quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

5 Produtos Fracassados Lançados pela MICROSOFT

Dando prosseguimento à nossa série de matérias sobre os produtos de grandes empresas de tecnologia que foram um fracasso comercial, chegou a vez de a Microsoft ter os seus insucessos relembrados pelo Olhar Digital.

Confira abaixo:

Zune
O iPod não foi o primeiro dispositivo portátil de reprodução de músicas, mas revolucionou o mercado ao permitir que canções em mp3 fossem ouvidas em qualquer lugar. Isso o tornou referência no mercado e, logo, outras empresas tentaram seguir o mesmo caminho. Foi o caso do Zune, da Microsoft.

Ele não era tão ruim, na verdade, mas não teve atrativos suficientes para nem mesmo chegar perto do concorrente da Apple, que já dominava o mercado tanto em receitas como em reconhecimento de marca. E, convenhamos, marrom?

Kin

Em 2010, iOS e Android já eram grandes nomes no mercado de celulares, e a Microsoft sentiu que era hora de entrar no mercado de mobilidade. A companhia, liderada por Steve Ballmer, decidiu investir US$ 1 bilhão no desenvolvimento do Kin, o primeiro smartphone da empresa, que utilizava o Windows CE.

O dispositivo foi lançado em maio e dois meses depois já havia sido retirado do catálogo da Verizon, operadora dos Estados Unidos. A Microsoft desistiu de lançar seu smartphone na Europa após o resultado catastrófico e o resto do mundo nunca viu um Kin.

Windows Vista

Cinco anos após o lançamento do aclamado Windows XP, a Microsoft lançou o Vista, considerado por Ballmer o seu maior arrependimento à frente da companhia. Mesmo com tanto tempo em desenvolvimento, ele conseguiu ser um fracasso completo, sendo um sistema pesado, que exigia muito hardware para funcionar.

O Vista deveria ter sido uma pequena atualização do XP, mas problemas em sua etapa de desenvolvimento adiou várias vezes o seu lançamento, ao ponto de recomeçaram a produção do software do zero. Outros problemas, como privacidade, segurança, compatibilidade e restrições de licenciamento foram fatores que colaboraram para o fracasso.

Muitos chegam até mesmo o consideram um “beta” do Windows 7, que seria lançado três anos mais tarde, com maior estabilidade e segurança.

Windows ME

Lento, instável e bugado, ele transformou em grandes companheiros os usuários e a tela azul da morte. O software, chamado de “Millenium Edition” (“edição do milênio”), por ter sido lançado no anos 2000, também já recebeu o carinhoso apelido de “Mistake Edition” (“edição do erro”).

A PC World chegou a considerá-lo um dos piores produtos de tecnologia de todos os tempos, afirmando que “os usuários tinham problemas para instalá-lo, fazê-lo rodar, fazê-lo funcionar com outros hardwares e softwares e fazê-lo parar de funcionar”.

Não à toa, sua vida não foi muito longa e logo a Microsoft lançou o Windows XP, que solucionaria boa parte dos problemas.

Bing

Mais uma vez, a Microsoft entrou atrasada em um ramo da tecnologia. Quando decidiu lançar o Bing, seu buscador, o Google já havia se estabelecido não só como um serviço de pesquisas na internet, mas como praticamente um oráculo, com todas as respostas de que o usuário precisa e poderá vir a precisar.

Desde então, a Microsoft tem lutado para melhorar o Bing, que não chega a ser um buscador ruim, mas não consegue ganhar participação de mercado e vê o concorrente dominando cerca de 80%, e, às vezes, até 90% das buscas na internet.

Menção honrosa: Internet Explorer. Embora tenha tido sérios problemas de qualidade ao longo dos anos, tem melhorado nas últimas versões. Ele não chega a ser um “fracasso”, pois mesmo abaixo da qualidade da concorrência, ainda foi dominante por muito tempo.


Por: http://olhardigital.uol.com.br/

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

8 Bilionários que Perderam Fortunas

Empreendedores de diferentes partes do mundo apostaram em negócios que nem sempre deram retorno


Em sentido horário: Eike Batista, Allan Stanford, Séan Quinn, Masayoshi Son e Bjorgolfur Gudmundsson (Foto: Editora Globo)
Empreendedores demoram anos de trabalho para juntar uma fortuna. E, de repente, perdem tudo em meses. A lista abaixo apresenta oito exemplos e mostra que conjunturas econômicas, apostas em empresas que não dão retorno e crimes podem ruir qualquer empresário de sucesso.
1. Bjorgolfur Gudmundsson
Já chegou a ser o segundo homem mais rico da Islândia, mas sua fortuna estava ligada a ações do banco Ladsbaki, que sofreu com a crise do sistema bancário do país em 2008. O empresário pediu falência no ano seguinte, depois de perder uma quantia calculada em US$ 1,4 b
2. Allan Stanford
Esse americano passou de bilionário a condenado em apenas alguns anos. Chegou a ter uma fortuna de US$ 2,2 bilhões, uma esquadra de jatinhos particulares, uma coleção de iates e seu próprio time de cricket. Em 2009, porém, ele foi condenado por emitir CDBs fraudulentos de seu banco, conseguindo capital de mais de 20 mil investidores. Hoje ele cumpre uma pena de 110 anos.

3. Seán Quinn
Foi considerado um dos homens mais ricos da Irlanda em 2008, com uma fortuna de US$ 6 bilhões. Mas investimentos no Anglo Irish Bank –  banco que sofreu com a bolha imobiliária e depois foi estatizado -  fez com que o empresário perdesse cerca de US$ 2,8 bilhões, a posse da maior parte de suas empresas e sair do processo com apenas três contas bancárias com US$ 15 mil cada.

4. Masayoshi Son
Perdeu a maior fortuna pessoal do mundo – US$ 70 bilhões – e ainda continuar sendo o segundo homem mais rico do Japão. Sua empresa, Softbank, foi avaliada em US$ 180 bilhões na época da bolha da internet, mas suas ações caíram 98% quando ela estourou. Ainda assim ela se recuperou e hoje é a terceira maior companhia de telefonia móvel do mundo.

5. Eike Batista
Oitavo homem mais rico do mundo em 2011, ele perdeu bilhões em apenas 16 meses quando sua empresa OGX, exploradora de óleo, não provou ser o sucesso que prometia. Quatro dos cinco campos que pretendiam ser explorados por ela foram abandonados e muitos investidores pularam do barco.

6.  Yasumitsu Shigeta
Fundador da empresa de telecomunicações Hikari Tsushin, é outro japonês que sofreu com o estouro da bolha da internet, perdendo US$ 40 bilhões no processo. Em 2009, sua companhia valia apenas US$ 600 milhões.

7.AIberto Vilar
Conseguiu e perdeu seu primeiro bilhão com a bolha da internet e tecnologia em 2001. Esse investidor e filantropo americano foi condenado a nove anos de prisão por fraude, lavagem de dinheiro e outros crimes.

8.  Anil e Mukesh Ambani
Anil é dono da empresa Reliance Communication, que possui mais de 150 milhões de assinantes de linhas de telefones celulares, enquanto seu irmão, Mukesh, homem mais rico da Índia, está a frente da Reliance Industries. Em 2013, os dois anunciaram a integração das duas companhias. Com a quebra e a crise do rupee no mesmo ano, os dois perderam fortunas: Mukesh, US$ 5,6 bilhões, Anil, US$ 1,3 bilhão.

Por: Redação - http://revistapegn.globo.com

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ISO 9001 e o Ciclo PDCA

O assunto deste artigo é muito simples, tendo como função criar uma visão mais ampla do que de fato se espera de uma certificação, para tanto relacionei o ciclo PDCA que tem como função criar a sistemática de melhoria contínua com o amadurecimento desta mesma certificação.

Embora uma empresa  certificada seja anualmente analisada pelo órgão certificador de sua escolha, o que de fato se busca neste processo é não somente o SGQ e suas ações diante dos requisitos, mas se a empresa tomou outros caminhos para que seus resultados sejam amplamente inovadores, e saia do que chamamos de feijão com o arroz, isso mesmo, sair do comodismo e inovar com novas ideias e conceitos de metas.

Na Qualidade sempre devemos seguir a ideia da ação preventiva, pois esta ação tem como foco reduzir custos e problemas que geram outros problemas, que por consequência desta perda os resultados negativos tendem a crescer mais e mais.

Neste momento identificamos uma necessidade, de melhor o que já foi feito no passado, ou seja, sair do padrão de um padrão e adequar melhorias no que já é considerado satisfatório, por exemplo.

Se você tem um salário de R$ 2.000 logo pensará que poderia receber mais por sua atividade profissional, mas ao mesmo tempo seu padrão de Qualidade deve ser melhorado nos serviços que presta e nunca continuar no mesmo nível, pois através do mercado competitivo de mão de obra seu currículo será o destaque ou não, pode ser considerado obsoleto.

Pois bem, você já parou para pensar como anda o nível de melhoria do seu SGQ? Ou através do comitê da Qualidade e reuniões com a alta direção tentou realçar esta necessidade de amadurecimento e melhoria?

Então vamos avaliar e agir na melhoria da ISO 9001 conforme o ciclo PDCA.
  • Plan = Planejamento
Apesar da empresa já ser certificada, onde podemos atuar com novas ações de melhoria? 

Qual o processo deve ser considerado como ultrapassado?

Onde podemos gerar melhor resultado? 

Neste momento devemos estabelecer um planejamento a curto prazo destas ações levando sempre em conta o antes e o depois.
  • Do =  Executar
Após as novas ações e metas definidas, devemos partir para ação efetiva, onde neste momento podemos atuar de maneira a entender que o resultado sempre pode ser melhorado.
  • Check = Verificar
Se os procedimentos já foram aprovados em auditorias, onde podem ser melhorados? Neste momento de pós execução, devemos verificar o que foi executado e o que pode ser melhorado a nível de desempenho.
  • Act = Ajustar
Onde podemos novamente melhorar? 

Neste processo de amadurecimento é sempre esta a pergunta, por isso nunca se canse de se perguntar e de esperar mais do seu SGQ, pois um Sistema de Gestão da Qualidade tem como princípio básico ser o nascente de um padrão a ser seguido e não um investigador de não conformidades. 

Diante deste artigo, o principal objetivo é chegar novamente na pergunta repetidas inúmeras vezes, ONDE PODEMOS MELHORAR?

Fonte: Zafenate Desidério - www.qualidadebrasil.com.b

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Construa o seu Cenário

O tempo onde quase tudo era previsível cede lugar ao novo, ao desconhecido. A era das escolhas está aí à nossa porta nos oferecendo uns cem números de estilos de vida, produtos e serviços, informações via rede, o mundo está acessível com um pequeno click no mouse.

Agora é hora de você aprender a construir o seu próprio cenário, ser o responsável pelo seu destino, planejar e enfrentar adversidades sempre em busca de novas conquistas.

Mas, como construir o seu próprio cenário?

Veja abaixo alguns pontos que podem auxiliá-lo na condução da sua carreira e na criação de novas oportunidades. Vamos a eles:
  • Crie e reavalie sempre sua estratégia. 
Não confunda planejamento com estratégia. Ambos são complementares, mas estratégia tem a ver com a visão de longo prazo em “criar um ambiente produtivo”, como afirma o especialista Michael Porter. Toda empresa tem ou deveria ter uma estratégia, mas quando falamos de estratégia pessoal são poucos os que conseguem saber exatamente onde pretendem chegar. Estratégia tem a ver com perguntas e respostas:
  • O que espero de minha carreira?
  • Quais são as competências essenciais para ter um relativo sucesso em minha profissão?
  • O que meus concorrentes fazem ou tem que eu não faço ou tenho?
  • Tenho aptidão para seguir outra carreira?
  • O que faço hoje é o que eu gostaria de estar fazendo daqui a cinco, dez ou vinte anos?
  • Minha carreira está no mesmo ponto de que há cinco anos atrás. Evolui em quê ou estagnou por quê?
 As perguntas podem ser muitas, por isso monte o seu próprio questionário, faça um diagnóstico de sua carreira e crie uma estratégia, revise de tempos em tempos, seis meses, uma vez por ano, o que importa é ter um horizonte a seguir.
  •  Questione suas certezas
 Quais são minhas verdades? 
Minhas crenças e valores estão sendo atualizados? 
Perceba que a mesma informação reorganizada pode gerar vários tipos de conhecimentos. Qual é a sua leitura do mundo atual? Muitos dos sonhos de ontem são realidades banais hoje. Velhas soluções já não nos servem mais. Para construir o seu cenário é preciso reavaliar suas ações, buscar o novo e não temer ser diferente.
  • Busque o autoconhecimento
 É vital que você conheça a si mesmo. 
Quais são minhas limitações?
 Em que sou excelente? 
O que gosto de fazer? 
Sou uma pessoa de fácil relacionamento? 
O seu cenário somente vai se concretizar se for condizente com o seu perfil pessoal e sua capacidade de realização. É preciso aliar o seu conhecimento, às suas habilidades e ao seu querer, vontade de fazer. É preciso acreditar, ter atitude e trabalhar muito para que o sonho se torne realidade.
  • Faça atividades que agreguem valor
 Quer crescer no emprego atual? Faça mais do que os outros, não só no sentido da realização da tarefa, mas sim em conhecer o mercado atual, nossos concorrentes, clientes principais, etapas do processo e não perca oportunidades de interagir com outros setores da empresa.
  •  Seja um especialista, mas com muita flexibilidade
 As empresas buscam pessoas flexíveis, criativas, mas o que não significa que a era da especialização está chegando ao seu final. Muito pelo contrário, hoje, somente na área de treinamento temos cursos para tudo, os temas estão cada vez mais segmentados e focados em uma área específica. Porém, a visão do todo é fundamental e vital para a ascensão de sua carreira. A miopia corporativa deve dar lugar à visão 360 graus com setores interdependentes praticando a ajuda mútua e foco integrado no resultado.

Construir o seu cenário exige visão e ação, atenção aos detalhes, aos riscos. Desenvolvimento, adequação e aquisição de novas competências. É ir muito além do esperado, seguir o arco-íris em busca do pote de ouro. O tamanho do pote? Bem... depende do tamanho do seu sonho e da magnitude do seu trabalho, mas tenha a certeza que ele está lá pronto para ser conquistado.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pipoca ou Piruá? Transformação em Empreendedor


Você gosta de milho de pipoca? 
Antes de responder que adora, note bem que estou perguntando sobre milho de pipoca e não da pipoca. A pipoca todo mundo ama, um excelente acompanhamento para um cineminha ou um filminho em casa, ou para compartilhar aquela ansiedade durante o jogo do seu time. 
Claro, aquela flor branca, cheirosa, crocante e bem temperada, quem não gosta?
Agora, milho de pipoca não. As pessoas não gostam do milho de pipoca, mas sim do que o milho de pipoca se torna depois de passar pela panela. Bem este processo de transformação exige que o milho passe pela ação do calor, o fogo que esquenta a panela. A pressão interna do milho aumenta com o calor até que ele explode e vira do avesso, se transformando no que ele está destinado a ser, a pipoca.
Todos nós nascemos milho e estamos destinados a nos transformarmos em pipoca. Só que esta transformação deve acontecer pela ação do fogo, esta é a parte dolorosa da história. Empreender, na minha opinião, representa este fogo. 
O processo de empreender é tão intenso, e muitas vezes bem doloroso, que a pessoa se transforma profundamente em seus valores, seu jeito de pensar, agir e ver o mundo, o empreendedor é uma pipoca.
Agora, como dizia Rubem Alves, de quem estou emprestando esta metáfora, nem todo milho que passa pelo fogo se transforma em pipoca. Infelizmente existem os piruás. O piruá é o milho que passa pelo processo e se recusa a estourar, continua milho, só que nunca mais vai se transformar em pipoca. O seu destino é o lixo.
Algumas pessoas querem empreender, passam por todo o processo, enfrentam o calor, a pressão constante, mas não estouram. 
Se prendem a seus paradigmas, suas ideias pré-concebidas, se recusam a aceitar novas realidades, as circunstâncias que lhe são apresentadas durante a aventura empreendedora, se amarram ao seu plano de negócio e tentam executá-lo a qualquer custo, ignorando as ameaças não previstas e as oportunidades emergentes. 
Resultado: Não se tornam empreendedores. Infelizmente muitos executivos experientes, muitos profissionais competentes, muitas pessoas bem sucedidas em suas carreiras, quando tentam empreender, julgam que todas as competências que dominam e todo o conhecimento e experiência que adquiriram é suficiente e não querem aceitar o novo, se recusam a aprender. Se recusam a estourar.
Não pense que um negócio que fracassa torna o empreendedor um piruá. Fracassar faz parte, é o calor em ação. O empreendedor que toma o fracasso como aprendizado e tenta de novo está se transformando em pipoca. 
O piruá é o empreendedor que desiste, que não enfrenta o medo, que acha que não é capaz e que empreender não é para ele. 
Pode ser transformar em pipoca em outra carreira, mas como empreendedor será um piruá.
E você, é pipoca ou piruá?
*por Marcos Hashimoto http://www.depylaction.com.br/ 

Marketing Multinível de Resultado

Amway, Herbalife, MegaBônus, Monavie, Forever. É provável que um ou mais destes nomes lhes sejam familiares, pois todos apresentam um aspecto em comum: são empresas com sistema de distribuição baseado no chamado Marketing Multinível (MMN), também conhecido por Marketing de Rede; em inglês, Multi Level Marketing (MLM) e Network Marketing, respectivamente.

O princípio é a comercialização de produtos ou serviços diretamente para o consumidor por meio de uma rede de distribuidores independentes – pessoas físicas sem vínculo empregatício com a companhia provedora. Entretanto, o propósito deste artigo não é apresentar conceitos. Quero conversar com aqueles que já atuam neste sistema ou que estejam tentados a fazê-lo.

Você deve estar imaginando que este autor está intimamente envolvido com este sistema e o conhece muito bem. Ledo engano. Não trabalho e não trabalharei com marketing de rede, embora já tenha sido convidado inúmeras vezes para ingressar nesta empreitada. Não que eu não acredite em sua viabilidade. Em verdade, vejo no MMN uma ótima oportunidade de negócios com potencial para lucros espetaculares! Contudo, apenas para aqueles que passarem pelas 10 peneiras discriminadas a seguir:

1. Tempo
Esqueça esta estória de “ganhe uma renda extra”. Primeiro, porque você não vai ganhar nada. A tal renda extra não cairá do céu, a menos que você faça por merecer.  Segundo, porque MMN demanda dedicação, empenho e, em especial, tempo. Os resultados não surgirão com apenas duas ou três horas de trabalho nos finais de semana. Se você pretende ganhos significativos precisará fazer um planejamento para tornar este negócio o seu principal ao cabo de alguns poucos meses. E com grande entusiasmo.
2. Relacionamento
Para dar início ao processo será necessário acionar seus contatos, oferecendo o produto às pessoas de seu círculo de relacionamentos. Porém, deverá fazê-lo com seletividade, o que significa escolher pessoas que realmente possam se interessar em usar o produto continuamente e, em seguida, promover sua difusão a terceiros, ampliando a rede.
3. Comunicação
Estamos falando de venda, de modo que um dos fatores determinantes do sucesso será sua capacidade de comunicação verbal, dialogando com seus prospects; comunicação escrita, preparando peças publicitárias, materiais de divulgação e informativos; e comunicação interpessoal, mediante bom uso da expressão corporal e outros signos. Jamais se contente em ficar limitado ao material e às instruções fornecidas pelo provedor.
4. Investimento inicial
O ideal é dispor de recursos financeiros próprios suficientes para bancar a aquisição do kit de adesão e de um primeiro lote de produtos sem que isso comprometa seu orçamento pessoal. Agora, você pode lançar mão da ousadia e decidir até atrasar o pagamento do aluguel para direcionar seu capital para o negócio, desde que esteja disposto a trabalhar com afinco para alcançar retorno com a máxima brevidade e correr os riscos correspondentes.
5. Manutenção
De nada adianta romper a barreira anterior, do investimento inicial, e não ter fôlego para dar continuidade ao negócio exatamente quando ele começa a suscitar perspectivas de êxito. Você está diante de uma oportunidade de negócio e, como tal, um mínimo de capital de giro se faz necessário. Não basta capital para o kit inicial. Você precisará de verba para trabalhar a divulgação, a comunicação e seu deslocamento. Evite cometer o erro clássico daqueles que compram seu primeiro carro financiado olhando apenas para o valor da prestação e se esquecendo das despesas com licenciamento, impostos, seguros, manutenção e provisão para eventuais avarias.
6. Transparência
Já conheci muita gente envolvida com MMN. E invariavelmente pude vê-las perdendo grandes amizades ou colhendo conflitos familiares por terem envolvidos as pessoas no negócio sem que elas compreendessem sua magnitude. Entenda que pouco vale incluir alguém em sua rede se for para uma única compra. Explique tudo sobre o produto e o sistema, apresentando prós e contras, subsidiando com informação qualificada seu interlocutor para que possa tomar uma decisão qualificada.
7. Persistência
Para subir na hierarquia e alcançar bônus crescentes você terá que trabalhar duro. Nesta trajetória, esteja certo de que contabilizará mais respostas negativas do que positivas à sua oferta de associação. E, a menos que você encontre um nicho adequado para explorar, o índice de aceitação será possivelmente bastante baixo. Neste momento, esmorecer será meio caminho para a derrota. Lembre-se: estatisticamente o MMN será rentável para poucos – certamente, os mais dedicados.
8. Determinação
Faça planejamento, trace metas, estabeleça uma visão de futuro. Sinalize aonde quer chegar. E sonhe alto. Nada pode ser mais medíocre do que sonhar pequeno e seus sonhos se realizarem. A persistência é o combustível, enquanto a determinação é o motor. A persistência é seu caminho; a determinação, sua estação de chegada.
9. Conhecimento do negócio
Aprenda tudo sobre a empresa, o produto e o mercado. Conheça os concorrentes e avalie seus pontos fortes e fracos. Torne-se um expert no assunto. Entenda que você não estará vendendo cosméticos, shakes ou cartão de crédito, mas beleza, alimentação saudável e comodidade. Em outras palavras, venderá benefícios.
10. Comprometimento
Em marketing de rede, o comprometimento significa mais do que perseguir metas e exercitar a determinação. Representa mais do que atenção com os membros da rede e respeito aos princípios e valores da empresa representada. A quinta-essência é apenas usar o produto.
Esta é a melhor maneira de torná-lo confiável e desejável. Para persuadir, dê o exemplo.

Note que estas 10 peneiras envolvem aspectos técnicos (conhecimento do negócio e gestão de recursos), comportamentais (persistência, determinação e comprometimento), relacionais (comunicação e relacionamento) e valorativos (transparência). E todos eles podem ser praticados e desenvolvidos. Contudo, há que passar antes pela maior de todas as restrições: o tempo. Isso não é uma questão de boa ou má gestão, mas de opção e renúncia. É por esta peneira que nunca passei.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dilemas Profissionais da Meia Idade

É muito evidente que os dilemas da meia-idade abrangem várias questões, etapas e papéis da vida. Não podem ficar restritos apenas a uma das dimensões da nossa existência. Mas por outro lado não podemos negar que o universo do trabalho, com destaque para a carreira, ganham uma importância significativa pelo que representam em nossa cultura.
Para Carl Gustav Jung “a meia-idade é o momento do grande despontar, quando um homem ainda se entrega ao seu trabalho com toda a energia e vontade. Mas é este o exato momento do início da segunda metade da vida; o ‘outono da vida’, como é chamado. 
A paixão muda de figura e chama-se agora obrigação; o ‘eu quero’ torna-se um inexorável ‘eu preciso’; e as curvas do caminho, que antes traziam surpresas e descobertas, já se tornam tediosas pela força do hábito. O vinho está fermentado...Procuram-se verdadeiras motivações e fazem-se verdadeiras descobertas. 
O exame crítico de si próprio e de seu destino permite ao homem reconhecer suas peculiaridades. Essa conscientização, porém, não lhe sobrevém facilmente; ela só é alcançada mediante os mais violentos choques”.
Para a maioria dos profissionais a idéia de carreira significa, erroneamente, um processo de crescimento sempre vertical. Não admitem muitas vezes carreiras horizontais ou ampliação de desafios em posições já ocupadas.
Para muitos a carreira pode ser importante fonte de estabilidade, mas também de frustração. A estagnação profissional pode ser conseqüência natural do estreitamento da pirâmide da organização, especialmente em períodos de crescimento limitado. Portanto a decorrência natural é que a maioria dos executivos chegará a um ponto de paralisação em suas carreiras. E na maioria das organizações não existem instrumentos de auxílio para o confronto com o fracasso na vida corporativa.
O que ocorre muitas vezes são alguns arranjos ambíguos de deslocamento horizontal ou rebaixamento disfarçado. Ou até, como última medida, a demissão pura e simples.
É evidente que cada vez mais os executivos devem apropriar-se das suas carreiras – e sua vida – não entregando simplesmente estas atribuições às empresas.
Segundo o economista e professor do comportamento organizacional holandês, Manfred Kets de Vries, é na metade da carreira, provavelmente, que o executivo deverá enfrentar um primeiro embate face-a-face, o primeiro confronto consigo mesmo. Levará em conta não apenas aquilo que fez, mas também o que não fez. 
Traços de personalidade aliados a circunstâncias externas determinarão sua maneira de enfrentar o balanço que fará de sua vida, especialmente a forma de encarar a carreira e a relação conjugal”.
Vries pesquisou e concluiu que existem quatro estilos principais com que os executivos interagem com seus ambientes nesta fase. É evidente que nunca existe um “estilo” puro. Existe uma certa ‘contaminação’ entre os mesmos.
Apenas a título de contribuição para o leitor descrevo abaixo uma síntese dos quatro estilos pesquisados pelo professor Manfred Vries.
Estilo construtivo:
É representado pelos executivos que desejam, realmente, engajar-se em uma avaliação realista e apresentam capacidade de reestruturar suas experiências através de novas informações e aprendizagens.  Conseguem desta forma repartir seus recursos, habilidades e criatividade para auxiliar o desenvolvimento da geração de profissionais mais novos. Portanto este período de vida torna-se o tempo de auto-confiança, satisfação e realização. 
Sentem que estão no apogeu de sua capacidade, e que podem lidar com ambientes altamente complexos. Para estes profissionais a crise na meia-idade é um período bastante calmo; não há o aspecto dramático e traumático que pode existir para outros.

Estilo Acomodado:
Alguns executivos encaram seus ambientes de uma forma basicamente realista, mas se relacionam de modo mais passivo com o mundo à sua volta. Podem ser chamados de Acomodados. Tais pessoas não possuem aspirações elevadas e facilmente se satisfazem. Suas vidas não conhecem tormentos; não são de ‘balançar o barco’. Para alguns pode até parece exagerado falar de crise no meio da carreira. Esta fase passa sem dramas. São pessoas que executam bem seu trabalho estando com ele envolvido por longo tempo. Não apresentam ambições de melhoria salarial ou de status. Sentia-se satisfeito com a autonomia do seu cargo. São descritos como agradável, simpático, obediente à autoridade e sem agressividade. Esta situação poderá ser interrompida apenas por uma demissão abrupta.
Estilo Defensivo:
A combinação do caráter ativo com uma orientação distorcida e irrealista em relação ao mundo produz o estilo defensivo. Os executivos deste grupo apresentam, freqüentemente numerosos sintomas de stress. A vida é suportada e muitas vezes sentida como algo bastante tedioso. São profissionais fortemente sujeitos ao pânico quando percebem de que suas vidas – pessoal e profissional - podem ter-se dirigido para fins que, nesta fase, consideram errados. A incidência de obsolescência no emprego é bastante comum entre os executivos deste grupo. Não apresentam nenhuma disposição pra treinar a geração mais nova e procuram guardar para si todo o conhecimento adquirido. Tornam-se irritadiços e podem comprometer tanto sua vida pessoal, conjugal como familiar.
Estilo Depressivo:
Com certas características do estilo defensivo, o Depressivo possui também uma combinação de passividade com uma orientação distorcida em relação à vida. Culpar outros, auto-depreciação, sentimento de fracasso e pessimismo são fortes características deste grupo. O sentimento é de que não alcançaram suas aspirações originais. A vida se viveu por nada e não existe razão para continuar existindo. Não confiam em si mesmos para um novo começo e também não acreditam que possam continuar aprendendo ou progredindo. Duvidam de que, algum dia, possam ter alguém que os admire. E o atingir a metade da carreira traz a sensação de ser sempre tarde demais. Apegam-se fortemente ao passado procurando isolamento e apresentando uma série de distúrbios psicossomáticos.
É evidente que esta resumida descrição dos estilos deve servir apenas para algumas referências e reflexões.
Além de demonstrar a importância da vida profissional é evidente que nesta fase da meia-idade todo este ‘balanço’ de vida ganha importância. Muitas vezes este não é um processo isento de dor e frustrações. Mas é de grande utilidade.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ADMINISTRAÇÃO SINÉRGICA – Parte 2

O que caracteriza a administração sinérgica?

A administração sinérgica no meu ponto de vista baseia-se na educação continua das pessoas que fazem parte da empresa/sociedade, e também das que fornecem para ela qualquer forma de insumo ou trabalho para que ela seja eficaz, gere progresso e lucratividade. Neste processo é essencial que seja exigido (pois não é negociável) que cada pessoa coopere de acordo com seu próprio ponto de vista, trabalho inteligente e dedicado, além de senso para resolver problemas comuns em benefício do todo. 

O dicionário Aurélio define sinergia como: “ato ou esforço coordenado de vários órgãos na realização de uma função. A associação simultânea de vários fatores que contribuem para uma ação coordenada e focada a resultados que constroem para o bem estar comum e de forma positiva. Sendo a ação simultânea, em comum”.    

Por que existe tanta resistência a administração sinérgica?
Existe muita resistência à administração sinérgica porque é essencial que envolvam as pessoas, se compartilhe não só responsabilidade, como também os resultados, sejam eles quais forem. Sendo assim a geração de conflitos será natural. O que todo gerente precisa ter consciência é que o conflito de ideias é natural ao progresso da sociedade! É necessário aprender a conviver com o conflito de ideias para a construção de soluções melhores, sem que isso traga consigo o conflito destrutivo entre as pessoas. Acredito que sinergia seja um tripé focado e formado a partir de respeito, confiança e capacidade para construir algo maior que nossa capacidade e a favor do coletivo.

Como fazer para implantá-la e tornar a sua empresa sinérgica?
Mapeei durante minha carreira mais de 210 boas práticas para fortalecer as pessoas e torna-las mais eficazes e equilibradas. Para o contexto que apresentei neste artigo falarei de 18 boas práticas que tornarão a sua empresa um ótimo lugar para trabalhar e ainda o único “custo” será a sua mudança de atitude, pois tudo que indico abaixo já existe no ambiente onde trabalha. A partir de agora mapeie essas forças e coloque em prática. Cada uma delas poderá ser implantada dentro do seu segmento, de sua capacidade de execução e principalmente da necessidade que a sua equipe e segmento buscam hoje. Vamos a elas:
  1. Competência e coragem para assumir responsabilidades e trabalhar com o coração independente de resultados financeiros adicionais;
  2. Respeito às minorias, na fala, nas atitudes e também na congruência de sua conduta;
  3. Administração de conflitos sadia e construtiva;
  4. Confiabilidade mútua;
  5. Participação corresponsável e eficaz;
  6. Competência para trabalhar em equipe e compartilhar resultados, responsabilidades, direitos e deveres também em equipe;
  7. Pluralismo;
  8. Dentro do possível conscientizar e educar as pessoas a terem uma “alimentação” saudável, assim como também atitudes saudáveis; pois somos frutos do que pensamos, de quem e onde andamos, de como agimos sob pressão, como nos informamos diariamente, do que lemos, como nos comunicamos e  informamos os outros.
  9. Respeito ao consenso
  10. Desburocratização
  11. Respeito e zelo as pessoas, indiferente de seu cargo;
  12. Boas práticas de negociação em todos os níveis;
  13. Integração de boas práticas com a sociedade de forma pró ativa;
  14. Respeito ao meio ambiente;
  15. Democratização da informação a todos e dentro de uma coerência de responsabilidades e influência, pois isso traz paz ao meio e evita fofocas e clima desfavorável;
  16. Descentralização. Partilha do poder;
  17. Respeito à disputa democrática do poder e responsabilidade dos cargos através de meritocracia;
  18. Equidade           
Para findar este artigo, comento ainda que vejo em meu dia a dia muitos gerentes vivendo apenas para “apagar incêndios”, sem realmente conseguirem produzir a contento e isto porque os objetivos não foram preestabelecidos; e nem ele e nem seus colaboradores sabem exatamente o que significa fazer um trabalho de valor. Não há metas, indicadores, planos e, portanto, aquele resultado que daria satisfação a todos por ter sido obtido.

Só quem sabe onde quer chegar é que faz por onde ou consegue chegar. 
A falta de objetivos e a falta de sinergia torna o trabalho desgastante, maçante, rotineiro e desagradável para a maioria.

Vivemos uma burra época da idolatria e do economismo, e tenho certeza que isso tende a mudar gradativamente. Ninguém pode se permitir ao luxo de não agir economicamente, e todos nós somos “obrigados” a trabalhar. Isso deveria mudar, onde trabalharíamos para evoluir. E a partir daí também conseguiríamos evoluir a equipe, os indicadores, os resultados financeiros, tanto da empresa quanto pessoais, entrando em um ciclo vicioso de melhoria contínua.

O trabalho distinto e realizado com zelo, profissionalismo, amor, é a nossa assinatura social para a humanidade. Paulo Silveira
A maioria de nós trabalha primeiro para ganhar dinheiro, depois para se sentir mais capaz, útil e realizado. Reverta esta situação e será mais feliz, será capaz de exercer um trabalho com maior significado, com disposição e sinergia. E independente da sua situação hoje, dê o seu melhor onde quer que esteja. Torne através de seu trabalho as empresas menos burocratizadas, menos hierarquizadas, e mais felizes... Faça a diferença pela honra de trabalhar com satisfação e prazer.

Coloque seu caráter e valores em primeiro lugar, pois a influência que você exerce nas pessoas e que determina o nível de relacionamento, está diretamente ligado a confiança que as pessoas tem em você, e que são fruto de seu caráter, valores e reputação.

Permita que os minutos do seu dia sejam empenhados em construir algo de valor, trabalho distinto e atitude. Faça seu legado acontecer em vida, e você estará contribuindo para uma humanidade mais justa, consciente e inteligente!