QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sábado, 31 de agosto de 2013

Sarney: A Política em seu Estado Mais Puro…

Não aprecio o jeito de José Sarney fazer política. Considero seu estilo um retrato do que o país tem de mais anacrônico, mas é inegável que ele tem muito a ensinar… 
Quem estiver interessado em entender a política brasileira, não pode deixar de prestar atenção quando ele concede uma entrevista. Diante de certas indagações, qualquer outro político silencia; ele não, revela as engrenagens que movimentam o Brasil com uma didática que impressiona. José Sarney revela, sem pudores, como funcionam as coisas no lado debaixo do Equador…
Não é novidade, Sarney tem história. Esteve no PSD, UDN, UDN “Bossa Nova” (de centro esquerda) e no PDS. Conseguiu algo difícil: ser presidente da Arena e do PMDB. Para os mais jovens, explico: seria algo como ser líder em Israel e na Palestina em épocas diferentes… 
Não dispensou nada. Elegeu-se governador do Maranhão com o apoio da Revolução de 64, cultivando, como ninguém, um senso de oportunismo admirável. 
Na vitória e na derrota, esteve sempre no lugar e na hora certa. Agora, em outro século, continua forte, sentado numa cadeira que lhe dá o poder que parece querer conservar até o fim de seus dias…
Na semana passada, ele deu uma entrevista exclusiva ao jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre. Os jornalistas apresentaram o entrevistado lembrando que a sua marca é a discrição, identificada na economia de gestos, e na elegância com que trata os interlocutores. Disseram também que, se houve algum tipo de irritação diante de alguma pergunta, ela foi escamoteada sem que ele precisasse franzir a face… Foi da vaia do Rock in Rio ao uso do helicóptero da PM do Maranhão, sempre observando a famosa “liturgia do cargo” celebrizada por ele…
Vale a pena comentar alguns tópicos da entrevista. 
Uma passagem marcante acontece quando ele comenta os apoios políticos
Diz: “Lula foi à minha casa pedir apoio”. Muitos não tinham conhecimento desse fato, agora ele revela finalmente quem era apoiador, quem era apoiado… 
Aos 81 anos, o senador deixa claro algo que muitos ainda não tinham entendido.
Perguntado por que o Congresso não vota a reforma política, ele explicou que “o parlamento eleito por determinadas regras cria um conservadorismo que é difícil de mudar porque cada um considera que sua reeleição depende das regras com que foi eleito”
Simples pra quem é do ramo… Mas é lamentável que o eleitorado não saiba, exatamente, que regras afinal são estas…
Perguntado se ele tem tanto poder quanto lhe atribuem, disse que “gostaria de ter 1% do poder que a mídia lhe atribui”…, que “estão conferindo a ele inclusive os invernos bons e os ruins”. 
Que “pelo menos a seca do Rio Grande do Sul ainda não lhe foi atribuída”. 
Fiquei impressionado: como podem atribuir ao senador invernos bons e ruins… 
Mas ele tem razão, ainda “não lhe atribuíram a seca no sul”
E quanto às outras coisas que lhe são atribuídas? Não houveram respostas pela singela razão de que nada lhe indagaram…
Mas uma pergunta não poderia faltar. 
Por que o único presidente que não foi seu aliado – Fernando Collor – caiu? 
Ele esclareceu: “tenho sido aliado de alguns governos, mas já fui oposição durante muito tempo…”. 
Disse que “Fernando Henrique e Lula foram a sua casa lhe pedir apoio” e que “acha injusto quando dizem que apóia todos os governos”.  
E Dilma? Também foi a sua casa lhe pedir ajuda? – 
Não, “eu já tinha uma aliança com o PT”. Como sempre, usou poucas palavras para explicar muitas coisas…
Encerrou com um ensinamento antológico sobre o uso do tal helicóptero da PM do Maranhão para passeios. Confrontado com uma pergunta que poderia ser embaraçosa para políticos inexperientes, ele deu uma resposta lapidar, que não deixa dúvidas sobre seu pensamento sobre esse tipo de assunto: 
“Quando a legislação diz que o presidente do Congresso tem direito a transporte de representação, estamos homenageando a democracia, cumprindo a liturgia das instituições”
Não é à toa que a liturgia é algo sagrado pra ele…
Finalizando, digo que depois de ouvir tudo o que ele falou, senti vontade de me ajoelhar na sua frente e pedir perdão por ter imaginado, um dia, que ele seria capaz de cometer atos que pudessem ferir a “liturgia”… 
Não consegui deixar de lembrar o antigo ensinamento de que cada um tem a história de vida que merece. 
Grande Sarney!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Administrador não...


  • Administrador não descansa, trabalha.
  • Administrador não cheira, sente cheiro.
  • Administrador não respira, ele exala.
  • Administrador não tem depressão, tem problemas.
  • Administrador não admira a natureza, analisa o todo.
  • Administrador não elogia, expressa admiração.
  • Administrador não tem reflexos, tem instinto.
  • Administrador não facilita discussão, entra em conflito.
  • Administrador não admite algo sem resposta, sempre arruma uma solução.
  • Administrador não pensa, tem idéias revolucionárias.
  • Administrador não fala, palestra.
  • Administrador não toma susto o mercado que esta louco.
  • Administrador não espera retorno de chamadas, espera feedback.
  • Administrador não perde energia, perde tempo.
  • Administrador não mobília a casa, planeja um layout.
  • Administrador não faz compras, investe em seu estoque.
  • Administrador não fala bem de sim, realiza marketing pessoal.
  • Administrador não’’fala mal dos outros’’, faz feedback.
  • Administrador não ‘’manda’’, lidera.
  • Administrador não lidera funcionários, mas sim colaboradores.
  • Administrador não copia algo, faz benchmarking.
  • Administrador não pensa no presente, planeja o futuro.
  • Administrador não prevê o futuro, faz simulações na HP. Administrador não troca idéias, pratica Brainstorming.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

ADMINISTRAÇÃO SINÉRGICA – O ponto de convergência para o sucesso!

Você se considera um gerente sinérgico?
Antes de responder a esta pergunta, convém algumas explicações a respeito do tema:
  • O que é sinergia?
Sinergia é a harmonia criadora entre o indivíduo e a sociedade. Logo, uma sociedade sinérgica é aquela onde os interesses dos indivíduos estão de acordo com a comunidade, complementando-se de parte a parte.
  • O que é um processo sinérgico?
É aquele em que o resultado final é maior, melhor, mais sustentável, eficaz e lucrativo do que o de suas partes isoladamente. 

Processo em que todos podem criar mais trabalhando juntos e de forma complementar do que separadamente. Assim, podemos dizer que ambiente de trabalho sinérgico é aquele onde há confiança coletiva que cada um entregará o seu melhor para a equipe e que todos aprendem com todos. Nessa atmosfera de aprendizagem está o equilíbrio, o lucro e o crescimento corporativo e sustentável de uma sociedade.

Agora que conceituamos alguns aspectos sobre sinergia, vamos a uma rápida auto avaliação que responderá se você é ou não um gerente sinérgico. 

Por favor responda às questões com sinceridade e concentração, pois estas reflexões podem potencializar a sua carreira, aprimorar seu comportamento interpessoal, fortalecer ainda mais a sua autoestima, além de tornar você uma pessoa mais influente, alavancar suas possibilidades de ser promovido, reconhecido e bem remunerado, entre outras formas de ganhos.

Vamos às proposições:
1.  Você coordena com facilidade as atividades do seu setor com membros de outras equipes com confiança e sinergia? Ou este relacionamento (interdependência) não lhe é muito fácil, nem muito agradável?
2.  Você delega tarefas e responsabilidade aos seus subordinados, ao máximo possível? Ou está sempre “muito ocupado”, tentando fazer tudo sozinho, ou do seu “jeito”?
3.  Você se relaciona bem com as pessoas buscando trata-las com zelo, proteção e respeito? Ou entende que elas são sempre um sério problema e que têm que ser constantemente vigiadas e corrigidas para que andem na “linha”?
4.  Você cria habitualmente novas soluções e/ou alternativas para a resolução de problemas? Ou mantém tudo sempre do mesmo jeito para evitar possíveis conflitos?
5.  Você entende que tem um grupo de colaboradores que buscam em seu exemplo e desempenho, dar o seu melhor pessoal e profissionalmente? Ou tem um agrupamento de subordinados que devem respeitá-lo pelo seu cargo, indiferente de qualquer circunstância?
6.  Você permite e até gosta que seus subordinados tomem iniciativas construtivas e depois comemorem os resultados juntos? Ou para evitar surpresas prefere que cada passo dado dentro da equipe seja comunicado e “colocado no papel” antes de qualquer iniciativa a ser tomada?
7.  Você entende e aceita que as pessoas são diferentes entre si?  Ou acha que deveriam ser exatamente iguais a você para terem ótimos resultados?
8.  Você tem tempo para cuidar, zelar e educar seus colaboradores de forma pessoal e franca? Ou vive compulsivamente ocupado com outras “coisas” mais importantes devido à “falta” de tempo causada pelas suas prioridades?
9.  Você costuma terminar uma tarefa antes de se envolver em outra? Ou vive “carregado” de assuntos pendentes sem solução, e que tomam seu tempo em reuniões intermináveis e que não trazem efetivamente nenhum lucro para a empresa?
10. Os seus colaboradores diretos podem ter atitudes proativas, mesmo que venham a errar como processo de aprendizado? Ou isto é um “pecado” mortal e que facilmente traz a demissão para o colaborador como punição?
11. Quando seu superior direto ou alguém do seu meio social lhe pergunta como você está se saindo em seu trabalho, você na maioria das vezes responde que vai bem, ou que vai mal e está estressado, e não vê a hora de se aposentar para fazer o “que gosta”? Ou diz: “ultimamente tenho trabalhado até meia noite”?
12.  Você aceita que exista(m) outra(s) pessoa(s) que possa(m) ajudá-lo a ser mais eficaz na sua vida social e profissional? Ou entende que isso é um exagero acadêmico e que papel e teorias aceitam tudo?
13. Você entende que conversar e pedir sugestão de pessoas, mesmo que abaixo da hierarquia é útil, inteligente e influente? Ou acredita que é pura perda de tempo?
14. Você é capaz de “ver” como estará a sua área ou empresa (setor que atua) daqui a dois, quatro ou seis anos? Ou você só vê o hoje, aqui e agora?
15. No seu setor há equilíbrio na distribuição de tarefas? Ou você está sempre mais sobrecarregado do que os seus colaboradores?
16. Nas reuniões, normalmente só você fala? Ou a participação dos outros é ativa e incentivada, bem vista e colocada em prática?
17. Só você normalmente apresenta soluções para os problemas existentes? Ou os seus colaboradores normalmente e habitualmente, também sugerem boas práticas para o bem e resultados coletivos?
18. Os objetivos a serem alcançados são só seus e dentro de suas prioridades de performance e de ganho? Ou são comuns a todos os integrantes de sua equipe, também relacionado a ganhos financeiros e reconhecimento em todos os âmbitos? 
19. Ao encontrar uma falha em seu colaborador, você o critica e o pune diretamente? Ou busca na oportunidade retreiná-lo, incentivá-lo a melhoria continua? 
20. Você é dos que entendem que quanto mais seus colaboradores “correm” para serem produtivos, mais estão produzindo? Ou tem tempo para pensar, criar, reformular e até eliminar processos e práticas obsoletas de forma pessoal e em equipe?
21. Você prefere trabalhar com quem você gosta, mesmo que a pessoa não tenha grandes resultados profissionais? Ou prefere trabalhar com quem você respeita mesmo que não tenha necessariamente afinidade, tendo a certeza que a pessoa cumpre o que fala e sempre entrega resultados além da média?
22. Quando você não tem nada para se preocupar... fica preocupado, pois deve ter “algo errado”? Ou aproveita para relaxar e buscar meios de deixar a equipe mais equilibrada e eficaz?
23. Os seus colaboradores são meros expectadores do seu “show” que é seu trabalho e do quanto você trabalha? Ou são colaboradores ativos e além de serem reconhecidos pelo “show” também recebem os aplausos da alta diretoria, dos clientes e da sociedade?
24. Você entende que a semana deveria se estender aos finais de semana trabalhando na maioria das vezes para poder “por o atraso em dia”? Ou o final de semana deve ser dedicado ao descanso e convivência com familiares e amigos e eventos sociais como,  “por exemplo,” um trabalho voluntário?
25. Quando alguém lhe pergunta por que você não delega, você diz: “estas pessoas são um bando de incompetentes, não sabem fazer nada direito, se eu pudesse demitiria todo mundo num piscar de olhos? Ou mostra que está delegando até onde é possível e sempre demonstrando com respeito, justiça e profissionalismo que está presente e que a sua equipe pode confiar em você?  
26. Você sente, lá em seu íntimo, a necessidade de ser indispensável? Ou entende que é mais um membro da equipe somando através de seu melhor, sempre?
27. Quando alguém lhe pergunta por que você não treina seus colaboradores, você responde: “não tenho tempo para isso”? ou se dá conta que precisa começar a fazê-lo de forma pessoal ou então precisa buscar quem possa fazê-lo por você – Afinal de contas o resultado de seus colaboradores refletem diretamente a sua “capacidade, influência e resultados”?
28. Você entende que delegar é perder o controle e o poder, além de ensinar coisas essenciais que podem leva-lo a demissão em longo prazo? Ou entende que delegar é treinar, dar incentivo, formar alguém melhor que você e com isso elevar-se não só em termos profissionais, mas em termos sociais?
29. Sua mesa está sempre lotada de papeis e sua caixa de e-mails sobrecarregada? Ou você tem na sua mesa o essencial para te levar a processos e resultados que possam permitir que você esteja sempre junto a equipe dando apoio e sendo percebido como alguém de capacidade além da média e que passa confiança pela congruência de seus atos e fala?
30. Você gosta de trabalhar com subordinados “prontos” e totalmente habilitados e capazes de somar ao resultado coletivo sem que você precise se preocupar com o que está acontecendo?  Ou tem a consciência que cada empresa, cada equipe e cada pessoa têm vícios e virtudes, e por isso é essencial ao bem da equipe que seu colaborador seja formado e levado a se desenvolver diariamente independente de seus resultados positivos?  
31. Você prefere fazer tudo sozinho, pois assim o gosto da “vitória” é mais prazeroso? Ou orientar colaboradores para que eles façam?... Poderíamos ir por este “caminho” mais uma ou duas centenas de situações e, quem sabe, ao final chegarmos à conclusão que ser sinérgico é muito complicado e dá muito trabalho.  

Parabéns pelo seu tempo, paciência e atenção em ter lido e se dedicado e este conteúdo até este momento em busca de prósperos resultados. 

- Pois toda pessoa que entrega tempo e não dá a devida atenção e importância ao que faz, torna-se uma pessoa rasa, e na maioria das vezes sem resultados palpáveis e perceptíveis em sua vida.

Vejo diariamente que todos os gerentes gostariam de trabalhar numa empresa ou área que funcionasse como um “relógio suíço”, onde tudo funcionasse sozinho e com resultados impecáveis e que fôssemos bem pagos e reconhecidos por isso... Mas isto só existe em livros de contos de fadas, livros de administração “rasos” e palestras de “autoajuda”, onde existem gerentes “perfeitos”, ambientes “perfeitos”, equipes “perfeitas” e pessoas que trabalham pouco para enriquecer “rápido” e com fórmulas mágicas.

Caro leitor, este tipo de empresa definitivamente não existe, e por isso contratam as nossas capacidades para desenvolver estratégias, equipes de alto desempenho, planejar investimentos e implantar tecnologia estrutural para obter ganho de capacidade e melhora de resultados... Somos contratados para elevarmos a moral e produtividade de nossas equipes, além de sermos geradores de lucro ao coletivo da empresa, aos acionistas e para a sociedade.

E então, consegui justificar para você a necessidade de ser sinérgico? 
De obter envolvimento de todos com tudo? Se cada colaborador nosso entendesse e se comportasse como se a empresa/área fosse dele, teríamos o nosso “reloginho”, mas isto só é possível através de sinergia. É importante frisar que um gerente sinérgico obtém compromissos e resultados eficazes, enquanto o não sinérgico na maioria das vezes “têm” resultados apenas razoáveis, além de um grupo “obediente” – pois neste tipo de contexto o conceito de equipe é desconhecido. Isso sem contar os prejuízos financeiros pela falta de atingimento de metas e resultados.

Para avaliar sua autoanálise das 31 proposições verifique: se você respondeu às 15 primeiras questões pela primeira alternativa e as restantes pela segunda, você é um gerente sinérgico. Caso contrário, repense e busque orientação, pois tudo indica que trabalhar com você e se manter em seu grupo de trabalho é desmotivador e frustrante, além de você se revelar alguém “mesquinho” em termos profissionais por pensar somente em si.

Mais algumas perguntas para análise:

O que caracteriza a administração sinérgica?
Por que existe tanta resistência em relação a administração sinérgica?
Como fazer para implantá-la e tornar a sua empresa sinérgica?

Fonte: Paulo Silveira -  http://www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Do 5º S ao 10º S

O programa 5S foi desenvolvido, no Japão, com o objetivo obter um local de trabalho ordenado, limpo e saudável, proporcionando a implantação de um sistema de gestão da qualidade na organização. 

Para que isso seja possível, os sensos de utilização, organização, limpeza, higiene e autodisciplina devem ser praticados e virar um hábito dentro da empresa.

Posteriormente, o programa ganhou mais três S’s, os sensos de determinação e união, de educação e treinamento e de economia e combate ao desperdício. Os 8S’s focam mais na mudança de hábitos e comportamentos, a partir da educação, qualificação e treinamento dos envolvidos no programa. Claro que só é possível implantar os 8S´s se os 5S´s estiverem funcionando totalmente.

Sendo a melhoria uma prática que deve ser continuamente buscada, assim também o Programa 5S’s foi sendo ampliado, visando um atendimento mais amplo de suas práticas. Nesse sentido, atualmente já se fala em 10S’s.

Os dois novos S’s são:
  • 9º Senso - Shisei Rinri – Senso dos Princípios Morais e Éticos
  • 10º Senso - Sekinin Shakai – Senso de Responsabilidade Social
O Programa dos 10S’s tem como princípios reeducar os hábitos pessoais, recuperar valores, melhorar o ambiente, cuidar da saúde e da segurança, modernizar as organizações, aumentar a produtividade e promover a consciência das pessoas para a prática da cidadania. 
Nesse sentido, a alta direção precisa estar comprometida com o programa, motivar e ser exemplo para os colaboradores.

O Programa 10S’s é composto pelos seguintes sensos:
  1. SEIRI - Senso de Utilização – Procure saber o que é essencial e o que precisa estar no ambiente de trabalho, eliminando tudo o que não agrega valor.
  2. SEITON - Senso de Ordenação – Determine um local adequado para armazenar/guardar cada item necessário para o exercício do seu trabalho e identifique tudo da melhor forma possível.
  3. SEISO - Senso de Limpeza – Procure manter o seu ambiente de trabalho sempre limpo e evitando também as fontes de sujeira.
  4. SEIKETSU - Senso de Saúde e Higiene – Cuide bem de sua bem higiene e de sua saúde, seja ela, física, mental ou emocional.
  5. SHITSUKE - Senso de Autodisciplina – Procure manter a prática dos S’s, transformando-os em hábito. Escreva as rotinas para garantir sua prática.
  6. SHIKARI YARO - Senso de Determinação e União – A equipe precisa estar unida e determinada a dar continuidade ao Programa e objetivos da empresa.
  7. SHIDO - Senso de Treinamento – Educação, treinamento e qualificação são essenciais a todos na organização. Preocupe-se com o desenvolvimento das pessoas.
  8. SETSUYAKU - Senso de Economia e Combate aos Desperdícios – É necessário realizar modificações que visem o combate ao desperdício, reduzindo custos e aumentando a produtividade.
  9. SHISEI RINRI - Senso dos Princípios Morais e Éticos – É necessário ter moral e ética em todas as situações, seja na empresa ou fora dela.
  10. SEKININ SHAKAI - Senso de Responsabilidade Social – A organização e seus membros precisam ter comprometimento com a sociedade da qual pertencem, promovendo ações que visem contribuir para a melhoria da qualidade de vida de todos.
Não importa se você implantou o 5S e depois completou o Programa com os demais S’s ou se já implantou direto o 10S, o fundamental é manter o programa em funcionamento, e, para isso, todos na organização precisam estar empenhados. 

Com o tempo, será possível perceber que a prática de cada S se transformará em hábito.

São benefícios do Programa 10S:
  • maior senso de organização e economia;
  • aumento da produtividade das pessoas envolvidas;
  • menos riscos de acidentes no local de trabalho;
  • evita compras desnecessárias;
  • facilita a movimentação interna;
  • aumenta a produtividade;
  • ambiente mais agradável e sadio;
  • diminuição do desperdício;
  • melhoria da imagem interna e externa da empresa;
  • elevação dos níveis de satisfação e motivação pessoal;
  • foco na prevenção de doenças;
  • conscientização da responsabilidade nas tarefas;
  • cumprimento das regras estabelecidas;
  • maior compromisso dos colaboradores;
  • melhoria nas relações interpessoais;
  • preservação do meio ambiente;
  • atitudes éticas seja nas relações internas ou externas.
O Programa dos 10S’s, assim como o dos 5S’s, é um programa amplo, possível de ser implantado em todos os tipos e tamanhos de organização.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

VENDAS: Tem a Cor da PAIXÃO

A paixão  é o ponto fundamental da venda

Sem paixão não há vendas. 

Se você não ama o que vende, vá vender outra coisa ou mude de profissão.

Se você não estiver “em chamas” perderá para alguém que está.

Qual a diferença entre o fracasso e o sucesso nos vendedores? 

Não há truque, nem varinha de condão ou poção mágica... 
  • O que existe é trabalho e este só acontece para quem adota estratégias. Não há crise que resista ao trabalho!
Estes passos fundamentais que eu chamo aqui de atributos de vendedores e empresários bem sucedidos há séculos passam por várias crenças que só podem ser movidas pela paixão.

Algumas dessa crenças:

             1. Acreditar e ser motivado
             2. Associar-se às pessoas certas
             3. Planejar seu dia
             4. Oferecer as respostas que seus clientes existentes e potenciais precisam
             5. Reconhecer oportunidades
             6. Assumir responsabilidades
             7. Errar tentando acertar (o melhor professor é o fracasso)
             8. Fique de olho no prêmio – Fixe suas metas
             9. Atitude positiva 
            10. Ignore os intolerantes, também conhecidos como “do contra”.

Parece que há muito poucas pessoas dispostas a empregar “esforço” para ir de onde estão para onde querem estar.

Cuidado: Você pode ser o seu sucesso ou o seu próprio obstáculo. 
  • A maioria dá desculpas e culpa o mundo por suas escolhas ruins.
A vitória vai para os preparados, aqueles que acreditam em si, que se ligam às pessoas certas, que enxergam as oportunidades e assumem riscos.

Não é segredo, é paixão!

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

  http://www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Como a Internet está Arrebentando a Audiência da Globo

Não é apenas o Jornal Nacional que perdeu um terço do público na última década.
Salve Jorge foi a pior audiência da história da Globo
Salve Jorge foi a pior audiência da história da Globo
Dias atrás circulou na internet um levantamento. Nos últimos dez anos, o Jornal Nacional perdeu um terço da audiência.
Quem ganhou? Não foi a concorrência na tevê.
Foi a internet.
Todos já notaram que a internet está matando a mídia impressa – jornais e revistas.
Mas são poucos os que estão enxergando um pouco adiante: a tevê, tal como a conhecemos, já está também no corredor da morte, sob a ação da internet.
Uma pesquisa da prestigiosa Forrest traz um dado que conta tudo: hoje, os brasileiros gastam três vezes mais tempo na internet do que na tevê.
E, dado o crescimento avassalador da internet, logo serão quatro vezes mais, e cinco, e seis – até o traço.
Não é apenas o Jornal Nacional que emagreceu consideravelmente nestes dez anos em que a internet se consolidou entre os brasileiros.
O Domingão do Faustão, em São Paulo, o mercado que é referência para o mercado publicitário, desabou ao longo dos últimos anos para 10% do Ibope.
Pouco tempo atrás, executivos da Abril entrevistaram estagiários. Foi perguntado a eles: “Quem vê o Faustão?”
Ninguém. Também foi perguntado quem lia a Veja e a Exame, e uma mão misericordiosa se ergueu.
O Fantástico é, hoje, uma ruína dominical. Nos anos 1980, seu apogeu, a audiência passava de 40%. Hoje, está na casa dos 13%, 14%. Outra ruína dominical é a Fórmula 1: perdeu metade do público de 2003 para cá.
O último reduto da Globo, as novelas, seguem o mesmo percurso.
Na década de 1980, Roque Santeiro teve, em seu pior dia, 58% de audiência. No melhor, 95%.
Dez anos atrás, Senhora do Destino teve média de 50%. No ano passado, Salve Jorge ficou em 30%.
Hoje, a Globo é notícia muito menos por sua programação do que por coisas como o esdrúxulo horário do futebol por força da novela e a supersonegação na compra dos direitos da Copa de 2002.
Resta o paradoxo da publicidade.
Mesmo com audiência em dissolução, a Globo continua a faturar absurdamente em publicidade. Mesmo o governo — sistematicamente atacado pelos medalhões da Globo em todas as mídias —  colocou cerca de 6 bilhões de reais em propaganda na empresa nos últimos dez anos.
O milagre-truque se chama Bonificação por Volume, ou BV, uma criação de Roberto Marinho. É uma comissão, ou propina, paga às agências. Quanto mais elas anunciam na Globo, mais ganham. Hoje, muitas agências dependem do BV da Globo.
Mas até quando elas vão anunciar num Faustão, ou num Fantástico? Quando a audiência recuar para um dígito, que anunciante tolerará o emprego de seu dinheiro conveniente apenas para a Globo e para a agência?
Na verdade, surpreende que os anunciantes não tenham se insurgido, ainda, contra o macabro expediente do BV.

  • Os anunciantes encontram seus consumidores onde? No Fantástico ou na internet?
Ora, já hoje os brasileiros gastam três vezes mais tempo na internet que na tevê.
Ponhamos dez anos na frente, e com a velocidade arrasadora que a internet tomou.
Que será a Globo em 2023?
Estará viva? É possível. Mas não será sombra do que foi um dia e nem do que é hoje.
Por:  Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.http://www.diariodocentrodomundo.com.br

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Técnica da Pergunta no Feedback

O feedback é um ato de comunicação, mas a sua dinâmica é fortemente baseada em um “jogo de percepções”.

São diversas as sensações e sentimentos que o feedback provoca. 

Evidentemente se temos um recrudescimento da influencia emocional é normal que a lógica e a sensatez fique prejudicada.

E por estar vinculada á uma observação sobre um trabalho realizado sempre fica a sensação de intromissão. O sentimento de preocupação aflora: 
  • “Será que não agradei com a minha ação”? 
  • “O que será que ele quer desta vez”? 
  • “Porque ele só percebe quando erro”?

Ambiente propício para “defesas”, racionalizações e bloqueios que dificultam uma melhor compreensão da ação de feedback. 

É uma enorme perda pois perde-se o aproveitamento de um dos mais importantes recursos para o desenvolvimento.

Por isso algumas técnicas pode nos auxiliar a administrar o ambiente e conduzir o processo para o melhor resultado.

E a que queremos apresentar agora é a “técnica da pergunta”.

Vocês sabem que, muitas vezes, para a descoberta da verdade a pergunta é mais importante que a resposta.

Uma frase atribuída á Confúcio diz: “Eu não procuro saber as respostas. Procuro compreender as perguntas”.

Em suma utilizar a pergunta como recurso para administrar o ambiente e a condução do feedback é exemplarmente eficaz.

A pergunta, se colocada de forma amigável, conduz á um diálogo e a um equacionamento das tensões. Antes disso o diálogo transforma-se em disputa.

Por questão didática vamos dividir a prática da pergunta no feedback em três momentos:

1. A primeira fase da técnica é a de Reconhecimento, quando procuramos posicionar o fato.

Mesmo que tenhamos muitas informações é importante começar com perguntas como: 

“O que aconteceu”? / “Como está a situação?”, sempre dando espaço para o outro explicar-se. 
Procure primeiro entender a situação para só depois entender como aconteceu o desvio.

Não precisamos nem mesmo forçar muito. Perguntas como essas levam á abertura. Muitos problemas conseguem resolver-se nessa fase quando permitimos a expressão e o entendimento.
  • Pergunte! Aguarde mais informações. 
  • Ouça. Sempre há mais informações quando damos oportunidade para ela aparecer. Se não ficou claro nesta fase vá á seguinte.
A fase seguinte é a Exploratória, quando procuramos entender com mais profundidade buscando, inclusive, conhecer a origem do problema. 

Na questão do feedback é fundamental entender o que causou o desvio, pois para solucionar é necessário trabalhar a origem. Caso contrário a possibilidade de repetir-se o problema aumenta muito.
  • Um pergunta poderosíssima desta fase é: “POR QUE?”
Esta simples pergunta tem um poder enorme de trazer à tona as razões, motivos, origens do fato. Provocando uma reflexão sobre todo o processo de ação. Nesta fase é comum percebermos os fatos que provocaram os desvios do alvo principal.

Sim porque não cabe a resposta “Porque sim”. Essa resposta só é permitida ás Mães para as crianças pequenas, muito pequenas. É, talvez nem isso mais.

O interessante da pergunta “Por que” é que ela pode ser repetida diversas vezes sem ser repetitiva. 
É, apenas, exploratória. 

O por que aconteceu assim? Por que Vc pensou isso? Por que achou que daria certo? Aproveite, pesquise. Vai ajuda-lo a entender e vai permitir que o outro reflita sobre questões novas.

Nesta fase também usamos um recurso que ajuda significativamente para clarear o sentido da comunicação. 
É a repetição da frase dita pelo outro, mesmo que com outras palavras. É o recurso de “parafrasear” o interlocutor. Repita o que foi dito para gerar reflexão. 
  • Por exemplo: Quer dizer então que.....” ou, “Você está dizendo que achou que ele não iria....”
Esta ação permite ao indivíduo melhorar a auto percepção.  
Transforma-o num espectador de si mesmo, e, dessa forma, muitas vezes, permite-lhe corrigir a interpretação equivocada ou, até mesmo, não consciente até esse momento. A fase seguinte deve ser dirigida para a ação de reorientação.

Esta terceira fase denominamos de Conclusiva, porque terá que ser assim. 

Não há retórica nas orientações derivadas de um feedback. Temos que ser objetivos e práticos de maneira a realmente clarificar a função de Reorientação do feedback.

É fundamental esclarecer todos os pontos a começar pela preocupação, da chefia, em orientar o melhor caminho. É o exercício da função. Todos os subordinados devem ter a clara consciência de que o feedback é uma ação obrigatória da gestão

Lembrem-se de que a ação de Feedback é uma “ação cumplice”! Todos estão no mesmo barco a procura do melhor resultado!

Definir a orientação e analisar o desvio como função de aprendizagem e desenvolvimento são ganhos substanciais do processo de feedback. 

Não defina apenas a solução. Aproveite para trabalhar as razões que levaram ao desvio. Também se aprende muito com as falhas (ou até mais).

Aproveite o melhor possível a sua ação de Feedback. Percebeu que Você pode utilizar bem as perguntas para conduzir o processo?

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Alguns Significados para Antigas Palavras…

Recebi uma mensagem com a qual aprendi novos significados para antigas palavras. Veio em boa hora, eu andava esquecendo que as palavras podem significar bem mais do que parecem. 
Gostei dos novos significados, eles me abriram outras possibilidades. Vou comentar alguns, peço que o autor não se incomode, seu nome foi omitido na mensagem original. 
Graças a ele descobri que “ainda” é “quando a vontade está no meio do caminho”. Por isso um “ainda” nunca é definitivo, deixa sempre uma expectativa. 
Descobri também que a lágrima pode ser definida como “um sumo que sai dos olhos quando se espreme o coração”. É uma imagem forte, não sei se terei coragem de olhar o que sobra de um coração espremido – é difícil separar emoção de lágrima.
Após cada revelação eu me perguntava por que ando usando palavras com tanta economia. 
E a amizade? 
Alguém desconhece sua importância? 
É impossível viver sem amigos, talvez seja por isso que ela tenha tantos significados. 
Aprendi que é “quando você não faz questão de você e se empresta para os outros”. 
Emprestamo-nos para os outros? Sim. Demorei pra perceber isso, que às vezes “viajamos” para nos “emprestar” aos outros… 
De repente me veio a imagem de um boteco enfumaçado (quando isso ainda era possível), madrugada chegando e a gente escutando dramas. Ficávamos ali, “nos emprestando”, deixando de “sermos nós”, para consolar, para repetir que a vida é sempre melhor do que parece…
Depois foi a vez de uma palavra perturbadora – “abandono”. É difícil encontrar outro significado pra ele, mas o cara conseguiu. Ele mostrou que o abandono pode ser suavizado para diminuir a tristeza. 
Mesmo que o abandono machuque, a poesia pode ser empregada para defini-lo definitivamente: é “quando o barco parte e você fica…”. É verdade. 
Dói ficar num porto qualquer, assistindo levarem uma parte de nós, embora sempre passe outro barco para carregar o que restou para portos mais confiáveis. 
Mais uma: “sentimento”. Além de ser aquela coisa que toma conta de tanta gente sem pedir licença, ele também é “a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado”. 
Hoje estou convencido de que o coração é poliglota, deve ser por isso que eu não conseguia entendê-lo, sempre tive a sensação de que ele usa um idioma estranho para falar comigo.
Agora a definição perfeita. 
A explicação para minha inseparável ansiedade. Eu não entendia o significado exato dessa sensação. Hoje tenho o diagnóstico: “é quando sempre faltam cinco minutos para o que quer que seja”. 
Estou aliviado, não sou maluco. Sempre tive a sensação de que me concediam pouco tempo pra tudo, hoje sei que eram cinco minutos – nada mais… 
Já uma outra palavra, a “indecisão”. Ela incomoda, geralmente adia a felicidade, maltrata. 
Meu amigo anônimo diz que ela acontece “quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa”
Quem não passou por isso? 
O pior é que sabemos realmente o que queremos, embora estejamos sempre com o olho em coisas distantes, bem longe das coisas possíveis…
Agora aquele sentimento que esperamos das pessoas depositárias da nossa confiança – lealdade. 
Sabemos a importância da amizade, de um amor leal, mas a explicação para lealdade superou minha expectativa: “é uma qualidade dos cachorros, que nem todo o ser humano consegue ter”. 
Realmente, nem todos conseguem conservar intacto esse atributo. A associação é perfeita. Diferente dos homens, neles a lealdade é algo inato, nada os faz trair. 
Mas para lembrar o que sentimos quando alguém é desleal, nada é mais claro do que o sentido dado à palavra “decepção” Percebemos imediatamente sua proximidade “quando, quase de maneira automática, riscamos em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho…”. Precisa mais?
Finalmente, a última. 
É o beijo, algo que eu imaginava não precisar de palavras para ser definido. Estou falando do beijo de amor, diferente do beijo do Judas… 
A definição ajuda a entendê-lo mais: é “um procedimento inteligentemente desenvolvido para a interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias”. 
Iria ficar por aqui, mas não resisti a mais um novo significado. 
É sobre a “felicidade”. É “um agora que não tem pressa nenhuma”. 
Ainda bem, a felicidade quando nos procura precisa ser bem tratada, acarinhada, bajulada. Talvez assim ela fique o máximo possível nos apertando em seu peito.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Vendedores e Prostitutas

Ainda que este termo possa ofender ouvidos, sentimentos e olhos mais intelectuais ou pudicos, você certamente já ouviu estas frases:

- Este mercado é muito prostituído!


- Vendedor é igual garota de programa!


Por mais que as vendedoras de produtos e serviços convencionais respeitem as profissionais da noite, pergunte para elas se consideram justa esta comparação. E após perguntar, prepare-se para correr.


Também conheço outras centenas de homens, vendedores sérios e comprometidos com seus clientes, frequentemente comparados com quem vende o corpo sem nenhuma cerimônia.


Não tenho absolutamente nada contra garotas de programa. Quero apenas contribuir para a justiça ou injustiça desta analogia e não sou eu quem vai decidir, mas sim você: 



Nós costumamos comparar profissionais da noite com a profissão dos engenheiros, economistas, médicos, jornalistas ou qualquer outra? 


Certamente, a sua resposta é não!


Se ainda assim, com esta base de argumentação, você observa que algumas pessoas continuam com reservas sobre vendedores, aí vai um recado e peço, POR FAVOR, que você encaminhe para estas pessoas que saem pregando rótulos sociais:

Nós vendedores não somos em NADA melhores que as prostitutas, tampouco piores, apenas escolhemos funções e vidas diferentes. 

As garotas de programa deixam uma lição, não apenas para vendedores, mas para a toda sociedade e se quiserem nos comparar, que no mínimo saibam fazer:

Nós não vendemos para qualquer um sob quaisquer circunstâncias, mas sim para quem reconhece que o nosso produto ou serviço vale mais por meritocracia;

Assim como a maioria das garotas de programa, não somos inflexivelmente seletivos, entendemos que muitos podem comprar os nossos produtos e não apenas os mais belos, desejados e estereotipados clientes;

Os vendedores éticos têm salários muito superiores, se comparados com as profissões exemplificadas.

As semelhanças terminam por aqui.
Quando as primeiras horas do alvorecer se fazem surgir, as garotas de programa em geral vão dormir. Os vendedores também?
Não!

Eles ficam bem acordados e com os olhos fixos em você, que ainda discrimina esta profissão.

O ser humano é vendedor nato de imagem, ideias e convicções. Assim, TODOS NÓS, você goste de admitir ou não, somos vendedores. 

Portanto, pense bem antes de fazer comparações preconceituosas ou pague o preço, pois a REVOLUÇÃO EM VENDAS não é mais uma questão de possibilidade, e sim de prazo. Esta revolução exigirá o respeito de todas as profissões, afinal não vai haver espaço no mercado para quem não sabe vender o melhor de si.

Um pensamento final: Médicos que não sabem vender a sua imagem provavelmente terão a carreira mal sucedida, por mais competentes que sejam. Se contratarem um consultor de imagem (necessariamente vendedor) poderão ter sucesso!

Ou seja, estes mesmos vendedores que algumas pessoas tentam ofender, podem lhes salvar a carreira. Pense nisso...

A escolha, como sempre, é apenas sua!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Enlouqueça com MODERAÇÃO

Diferente de quem vende droga ilícita, os fabricantes de bebidas alcoólicas descobriram a palavra chave para aumentar seus lucros sem remorso: moderação. 
Beba com moderação, dizem eles. 
O aviso é dispensável, todos sabem que eles querem mesmo é convencer todos a beber. 
Faz mal, vicia, enlouquece, mas eles incentivam o consumo. 
Fique maluco aos poucos, beba com moderação, mas beba…
É claro que devemos fazer tudo com moderação. Sem exagero, podemos fazer muitas coisas. 
Exerça sua opção, faça o que tiver vontade, mas siga o conselho dos fabricantes de bebida. 
Certamente sua consciência ficará mais leve quando fizer algo que não deve. 
Lembrei de cinquenta coisas que podem ser feitas moderamente. 
A lista pode ser aumentada com facilidade…
- Beba com moderação
- Ame com moderação
- Elogie com moderação
- Transe com moderação
- Assista à TV com moderação
- Mande todos pra puta que pariu com moderação
- Dissimule com moderação
- Seja corajoso com moderação; medroso também
- Seja esperto com moderação
- Beije na boca com moderação; noutros lugares idem
- Use cartão de crédito com moderação
- Xingue com moderação
- Se autoelogie com moderação
- Reze com moderação
- Minta com moderação; diga a verdade também
- Use telefone com moderação; o do serviço também
- Perdoe com moderação
- Dedure com moderação
- Odeie com moderação
- Cobice com moderação
- Aposte com moderação
- Discuta com moderação
- Seja sovina com moderação
- Coma com moderação
- Fale com moderação
- Discorde com moderação
- Descanse com moderação
- Use o celular com moderação
- Faça filhos com moderação
- Puxe saco com moderação
- Namore com moderação
- Seja sincero com moderação; infiel também
- Negue com moderação
- Diga que não sabia com moderação
- Seja irônico com moderação
- Seja impiedoso com moderação
- Engane com moderação
- Sofra com moderação
- Arrependa-se com moderação
- Sonhe com moderação
- Dê (e negue) aval com moderação
- Durma com moderação
- Seja mau com moderação; bonzinho também
- Inveje com moderação
- Acredite com moderação
- Trabalhe com moderação
- Concorde (e discorde) com moderação
- Olhe com moderação
- Despreze com moderação
- Finalmente, enlouqueça com moderação

Duas exceções: leia meus textos, e torça pro Grêmio sem moderação…
Copiado com Moderação: http://www.valacir.com/