sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Faça a MELHORIA CONTÍNUA e saia da crise !!

Melhoria
Infelizmente o Brasil entrou em recessão e agora mais do que nunca as empresas e os profissionais precisam
  • identificar todos os pontos que necessitam de melhorias na organização
  • melhorar a Qualidade,
  • aumentar a Produtividade,
  • eliminar Desperdícios,
  • reduzir Custos,
  • promover um Ótimo Ambiente de Trabalho e
  • fidelizar os Clientes,
para enfrentar a crise e sobreviver até a situação do país melhorar, mas quando melhorar, se tornar uma empresa mais próspera, sólida e com crescimento sustentável.
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Então que tal:
– Não resista às mudanças necessárias;
– Pesquise, visite e converse com os seus clientes para identificar o que pode ser melhorado e o que está causando a insatisfação dos mesmos. Exemplos: Prazo de entrega, Qualidade, Atendimento, Preço, etc;
– Promova um Ótimo Ambiente de Trabalho, adote a meritocracia e lembre-se: “Pessoas é a parte mais importante dos processos organizacionais e a base de qualquer programa de melhoria”;
– Identifique todos os problemas e não conformidades da empresa, relacionadas aos clientes e fornecedores e adote ações corretivas para evitar a reincidência dos mesmos;
– Controle todos os custos fixos e variáveis;
– Combata as perdas e desperdícios em todos os processos;
– Procure inovar sempre;
– Estude a viabilidade de fabricação e venda de cada item quanto ao “Custo x Benefício x Risco”;
– Invista em Tecnologia: “Automação, menor consumo de energia elétrica e água, formas mais rápidas e baratas de produzir, etc.”;
– Implante a manutenção preventiva de instalações, máquinas e ferramentas;
– Aproveite a energia do sol e dos ventos para gerar energia elétrica ou aquecer a água, invista em eficiência energética, equipamentos e tecnologias que gastem menos energia elétrica e que gastem menos água;
– Treine e crie equipes de melhoria na empresa;
– Aproveite a água da chuva e a água de reuso;
– Identifique e elimine tudo o que possa causar LER, acidentes ou qualquer coisa que possa prejudicar os colaboradores da empresa;
– Combata o assédio moral e sexual dentro da empresa;
– Estabeleça objetivos e metas, monitore e motive todos dentro da empresa para obter o que foi planejado;
– Identifique e combata todas as formas de desperdícios, principalmente de água, energia elétrica, matéria prima, recursos, etc;
– Ajude a cuidar e preservar o meio ambiente, adote a SUSTENTABILIDADE (Meio ambiente, Social e Econômico) na sua empresa;
– Adote ações e ferramentas preventivas, tais como o “FMEA de projeto e processo” para evitar falhas e problemas de qualidade em processos e produtos;
– Implante o 5S em toda a organização e crie uma cultura voltada ao combate dos desperdícios, a melhoria da organização, segurança, limpeza e disciplina por toda a empresa;
– Incentive e adote treinamento, valorização e motivação dos colaboradores;
– Implante treinamentos visando superar as expectativas dos Clientes internos e externos;
– Incentive “com premiação” a participação dos colaboradores com ideias para resolver os problemas e não conformidades da empresa e a inovação de processos e produtos;
– Invista no aprimoramento do departamento comercial visando formar vendedores técnicos que além do produto, vendam também solução aos clientes;
– Adote comissão variável, “quanto mais o vendedor chega próximo da meta de vendas, mais a comissão do mesmo aumenta”. Vendas com Qualidade, ganha os clientes, empresa e os vendedores;
– Implemente a gestão por processos e crie indicadores de eficácia e eficiência em todos os processos organizacionais;
– Pesquise e desenvolva novos mercados e novos produtos;
– Monitore continuamente o mercado e os clientes, “tendências, objetivos, investimentos, insatisfações, satisfações, necessidades, etc.”
– Monitore os seus concorrentes e trabalhe em cima das deficiências dos mesmos para oferecer o melhor aos seus clientes;
– Trabalhe somente com os melhores fornecedores, crie especificações de compras detalhadas para os fornecedores não errarem e desenvolva parceria e bom relacionamento com os seus fornecedores;
– Adote a melhoria contínua e acabe com os erros e não conformidades em todos os processos organizacionais da empresa, de vendas até a expedição;
– Controle os estoques de diretos e indiretos, no almoxarifado, no processo e na expedição, estoque é dinheiro parado;
segunda51– Invista continuamente em melhorias visando a redução de custos, prazos de entrega, melhoria da qualidade, aumento da produtividade, satisfação dos clientes, satisfação dos colaboradores, etc.;
– Implante o gerenciamento instantâneo do chão de fábrica usando a tecnologia da informação;
– Implante ferramentas de gestão como por exemplo: ISO 9001, ISO 14001, Lean Manufacturing, Lean Office, Seis Sigma e treine todos, do proprietário até os ajudantes para haver comprometimento e bom funcionamento destas ferramentas;
– HOJE MELHOR DO QUE ONTEM, AMANHÃ MELHOR DO QUE HOJE !! 
– HOJE MELHOR DO QUE ONTEM, AMANHÃ MELHOR DO QUE HOJE !! 


Exemplo de melhoria visando a economia de água, redução de custos e sustentabilidade.  Motorista de ônibus teve a ideia de aproveitar a água do ar condicionado para limpar os para-brisas e utilizar na descarga do banheiro do ônibus de viagem, gerando uma economia com a troca de para-brisas riscados por falta de água e a economia de 1,5 milhão de litros de água com toda a frota de ônibus da empresa.  https://www.youtube.com/watch?v=O5nUF-Wp9NA
 Vídeos sobre: Qualidade, Produtividade, Eliminação de desperdícios, Redução de custos e Sustentabilidade.
– Gestão pela Qualidade, Produtividade e Sustentabilidade https://www.youtube.com/watch?v=oCCBFoJ5vME
– 5S e ISO 9001 para Qualidade, Produtividade, Limpeza,  Organização e Segurança !! https://www.youtube.com/watch?v=TF180NeZM-I
– Dicas de CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL para qualquer organização https://www.youtube.com/watch?v=xQq99mwNTMc
– Ação Corretiva para Resolver Problemas e Não Conformidades https://www.youtube.com/watch?v=xsF7V9Bz9Wk
– Guia de Redução de Custos e Eliminação de Desperdícios https://www.youtube.com/watch?v=AeTKI8IVv9o
– Qualidade, Produtividade e Sustentabilidade com o WCM https://www.youtube.com/watch?v=Ju4ZwUylOvU
– GESTÃO POR PROCESSOS e MELHORIA CONTÍNUA https://www.youtube.com/watch?v=QMwYn7hAQhA
– As Ferramentas do Lean Manufacturing para a Qualidade & Produtividade https://www.youtube.com/watch?v=_V9kh28QB4Q
– KAIZEN e Exemplos de Melhoria Contínua https://www.youtube.com/watch?v=DjsmLFwlmv4
– Práticas Sustentáveis nas Organizações Modernas https://www.youtube.com/watch?v=xq0yfofks7I
– Produção Mais Limpa  https://www.youtube.com/watch?v=z302Ts3tZJI 
– E-books gratuitos sobre Excelência da Gestão. Desde junho de 2014, a Fundação Nacional da Qualidade disponibiliza e-books para download gratuito sobre assuntos relacionados à gestão empresarial e, principalmente, sobre o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG).
O objetivo dessas publicações é ajudar aqueles que pretendem fazer um processo de capacitação na área e, também, querem conhecer o MEG. site: http://www.fnq.org.br/informe-se/publicacoes/e-books
– Guia GPTW para construir um Excelente Ambiente de Trabalho na sua empresa. Conteúdos gratuitos para download feitos especialmente para acelerar a trajetória da sua empresa para se tornar um excelente ambiente de trabalho.
Clique no site abaixo para fazer o download dos materiais!http://www.greatplacetowork.com.br/component/content/article/1018
– Como construir um Plano de Crescimento para sua empresa.. https://rdstation-static.s3.amazonaws.com/cms%2Ffiles%2F6588%2F1425317954Guia_Como_Crescer_EY.pdf
– Artigos técnicos sobre Lean Manufacturing e LeanOffice.  http://www.lean.org.br/artigos.aspx
Por Edson Miranda da Silva - https://qualityway.wordpress.com

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

ISO 9001 em Crise: Certificado ou Princípio?

Para quê ISO 9001

Desde seus primórdios, a norma ISO 9001 como à conhecemos mudou muito, porém sempre seguindo o mesmo princípio: qualidade do produto e satisfação do cliente.
O maior problema é que, com a crise político-econômica que vivemos no momento, o que vejo é que muitas organizações acabam por deixar de lado esses conceitos tão básicos.
Acabam por esquecer que as diretrizes para alcançar esses princípios são de extrema importância para chegar ao objetivo principal de todo acionista, o lucro.
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Sejamos claros e objetivos, o documento em papel entregue pelas certificadoras atestando que uma empresa segue as diretrizes da ISO 9001 é uma simples chave comercial.
Aquele que chamará a atenção dos seus clientes, ou ao menos àqueles que conhecem ou exigem essa certificação.
Não é segredo que esse “papel” abre portas para diversos segmentos de modo a ajudar que essas empresas abocanhem uma fatia do mercado que antes não possuíam e poderem assim eliminar boa parte da sua concorrência.
fig-2O Circo
O meu ponto é, qual é a grande dificuldade de realmente aderir a causa de um Sistema de Gestão da Qualidade bem implementado?
O Sistema virou um grande “só acredito vendo”, mas muitos ainda não se esforçam para chegar lá e realmente ver acontecer.
O que geralmente vemos são Representantes da Direção sofrendo para manter o sistema em ordem e funcionando, muitas vezes sem a ajuda de muitos.
E se fizermos uma pesquisa sobre todas as organizações que hoje possuem a certificação, disponível em lista no site do INMETRO?
Como será que estaria a proporção de: empresas certificadas porque precisam do papel versus empresas certificadas porque gostam e acreditam no princípio?
50-50? 80-20? 99-1?! Tire suas conclusões.
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Afinal, eu defendo a ideia de que temos que honrar o escopo ou aplicação da norma (1.2 ou 1 na nova versão):
“Todos os requisitos desta Norma são genéricos e se pretende que sejam aplicáveis a todas as organizações, independentemente do seu tipo, do seu porte e do produto que fornecem. ”.
Repare, não existe nenhuma menção sobre “somente organizações que necessitem”, e essa abordagem, infelizmente, já é quase uma cláusula implícita para a realidade das empresas.
Qual número de panificadoras, lojas comerciais, livrarias ou restaurantes que vemos hoje com um Sistema de Gestão da Qualidade? Aposto que bem baixo, mas porquê?
Muito do que se vê hoje acabou por virar um tabu que não deve ser comentado no mundo das auditorias e certificações para não entregar ninguém.
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A frase que menciona “uma semana antes da auditoria é sempre aquela correria” é motivo de risadas em qualquer organização, quando deveria ser o motivo de arrepios.
Modelos e mais modelos prontos de políticas da qualidade, manuais, procedimentos, registros que ao invés de ajudar só atrapalham, por que o seu desenvolvimento não foi feito em conjunto com a equipe, mas pesquisado no Google.
“Mas o papel do Representante da Direção está para morrer com a nova versão 2015, isso trará mais envolvimento”.
O que vou te dizer? Só acredito vendo.
Da mesma maneira a norma ainda acaba deixando brechas para diminuir a carga da Alta Direção, gestores e afins, o que é uma maravilha para os consultores quando descobrem uma maneira de facilitar esse trabalho, diminuindo o envolvimento dos gestores e ainda assim conseguindo passar pela difícil auditoria externa.
No meio organizacional, e isso acontece em absolutamente todos os setores na maioria das empresas, é extremamente fácil encontrar registros, documentos e procedimentos que estão lá pra Inglês ver, “Inglês” sendo o apelido dado ao auditor externo.
fig-5
Mas e a Alta Direção? Infelizmente a Alta Direção que deveria ser a força contrária à resistência muitas vezes acaba por ser o empurrãozinho que faltava para derrubar tudo.
Uma frase, um desdém, uma piada, já é suficiente para que os colaboradores que ouviram descreditarem todo o trabalho de SGQ. Afinal, a mudança é cultural.
Qualquer um consegue escrever procedimentos, colocar uns gráficos bonitos na parede ou preencher uma planilha com um plano de ação. O problema é fazer as pessoas envolvidas tomarem essas atividades como essenciais ao seu trabalho.
Isso só acontece quando fortemente suportado pela Alta Direção durante todo o momento, e não apenas na Reunião de Abertura e Fechamento.
Porque então não implementar um Sistema de Gestão da Qualidade, sem necessariamente buscar a certificação?
Por exemplo, para empresas que não dependem do certificado para vender seus produtos ou serviços?
Sem a pressão de uma auditoria externa, sem o custo de suas manutenções?
tc3banel

Luz ao final do túnel

Já conheci empresas assim que de fato são até mais eficientes do que uma certificada simplesmente porque resolveram aderir ao Sistema e compreenderam que realmente funciona uma vez que este é levado a sério.
Elas:
  • entendem a necessidade de um controle de documentos e registros,
  • compreendem as vantagens de uma análise de problemas bem-feita,
  • perceberam os benefícios de ações corretivas sobre produtos não-conforme
  • reconheceram a real função de uma análise de risco e mudanças bem detalhadas.
Como um profissional da Qualidade eu não posso, e não vou desistir dos princípios dessas normas.
A luta é grande para nós, sempre foi, e lamento, sempre será.
Cabe somente à nós ensinar essa matemática básica e provar, com todas as ferramentas que temos, que 1 + 1 realmente é igual a 2.
Os processos só se fazem com pessoas e o envolvimento de todas é de extrema importância no engajamento no SGQ.
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Sem chorar mais o leite derramado, as vantagens e benefícios são claros e é muito satisfatório encontrar organizações que aplicam esses conceitos de forma responsável e clara, tornando o objetivo da norma funcional e real, culturalmente e financeiramente.
Gosto de imaginar um futuro onde o modelo de Planos de Negócios para novos empreendedores, hoje disponível por
  • SEBRAE,
  • cursos de administração,
  • cursos técnicos e
  • milhões de blogs pelo mundo
Inclua também as cláusulas da norma ISO 9001, a norma mãe, que trará a base fundamental para uma organização atingir o que mais querem, o lucro.
Dessa maneira, os conceitos que conhecemos de Sistema de Gestão já nascerão impregnados na cultura das organizações desde o momento de seu nascimento, garantindo um crescimento já estruturado e pronto para que, aí sim, se precisarem, possam optar por comprar um papel comercial dizendo que realmente possuem um SGQ para exibirem para o mundo e para seus clientes.

Por Flávio Degani -  https://qualityway.wordpress.com

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Advertências Trabalhistas – O Que a Lei Diz?

A advertência trabalhista é o temor da grande maioria dos trabalhadores. Elas são o primeiro sinal legal de que você fez algo errado no trabalho e está recebendo o aviso do erro cometido. Mas não precisa se desesperar também. A advertência não tem caráter punitivo, mas sim, caráter educativo, mostrando onde exatamente o erros aconteceu e o que você deve fazer para mudar aquele problema.

  • Cumprindo com os deveres

O trabalhador brasileiro tem direitos e deveres para com seu empregador. De forma a manter manter a ordem e a disciplina no ambiente de trabalho, evitando possíveis abusos de funcionários que agem de má-fé ou apenas por desconhecimento de seus deveres, o empregador tem como direito legal a aplicação de penalidades ao empregado. Há um limite a estas penalidades, pois não podem ocorrer arbitrariedades por parte do empregador. Assim, garante-se o cumprimento dos deveres por parte dos empregados.

  • O que é a advertência trabalhista?

A advertência é essencialmente um aviso ao empregado. A partir dela ele deve tomar conhecimento do seu comportamento inaceitável e das consequências em caso de reincidência. Ele ficará ciente que ao abusar de seus direitos e não cumprindo seus deveres, seu contrato de trabalho poderá até ser rescindido por justa causa (demissão por justa causa) se não houver uma mudança de comportamento.
Dado este conteúdo da advertência trabalhista, dizemos que ela é uma medida educativa dentro do ambiente de trabalho. Caso o empregado repita o comportamento inadequado, falte ou quando a falha é muito grave, o empregado pode até ser suspenso, perdendo o salário correspondente àquele dia de trabalho.
Ressaltamos algo muito importante: a advertência trabalhista não tem validade, não prescrevendo. Ou seja, se você cometer três faltas que geram advertências pelo mesmo motivo você pode ser demitido por justa causa. Porém, os tribunais do trabalho tem diferente compreensão e iremos descrever melhor abaixo.

  • Como a advertência trabalhista deve ser aplicada?

Ao contrário do que muitos pensam, as advertências trabalhistas não podem ser aplicadas de qualquer jeito. Os seguintes princípios legais devem ser respeitados:
  • Atualidade da punição: deve ser imediata, exceto quando a falta cometida requeira apuração de fatos e das responsabilidades para se punir. Ou seja, nada de esperar semanas ou meses para aplicar a advertência e quando houver a demora, ela deve ser justificada por escrito no conteúdo da advertência;
  • Unicidade da pena: o empregador tem o direito de aplicar uma única vez a punição referente a um ato faltoso. Exemplificando, não se pode aplicar primeiro uma advertência e depois uma suspensão por uma única falta cometida. Assim, garante-se o caráter educativo das punições;
  • Proporcionalidade: também conhecida como “bom senso do empregador”. É a dosagem da pena merecida pelo empregado devido ao ato faltoso, considerando o passado funcional do empregado (se já cometeu outros atos faltosos), os motivos determinantes para a prática da falta, a condição pessoal do empregado (grau de instrução, necessidade, etc.);
  • Ordem das punições: o empregador deve respeitar a seguinte hierarquia das punições, na seguinte ordem:a) Advertência verbal;
    b) Advertência escrita;
    c) Suspensão;
    d) Demissão.
Os excessos na advertência trabalhista, quando ocorre a humilhação do empregado (na presença de clientes ou colegas), pode resultar na rescisão do contrato sem justa causa (demissão sem justa causa) e também resultar em multas e punições legais ao empregador.

A advertência também deve ser aplicada antes de qualquer outra penalidade. Assim, evita-se que não seja dada uma chance prévia ao empregado de tentar recuperar-se do comportamento indesejado.
  • É exigido também pela advertência:

Que ela seja verbal (primeiro) depois escrita: antes da advertência escrita, deve haver uma advertência verbal com a presença do empregado apenas. Toda advertência deve ser escrita e em duas vias (para o empregador e empregado), descrevendo a falta do empregado e o que era esperado dele, respeitando as convenções de trabalho e regimento interno da empresa. Deve conter também o resultado no caso de reincidência. Geralmente, os empregadores dão 3 advertências antes de uma suspensão, mas há casos em que duas advertências já geram a suspensão, dada a gravidade do problema. Não se esqueça de ressaltar na advertência escrita que o empregado concorda que já foi avisado verbalmente da falta cometida e direcionado ao comportamento correto que deveria ter executado;
Assinatura de duas testemunhas: além da assinatura do empregador e do empregado que recebe a advertência, ela deve conter a assinatura de duas testemunhas. Estas também são usadas quando o empregado não aceita ou não quer receber a advertência, sendo a assinatura delas válidas com a presença do empregado, desde que também esteja na advertência o reconhecimento de que o empregado não aceitou o aviso. Cabe ressaltar que a advertência deve ser lida em voz alta na presença das duas testemunhas e do empregado, concorde ele ou não com a punição;
Registro em cartório: muitas empresas já adotam este procedimento para dar mais valor legal para suas advertências. Não é necessário, mas alguns tribunais do trabalho tem aceitado melhor as advertências que tem este procedimento jurídico;
Registro no arquivo do empregado: toda advertência deve ser anexada ao arquivo do empregado.
Bom senso: suponhamos que seja a segunda ou até terceira vez que o empregado comete a mesma falta. Porém, a primeira vez que ele cometeu a falta e recebeu uma advertência foi há três anos atrás. Como dissemos acima, não há tempo para prescrever uma advertência. Porém, dada a diferença de tempo entre as faltas do empregado, geralmente há uma interpretação do caso como um tipo de “prescrição” pelos juízes do trabalho, não caracterizando então a demissão por justa causa ou uma punição maior. Por isso, ressaltamos o bom senso, que inclui “prescrever” informalmente uma advertência após um ano, mas consultar com um advogado caso haja a interpretação de má fé por parte do empregado.

  • O que a (interpretação da) lei diz?

Ao contrário do que muitos pensam, há sim dois pesos e duas medidas na nossa legislação. Mas isso não acontece por conta de nossas leis mas sim, por conta de quem as interpreta: os advogados e juízes. Ao invés de tentar interpretar literalmente a lei, vamos tentar contar alguns casos para ilustrar como a advertência trabalhista pode ser interpretada pelos tribunais do trabalho no Brasil.
Suponhamos que o empregado interprete que a punição foi excessiva quanto à aplicação e não respeitou os princípios acima destacados (atualidade, unicidade, proporcionalidade e ordem). Geralmente o que ocorre aqui é que o empregado não acha justa a punição e acaba se revoltando com o empregador. Nesse momento ele deve é manter a calma, pois o estresse pode resultar em mais punições e até na demissão por justa causa.
Quando o empregado achar que os princípios não foram respeitados, ele deve pensar na gravidade da falta cometida. Conversar com os pares no trabalho e fora dele, descrevendo o que aconteceu. Talvez até buscar uma consultoria jurídica. Mas de forma alguma ele deve tentar “punir” o empregador com mais faltas. Caso o excesso seja confirmado, espere esfriar a cabeça e converse com o empregador, pedindo a justificativa da advertência dentro do regimento interno da empresa e da convenção de trabalho que rege a categoria. Peça que o empregador complemente a advertência com essas justificativas.
Por fim, vale mesmo é o diálogo: se você achou a advertência injusta, converse com seu empregador e busque saber como melhorar e evitar receber novamente uma advertência. Lembre-se que advertir é avisar, repreender e tem, no sentido jurídico, o propósito de deixar o empregado a par de algum comportamento indesejado.
Humilhação
Seu empregador estressou com você em frente a seus colegas de trabalho ou até seus familiares. Você se sentiu humilhado por isso. Há testemunhas para o caso. Você deve deixar clara sua insatisfação com a situação e conversar com seus pares sobre os excessos cometidos pelo empregador. E mesmo quando há a humilhação individual, você deve ser claro o suficiente para fazer questão de duas testemunhas no ambiente para registrar o que foi falado pelo empregador em documento. Ele não poderá te demitir por justa causa nesse caso e você não pode temer ficar sem emprego. Qualquer abuso resulta em assédio moral por parte do empregador.
E se você tem medo, não precisa se preocupar: além de ser fácil achar um emprego no Brasil no atual momento, a Justiça do Trabalho é conhecida pela sua celeridade no tratamento das ações trabalhistas.
Problemas de Relacionamento na Empresa
Você e seu supervisor não se dão bem, apesar de um não gostar muito do outro. Na primeira oportunidade, ele resolve te aplicar uma advertência. Você fica revoltado e é o começo da deterioração completa das relações de trabalho. Por isso, prezamos pelo diálogo.
Sente com seu supervisor, deixe claras as diferenças entre vocês e compreenda melhor a advertência. Tente tirar seu lado pessoal de lado, assim como ver o lado do supervisor. Já tive várias pessoas com quem me dava muito bem pessoalmente, mas profissionalmente eram péssimas funcionárias, e tive que aplicar punições a elas. O inverso também era verdade: péssimas pessoas, mas ótimos funcionários. Preze pelo bom senso.

  • Considerações Finais (e o que eu devo fazer após receber uma advertência)

Ao receber uma advertência, tente refletir um pouco sobre ela antes de conversar com qualquer pessoa. Interprete o que possa ter levado a advertência, seja um problema de relacionamento, insatisfação com o trabalho, problemas familiares. Deixe seu empregador/supervisor saber de sua situação. Ele pode ajudá-lo a não cometer novamente a falta e até a melhorar sua situação atual. Mostre que você quer melhorar, que foi um problema isolado. Entenda também que às vezes estamos em empregos que nos deixam infelizes e precisamos buscar algo melhor, antes que sujemos nossos currículos com uma demissão por justa causa.
Sabemos que deixamos de lado muitos casos neste artigo. Então, esperamos que nos comentários vocês deixem seus casos para que possamos complementar e compartilhar nosso conhecimento com vocês.
Copiado: https://www.pontorh.com.br/advertencias-trabalhistas-lei-diz/

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A Arte de Gerenciar Funcionários


Aprenda Como Tratar Alguns Tipos de Funcionários Existentes Nas Organizações


Desde a época da Escola de Relações Humanas de Elton Mayo já se sabe que, dentro das empresas, além de máquinas, também existem pessoas que têm diversos sentimentos e diferentes reações aos estímulos motivacionais. Dessa forma, o jeito de tratá-las determinará como você será tratado.



Diante disso, a primeira regra de um bom Gerente é tentar obter uma visão otimista sobre seus funcionários, pois isso tende a criar pessoas mais colaborativas, afirmam alguns estudiosos em Liderança. Outros, mais radicais, afirmam que "se você tratar seu funcionário como um cachorro, mais cedo ou mais tarde ele vai lhe dar uma mordida".



Antigamente, gerenciar significava "a arte de obter resultados através das pessoas". Porém, as Relações Humanas foram se desenvolvendo e hoje o Líder precisa entender as aspirações humanas. As pessoas costumam ter variadas aspirações, mas apenas para simplificar podemos reduzi-las a:



  • Aspirações Simples: São as condições básicas de um emprego, sem as quais os empregados nem aceitam trabalhar, tais como um salário compatível, emprego próximo à casa, conforto no local de trabalho, garantias de continuar empregado, ambiente de amizade e atenção. Note-se que as aspirações simples são requeridas por uma minoria dos trabalhadores brasileiros.
  • Aspirações Complexas: A maioria das pessoas possui aspirações complexas, gostando de ser diferenciadas das demais e de terem seu valor reconhecido pelo Líder. Elas gostam de aprender, enfrentar desafios significativos e de tarefas difíceis. Aqueles com aspirações complexas obtêm seu crescimento pessoal e recompensas financeiras de seus próprios esforços.



Diante disso, pode-se perceber que a arte de gerenciar pessoas nas organizações exige muita criatividade do Líder, pois em vez de controlá-las é preciso energizá-las, buscando atender suas expectativas e aspirações mais complexas. 



Dessa forma, podemos afirmar que a principal função de um gerente moderno é "energizar" as pessoas. E, energizar significa atender ás aspirações complexas dos funcionários.



Mas, antes de energizar as pessoas o Gerente deve conhecer o "sentido de prontidão" dos funcionários, pois existem funcionários que estão "prontos" e os que ainda não estão. Ou seja, aqueles que estão prontos têm experiência técnica no ramo – eles são funcionários experientes. E os que têm pouca prontidão são os funcionários inexperientes.



Sendo assim, ao cruzarmos essas duas variáveis – aspirações e prontidão – encontramos quatro (4) tipos de funcionários e, antes de qualquer próxima análise, é necessário afirmar que as pessoas tendem ser muito mais complexas do que apenas quatro tipos. Mas, apenas para compreendermos melhor a forma de tratá-las – gerenciá-las – vamos classificá-las em grupo de quatro tipos:



  • A) Os Aprendizes: Perfil – São aqueles funcionários inexperientes e que só possuem aspirações simples, os quais – na sua maioria – obtêm o primeiro emprego. Eles não têm experiência alguma e preferem trabalhar apenas por ser perto de casa e pelo pequeno salário. 
Tratamento – trate-o com pouca flexibilidade, informando-o detalhadamente o que fazer e conferindo se as tarefas foram realizadas conforme o escrito. Ou seja, o Líder deve usar uma supervisão rígida.
  • B) Os Frios: Perfil – São aqueles funcionários que até têm experiência técnica, mas possuem aspirações simples. Ou seja, eles não estão energizados ou motivados a alcançar suas aspirações. Eles sabem trabalhar, mas não vibram com isso porque talvez tenham sido punidos na sua criatividade – em empregos anteriores. 
Tratamento – O Líder deve envolvê-lo nas decisões do setor, fazendo-o sentir-se importante e aumentando sua auto-estima. Na verdade o cuidado do Líder não deve ser técnico, mas humano. Esse tipo de funcionário precisa de envolvimento emocional e o Líder deve estimulá-lo a ter "a coragem de errar". Não estamos estimulando o erro freqüente, mas a tentativa da inovação pode levar às pessoas ao erro e isso não deve ser reprimido para esse tipo de funcionário.

  • C) Os Potenciais: Perfil – São aqueles que, embora não tenham experiência, têm aspirações complexas. Ou seja, eles estão energizados, motivados e com vontade de crescer (é o "sonho" de todo Gerente). Eles têm iniciativa e garra, mas ainda não estão prontos porque não têm experiência. 
Tratamento – Na verdade, talvez seja necessário o Gerente conter um pouco esse ânimo para que o funcionário não cometa erros infantis. Eles precisam de treinamento, instruções claras e acompanhamento técnico. Além disso, ele deve ter envolvimento com os mais experientes para assimilar conhecimentos e habilidades.
  • D) Os Empreendedores: Perfil – São aqueles que têm muita experiência técnica e aspirações complexas. Ou seja, são funcionários que estão prontos, energizados e motivados. 
Tratamento – Esse tipo de funcionário não deve ser tratado com rigidez, controle ou cobrança por resultados. Trate-o com "agradinhos" e ele ficará "doente", pois sua energia vem dele e não de você. Eles precisam de desafios, tarefas difíceis e participação nos resultados. Dessa forma o Líder deve envolvê-lo nas decisões, dando-lhes autonomia porque os empreendedores são capazes – em muitos casos – de fazer melhor que o próprio Líder.






OBSERVAÇÃO: O Gerente não pode se conformar em ter na sua equipe apenas funcionários classificados como aprendizes, frios ou até mesmo os potenciais. 
Na verdade, seu principal objetivo deverá ser o de transformar todos eles em empreendedores, pois assim o Gerente só cuidaria da estratégia da sua empresa.


Por Julio Cesar S. Santos - http://www.portaldomarketing.com.br/