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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Internet Das Coisas


A “internet das coisas” está em transição de um mero conceito acadêmico para a realidade empresarial.
Depois de estimular a “fazer amigos e influenciar pessoas”, a internet tem pela frente o desafio de facilitar a interação com o mundo real, envolvendo os objetos que estão ao nosso redor e desconectados da rede. Esta nova fase da internet promete ser ainda mais interativa e dinâmica.

O tema internet das coisas, um conceito de desenvolvimento que prevê que grande parte dos objetos estará conectada à internet, está deixando de ser curiosidade para fazer parte do cenário de computação das empresas.

A mobilidade e a conectividade ilimitada das pessoas com o mundo ao redor, por meio do uso dos dispositivos móveis, já é uma realidade e o crescimento dessa tendência é uma das principais apostas de empresas focadas no futuro. 

Mais conexão
Outro fator que impulsiona este movimento é o crescimento do acesso à internet no mundo. A ideia de disponibilizar conexão, em todos os lugares, para facilitar o acesso de grande parte da população mundial vem ganhando musculatura e estimulando companhias a investir pesado na infraestrutura necessária.
Segundo o professor Michael Nelson da Universidade de Georgetown Communication, Culture & Technology e Diretor de Tecnologia Internet da IBM, dentro de 5 a 10 anos haverá mais de 100 bilhões de objetos conectados em rede. 

Para citar um exemplo prático da aplicação do conceito da Internet das coisas, suponha que você tenha acabado de chegar a sua casa e deseja tomar um copo de suco, mas ao abrir a geladeira, percebe que a caixa de suco que você havia comprado há alguns dias está próximo de acabar. 
Se essa mesma caixa estivesse conectada por um chip a uma rede de informações, ela poderia enviar uma mensagem ao supermercado mais próximo, que entregaria uma nova caixa na sua casa, evitando frustrações. 
É disso que se trata a Internet das Coisas: criar sistemas e ferramentas que “emprestem” mais inteligência aos objetos para que eles possam “conversar” entre si e tornar nossa vida mais fácil. 
Esta consciência instantânea é uma das promessas mais sedutoras da Internet das Coisas e abrange tanto os bens de consumo duráveis como as máquinas pesadas, roupa ou até mesmo perecíveis, que vão desde alimentos a indústria farmacêutica. 
Com o desenvolvimento da conectividade dos objetos as pessoas terão a certeza que é possível saber onde está qualquer coisa e a qualquer momento.
Radiofrequência
Há várias ferramentas capazes de armazenar a história dos objetos, como os velhos códigos de barra ou os sensores wireless, mas a que vem sendo mais utilizada na pesquisa de Internet das Coisas é a tecnologia RFID (Identificação por Radiofrequência), que rastreia coisas por meio de ondas de rádio e, geralmente, é acoplada aos objetos por meio de uma simples etiqueta. 
Porém muito ainda precisa ser feito para consolidar a comunicação inteligente de máquina para máquina. O maior desafio é a conexão entre os objetos e uma rede externa onde eles possam buscar dados e, assim, potencializar sua funcionalidade.

Pensando ainda no exemplo do suco: atualmente, a fábrica e o supermercado conseguem controlar cada unidade produzida e vendida, pois eles já estão identificados. Mas, quando o produto chega à casa do consumidor, esses dados não são usados para mais nada e, atualmente, não é possível coletar novos dados sobre o produto.
Esse problema estará solucionado quando os produtos puderem devolver a informação processada de diferentes pontos, até mesmo da casa do consumidor. 
A proliferação de “objetos inteligentes em rede” já orienta as práticas da engenharia civil e da arquitetura naquilo que hoje é chamado de “prédios inteligentes”.
Edifícios com sensores e dispositivos conectados por uma rede IP são capazes de “sentir” o ambiente interno e externo, adaptando ventilação, iluminação, uso de água, escadas rolantes e elevadores de acordo com parâmetros sustentáveis para consumo de energia.
Copiado: https://www.sebrae.com.br

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

AFINAL, O QUE É INOVAÇÃO?



A ciência da Administração adquiriu ao longo dos anos um caráter irrevogável de dinamicidade. Nunca antes a arte de organizar e gerenciar estiveram tão inseridas em um contexto de mudança, de renovação. Nesse sentido, a Inovação desempenha um papel chave não apenas nos processos e nas operações básicas da firma, mas principalmente no modo de agir, de produzir, de gerar conhecimento. 

Dessa forma, reconhece-se, atualmente, a função essencial da inovação no administrar, contudo, quando pergunta-se o que é inovação, o que se obtém como resposta são termos vagos, não claros e pouco operacionais. Afinal, o que é inovação.

Sim, é claro que sabemos que a inovação é importante, mas a definição do termo se torna prejudicada em função não apenas da abrangência, mas também da multiplicidade de aplicações. Ficamos receosos de conceituar e negligenciar algum aspecto importante, e assim preferimos deixar o conceito em aberto. No fundo no fundo sabemos o que é, ou não. O objetivo deste texto é justamente esclarecer a origem do termo e tentar afastar alguns fantasmas, de tal forma que ao fim você será plenamente capaz de definir, com segurança, o que é inovação. 

Mas afinal, para que serve saber o que é inovação se eu não sei como inovar? Tenha calma, pois a definição correta do termo permite-nos uma melhor operacionalização, ou seja, dentro das diversas acepções, definir o que é inovação torna mais fácil visualizá-la, planejá-la, coordená-la e controlá-la. 

Assim como no planejamento estratégico a definição dos objetivos e metas é a etapa inicial, no processo de gestão da inovação a definição do conceito é o início.

Enfim, vamos desde o princípio. Na própria etimologia da palavra, inovação deriva do latim innovare, que simplesmente significa incorporar, trazer para dentro, inserir o novo, a novidade. Dessa forma, na origem a inovação significa simplesmente renovação. Entretanto essa concepção é incompleta, visto que se confunde com mudança, novidade, invenção, etc. Utilizemos, portanto, abordagens mais clássicas. Schumpeter, primeiro teórico clássico da inovação, em 1934 afirmou que esta representa um ato radical que envolve a introdução de um novo elemento ou a combinação de elementos antigos. 

Nesse sentido a inovação é caracterizada por combinações de recursos que geram novos produtos, novos processos, novos mercados, novas formas de organização e novos materiais. Ainda, em 1942, Schumpeter amplia seus escopos, e afirma que “inovação é a reforma ou revolução de um padrão de produção a partir da exploração de uma invenção, ou de forma mais geral, uma possibilidade tecnológica original, para a promoção de um novo produto ou serviço”.

Desse conceito resgatamos a terminologia da introdução do novo e acrescentamos a noção de combinação de recursos. 

Além disso, diferencia-se inovação de invenção, tendo em vista que aquela representa a aplicação e exploração desta com o objetivo de gerar novos produtos e serviços. Posteriormente, acadêmicos das teorias evolucionárias e da firma, trouxeram novos elementos ao conceito. Dosi defende que a inovação é um processo de solução de problemas que envolvem a geração de valor para a organização. 

Outros teóricos dessa vertente, chamados neoschumpeterianos, defendem que a inovação é o resultado de um processo de solução de problemas, seja de problemas de mercado (demanda), seja de problemas de custo (oferta). O que essas novas teorias trouxeram de novo? A característica central de que toda inovação deve solucionar problemas e gerar valor.

Copiado: https://www.portaleducacao.com.br

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Inventores do Além

Em uma palestra sobre empreendedorismo um senhor na plateia ergue o braço e pergunta ao conferencista:

– Tenho um invento fantástico! Como consigo financiamento para produzi-lo?

– Qual é o produto? – pergunta o palestrante.

– Não posso contar. É segredo...

Resignado, o palestrante responde:

– Você pode procurar uma empresa de venture capital e apresentar seu projeto. Se for convincente, pode conseguir que invistam em sua empresa.

– Ah, mas qual minha garantia de que não roubarão minha ideia?

Você acaba de conhecer uma categoria singular de empreendedores. Eles não têm aparência de Professor Pardal, como nosso imaginário costuma postular, mas a presunção de que suas ideias são originais, seus inventos são exclusivos, e seus projetos serão capazes de mudar o mundo e o curso da história. Entretanto, como não dispõem de capital próprio para tocar adiante, buscam desordenadamente investidores – ou incautos – acreditando ser possível persuadi-los sem ao menos dizer do que se trata.

Vamos por partes. É preciso inicialmente compreender a diferença entre invenção e inovação. No primeiro caso, estamos diante de algo inédito, inusitado, seja um produto, um serviço ou um processo, decorrente de uma constatação, de mera observação ou empirismo, concebido com uma finalidade útil e percebido como tal. Já a inovação está associada à evolução de algo existente, que pode ser feito de maneira melhor, mais rápida ou mais barata.

Dentro deste contexto, é coerente notarmos que as inovações são muito mais frequentes que as invenções, embora não menos importantes. E que inovações sucessivas podem conduzir a tal grau de desenvolvimento que, no limite, o paradigma vigente seja rompido dando espaço a um novo paradigma – e a uma possível invenção.

Olhe ao seu redor neste instante. Talvez você esteja diante de um teclado ergonômico sem fio, que sucedeu um teclado convencional com fio, cujo bisavô foi uma máquina de escrever – e cujos bisnetos serão um teclado virtual projetado sobre sua mesa ou um eficiente comando de voz.

Seu monitor de LCD widescreen com 21 polegadas já foi uma tela plana de 15 polegadas que sucedeu a grandes e pesados monitores com visor em fósforo verde. E sua multifuncional, quase em desuso, já deixou sem emprego o fax, que mandou para a aposentadoria o telex.

Diante destas e tantas outras evidências há momentos em que chegamos a pensar que tudo já foi inventado. Este era o pensamento de Charles Duell, diretor do Departamento de Patentes dos Estados Unidos, em 1899, ao propor o fechamento da sessão de registro de novas patentes. Contudo, produtos são lançados todos os dias desafiando esta tese. Ora muda a capacidade de armazenamento, ora as funcionalidades, ora o design

Você pode participar deste admirável mundo novo, desde que se conscientize de algumas prerrogativas básicas.

1. Pesquise sobre sua ideia. Antes de acreditar piamente que está diante de algo incrível, consulte o “deus Google”, e não apenas ele, no seu e em outros idiomas, para se certificar de que não haja nenhum similar.

2. Passe pela peneira do mercado. Supondo que você transpôs a etapa anterior é hora de saber se existe viabilidade comercial para seu invento. Para tanto, você terá que levar sua proposta ao mercado. Não adianta restringir-se aos amigos mais próximos e familiares. Sua mãe certamente achará a ideia maravilhosa, pois ela sempre soube que o filho era um gênio. Mas a prova de fogo passa por um bom coach ou um mentor – um empresário ou professor em quem você confie, por exemplo – e o consumidor final.

3. Analise a viabilidade econômica. Há pouco você pode ter descoberto a viabilidade comercial de seu futuro negócio, ou seja, se produzido, haverá demanda. Porém, é preciso investigar se há viabilidade econômica, isto é, se o custo de produção permite uma oferta constante e a preços competitivos. Lembre-se de que o mundo não tem mais fronteiras e que há países com vantagens comparativas decorrentes de legislação, acesso a crédito barato e abundante e menores custos com mão de obra e carga tributária.

4. Registre e/ou patenteie. Contrate uma empresa idônea para a tarefa jurídica de proteger seu invento no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Trata-se de uma autarquia séria, porém carente de estrutura, onde os processos demoram a ser julgados. Portanto, quanto antes você fizer isso, melhor. Ademais, se possível, faça o depósito do registro também no exterior. A verdade é que o desrespeito a direitos autorais e patentes em nosso país é crítico – vide o sucesso da pirataria. Assim, esteja preparado para brigar constantemente na justiça para fazer valer seus direitos, sem qualquer garantia de indenização. Mas é preferível ter a patente a não tê-la. Afinal, você não quer ser o próximo Kane Kramer, o britânico que concebeu a primeira versão do iPod há três décadas e não ganhou um centavo com isso porque deixou de renovar sua patente por falta de dinheiro.

5. Prepare um plano de negócios. Este será seu instrumento para vender seu projeto a fundos de investimentos, empresas de capital de risco ou mesmo instituições financeiras. Todo mundo sabe que um plano de negócios é apenas um guia que vale mais pelo treino de pensar o empreendimento do que pelos seus números em si. Aliás, digo que os planos são grandes exercícios de chutometria: gastam o dobro do tempo, o triplo de recursos e alcançam metade dos resultados esperados. Mas é assim que o jogo é jogado.

Neste processo, o maior erro que você pode cometer é pensar como o personagem real do início do texto com seu medo de falar sobre a ideia ou invento. Vai levar o projeto para o cemitério e ser enterrado com ele – um inventor do além-túmulo. Jamais verá o avião construído e nunca terá o privilégio da sensação suprema de voar.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Google Glass: Um Debate Tecnológico, Mercadológico e Ético

O ecossistema digital que habitamos é um solo fértil no qual, a cada dia, surge uma miríade de produtos tecnológicos desenvolvidos para atrair e magnetizar ávidos consumidores. 
A Samsung que, há poucos anos, era simplesmente mais uma das marcas de artigos eletroeletrônicos, fez um superevento no fim de abril para mostrar ao mercado o sensacional Galaxy S IV. Agora, é marca bem construída, bem posicionada e incomoda outras gigantes, como a Apple. 
Quem diria que isso poderia acontecer? Pois é, aconteceu. Assim como a outra coreana Hyundai, que até outro dia era mera montadora condjuvante e hoje protagoniza a vanguarda de design e tecnologia automotiva no Brasil e incomoda o sono de executivos da Fiat, Chevrolet, Ford e Volkswagem. Sinal dos tempos.
Atualmente, consumir qualquer coisa vai muito além de um mero processo de troca. Consumimos o tempo todo, desde uma latinha de coca-cola, ou um plano de saúde, uma telenovela ou um smartphone. 
Nas palavras da pesquisadora Maria Aparecida Baccega, “consumir significa investir no pertencimento à sociedade”. Quando consumidos, por exemplo, o Galaxy S IV, estamos não apenas adquirindo um aparato tecnológico para se comunicar com amigos. Quando compramos o novo celular da Samsung, estamos nos inscrevendo num imaginário de consumo que denota elementos de elegância, inovação e distinção econômica. 
Dentre as inúmeras novas características do produto, o recém-lançado modelo de smartphone de marca coreana irá rastrear os olhos do usuário para determinar para onde se deslocar. Por exemplo, quando o usuário começa a ler um texto na tela e seus olhos chegam ao fundo da página, o software vai automaticamente rolar para baixo para revelar os próximos parágrafos do texto.
Além do novo “brinquedo” da Samsung que recém-chegou ao Brasil, outro dispositivo que tem gerado uma enorme expectativa na arena online em que transitamos: é o Google Glass
Não se trata apenas de um mero novo gadget, pois assim como o iPhone e iPad que revolucionaram as suas respectivas categorias, o Google Glass é realmente algo rompedor e diferente. 
Primeiro que o novo produto da Google foi concebido para ser usado de forma acoplada ao nosso rosto. Uma verdadeira extensão do nosso corpo. 
Hoje em dia, os meios de comunicação são sim extensões de nosso corpo. Quando nossa simples presença abre a porta automática de uma shopping, a sensação é que o nosso corpo quem está abrindo a porta, ao melhor estilo Luke Skywalker. 
Quando usamos o bip de um chaveiro para destravar a porta de nosso carro à distância, sentimos como se fosse nosso poder da mente que abre a porta do carro. 
Vivemos num verdadeiro universo de ficção científica e o Google Glass é a prova disso. Ele é composto de uma parte que se conecta aos ouvidos e outra ao longo da linha da sobrancelha. Nada mais é que um computador razoavelmente completo, ou talvez um smartphone que você nunca tenha que tirar do seu bolso. Chegamos a era de Blade Runner!
Uma série de pessoas ao redor do mundo está eufórica com o seu lançamento, desde quando o colunista Nick Bilton escreveu um texto sobre os óculos em fevereiro no The New York Times. 
Algumas pessoas, selecionadas a dedo, estão tendo a chance de experimentar um par. O Google Glass é um projeto absolutamente impressionante de miniaturização e integração. 
  • Dentro do fone de ouvido direito, isto é, o suporte horizontal que passa sobre a orelha, tem embalado memória, processador ultra veloz, câmera, alto-falante e microfone, Bluetooth e antenas Wi-Fi, acelerômetro, giroscópio, bússola e uma bateria. 
  • Tudo dentro do fone de ouvido. 
  • O maior triunfo é que a tela pequena é completamente invisível quando você está falando ou dirigindo ou lendo. 
  • O usuário simplesmente esquece da tela. 
  • Pode-se controlar o software passando um dedo em diferentes direções, é um touchpad. 
  • Seus toques podem guiá-lo por meio de um menu simples e intuitivo.
  •  Em diversas apresentações, o Google propôs ícones para funcionalidades como tirar uma foto, gravar um vídeo, fazendo uma chamada de telefone, navegar no Google Maps, verificar o calendário e assim por diante.

O advento do Google Glass já insinua até mesmo algumas discussões da ordem ética. Dizem que já estão desenvolvendo aplicativos para Google Glass que simplesmente eliminam de nossa visão os mendigos da rua. Além de outras questões de privacidade, ou seja, você pode estar conversando com uma pessoa que está usando os óculos e ela estar lhe fotografando sem que você perceba, e compartilhando sua imagem no Google Plus. 
O fato é que ainda é muito precoce tentar prever como as pessoas irão se apropriar dessa novidade e seria uma leviana tentativa minha de futurologia prever o sucesso ou o fracasso do Google Glass. 
  • Mas é absolutamente possível que ele carregue um potencial que nenhuma outra máquina já teve antes. 
Estou ansioso para ver as primeiras pessoas na rua usando ele. E viva o consumo simbólico!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

13 Grandes invenções de negócios que surgiram por acaso


Todos conhecemos casos de sucesso como a Apple ou como a Coca-cola, que começaram os seus negócios definindo um público e que, com o passar dos anos, a marca foi se desenvolvendo e conseguindo vender a um público muito específico.
São histórias que só conhecemos o “fim”, mas que raramente sabemos como começaram e as dificuldades que tiveram de atravessar.

Estes projetos foram pensados para terem um determinado público mas aos poucos foram adaptando-se às exigências dos seus clientes e acabaram por mudar completamente o seu ramo de negócio.
Isto tem tudo a ver com os freelancers.
Por vezes, começamos um negócio pensando em fazer um determinado trabalho, mas acabamos por receber ofertas um tanto ao quanto diferentes daquelas que imaginávamos.

Essas adaptações às novas exigências são algo que deve estar na ADN de qualquer empresário. Percorrer um caminho que sempre nem sempre imaginou ser o seu, é algo que faz parte e é uma situação que muitas vezes irá acontecer na sua vida de empreendedor.

1. PLÁSTICO
Antigamente, a água era transportada por garrafas de barro ou por utensílios feitos de ovos de animal. No entanto, tudo mudou devido a dois acidentes e o plástico passou a ser um dos produtos mais comercializados a nível mundial.
O primeiro acidente decorreu na fábrica da Goodyear. No laboratório da empresa, um funcionário inseriu no forno  borracha e enxofre de forma acidental. Quando ele regressou, encontrou um material resistente e durável, ao qual chamaria plástico.
O outro caso acidental decorreu durante um concurso. John Wesley Hiatt precisava de encontrar um substituto para o marfim do elefante, que era utilizado nas bolas de Snooker. Hyatt, de forma acidental, derramou uma garrafa de colódio, formando um material bastante flexível e forte.
Ele acabaria por não ganhar o concurso, mas o seu irmão, Isaiah, começou a comercializar o material, que na altura chamou de celulóide.

2. CORN FLAKES

O doutor John Kellogg e o seu irmão Keith, em 1894, eram donos de um hospital. Os visitantes desse mesmo espaço eram deixados num Spa, em Michigan, onde eram obrigados a um regime de alimentação um pouco estranho.
Os visitantes não podiam comer carne, fazer sexo, beber alcool ou fumar.
Outra das regras era a eliminação da cafeína através da substituição de outra substância: a granola.
Depois de juntar a essa substância um pouco de trigo, surgiu um produto de certa forma estranho. Em vez do produto aparecer em grandes massas de pão, saiu em flocos muito pequenos. Depois foi só acrescentar um pouco de leite e surgiu um dos cereais mais comercializados no café da manhã.

3. PACEMAKER

Em 1956, Wilson Greatbatch estava trabalhando na construção de um dispositivo que gravasse os movimentos cardíacos dos seus pacientes, na Universidade de Bufallo, nos Estados Unidos. No entanto, ele acabou por retirar um fio de uma forma errada.
Quando ligou o aparelho, reparou que o mesmo fazia o batimento muito semelhante ao de um coração. Entretanto, Wilson Greatbatch tinha conversado com alguns colegas seus sobre as possibilidades de um aparelho poder estimular os batimentos de um coração. Com isso, inventou um aparelho de apenas 2 centímetros que salva milhões de vidas todos os anos.

4. BOLACHAS COM PEDAÇOS DE CHOCOLATE

O que Wakefield tentava fazer não era nada de inovador: bolachas de chocolate.
No entanto, numa das suas tentativas ela descobriu que não tinha o chocolate que habitualmente era fornecido pelo padeiro.
Em vez de ficar desesperada e tentar utilizar o método habitual, foi comprar chocolate normal e quebrou-o em pequenas partículas.
Ela esperava que o chocolate derretesse no forno, como era habitual. No entanto, ele acabou por se manter sólido e quebrou-se em partículas pequenas, dando origem às pepitas nas bolachas da chocolate.
Hoje em dia é do género de bolachas mais comercializado no mundo.

5. BATATAS FRITAS
George Crum era já um chef conceituado quando inventou as batatas fritas. No seu restaurante, um cliente mandou voltar para trás um prato que continha uma batata inteira, que estava frita.
O cliente reclamou e perguntou se a batata não poderia ser cortada mais fina e mais crocante. Crum ficou furioso e para se vingar, cortou as batatas o mais fino possível, tentando irritar o cliente.
Para sua surpresa, o cliente adorou e a partir daí ele passou a servir esse prato no seu restaurante.
A ideia foi um autêntico sucesso e passou a ser um dos pratos mais vendidos daquele espaço.
Em poucos anos, o “segredo” espalhou-se pelo resto do mundo.

6. MASSA DE MODELAR

Durante a segunda guerra mundial, o Governo norte-americano queria que alguém criasse um material diferente do silicone, que pudesse ser utilizado nas botas dos soldados.
Então, James Wright propos fazer esse trabalho. Durante os testes, Wright adicionou ácido bórico à substância, tornando algo pegajoso.
Apesar de não ter qualquer utensílio para o que era pretendido pelo Governo, Wright acabou por encontrar alguma utilidade para as crianças, criando a massa modelar (ou plasticina para o português de Portugal). Hoje em dia ela existe em várias cores e é utilizada para milhões de crianças em todo o mundo.

7. FOGO DE ARTIFÍCIO

O fogo de artifício que você vê todos os finais de ano hoje não seriam uma realidade caso um cozinheiro chinês, de nome desconhecido, não tivesse cometido um erro durante uma refeição.
Para fazer uma experiência, este cozinheiro inseriu carvão, enxofre e mais algumas substâncias. Depois de colocá-los todos juntos num frasco de Bambu, a mistura acabou por explodir.
Tal produto recebeu o nome de huo yao e posteriormente ficou conhecido como pólvora. O conhecimento da pirotecnia era difundido na China e na Índia durante séculos antes de se estender até a Europa por meio dos árabes e gregos.
Atualmente existem diversos tipos de fogos de artifício, e seus efeitos dependem da composição ou da estrutura da peça.

8. LSD

Uma das drogas mais conhecidas a nível mundial foi outra que apareceu quase por acaso.
Albert Hofmann procurava um fortificante para o sangue. No entanto, enquanto este médico trabalhava na sua clínica, na Suíça, ele verificou que a solução provocava alguns efeitos alucinogénicos.
Com isso, concluiu-se que apenas 25 gramas dessa substância eram capazes de provocar vividas alucinações.
Devido a isso, o LCD passou a ser utilizado em algumas experiências psiquiátricas durante os anos de 40, 50 e 60.
E foi nesta última década que esta droga começou a ficar mais popularizada, sendo utilizada para fazer “esquecer” os problemas financeiros e sociais.
Nos últimos anos tem sido muito comentada devido à sua utilização por parte de Steve Jobs.

9. POST-IT

Spencer Silver era já um pesquisador muito conceituado quando criou os post-its, completamente por acaso.
Ele estava procurando uma forma de construir um novo adesivo mais forte do que os já existentes. No entanto, acabou por acontecer o contrário: o que ele criou era mais fraco do que o habitual.
Passado alguns dias, ele concluiu que esse adesivo poderia ser usado para colar outros objetivos, sem deixar marca.
No entanto, ele continuou sem saber que sentido prático poderia dar àquele novo produto.
Até que um dia, um jovem estudante, começou a utilizá-lo em papéis para marcar páginas nos seus livros.
Assim surgiu os post-its tão utilizados hoje em dia.

10. MICROONDAS

Uma das maiores invenções dos tempos modernos também surgiu por acaso.
Percy Spencer estava a conduzir um projeto de pesquisas com um  tubo de vácuo chamado Magnétron. Numa das experiências, Spencer percebeu que o chocolate que ele tinha no seu bolso começava a derreter.
Para ter certezas, ele inseriu milho, que posteriormente acabou por se transformar em pipoca.
A partir daí, ele soube que tinha uma das maiores invenções à sua frente. No entanto, o primeiro aparelho só seria comercializado sete anos depois.
O Radarange pesava 340 Kg, tinha 1.8 metros de altura e um custo de cinco mil dólares.
Devido ao seu elevado tamanho e custo, o microondas apenas começou a fazer sucesso para o uso doméstico em 1967, tendo um custo de 495 dólares.

11. PENICILINA

Alexander Fleming era um médico bastante desorganizado e que mantinha sempre o seu ambiente de trabalho num caos. No entanto, esse mau hábito acabaria por dar origem a uma descoberta que revolucionou a medicina.
Em 1928, no hospital Saint Mary’s, em Londres, o médico observava uma colônia de Staphylococcus aureus. Numa manhã, ao chegar ao laboratório, ele percebeu que tinha deixado a porta aberta e por isso um dos seus cultivos de micróbios apresentava uma cor esverdeada.
Ele concluiu logo que o fungo teria, provavelmente, sido proveniente do andar de baixo, onde estava curiosamente o laboratório dos fungos. Em vez de ter uma atitude negativa, ele resolveu tentar perceber o que tinha acontecido.
Ele concluiu que o fungo Penicilium tinha morto todas as bactérias. A partir dele, extraiu a penicilina.
Mas o que tem de tão revolucionário nesta pesquisa?
Na verdade, a penicilina é um bactericida que não é tóxica para o ser humano, pode ser usada para combater infecções sem enfraquecer as defesas do organismo. No final, Fleming explicou que “não foi ele que inventou a penicilina”, mas sim a natureza.
Mas esta não tinha sido a primeira vez que este cientista tinha beneficiado da sua desorganização. Já em 1922, ele estava estudando a proliferação de micróbios em colônias cultivadas a partir de secreções nasais e, sem querer, por estar resfriado, deixou cair uma lágrima sobre a placa.
Um dia depois, ele verificou que o local onde a sua lágrima tinha caído não continha qualquer micróbio.
Com isso ele concluiu que o corpo humano contém tecidos e secreções que possuem uma substância, a lisoenzima, que tem a capacidade de dissolver certas bactérias.

12. VIAGRA

Este comprimido que faz alegrias a muitos homens em redor do globo foi descoberto em 1992.
Investigadores norte-americanos estavam a trabalhar arduamente para descobrirem uma nova droga para tratar das anginas, o que acabou por se revelar uma grande ampliador da vontade sexual masculina.
De fato, o comprimido até ajudava no tratamento das anginas, mas a verdade é que a estimulação pélvica acontecia de uma forma pouco comum.
A Pfizer conseqüentemente decidiu comercializá-la como tratamento para a disfunção erétil, ao invés de tratamento para a angina. A droga foi patenteada em 1996, e aprovada para uso na disfunção erétil. Rapidamente ela se tornou um grande sucesso: as vendas anuais de Viagra no período de 1999–2001 excederam 1 bilhão de dólares.

13. PICOLÉ

Foi o mais novo de todos os descobridores aqui no texto. Com apenas 11 anos, Frank Epperson deixou uma mistura de suco com pó diluído em água na sua varanda, contendo ainda um palito de misturar bebidas dentro do recipiente.
O problema é que nessa noite a cidade de São Francisco atingiu temperaturas muito baixas.
Na manhã seguinte, ele acordou e percebeu que a sua “substância” tinha congelado, criando um sabor interessante. A esta invenção ele deu o nome de “Epsicle”.
Só 18 anos depois Epperson apresentou a receita numa festa e como o suco espetado acabou fazendo sucesso, resolveu comercializar o invento.
Ele patenteou a invenção nesse mesmo ano. Em 1925 todos os direitos foram vendidos a uma empresa de Nova Iorque.

CONCLUSÃO

Como pôde ver, muitas das invenções que alteram o nosso dia-a-dia surgiram por acaso. Algumas sem que os seus fundadores tivessem muito trabalho enquanto outras resultaram da pesquisa por outras substâncias completamente diferentes.
Tal como em tudo na vida, no mundo dos negócios também é necessário sorte. No entanto, é preciso saber aproveitar a oportunidade.
Senão vejamos o exemplo do Corn Flakes: conhecida mundialmente, a marca dura desde 1894! São mais de 100 anos vendendo cereais para o café da manhã! É necessário ser mais do que um homem de sorte para conseguir manter uma empresa por tanto tempo.

Por: Luciano Larrossa - geral@escolafreelancer.com - Escola Freelancer

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

12 Negócios que Mudaram Comportamentos do Mundo

A lona de barraca que virou jeans

Em meados do século XIX, os imigrantes Levi Strauss (da Alemanha) e Jacob Davis (da Letônia), recém-chegados aos Estados Unidos, resolveram dar outra finalidade à lona que era usada na cobertura de barracas. O material passou a ser usado por eles para fabricar calças de um tecido resistente, ideal para o uso de mineradores. A peça de cor marrom logo ganhou cor azul e rebites de cobre foram usados para reforçar o modelo.
Patenteado, o produto passou a ser vendido sob a marca Levi´s na década de 40 e virou uma espécie de uniforme da juventude, batizada de “jeans”. A partir de 1950, a produção estava a cargo das marcas Lee e Wrangler, além da Levi's. No Brasil, a São Paulo Alpargatas foi a pioneira a fabricar as chamadas calças de brim Far-West, uma versão do jeans.

Resina em caixas coloridas
Os astecas usavam a goma de mascar, uma resina retirada de uma árvore chamada chicle, para estimular a produção de saliva durante longas caminhadas. Verdade ou não, o fato é que os mexicanos há anos tinham costume de mascar um tablete de cera parafinado vendido em farmácias. Mas apenas quando o americano Thomas Adams Jr se deparou com ele, em 1870, é que o produto começou a se tornar popular.
Adams ficou intrigado com o vizinho mexicano que mascava aquela cera para relaxar e foi conhecer melhor o tal chicle. Depois de experimentar, viu que poderia melhorar a novidade. Resolveu então amolecer e acrescentar o alcaçuz ao produto, produziu uma certa quantidade em formato de bolas, embrulhou-as em papéis coloridos e passou a vendê-las com a marca Chiclets Adam´s. Cheia de incertezas, a única parte inquestionável dessa história é que o produto passou a ser símbolo de uma geração jovem e rebelde – uma imagem muito bem impulsionada pela ajuda de filmes americanos.


A revolução da Lycra
No final dos anos 50, um cientista da DuPont, Joe Shiver, pesquisava um substituto para a borracha usada em espartilhos femininos, quando inventou um fio capaz de ser esticado até sete vezes e voltar ao seu comprimento inicial. Chamado de K, antes de ser consagrado com a marca Lycra, o elastano revolucionou o mundo da moda, na época repleto de roupas esticadas, caídas e folgadas. Graças a ele, trajes de banho grossos e pesados deram lugar a biquínis e sungas. Calças jeans maleáveis e leggings colantes começaram a moldar os corpos das mulheres nas ruas.
A revolução provocada pelo fio fez com que seu nome se tornasse sinônimo de produto e ficasse gravado na memória do consumidor com a força de uma marca de consumo e não a denominação de uma matéria-prima. Desde 1959, quando foi lançada comercialmente, a Lycra se mantém como uma referência, sobretudo na moda praia e em lingerie, a ponto de a sua logomarca ocupar o mesmo espaço da etiqueta do fabricante.

Precursor do fast-food
Você pode não saber nada sobre Grécia, Indonésia, China ou Rússia. Mas uma coisa é certa: há nesses, bem como em outros 117 países, um MC Donald´s onde você encontrará lanches com um sabor semelhantes em qualquer parte. A popularidade da rede é tanta que seu principal sanduiche, o Big Mac, virou um índice para medir a valorização (ou desvalorização) da moeda de mais de 100 países com relação ao dólar. E a rapidez no atendimento criou uma nova modalidade de atendimento e consumo, o chamado fast food, usado hoje por boa parte das redes de alimentação do mundo todo.
O curioso é que a rede de fast food começou com uma pequena barraca de cachorro-quente, aberta pelos irmãos Richard e Maurice McDonald, na Califónia, em 1937. A barraca evoluiu para um pequeno restaurante de estrada onde os clientes faziam pedido de dentro de seus carros para garçonetes de patins. Além do atendimento rápido, os irmãos criaram um método de montagem em série de hambúrgueres, o produto mais vendido por eles. Método que chamou a atenção do empresário Ray Kroc, responsável pela expansão da rede baseada em modelo de franquias.


Primeira ligação móvel
Em uma tarde de abril de 1973, na esquina da rua 56 com a Avenida Lexington, em Nova Iorque, o engenheiro Martin Cooper realizou o primeiro teste de uma de suas invenções. Ali, sob olhares descrentes de alguns colegas de trabalho, ele fez nada menos que a primeira ligação de um celular da história. O aparelho inventado pelo engenheiro da Motorola pesava cerca de um quilo, tinha sete centímetros de espessura e uma bateria que acabava com apenas 20 minutos de conversação.
Demorou dez anos para que os testes assegurassem a venda dos primeiros aparelhos ao mercado, com o singelo apelido de tijolo, graças ao seu peso. O preço do produto também era bem pesado, 3.995 dólares, mas não o bastante para impedir o desejo dos consumidores.

Invenção instantânea
Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, os japoneses tiverem de reunir forças para reconstruir um país devastado pela pobreza. Nas ruas, filas de pessoas se formavam à espera da partilha da comida escassa, que demorava a ser feita em grandes panelas de água quente. Vendo aquilo, Momofuku Ando, dono da Nissin Food Products, resolveu criar um macarrão que fosse cozido em minutos, graças a um método de "fritura-relâmpago". Nascia assim o primeiro lámen - conhecido como miojo apenas no Brasil.
A invenção, no início ironicamente considerada um item de luxo nos restaurantes japoneses, transformou Ando em um ícone da culinária japonesa e um dos homens mais admirados do país. Fabricar o produto custava cerca de 75% menos comparado ao macarrões tradicionais e, aos poucos, o lámen foi conquistando espaço em pequenas mercearias populares japonesas e em outros países – a estimativa é que 80 bilhões de pacotes de Nissin Miojo sejam consumidos anualmente em todo o mundo. Tanto sucesso rendeu ao produto e ao seu criador dois museus destinados a eles no Japão.


Quatro rodas popular
Henry Ford não inventou o carro, como alguns americanos gostam de acreditar – o primeiro automóvel a combustão foi criado pelo alemão Karl Benz, em 1886. Mas é indiscutível que foi o americano quem tirou a ideia da garagem e a tornou tão popular.
No início do século XX, os carros eram difíceis de dirigir e de consertar. Foi quando o americano passou a idealizar um automóvel fácil de usar, construir e, principalmente, barato. O objetivo era faturar no volume de vendas e não mais na margem do produto. Depois de tanto quebrar a cabeça, Ford finalmente engatou a primeira e chegou no modelo ideal para promover essa inovação: o Modelo T, um projeto feito por meio de uma linha de produção batizada posteriormente de fordismo – e que inspirou linhas de produção em todo o mundo.

A janela dos micros
Da mesma maneira que Henry Ford simplificou o uso do automóvel e o tornou popular, Bill Gates e Paul Allen deram aos computadores uma linguagem fácil e acessível por meio dos sistemas operacionais da Microsoft. O Windows 95, lançado em agosto de 95, surgiu inicialmente como uma interface gráfica para MS-DOS.
A novidade permitia que os programas fossem rodados em modo gráfico e comandados por meio do uso do mouse. Esses são alguns dos atributos que faziram o sistema, cuja versão mais atual é o Windows 7, a se tornar o mais utilizado de todo mundo.



3M e suas mil invenções
Sabe aqueles papéis de recado auto-adesivos que você encontra colados em sua mesa vez por outra? Sim, os Post-its! Tão comum desde sua invenção, nos anos 80, o produto abriu caminho para uma nova forma de comunicação dentro das empresas. Simples e inovador – assim como os demais itens da lista de criações da 3M.
Fundada em 1902, no estado de Minnesota, a empresa criou a primeira lixa à prova d’água do mundo para reduzir poeira durante a pintura e funilaria de automóveis. Desde então, não parou mais de inovar, sempre com facilidades que mudariam de vez o comportamento dos consumidores e o aprimoramento de objetos. Entre eles, fitas adesivas, fita de vídeo, fita magnética para gravação de som e materiais para a sinalização de estradas.


L'Oreal e os fios tingidos
É raro – para não dizer impossível - encontrar hoje em dia mulheres que não tingem os cabelos ao sinal das primeiras madeixas brancas. Por isso mesmo, é até estranho imaginar como devia ser natural ver tantas mulheres de cabelos brancos antes da invenção da tinta para cabelos, em 1909.
A primeira tentativa bem-sucedida e confiável para esse fim foi criada pelo químico francês Eugène Schueller. Baseando sua fórmula num novo componente químico, a paraphenylenediamine, ele fundou a Fábrica de Tinturas para Cabelos Inofensiva. Um ano depois, Schueller escolheu um nome mais glamoroso para sua empresa: L’Oréal. Sua tintura mais famosa, Imedia, apareceu em 1927.


Do tocador de fita para o MP3
Ele está em todo lugar. Na academia, escola, trânsito, praia, ônibus, bolso de paletó, enfim... desde que o iPod foi criado, em 2001, ele virou um amigo inseparável de seus danos. Também pudera. O tocador de música de cores vibrantes da Apple revolucionou a maneira como as pessoas reuniam e ouviam, a qualquer hora e lugar, suas canções prediletas – bem como as canções prediletas de seus amigos, vizinhos e parentes que podiam ser facilmente copiadas. Já na quarta geração, o aparelho hoje é capaz de armazenar até 160 gigabytes de arquivos, e já ganhou outras versões, como o iPod Mini.
Tanta popularidade contribuiu também para que outro tocador de música revolucionário (esse de décadas atrás) saísse de cena. Trata-se do walkman, o avô do iPod, inventado pela japonesa Sony nos anos 70. Em outubro do ano passado, reprodutor de música para fita cassete com fones de ouvido parou de ser vendido por falta de consumidores. Nos últimos 30 anos, a Sony vendeu mais de 220 milhões de Walkman em todo o planeta.



Google e a busca mundial
Eu googlo, tu googlas, ele googla. A iniciativa, que virou verbo e mania, é uma das mais populares – se não a mais – entre pessoas do mundo todo, desde a criação do Google, o maior mecanismo de busca do mundo. É por meio dele que milhões de pessoas diariamente procuram, confirmam e abastecem de dados a rede mundial de computadores. Absolutamente qualquer tipo de informação é encontrada no site gratuito que, além de fácil de usar, traz resultados relevantes em uma fração de segundo.
O site foi desenvolvido, em 1995, pelos americanos Larry Page e Sergey Brin como uma nova abordagem para a pesquisa online. A ideia surgiu em um dormitório na Universidade de Stanford e rapidamente se espalhou para os pesquisadores de informações - tanto profissionais quanto usuários de internet. Hoje, o Google é praticamente o São Longuinho da internet.