terça-feira, 28 de maio de 2019

Carreiras Digitais: minha profissão vai morrer?

No final do século XX, entramos na Era da Informação, momento em que os avanços tecnológicos mudaram a forma como nos comunicamos uns com os outros. No entanto, o processo de transformação vem acontecendo desde sempre, tanto no mundo corporativo como no intelectual. Nos últimos anos, passamos pelos processos de automatização – nuvem, machine learning, IoT, reconhecimento de voz – com o objetivo de desenvolver novas experiências, modelos de negócios, processos, produtos, serviços e conexão de diversas áreas.
É importante reforçar que o processo de transformação digital não é uma tendência e, sim, uma realidade. Contudo, não se faz isso da noite para o dia, mesmo sendo a tecnologia o grande fator dos impactos gerados e da velocidade das transformações. Empresas e profissionais ainda estão em fase de adaptação, entendendo quais são seus papéis em meio a tantas mudanças. O mundo caminha para o digital e entender que essa mudança de era é um fato e não uma tendência faz com que antecipemos a nossa atualização e possamos caminhar junto ao mercado de maneira menos injusta.


As empresas atualizam seus processos, produtos e serviços mais rápido do que os próprios profissionais conseguem acompanhar. A cada dia, acompanhamos as constantes substituições de mão de obra por tecnologias, as novas empresas substituindo negócios inteiros em modelos disruptivos (entende-se por disruptivo a digitalização, desmaterialização e a democratização). Ter a consciência de que já estamos vivendo na Era Digital e perceber a necessidade de nos tornarmos produtores e não só consumidores é vital para a saúde dos negócios e das carreiras.
As carreiras digitais são uma realidade no momento em que vivemos, já que todas as áreas estão passando por um processo de digitalização. Algumas de forma mais avançada, como marketing, tecnologia, dados, experiência do usuário, liderança de projetos e produtos, comunicação, mídia e tantas outras área. Por isso, os profissionais precisam acompanhar o quanto a tecnologia vem impactando os negócios e as nossas vidas, mas também entender que ela é apenas um meio para o processo de digitalização. É necessário compreender esse movimento como um fato e passar a gerenciar melhor as nossas carreiras para não gerar o efeito “lost”, ou seja, quando estamos em uma situação que nos desconecta de tudo. Precisamos acompanhar essa evolução para não ter que sair correndo em desespero quando as carreiras digitais se tornarem 100% da nossa realidade.
Muitos modelos de negócios já estão surgindo para acompanhar essa nova demanda do mercado, como é o caso da Digital House, uma escola localizada em São Paulo totalmente voltada para o mundo digital e que forma profissionais em até 5 meses com a proposta de ajudar a diminuir o gargalo de mão-de-obra no setor de tecnologia.
Apesar de algumas empresas e instituições já estarem dando os primeiros passos para essa nova realidade, o Brasil ainda explora o mercado digital de forma tímida. Precisamos passar de consumidores para produtores de novas tecnologias, outros modelos de negócios e novos processos, caso contrário, continuaremos atrasando a transformação digital e, consequentemente, o avanço da nossa economia. Entender melhor esse mundo é fundamental e conectar os setores, ainda mais. Estamos em processo e temos muito a aprender e resolver ainda. Como dizem alguns especialistas, a transformação digital não é uma responsabilidade da área de tecnologia e, sim, de todos.
O que vem mudando na economia pede que os modelos de negócios sejam digitais. Mas não é só isso: pensar de forma digital e produzir tecnologia são atitudes necessárias. Trabalhar com foco direcionado ao trabalho junto com o cliente faz com que essas transformações digitais sejam mais bem sucedidas. O profissional precisa se empoderar da sua vida e de sua carreira para que apoie as transformações digitais das empresas, que já começam com uma atualização de uma nova cultura, e aprender como trabalhar junto e não com medo da tecnologia, substituindo carreiras.
Obviamente, existem barreiras que a tecnologia enfrenta. A forma de pensar das pessoas sobre elas mesmas e a falta de conhecimento sobre as necessidades de mudança de mindset atrapalham bastante os avanços da transformação digital. As lideranças e os colaboradores são papéis fundamentais nesse processo, onde a mentalidade, cultura e ação intraempreendedora se fazem necessárias.
As empresas que resistirem à tecnologia estão fadadas à extinção, sem sombra de dúvida, à curto ou médio prazo. A transformação coloca modelos de negócios em outro patamar de concorrência e sobrevivência. Portanto, não estar no mundo digital não é mais uma opção.
Já ouvimos o seguinte questionamento algumas vezes: “Com o avanço tecnológico, corre o risco de algumas profissões acabarem?”. A resposta é sim, mas isso não deve ser motivo de pânico. Não somente os modelos de negócios estão se transformando, mas as pessoas também, como sempre estivemos. A velocidade nos força a fazer isso em outro processo de consciência e, infelizmente, muita gente só percebe a mudança depois que ela passa. Tomar posse da administração da sua vida e carreira torna o profissional dono de sua marca e esse processo nos coloca em contato com as nossas melhores competências, resultados, análise de cenários, cruzamento de objetivos, entendimento do mercado, oportunidades e muito mais. É aí que as pessoas se reinventam, se adaptam e criam profissões novas, um novo mundo e novos desafios, sempre.
Para uma empresa ou um profissional identificar que é a hora de ingressar no digital, é necessário conhecer mais sobre Gestão de Vida e de Carreira. Desta forma, é possível ter ferramentas, além de um novo mindset sobre como identificar necessidades e oportunidades.
É importante que o profissional – esteja ele inserido ou não no meio digital – aprenda a reaprender, tome posse da sua marca profissional e identifique quais gaps possui para algo que deseja construir e atingir. E se estiver pensando somente nas oportunidades do mercado, faça o seu balanço profissional, identificando qual a sua capacidade de execução e qual seria melhor ferramenta digital para compor seu branding, mas com o mindset totalmente voltado para a necessidade de se alfabetizar no digital.
Por: Andrea Tedesco - https://www.jornalcontabil.com.br

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Fui Demitido. E Agora?

Ser demitido, infelizmente, pode acontecer até com o melhor de nós. Isso pode acontecer mesmo quando não é sua culpa. Poderia haver um conflito de personalidade entre você e seu supervisor. Sua ideia de trabalho pode diferir do que a gestão estava pensando. Você poderia simplesmente ter cometido um erro. Acontece. Você não está sozinho.

  • Ser Demitido

Primeiro de tudo, não se culpe. Como eu disse, ser demitido pode acontecer com o melhor de nós. Não gaste muito tempo pensando nisso. Em vez disso, se concentre no que você vai fazer a seguir e como você está indo para encontrar outro emprego. Tenha em mente que um outro obstáculo (o estigma de ser demitido) acaba de ser adicionado à sua busca de trabalho. Dito isto, existem maneiras que você pode resolver este problema e colocá-lo em pelo menos um ponto neutro ou melhor, até algo positivo.

  • Questões legais

Antes de iniciar uma busca de trabalho considere onde você está do ponto de vista legal. Foi sua demissão legítima ou pode ser considerada uma demissão injusta? Você é elegível para benefícios de desemprego? Se você foi demitido por má conduta, com justa causa, pode não ser elegível.
Verifique com seu escritório de desemprego na sua cidade, especialmente se você tem uma opinião diferente do que o seu empregador tem sobre como você se separaram. Em muitos casos, o escritório pode te ajudar a receber um encaminhamento para um novo e bom emprego.

  • Currículos e cartas

Todo o seu trabalho de pesquisa para a correspondência deve ser positivo. Não há necessidade de mencionar que você foi demitido em seu currículo ou em suas cartas de apresentação. Em suas cartas de apresentação, o foco deve estar sobre o básico. Certifique-se de suas cartas abordam a posição para a qual você está se candidatando e por que e como, você está qualificado para isso. Isso é tudo que você precisa fazer. Não há nenhum ponto em trazer as circunstâncias de sua saída até que você precise.

  • Aplicações para vagas

Ao preencher pedidos de emprego, não seja negativo, mas, seja honesto e não minta, porque isso vai voltar para assombrá-lo. Você pode usar a linguagem como “trabalho terminado/encerrado” ou “terminado” se você precisa declarar por que você não está mais trabalhando no trabalho. Se você foi perguntado especificamente por que você foi demitido, você precisa responder. Mentir em uma aplicação de emprego é motivo para demissão a qualquer momento no futuro, e pode custar-lhe o subsídio de desemprego futuro.

  • Entrevistas de emprego

Aqui é onde a demissão vai importar mais. Você pode ter certeza que você vai ter a pergunta “Por que você deixou seu último emprego?”. A recomendação de especialistas é que você responda antes mesmo de a pergunta ser feita e, em seguida, seguir em frente. Mantenha a explicação breve, honesta, e mantenha ela em movimento. Diga ao entrevistador que você aprendeu uma lição e explique como você se beneficiou da experiência. Leve o negativo e transformá-lo em algo positivo.
Prática.
Tire algum tempo para preparar respostas a perguntas sobre ser demitido para que você saiba exatamente como você está indo respondê-las. Pratique novamente, para que possa responder com confiança e sem hesitação. Quanto mais você diz isso, menos doloroso será.
Mais uma vez, não minta.
A maioria das empresas verifica as referências e informações de fundo e, por isso, se você mentir você provavelmente vai ser pego.
Não se contradiga.
Diga a verdade e tenha uma história completa, independentemente de quantas pessoas estão entrevistando. Eles vão comparar as notas mais tarde e você não quer ter dito a uma pessoa uma coisa e outra pessoa uma outra história.
Não insulte o seu ex-chefe ou seu ex-empregador.
Nenhum empregador gosta de saber se você vai falar mal deles no futuro. Além disso, não fique com raiva. Sentindo-se irritado depois de ser demitido é normal. No entanto, é preciso deixar a raiva em casa e não trazê-la para a entrevista com você.

  • Continuando a vida

Por mais difícil que possa ser, e é difícil, você precisa passar por cima de ser demitido e seguir em frente. Você precisa ser capaz de convencer os empregadores que, independentemente do que aconteceu no passado, você é um forte candidato para a posição e pode fazer o trabalho. Concentrando nas habilidades e experiência que você tem vai ajudar a se vender para o empregador e irá ajudá-lo a conseguir o emprego.

Copiado: https://www.pontorh.com.br/

sexta-feira, 24 de maio de 2019

O Bullying no Ambiente de Trabalho

O bullying é uma prática que recebeu este nome apenas nas últimas décadas. Contudo, ele sempre existiu. Embora ele traga algumas semelhanças em relação ao assédio moral (e esse seja um tipo específico de bullying), o bullying não necessariamente parte de um superior ou alguém com maior nível hierárquico.
De um modo geral, o bullying no ambiente de trabalho pode ser definido como uma série de comportamentos impróprios que ocorrem de maneira repetitiva em relação a um ou mais funcionários, podendo criar riscos à saúde, segurança e relacionamentos. Esse tipo de comportamento geralmente assume características típicas:
  • Humilhações;
  • Agressões;
  • Intimidação;
  • Ameaças;
  • Provocações;
  • Fofocas e rumores;
  • Privações;
  • Exclusão ou isolamento;
  • Excesso de críticas sem justificativa;
  • Piadas.
O que antes era basicamente um problema sociológico, no qual poucos departamentos de RH ou chefias interferiam, começou a ser visto como um problema que impacta diretamente na produtividade. De fato, os impactos do bullying nos níveis de produção de uma empresa podem ser devastadores, além de criar riscos também para a saúde mental e até mesmo física dos trabalhadores que são vítimas desse tipo de atitude.
Manifestações visíveis do bullying incluem a depressão, excesso de ansiedade, ataques de pânico, baixa autoestima, sensação de isolamento, agressividade extrema ou contida, excesso de dores de cabeça e musculares e até mesmo tentativas de suicídio em casos extremos.
Minimizar o problema, nos dias de hoje, não é apenas sem conivente com o agressor, é ser conivente com a queda ou falta de produtividade, com a incompetência, com a preguiça e com os vícios que destroem o valor de seu negócio e o tornam um péssimo local para trabalhar e um local ainda pior para produzir.
  • Como orientar vítimas 
Assim como ocorre na sociedade, vítimas de bullying dificilmente se manifestam de pronto. Elas evitam o confronto e muitas vezes guardam para si os resultados das agressões. Claro, o perfil comportamental aqui desempenha papel fundamental: funcionários com um perfil mais analítico, por exemplo, quase nunca informarão ou comentarão a respeito do bullying até que seja tarde demais. Colaboradores com um perfil mais comunicativo, por outro lado, podem manifestar sua insatisfação. Infelizmente, comunicadores ou executores são muito mais raramente alvo do bullying, especialmente em razão de sua maior facilidade ao se impor perante um grupo. Planejadores, e principalmente analistas, geralmente são um alvo mais fácil.
O perfil comportamental, já nesse âmbito, pode indicar funcionários mais propensos a sofrer as mazelas do bullying, especialmente em equipes excessivamente competitivas. Do mesmo modo, um estudo mais apurado dos perfis em equipes maiores pode antecipar possíveis conflitos e situações de bullying, permitindo ao RH e lideranças agirem antes que essa possibilidade venha a ocorrer.
Orientar vítimas de bullying não é fácil – não há muito como identificá-las, caso não estejam dispostas a romper a barreira do abuso que sofrem. Entretanto, há como orientar todo o pessoal e estabelecer políticas e normas de conduta, assim como oferecer canais de orientação, auxílio e mesmo denúncia.

Seminários e eventos do pessoal de segurança e saúde no trabalho também podem e devem abordar o tema de forma geral e abrangente, atingindo todos os funcionários. Em muitos casos, profissionais dessa área e de órgãos constituídos por exigência trabalhista, como a CIPA, também podem servir de monitores a respeito do bom relacionamento entre os colabores.
  • Como agir em situações de bullying
Em primeiro lugar, se a empresa possuir procedimentos em suas políticas, é preciso fazer valer o processo. Punições têm de ser aplicadas, procedimentos seguidos à risca e de acordo com o que foi estabelecido. A razão, mais do que simplesmente obedecer ao disposto por escrito, é fazer com que os empregados vítimas de bullying sintam que há eficácia nas normas e sanções contra aqueles que cometem o assédio. Caso contrário, perde-se a confiança e casos de bullying permanecem ocultos, minando o moral e a produtividade e criando problemas que podem culminar em processos, problemas de saúde e crises sistêmicas nas organizações.
Para funcionários e colaboradores, o melhor é dar instruções claras e simples num primeiro momento:
  • Consultar a política da empresa ou do respectivo setor;
  • Falar com outras pessoas e colegas;
  • Buscar aconselhamento junto ao RH, líderes e superiores;
  • Não buscar revide;
  • Agir de forma rápida;
  • Transitar todo tipo de informação, denúncia ou similar por escrito.
Sob o ponto de vista do RH, a primeira coisa a se fazer, antes de mais nada, é verificar a idoneidade ou a veracidade de uma reclamação ou denúncia. Isso pode ser feito por meio de consultas e entrevistas a colegas, tentando evitar a forma direta, consultas a lideranças e verificação de episódios ou notificações anteriores.
O principal aspecto a ser mantido é a confidencialidade. A vítima de bullying geralmente teme represálias maiores caso denuncie e, se quando se dispõe a tanto for traído, tende a se fechar e deixar o problema persistir até seu limite.
Como RH, é preciso também permitir a manifestação de ambas as partes. O bullying é caracterizado por um comportamento repetitivo e insistente, e episódios isolados, nesse caso, jamais devem ser tratados do mesmo modo. Cada situação precisa ser analisada, acompanhada, pessoas e envolvidos, e também testemunhas, precisam ser todos ouvidos.
Finalmente, o RH precisa interagir com as lideranças responsáveis pela equipe na qual tal comportamento foi registrado, de modo a buscar alternativas e soluções para o problema. Em última instância, é do chefe de cada setor a responsabilidade por gerenciais seus times, e embora o bullying possa ser uma preocupação de RH, esses chefes podem ser tanto causadores dessas circunstâncias como também facilitadores.
E, claro, o RH também deve ser estratégico. O aparecimento comum de bullies nos quadros de uma empresa pode significar uma série de coisas. As lideranças podem ter um perfil que beneficie abusos e assédios, ou pode indicar chefias fracas e ditatoriais demais.
O RH tem como função manter um acompanhamento e um registro cauteloso e sempre atualizado desse tipo de ocorrência, que geralmente se torna mais comum nas empresas à medida que aumenta a carga de pressão.
  • Encaminhamento legal

Alguns casos de bullying, mesmo não caracterizando o chamado assédio moral por conta da ausência de relação de subordinação, podem eventualmente ter consequências que justifiquem o encaminhamento legal.
Em empresas que possuam um departamento jurídico, eventuais denúncias ou queixas de vítimas devem ser tratadas, independentemente de reclamações legais existentes. Em empresas que não possuam um jurídico, muitas vezes cabe ao RH indicar ao trabalhador canais nos quais ele possa acionar seus direitos.
Pode parecer difícil acreditar, mas existem, mesmo em empresas, casos de bullying que envolvem humilhação física, comentários ou comportamentos degradantes, atentados contra a honra e outros casos que podem envolver furtos, lesões e agressões, ameaça (sob o ponto de vista legal) e muitos outros tipos penais.
Uma vez encaminhado o processo, a empresa deve ao máximo evitar intervenções. Especialmente no caso de um departamento de RH, não cabe o papel de advogado de acusação. Envolver-se em disputas legais é algo que pode inclusive invalidar ou enfraquecer o departamento de RH dentro da organização.
  • O que não é bullying?
Vale ainda ressaltar casos que possam constar em denúncias e reclamações de funcionários, mas que não consistem em bullying e nem tampouco assédio mora. Há também funcionários que se aproveitam de posições de desvantagem para criar pressupostos legais que possam levar a indenizações e vantagens financeiras. Por essa razão, é preciso ter em mente situações que não caracterizam o bullying corporativo:
  • Reforçar ou impor uma política e procedimentos da empresa;
  • Oferecer feedbacks construtivos;
  • Discutir ou argumentar temas relativos ao trabalho e funções de cada um;
  • Solicitar ou pressionar colegas para que entreguem suas partes.
É preciso ter muito cuidado. Denúncias muitas vezes são injustificadas e até mesmo mentirosas, e cada caso tem de ser analisado separadamente ou as supostas vítimas de bullying acabam se tornando os verdadeiros bullies, e com o apoio do RH da empresa.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

A Diferença entre Deficiência e Incapacidade

Se buscarmos qual é a primeira coisa ou expressão que nos vem à cabeça quando falamos em deficiência, na maioria das vezes termos como dificuldade, incapacidade, e falta de algo, serão os lideres em nossas mentes.

 E por que isto acontece?

Isto acontece porque, desde sempre, a sociedade discrimina e classifica as pessoas com deficiência usando os termos que citamos a pouco.
  • Na antiguidade, em diversos povos, as crianças que nasciam com algum tipo de deficiência eram eliminadas (mortas) logo após seu nascimento.
  • Na Idade Média, as pessoas com deficiência eram isoladas, seja porque eram vistas como pessoas sem alma, seja porque eram, em alguns casos, vistas como divindades.
  • Nos palácios, podíamos encontrar pessoas com deficiência servindo como “Bobos da corte”.
Os conceitos que temos sobre as pessoas com deficiência, desta forma, não nasceram com a gente, muito menos com nossos pais.

Foram passados de geração para geração durante centenas, milhares de anos.
Isto justifica relacionarmos palavras e expressões negativas às pessoas com deficiência.
  • Mas deficiência e incapacidade são a mesma coisa?

Não. São coisas diferentes embora possam se relacionar.

Explico melhor.
  • A deficiência é algo inerente ao corpo, à condição física ou intelectual da pessoa, por exemplo, a cegueira e a síndrome de Down. Esteja o mundo acessível ou não, a deficiência está lá.
  • Já a incapacidade é o resultado da relação entre a deficiência e as eventuais barreiras do meio.
Uma pessoa cega, isto é, que tem uma deficiência, pode ou não ser capaz de mexer em um computador, dependendo da existência de algumas barreiras. 

Se o computador possuir um programa de leitura de tela, as barreiras desaparecem. A deficiência continuará lá, mas a incapacidade de mexer no computador não.

No caso de um “cadeirante”, a deficiência física estará lá, mas a incapacidade de transpor um degrau com autonomia vai depender da existência de uma rampa.

Assim temos a diferença entre deficiência e incapacidade.

As vezes a barreira que tem que ser transposta é a falta de um leitor de tela ou um degrau, porém há um outro tipo de barreira tão cruel ou mais que é a barreira de atitude.. 

É a barreira invisível que muitas vezes não dá a oportunidade de uma pessoa com deficiência mostrar sua capacidade. 

É o não sem explicação, é o desvio de direção das outras pessoas quando passam por ela. É a discriminação baseada em conceitos preconcebidos.

 O desafio de cada um de nós é contribuir para eliminar ou ao menos diminuir as barreiras físicas ou de atitude, para que uma pessoa com deficiência seja capaz de desempenhar uma tarefa, aproveitar uma oportunidade e, sobretudo, usufruir a vida.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Atualização Profissional: Entenda a Importância de se Requalificar


Atualmente estamos conectados todos os dias a fluxos de informações incontáveis, vindos de diversas fontes. Novas formas de trabalho também surgem com a velocidade da tecnologia. A atualização profissional passa a ter suma importância para profissionais que querem se destacar no mercado de trabalho, tão competitivo e acirrado.No post de hoje, vamos entender sobre a importância da requalificação, isto é: como podemos nos desenvolver a fim de concorrer a novas vagas de emprego, promoções ou até mesmo retomada de carreiras. Acompanhe!
Habilidades profissionais e demandas do mercado
Antes de mais nada, verifique as suas principais habilidades profissionais, a fim de poder melhorá-las — ou definir como buscar novas oportunidades de crescimentos em outras áreas. Essa é uma atitude positiva para começar a sua atualização profissional.Entenda melhor, também, as demandas do mercado, procurando alinhar sua vocação com o que as empresas solicitam para contratar e manter seus talentos. Assim, você poderá desenvolver sua carreira de forma mais ágil e eficiente.Extensão universitária e sucesso na carreira
Invista em cursos de extensão universitária, especializações ou pós-graduações. Essas formas de aquisição de conhecimento são excelentes escolhas, principalmente se você tiver como objetivo, em um futuro próximo, conquistar uma nova vaga de emprego ou ganhar uma promoção no seu atual trabalho.
Isso vai ajudar a se desenvolver em alguma especialidade, tais como: gerenciamento de projetos, linguagem de programação, etc. Você planeja e começa seus estudos agora, para colher os resultados a partir de 6 meses a 1 ano e meio.
Aquisição de novos conhecimentos e competências
Se você pretende conseguir o primeiro emprego, dar uma guinada em sua carreira ou até mesmo mudar completamente de profissão, é recomendado iniciar uma nova graduação na sua nova área pretendida. Por exemplo: você é publicitário, mas gostaria de ser um profissional de tecnologia.Esse objetivo será conquistado a longo prazo, mas ainda durante o curso você pode conseguir novos postos de trabalho ou mudar de empresa. Isso também dependerá do networking que você fizer, o que pode ser alavancado ao conhecer novas pessoas durante a formação.Relevância dos cursos livres e das certificações
Invista em cursos livres e rápidos, como os de 30 a 40 horas, aproximadamente, caso você precise de informações de maneira imediata. Busque também certificações que possam atestar sua competência em determinado campo. Por exemplo: faça aulas de Mídias Sociais, caso você tenha começado a ter essas tarefas no seu trabalho; ou um curso de Excel, se for utilizar esse programa no seu dia a dia.Num curto prazo você terá novos conhecimentos que ajudarão na sua rotina e poderão valorizar o seu currículo. Afinal, não apenas os cursos acadêmicos, como graduações e pós-graduações, garantem o sucesso no mercado de trabalho. Tais cursos livres também podem ser uma ótima fonte de contatos.Além disso, há segmentos de carreiras que mudam constantemente e precisam de atualização contínua. O setor de tecnologia e marketing são alguns deles, oferecendo diversas certificações que devem ser renovadas periodicamente.
A atualização profissional como diferencial competitivo
Manter-se sempre informado e atualizado é um dos diferenciais competitivos entre os diversos profissionais que temos hoje no mercado de trabalho. Portanto, investir na sua atualização profissional constante será um grande passo na busca por novas conquistas, novas oportunidades e novas promoções.Aqueles que continuam estudando estão sempre vários passos à frente de qualquer outro profissional. Por isso, invista em você!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Por que todo escritório precisa de um PET

Muitas empresas e Coworking adotaram o conceito pet friendly, onde o seu cachorro ou gato é bem-vindo no escritório. Mas por que fizeram isso?
De acordo com o estudo realizado pela Virginia Commonwealth University, nos Estados Unidos, o melhor amigo do homem pode trazer benefícios ao local de trabalho, incluindo redução de estresse, além de deixar o trabalho mais satisfatório para os funcionários.
Já se foi o tempo em que um escritório orientado à produtividade continha mesas separadas por divisórias como decoração e conversas ao telefone como único som ambiente.
Nos dias de hoje, é sabido que atmosferas mais acolhedoras promovem melhores práticas de trabalho e alavancam a produtividade. E é por isso que todo escritório precisa de um Pet!
Contudo outros estudos mostram que a presença de um (ou mais!) pet no ambiente do trabalho é capaz de melhorar a produtividade dos funcionários, reduzir o stress, fomentar a liderança e desenvolver a criatividade e a inovação.
No Reino Unido esta tendência já está se tornando uma realidade, sendo implementada por diversas empresas.
Entretanto pesquisas mostram que a cada ano tutores de pets britânicos aumentam o investimento na compra de artigos para acomodá-los em seus escritórios .
Além disso, empresas de liderança global já contam com a presença de cães e gatos nos escritórios. De acordo com a Forbes: .
“O poder de aumento de produtividade dos animais de estimação é algo que grandes organizações como a Nestlé e a empresa controladora do Google, a Alphabet, já apreciam. Também sabemos que mais de 40% da geração do milênio (pelo menos no Reino Unido) gostaria de trabalhar em locais de trabalho adequados para cães.”

  • Por que todo escritório precisa de um pet?

Pets promovem pausas que melhoram o ritmo de trabalho no escritório.
Consequentemente funcionários que não fazem pausas apresentam menor rendimento em suas funções. Além disso, são mais afetados por stress crônico e têm menor qualidade de vida. E tudo isso impacta no engajamento com o trabalho e na produtividade propriamente dita.

  • Pets promovem resolução de problemas

Bem como pesquisa da Tork, empresa que advoga pelo direito à pausa para o almoço nos EUA, revela que as pausas motivam o time para o trabalho e promovem melhor capacidade de resolução de problemas.

  • Pets reduz estresse

Neste contexto, ter um pet no escritório une o útil ao agradável: pesquisadores descobriram que acariciar ou brincar com animais aumenta a secreção de ocitocina e serotonina. Estes hormônios têm um papel importante na redução do stress e são causadores de sensações de bem-estar.
Assim, ao pausar o trabalho para interagir com um pet, o funcionário tem todos os benefícios de uma pausa alavancados! Por isso, ao voltar para suas atividades, ele tem mais disposição, tranquilidade e foco.

  • Pets propiciam a criatividade, a inovação e o trabalho em equipe.

Você já sabe que as pausas para brincar com o animal de estimação do escritório são capazes de reduzir o estresse, afetando diretamente a produtividade.
Mas sabe qual outro poder elas têm? O de melhorar a criatividade dos funcionários!
Durante uma pausa em que o cérebro se distancia de fato do trabalho, é mais provável que novas ideias e soluções para problemas surjam naturalmente.

Contudo com o distanciamento das telas, seus funcionários terão melhor capacidade de analisar os problemas por novas perspectivas e desenvolver soluções inovadoras.
Além disso, a presença de um pet promove a integração, criando laços mais fortes entre os membros da equipe.
Com mais afinidade entre o pessoal, as atividades do time são realizadas de maneira mais eficiente e os funcionários se sentem mais acolhidos e felizes no ambiente de trabalho.
Um espaço de trabalho precisa ser planejado conforme necessidades do clientes que atenda colaboração e produtividades entre os colaboradores. 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

9 Erros Que Estão Te Impedindo de Ter Reuniões Produtivas

No universo corporativo, não é difícil verificar que reuniões improdutivas são uma total perda de tempo e de dinheiro para qualquer empresa. 

Reuniões são importantes, mas se não forem objetivas e bem conduzidas, só vão servir para desperdiçar o tempo de todos. E, no mundo dos negócios, aquele velho clichê é sempre verdadeiro: tempo é dinheiro. Não dá para trocar preciosas horas de trabalho por encontros improdutivos.
  • Você já se perguntou que erros impedem um empresário de promover reuniões produtivas? 
  • O que faz uma reunião ser uma total perda de tempo e de dinheiro? 
  • Vamos falar sobre isso neste post, para que você não cometa os mesmos erros nos próximos encontros!

1. Não definir um objetivo

Há uma lista de assuntos importantes a serem tratados, não há? Pois acredite ou não, essa lista pode ser a grande vilã da falta de foco da reunião. Ter uma pauta de assuntos não significa uma boa condução e resultados. Sem a definição de um objetivo sua reunião pode acabar em uma discussão improdutiva de mil assuntos aleatórios, o que leva a total perda de tempo.
Para evitar isso, o objetivo deve responder basicamente a três perguntas-chave: O quê? Como? Por quê? Com isso, é possível avaliar a real necessidade da reunião e o início da especificação da mesma.

2. Convocar a reunião na última hora

Quer garantir que sua reunião seja um caos total? Convoque em cima da hora, no final do expediente, não permitindo que os participantes reorganizem suas agendas pessoais. Assim, você terá participantes totalmente desmotivados, ansiosos pelo fim do encontro e nada dispostos a cooperar.
Marcar a reunião com antecedência, dando chance aos participantes de se prepararem e reagendar seus compromissos, demonstra respeito e consideração pela equipe.

3. Não se preparar previamente

Não é possível ter reuniões produtivas se os participantes não chegarem preparados para o encontro. Se você não marcou com antecedência, não divulgou a objetivo e nem forneceu material informativo de apoio para os participantes, como esperar que estejam todos prontos para uma discussão produtiva?
Não é possível deixar essas providências para os quinze minutos que antecedem a reunião. Não espere que todos leiam aquele relatório de dez páginas que você só entregou na última hora. Conceda tempo para os participantes se prepararem adequadamente!

4. Convocar as pessoas erradas

Pode parecer uma questão simples, mas a verdade é que muitas reuniões ainda são feitas com a participação de pessoas que não vão acrescentar nada ao assunto discutido. Muitos organizadores se sentem na obrigação de convidar o staff completo da empresa, para que não se sintam excluídos. O resultado é uma sala de reunião lotada de pessoas não envolvidas no assunto, o que só servirá para tumultuar o ambiente e abrir caminho para conversas paralelas e bate-boca improdutivo.
Para evitar isso, a solução é óbvia: convoque o número certo de pessoas certas.

5. Não convocar as pessoas certas

Numa continuação do item anterior, outro erro que impede de ter reuniões produtivas é não convocar as pessoas certas, como as que detêm o poder de decisão, por exemplo. Se a reunião com a equipe não inclui ninguém que possa, realmente, decidir o assunto, então a consequência será uma mera troca de opiniões que não levará a nenhum resultado concreto.
Então, vale a pena repetir a recomendação do item anterior: convide as pessoas certas e cuide para que um detentor do poder decisório esteja presente.

6. Marcar a reunião para um horário inadequado

Não é possível recomendar um horário ideal para a convocação de uma reunião, pois isso depende dos horários de cada empresa e só você e sua equipe vão saber qual é. No entanto, existem momentos inadequados que você pode evitar. Quer exemplos? Marcar para “logo depois do almoço”. Primeiro, você não pode garantir que todos almocem juntos e estejam disponíveis ao mesmo tempo. Depois, principalmente se o assunto for complexo e monótono, você corre o risco de ver os participantes cochilando nas cadeiras, devido àquela sonolência que vem naturalmente depois de uma refeição.
Outro exemplo de horário inadequado: final do expediente, na véspera do fim de semana ou de um feriado prolongado. Enquanto a mente de todos já está viajando nos planos para relaxar e descansar, você espera que se concentrem nos relatórios dos últimos resultados? Difícil.
Como dissemos, a saída para evitar esse erro será discutir o melhor horário com os participantes antes de marcar a reunião.

7. Ignorar recursos tecnológicos

Aqui, o termo ignorar quer dizer tanto desconhecer quanto usar de modo inadequado ou precário. A tecnologia oferece ótimas soluções para otimizar uma reunião, como videoconferência com transmissão em tempo real, por exemplo. É um recurso que possibilita transmitir a discussão para a equipe fora da sala de reuniões, ou que esteja em outras filiais em qualquer lugar do mundo.
No entanto, comprar ou contratar recursos caros e não treinar as pessoas para usar e tirar o máximo de proveito deles pode ser um investimento sem retorno compensador.

8. Convocar reuniões desnecessárias

Já esteve em uma daquelas reuniões que se resumiram a uma conversa entre dois participantes enquanto os outros só observavam e se perguntavam o que estavam fazendo ali? É porque algumas reuniões não precisam ser reuniões. Há assuntos que podem ser tratados rapidamente, por dois ou três funcionários em um encontro informal. E há situações em que as informações podem ser transmitidas por e-mail ou em uma simples conversa telefônica.
Então, antes de convocar uma reunião, esteja certo de que ela é mesmo necessária e que não poderia ser substituída por outros meios de comunicação.

9. Falhar na condução da reunião

Dominar a dinâmica de uma reunião não é tarefa simples. Para promover reuniões produtivas é preciso ter um condutor firme e preparado para não deixar a discussão sair do controle, dar voz a todos os presentes, administrar conflitos e possibilitar soluções e tomada de decisões objetivas. Um condutor ineficiente pode significar reunião inútil, perda de tempo e frustração.
A pessoa que vai conduzir não precisa ser, necessariamente, o chefe ou o ocupante de uma posição superior na hierarquia da empresa. Se o gerente não leva jeito ou não domina o assunto, o melhor é entregar a condução a alguém treinado, que pode até mesmo ser um profissional externo ao grupo, mas que seja assertivo e domine técnicas de condução.
Agora que você já conhece os erros a serem evitados, você poderá conduzir reuniões produtivas.