteve internado no mesmo hospital, quando deu entrada com desidratação e pneumonia. Depois de 16 dias, com passagem pela UTI, recebeu alta.
Em abril de 2011, o arquiteto ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária. Também já foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino.
Em 2010, Niemeyer também foi internado em abril, devido a uma infecção urinária.
Em 2009, o arquiteto ficou internado por 24 dias no Samaritano, entre setembro e outubro, após dores abdominais. Ele chegou a passar por uma cirurgia para retirar um tumor no intestino grosso, uma semana depois de ter sido operado para a retirada de um cálculo na vesícula.
Em junho do mesmo ano, o arquiteto foi internado no hospital Cardiotrauma de Ipanema, também na Zona Sul, queixando-se de dores lombares. Ele passou por uma bateria de exames e recebeu alta médica algumas horas depois. Na ocasião, exames de sangue e uma tomografia indicaram que Niemeyer estava apenas com uma lombalgia.

Em 2006, o arquiteto chegou a ficar 11 dias internado, após sofrer uma queda e passar por uma cirurgia.
Filha do arquiteto morreu em junho
A designer Anna Maria Niemeyer, única filha de Oscar Niemeyer, morreu aos 82 anos, em consequência de um enfisema pulmonar, em 6 de junho.

Segundo o administrador Carlos Oscar Niemeyer, filho de Anna, o avô esteve pela última vez com sua mãe, três dias antes, durante uma visita ao Hospital Samaritano, onde Anna Maria ficou mais de 40 dias internada.
Ainda de acordo com Carlos Oscar, durante o tratamento, Anna chegou a receber alta, mas voltou a ser internada no dia 1º de junho. Ela teve cinco filhos,13 netos e quatro bisnetos.
Carlos Oscar contou que sua mãe e o avô eram muito próximos e costumavam se falar todos os dias. Ele disse que Niemeyer ficou muito abalado ao receber a notícia da morte da única filha.
"O pai receber a notícia da morte de um filho é uma coisa extremamente difícil, imagina para um pai de 104 anos, a situação é ainda mais complicada", comentou Carlos, durante o sepultamento de Anna Maria Niemeyer.
Oscar Niemeyer manifestou vontade de ir ao enterro da filha no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Mas, de acordo com os parentes, ele não compareceu após os médicos avaliarem que as condições de saúde do arquiteto não eram favoráveis.
Visita à Passarela do Samba
Em fevereiro, Niemeyer fez uma visita ao Sambódromo, durante a fase final das obras de reforma da Passarela do Samba que mantiveram o traçado original que o arquiteto projetou há 30 anos. Ele enfrentou o sol forte de meio-dia e percorreu num carrinho aberto toda a extensão da Avenida.

"Está muito bom. Melhorou muito. Este não é um trabalho só meu, é o trabalho de um grupo. Estou entusiasmado", disse Niemeyer, na ocasião.
O projeto de Niemeyer previa um equilíbrio entre os dois lados da Sapucaí, como se fosse um espelho. Com a obra, a Sapucaí passou a ter 12.500 lugares a mais, podendo acomodar 72.500 pessoas.
Trabalho em ateliê para festejar 104 anos
Autor de mais de 600 projetos arquitetônicos, Niemeyer decidiu festejar os seus 104 anos do jeito que mais gostava: trabalhando em seu ateliê de janelas amplas diante da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Em agosto de 2011, ele lançou o livro "As igrejas de Oscar Niemeyer" (Editora Nosso Caminho), na galeria de um shopping da Zona Sul do Rio.
Embora ateu convicto, o arquiteto selecionou fotos e desenhos das 16 obras religiosas, entre capelas e igrejas, que realizou ao longo de sua carreira.
"As pessoas se espantam pelo fato de, mesmo sendo comunista, me interessar pelas igrejas. E a coisa é tão natural. Eu morava com meus avós, que eram religiosos. Tinha até missa na minha casa. E eu fui criado num clima assim. Esse passado junto da família me deixou com a ideia de que os católicos são bons, que querem melhorar a vida e fazer um mundo melhor", explicou Niemeyer, na ocasião.
Copiado: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/12/morre-no-rio-o-arquiteto-oscar-niemeyer.html

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Parabéns São Luís/Maranhão - 400 Anos...Patrimônio Cultural da Humanidade

Foto: Jorge H. Cavalcante

Fundada por franceses, no dia 8 de setembro de 1612, São Luís, capital do Maranhão, vive a euforia dos 400 anos.

O momento é festivo para os maranhenses, que comemoram os 400 anos da capital, que se apresenta para o turismo com suas belezas naturais e, sobretudo, seus prédios históricos que lhe conferiram o cobiçado título de Patrimônio Cultural da Humanidade.


O nome da capital do Maranhão é uma homenagem dos franceses ao Rei da França, Luís IX, também chamado de São Luís. O rei ficou popular porque durante seu reinado a França teve um excepcional poder político, econômico, militar e cultural. 


O país viveu "o século de ouro de São Luís". Assim, os franceses, em homenagem ao monarca, puseram o nome de São Luís na nova cidade.


O maior atrativo de São Luís é o centro histórico, uma área de 220 hectares. Ali, existem cerca de 2.500 imóveis tombados pelo patrimônio histórico estadual e 1000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


O tombamento não garante a manutenção e muitos prédios estão destruídos pelo tempo. 

Parte do sítio histórico foi declarado Patrimônio Mundial, em 1997, por seu conjunto arquitetônico colonial português adaptado ao clima da cidade.


Foto: Jorge H. Cavalcante


O sítio inclui belos sobrados com mirantes, muitos revestidos com preciosos azulejos portugueses; casas térreas e solares. 


Os solares, sobrados suntuosos, possuem detalhes refinados e as casas térreas são passíveis de classificações, como por exemplo, morada inteira (porta com duas janelas de cada lado) e meia morada (porta lateral e duas janelas).


Entre as edificações históricas de destaque estão o Palácio dos Leões (sede do governo do Estado), o Palácio de La Ravardière (sede da prefeitura), a Catedral de São Luís, o Palácio Episcopal, o Convento do Carmo, o Convento das Mercês, a Casa das Tulhas, as igrejas do Rosário e do Desterro, a Casa das Minas, das Fontes e das Pedras e o Teatro Artur Azevedo.

São Luís esbanja sabores em sua gastronomia exótica e oferece belas praias, como Ponta d´Áreia, Praia de São Marcos, a preferida dos surfistas; Praia do Calhau, Olho d´Água e Praia do Meio. 

A cidade também oferece noites variadas pela diversidade de gostos e estilos musicais, bem como boa estrutura de bares, boates, restaurantes e casas de shows. Um dos points de diversão é a Lagoa do Jansen, dotada de infraestrutura adaptada à prática de esportes e com grande quantidade de bares e restaurantes para todos os públicos.

Em 1º de setembro de 2010, São Luís foi eleita a Capital Americana da Cultura para o ano de 2012. É uma iniciativa cultural, de cooperação e de promoção do destino nos países da América, respeitando a sua diversidade nacional e regional e destacando o seu valioso patrimônio cultural.

A história de São Luis está ligada diretamente com o Tratado de Tordesilhas. A divisão da recém descoberta América entre Portugal e Espanha não agradou a França. Isso que fez com que os franceses, ao longo de mais de um século, tentassem estabelecer colônias no Brasil. Primeiro a da França Antártica, no Rio de Janeiro, depois, a da França Equatorial em São Luís do Maranhão

Foto: Jorge H. Cavalcante

Ao longo desses 400 anos, a vida cultural da capital maranhense ganhou intensidade, e revelou para o Brasil e para o mundo vários artistas nas mais diferentes linguagens. Na música, o destaque é a sambista Alcione.

São Luís, a Atenas Brasileira, Cidade dos Azulejos, Ilha do Amor, Patrimônio Cultural da Humanidade. Todos esses títulos dão apenas uma ideia do significado da capital maranhense.

A cidade respira poesia pelas ruas do Centro Histórico e constantemente é a musa inspiradora de artistas que não se cansam de louvá-la.

Paixão declarada dos versos do poeta. Inspiração ontem, hoje, sempre. São Luís é mais que uma cidade, para os olhares do artistas é uma musa pronta para posar e virar obra de arte.

História marcada pelos fundadores e colonizadores europeus que trouxeram o lado erudito e o encontro de etnias que fez surgir crenças e festas, uma mistura que fez nascer uma cidade de muitas caras. 

Em quatro séculos, São Luís construiu uma rica história cultural, com a influência dos povos que ajudaram a formar a identidade da população e está presente nas artes plásticas, na literatura, na música, na diversidade, no folclore.

Foto: Jorge H. Cavalcante

A pesquisadora Ester Marque explica por que São Luís se tornou uma cidade cultural única no país. “Uma cidade marcada por várias etnias, cujas origens se perdem no tempo, mas foram deixando, cada um a sua maneira, uma herança que foi se misturando. A gente poderia chamar isso de um processo de miscigenação de culturas que acabou dando à cidade um tom fortemente diferenciado das outras capitais do nordeste, um tom mais alegre, mais jovial, um tom em que somente aqui dentro se percebe a alegria e a movimentação dessas narrativas que se constroem no dia a dia da cidade”, descreve ela.

Em diversas épocas, a vida cultural em São Luís ganha intensidade. Na literatura, surge uma enorme quantidade de intelectuais e escritores fazendo do Maranhão um grande cenário da poesia, da prosa e do jornalismo no século XIX. 

Para o escritor e integrante da Academia Maranhense de Letras, Sebastião Moreira, a tradição literária foi legado deixado pelos franceses. “Os franceses já começaram deixando livros como legado para a gente. Estes são livros que fazem uma diferença muito grande e existem cidades grandes hoje no Brasil que não tiveram uma certidão de nascimento tão documentada como São Luís do Maranhão”, conta ele.

A tradição da riqueza literária de São Luís também foi construída por um dos mais importantes nomes da literatura de língua portuguesa, Padre Antônio Vieira. “Não é à toa que Fernando Pessoa chama o Padre Vieira de o imperador da língua portuguesa. Aqui, o Padre Vieira deixou um rastro formidável de trabalho, fez sermões notabilíssimos, escreveu cartas...”, explica Sebastião Moreira, que diz ainda que os intelectuais e escritores maranhenses contribuíram com a formação da base da literatura brasileira.

Foto: Jorge H. Cavalcante

São Luís também é uma cidade recriada por meio de pincéis, espátulas e emoção. Ela passou a ser vista nas telas de vários artistas, cada um com seu estilo de retratar a cidade e muitos cenários. Com 40 anos e carreira, Péricles Rocha lembra que os artistas dos anos 40, 50 e 60 faziam uma reportagem visual de São Luís. Com sua geração, os traços da capital nas telas ganharam mais liberdade. Em sua recente exposição, Péricles Rocha mostrou por que as festas, a culinária e as lendas da cidade são fontes inesgotáveis de inspiração.

Por: W.Araújo - TV Mirante http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/

domingo, 26 de agosto de 2012

1000 posts do JORGENCA - Blog Administração



Ao fim de 2 anos e 8 meses, chegamos à Publicação NUMERO 1000 posts do meu blog http://jorgenca.blogspot.com.br/

Em 26 de janeiro de 2010 - Criei este blog como forma de ir escrevendo ideias e motivações para consolidação do meu  Mestrado em Administração: Gestão Empresarial / FGV Rio – EBAPE - 2006, bem como  postar idéias na área de Administração de Empresas, Empreendedorismo, Esporte e outras Informações de cunho Social, Técnico, Cultural e Dicas para Profissionais e Estudantes de Administração.

Agora 1000 postagens depois nós evoluímos e mudamos de layout duas vezes.
Em apenas 2 ano e 8 meses depois  nós chegamos aqui. 1000 textos que foram escritos por mim e por diversos outros autores que tivemos o maior prazer de transcrever  neste espaço, sempre com a idéia fixa de atualizar todas as correntes profissionais da Administração.
Quero agradecer a todos os milhares de pessoas (125.800) (26/08/2012)  que leram nossos diversos textos, e agradecer a todos que ultimamente tem feito o nosso crescimento ser bem mais rápido.
Continuem nos prestigiando...
Muito obrigado!!!!!!!!
Adm. Ms. Jorge Henrique Mariano Cavalcante
http://jorgenca.blogspot.com.br/

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Senso de Responsabilidade na Área Pública


 Um gestor público é responsável pelo que? 

Nossos gestores públicos têm, de fato, senso de responsabilidade? 
E nossos servidores públicos? 
O que significa trabalhar em serviço público, diferentemente de trabalho privado?
A figura utilizada neste artigo sugere que a responsabilidade está relacionada a equilibrar receita e despesa. Neste sentido foi criada a “Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, com o intuito de controlar gastos de estados e municípios, em função da capacidade de arrecadação de tributos. A motivação para esta Lei foi o alegado costume, no Brasil, de governantes promoverem obras de grande porte no final de seus mandatos, deixando a conta para seus sucessores.
É correto pensar em controle de receita x despesa, porém isto não parece ser coerente com a vasta gama de responsabilidades pelas quais um gestor público deva “responder”.
De modo geral, Responsabilidade tem a ver com resultado, ou seja, o que fazer, o que resultar. Mas, Responsabilidade em relação a O QUE? Ou A QUEM?
“O que estou fazendo aqui? E, mais além, para que?” Pensaria o gestor público…
Estas são questões que provocam reflexões, insatisfações, mas, acima de tudo, inquietações no cidadão, que quer ver seu município, estado ou país, bem administrado, tanto no que diz respeito aos seus anseios individuais como coletivos.
Ora, o que se espera de um “gestor contratado” é que governe, gerencie uma organização, de acordo com aquele que lhe contratou. Numa organização privada, o contratante é o dono da empresa, de forma individual ou coletiva, no caso de uma “SA”.
No caso público, o “contratante” é o cidadão-eleitor-contribuinte. Na eleição ele “contrata” o gestor. Ao contribuir com impostos (tantos!), ele fornece os recursos financeiros para a execução e gestão. E como cidadão, ele recebe os serviços de acordo com os padrões mínimos de qualidade (ou não). Como contribuinte, cabe-lhe o direito de fiscalizar a correta aplicação dos recursos, e, novamente como eleitor, aprova a gestão (ou não), concedendo o direito de um novo mandato ou permitindo uma “promoção” na carreira.
Assim, registro a necessidade de que o gestor público assuma pelo menos três “áreas” de responsabilidade:
  • com o cidadão, pelos serviços prestados a este, nas várias áreas e esferas de atuação municipal, estadual ou federal;
  • com o contribuinte, administrando adequadamente os recursos por este “disponibilizados”, bem como prestando conta da correta aplicação das contas públicas;
  • e com o eleitor, de certo modo, seu cliente-patrão, com quem tem um acerto de contas a cada período de mandato regulamentar estabelecido.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Gestão Pública: Princípios, Diretrizes e Sistematização


Nesta série de artigos temos discutido a gestão de serviços e sua aplicabilidade na gestão pública. Neste artigo fazemos uma pequena pausa no tema “gestão de serviços” para focalizar, de forma mais ampla, a gestão pública. Assim, fazemos algumas provocações à gestão pública tomando, como ponto de partida, princípios, diretrizes e sistematização usados na gestão empresarial.
Princípios como foco no cliente (cidadão), bem comum, respeito às pessoas, valorização das pessoas como forma de qualificação, motivação e preparação para bons níveis de serviço (não a valorização do funcionário em detrimento do cidadão e da sociedade), respeito pela coisa pública, à sociedade, ao cidadão, e sobretudo ao eleitor. Se tudo isto estiver sendo pensado, a prestação de contas sobre a gestão acontecerá com muita naturalidade, transparência e correção.
Diretrizes são a expressão da vontade do governante, devidamente “contratado” pelo eleitor, para fazer valer o discurso por ocasião de campanhas eleitorais. Se houver princípios sólidos por parte de quem governa a serviço do povo, estes serão os orientadores da atuação cotidiana de quem faz parte do governo. As diretrizes, entretanto, são derivadas do plano de governo de cada gestor, para direcionar os projetos de avanço social, político e econômico doa sociedade.
Sistematização do uso de métodos e ferramentas de gestão, de modo a permitir a continuidade administrativa de processos rotineiros quando da mudança de gestão. Não podemos conviver com descontinuidade de processos de prestação de serviços, no nível operacional – a máquina tem que funcionar, continuar funcionando, independente de vontade política e planos de governo de novos gestores.
O que muda, quando muda a gestão, são as estratégias e planos de ação formulados por cada governante novo, que, com sua equipe de assessoria, pode, deve, promover saltos de qualidade na gestão do cotidiano, elevando os níveis de serviço e atendimento às necessidades da sociedade.
Enfim, quando da mudança de mandatos….
Princípios não devem mudar com a mudança de gestão.
Diretrizes são sim, estabelecidas por cada governo novo, no início de seus respectivos mandatos. As diretrizes emanam das estratégias de cada novo governante, e vão dar o tom ao mandato de cada gestor. Diretrizes devem responder à questão “o que espero que falem de meu mandato”. A “visão” definida pelo gestor é desdobrada em estratégias para os diversos níveis de gestão e execução.
A Sistematização, o fazer acontecer devidamente acompanhado, deve permanecer, com pequenos ajustes, para permitir a acomodação (ajustes) dos novos membros a uma sistemática de planejamento e controle. Relatórios gerenciais e uma sistemática de avaliação de resultados constituem a essência de um bom sistema gerencial.
Princípios são perenes.
Diretrizes são circunstanciais, contextuais.
Sistematização constitui o cotidiano, de acordo com as Diretrizes.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Resultados na Área Pública: Para Quem?


Resultados no serviço público?
A gestão por resultados, derivada da gestão de processos, trouxe grandes contribuições ao bom desempenho de empresas, sobretudo por ter explicitado o resultado  que cada organização, e cada unidade de negócio ali inserida deve proporcionar e alcançar.
O resultado, porém, precisa ser entendido em duas dimensões: operacional egerencial.
Do ponto de vista operacional, proporcionar resultados tem a ver com a missão que devemos cumprir ao prestar um determinado serviço. Partindo do ponto que “servir é executar atividades visando proporcionar benefícios àqueles a quem servimos” (Nóbrega, 2006), cada serviço deve ser concebido, planejado e executado visando proporcionar benefício a alguém. Assim, o beneficiário do serviço é qualquer pessoa, cliente, cidadão, usuário, ou outro termo que esteja sendo usado, a quem devemos servir.
Quanto ao aspecto gerencial, o serviço público deve se preocupar em alcançar resultados, e isto pode ser avaliado na medida em que a operação, tendo prestado o serviço devidamente, precisa gerenciar o sistema de forma que: 1) metas sejam alcançadas; 2) elevados níveis de qualidade e produtividade sejam garantidos, e 3) o custeio não onere os muitas vezes escassos recursos disponíveis.
Se estes resultados PODEM e DEVEM ser avaliados, não tenho a menor dúvida.
PODEM por que uma boa definição dos resultados permite a identificação de indicadores apropriados para definir metas e fazer o monitoramento.
DEVEM por que gerenciar é um verbo que, gradativamente, vai fazer parte dos gestores públicos, e, em especial, de políticos. Além disto, a responsabilidade de gerir os recursos públicos é uma tarefa nobre, que, mais cedo ou mais tarde, vai ser incorporada ao dia-a-dia de servidores públicos, independem do nível que ocupem nas instituições onde trabalham.
Enfim, a gestão por resultados pode E VAI ser, cada vez mais, aplicada no serviço público, afinal, o cidadão exige bom serviço, de um lado, e exigirá boa gestão, por outro!
No mundo dos negócios uma das expressões-chave para o bom desempenho de uma empresa é identificar seu público-alvo e planejar seus processos de modo a atender às necessidades deste “cliente”. Numa instituição privada, o foco é facilmente identificado: o cliente, ou consumidor. Numa instituição pública o beneficiário é o cidadão, usuário.
Por outro lado o conceito de servir nos lembra que “servir é executar atividades visando proporcionar benefícios àqueles a quem servimos”. E os benefícios podem ser chamados de resultados. Mas quem é o beneficiário?
O beneficiário precisa ser entendido em duas dimensões: Operacional e Gerencial.
Quanto ao operacional, o beneficiário do serviço é, sobretudo, o usuário dos serviços, e aí, cada entidade de prestação de serviços terá seu respectivo usuário. Os serviços de saúde atendem ao paciente. Os serviços de educação atendem a alunos e pais. Os serviços de construção e manutenção de obras atendem ao público que se desloca, dirige veículos, etc.
Mas além daqueles que se beneficiam diretamente dos serviços, que chamamos de usuário, há outros impactados pelos aspectos gerenciais das entidades e instituições públicas.
Neste caso, podemos dizer que o principal interessado é o cidadão, contribuinte, eleitor, que, de forma direta ou indireta, pode(ria) atuar como “dono do negócio”.
A expressão “dono do negócio” é absolutamente forte para o contexto, porém não de todo inadequada. Se numa empresa privada o dono é aquele que investe capital e espera retorno de sua correta e eficiente aplicação, por que o cidadão contribuinte eleitor não poderia exercer o mesmo direito?
Tem ele este direito? Obviamente que sim, afinal o capital financeiro e de poder de voto é por ele exercido, e, portanto, há de retornar para satisfazer a seus anseios, de forma individualizada ou coletiva.
Imagine se os contribuintes e eleitores exercessem amplamente seu poder de sócio-investidor? Os governantes, responsáveis por planejar e controlar os recursos para uma boa operação, são “contratados” pelos cidadãos para, em seu nome, exercer a gestão das instituições públicas.
Mas boa parte dos governantes age a serviço de quem? Do cidadão? Ou de si mesmos?
Enfim é para o cidadão que o serviço público deve ser gerido, tanto no que diz respeito ao operacional como gerencial
Resgatamos um pouco da “carta de serviços” documento oficial do governo brasileiro, publicado em 2009, que, em seu texto de apresentação, estabelece como objetivos, entre outros:
  • … tornar os cidadãos mais exigentes em relação aos 
serviços públicos a que têm direito. 

  • … alertar para o fato do não reconhecimento do cidadão como o principal beneficiário das melhorias dos serviços públicos oferecidos”
O serviço público precisa identificar que serviço presta, e para que público está a serviço. Enquanto existir e persistir a ideia equivocada de que o público a quem o serviço público serve é o Estado, governantes e servidores (há exceções), teremos e conviveremos com um serviço de baixa qualidade, baixa produtividade e custo elevado!
Se você desejar conhecer a carta de serviço, acesse o link:

Estrutura da série de artigos "Gestão no serviço público"