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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Como a Técnica em Administração Larissa Macedo se tornou Anitta

Aos 16 anos, Larissa Macedo, recém-formada na escola estadual Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) com o diploma de técnica em Administração, venceu um processo seletivo de estágio na Vale. 
A concorrência era acirrada, cinco mil candidatos disputando cinco vagas. Ao finalizar o período de estágio, a empresa quis contratá-la e, apesar de ter aceitado no início, a jovem decidiu seguir o caminho incerto da música. 
Foi o dia que Larissa resolveu administrar a carreira de Anitta.
    
Não se engane, Larissa e a funkeira Anitta, que tem conquistado público brasileiro, são a mesma pessoa. O nome Anitta foi inspirado na personagem de Mel Lisboa, da minissérie ‘Presença de Anita’ (2001). E essa não foi a única “inspiração” que levou a Anitta ao topo das paradas brasileiras. E começou pelo nome a estratégia chave que vem norteando todo o processo em torno da marca "Anitta": benchmarking.
Em suas apresentações, videoclipes e coreografias, a brasileira agrega o estilo das cantoras de pop americanas, como Selena Gomez. Seu clipe ‘Meiga e Abusada’ foi gravado em Las Vegas e dirigido por Blake Farber,  produtor nova-iorquino que já trabalhou com Beyoncé e Alicia Keys. 
Uma matéria da Forbes chegou a questionar se Anitta poderia se tornar a próxima Rihanna e conquistar um espaço global, assim  como a colombiana Shakira.  

O hit intitulado o “Show das Poderosas” atingiu mais de 50 milhões de visualizações no Youtube, seu álbum vendeu mais de 120 mil cópias e seu cachê por show chega a custar R$ 60 mil. Em números, Anitta é um sucesso empresarial. “O cachê ainda está longe do que cobra Ivete Sangalo, porém, sua idade e apelo musical semelhante ao de Shakira aumentam suas chances de se tornar uma estrela internacional. Diferente de Sangalo, Anitta fala inglês com fluência, uma habilidade necessária para conquistar o público americano”, afirmou a Forbes.
“Nós ainda temos uma longa estrada para seguir no Brasil, mas uma carreira internacional é certamente um sonho que vale a pena perseguir”, declarou a diretora de marketing de Anitta, Priscilla Lemgrumber para a Forbes. Na mesma entrevista, Lembrumber confirmou que a cantora já estaria estudando música e teatro a fim de se preparar para uma carreira internacional.   
Críticos da cantora destacam seu “embranquecimento”, uma fuga de identidade musical que a levou do funk para o pop e a falta de criatividade de sua equipe, que “copiaria” o trabalho das divas americanas. Anitta nega, entretanto as semelhanças entre sua performance e a de Beyoncé são evidentes.

Apesar das polêmicas envolvendo sua carreira, Anitta só está utilizando uma estratégia de marketing que é responsável por fabricar celebridades desde a década de 60. Na época, a gravadora Motown foi responsável por difundir a música negra pelo Estados Unidos, um país ainda assolado pela segregação racial, criando um estilo para talentos como Diana Ross, Marvin Gaye, Stevie Wonder e Michael Jackson.
A Motown mostrou como se é possível produzir um artista e fazê-lo alcançar o sucesso. Já Anitta, está comprovando que as estratégias de marketing ainda são capazes de criar muitas estrelas. 


Por: Agatha Justino - http://www.administradores.com.br

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

PROGRAMA DE IDEIAS - FATORES CRÍTICOS PARA O SUCESSO

Este artigo é uma resposta aos inúmeros pedidos de socorro que recebo via e-mail: são profissionais responsáveis pela implantação de um programa de ideias ou por programas que não decolaram ou murcharam com o tempo.

Os sistemas de geração de ideias demandam mais do que a instalação de um software, por melhor que ele seja.

Veja os aspectos que considero fundamentais
  • Customização
Nestes projetos, benchmarks são freqüentes. Entretanto, os programas de ideias precisam estar profundamente sintonizados com a empresa. Eles variam conforme o tipo de inovação desejada, a cultura da empresa, expectativas, tamanho e estrutura da empresa, o nível sócio-cultural dos participantes, maturidade com processos de inovação, etc. Um exemplo: algumas empresas reconhecem ideias apenas por elas terem sido apresentadas, antes mesmo de elas terem sido aprovadas. Isto é certo? Funciona ou provoca ideias inúteis, que serão apresentadas só para a obtenção do reconhecimento? Esta é uma das opções que vai variar em função da cultura da empresa e da mudança cultural que se quer atingir.
Portanto, antes de orientar o desenho do programa, faço um diagnóstico sobre os aspectos citados e expectativas em vários níveis.

  • Propósitos
Os programas mais fáceis de administrar tendem a ser os que atendem a propósitos claros e acordados entre todos, como no caso da redução de custos.
Porém muitas empresas optam pelos programas de ideias, sobretudo para estimular a Cultura de Inovação.
Na verdade, todo o programa se beneficia nesses dois aspectos, mas mexer com cultura organizacional envolve mais variáveis, inclusive
líderes informais mais ou menos propensos a aceitar mudanças.

Por isso, elaboro junto com a empresa um Plano de Adoção que procura ver formas de mobilizar as pessoas favoravelmente

  • Apoio da cúpula
Como em qualquer programa, o apoio da cúpula é fundamental, e quanto antes ele vier melhor
Diretores podem ser conquistados por meio das próprias ideias, que bem comunicadas mostrarão os benefícios do programa


  • As Gerências
Gerentes nem sempre atuam na apresentação das ideias, mas quase sempre se espera que motivem a participação, avaliem ideias e dêem
espaço para que elas sejam implantadas.
Para tal, realizo palestras de sensibilização, bem como treinamento em avaliação e adaptação de ideias e feedbacks às ideias não aceitas


Negligenciar o preparo e reconhecimento aos gerentes pode criar um grande gargalo, e conflitos posteriores entre gerentes e suas equipes.

Implementação das Ideias
Mesmo recebendo premios, autores das ideias se frustram caso suas sugestões não sejam implementadas
Da mesma forma, o abandono a uma ideia, antes ou depois de sua avaliação diminui a credibilidade ao programa.

Um problema comum é a fila de ideias aceitas, mas não implantadas pela falta de tempo ou dinheiro para tal
Assim, insisto em um budget pré-definido, assim como permissão para a alocação de tempo para garantir a implementação

  • Aprendizado e Motivação Contínuos

A motivação é uma questão delicada, que deve ser monitorada frequentemente e estimulada de forma coletiva– com diferentes campanhas – e individual – com, por exemplo, a atenção que se dá aos feedbacks às ideias não aceitas.
Já o aprendizado envolve visão sistêmica da empresa, avaliação custo benefício de uma ideia e às vezes até da inserção da ideia no sistema.
Presenciei alguns programas nos quais a participação havia começado a decair e os colaboradores alegavam não ter mais ideias. Nessa
hora, promovi seminários sobre diagnóstico de oportunidades de inovação e geração de ideias e as contribuições voltaram a crescer.
A meu ver, estes são alguns “pulos do gato” dos sistemas de geração de ideias. Estou à disposição para ouvir, debater e contribuir.

Copiado: http://www.giselakassoy.com.br

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Benchmarking


Num mundo cada vez mais competitivo é necessário que as empresas adquiram consciência dessa realidade e implementem procedimentos que as orientem no sentido de fazerem mais e melhor, diagnosticando os seus pontos fracos e fortes.


O Benchmarking responde a esta necessidade pois pretende apoiar uma gestão empresarial fundamentada em dados e evidências visando a melhoria do desempenho.


O Benchmarking tem associado um conjunto vasto de potenciais benefícios para as empresas que o procurem como instrumento auxiliar para melhorar a eficiência do seu desempenho.


  • Introduzir novos conceitos de avaliação;
  • Melhorar o conhecimento da própria organização;
  • Identificar áreas que devem ser objeto de melhorias;
  • Revisão e alteração de procedimentos da empresa;
  • Motivação para a melhoria da qualidade;
  • Estabelecer objetivos viáveis e realistas;
  • Criar critérios de prioridade no planeamento;
  • Favorecer um melhor conhecimento dos concorrentes e do nível competitivo do mercado;
  • Marketing da empresa;
  • Aprender com os outros.
Conceito - Benchmarking - "Processo contínuo e sistemático que permite a comparação das performances das organizações e respetivas funções ou processos face ao que é considerado "o melhor nível", visando não apenas a equiparação dos níveis de performance, mas também a sua ultrapassagem"

A utilização do benchmarking consiste na identificação dos resultados das melhores práticas utilizadas nos diferentes processos de negócio e funções empresariais, com especial destaque para aqueles cujo impacto no desempenho permite assegurar e sustentar vantagens competitivas.
No benchmarking a avaliação e comparação não representam um fim em si, mas uma metodologia que permite apoiar o processo de melhoria constituindo uma forma de aprendizagem, dado que a procura de melhores práticas implica uma análise cuidada das diversas formas de implementação dos processos, dos métodos de trabalho e dos diferentes esquemas organizacionais.
O exercício culmina na análise dos resultados obtidos, possibilitando a definição de uma orientação estratégica a cumprir. Deve ainda realçar-se um aspecto importante no processo de benchmarking - a ética. As atuais práticas de benchmarking regem-se por princípios próprios, resumidos num código de conduta onde a reciprocidade na partilha e no uso da informação, a confidencialidade e o respeito pela individualidade dos parceiros se assumem como preceitos invioláveis.
Benchmarking éBenchmarking não é
Um processo contínuoUm livro de receitas
Um processo metódico de descobertaUma gestão de moda
Um método de melhoramentoTurismo industrial
Uma fonte de oportunidadesReinventar a roda
Uma oportunidade de aprendizagemUma boleia
Uma análise objetivaUma panaceia
Um processo baseado na análiseSó um jogo de números
Um empenho da gestãoOlhar só para organizações semelhantes

TIPOS: Podem distinguir-se quatro principais tipos de Benchmarking.
  • Benchmarking Interno - Compara funções numa mesma organização. Pode ser intra-departamental ou intra-unidades de negócio. Este tipo de benchmarking é relativamente comum e acessível, nomeadamente em termos de disponibilidade de informação, permitindo também aprofundar o conhecimento e domínio dos processos internos. No entanto, é uma prática com limitações, nomeadamente no que se refere aos padrões de referência que utiliza (a melhor prática interna) e ao potencial de melhoria.
  • Benchmarking Competitivo ou Concorrencial - Compara produtos, serviços, processos ou métodos entre empresas diretamente concorrentes. As grandes limitações e obstáculos a este tipo de abordagem residem na confidencialidade e na dificuldade em encontrar empresas do mesmo sector disponíveis para partilhar informação e expor as suas forças e/ou fraquezas. Normalmente incide sobre práticas que permitem sustentar vantagens competitivas e permite fixar objetivos ao nível estratégico. Este tipo de benchmarking promove, em grande parte dos casos, a introdução de reformas e melhorias de desempenho nas empresas.
  • Benchmarking Funcional - Compara atividades funcionais similares em empresas não diretamente concorrentes. Baseia-se na convicção de que, em muitos casos, as melhores práticas não se encontram no próprio sector, podendo ser adquirido conhecimento relevante em sectores com atividade diferente. Quer a disponibilidade para partilhar informação, quer o potencial para melhorias mais radicais são superiores. 
Este tipo de benchmarking, por ser sustentado pelas melhores práticas disponíveis em determinadas funções ou processos, conduz normalmente a resultados e melhorias mais expressivas, embora possa requerer uma maior capacidade para proceder a adaptações, de forma a adequar as práticas ao sector onde se pretendem implementar.

  • Benchmarking Estratégico - É um tipo de benchmarking com um cariz ainda mais radical, uma vez que promove a análise de processos que cruzam várias funções em sectores não relacionados. O potencial de inovação vê-se significativamente incrementado, proporcionando a integração de novos conceitos no sector promotor e projetando o seu "estado da arte". O custo e as complexidades associadas contrapõem-se ao elevado potencial de melhoria e inovação.
Tipo de benchmarkingAdaptabilidade da informaçãoRecolha de dadosPotencial de inovação
InternoElevadaFácilBaixo
CompetitivoElevadaComplexoMédio
FuncionalRazoávelExigenteElevado
EstratégicoReduzidaExigenteElevado

PRINCÍPIOS: Apresentam-se alguns dos princípios básicos que devem ser seguidos quando se utiliza o processo de Benchmarking.

  • Fiabilidade da informação - a informação proveniente da organização a utilizar no processo de Benchmarking deverá ser validada e representar, o mais rigorosamente possível, a situação real da mesma. A introdução de dados incorretos ou selecionados de forma a representar apenas as situações mais favoráveis de uma dada empresa terão pouco impacto na parametrização do desempenho global do sector ou da indústria (base de comparação para o Benchmarking), mas conduzirão aquela a diagnosticar o seu desempenho de uma forma distorcida. O verdadeiro nível de eficiência e desempenho ficará por identificar.
  • Sistemático - o Benchmarking não é um método aleatório de recolha de informação, mas consiste num processo sistemático, estruturado etapa a etapa, com o objetivo de avaliar os métodos de trabalho existentes num dado mercado. Os resultados deste processo proporcionam às empresas a possibilidade de comparar o seu desempenho e a apreciação efetuada pelos seus clientes com os das organizações representantes das melhores práticas.
  • Contínuo - o Benchmarking é um processo de melhoria que deverá ser contínuo para que seja realmente eficiente. Não pode ser desenvolvido pontualmente e posteriormente negligenciado, pensando-se que os objetivos estão alcançados. A continuidade de análise é fundamental uma vez que as práticas estão em permanente mudança. 

As organizações que possuem as melhores práticas não encaram a sua atividade com um espírito estático; vão, certamente, prosseguir num esforço de melhoria contínua, não deixando que a sua concorrência as alcance. Assim, um exercício esporádico de benchmarking em relação ao desempenho das organizações mais eficientes e produtivas poderá ficar rapidamente desatualizado e os seus resultados deixarem de ser realistas. Os profissionais de hoje compreendem que o mundo empresarial está em permanente mudança e que a sustentabilidade de uma empresa depende não só das suas aptidões mas também da sua capacidade em dar uma resposta rápida a essas mudanças.

  • Avaliação - o objetivo imediato do Benchmarking é avaliar o desempenho, o que implica consequentemente realizar medições uma vez que são parte essencial do procedimento.
O processo de benchmarking conduz a dois tipos de resultados (Watson, 1995):
Benchmarks - Medidas de referência para o desempenho comparativo, e que, em última análise, devem permitir a articulação entre a estratégia e a ação;
Melhores práticas (enablers) - Métodos ou práticas de excelência que sustentam desempenhos superiores. 
Em termos simples, pode dizer-se que a as melhores práticas são o "como" do benchmarking, comparadas com "o quê" que é o benchmark propriamente dito.

  • Produtos, Serviços e Processos - o Benchmarking pode ser aplicado a todas as vertentes de um negócio. Pode ser aplicado aos produtos e serviços básicos, ao processo de obtenção desses produtos e a todos os processos, práticas e métodos que constituem o suporte para conseguir que os produtos e serviços cheguem de forma eficaz e eficiente ao cliente. Em todos os processos existem resultados que correspondem às necessidades do cliente, quer ele seja interno, externo, consumidor ou utilizador.
  • Melhores Práticas - no processo de Benchmarking pretende-se igualar as atividades com mais sucesso, podendo este não ser somente dirigido aos concorrentes diretos. O Benchmarking deve ser direcionado para as empresas ou atividades de negócio que são reconhecidas como as melhores. Nem sempre é fácil encontrar os parceiros ideais para o processo de Benchmarking; é necessária uma investigação cuidada para identificá-los.
  • Melhoria - a melhoria da organização é o objetivo final do Benchmarking. Não faz sentido que assim não seja, pois trata-se de um processo que requer algum tempo e recursos, deixando de ter interesse se não for de alguma forma proveitoso para a organização. O Benchmarking constitui um compromisso com o princípio da melhoria contínua, pois possibilita utilizar a informação compilada de variadas formas de modo a produzir um efeito significativo nos processos das organizações.
VANTAGENS: O Benchmarking tem associado um conjunto vasto de potenciais benefícios para as empresas que o procurem como instrumento auxiliar para melhorar a eficiência do seu desempenho.
  • Introduzir novos conceitos de avaliação;
  • Melhorar o conhecimento da própria organização;
  • Identificar áreas que devem ser objeto de melhorias;
  • Revisão e alteração de procedimentos da empresa;
  • Motivação para a melhoria da qualidade;
  • Estabelecer objetivos viáveis e realistas;
  • Criar critérios de prioridade no planeamento;
  • Favorecer um melhor conhecimento dos concorrentes e do nível competitivo do mercado;
  • Marketing da empresa;
  • Aprender com os outros.
COPIADO: https://www.icbench.net/

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O que é Crowdsourcing? Explicação e exemplos

Crowdsourcing é um modelo de criação e/ou produção, que conta com a mão-de-obra e conhecimento coletivos, para desenvolver soluções e criar produtos.
Até meados desta década, a moda era o outsourcing. As empresas se perguntavam “para que vou ter o trabalho de fazer algo que outra empresa faz melhor e mais barato?” e então contratavam essas empresas. Inúmeras empresas de outsourcing foram surgindo com diversas soluções e preços. 
  • E agora, para quem a empresa terceiriza este serviço? 
  • Como saber qual a melhor? 
  • Quanto tempo gastar procurando?

No modelo do crowdsourcing, a empresa consulta a nuvem (crowd) de produção, anuncia seu problema e determina um preço. 
Este processo tem o nome “broadcasting“. 
As pessoas e empresas desta nuvem surgem com as propostas (ou com a solução pronta) e você escolhe a melhor. E essas soluções podem vir desde amadores até os mais experientes.
E com a Internet, ficou fácil de organizar essas comunidades, daí que vem sua popularização. A idéia ainda não é muito popular no Brasil, mas muito difundida nos EUA
Exemplos de crowdsourcing:
  • ideias.me – Empresa brasileira que tem feito um ótimo trabalho para ajudar empresas a resolver seus problemas.
  • istockphoto.com – o sistema armazena milhões de fotos de milhares de fotógrafos. Hoje não é preciso contratar um fotógrafo. Basta entrar no site, pesquisar e comprar a foto.
  • Netflix – uma locadora  nos EUA que aluga filmes pela internet. Anunciaram o prêmio de 1 milhão de dollares para qualquer pessoa que elaborar um algorítmo de recomendação pelo menos 10% melhor que o atual.
  • Fiat Mio – a Fiat lançou recentemente no Brasil uma rede social para seus consumidores poderem opinar e projetar um novo carro conceito.
Mas antes de fazer uso deste modelo, tenha cuidado. Veja se não está havendo exploração de mão-de-obra, se a proposta de valor é boa para ambas as partes. Seja ético, sempre.
Fontes : Wikipedia (www.wikipedia.com) 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

METANEGÓCIO - UMA NOVA CONSCIÊNCIA PARA OS NEGÓCIOS.


Basta olhar ao seu redor com um pouquinho mais de cuidado ou atenção que você irá perceber, com relativa facilidade, um conjunto de pequenas coisas, que juntas, estão, sorrateiramente, iniciando uma grande mudança; e para melhor. 

Estou falando de um novo nível de consciência, de um nascimento, ou renascimento, de um estilo de vida mais leve, saudável, inclusivo, colaborativo, mais sustentável, menos enlouquecido e com foco no longo prazo, em detrimento de um pensamento fortemente baseado no curto prazo.

Como esta consciência está aflorando através das pessoas, é certo que o mesmo podemos verificar no mundo corporativo. Atualmente, o mundo corporativo tem sido regido por uma consciência focada no lucro de curto prazo e do lucro a qualquer custo. 

Neste cenário, sofrem as pessoas, as cidades, os países e, ainda mais importante, o meio ambiente. Esta consciência, ou filosofia de atuação, tem demonstrado sinais de saturação e a mãe natureza tem nos enviado diversos sinais - falta de água, extinção de espécies da fauna e da flora, alterações dramáticas de cenários naturais, etc. 

As pessoas também não têm mais suportado essa forma de se viver - ou melhor, de não viver.

Ainda bem que nem todos estão alheios a estes desafios e muitos já estão fazendo a diferença. Está nascendo mundo afora um tipo de negócio que denomino de MetaNegócio. 

Meta - prefixo grego que significa "para além de". Porque é controlado por uma obrigação moral de não prejudicar, de não eliminar, de não fugir das obrigações sociais e ambientais. Porque é mais profundo, mais inclusivo, em um estado de desenvolvimento mais avançado.

Negócios, porque é financeiro, é contábil, é transacional. Movimenta recursos, sofre despesas, obtém resultado.

Exemplos interessantes podem ser observados na Patagonia Company ( www.patagonia.com ). Uma empresa que nasceu da preocupação de alguns alpinistas em utilizar equipamentos que menos agressores para as montanhas, preservando-as para futuras gerações de alpinistas. 

A Patagonia é uma empresa que respeita o meio ambiente, incentiva seus clientes a enviar roupas velhas para reciclar ao invés de jogá-las fora e, ainda mais interessante, usa uma propaganda de consumo consciente em pleno black friday - famosa sexta-feira americana de grandes descontos e altíssimo consumo.

Algo parecido ocorre com a Whole Foods Market ( http://www.wholefoodsmarket.com/company-info ). A Whole Foods tem como filosofia a venda de produtos saudáveis, que contribuam para o bem estar e a saúde e seus clientes. Para isso, seleciona com muito cuidado o que expõe nas suas prateleiras e incentiva o comércio com produtores locais como forma de conseguir produtos mais frescos e de desenvolver a comunidade local, contribuindo para que estas sejam sustentáveis. 

O CEO da Whole Foods, Mr. John Mackey, acredita que os negócios podem ser heróicos e que a filosofia predominante resultado no resultado de curto prazo é algo muito negativo para as pessoas, as companhias, as cidades e o meio ambiente.

John Mackey, juntamente com outras pessoas influentes no mundo dos negócios, criaram um movimento muito interessante conhecido como Conscious Capitalism (Capitalismo Consciente). É um movimento que tem por objetivo elevar a consciência no mundo capitalismo; uma consciência mais inclusiva, mais harmoniosa, não destrutiva, sustentável e com visão de longo prazo e direcionada por propósitos ou valores fundamentais.

Portanto, mudar o que aí está enraizado é algo muito difícil, mas não impossível. Levará tempo e consumirá muita energia, esforço e firmeza de propósitos. Por outro lado, penso que fazemos uma mudança por vontade própria ou seremos obrigados a mudar. Se formos obrigados a mudar será muito mais difícil e doloroso pois teremos que lutar com situações adversas que já terão nos atingido, provavelmente até de forma drástica.

A mudança, no entanto, deve começar por cada um de nós, através de nossas atitudes e de nossos negócios; não importa que tamanho seja você ou o seu negócio. o importante é ter o Propósito firme e seguir persistentemente com a mudança. Os resultados virão, para você e todo o seu entorno. 

MetaNegócio - um novo modelo de Negócio para um novo Capitalismo. 

Você já pensou nisso ? 
Fique Ligado!

Por: Sandro Alves - sandro@siltabusiness.com