quinta-feira, 16 de maio de 2019

AUTORRESPONSABILIDADE: um conceito poderoso para a realização de suas metas

A transferência de culpa é uma atitude muito comum, que muitas pessoas praticam sem sequer perceber. Tanto na vida pessoal quanto na rotina profissional e, especialmente, quando ocorre algo negativo em nossas vidas.



O que reforça a relevância da autorresponsabilidade.



Afinal de contas, por meio dela você pode lidar melhor com as situações em vez de transferir a responsabilidade, apenas. Acredite: a autorresponsabilidade tem um impacto positivo de profunda relevância na sua rotina e pode até mesmo mudar o seu propósito de vida.

E, para que o conceito seja devidamente esclarecido para você, de maneira a ser aplicado na sua rotina, nós preparamos este post. Acompanhe-nos nesta breve leitura e aprenda a agir e reagir a partir da autorresponsabilidade!

O que é autorresponsabilidade?

Em resumo, a autorresponsabilidade está associada à nossa capacidade de responsabilizarmos a nós mesmos por tudo aquilo que acontece em nossas vidas. Aquilo que é positivo ou negativo, e também o que nos influencia direta ou indiretamente.

A melhor parte é que, da mesma maneira que aprendemos a transferir a culpa, em algumas situações, também podemos desenvolver a autorresponsabilidade. A diferença é a dedicação necessária para aperfeiçoá-la, enquanto culpar os outros é muito simples.

Por que aplicá-la no dia a dia?

Voltando à situação em que transferimos a responsabilidade de algo para outras pessoas, percebemos de imediato que não evoluímos.
Afinal de contas, em vez de refletir sobre as nossas ações, nós delegamos o problema para alguém. Como desenvolvemos nossas capacidades a partir dessa perspectiva?

Dois exemplos de transferência de culpa:
  •  eu teria feito essa tarefa com uma qualidade superior se minha equipe não fosse tão ruim;
  •  eu não me atrasaria, se não fosse pelo trânsito da cidade.
Agora, que tal modificar algumas palavras?
  • eu teria feito essa tarefa com uma qualidade superior se tivesse me organizado e delegado melhor cada função aos meus colaboradores;
  • eu não me atrasaria se tivesse realizado uma gestão mais eficiente do meu tempo.
Percebe a grande diferença entre cada atitude? 

A autorresponsabilidade dá a você mais controle sobre todos os aspectos da sua vida. Sem falar na curva de aprendizado, que é sempre maior do que apontar outros culpados para um sentimento negativo.

Como a falta de autorresponsabilidade se manifesta no trabalho?

Na rotina profissional, a autorresponsabilidade aplicada se converte em um degrau de ascendência para o indivíduo.

E sabe por quê? 
São atitudes que denotam a capacidade de solucionar problemas, de inovar e realizar o serviço cada vez melhor. Do contrário, a pessoa está contaminando o ambiente com:
  • conflitos;
  • menos produtividade;
  • mal-estar entre os colaboradores;
  • tensão no local de trabalho;
  • obstáculos na comunicação interna.
E isso aparece nos exemplos que citamos acima, mas também nas atitudes e comportamentos de profissionais que nunca assumem a culpa. E, pior: apenas apontam culpados.

E as vantagens em aplicá-la no ambiente corporativo?

A dedicação e disciplina em se moldar dentro do escopo da autorresponsabilidade são, por sua vez, de enormes benefícios. Não só para o indivíduo, mas para o coletivo. Confira algumas vantagens em aplicá-la:
  • mudança nos hábitos, alterando aquilo que não funciona em novas soluções;
  • mais autoconhecimento;
  • melhoria na capacidade e habilidade social;
  • redução das crenças limitantes no dia a dia;
  • menos frustração e maior capacidade de reação;
  • redução de conflitos na rotina;
  • novas perspectivas — como a de transformar obstáculos em oportunidades;
  • o profissional se torna uma referência para os colegas;
  • gera-se mais oportunidades de crescimento — pessoal e profissional.
É inegável, então, que a autorresponsabilidade desponta como um diferencial e tanto para uma mudança brusca na vida dos seus praticantes. Inclusive, com um extenso material sobre o assunto — e até mesmo um dos livros mais completos sobre o assunto!

Vamos colocar um pouco desses benefícios em órbita dos seus hábitos? 
A seguir, vamos falar um pouco sobre como desenvolver a autorresponsabilidade.

Como desenvolver a autorresponsabilidade?

Dificilmente, as mudanças pretendidas acontecem da noite para o dia e sem desafios pelo caminho. Mas é a jornada que fortalece o objetivo.
No caso da autorresponsabilidade — seja no cotidiano ou na rotina profissional —, o caminho é contínuo, uma vez que a sua aplicação se converte em um aprendizado incessante.
Por isso, reunimos algumas dicas pontuais para você nunca deixar de lado a autorresponsabilidade nas suas decisões:
  • avalie as suas decisões, atitudes e comportamentos;
  • identifique em quais delas você está culpando alguém que não você pelos resultados;
  • crie e exercite essa autoconsciência para assumir as suas responsabilidades;
  • tenha a pró-atividade para mudar os hábitos. Controle os impulsos e sempre reflita sobre as suas decisões;
  • tenha uma visão sistêmica dos seus hábitos para evitar qualquer deslize e fortalecer a sua disciplina para agir de maneira diferente;
  • foque nos resultados e aprenda com eles. Só assim, você irá realizar os seus sonhos e sentir a mudança dentro de você se desenvolver.
A autorresponsabilidade é vista, por profissionais de coaching, como uma das primeiras etapas para que o indivíduo assuma a perspectiva de mudança na sua vida.

Com isso, os ensinamentos são melhor absorvidos. O indivíduo adquire a consciência para exercitar um lado do qual não estava habituado em perceber. Muito menos, em praticar.

E é por conta desse fator que tende a ser debilitante na escalada de um indivíduo que almeja a autorresponsabilidade, que temos as 6 leis da autorresponsabilidade. 
Vamos conhecê-las?

Quais são as 6 leis da autorresponsabilidade?

Abaixo, reunimos as 6 leis da autorresponsabilidade e que, quando repetidas até tê-las devidamente assimiladas no inconsciente, vão ajudar na sua empreitada. São elas:
  1.  Se é para criticar os outros, cale-se;
  2.  Se é pra reclamar, dê sugestão;
  3.  Se é para buscar culpados, busque solução;
  4.  Se é para se fazer de vítima, faça-se de vencedor;
  5.  Se é para justificar seus erros, aprenda com eles;
  6.  Se é para julgar as pessoas, julgue suas atitudes.
E então, já repetiu algumas vezes as leis acima para compreender quais atitudes devem ser revistas ou repensadas antes de serem tomadas?

terça-feira, 14 de maio de 2019

Marketing de Engajamento: os 5 princípios e 7 dicas práticas


Por décadas, as campanhas de marketing pontuais tomavam conta da maior parte das estratégias de publicidade. No entanto, desde a ascensão da Internet, em particular, a ascensão das mídias sociais, o comportamento do cliente mudou drasticamente.

O marketing em mídias sociais não só se tornou uma ferramenta essencial para qualquer estratégia, mas transformou a relação dos clientes com as marcas.

Os usuários, hoje, também esperam que seu relacionamento com as marcas vá além do valor de uso de seus produtos. Dentro dessa nova lógica de consumo surge o marketing de engajamento.

O marketing de engajamento atrai as pessoas contando histórias, gerando conversas e abordando as necessidades e interesses dos clientes. O objetivo é envolver os clientes em um relacionamento mais profundo e sustentável com um determinado produto ou marca.

Mas afinal, o que é marketing de engajamento?
Ao contrário das abordagens tradicionais de marketing, nas quais você atrai especificamente prospects com ofertas de resposta direta, como promoções, o marketing de engajamento permite que o público-alvo, ou ainda melhor, as personas, interajam com você e definam como eles gostariam de se comunicar com sua marca.

Engajamento significa que alguém está interessado em ouvi-lo e que você deve se relacionar com essa pessoa para alcançar seu objetivo comercial, enquanto cumpre uma proposta de valor para com o público.

O marketing de engajamento começa quando uma pessoa interessada toma uma ação para iniciar uma interação com você. É seu papel incentivar um diálogo com o indivíduo para ajudá-lo a tomar uma decisão de compra.
Um cliente engajado, provavelmente, se tornará um cliente fiel.

Os 5 Princípios do Marketing de Engajamento
Podemos definir o marketing de engajamento analisando os 5 princípios básicos que constroem toda a experiência do usuário:
  • Um foco implacável na construção de confiança
  • Abraçando uma comunicação forte de duas vias
  • Uma troca de valor
  • Um foco de relacionamento
  • Uma visão de longo prazo
No marketing de engajamento toda empresa tem a mesma missão: maximizar seu valor. Mas atenção, seu recurso mais valioso não é seu produto, sua marca ou sua equipe, são seus clientes. As empresas mais bem-sucedidas obtêm sucesso porque se destacam durante cada estágio do funil de compras do cliente: na aquisição de novos compradores, no aumento do valor da vida útil e na conversão deles em defensores de sua marca.

Os profissionais de marketing devem se tornar administradores da jornada do consumidor e criar vínculos com os prospects onde quer que eles estejam.

Por que o marketing de engajamento é importante?
Como qualquer tendência de marketing, o marketing de engajamento tem seus céticos, mas nos últimos anos, começaram a surgir dados que comprovam o quão valioso um cliente engajado pode ser.

A Influitive, uma incrível plataforma de engajamento de clientes, descobriu que “as empresas que melhoraram o engajamento aumentaram a venda cruzada em 22%, aumentaram a receita de vendas entre 13% e 51% e também aumentaram o tamanho dos pedidos entre 5% e 85%”.

Uma pesquisa da Rockefeller Corporation descobriu que “68% dos clientes saem de uma negociação porque acham que você não se importa com eles”.
Além disso, a pesquisa da Vision Critical descobriu que 86% dos compradores estão felizes e dispostos a pagar mais por uma melhor experiência do cliente e que até o ano 2020 essa experiência do cliente será mais importante no processo de vendas do que preço ou produto.

Aplique na prática: 7 dicas fáceis sobre marketing de engajamento para atrair clientes
Agora que você já entendeu o conceito de marketing de engajamento, é hora de receber algumas dicas e colocar em prática as estratégias de marketing para atrair clientes, melhorando e ampliando o seu relacionamento e tornando o usuário engajado em sua causa. Separamos 7 dicas fáceis para te ajudar a começar hoje seu planejamento.

#1 Desenvolva uma estratégia de engajamento
Para ter sucesso, você deve preparar uma abordagem e um plano claros para o seu marketing de engajamento. Inicie desenvolvendo um planejamento estratégico de marketing digital. Seu plano terá que incluir informações como: maneira pela qual você alcançará seus usuários e como você poderá responder e interagir com os participantes envolvidos.

#2 Integre seu mix de marketing
Todos os aspectos de seu mix de comunicação de marketing devem incluir um “call to action” para engajamento digital.
Você pode simplesmente solicitar e estimular comentários e postagens em seus blogs e fóruns, além de disponibilizar um contato de WhatsApp para dúvidas, inserir materiais ricos como e-books em suas plataformas e pedir em troca o contato do cliente, possibilitando que ele faça o download e compartilhe com sua rede.

#3 Conteúdo e relacionamento
Concentre-se em desenvolver uma estratégia de marketing de conteúdo relevante e interessante para se envolver com seu público.
Entenda que construir relacionamentos genuínos com conteúdo que seja importante para o indivíduo é a melhor maneira de alcançar os principais objetivos de negócios do marketing de engajamento.
Dessa forma, se você tem um e-commerce de roupas femininas, por exemplo, pode estabelecer um relacionamento com suas clientes e potenciais clientes por meio da produção de conteúdo que apresenta as novas tendências da moda, como usar determinada novidade no dia a dia ou variações de uso de uma mesma peça. Enfim, preocupe-se em resolver alguma dúvida ou problema do seu cliente antes de tentar convencê-lo a comprar alguma coisa da sua empresa.

#4 Promover assinaturas
Use técnicas baseadas em permissões para incentivar assinaturas de newsletter com formulários otimizados, registros RSS, notificações de push, referência a um amigo e compartilhamento em rede social.
Conseguir fazer com que um usuário assine sua newsletter por exemplo, é um passo a mais no caminho para conquistá-lo. Este contato agora deverá ser nutrido com informações gerais, promoções, curiosidades e tudo o mais que sua empresa pode fazer por ele.

Agora que você tem seu endereço de e-mail você pode conversar diretamente com ele, então seja pessoal sem ser invasivo. Acrescente algo à vida de seu prospect.

#5 Convide os ouvintes a interagir com o seu Blog
Estabeleça uma cultura de envolvimento incentivando seus prospects a contribuir com comentários, sugestões e até mesmo como escritores convidados para ampliar os pontos de vista e os recursos disponíveis para sua comunidade conectada.

#6 Realize pesquisas e enquetes
Pesquise com frequência para dar oportunidades de iniciar o envolvimento enquanto aprende com a sua comunidade de usuários. Use pesquisas físicas ou online para iniciar o diálogo relevante com o indivíduo.

#7 Envolva-se com redes sociais
Se você ainda não faz parte do Facebook, Instagram, LinkedIn ou Twitter,  não perca mais tempo: vá direto a esses sites e entenda como as redes sociais para negócios podem ser utilizadas para o desenvolvimento da sua empresa e marca.

Esses sites estão capturando literalmente milhões de pessoas que estão ativamente envolvidas nessas plataforma todos os dias. Descubra em quais redes sociais seu público-alvo está presente e aproveite o envolvimento e o compartilhamento de seu conteúdo usando essas redes sociais.


segunda-feira, 13 de maio de 2019

O que é Design Thinking?

O Design Thinking, como indica o nome, é uma forma de abordagem tomada do campo do design e adaptada às empresas e corporações. 

Literalmente, o termo significa “pensamento do design” ou "pensar como designer". O que isso quer dizer, na prática? 

Segundo o livro “Design Thinking - Inovação em Negócios”, pensar como designer é abduzir. 

O design, para além da estética de produtos ou serviços, enquanto tipo de conhecimento, tem como objetivo a promoção do bem-estar na vida das pessoas. 

A apropriação desse conceito e sua aplicação no mundo dos negócios tem a ver com inovação. A percepção do designer do mundo e pessoas ao redor é o que gestores buscam como forma de expandir horizontes na hora de criar projetos e executar tarefas, chamando essa abordagem de Design Thinking.
O termo existia anteriormente, mas foi popularizado por Tim Brown, CEO da Ideo, empresa norte-americana consultora em design. O empresário busca estabelecer a diferença entre ser um designer e pensar como um. 
Em sua visão, todos deveriam pensar como designers, ainda que não sejam da área, para conquistar um nível de inovação radical nas empresas e na vida. 

Da mesma forma que um profissional do design enxerga de forma holística o mundo ao seu redor, observando aspectos cognitivos, emocionais e estéticos que afetam as experiências humanas, empresários precisam olhar seu contexto com empatia, a fim de identificar problemas a serem solucionados, bem como criar respostas verdadeiramente inovadoras para eles. 
Pelo menos é isso que pensam os defensores desse método.
Assim, o “pensamento abdutivo” do design, como visto no livro supracitado, se refere a uma forma pouco convencional de raciocínio.
“Nesse tipo de pensamento, busca-se formular questionamentos através da apreensão ou compreensão dos fenômenos, ou seja, são formuladas perguntas a serem respondidas a partir das informações coletadas durante a observação do universo que permeia o problema. Assim, ao pensar de maneira abdutiva, a solução não é derivada do problema: ela se encaixa nele”, diz a obra. 

Como funciona o Design Thinking?

O pensamento abdutivo se desdobra em métodos de pesquisa e análise, de forma que hoje o Design Thinking é visto como um conjunto de práticas e processos, um método que propõe uma nova abordagem aos problemas. 
Isto se relaciona à obtenção de informações, sua análise e as consequentes soluções propostas a partir do conhecimento gerado.
O foco passa a ser a experiência do consumidor ou do público-alvo, na busca por respostas aos problemas encontrados através do Design Thinking enquanto abordagem metodológica. 
A grande diferença deste método é que ele parte da solução, do projeto, e não necessariamente de todos os parâmetros do problema, como é comum no método científico. 
A observação da vida humana gera insights quanto ao que as pessoas querem ou precisam, e o desafio do Design Thinking é responder criativamente a tais necessidades e desejos, prioritariamente através de trabalho colaborativo entre equipes multidisciplinares. 

A colaboração com o próprio consumidor na hora de criar projetos e soluções é também uma característica dos design thinkers. 
Tim Brown acredita que a próxima geração de designers trabalhará em conjunto com o público, de forma que eventualmente o próprio consumidor terá condições de pensar como designer, elaborando, ele mesmo, projetos que melhorem sua experiência. 

Etapas do Design Thinking

As etapas atribuídas ao design thinking são a imersão, ideação, prototipação e desenvolvimento. 
“A inovação guiada pelo design veio complementar a visão do mercado de que para inovar é preciso focar no desenvolvimento ou integração de novas tecnologias e na abertura e/ou atendimento a novos mercados: além desses fatores tecnológicos e mercadológicos, a consultoria em Design Thinking inova principalmente ao introduzir novos significados aos produtos, serviços ou relacionamentos”, dizem os autores do livro Design Thinking. 

O processo, desde a imersão até o desenvolvimento, busca a inovação de forma não linear, a atribuição e descoberta de novos valores e significados para os projetos, serviços e produtos, bem como a constituição do pensamento integrativo como ferramenta para o alcance de soluções, não exatamente definitivas, mas holísticas e baseadas na experiência do consumidor. 

sexta-feira, 10 de maio de 2019

LIDAR COM O FRACASSO É ESSENCIAL PARA CHEGAR AO SUCESSO







Somente quem já passou por um fracasso sabe como é amargo esse momento. Para mim, é como estar preso em uma cela escura, fria e pequena. Lá, você vive um momento de introspecção e é tomado por sentimentos de medo, insegurança e um número sem fim de dúvidas sobre si mesmo: 
  • “Onde foi que eu errei? 
  • Será que foi o meu jeito de falar, de agir? 
  • Será que isso vai acontecer de novo?”.

Enquanto isso, através das grades, você imagina o mundo belo, maravilhoso e saudável lá fora. Você consegue ver os outros andando em carros luxuosos e vivendo em casas confortáveis, e observa que essas pessoas gozam de plena liberdade de ação e expressão – trabalham, produzem, participam, ganham, contribuem, amam e se divertem. E você está lá preso, condicionado à realidade criada em seu próprio estado mental.
Enfrentar situações de fracasso é comum na vida de qualquer empreendedor. Eu mesmo acumulei um longo histórico de insucessos. Ainda quando estudante, repeti duas séries escolares, terminei o ensino médio somente aos 22 anos (com notas que envergonhariam qualquer um) e entrei na faculdade somente aos 26.
Descobri que a diferença entre quem vence e quem fracassa está 100% ligada a sua atitude e postura mental. 
O derrotado pensa assim: para mim nada dá certo, tudo o que faço dá errado, nasci para fracassar. Já o empreendedor bem-sucedido aceita os reveses apenas como um período de aprendizagem, transformação e amadurecimento que o motiva a corrigir os próprios erros e a fazer diferente na próxima vez.

Consegui me formar aos 30 e, pouco tempo depois de conseguir meu primeiro emprego, fui demitido. Mais tarde, já como empresário, tomei uma série de decisões que resultaram em fracassos. Criei negócios que não deram certo, tive grandes decepções, prejuízos e derrotas.
Descobri também que, muitas vezes, é após uma grande queda que vivenciamos o maior crescimento. Essa é a hora para retomar projetos, renovar ambições e resgatar sonhos às vezes já esquecidos ou adormecidos no fundo da alma.
Nesse processo de mudança, entender as razões do fracasso e aprender com os erros é fundamental. Tão importante quanto fazer essa profunda análise é abandonar as desculpas, que são tão comuns às pessoas que não conseguem alcançar o sucesso. Algumas das mais comuns são: “a concorrência é muito forte”, “falta dinheiro”, “o governo não ajuda”, “os impostos são muito altos” e “não tenho sorte”.
Na realidade, quem quer prosperar não pode ficar preso a desculpas. Não existe aquela história de “a vida não sorriu para mim” ou “a vida foi cruel comigo”. Você precisa decidir heroicamente enfrentar o espelho e despedir-se de seu antigo eu para abraçar uma nova maneira de ser, sem bloqueios nem complexos.

No entanto, não imagine que essa trajetória será fácil, tranquila e serena. O caminho está cheio de pedras, obstáculos e desafios. Há muitos desapontamentos, as coisas nunca dão certo na primeira vez, e as pessoas nem sempre agem como você espera.
Ainda assim, não há momento melhor para dar um novo rumo à sua vida. O Brasil, apesar de todas as suas crises, ainda é o país da oportunidade. Temos 30 novos milionários por dias nesse país. A cada ano, novos brasileiros são inseridos na lista dos bilionários da Forbes.
Por isso, enfrente seus medos, reavalie suas metas e, acima de tudo, acredite em seu potencial infinito de realizações. Um dia, você verá que o fracasso do passado foi um momento essencial para que fosse possível alcançar o sucesso pleno e duradouro. Copiado:https://revistapegn.globo.com/

quinta-feira, 9 de maio de 2019

O que é TPM? Total Productive Maintenance / Manutenção Produtiva Total.

O que é TPM?
A partir do final da segunda Guerra mundial, com a evolução das indústrias de fabricação e montagem, houve uma necessidade natural de investimentos em novos equipamentos fazendo com que as máquinas tornassem altamente sofisticadas e automatizadas. 
Dentre vários países, o Japão logo embarcou no desenvolvimento de tecnologia industrial, se tornando um dos líderes mundiais na aplicação de robôs. Com equipamentos mais sofisticados para produzir e o aumento de volume, a necessidade então passou a ser fazer a produção programada no tempo correto.
Foi exatamente a combinação da necessidade do cumprimento da produção programada com a automação dos equipamentos que fez com que as empresas tivessem a ter maior interesse por melhorar o processo de gerenciamento da manutenção dos equipamentos a fim de garantir a produção. 

Assim, originou-se o termo TPM, sigla em inglês que significa Total Productive Maintenance ou em português manutenção produtiva total.

O termo TPM foi definido originalmente pelo JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance) e é um método de gestão que identifica as perdas existentes no processo produtivo e administrativo, maximiza a utilização do ativo industrial e garante a geração de produtos de alta qualidade a custos competitivos.

Inicialmente, o TPM incluía cinco estratégias a citar: a maximização da eficácia do equipamento, o desenvolvimento de um sistema de manutenção produtiva que cobrisse a vida útil do equipamento, o envolvimento de todos os funcionários da organização desde a alta gerência até o chão de fábrica, o envolvimento de todos os departamentos que planejam, usam e mantem os equipamentos e a promoção da manutenção produtiva através do gerenciamento motivacional com grupos pequenos e atividades autônomas.

No entanto, observando a evolução do TPM nas diferentes indústrias e a sua aplicação em todos os departamentos, incluindo os administrativos e de vendas, o JIPM introduziu uma nova definição de TPM com uma nova estratégia. Assim, o TPM focou-se nas seguintes estratégias:

·Tornar possível a construção de uma organização incorporada com o objetivo de maximizar a eficácia dos sistemas de produção.
· Fazer a organização focar na prevenção de todos os tipos de perdas de forma a assegurar zero falhas, zero acidentes e zero defeitos garantindo a vida do sistema de produção através da utilização de metodologias no chão de fábrica.
· Na implantação do TPM, garantir o envolvimento de todos os departamentos da organização, incluindo vendas e administração.
·  Garantir o envolvimento de todos, desde os funcionários de chão-de-fábrica até a alta gerência na execução do TPM;
·  Condução das atividades com foco na perda zero de atividades de pequenos grupos.

1 – Histórico do TPM
  • Até 1950 – A manutenção se baseava no conserto após a quebra. Dessa forma, havia intervenção no equipamento apenas após o mesmo ficar inoperante.
  • 1951 – A manutenção preventiva foi introduzida no Japão, baseando-se nas manutenções preventivas que já ocorriam na América. Nesta época o Japão havia acabado de sair da guerra e as indústrias de processo japonesas estavam começando a se organizar.
  • 1957 – Foi introduzido o conceito de manutenção por melhoria, ou seja, quando o equipamento estava produzindo, mas fosse detectada uma oportunidade de melhoria, eram feitas intervenções a fim de melhorar as suas condições e evitar a quebra.
  • 1960 – Surgiu o conceito de prevenção da manutenção. Sendo assim, os equipamentos começaram a ser projetados focando a facilidade de manutenção e a confiabilidade, com análise das quebras que poderiam ocorrer antes mesmo de fazer o novo equipamento.
  • 1971 – Surgiu o TPM 1ª Geração com a estratégia na máxima eficiência dos equipamentos e análise de perda por falha dos equipamentos com o conceito quebra zero.
  • Década de 80 – O TPM evolui para a 2ª Geração com um foco melhor na análise das perdas (seis principais perdas) e com o conceito perda zero.
  • Década de 90 – A 3ª Geração coloca o foco nos sistemas de produção e acrescentando ferramentas como o OEE (Overal Eficiency Equipment) agregado a redução de custos e objetivando o defeito zero.
  • A partir de 2000 – O TPM evolui para a 4ª Geração, se estendendo além da produção, atingindo setores como logística e administrativos (companhia como um todo). As análises de perdas tornam mais abrangentes, englobando perdas por máquinas, processos, pessoas e produtos.
2 – Quais os objetivos básicos do TPM?
O TPM objetiva a eliminação das causas das quebras e dos defeitos a fim de garantir a manutenção planejada e programada. Ele se baseia no comportamento humano e entende que o aumento da disponibilidade, fácil operação e manutenção das máquinas e equipamentos contribuem para manter um ambiente produtivo e com qualidade total.

É fácil perceber que o TPM acaba proporcionando um ambiente limpo, organizado e seguro, e, portanto, mais saudável. Por isto, costumamos dizer que seu objetivo principal é composto por três sub-objetivos: a “Quebra Zero”, o “Defeito Zero” e o “Acidente Zero”.

– Quebra Zero, Defeito Zero e Acidente Zero.
Só é possível atingir estes três objetivos com mudanças de comportamentos e atitudes de todos os funcionários da empresa. Se observarmos os japoneses, é fácil perceber porque eles possuem sucesso com a implantação desta ferramenta. 
Eles simplesmente entenderam o conceito e reorganizaram a empresa de forma a implantar uma cultura organizacional voltada a garantir a integração entre homem, equipamento e produto com o envolvimento de todos os departamentos, principalmente os de produção e manutenção, essenciais para o processo. A partir daí eles tornaram isso um hábito, sempre buscando melhorar o processo disciplinarmente.
Eles mudaram a frase: “Eu opero, você conserta”
Para:  “Eu e você produzimos”
3 – Benefícios conquistados com o TPM:
No livro “TPM in Process Industries”, o autor Tokutaro Suzuki, menciona que podemos dividir os benefícios conquistados com o TPM em duas categorias: os tangíveis (que podemos mensurar) e os intangíveis (que não podemos mensurar mas podemos sentir o efeito). Antes de falar dos tangíveis, é bom lembrar que estes resultados foram medidos em organizações que implantaram esta ferramenta e consequentemente possuem fundamentos. Vamos lá:
Benefícios Tangíveis:
  • ·         Aumento da produtividade líquida de 50% a 100%;
  • ·         Quedas de paradas repentinas em 90%;
  • ·         Aumento global da eficiência da planta de 50% a 100%
  • ·         Quedas de 90% nos defeitos de processos;
  • ·         Quedas 75% de reclamações de clientes;
  • ·         Redução dos custos de produção em até 30%;
  • ·         Produtos e inventários de trabalho em processo (WIP) equilibrados;
  • ·         Aumento das sugestões de melhorias por parte dos funcionários de 5 a 10x;
Benefícios Intangíveis:
  • ·  Auto-gestão dos funcionários, onde os operadores cuidam dos seus próprios equipamentos sem direcionamentos;
  • ·     Estabelecimento da autoconfiança e atitude nos colaboradores para redução das paradas e defeitos;
  • ·      Local de trabalho limpo, organizado e alegre;
  • ·   As pessoas que visitam uma planta com TPM ficam com a imagem de uma companhia altamente organizada.
  • ·    Isso tende a aumentar o número de pedidos.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Branding, Marketing e Propaganda: entenda a diferença

Entregar apenas um produto ou solução, não é suficiente para manter sua base de clientes ativa. Atualmente o relacionamento com o cliente está se tornando mais importante, ainda mais no mercado de telecomunicações e internet, onde a concorrência tende a aumentar com a expansão das grandes teles. Por isto nossa equipe trás hoje, um post sobre a diferença entre Branding, Marketing e Propaganda.
Fazendo um bom uso destes três conceitos mencionados, você possuirá uma boa estratégia de mercado para o seu produto ou serviço de TV/Internet. Saberá ainda a melhor forma de fazer com que a sua marca seja conhecida. Uma vez que o seu nome chegue até o público-alvo, é hora de conquistar essas pessoas, gerando fidelização para a marca. Esses são Marketing, propaganda e branding, respectivamente, sendo usados em conjunto para destacar a sua marca da concorrência.
Com o advento do mundo digital, elementos, termos e práticas antes restritas aos profissionais e estudantes de Marketing têm sido divulgados para um público cada vez maior. O problema é que mesmo as pessoas experientes na área tendem a confundir certos conceitos. Você sabe, por exemplo, a diferença entre branding, marketing e propaganda? Um equívoco comum é pensar que tudo serve simplesmente para vender. Mas isso não é apenas reducionista, como também equivocado.
Primeiro é preciso entender que esses conceitos estão todos relacionados à sua marca. E aqui não importa se o que você oferece é um produto ou serviço. Uma marca é um sistema complexo dotado de várias camadas, e a percepção que o público tem desse sistema vai ser construída através das três ferramentas mencionadas. Portanto, compreender o que são e aquilo que faz cada uma, vai ser essencial para que você consiga gerar valor percebido com a sua marca. Entenda nos tópicos abaixo a diferença entre branding, marketing e propaganda.

O que é Marketing?

Segundo Philip Kotler, “Marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com lucro. Marketing identifica necessidades e desejos não realizados. Ele define, mede e quantifica o tamanho do mercado identificado e o potencial de lucro.”
O marketing possui um papel de peso na estratégia corporativa. E isso porque ele é um esforço multidirecional para atingir o consumidor. Se você já ouviu falar em composto de Marketing, os famosos 4 Ps, então você vai entender facilmente como essa área está envolvida no panorama de uma empresa. Para quem não lembra, essa sigla designa produto, preço, praça e promoção.
Com os 4 Ps, o marketing pode atuar junto à concepção do produto, e posteriormente vai trabalhar na política de preços. Depois poderá lidar com a logística e os canais de distribuição. O marketing irá cuidar ainda de analisar o local mais adequado para que o seu produto possua um posicionamento estratégico. Por fim, no componente da promoção vai lidar com a comunicação e montar campanhas em conjunto com o setor de publicidade.

Além dessa função estratégica, o marketing também diz respeito à imagem projetada. Em outras palavras, como você quer ser visto pelos outros. Essa “aparência” que você quer imprimir ao seu negócio é o que o público irá reconhecer e associar com a sua marca.

Propaganda

A propaganda vai promover seus serviços ou produtos. Lembra dos 4 Ps? Aqui é onde entra o composto das promoções. É a propaganda que vai permitir que a sua marca seja conhecida pelo mercado.
“Eu poderia ter posicionado a Dove como uma barra de sabão para homens com mãos sujas, mas escolhi posiciona-la como um sabão de mãos para mulheres com pele seca. Esta estratégia ainda funciona 25 anos depois.” – David Ogilvy
E aqui não importa se falamos de uma ação em veículos com audiência massificada ou em campanhas de nicho. O que importa é fazer o seu público-alvo ter conhecimento da sua existência.

Branding

O branding também é conhecido como um processo de gestão de marca. É ele que vai trabalhar as imagens, ideias, discursos e outros elementos associados ao seu produto ou serviço. São ações que funcionam em consonância com as diretrizes organizacionais. O objetivo principal aqui é ir além do aspecto econômico, ou seja, não basta vender a sua marca.

“Sua marca não é o que você pensa que ela é, mas sim o que dizem que ela é”. – Marty Neumeier
A ideia do branding é que é preciso conquistar não só o bolso, mas também o coração do consumidor. É importante que a sua marca tenha relevância e faça parte da vida das pessoas.

Conclusão

Em uma analogia rápida e simples? O marketing é a roupa que você veste, ou até deixa de vestir, para causar determinada impressão. A propaganda é você exaltando as qualidades da sua roupa/escolha. O que nos leva ao branding, que é como o público te vê de fato. Ou seja, o branding é como as pessoas vão te notar no mercado entre outras marcas. Mas lembre-se de que isso pode resultar na percepção desejada, ou em uma interpretação totalmente diferente da sua intenção original. Em termos de serviços e produtos é nesse momento que você precisa de uma gestão de marca.