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quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Conheça Histórias Inspiradoras de Pais que Empreendem com os Filhos

 


Dados do IBGE indicam que cerca de 90% das empresas no Brasil têm perfil familiar. Mais da metade do nosso PIB é gerado por essas companhias, que empregam 75% da mão de obra do país. Isso significa que, na hora de empreender, o brasileiro prefere estar ao lado daqueles em quem mais confia. Como poucas ligações são mais firmes do que aquelas estabelecidas entre pais e filhos, esta relação tem um papel essencial para movimentar a economia brasileira, afinal são muitos os casos de empresários que gerenciam os seus negócios em parceria com os herdeiros. Nesse Dia dos Pais, confira seis histórias inspiradoras que mostram como uma empresa pode ter sucesso quando pais e filhos compartilham sua gestão.

  1. Eric Lima e Natan Lima, rede Vazoli de crédito consignado

Depois da escola, as tardes de Natan aos 12 anos se resumiam a ir ao escritório e acompanhar o trabalho do seu pai, Eric Lima, cofundador da franquia de crédito Vazoli, para não ficar sozinho em casa. Observando os processos realizados na unidade, ele percebeu que ali nascia uma paixão pelo negócio da família.

Aos poucos, Natan começou a ajudar os funcionários com os arquivos e a digitalização dos documentos. Entre um aprendizado e outro, acabou passando por praticamente todas as áreas da empresa, sempre pensando primeiramente nos estudos. Até que, aos 17 anos, decidiu cursar Administração para contribuir ainda mais com o negócio. Atualmente, aos 20, ele já é gerente comercial das três unidades próprias da franqueadora.

“Desde que o Natan começou a assumir responsabilidades conosco, deixamos claro que ele não teria privilégios e seria um funcionário como todos os outros, com direitos e deveres. E assim, com determinação e amor, ele se destacou e se identificou com a área comercial. A nossa forte relação familiar se estendeu de casa para a empresa, permitindo que o Natan evolua como profissional em um local em que ele pode, um dia, assumir o cargo de diretor”, declara Eric.

Ainda segundo o executivo, o grande segredo para essa relação dar tão certo é seu sucessor se identificar com o negócio. “De nada adiantaria eu ter o sonho de ele herdar e tocar a companhia se essa também não fosse sua vontade. Nossos objetivos precisam estar alinhados”, finaliza o executivo.

“Minha dica para os pais que estão trabalhando com seus filhos é sempre manter uma rotina de conversas. Façam reuniões, troquem opiniões. Basta haver respeito, responsabilidade, maturidade e saber separar as coisas para evoluirmos e crescermos juntos”, declara Natan.

2. Jorge, Nathalia e Diego Cavalcante, franqueados Depyl Action

Quando Jorge Cavalcante e Graça abriram uma franquia de Depyl Action em 1999, seus filhos Nathalia (37) e Diego (33) ainda estavam indo para a adolescência e não pensavam muito em assumir a empresa dos pais. Com o passar dos anos, porém, foram vendo o que os pais construíram, se apaixonaram pelo negócio e desde 2011 estão à frente da unidade da rede em São Luís Maranhão.

“Desde o momento em que eu e meu irmão assumimos a empresa dos nossos pais, está sendo uma experiência que não pensávamos viver, mas temos o apoio de ambos. Eles nos passam ensinamentos que em nenhum outro lugar teríamos acesso”, afirma a primogênita.

Em 22 anos de história, a franquia de beleza da família Cavalcante nunca tinha enfrentado um período tão conturbado quanto a pandemia de COVID-19. Assim, Nathalia afirma que, para superar estes momentos ruins, foi necessária muita maturidade e, principalmente, o apoio da família.

A empresária ainda revela que Jorge nunca influenciou na decisão de seus filhos de assumir seu negócio. “Foi uma escolha natural. Com o passar dos anos, queríamos isso, pois entendemos quão significativa era a empresa para a família. Quando tiver filhos, irei passar exatamente esses ensinamentos a eles”, finaliza Nathalia.

3. Edson e Rodrygo Lisboa, franqueados da rede Mister Multas


O desejo de empreender sempre esteve presente na família Lisboa. Edson Wander, 52, já atuava no ramo empresarial com lojas de tintas para indústrias e prestava serviços de engenharia em obras de escolas estaduais. Seu filho, Rodrygo Juan, 21, compartilhava a vontade do pai de ser dono do próprio negócio.

Foi assim que, juntos, fundaram uma franquia da rede especializada em recursos de trânsito Mister Multas na cidade de Taubaté (SP), em maio de 2020. Edson Lisboa foi o responsável pela implementação da unidade e pela compra da estrutura física do local. Agora, Rodrygo é encarregado de dar continuidade à franquia, conquistando novos clientes e cuidando da parte financeira.

“O meu pai faz o acompanhamento dos indicadores da empresa e participa de reuniões de alinhamento, porém o foco total está comigo”, explica Rodrygo. Com pouco mais de um ano da implementação da franquia, pai e filho conseguiram estruturar um negócio de sucesso impulsionados pelo desejo de empreender.

4. João e Fábio Portella, franqueados da rede Ceopag/Ceofood

Depois de anos construindo uma poupança para usufruir na aposentadoria, João Portella, 61, resolveu que impulsionar a carreira dos filhos recém-formados seria construir, de fato, um verdadeiro negócio em família. Assim, desde 2007, ele atua como conselheiro e consultor na farmácia de manipulação que montou com a filha Sabrina, graduada em Farmácia. Além disso, ao lado de Fábio, formado em Administração, manteve uma loja de chocolates por 11 anos, e hoje eles são franqueados do aplicativo de delivery Ceofood e da fintech de meios eletrônicos e inteligentes de pagamento Ceopag.

“Uma relação familiar é mais forte do que com amigos, por exemplo. Por isso, trabalhar com meu pai é exercer a confiança extrema todos os dias. Costumo dizer que não temos problemas, pois problemas geralmente não têm solução. Quando há discordâncias, são situações a serem resolvidas. E entre nós elas sempre são”, declara Fabio.

João concorda com o filho e destaca que, apesar de serem da mesma família, as pessoas pensam e agem de forma diferente. Por isso, é necessário atuar sempre com respeito. “Resiliência, tolerância e saber que ninguém é dono da verdade são as diretrizes que guiam nosso dia a dia na administração dos negócios”, declara o empresário.

Como dica para outros empreendedores que trabalham com seus filhos, João aponta o diálogo. Fábio completa: tudo fica melhor com sinceridade.

5. Américo e Murilo Marques Rodrigues de Lima, franqueados da rede Tintas MC

Por muitos anos, Américo Marques, 60, foi engenheiro de manutenção da Tintas MC, principal varejista do setor de tintas no Brasil. Ao longo deste período, costumava levar o filho Murilo, agora com 28 anos e também formado em Engenharia Civil, em convenções e feiras da empresa.

Este convívio em família com a marca despertou em ambos o desejo de empreender. Atualmente Américo e Murilo comandam duas franquias criadas há um pouco menos de um ano e localizadas nos bairros de Pinheiros e Vila Leopoldina, em São Paulo. Com o sucesso da sociedade entre pai e filho, ambos caminham para a implementação de uma terceira loja na capital paulista.

“Eu fico mais envolvido na parte administrativa das franquias, enquanto meu pai comanda a parte operacional. A Tintas MC sempre esteve presente nas nossas vidas, e agora caminhamos para a nossa terceira loja da franqueadora, o que me deixa muito feliz e realizado”, afirma Murilo Marques.

6. Marcio e Thiago Gurgel, Loja do Mecânico

Márcio Gurgel começou a vender ferramentas de porta em porta na cidade de Franca (SP), para mecânicos e fazendeiros da região. Percebendo a demanda deste público, que relatava muita dificuldade em adquirir ferramentas específicas, passou a trabalhar com encomendas. A empresa foi crescendo e a família toda se envolveu no negócio.

“Tudo começou com a necessidade do meu pai em garantir o sustento da família, com o passar do tempo, o negócio virou também a paixão de nossa família”, conta Thiago Gurgel, cofundador da Loja do Mecânico.

A entrada de Thiago no negócio do pai aconteceu se deu naturalmente, aos 12 anos, atendendo os pedidos por telefone. Aos 15, ele passou a ficar mais à frente da parte de tecnologia e foi fundamental para a digitalização da empresa. Em 1998, com a popularização da internet, a Loja do Mecânico passou a atuar no digital e com o passar dos anos se tornou a principal referência de e-commerce no setor. Hoje, Thiago é cofundador e CTO e CPO, da Loja do Mecânico.

“É muito gratificante ver que nos tornamos o maior canal de vendas online do segmento de ferramentas do Brasil. Ver da onde tudo começou, de onde meu pai deu o pontapé inicial e pra onde caminhamos me dá muito orgulho, mais ainda por que estamos juntos em todo esse processo”, reforça o co-fundador da Loja do Mecânico.

Atualmente, a Loja do Mecânico é o maior e-commerce de venda de máquinas e ferramentas no Brasil. Com mais de 3,5 mi de clientes e mais de 200 mil vendas realizadas por mês e mais de 15 milhões de acessos mensais e 3 marcas próprias, a trajetória da varejista começa muito antes da sua entrada nos meios digitais. Da sua fundação até hoje a Loja do Mecânico aumentou consideravelmente a gama de produtos, disponibilizando equipamentos de grandes marcas, além de suas marcas próprias.

Copiado: https://canalexecutivoblog.wordpress.com/

quinta-feira, 15 de julho de 2021

GOVERNANÇA FAMILIAR É DIFERENTE DE GOVERNANÇA CORPORATIVA

 


A governança é fundamental nas empresas, pois oferece condições para a atuação dos gestores e protege os interesses dos investidores. Entretanto, existem diferenças significativas quando seu direcionamento é para corporações ou para empresas familiares. 

O texto a seguir mostra como variam quatro aspectos: a formalização de processos, os objetivos da empresa, os objetivos da governança e o papel do conselho para ambos os tipos de empresa.

Você já deve ter ouvido falar em governança corporativa e alguém já deve ter recomendado a adoção destas práticas em sua empresa. É verdade que a estruturação da governança gera muitos benefícios para as empresas, protege os investidores e cria condições de trabalho para os gestores. 

Mas, atenção, você precisa entender as diferenças fundamentais entre as práticas de governança das corporações e as práticas de governança na empresa familiar. 

A primeira diferença é o objetivo a ser alcançado com as práticas de governança. As corporações de capital aberto estruturam a governança com o objetivo de monitorar o trabalho dos gestores, por exemplo, tem o propósito de verificar se as decisões tomadas pelo time gestor estão efetivamente contribuindo para a valorização das cotas acionárias dos investidores. 

Nas empresas familiares, a governança também ajuda no monitoramento dos gestores mas o propósito é muito mais o de orientar e desenvolver os executivos familiares. 

Outra diferença importante é que a governança corporativa demanda uma grande formalização de processos e sistemas de arquivamento das decisões enquanto que, na governança familiar, pode ser válido seguir alguns acordos informais e tomar decisões com base no comprometimento moral. Isto não significa que a governança familiar seja mais fácil, pelo contrário. 

É aqui que muitas empresas enfrentam problemas, por exemplo, eu já presenciei empresas familiares que conduzem reuniões de conselhos tão burocratizadas que todo o processo criativo e colaborativo se perde. 

Outras empresas seguem o outro extremo e fazem da reunião de conselho algo muito parecido com as reuniões de família do final de semana, o que acaba gerando pouco valor para a empresa. Além do exemplo das reuniões de conselho, vale comentar sobre o desenvolvimento do protocolo familiar. 

Nas corporações os acordos são formalizados e registrados, inclusive, com respaldo jurídico. Nas empresas familiares, vale ter o embasamento jurídico das intenções, mas o fundamental é que os familiares tenham participado da elaboração e efetivamente se comprometam com tudo aquilo que foi acordado. 

A terceira diferença está relacionada aos objetivos das organizações. Pode-se dizer que o objetivo das corporações seja o de gerar lucro que é facilmente atestado pelo valor da ação da corporação no mercado. Todas as práticas de governança corporativa cumprem com este propósito. 

Mas os objetivos da empresa familiar vão além da valorização do negócio, também podem ser considerados o atendimento às necessidades de realização da família, a satisfação do trabalho em família, o atendimento à comunidade e filantropia. 


Desta forma, percebe-se que a governança familiar precisa estar preparada para atender a estes diversos objetivos. 

O papel desempenhado por conselheiros externos difere completamente entre corporações e empresas familiares. Isto é bastante claro, o conselheiro independente deve ser contratado pelas corporações com o objetivo de proteger o negócio e de monitorar as decisões tomadas pelo time gestor. 

De outro lado, o conselheiro externo deve proteger tanto os negócios quanto as famílias controladoras. 

Na prática, tem sido difícil encontrar conselheiros adequados para empresas familiares. Se a família controladora segue as boas práticas para as corporações, estará inclinada a contratar conselheiros totalmente independentes. 

Mas surgem os incômodos pelo fato do conselheiro não entender a cultura organizacional, o seu ambiente de negócios, as relações que vão além de sistemas e processos. 

Em empresas familiares é comum a busca por conselheiros que tenham algum vínculo de confiança prévio e que consigam articular, tanto assuntos relativos ao negócio, quanto relativos à família. 

Estas são as quatro principais diferenças entre governança corporativa e governança familiar. 

Lembre-se delas ao estruturar e ao conduzir a governança na sua empresa. 

Estas práticas ajudarão você a desenvolver o seu time gestor, a proteger os seus investimentos, a criar vínculos saudáveis com seus familiares e a atrair o interesse de investidores.

 Copiado: https://www.agrodistribuidor.com.br/

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Planejamento Sucessório Empresarial: 4 motivos para fazer o quanto antes!


 Muitas empresas são constituídas por grupos familiares que são os responsáveis por concentrar a gestão dos negócios. Grande parte desse controle é passado como herança, transmitida dos pais para seus filhos.

É uma tradição no cenário empresarial. No entanto, a administração desses gestores não é eterna. É comum a ocorrência de casos de afastamento e até mesmo o falecimento desses indivíduos quando ainda são os responsáveis pela administração. E aí surge a importância do planejamento sucessório empresarial.

Trata-se de uma figura jurídica que traz segurança e garante a continuidade do patrimônio, ou seja, é o meio pelo qual é possível efetuar a sucessão do patrimônio ainda em vida. Nesse sentido, o empresário precisa ter conhecimento sobre o assunto e estar atento sobre o funcionamento desse mecanismo.

O que é planejamento sucessório empresarial?

O planejamento sucessório é o mecanismo que organiza e define como será feita a transferência dos bens dos líderes de uma empresa antes de seu falecimento, ou seja, como vai ocorrer a sucessão do patrimônio do empresário — ações, imóveis, carros etc.

Esse procedimento determina as formas legais de como os bens serão transferidos para os sucessores e demais beneficiados, além de registrar o valor ou a porcentagem de quanto cada um vai receber. Nesse sentido, o planejamento sobre a sucessão é definido enquanto o empresário está vivo, mas os seus efeitos só vão ser sentidos após a morte.

Qual é a importância do planejamento sucessório?

O planejamento sucessório atua na preservação dos bens e da atividade empresarial, conferindo proteção para a empresa em caso de vulnerabilidades e garantindo a manutenção das atividades e operações dos negócios. Além disso, ele assegura mais facilmente a liberação rápida de recursos e ativos e evita discussões sobre a sucessão e eventuais disputas pela herança.

É comum que os erros na administração e transferência acabem por prejudicar a plena continuação do empreendimento. Desse modo, o planejamento sucessório consiste em uma forma de precaução por parte dos empresários, uma vez que evita que todo o patrimônio, adquirido com esforço e ao longo de muito tempo, seja perdido ou dividido de forma diferente daquela que seria a sua vontade.

Quais são os motivos para fazer um planejamento sucessório?

Confira, a seguir, os benefícios do empresários se valer de um planejamento sucessório.

1. Menos despesas tributárias

Através do planejamento se consegue ter uma visão ampla sobre as operações da empresa e, então, definir os melhores caminhos para realizar a tributação dos bens da forma menos onerosa. Nesse sentido, o gestor responsável pelo planejamento sucessório consegue enxergar com mais clareza quais são as estratégias para otimizar os gastos tributários.

A tributação incide sobre:

  • ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis) — transmissão de herança, por exemplo;
  • IR (Imposto de Renda) — incide sobre os ganhos de capital dos herdeiros e beneficiários da empresa.

2. Protege os investimentos

Os investimentos sobre a renda fixa, variável e ações também são incluídos na proteção determinada pelo planejamento sucessório. Assim, mesmo após a morte do empresário, o destino desses ativos e a eventual possibilidade de resgate serão transmitidos para os seus herdeiros.

3. Dispensa o inventário e litígios

O inventário é uma ação judicial demorada e que envolve despesas com custos processuais, taxa judiciária, honorários advocatícios etc. Por sua vez, o planejamento sucessório é uma estratégia mais célere e eficiente para determinar os sucessores dos direitos e obrigações do empresário, assim tornando desnecessário o processo judicial de inventário.

4. Permite conforto e harmonia para a família

A partilha e transmissão do patrimônio é uma fase delicada e que pode causar conflitos entre os indivíduos que serão afetados por essa medida. Nesse sentido, o planejamento sucessório é uma aposta para amenizar esse momento e trazer mais tranquilidade para os familiares e sucessores.

Como efetivar o planejamento sucessório?

Conheça os métodos mais tradicionais de se proceder ao planejamento sucessório.

Holding familiar

A holding familiar é a empresa que reúne o controle patrimonial de uma ou mais pessoas que fazem parte da mesma família. Isso significa que todos os bens e ativos são gerenciados pelos próprios membros da entidade familiar por intermédio de uma estrutura societária, a chamada holding.

Ela é a controladora e sócia de outras empresas e não necessariamente interfere de forma direta nas atividades empresariais de rotina das suas controladas. Pelo contrário, ela tem a função de centralizar a gestão e determinar a tomada de decisões sobre todas as demais.

Testamento

O testamento é uma medida legal de garantir a transmissão do patrimônio do empresário da forma que achar melhor e na proporção que desejar. 

Doação

A doação é determinada em vida e pode ser feita com reserva de usufruto, assim resguardando o empresário doador enquanto estiver vivo. Nas doações com usufruto vidual, aquele que recebe a doação é considerado proprietário do patrimônio desde a conclusão contrato, mas apenas pode usufruir dos bens depois da morte do doador.

Trust

O Trust é uma forma de planejamento que vai determinar a maneira como a sucessão será feita e vai estipular que o patrimônio seja transferido para uma determinada entidade que será a responsável por efetuar a gestão e a administração dos negócios da empresa em prol dos beneficiários.

Cláusula de incomunicabilidade

A cláusula de incomunicabilidade afasta a possibilidade de que o patrimônio adquirido faça parte do patrimônio comum do beneficiário casado com o regime de comunhão de bens. Assim, em casos de divórcio, esses bens não entrarão na divisão da partilha. Além disso, trata-se de uma forma de garantir que o patrimônio não será dilapidado ou deteriorado.


Por que contar com o apoio de profissionais nesse procedimento?

O procedimento de planejamento envolvendo a sucessão empresarial requer o auxílio de uma assessoria e consultoria jurídica — advogados experientes e capacitados para elaborar um plano eficiente e de qualidade. Afinal, eles entendem sobre questões empresariais e tributárias melhor do que ninguém e têm pleno potencial para conduzir todos os trâmites sobre essa transição. Conseguem também identificar e evitar crises e eventuais fraudes fiscais.

O planejamento sucessório empresarial tem como intuito a proteção e a continuidade do patrimônio por meio da sucessão do empresário e seus beneficiários. Todo esse procedimento traz mais segurança jurídica, corta custos tributários desnecessários, evita brigas familiares e dispensa a abertura de um processo judicial de inventário. Trata-se de um mecanismo estratégico para otimizar a transmissão do patrimônio e diminuir riscos jurídicos.

Copiado: https://chcadvocacia.adv.br/

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

7 Segredos Para Ter Filhos Empreendedores

Pai é sinónimo de compromisso e responsabilidade pelos filhos.
 E, em relação a isso, uma das principais prende-se com a sua educação. Não existe maior orgulho do que um pai ver os seus filhos, a se firmarem na sociedade, atingindo os seus objectivos, melhor ainda se estes têm influencia na dinâmica da vida, a nível mundial.
E, para incrementar um pouco mais o papel de um pai no futuro dos seus filhos, deixamos aqui 7 segredos para ter filhos empreendedores, na óptica de Edward Zuckerberg, o pai de Mark Zuckerberg, que dispensa apresentações.
Entrevistado numa estação de rádio, Dr. Edward Zuckerberg falou sobre como as escolhas que ele e sua esposa fizeram levaram o filho a trilhar o caminho que o levou para se tornar um bilionário.

1.     Liderar com exemplos

Edward Zuckerberg é um dentista e ainda exerce o ofício juntamente com a mulher. A esposa, Karen, (psiquiatra) trabalhou como gerente do escritório. Como resultado, o jovem Mark passou a infância e a adolescência vendo os pais criarem seu próprio negócio, que aliás, também tinha uma série de equipamentos tecnológicos.
Edward conta que enquanto cresciam, sua dinâmica passava pela ida ao escritório dos pais. Isso fez com que eles ficassem expostos a computadores por bastante tempo. “Isso com certeza estimulou o interesse de Mark pela tecnologia”, afirmou Edward Zuckerberg.
O contacto dos filhos com a actividade exercida pelos pais acaba afectanto, directa ou indirectamente, nas aptidões dos filhos, razão pela qual muitos filhos trilham os mesmos passos que seus pais.

2.   Dar segurança aos filhos

Conhecemos muitas histórias de empresários que, mesmo crescendo sem nada, atingiram o sucesso por conta própria, sem ajuda moral ou financeira. As crianças estarão mais dispostas a correr riscos se tiverem um passado estável por trás deles, ou seja, tenham crescido num meio (familiar) que proporcione tal requisito. No caso do Dr. Zuckerberg, ele trabalhou para fornecer esse tipo de estabilidade muito antes mesmo de conhecer sua esposa e ter filhos.
"Crescer judeu na cidade de Nova York", disse ele, "se você tivesse metade do cérebro, seus pais queriam que você fosse um médico ou um dentista".
Assim, embora estive interessado em computadores, prosseguiu com o curso que era visto como uma carreira estável e lucrativa, estudando Odontologia.

3.   Descubrir e desenvolver o interesse dos filhos

Em vez de impor aos filhos a direção que devem seguir, o melhor seria reconhecer quais são seus pontos fortes, apoiá-los e ajudar no desenvolvimento das coisas que eles mais gostam.

Como exemplo, o Dr. Zuckerberg descreveu ajudou o seu filho com um disco tutorial de seus computadores de escritório, que o jovem Zuckerberg costumava aprender a codificar.
"Ele estava entediado com seu trabalho escolar", disse o Dr. Zuckerberg; então deixou que seu filho montasse uma versão primitiva de mensagens instantâneas que permitia que as pessoas em diferentes partes do consultório odontológico e a casa se comunicassem por meio de computador.

4.   Mostrar orgulho pelos filhos

Ao falar sobre o filho, Edward Zuckerberg o descreveu-o como “um bom estudante”, “com uma afinidade especial para matemática e ciências”. Também contou que ele é “alguém quieto” e que “não gosta de se gabar de suas realizações.”
Tudo isso para dizer que todo pai deve mostrar que se importa com os seus filhos. “Eu tenho orgulho do que ele conseguiu, assim como tudo que todos os meus filhos já conquistaram.”

5.    Estabelecer e cumprir limites

A respeito da disciplina com os filhos, Edward afirma que é preciso que os pais tenham uma postura que diga imediatamente aos filhos desobedientes que “esse é um comportamento que não será tolerado”. “Se você compartilhar seu desgosto sobre certas atitudes logo no começo das vidas dos seus filhos, eles já saberão como você se sente sobre certos assuntos”, diz o dentista.
Basicamente, você pode ser um pai progressivo - mas lembre-se de que as crianças são crianças. Eles precisam que você seja sua mãe ou pai.

6.   Incentivar a brincadeira

Nem tudo é disciplina. Edward conta que o fundamental é saber equilibrar as regras com espaços para a criatividade. “Eu acho que extremos, em qualquer forma de ser um pai, não são bons. Crianças precisam ser versáteis. Tem um momento para trabalhar e outro momento para brincar”, afirma o dentista.

7.    Equilíbrar a balança entre trabalho e lazer

Em resposta a uma pergunta do interlocutor do programa de rádio, sobre o equilíbrio entre trabalho e vida, o Dr. Zuckerberg voltou ao fato de que ele e sua esposa trabalharam em casa.
"Minha esposa era uma super-mulher", disse ele. "Ela conseguiu trabalhar e estar em casa. Tivemos uma situação única porque o meu escritório estava na casa. Eu recomendo isso se isso funcionar para sua ocupação. Ele permitiu que trabalhasse e estivesse em casa com as crianças ao mesmo tempo".
Equilibrar estas duas realidades é um requisito fundamental para a saúde emocional da família. Os filhos precisam dos pais e, embora o trabalho possa ser uma “necessidade”, não se deve discurar o lazer. Passe mais tempo com a família!

Bónus: Manter-se jovem!

Até certa altura, ser jovem passa estar associado à “forma de estar”. Não importa quantos anos você tenha, modelár a idéia de viver para seus filhos e se recusar a ceder (muito cedo) à velhice dá incentivo aos filhos. Este último ponto pode ser associado ao segundo ponto, que fala da segurança que os pais devem passar aos filhos.
Um pai com espírito jovem certamente irá transmitir a ideia de rejuvenescimento aos filhos, fazendo com que eles também acabem optimistas.
Copiado: http://www.techtrutas.com/

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O que é Holding?

Uma holding é uma empresa que atua como controladora de outras companhias, detendo participação majoritária nas ações de suas subsidiárias. Holding não é um tipo societário, mas uma forma de administração de grupos empresariais que visa redução da carga tributária, retorno de capital sob a forma de lucro isento e planejamento da sucessão.

Formalizada juridicamente no Brasil com a lei número 6.4040/76, conhecida como Lei das Sociedades Anônimas, as holdings podem ser de dois tipos: puras, que tem em seu objeto social apenas o controle das ações de outras companhias; ou mistas, que também produzem bens ou serviços.

Quanto ao tipo de sociedade formada, existem as de sociedade anônima ou limitada. No caso das anônimas, a responsabilidade e participação do acionista é restrita ao preço de suas ações.
Nas sociedades limitadas, consta em seu contrato social que obrigação dos sócios está limitada à participação do mesmo em quotas da empresa, embora todos os sócios respondam de forma solidária pelo capital social.
No contrato também pode ser estabelecido o processo sucessório, regulamenta como se dá a entrada e saída de sócios, assim como a venda das quotas, protegendo o patrimônio do grupo empresarial. Por este motivo, este tipo de sociedade é o mais utilizado no caso da constituição de uma Holding Familiar.
Há também a figura empresarial da Holding Patrimonial, uma sociedade que se dedica à gestão de patrimônio e negócios de pessoas físicas. O objetivo é proteger os bens e conseguir melhores condições em termos de tributação do capital, principalmente aquele de transmissão por herança. 
Um exemplo muito comum é da gestão de imóveis. Uma pessoa física que tem sua renda proveniente de aluguéis é tributada em 27,5% pelo Imposto de Renda, enquanto que uma empresa optante do Lucro Presumido para 11,33% pela receita deste do mesmo patrimônio. O uso da holding também garante que os bens não possam ser expostos a ações fiscais ou trabalhistas, pois não há comunicação entre os bens dos sócios e os da empresa.


Exemplos de Holding

A J&F Investimentos é uma holding de capital fechado, que tem entre suas subsidiárias as empresas JBS e Vigor (setor alimentício), Flora (higiene pessoal e limpeza), Eldorado do Sul (papel e celulose), Canal Rural (mídia) e Alpargatas S.A. (vestuário). Entre as marcas pertencentes à essas empresas e controladas pela J&F estão a Havaianas, a Osklen e a Friboi.
A fusão do Itaú e do Unibanco em 2008 criou uma das 20 maiores holdings financeiras do mundo, a Itaú Unibanco Holding S.A., cujo capital é aberto.

Diferença entre Holding e Joint Venture

A principal diferença entre Holding e Joint Venture se dá acerca da independência das partes. A Join Venture é um acordo entre empresas com um objetivo em comum, acordo este que é desfeito quando do alcance deste objetivo, e as personalidades jurídicas das partes permanecem intactas.
No caso de uma Holding, há a figura da empresa controladora que detém a maior parte das ações das suas subsidiárias, exercendo poder de administração e controle financeiro das empresas do grupo, ou seja, estas personalidades jurídicas não são independentes.


Holding e Truste

Truste é uma manobra empresarial para garantir a um grupo de empresários o controle do mercado. As empresas deixam suas personalidades jurídicas e formam uma nova organização com os mesmos empresários no quadro societário majoritário, controlando assim a administração da empresa, que por sua vezes detém boa parte da oferta de produtos e/ou serviços no mercado. O que configura concorrência desleal com as empresas fora do acordo, ou entrantes, e prejuízo ao consumidor. 
Quando as empresas são homogêneas e atuam no mesmo mercado, é chamado de Truste Horizontal. E Truste Vertical é quando uma mesma organização controla toda a cadeia de suprimentos de um determinado negócio, incluindo no grupo desde o produtor até o produto final.
Tendo em vista que o truste é proibido por lei no Brasil desde 1994, com a Lei Antitruste, a holding passa a ser uma manobra legal de efetivar o mesmo tipo de controle, principalmente no mercado de ações. Este tipo de acordo é controlado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), para garantir a livre concorrência.
Copiado: https://www.dicionariofinanceiro.com

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

10 Dicas de como Gerir uma Empresa Familiar

Característica marcante do povo brasileiro, as empresas familiares são bastante comuns de se encontrar pelo mercado. Iniciadas a partir de um café da tarde – por que não? – essas empresas têm tudo para dar certo desde que geridas corretamente. Algo que nem sempre é uma tarefa fácil.
Quando pensamos em família nos permitimos sentir certa segurança, certo? Entretanto, no contexto empresarial tal significado pode estar mais voltado a desentendimentos e conflitos.
Tudo depende exclusivamente de como a organização é criada e, principalmente, de como é administrada ao longo do tempo.
Tomar certos cuidados e medidas é mais do que importante para manter a integridade de todos. É essencial para que o convívio familiar não seja abalado graças ao contexto empresarial e vice-versa.
Se você procura justamente por este equilíbrio na gestão da sua empresa familiar, encontre neste artigo algumas dicas e técnicas que asseguram uma relação muito mais sóbria tanto em horário de expediente quanto fora dele!
Confira 10 dicas sobre como gerir uma empresa familiar

1. Uma pessoa tem que liderar

Liderança é a alma do negócio e, portanto, é imprescindível que alguém lidere mesmo dentro de uma empresa familiar.
Há casos em que os membros constituem um capital equânime, ou seja, cada um entra com o mesmo tanto de dinheiro e todos acham que são líderes, “chefes” do negócio. Isso é um equívoco!
Conhece aquele velho ditado que diz “muito cacique para pouco índio”? Pois é, se você não quer ver sua empresa ruir graças à competição por poder e autoridade, é essencial determinar apenas uma pessoa para ser líder, gestor e administrador da empresa.
Para tomar essa decisão é importante por sempre na balança as qualidades pessoais e técnicas desse representante. Também é imprescindível que esta pessoa possa se dedicar exclusivamente as atividades da organização.
Definido quem irá liderar a empresa, é importante que todos se conscientizem e entendam o porque da escolha, respeitando-a.

2. Defina sempre regras

Muita gente pensa que ter uma empresa familiar significa trabalhar quando e como quiser, não justificando ausências ou até mesmo tirando férias fora de hora. Este é outro gigantesco erro!
Para que uma empresa cresça e tenha bons resultados, é indispensável à existência de regrasque determinem como os membros da organização irão se portar.
É claro que é muito mais fácil lidar com imprevistos quando se está junto a pais, irmãos e tios. Porém é importante que fique claro que trabalho é trabalho. As pessoas não podem simplesmente se ausentar ou mudar rotinas e horários levianamente.
Para que todos tenham bons lucros no fim do mês, todos devem se empenhar nesta conquista e a definição de regras é a base para este andamento.
E, mais: vale ressaltar que as regras devem ser iguais para todos os membros da empresa, ok?

3. Pratique o planejamento

O planejamento é a base do sucesso de qualquer tipo de empresa, seja ela familiar ou não, pequena, média ou grande. Planejar é pontapé inicial de quem quer fazer tudo direito e bastante certo!
Dentro desta modalidade administrativa é possível traçar e definir metas e objetivos que devem ser sempre de conhecimento de todos.
A definição da missão, visão e dos valores da empresa também deve ser tratada como prioridade dentro do planejamento, visto que norteará o dia a dia de todo o negócio.
Uma dica bem interessante e que vale a pena ser anotada é que sejam marcadas reuniões periódicas com todos os membros da família que tem porcentagem no negócio. Nesses encontros serão definidos alguns planejamentos, como estabelecimento de estratégias e ações e assim por diante.

4. Determine o salário de cada membro da família

Assim como nos casos em que a empresa é constituída por uma só pessoa, a empresa familiar não deve ter todo o seu lucro tratado como fonte de renda dos sócios. Pelo contrário, é essencial que os pró-labores estejam previstos nas planilhas de gastos, sendo que a diferença deverá sempre ser aplicada no próprio empreendimento.
Assim como em qualquer outro trabalho, cada pessoa terá seu salário mensal para receber da empresa e isso independente de seus lucros ou até mesmo prejuízos.
A determinação do salário dos membros da família que trabalham na empresa pode ser uma das tarefas mais complexas visto que todos podem querer receber igual, mesmo que nem sempre seja justo, ou um ou outro queira a mais devido a sua dedicação, algo que pode não ser entendido.
Uma boa base para determinar esses valores, portanto, é estabelecer um teto de retirada para todos os donos e dividi-lo de acordo com as porcentagens. Para aqueles que trabalham diretamente na empresa, ainda é necessário calcular um salário condizente com a função e com o mercado.

5. Controle financeiro é essencial

Depois de ter acordado os salários e pró-labores da empresa é hora de fazer o planejamento financeiro. Esse controle é uma das partes mais importantes da organização. Afinal, sem dinheiro a empresa está fadada ao fracasso.
Assim como em qualquer outro negócio é preciso estar sempre atento às oportunidades de reduzir custos, sejam eles operacionais ou até mesmo tratando-se de capital humano.
Outro ponto importante é que as diferenças positivas no fim de cada mês devem ser bem aproveitadas, investindo-se ou até mesmo reservando para outros momentos de maior precisão.

6. Descreva todas as funções e atribuições de cada um

O que você faz dentro da empresa? Se você não sabe essa resposta com exatidão com certeza é hora de pensar nesse assunto.
Cada pessoa é importante e fundamental para o andamento das atividades e você sabia que se elas não souberem ao certo qual a sua função, toda a organização pode sair prejudicada?
Pois é! Assim como em qualquer outro tipo de empreendimento, dar ciência do que é o cargo e quais as suas principais atribuições é realmente importante para que todas as tarefas caminhem sem problemas.
Para auxiliar nesta etapa a dica é consultar o que os profissionais do mercado fazem nas tarefas pesquisadas e aplicar muito dessas observações no cotidiano do próprio negócio.
Se possível, crie um documento com a explicação de cada tarefa, quais as responsabilidades e encargos e assim por diante para que não restem mais dúvidas.

7. Saiba como tratar os funcionários / familiares

Respeito é a palavra que deve imperar em ambos os contextos, seja dentro de uma sala de reuniões ou dentro de uma sala de jantar no feriado prolongado. Ainda assim, é importante ter em mente que no ambiente empresarial certas atitudes são melhores aceitas ou vice versa.
Haja molejo!
Um dos principais desafios é comumente visto quando pais têm que se reportar aos filhos dentro da empresa, tios que precisam que aceitar as instruções de sobrinhos e assim por diante. Até mesmo entre irmãos pode ser bem complicado.
Evidentemente dentro da empresa o tratamento deve ser mais focado no profissionalismo. Sempre com muito respeito, pode ser necessário chamar a atenção e até mesmo corrigir atitudes dos familiares.
E tudo isso pede zelo, certo?

8. Jamais tome decisões com base em emoções

Uma dica realmente importante tratando de como geria uma empresa familiar é tomar cuidado para não misturar emoções e situações do dia a dia familiar com empresarial.
É preciso ser extremamente sábio e paciente para não incorrer em erros e misturar as coisas!
Por isso mesmo a dica é sempre esperar a poeira baixar antes de tomar qualquer eu seja a decisão. Lembre-se que mais do que um funcionário, a pessoa pode ser um parente e a repercussão pode ter gigantescas proporções.

9. Sempre alinhe interesses

Entretanto, não é porque a empresa é familiar que todas as tomadas de decisão devem levar em conta cada um dos membros e suas respectivas opiniões.
Para se manter no mercado, na maior parte das vezes, será necessário por em primeiro plano o interesse da organização e não o que cada um pensa sobre o lugar.
Lembra-se do planejamento que foi citado lá nas primeiras dicas deste artigo? Procure sempre deixá-lo como norte do empreendimento. Pois assim eliminam-se as vontades pessoais e fica sempre em evidência aquilo que realmente importa para a empresa.
Focar nos resultados é nas melhores trajetórias para atingi-lo é o plano essencial do crescimento de uma empresa familiar.

10. Se necessário, a demissão é a válida

Ainda sobre os interesses da organização, pode ser que em certo momento seja averiguada a necessidade de demitir, ou dispensar, uma pessoa da empresa familiar.

Seja por corte de gastos, quando essa pessoa tem salário além da participação, seja por disparidades no modo de trabalho, colocar na balança tudo e decidir é um dos momentos mais difíceis para um administrador destes negócios.
Se demitir já é difícil quando você não tem uma relação estreitada com o profissional, com certeza demitir um parente é muito mais complicado.
Ainda assim, um bom gestor não pode fechar seus olhos para não ter que tomar esta atitude.
Em alguns casos, o futuro da empresa dependerá exclusivamente de ações drásticas e quem deve tomar a frente na hora de tomá-las é o líder, é claro.

DICA BÔNUS: Separe os assuntos!

Tratando-se do tema como gerir uma empresa familiar evidentemente não poderia faltar uma dica que falasse exclusivamente da separação de assuntos, não é mesmo? E é justamente por isso que ela está aqui, separada das demais!
Uma das maiores dificuldades encontradas na administração de empresas familiares é a falta de preparo que as pessoas têm para não misturar assuntos.
É realmente complicado, porém os poucos que conseguem e dão dicas são também os responsáveis por empresas familiares de sucesso!
Você quer isso para o negócio da sua família? Então saiba separar os assuntos. Durante o expediente não é hora de falar sobre os problemas da relação marido mulher, pai e filho ou das desavenças entre irmãos. É hora de todos serem colaboradores e pronto!
Da mesma forma, ao chegar em casa ou nos finais de semana, não é hora de falar de trabalhar, resolver problemas do negócio ou discutir possibilidades e estratégias, é hora de curtir momentos de tranquilidade e companheirismo.
Evidentemente, na teoria é muito mais fácil do que na prática, porém com um pouco de empenho e muita força de vontade de todas, é possível assumir esta postura, amplamente benéfica tanto para a relação familiar quando empresarial. Pratique!
É possível manter a cultura familiar e ainda assim profissionalizar a empresa?
Falando um pouco sobre uma das dúvidas mais comuns dos empresários que administram negócios familiares, é possível sim investir em modernização sem ter que colocar a cultura familiar em risco.
Essa profissionalização pode se dar de várias formas. Uma delas é a partir de treinamentos dos membros, outra com a implantação de sistemas que agilizam e otimizam a qualidade do negócio.
Em ambos os casos, é totalmente viável e possível melhorar o empreendimento sem ter que abrir mão da estruturação familiar que, inclusive, pode ser mantida até mesmo quando a empresa cresce e se expande a ponto de exigir a contratação de mais profissionais vindos do mercado.

Sucessão: treine as novas gerações para assumir os cargos do negócio

Por fim, uma super dica para gestores e líderes das empresas familiares é estar sempre de olho nas novas gerações para treinar outros para assumirem os cargos.
Levando sempre em conta as qualidades pessoais de cada um e seus próprios desejos e sonhos, é possível treinar desde cedo excelentes profissionais para tomar o posto depois de alguns anos.
Essa é, aliás, uma das bases para que a empresa continue sendo familiar, afinal, se ninguém assumir, por exemplo, o papel de gestor e o negócio tiver que contratar profissionais externos, parte da cultura familiar se perde, mesmo que com a nova contratação venham também novas estratégias e boas alternativas para a empresa.
Enfim, gerir uma empresa familiar não é nada fácil, porém tem tudo para dar certo! Os laços sanguíneos podem ser incrivelmente fortes em meio ao ambiente hostil que é o mercado e cabe a cada empreendimento, bem como família, saber como administrar tudo isso da melhor forma, sempre focando em resultados para todos!
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