terça-feira, 10 de março de 2015

De Robôs a Genomas: veja 10 tecnologias emergentes que 'mudarão o mundo'

Quais tecnologias emergentes tem o maior potencial de mudar o mundo? O Fórum Econômico Mundial, que reúne anualmente 18 especialistas para responder a esta questão, listou dez inovações que podem mudar nossas vidas, transformar indústrias e proteger o planeta.


"Ao fazer isso, buscamos chamar atenção para estas tecnologias e preencher as lacunas de investimentos, regulamentação e compreensão pública, que muitas vezes são barreiras para o progresso", afirma o fórum.
A seguir, saiba quais são elas:

1. Carros movidos a hidrogênio - O fórum reconhece que estes veículos são uma promessa de longa data, mas diz que "só agora a tecnologia parece ter chegado ao ponto no qual montadoras planejam incorporá-la em lançamentos para consumidores".

Carros a hidrogênio têm algumas vantagens em relação aos atuais modelos, movidos a gasolina, álcool, diesel ou eletricidade.
Nos carros elétricos, é preciso recarregar suas baterias a partir de uma fonte externa de energia. Já as células de combustível geram eletricidade diretamente, usando combustíveis como hidrogênio ou gás natural. Esta energia fica armazenada nas baterias.
Isso permite que eles percorram grandes distâncias, como veículos movidos a combustível - o que não ocorre com os modelos elétricos, que ainda têm uma autonomia limitada.

Carros movidos a hidrogênio geram menos impacto ao meio ambiente
Além disso, a recarga de uma célula de gás de hidrogênio comprimido leva apenas cerca de três minutos. Por fim, o uso de hidrogênio como combustível não gera monóxido de carbono, como ocorre com carros comuns, mas vapor d'água, o que ajuda a reduzir a poluição no ar.
Mas ainda há dois obstáculos: produzir hidrogênio barato em larga escala e criar uma infraestrutura para distribuí-lo à população.
"O transporte de hidrogênio por longas distâncias, mesmo que comprimido, ainda não é considerado economicamente viável hoje em dia", afirma o fórum. "No entanto, técnicas inovadoras de armazenamento logo reduzirão este custo e os riscos associados a esta prática."
O fórum espera que, em uma década, milhões de veículos movidos a hidrogênio estejam em uso.

2. Robótica - Outra tecnologia que há muito tempo se faz presente no imaginário coletivo, a robótica tem passado por avanços que estão permitindo que finalmente deixe de estar confinada a fábricas e outras tarefas simples.

"Sensores melhores e mais baratos permitem que robôs sejam capazes de compreender e responder ao ambiente em torno dele. Seus 'corpos' estão se tornando mais adaptáveis e flexíveis", afirma o fórum.
"E eles estão mais conectados, beneficiando-se da computação em nuvem para acessar e processar informações remotamente, em vez de terem que ser inteiramente programados para realizar uma tarefa autonomamente."
Com isso, os robôs estão assumindo uma variedade de tarefas, como um controle preciso de pragas em plantações e sua colheita ou cuidando de idosos e pacientes, inclusive na sua reabilitação física.
Além disso, robôs menores e mais habilidosos estão não apenas realizando tarefas repetitivas em fábricas no lugar das pessoas, mas também colaborando com humanos em vez de substituí-los.
"O medo de que robôs conectados à web possam fugir do controle se tornará mais proeminente, mas, conforme estas máquinas realizam tarefas domésticas e as pessoas se familiarizam com elas, esse receio deve ser amenizado", afirma o fórum.

3. Plástico 'thermoset' reciclável -  Ao contrário dos termoplásticos, que podem ser aquecidos e reaquecidos para adquirirem diferentes formas e serem reciclados, os plásticos "thermoset" só podem passar por este processo uma única vez.

Isto confere durabilidade a este tipo de plástico, tornando-o uma parte importante do mundo atual, com seu uso em celulares, computadores e aeronaves, mas também faz com que seja impossível reciclá-los.
Mas, em 2014, houve avanços significativos nesta área, com a descoberta de uma nova categoria reciclável de plásticos "thermoset", com o uso de ácido para quebrar a cadeia de polímeros que os forma e os reutilizar na fabricação de novos produtos, mantendo suas características mais úteis, como a rigidez e a durabilidade.
"Apesar de nenhum processo de reciclagem ser 100% eficiente, esta inovação - se for empregada amplamente - pode gerar uma grande redução no lixo descartado", destaca o fórum.
"Esperamos que este novo tipo de plástico 'thermoset' substitua o antigo em cinco anos e se torne onipresente em bens fabricados por volta de 2025."

4. Engenharia genética agrícola - Engenharia genética de cultivos podem beneficar especialmente pequenos produtores

A engenharia genética gera uma grande polêmica, mas o fórum defende que "novas técnicas permitem 'editar' o código genético de plantas para torná-las mais nutritivas ou resistentes às mudanças climáticas".
Atualmente, a engenharia genética de cultivos agrícolas depende de bactérias para transferir uma parte de DNA para outro genoma, algo que já foi comprovado ser tão arriscado (ou seguro, de acordo com o ponto de vista) quanto realizar esta transferência por cruzamento de espécies.
"No entanto, técnicas mais precisas de edição genética foram desenvolvidas nos últimos anos", afirma o fórum.
Elas conferem às plantas uma maior resistência a pragas e insetos, reduzindo a necessidade de uso de pesticidas, e aumentam a sustentabilidade de cultivos ao reduzir a necessidade de água e fertilizantes.
"Muitas destas inovações serão particularmente benéficas para agricultores de pequeno porte de países em desenvolvimento. Assim, a engenharia genética pode se tornar menos controversa, à medida que seu benefício seja reconhecido para aumentar a renda e melhorar a dieta de milhões de pessoas."

5. Manufatura aditiva (impressão 3D)  - Hoje, a fabricação de produtos começa por um grande pedaço de determinado material, como madeira, metal ou rocha, e passa pela remoção de camadas até atingir a forma desejada.
Por sua vez, a manufatura aditiva - também conhecida como impressão 3D - parte do zero e aplica camadas do material até atingir a forma final, usando um modelo digital como guia.
"Produtos fabricados assim podem ser altamente personalizados para cada usuário, ao contrário de produtos feitos com processos de fabricação em massa", esclarece o fórum.
Além disso, usando células humanas como material básico, esta técnica permite criar tecidos orgânicos que podem ser usados no teste de segurança de medicamentos, além de transplantes.
"Um próximo estágio importante da manufatura aditiva seria fabricar desta forma componentes eletrônicos, como placas de circuitos", destaca o fórum.
"Esta ainda é uma tecnologia nascente, mas deve se expandir rapidamente na próxima década com oportunidades e inovações que a aproximarão do mercado de massa."

6. Inteligência artificial  - Nos últimos anos, a inteligência artificial evoluiu bastante, com smartphones reconhecendo a voz de seu dono, carros que dirigem a si mesmos ou drones.

Hoje, esta tecnologia faz com que uma máquina reconheça um ambiente a sua volta e reaja a ele.
"Mas estamos dando um passo à frente com máquinas capazes de aprender autonomamente ao assimilar grandes volumes de informação", diz o fórum.
"Assim como os novos robôs, esta inteligência artificial nascente levará a um aumento significativo de produtividade. Máquinas com acesso rápido a uma imensa fonte de dados poderão responder a situações sem cometer erros com base em emoções, como no caso de diagnóstico de doenças."
O fórum reconhece que esta tecnologia tem riscos atrelados a ela, como máquinas superinteligentes que um dia poderiam suplantar a humanidade.
"Especialistas levam este receio cada vez mais a sério, mas, por outro lado, isso pode tornar ainda mais evidente a importância de atributos essencialmente humanos, como criatividade e relações interpessoais."

7. Manufatura descentralizada - Este tipo de fabricação de produtos muda completamente a noção que temos hoje da manufatura.

Em vez de reunir todo o material necessário para fazer um produto em um único - e enorme - local e depois distribuí-lo ao público, a manufatura descentralizada distribui a fabricação de diferentes partes do produto por diversos locais. E o produto final acaba sendo montado muito próximo de onde consumidor está.
"Na prática, isso substitui a cadeia de fornecedores de materiais pela informação digital. Em vez de fazer uma cadeira em uma fábrica central, fábricas menores e locais recebem instruções de como fazer suas peças, que podem ser montadas pelo próprio consumidor ou em oficinas", esclarece o fórum.
"Isso permite usar recursos de forma mais eficiente, com menos desperdício, diminuindo o impacto ambiental. Também reduz a barreira de entrada para novas empresas num mercado ao diminuir a quantidade de dinheiro necessário para criar um protótipo e fabricar produtos."
O fórum defende que esta nova técnica de fabricação mudará o mercado de trabalho e a economia da manufatura, mas também apresenta riscos, por ser mais difícil de regular.
"Nem tudo poderá ser feito desta forma. Cadeias de produção ainda serão necessárias para bens de consumo mais importantes e complexos."

8. Drones inteligentes - Drones são usados amplamente nos dias de hoje, na agricultura, no cinema e em outras aplicações que requerem uma vigilância aérea ampla e barata.

"Mas, até agora, eles têm pilotos humanos, que os controlam a partir do solo", explica o fórum.
"O próximo passo é desenvolver máquinas que voam por conta própria, o que permite uma série de novos usos."
Para isso, os drones precisam ser capazes de usar sensores para reagir ao ambiente a sua volta, mudando sua trajetória e altura de voo para evitar colisões com outros objetos em seu caminho.
Isso permitirá que estes robôs assumam tarefas perigosas para humanos, como manutenção de redes elétricas. Ou realizar entregas de medicamentos urgentes mais rapidamente.
Na agricultura, poderiam auxiliar no uso mais preciso de fertilizantes e água ao analisar plantações desde o ar.
"Com esta tecnologia, os drones poderão voar de forma mais próxima a humanos e em cidades", destaca o fórum.
"Mas, para serem amplamente usados, eles terão que se provarem capazes de voar em meio às mais difíceis situações, como em tempestades de areia e nevascas. Quando isso ocorrer, eles nos tornarão imensamente mais produtivos."

9. Tecnologia neuromórfica - Novos chips buscam simular complexa rede de interconexões do cérebro

Ainda hoje, os mais avançados computadores não conseguem superar a sofisticação do cérebro humano.
Estas máquinas funcionam de forma linear, transferindo informação entre chips e um processador central por meio de uma rede. Já um cérebro funciona de forma totalmente interconectada, com uma densidade de conexões que superam em muito a de um computador.
Mas cientistas já trabalham na criação de chips neumórficos, que simulam a arquitetura cerebral e aumentam exponencialmente a capacidade de um computador processar informações e reagir.
"Uma limitação da transferência de dados entre uma memória e um processador central é que isso usa grandes quantidades de energia e gera muito calor", afirma o fórum.
"Chips neumórficos são mais eficientes neste aspecto e mais poderosos, funcionando como uma rede de neurônios."
O fórum acredita que esta tecnologia, em estágio de protótipo em empresas como a IBM, é a próxima etapa da computação de ponta e permitirá um processamento de dados mais ágil e potente, abrindo caminho para máquinas aprenderem por conta própria.
"Computadores serão capazes de antecipar e aprender, em vez de apenas reagir de acordo com a forma como foram programados."

10. Genoma digital - O primeiro sequenciamento do genoma humano levou muitos anos e consumiu dezenas de milhões de dólares, mas, hoje, isso pode ser feito em minutos por algumas centenas de dólares.

"Essa habilidade de desvendar nossa genética individual promete levar a uma revolução, com serviços de saúde mais personalizados e efetivos", defende o fórum.
Isso porque muitos dos males que enfrentamos derivam de um componente genético. Com esta digitalização do DNA, um médico poderia, por exemplo, tratar um câncer de acordo com a composição genética do tumor.
O fórum ressalta, no entanto, que, assim como toda informação pessoal, será necessário proteger o genoma de uma pessoa por motivos de privacidade.
"Mas os benefícios provavelmente superarão os riscos."

Copiado: http://tecnologia.uol.com.br/

segunda-feira, 9 de março de 2015

Não saia da Entrevista de Emprego Sem Fazer Estas Perguntas

Numa entrevista de emprego, você pode ganhar pontos se conseguir se comportar também como entrevistador.

“O candidato é avaliado mais por suas perguntas do que por suas respostas”, afirma Fábio Saad, gerente sênior da Robert Half. 

Quanto mais inteligentes e certeiras, maior a chance de ele impressionar o recrutador.

Segundo ele, pessoas estritamente responsivas tendem a ser interpretadas como distantes, desinteressadas e até arrogantes. “O entrevistador pode até se perguntar se o candidato realmente entendeu tudo que foi conversado”, afirma Saad.

Segundo Felippe Virardi, gerente da Talenses, é fundamental fazer perguntas que demonstrem que o candidato está preparado e se interessa pelo trabalho e não só pelo emprego.

  • “É importante não fazer perguntas óbvias, cuja resposta você já deveria conhecer”, diz Virardi. Daí a importância de ler muito sobre a empresa antes e durante o processo seletivo.
“Não basta dar um Google”, diz Virardi. Conversar com pessoas que já trabalharam na empresa é uma forma de aprofundar a sua investigação. “Com esse preparo, você fará perguntas mais interessantes e pertinentes”, afirma ele.
  • Mas que tipo de questão vale a pena fazer ao entrevistador na hora H? 
Veja a seguir uma lista que preparamos com a ajuda de Saad e Virardi, organizada por assunto:

1. Empresa

  • Como é a cultura da empresa, na prática?
  • Qual é a característica principal das pessoas de sucesso aqui?
  • Qual é o grau de rotatividade de profissionais? 
  • O que leva as pessoas a deixarem a empresa?
  • Qual é o momento atual da empresa? 
  • Ela passa por alguma reestruturação/ expansão/ fusão/ aquisição/etc?
  • Quem são os concorrentes e como eles estão em relação à empresa?
  • Qual é o maior desafio enfrentado hoje pela empresa? 
  • O que está sendo feito para alcançá-lo?
2. Vaga
  • Quais são as perspectivas de crescimento para esta vaga?
  • A posição é nova? 
  • Por que foi criada agora?
  • A posição é antiga? 
  • Quem a ocupava antes e por que saiu?
  • Como esta função se integra ao restante da área? 
  • Qual é a importância dela para a empresa?
  • No contexto que vive atualmente, o que a empresa espera da pessoa que vai ocupar esta vaga?
3. Gestor
  • Há quanto tempo você, gestor, está na empresa? 
  • Por que continua trabalhando aqui?
  • Quais são os pontos positivos que você enxerga na empresa?
  • Quais pontos poderiam ser melhorados?
  • Quais são os principais desafios na área?
  • Que características comportamentais o profissional precisa ter para se dar bem com você?
  • O que você não admite em um profissional?
  • Qual é o seu estilo de liderança?
4. Equipe
  • Quem integra a equipe? 
  • Qual é o papel de cada pessoa?
  • Há quanto tempo essas pessoas estão na empresa?
  • A equipe sabe da nova contratação? 
  • Como seria a receptividade dessas pessoas com o novo integrante?
Fonte: EXAME.com - por Claudia Gasparini

sexta-feira, 6 de março de 2015

Homenagem ao Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 08 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada de seu país na Primeira Guerra Mundial. Tais manifestações marcaram o inicio da Revolução de 1917. No entanto, a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas das mulheres por melhores condições de vida e trabalho e também pelo direito de votar.


Ainda nesse contexto, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado até a década de 1920. Depois disso, a data ficou esquecida por um longo tempo, sendo recuperada pelo movimento feminista, somente na década de 1960.

Atualmente, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial, pois nessa data, os empregadores, sem pretender evocar o espírito das operárias grevistas, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.

Ao ser criada uma data específica para o Dia Internacional da Mulher, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

No dia 24 de fevereiro de 1932 as mulheres brasileiras conquistaram, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e de serem eleitas para cargos no poder Executivo e Legislativo. Esta data é, portanto, um marco na história da mulher brasileira.

Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o dia 08 de março como o Dia Internacional da Mulher. A fixação da data é o reconhecimento de um longo processo de lutas, organização e conscientização das mulheres, mas também de toda a sociedade, na maior parte do mundo. Ao longo dos anos, muitas têm sido as vitórias das mulheres: conquistaram direitos como o de freqüentar escolas, votar e se candidatar a cargos políticos, praticar esportes e representar o país em competições esportivas, entre outros. 

Também foram criadas delegacias de proteção à mulher e campanhas direcionadas à saúde da mulher.


No Brasil, atualmente, há mais mulheres que homens e elas ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho, e já são responsáveis pelo sustento de  24,9% dos domicílios brasileiros.

No que diz respeito à igualdade entre homens e mulheres, apesar de erradicadas as disparidades no que se refere à educação e saúde, nenhum país possui igualdade total entre homens e mulheres. E os pontos mais problemáticos continuam a ser a oportunidade profissional e econômica e a participação política.

No Brasil, por exemplo, existem três grandes obstáculos: o abismo salarial entre os dois sexos, os poucos cargos políticos ocupados por mulheres e a desigualdade no acesso à educação. As mulheres ocupam a maioria dos bancos das universidades e estudam mais que os homens, mas em termos proporcionais, ingressam menos que eles no Ensino Fundamental. A participação política também é desigual, pois apesar de mais da metade da população ser do sexo feminino, no Poder Legislativo a média de mulheres é de apenas 12%.

No que se refere a conquistas nas leis, o movimento das mulheres pela igualdade tem obtido, ao longo da história, avanços graduais e constantes. No Brasil, o primeiro marco, já referido anteriormente, foi o ano de 1932, ocasião em que se estendeu  a mulher o direito ao voto. Em 1988, veio a maior conquista, pois a Constituição Federal consagrou pela primeira vez na história do país a igualdade de gênero como direito fundamental. E em 2002, o Novo Código Civil consolidou as mudanças constitucionais.

Portanto, no que diz respeito ao aspecto legal, não há nada que possa obstruir a igualdade de gênero no país e então, podemos concluir que o que tem impedido que ela aconteça na prática é a barreira cultural, que impede a ascensão feminina a altos cargos nas empresas e no governo, especialmente em áreas não relacionadas à saúde, educação ou assistência social, campos tradicionalmente reservados às mulheres.


Ainda a respeito de leis, a Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, é responsável por mudanças importantes relacionadas aos direitos da mulher, como por exemplo, o aumento no rigor das punições às agressões contra a mulher no âmbito doméstico ou familiar. 

Essa lei cria mecanismo para inibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, trata da criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal, entre outras coisas.

A Lei Maria da Penha tornou possível que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Esses agressores também não podem mais ser punidos com penas alternativas, e o tempo máximo de detenção passou de um para três anos. Além disso, a lei prevê medidas como a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e dos filhos.

Para finalizar, faremos nossas as palavras da socióloga Eva Alterman Blay, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e coordenadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações de Gênero (NEMGE), para quem o dia 08 de março tornou-se uma data um tanto festiva, com flores e bombons para uns, mas para outros, é relembrada sua origem marcada por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, passeatas e muita perseguição policial. É, portanto, uma data que simboliza a busca de igualdade social entre homens e mulheres, em que as diferenças biológicas sejam respeitadas, mas não sirvam de pretexto para subordinar e inferiorizar a mulher.

Nesse contexto, devemos considerar que hoje, sem sombra de dúvidas, a data é mais que um simples dia de comemoração ou de lembranças. É, na verdade, uma inegável oportunidade para o mergulho consciente nas mais profundas reflexões sobre a situação da mulher: sobre seu presente concreto, seus sonhos, seu futuro real. É dia para pensar, repensar e organizar as mudanças em benefício da mulher e, conseqüentemente, de toda a sociedade. Os outros 364 dias do ano são, certamente, para realizá-las.
  • Então, à luta companheiras! À luta por educação, trabalho qualificado e remunerado, pois estas são as vias privilegiadas para a conquista da autonomia que nos possibilita realizar escolhas e decidir por nós mesmas os rumos de nossas vidas!

Por: Haidê Silva - http://www.jornalnanet.com.br/

quinta-feira, 5 de março de 2015

Esqueça a Lâmpada e Pilote o Avião

O voo 401 da Eastern Air Lines decolou às 21h20 do dia 29/12/1972 do Aeroporto JFK, em Nova Iorque, com destino a Miami, levando 163 passageiros e 13 tripulantes.
A aeronave (modelo Lockheed L-1011-1 Tristar) tinha apenas quatro meses de uso e era pilotada por uma equipe extremamente experiente: o comandante Robert Loft acumulava 32 anos de trabalho e 29.700 horas de voo, sendo 280 horas apenas naquele modelo de aeronave, Albert Stockstill, copiloto, possuía 5.800 horas de voo e o engenheiro de voo, Donald Repo, 15.700 horas. Também estava na cabine um especialista em manutenção da empresa, Angelo Donadeo, que pegava uma carona até Miami.
Ao se aproximar do Aeroporto Internacional de Miami o copiloto baixou o trem de pouso, mas notou que uma das três luzes verdes indicadoras do equipamento não havia acendido. O trem de pouso foi levantado e baixado diversas vezes e apenas as luzes dos conjuntos das rodas traseiras acendiam; a do dianteiro continuava apagada. O piloto abortou a aterrisagem e comunicou o problema à torre de controle, que os instruiu a subirem a 2.000 pés (610m) e a sobrevoarem os Everglades, uma região pantanosa do Estado da Flórida, até que resolvessem o problema.
Ao atingir tal altitude, o comandante ligou o piloto automático que, à época, era um dos mais modernos, capaz inclusive de pousar o avião sem intervenção humana. A partir de então todos na cabine se concentraram na lâmpada apagada.
O problema era com o trem de pouso ou com a luzinha? Ou com ambos? Cada um dos quatro tripulantes dava sua opinião e sugeria esse ou aquele procedimento. Fizeram um teste que acendeu todas as lâmpadas do painel, menos aquela. Deram leves toques sobre o painel. Com dificuldade, o copiloto conseguiu abrir o painel e retirar a lâmpada. Todos olharam a lampadinha com atenção, sopraram-na e chacoalharam-na ao pé do ouvido, e nada de saber se ela estava mesmo queimada.

Enquanto o copiloto lutava com a lâmpada, o comandante virou-se para trás e ordenou ao engenheiro que descesse ao compartimento inferior da aeronave para tentar visualizar o trem de pouso através de uma pequena janela. Ele foi, enquanto os três colegas continuavam interessados na lâmpada. Quando voltou, disse que não tinha conseguido ver coisa alguma devido à escuridão, e o especialista em manutenção perguntou se as luzes externas estavam acesas. 
Não estavam, o comandante as acendeu e mandou que o engenheiro retornasse.O copiloto tentou recolocar a lâmpada no painel e não conseguiu. Todos os presentes palpitavam ao mesmo tempo: "encaixe a lâmpada de cima para baixo; pressione de lado; encaixe e gire, da esquerda para a direita." Alguém sugeriu que se usasse um alicate, mas nada da lampadinha encaixar.
Nesse momento o copiloto percebeu que o altímetro indicava que o avião voava a baixa altitude e que continuava descendo. Não havia luar e, por estarem sobrevoando uma área desabitada, não tinham qualquer referência visual de altitude. Não houve tempo para reação e a aeronave caiu no pântano a 365 quilômetros por hora, matando 101 pessoas, incluindo o comandante, o copiloto e o engenheiro de voo.
Acidentes aéreos geralmente acontecem devido a uma série de fatores, e com o voo 401 não foi diferente.
As investigações do acidente chegaram às seguintes conclusões: a lâmpada estava mesmo queimada, mas o trem de pouso funcionava e a aeronave poderia ter sido pousada; ao virar-se em sua poltrona para falar com o engenheiro de voo, o comandante esbarrou no manche do avião, o que foi suficiente para desativar o piloto automático; o avião foi perdendo altitude lentamente sem que a equipe percebesse; um alarme de baixa altitude soou na cabine, no quadro de equipamentos que ficava ao lado do engenheiro de voo, mas o sinal passou despercebido porque ele estava no compartimento inferior e seus colegas estavam concentrados na lâmpada.
  • A principal causa do acidente, disseram os investigadores, foi falha humana: a equipe deu tanta atenção a uma lâmpada de 12 dólares que se esqueceu de pilotar o avião, e não percebeu que a aeronave perdia altitude.

Os erros cometidos no voo 401, somados aos de outros desastres aéreos, levaram os especialistas a concluir que 70% dos acidentes eram causados por erro dos pilotos. Com base nesses dados o psicólogo John Lauber, da NASA, desenvolveu técnicas de CRM ("crew resource management" ou "cockpit resource management"), que são procedimentos a serem adotados nas situações em que os erros humanos podem ter efeitos devastadores. 
O CRM aborda questões como liderança, e não admite que uma única pessoa tome todas as decisões sozinha. Segundo o protocolo, na qualidade de líder, o comandante precisa delegar responsabilidades e deve ouvir e interagir com o resto da equipe. Seus subordinados são instruídos a questionarem e a se manifestarem se não concordarem com alguma decisão.
Qualquer semelhança entre esse acidente e o mau desempenho de algumas equipes de trabalho no mundo corporativo não é mera coincidência.

quarta-feira, 4 de março de 2015

KPI – Você precisa saber o que é. Você precisa usar

KPI vem do inglês e quer dizer: Key Performance Indicator, ou seja, chave de indicador de performance.
 Hein?
Isto mesmo, um paradigma para criar indicadores. Situações que podemos pensar onde devemos monitorar os resultados para alcançarmos vôos maiores.
Um interessante artigo do Ricardo Jordão Magalhães nos brinda com 45 KPI`s utilizáveis no mercado e plenamente capacitados para o mercado jurídico, com poucas adaptações.
Divido o artigo:
1. Qual é o Volume de vendas? POR QUE é IMPORTANTE? Porque tudo começa com vendas! Enquanto não houver as vendas, não tem nada. Não tem salário, não tem processos, não tem sistema, não tem nada! É muito comum encontrar funcionários que chamam os clientes que compram de chatos. Sabe o que você tem que fazer com esses funcionários? Mandar eles funcionarem em outro lugar!
2. Qual é a Taxa de crescimento? POR QUE é IMPORTANTE? Porque a melhor maneira de motivar as pessoas é VENCER. Porque o crescimento é o movimento que estimula as pessoas a pensar que ainda tem muito por fazer e aprender na empresa.
3. Qual é o Retorno sobre Investimento? POR QUE é IMPORTANTE?Porque é preciso saber se a iniciativa Y está trazendo algum retorno a empresa depois de três meses no ar. Porque é importante entender quanto tempo, dinheiro e recursos ainda serão necessários para conseguir tirar X reais de lucro.
4. Quantos clientes estão satisfeitos? POR QUE É IMPORTANTE? Porque no final do dia a grande maioria dos clientes não está realmente satisfeita com o desempenho da empresa; e pior, eles não reclamam mais! Se você não for atrás do feedback dos clientes, você nunca vai saber o que está realmente acontecendo na sua empresa.
5. Qual é a frequência de compras dos clientes? POR QUE É IMPORTANTE? Porque é 5x mais caro conquistar um novo cliente do que reter um cliente que já comprou de você. Todas as empresas deveriam ter pelo menos duas estratégias de marketing no ar: (1) para atrair novos clientes, (2) para reter os clientes que já compraram. O mundo ideal é ter 50% das vendas mensais vindo de clientes que já compraram na empresa pelo menos 1x a cada 90 dias.
6. Quantos clientes voltam a comprar? POR QUE É IMPORTANTE? Porque dessa maneira você consegue fazer uma conta rápida sobre o número de clientes que você precisa para bater a sua meta. Porque dessa maneira você consegue perceber o quão fiéis os clientes são a sua empresa. Porque dessa maneira você consegue visualizar o quão fiéis os clientes são a sua empresa.
7. Qual é a lucratividade por cliente? POR QUE É IMPORTANTE? Porque no final o que interessa é o lucro que sobra da venda, e não a venda em si. De nada adianta trabalhar trabalhar trabalhar se não sobre lucro no final para reinvestir nas pessoas e na empresa.
8. O quanto entendemos do Ciclo de Vida do cliente com a empresa? POR QUE É IMPORTANTE? Porque dessa maneira você conseguirá entender melhor como oferecer produtos e serviços diferenciados e personalizados para cada um seus clientes.
9. O Quanto os clientes estão engajados com a empresa? POR QUE É IMPORTANTE? Porque os clientes engajados são os clientes mais autênticos, reais e propensos a contribuir com idéias fora-da-caixa.
10. Quantas reclamações recebemos dos clientes? POR QUE É IMPORTANTE? Porque precisamos saber onde estamos pisando na bola e onde temos que melhorar urgentemente.
11. Qual é a nossa participação de mercado? POR QUE É IMPORTANTE?Porque é uma maneira marketeira inteligente de saber quando você deve invadir um novo mercado ou continuar focado onde está. O trabalho de marketing baseado em segmentos de mercado ajuda a empresa a ter uma comunicação mais clara com os mercados.
12. O quanto vendemos nos mercados mais emergentes? POR QUE É IMPORTANTE? Porque todos os dias nasce algum mercado novo com um potencial incrível para ser explorado mas nós deixamos de lado por "falta de tempo". Geralmente os vendedores e marketeiros da empresa sempre estão pensando em como vender mais do mesmo para bater as metas de curto prazo.
13. Quantos problemas dos clientes nós resolvemos no primeiro contato?POR QUE É IMPORTANTE? Porque para o cliente tempo é dinheiro. Porque o cliente espera que o primeiro cidadão que atendê-lo possa resolver todos os seus problemas sem submetê-lo a um calvário de pessoas desconhecidas para quem ele vai precisar ensinar os seus problemas.


14. Qual é o faturamento por funcionário? POR QUE É IMPORTANTE?Porque todos os funcionários deveriam pensar como vendedores. Porque todos os funcionários deveriam se preocupar com o volume de vendas que traz para a empresa. Porque ao amarrar os funcionários ao faturamento por cabeça, eles vão entender o quanto precisam contribuir com as vendas da empresa independente da posição que ocupam.
15. Qual é a satisfação dos funcionários? POR QUE É IMPORTANTE?Porque você não precisa fazer pesquisa de satisfação com os clientes para entender o quanto eles estão satisfeitos. Se você não satisfazer os seus clientes, o concorrente fará
16. O quanto os funcionários estão engajados? POR QUE É IMPORTANTE? Porque no final das contas os funcionários deveriam ser os maiores evangelizadores da empresa junto ao mercado.
17. Quantos funcionários são evangelistas da empresa? POR QUE É IMPORTANTE? Porque quanto maior o número de malucos tarados pela causa da sua empresa, maior o número de clientes que também estarão.
18. Qual é o turnover da empresa? POR QUE É IMPORTANTE? Porque a saída dos funcionários é consequência de uma péssima liderança da empresa, um terrível clima organizacional, uma completa falta de respeito com os sonhos e vontades das pessoas. Porque perder funcionários é caro para a empresa.
19. Por quanto tempo os funcionários permanecem na empresa? POR QUE É IMPORTANTE? Porque funcionários com longo tempo de casa são profissionais que ajudam a empresa a espalhar mais rapidamente a sua cultura. Porque funcionários com longo tempo de casa são excelentes recursos para evitar que a empresa cometa os mesmos erros que cometeu no passado.
20. Qual é a taxa de faltas dos funcionários? POR QUE É IMPORTANTE?Porque a constante falta ao trabalho é sinal de que os funcionários estão insatisfeitos com o trabalho que fazem. E algo tem que ser feito!
21. Qual é a competitividade salarial da empresa? POR QUE É IMPORTANTE? Porque dinheiro não compra felicidade, mas incentiva a galera a lutar pelo que acredita.
22. Quanto tempo leva para contratar boas pessoas? POR QUE É IMPORTANTE? Porque a empresa não pode pegar o primeiro maluco que passa na porta da empresa porque tem pressa para contratar. A turma de RH tem que inventar um método que assegura que a empresa fará as melhores contratações possíveis dentro do prazo que precisa.
23. Quanto tempo leva para o treinamento virar resultado? POR QUE É IMPORTANTE? Porque todo treinamento custa muito tempo e dinheiro, e somente o conteúdo aplicado na prática é memorizado, enquanto todo o resto é esquecido rapidamente.
24. Quanto das nossas vendas vem da nossa marca? POR QUE É IMPORTANTE? Porque marketing é tudo, tudo é marketing. Porque a empresa não pode depender apenas das pessoas para entregar o seu resultado.
25. Quanto custa adquirir um cliente? POR QUE É IMPORTANTE? POR QUE É IMPORTANTE? Porque o custo de aquisição de clientes cresce todos os dias. Porque é preciso avaliar quais iniciativas de marketing são mais efetivas para adquirir clientes, e quais são pura perda de tempo.
26. Qual é a taxa de conversão? POR QUE É IMPORTANTE? Porque é uma maneira de entender o quão bem sucedidos tem sido as atividades de marketing da empresa.
27. Qual é o nosso posicionamento no Google? POR QUE É IMPORTANTE? Porque o marketing é digital! E será cada vez mais.
28. Quantas visitas recebemos no site? POR QUE É IMPORTANTE? Porque o web site da empresa é o hub principal de toda e qualquer estratégia de marketing. Quanto maior o número de visitas, maiores serão as vendas da empresa.
29. Qual é o engajamento online dos clientes com a empresa? POR QUE É IMPORTANTE? Porque os clientes deveriam ser os grandes promotores da marca da empresa. Porque na internet todas as pessoas estão conectadas facilitando o marketing boca-a-boca.
30. O quanto usamos a internet para construir a marca da empresa? POR QUE É IMPORTANTE? Porque web sites, e-mail marketing, videocast, web seminários, infográficos, mobile site, redes sociais e muito mais são ferramentas de marketing de relacionamento. Porque as novas gerações vão preferir fazer negócios com você pela internet.
31. Qual é o seu Klout? POR QUE É IMPORTANTE? Porque prova o quanto você é uma pessoa influente na internet. E quanto maior a sua influência, maior o seu impacto sobre as vendas e a construção da marca da empresa.
32. Quanto da entrega acontece sem erros? POR QUE É IMPORTANTE?Porque as pessoas estão cada vez mais exigentes e intolerantes a erros.
33. Qual é a capacidade de utilização da galera? POR QUE É IMPORTANTE? Porque todo recurso parado é um recurso desperdiçado.
34. O quanto os nossos processos são enxutos? POR QUE É IMPORTANTE? Porque equipes enxutas significam empresas mais ágeis, menos burocráticas e mais empreendedoras.
35. Quanto tempo leva para entregar? POR QUE É IMPORTANTE? Porque não basta vender. Tem que entregar!
36. Taxa de Encolhimento do Estoque? POR QUE É IMPORTANTE? Porque estoque é dinheiro empacado. E quanto maior o estoque de produtos da empresa, maiores serão os problemas de caixa da empresa.
37. Quanto dos nossos projetos são entregues dentro do prazo? POR QUE É IMPORTANTE? Porque as expectativas dos clientes estão cada vez mais altas. Se prometer, tem que cumprir!
38. O quanto de inovação existe no plano que temos pela frente? POR QUE É IMPORTANTE? Porque vivemos na era mais inovadora de todos os tempos; se você não se reinventar, os seus concorrentes o farão.
39. Qual é o retorno sobre a inovação? POR QUE É IMPORTANTE? Porque inovação por inovação não significa nada; inovação tem que dar resultados. Porque se você medir o retorno que a inovação tem que trazer, a equipe de marketing e vendas vão investir o tempo necessário para fazer a inovação virar.
40. Quanto tempo leva para lançar um novo produto no mercado? POR QUE É IMPORTANTE? Porque a fila anda!
41. O quanto os nossos processos internos são eficientes? POR QUE É IMPORTANTE? Porque todos os dias alguém inventa uma maneira mais ágil, barata e eficiente de fazer o que você faz e cobra o dobro do preço.
43. Onde existe retrabalho? POR QUE É IMPORTANTE? Porque não temos mais tempo para falta de comunicação, falta de colaboração, falta de qualidade, falta de comprometimento nas nossas empresas.
44. Quantas máquinas ficam parada por quanto tempo? POR QUE É IMPORTANTE? Porque máquinas são recursos, recursos são custos, custos são caros.
45. Qual é o consumo de água, energia? POR QUE É IMPORTANTE? Por mais "besta" que seja os custos da sua empresa, um dia eles vão afetar a margem dos seus negócios.
Seu escritório adota estas regras?
O seu negócio tem indicadores para performance?
Nãaaoooo? O que está esperando? #MãosaObra
Artigo escrito por GustavoRocha.com – Gestão e Tecnologia Estratégicas

terça-feira, 3 de março de 2015

Sistema de Informação Gerencial

 Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) são sistemas ou processos que fornecem as informações necessárias para gerenciar com eficácia as organizações. 

Um SIG gera produtos de informação que apóiam muitas necessidades de tomada de decisão administrativa e são o resultado da interação colaborativa entre pessoas, tecnologias e procedimentos, que ajudam uma organização a atingir as suas metas.

Um SIG pode incluir software que auxilia na tomada de decisão, recursos de dados, tais como bancos de dados, o hardware de um sistema de recursos, sistemas de apoio à decisão, sistemas especialistas, sistemas de informação executiva, gestão de pessoas, gestão de projetos e todos os processos informatizados que permitem que a empresa funcione eficientemente. 

É um sistema que disponibiliza a informação certa, para a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa, da forma correta e com o custo certo.

Os SIGs possuem uma multiplicidade de produtos de informação, que são apresentadas através de relatórios, que ajudam os gerentes com o fornecimento de dados e informações para a tomada de decisões. Os relatórios oferecidos por esses sistemas são:

Relatórios programados: Estes relatórios são uma forma tradicional de fornecimento de informações para os gerentes. Exemplos típicos desses relatórios são os relatórios de vendas diários e semanais ou demonstrativos financeiros mensais.

Relatório de exceção: São casos excepcionais de relatórios onde o gerente pode obter informações específicas. Como exemplo, um gerente de crédito pode receber um relatório que contém informações apenas sobre clientes que excedem os limites de crédito.

Informes e respostas por solicitação: Este tipo de relatório mostra as informações sempre que o gerente requisitar. Possibilitam através de suas estações de trabalho respostas imediatas ou que encontrem e obtenham respostas imediatas.

Relatórios em pilhas: As informações são empilhadas na estação de trabalho em rede do gerente.

Todas as funções de gestão, planejamento, organização, direção e controle são necessárias para o bom desempenho organizacional. Os sistemas de informação gerenciais são fundamentais para suportar essas funções, especialmente a de planejamento e controle.

Os Sistemas de Informação Gerencial são parte integrante das estratégias empresariais, pois a comunicação e a informação são de grande valor nas organizações. 

A qualidade da decisão tomada pelo gerente vai depender da qualidade e relevância das informações disponíveis. Por isto é muito importante investir em um SIG para oferecer informações rápidas, precisas e principalmente úteis, que irão garantir uma estruturação de gestão diferenciada, o que resultará em vantagem competitiva sobre as demais empresas.

Por Marina Martinez - http://www.infoescola.com/

segunda-feira, 2 de março de 2015

O QUE É ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA

É o ato de desenvolver plenamente o planejamento da empresa, afinal, qualquer caminho será bom se não soubermos aonde queremos chegar.

O que é planejamento?
É uma função administrativa que tem por objetivo estabelecer uma situação futura desejada, delimitando os meios de se chegar à situação idealizada.

O que é estratégia?
É o caminho que a organização deverá seguir, sendo que se considera uma decisão mais estratégica à medida que seja mais difícil voltar atrás, e esta decisão terá impactos mais amplos na organização.

O que é planejamento estratégico?
O PE deve fazer parte do cotidiano de sua empresa, não importando seu porte e nem estrutura. Porém, mais importante que formular um planejamento é administrar e pensar estrategicamente as ações da empresa.

O ponto de partida para definir a configuração organizacional é a estratégia, que é o conjunto atual de planos, decisões e objetivos adotados para alcançar as metas da organização.

A formulação da estratégia inclui as atividades que conduzem à determinação das metas básicas da missão da empresa e o desenvolvimento de um plano específico de estratégia. A implementação da estratégia depende da utilização de ferramentas gerenciais e organizacionais no direcionamento e a alocação de recursos para cumprir objetivos estratégicos.

O direcionamento e a alocação de recursos são realizados com as ferramentas da estrutura organizacional, sistema de controle, cultura, tecnologia e recursos humanos.

O modelo e o projeto organizacional são as expressões definitivas da implementação da estratégia. Os dirigentes de topo devem projetar a organização de modo que todas as partes se ajustem em um todo coerente para estabelecer a estratégia e o propósito da organização.

Para a organização ser eficaz deve seguir sete conceitos básicos:
1.            Orientação: ter o sentido na visão de metas da missão da organização, como pessoas que definem uma orientação estratégica para a organização;
2.            Eficiência: tem como necessidade reduzir os custos e aumentar benefícios pelo uso da máquina;
3.            Competência: capacidade de executar as tarefas com muito conhecimento e habilidade, usando profissionais qualificados para obter as informações;
4. Inovação: ter organização para desenvolver novos produtos e serviços;
5. Concentração: focalizar os esforços em determinadas divisões;
6. Cooperação e Cultura: ter o conjunto de pessoas certas para desenvolver as necessidades de harmonia e cooperação;
7. Conflito e Política: saber lidar com as causas que poderão resultar na desunião das pessoas e de departamentos por causa do sucesso individual.

O objetivo da empresa deve ser montado dentro da finalidade de equilibrar todas as forças. A organização não pode maximizar todas as suas necessidades, mas tem que conhecer todas as forças e alcançar os resultados desejados, isso se trata de um processo contínuo de liderança que pode funcionar por um período de tempo e depois ser reorganizado.

O que é informação?
Informação e controle são componentes essenciais das organizações. Os gerentes precisam das informações para manter a coesão da organização. As ligações verticais e horizontais de informações são projetadas para fornecer aos gerentes dados relevantes para decisões e avaliações. Além disso, os sistemas de controle dependem de informações.

Informação é tudo aquilo que altera ou reforça o conhecimento; dados constituem a entrada de um canal de comunicação. Os dados são tangíveis e incluem o número de palavras, chamadas telefônicas, páginas impressas de computador enviadas e recebidas. Os dados não se convertem em informações sem que as pessoas se utilizem deles para aprimorar seus conhecimentos, o Planejamento Estratégico necessita de informações e não de dados.

A ausência de informações gera incerteza, quanto maior o volume de informações (dados sobre atividades organizacionais coletados e interpretados pelos participantes da organização) menor a ambiguidade. Isto somente poderá ser gerado pela interação entre os gerentes para discutirem a situação corrente quando os dados externos não fornecem respostas.

Em suma, a riqueza de informações irá depender da capacidade da informação de transportar dados. Existem vários canais de comunicação, que podem ser organizados em quatro categorias:

1. Face a face: está em primeiro lugar por proporcionar maiores indicações, como a linguagem corporal e as expressões faciais, esse modelo de comunicação permite que o feedback seja imediato e que a informação seja corrigida automaticamente. Nesse contexto há apenas uma pessoa falando com a outra, ou em contextos de grupos, nos quais as partes são tratadas como indivíduos e não como objetos;
2. Meios eletrônicos e telefones representam um canal relativamente rico por proporcionar um feedback rápido, não tão ágil quanto o face a face, já que as mensagens são pessoalmente direcionadas, embora não haja indicações visuais;
3. Comunicação por documentos escritos e endereçados como cartas, memorandos, notas e fax, permitem um feedback relativamente lento em relação a outros meios de comunicação, pois os apelos visuais são menores;
4. Comunicação por documentos escritos endereçados impessoalmente, como boletins, relatórios padronizados de computador, bancos de dados de computador e registros impressos, constituindo canais mais pobres ou enxutos. Não são adequados para o feedback, contudo são ótimos para o transporte de um grande volume de dados exatos para muitas pessoas.

É importante na estrutura organizacional a maneira como as partes se comunicam e se coordenam entre si e com as outras organizações, as interligações verticais coordenam atividades entre o nível superior e o nível inferior da organização, enquanto as interligações horizontais são utilizadas para coordenar atividades entre os departamentos.

A Tecnologia da Informação permite que informações mais complexas sejam transmitidas rapidamente para muitas pessoas, removendo barreiras de tempo e distância, promovendo um tipo de equipe virtual.

As organizações podem ser projetadas para fornecer o tipo certo de informação aos gerentes. O mesmo poderá ocorrer com os sistemas de apoio à tomada de decisões gerenciais, em que várias empresas têm obtido sucesso com seus sistemas de apoio devido à aplicação de tecnologia aos problemas mensuráveis e analisáveis. A estrutura da organização e os sistemas de apoio à informação devem ser projetados para dar aos gerentes de departamentos e aos funcionários conveniente volume e riqueza de informações. A tecnologia representa o padrão de assuntos e tarefas tratadas em diferentes partes da organização.

Quando é grande a variedade de tarefas, os problemas são frequentes, imprevisíveis e de grande profundidade. A incerteza sendo maior, o volume de informações necessárias também será maior, os funcionários irão despender mais tempo processando informações, e será necessário ter acesso a fontes de alta tecnologia e grandes bancos de dados.

Quando as tarefas não são analisáveis e, portanto, levam a problemas ambíguos, os funcionários necessitam de informações ricas de contatos pessoais. As discussões frente-a-frente e as conversas telefônicas transmitem muitas indicações de informações em curto espaço de tempo. Quando as tarefas são simples os gerentes utilizam meios econômicos. Quando o problema subjacente é claro e simples são necessárias informações escritas ou baseadas em computador.

Os gerentes estão dando cada vez mais ênfase à função da gerência da informação na busca permanente da combinação adequada da estratégia, motivação tecnológica e projeto organizacional, para manter a margem competitiva. Duas estratégias que as empresas podem adotar são: a liderança de baixo custo e a diferenciação.

O líder de baixo custo apresenta custos baixos de produção e pode estabelecer os preços de seus produtos ou serviços num nível suficientemente baixo para obter lucro enquanto as empresas rivais sofrem perdas.

Na diferenciação a empresa oferece um produto ou serviço ímpar baseado nas características do produto, na excelência de serviço ou na rigidez da entrega.

A tecnologia pode ser usada para obter tanto a liderança de custos quanto a diferenciação.
É preciso colocar que o domínio da informação não basta para assumir a liderança, é necessário o controle estratégico, por meio da avaliação geral do plano estratégico, das atividades organizacionais e dos resultados que fornecem informações para ações futuras. O ciclo de controle inclui o plano estratégico, a medição das entradas na atividade de produção, as saídas e as informações contínuas sobre o ambiente externo.

O controle estratégico normalmente utiliza as informações de feedback, que medem as saídas em que as informações são comparadas para que sejam feitas as mudanças requeridas. Ou, ainda, as informações de feedforward que medem as entradas na extremidade inicial do processo, permitido que a organização modifique os planos antes que se desligue do alinhamento as necessidades externas.

O controle estratégico é um processo contínuo que exige o monitoramento das condições internas e externas da organização, direcionando as atividades da empresa para os objetivos estratégicos. O sistema de controle estratégico é formado por quatro elementos fundamentais:

1. Orçamento empresarial: que é utilizado para estabelecer alvos financeiros para o ano e depois relatar custos em determinado período;
2. Relatórios estratégicos: que são usados para avaliar e monitorar o desempenho não financeiro;
3. Sistemas de premiação: que oferecem incentivos a gerentes e funcionários para melhorar o desempenho e alcançar as metas que são avaliadas anualmente pelos gerentes e superiores para saber a que níveis são alcançados e determinar novos objetivos;
4. Procedimentos operacionais: representa as normas e regras tradicionais.
O controle também é um problema de nível mais baixo, operacional das organizações em que os supervisores devem controlar diretamente os subordinados. O controle da supervisão aplica-se ao desempenho dos funcionários, podendo ser de três tipos:

1. Controle de resultados: trata dos registros escritos que medem os resultados e a produtividade dos colaboradores. É utilizado quando as tarefas de um colaborador são facilmente medidas;
2. Controle de procedimentos: trata da observação pessoal do comportamento do colaborador, serve para verificar se os mesmos seguem os procedimentos corretos. Toma mais tempo que o controle de resultados;
3. Controle de entradas: prioriza a seleção e o treinamento para uniformizar os conhecimentos, habilidades, aptidões, valores e motivação dos colaboradores. É utilizado quando nem os procedimentos nem os resultados são facilmente mensuráveis.

Comunicação significa que se contribui falando e não calando as ideias e abrigando mágoas e hostilidades que envenenam o espírito. Não existe informação sem comunicação

O homem não se preparou para o excesso de informações, para processá-las adequadamente. Há uma verdadeira volúpia em obter dados, sem condições de objetivá-los. Enquanto crescem as possibilidades infinitas de informar-se, o homem, paradoxalmente, distancia-se de seus semelhantes, por meio de isolamentos tecnológicos.

Desta forma, acentuam-se a crise de comunicação, as diferenças entre pessoas e grupos que não se compõe em equipes, que não falam a mesma linguagem de ideias e sentimentos e que não realizam a sinergia do trabalho compartilhado.


A comunicação é uma habilidade interpessoal, que tem demitido muitos gerentes ao passar dos anos, pois em muitas vezes o gerente ignora a necessidade da comunicação, quando liderança, comunicação e outras habilidades interpessoais devem ser pré-requisitos para a eficácia gerencial.

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