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terça-feira, 4 de maio de 2021

O Que São Competências Socioemocionais?

 


Relacionar-se com o mundo e com os outros: essa é uma condição primordial da vida em sociedade e, cada vez mais, esse relacionamento exige muito de todos nós. Cada pessoa possui seus valores, sua carga emocional e suas habilidades para lidar com os desafios cotidianos e é nesse contexto que o desenvolvimento das competências socioemocionais se apresenta como necessidade essencial. 

Com base nessa premissa, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aprovada em 2017, que norteia as propostas pedagógicas e os currículos das escolas públicas e particulares do Brasil, incluiu as competências socioemocionais como parte dos conteúdos a serem trabalhados em salas de aula, a fim de garantir não apenas o direito à aprendizagem, mas, também ao desenvolvimento humano. 


Isso significa que, além do crescimento intelectual, o crescimento pessoal e emocional deverá estar no foco dos trabalhos em sala de aula, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. O que se pretende é estabelecer uma visão integrada da Educação e, a partir de um método inclusivo, que considere as emoções também como parte do processo de desenvolvimento, chegue-se a uma melhora nos índices de aprendizagem. Pensando a longo prazo, essa melhora irá se refletir em pessoas aptas a enfrentar os dilemas da vida adulta e mais preparadas para o os desafios do mercado de trabalho.

Conhecimento, atitude e habilidade


O que é uma competência? De acordo com a definição utilizada pela BNCC, trata-se de uma “mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana”. Somos seres formados a partir de nossas experiências, com valores múltiplos e moldados a partir de contextos únicos. É essa construção que direciona nossas atitudes, nossas tomadas de decisões e nossas escolhas ao longo da vida.


Para tudo isso, costumamos acionar as competências que temos em nosso repertório… e sempre buscamos o nosso melhor, no sentido mais prático e direto. Porém, nessa jornada, nem sempre estamos preparados para lidar com nossas emoções. Nesse contexto, o desenvolvimento das competências socioemocionais pode contribuir com os melhores resultados em todos os aspectos e vai muito além de adquirir conhecimentos.

Trata-se de uma integração entre o saber e o ser.

Quais são as competências socioemocionais?

As competências socioemocionais se encaixam no conjunto de habilidades que desenvolvemos para lidar com nossas emoções durante os desafios cotidianos e estão ligadas à nossa capacidade de conhecer, conviver, trabalhar e ser. Ao se dedicar ao desenvolvimento dessas habilidades, o que se procura, através do gerenciamento de emoções, é proporcionar relações sociais saudáveis e investir na busca de soluções sadias para os problemas do dia a dia.


Elas estão ligadas à nossa capacidade de pensar, sentir, decidir e agir, portanto, variam de indivíduo para indivíduo – sempre considerando a realidade e o contexto de cada um. Isso justifica a preocupação e a necessidade de incluir o desenvolvimento das competências socioemocionais na grade curricular de todas as escolas, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Na prática, pretende-se formar alunos com uma boa capacidade de resolver problemas, que consigam se comunicar bem e que estejam abertos a viver novas realidades e experiências. 


O que deve se desdobrar para a vida pessoal desses indivíduos e, futuramente, para sua vida profissional. 

O tema é amplamente estudado nas áreas da Psicologia e da Pedagogia, por isso, a lista de competências socioemocionais é extensa e varia de acordo com a instituição de ensino ou a corrente de estudos a que está submetida. Por isso, separamos as competências que mais se apresentam como essenciais e quais impactos podem ser sentidos com seus desenvolvimentos.


São elas:

Empatia:

É a capacidade de se colocar no lugar do outro. Essa competência socioemocional permite o entendimento das ações e emoções dos outros indivíduos e estimula a abertura ao diálogo e à cooperação. 

Responsabilidade:

Desenvolver a noção de que há consequências em cada atitude tomada é de extrema importância para a vida em sociedade. Por isso, a necessidade de aprender a guiar as decisões com princípios éticos e democráticos.  

Autoestima:

Essa competência socioemocional está ligada ao autoconhecimento e à capacidade de entender seus pontos fortes e suas limitações, sem que isso cause um prejuízo à sua confiança. 

Criatividade:

A partir do uso da imaginação e da capacidade de criar algo novo, essa competência tem como foco o estímulo do pensamento crítico e da pesquisa, a fim de encontrar soluções inéditas para questões que se apresentem no dia a dia.  

Comunicação:

Ao conseguir se expressar de maneira assertiva e segura, conseguimos comunicar nossas opiniões e nossos sentimentos de maneira clara e direta.  

Autonomia:

Ao nos conhecermos e sabermos qual a melhor maneira de nos cuidar e cuidar dos outros, no convívio social, a capacidade tomar decisões por contra própria (e que impactem positivamente na coletividade) é estimulada. 

Felicidade:

Embora as definições para o termo sejam as mais variadas possíveis, a partir das áreas do conhecimento que a estudam, a felicidade entra como uma competência socioemocional na medida em que representa o ato de se sentir bem de uma maneira ampla (considerando fatores emocionais, sociais e psíquicos como elementos de formação de cada um). 

Paciência:

Em tempos de alta ansiedade e estimulação acentuada através dos meios digitais, a paciência soa para além de uma competência e ganha ares de virtude. Mas, está totalmente ligada à capacidade de se controlar diante de situações complexas e buscar soluções com calma e tranquilidade. 


Sociabilidade:

A capacidade de se relacionar com os demais também precisa considerar que a harmonia se estabeleça e, dessa maneira, o convívio em sociedade se guie através do diálogo e do respeito. 

Ética:

Poder avaliar de que maneira as situações são conduzidas por você mesmo e pelos outros, a partir dos valores sociais e de condutas que não causem prejuízo moral à sociedade. 

Organização:

Essa competência socioemocional permite que se entenda a importância do planejamento para o atingimento dos objetivos, bem como a importância dos trabalhos desenvolvidos em grupos ou do gerenciamento de tarefas para se chegar a resultados propostos. 

Copiado: https://zoom.education/ 

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Professor: Pesquisador ou Administrador?


A carreira de professor universitário está fundamentada, como se sabe, no tripé pesquisa, ensino e extensão. Todavia, também lhe cabe exercer funções administrativas, as quais se somam às outras já elencadas. As funções administrativas exigem experiência e formação na área; contudo, elas muitas vezes lhe faltam. 

Diante disso, parece lógico que tais funções administrativas devessem ser exercidas por servidores técnicos preparados, que delas se incumbiriam apropriadamente, sempre, é claro, em diálogo com os docentes e discentes. Afinal, devemos criar uma rede colaborativa a fim de otimizar as atividades acadêmicas em todos os seus níveis. 

Ocorre que, no momento, em razão de diferentes circunstâncias, há cada vez menos servidores técnicos com a requerida qualificação à disposição dos departamentos.

Idealmente, as universidades deveriam garantir mais técnicos que pudessem assumir funções específicas, além de distribuí-los melhor entre os centros.

 Aparentemente, as administrações centrais não parecem empenhadas numa mudança administrativa no curto prazo que supra a carência de funcionários apontadas acima e que delegue a eles algumas funções por ora exercidas pelos professores. 

Quando isso ocorrer, o professor finalmente poderá dedicar-se integralmente ao tripé de sua carreira acadêmica. 

O que parece estar acontecendo, todavia, é que, depois de todos esses anos em que as universidades foram administradas pelos próprios professores, estes passaram a achar natural ter que administrar um centro, um departamento ou um curso, mesmo, por vezes, sem dispor de uma formação prévia para isso. 

Poderá resultar daí uma série de percalços de toda ordem, que vai da ineficácia ao mal-entendido, não por má-fé do administrador/professor, mas por falta de conhecimento técnico e jurídico que a sua formação acadêmica, por melhor que ela seja, não lhe dá necessariamente. 

Até que ponto é ético alguém assumir uma função para a qual não está preparado? 

Mas somos cobrados e obrigados a assumir esses cargos, os quais, aos poucos, estão tomando uma importância tal que, em determinados departamentos, valem mais do que as atividades intelectuais (obviamente as artísticas estão aqui incluídas) sobre as quais nós professores deveríamos realmente nos debruçar: a pesquisa, o ensino e a extensão. 

A universidade deveria ser um centro de pesquisa, de reflexão e de ideias que incrementasse o diálogo constante entre professores e alunos em sala de aula e fora dela. O professor precisa de tempo e disposição para construir esse diálogo, que, com a ajuda de servidores técnicos nas funções administrativas, há de se tornar mais viável e eficaz. 

Os servidores técnicos saberão, certamente, adotar a melhor forma de presidir as reuniões, que muitas vezes são intermináveis e sem um objetivo específico, para citar um ponto que me parece relevante, entre tantos outros mais. 

Por Dirce Waltrick do Amarante

Professora da Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisadora do CNPq.  

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

O DESAFIO DA FORMAÇÃO DOCENTE PARA O USO DA TECNOLOGIA NA SALA DE AULA: COMO PREPARAR O PROFESSOR?

A intensidade com que a tecnologia tem avançado no meio acadêmico gera inúmeros reflexos na atuação docente. O professor precisa estar “antenado” sobre as novidades tecnológicas para poder utilizá-las, conhecer não somente para si, mas, também, saber como usar esses recursos em benefício do processo de ensino e aprendizagem.

Contudo, a realidade no espaço universitário é marcada pela diversidade. Basta observar o ambiente que temos hoje nas universidades para que vejamos as diferenças. É preciso considerar que há professores experientes, que se formaram em outros tempos, mas há também professores iniciantes, sem experiência alguma. Todos com suas características individuais, com formações distintas, lidando com alunos de gerações que nasceram “conectadas” às inovações tecnológicas, imersas em um contexto de total disponibilidade da informação.

Assim sendo, a inserção da tecnologia no processo educacional provoca, naturalmente, uma série de desafios aos docentes no ensino superior. Apesar disso, acredita-se que dificuldades poderiam ser evitadas e problemas amenizados se houvesse uma preparação adequada para o exercício da profissão, o que nem sempre acontece.

Muitas vezes o professor dorme profissional e acorda professor. Ou, apesar de ter tido formação acadêmica, está mais voltado para e focado na pesquisa do que no ensino. De qualquer modo, com ou sem preparação, é evidente que a tecnologia já começou a ser usada no âmbito educacional, conforme apontado pela literatura.

Ela tem mostrado seu benefício e diversos aspectos positivos. No entanto, em muitos casos, verifica-se que não está sendo utilizada da forma mais adequada. Diante dessa realidade, deve-se debater sobre o papel dos agentes envolvidos na inserção da tecnologia em sala de aula, especialmente do professor, que norteará todo o processo.

Consequentemente, algumas questões surgem: Os professores estão aptos e dispostos a utilizar a tecnologia? Os que já a utilizam estão fazendo de forma adequada? As instituições têm recursos tecnológicos suficientes? As instituições oferecem aos docentes suporte e apoio para que adotem a tecnologia disponível? Como instituições, gestores e docentes podem se preparar para a aplicação da tecnologia no ensino?

Inicialmente, ao pensar na integração da TIC em sala de aula, destacam-se dois aspectos principais: a atitude dos professores e a qualificação deles para o uso da tecnologia. Quanto à atitude, deve-se enfatizar que é uma característica individual, pois há pessoas mais avessas ou mais inclinadas para a adoção da tecnologia. Entretanto, entende-se que a atitude poderá ser positiva principalmente se o docente tiver o conhecimento dos benefícios proporcionados pela utilização da TIC. É importante destacar as vantagens aos docentes, uma vez que, ao conhecerem os benefícios da tecnologia, terão maior probabilidade de adotá-la.

Nesse sentido, identifica-se, no âmbito do ensino, que o grau de abertura do professor é um fator essencial para adoção da tecnologia: professores mais receptivos tendem a utilizar as tecnologias mais facilmente, contribuindo para o aprendizado dos alunos. Alguns autores mencionam o processo de aceitação dos recursos tecnológicos na educação, que se contrapõe às resistências encontradas por parte dos docentes, confirmando a importância de compreender o contexto cultural do uso das tecnologias de informação, bem como as diferenças individuais dos docentes.

Quando o assunto é qualificação, a complexidade parece ser maior ainda, pois ela não depende somente do professor, envolve diversos elementos. Além disso, verifica-se que é escasso o conhecimento sobre os atributos necessários para um professor poder inovar em suas aulas com o uso da tecnologia. Considerando a escassez de estudos que poderiam contribuir para a formação e para a eficácia do uso da tecnologia na sala de aula, surgiu no contexto internacional a estrutura conceitual Technological Pedagogical Content Knowledge (TPACK).

Tal estrutura, também conhecida como componentes, evidencia a necessidade dos conhecimentos de conteúdo, pedagógico e tecnológico, e de todas as suas possíveis relações, buscando demonstrar algumas das características fundamentais para atuação do docente com a utilização da tecnologia na sala de aula.

O conteúdo, a metodologia (estratégia pedagógica) e as tecnologias devem ter clara relação e coerência com os objetivos pedagógicos e com as caraterísticas do corpo discente, e entre si, como componentes que interagem e formam o curso. O componente “conteúdo” é o conhecimento que deve ser transferido, compartilhado, adquirido, construído colaborativamente e apropriado pelos alunos na forma mais adequada, permitindo que o processo de ensino e aprendizagem ocorra. Esse componente tem de ser constantemente revisado e atualizado para que possa contribuir de fato para o aprendizado.

O componente “estratégia pedagógica” refere-se às estratégias de ensino que permitem que o conteúdo seja transferido, compartilhado, adquirido, construído e apropriado pelos alunos, garantindo, assim, os resultados do processo de ensino-aprendizagem. Esse componente enfatiza a importância da estratégia pedagógica planejada e efetivamente implementada pelos professores.

O “componente tecnológico” relaciona-se às mais diversas tecnologias, desde o livro até a internet. Assim, a infraestrutura inclui as tecnologias de informação e de comunicação necessárias para a prática das estratégias de ensino e para o acesso ao conteúdo em suas formas e em localizações diversas, bem como a interação entre os participantes do processo de ensino-aprendizagem.

Esses componentes mantêm uma relação de exigência e de restrição entre si. Assim, o conteúdo exige determinadas metodologias de ensino, bem como certas tecnologias para sua discussão em sala de aula e, portanto, para a realização do curso. Ao mesmo tempo, esse conteúdo pode ser restringido pelas metodologias utilizadas e pelas tecnologias aplicadas, se houver incoerência no tratamento dos componentes curriculares.

De forma similar, a metodologia exige específicas tecnologias para poder ser aplicada com sucesso, sob pena de elas a restringirem. Acredita-se que tal estrutura possa auxiliar o docente a compreender a forma como a tecnologia deve ser adotada no âmbito educacional, concedendo, assim, base para que o professor desenvolva estratégias que permitam construir o conhecimento com o uso de recursos tecnológicos.

Todavia, ao lidar com a preparação docente para uso da tecnologia, é preciso ressaltar que bons resultados não só são alcançados com uma formação inicial, como também com sua continuidade. Ainda, essa formação deve considerar os diferentes níveis de iniciação e de experiência dos docentes no que tange ao uso das tecnologias na sala de aula.

Acredita-se que esses cuidados são essenciais para que o professor sinta interesse em se qualificar e se atualizar, adotando a tecnologia de forma efetiva. A formação contínua, inerente à atuação docente, torna-se cada vez mais relevante com a expansão das TICs. Desse modo, tanto a formação quanto a atualização dos docentes requerem a compreensão a respeito da dimensão das tecnologias e demandam, também, a constituição de políticas públicas que contribuam para a democratização de acesso a essas tecnologias.

Nesse cenário, ressalta-se que a aplicação das TICs nas atividades acadêmicas requer investimentos, inclusive na infraestrutura das instituições, dedicação por parte dos docentes e políticas frequentes e sustentáveis que vigorem por longo prazo.

Evidencia-se, ainda, a necessidade de verificar as demandas e o contexto das instituições, pois a formação adequada não será suficiente se não houver estrutura para praticá-la adequadamente. Diante do exposto, pode-se concluir que exercer a docência em meio a tantas transformações é desafiador.

Afinal, são muitas as exigências, e a necessidade de atualização é constante. Acredita-se, porém, que os desafios serão superados à medida que a percepção sobre o uso da tecnologia na sala de aula deixe de ser assustadora e passe a ser atrativa, influenciando positivamente a prática pedagógica do docente e a experiência de aprendizagem do discente.

Para tanto, é preciso que o docente entenda que a tecnologia pode ser utilizada a favor do seu trabalho. Assim, os benefícios não serão somente para o aluno, mas também para o próprio docente.

Copiado: https://geneducacao.com.br/


quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Conselho Pleno do CNE - Aprova as Novas Diretrizes do Curso de Administração

O Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação (CNE/MEC) aprovou o texto das novas Diretrizes Nacionais Curriculares (DCNs) dos cursos de bacharelado em Administração. 

A comissão, composta por conselheiros do CNE e membros do Conselho Federal de Administração (CFA) e Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (Angrad), trabalhou em conjunto para aprimorar a Resolução CNE/CES n.º 4/2005. 

Com a validação do novo texto, as Instituições de Ensino Superior (IES) terão até três anos para se adaptarem às novas regras, a contar da publicação das DCNs.

Segundo o presidente do CFA, Mauro Kreuz, atualmente o Brasil tem formado profissionais que, na média, têm frustrado enormemente os empregadores. 

Com as novas diretrizes, a sua expectativa é de que elas ajudarão os cursos a evoluírem na qualidade formativa dos egressos dos cursos de Administração. “Nós temos um compromisso em formar quadros em Administração que, na média, sejam bem mais superiores do que se observa hoje. Espero que essas DCNs, sejam indutoras para que, efetivamente, os cursos de Administração possam entregar para a sociedade e o setor produtivo profissionais com competências profissionais em Administração mais sólidas”, diz.


Entre os destaques da nova DCN estão a formação por competências e a prática profissional obrigatória e supervisionada , a fim de promover o alinhamento da teoria com a realidade laboral do futuro administrador. “A expectativa do Sistema CFA/CRAs é elaborar um material dos conselhos, com as novas diretrizes, com o objetivo de orientar essas IES e ajudá-las a se readequarem para este futuro que a gente quer para os cursos de administração”, explicou a diretora de Formação Profissional do CFA, Cláudia Stadlober.

O presidente da Câmara de Educação Superior, professor Antonio Freitas Junior, agradeceu o trabalho da comissão, em especial a colaboração do CFA e da Angrad. “Todos juntos trabalharam muito para a conclusão desse documento que norteia a educação de quase um milhão de estudantes no Brasil, incluindo, cursos de graduação, tecnológicos, presenciais e a distância”, afirmou Freitas.

O relator da comissão foi o conselheiro do CNE, professor Antonio Carbonari Netto. 


O texto foi, aprovado por unanimidade e agora segue para revisão no CNE. 

Em sequência,  irá para o gabinete do ministro da Educação para então ser homologado no Diário Oficial.

A Comissão Especial do CFA para Análise das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Bacharelado em Administração foi coordenado pela diretora de Formação Profissional da autarquia, Cláudia Stadtlober. 

Ele foi composto, ainda, pela presidente do CRA-BA, Tânia Maria da Cunha Dias; pelo presidente do CRA-MA, José Samuel de Miranda Melo Júnior; pelo presidente do CRA-PR, Sergio Pereira Lobo; pelo presidente do CRA-DF, Udenir de Oliveira Silva; e pelo presidente do CRA-RJ, Wallace de Souza Vieira.

Assessoria de Comunicação CFA

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

"Feliz Dia" do Administrador - Dia 09 de Setembro


O dia 09 de setembro é a data em que se comemora o dia do administrador. Conforme divulgado pelo nosso Conselho Federal de Administração - CFA, a escolha dessa data se dá em comemoração à assinatura da Lei nº 4769, de 9 de setembro de 1965, que criou e regulamentou a profissão de Administrador. Posteriormente, o dia do Administrador foi instituído pela Resolução CFA nº 65/68, de 09/12/68.

Simbólico e poético! Porém, a simples instituição da lei ainda não foi suficiente para VALORIZAR DE FATO essa honrosa profissão!

- Quantos negócios são abertos rapidamente por amadores e, mais rápido ainda, acabam falindo?

- Quantos “supostos gestores”, na figura do administrador do negócio, descumprem leis, regras, tratam mal seus colaboradores, enganam seus clientes, se aproveitam de oportunismos baratos, competem de maneira desleal no mercado, estimulam as diferenças salariais por questões de raça/gênero/minorias, pagam propinas, sujam o meio ambiente de propósito, vendem produtos roubados, corrompem políticos e órgãos públicos, sonegam impostos e todas as outras práticas sujas que podemos imaginar?

- Quantos funcionários, também contratados como gestores na figura dos administradores gerenciais, roubam de seus patrões, enganam clientes, alteram relatórios, maqueiam resultados, fecham-se em seus “feudos departamentais” como se fossem reis e rainhas de um poder absoluto e inexistente, tratam mal seus subordinados usando como desculpa a frase “apenas cumpro ordens”, fazem coisas apenas por fazer sem qualidade e dedicação, geram prejuízos para seus negócios, roubam coisas da empresa, usam os equipamentos da organização para fins próprios, fraudam os mais variados documentos e controles de recursos humanos, culpam os outros e não assumem responsabilidades?


PERCEBAM: O ADMINISTRADOR TEM UM PROPÓSITO ÉTICO E MORAL DE CONTRIBUIR PARA A MUDANÇA DESSE PAÍS! 

Chega do “jeitinho brasileiro”, da “malandragem”, do “gato”, do “todo mundo faz isso”, da “lei do me dar bem a todo custo”, do “honesto no Brasil é trouxa”! 

E como posso fazer isso? Comece em seu curso, na sala de aula, nas atividades diárias, em sua família, junto aos seus chefes e subordinados!

- Administre seu TEMPO E ENTREGUE AS ATIVIDADES DENTRO DO PRAZO: respeite os compromissos, cumpra seu horário de trabalho, seja pontual, chegue no horário!

- Administre seu EGO: valorize o trabalho dos demais, seja colaborativo, compartilhe informações, atualize seus registros, ajude os demais e, quando se fizer necessário, bata no peito e diga “isso eu resolvo”!

- Administre de forma ÉTICA: cumpra as leis, cumpra os procedimentos, não faça plágio nos trabalhos acadêmicos, pague os impostos, preocupe-se com o ambiente onde vive, use os recursos da sua empresa de maneira otimizada, compre suas próprias cópias/canetas/ grampeadores!

- Administre de forma PROFISSIONAL: trabalhe como se fosse para VOCÊ, até porque é sempre para nós mesmos que buscamos nosso aprendizado, estimule os melhores resultados, dedique-se!


- Administre sua FAMÍLIA e sua VIDA PESSOAL: procure ser um cidadão melhor, cobre o que é correto, cobre honestidade como o mínimo que se espera de qualquer um, seja carinhoso e responsável com sua família, esposa e filhos, poupe recursos financeiros e não fique a vida INTEIRA devendo dinheiro para bancos e cartões de crédito, sejam verdadeiramente homens e mulheres que assumem as responsabilidades da vida e procuram ser um exemplo para sua família, para a sociedade, para seus gestores e colaboradores.

Na próxima vez que escutar que “escolheu a administração porque não sabia o que queria”, lembre-se que você SABE MUITO MAIS QUE OS OUTROS seu verdadeiro valor como GESTOR, responsável pelo crescimento das organizações, das famílias e do nosso país, responsável pelo sustento de milhões de pessoas, inclusive daqueles que não sabem o que falam!!!

TENHA ORGULHO DE SER UM VERDADEIRO ADMINISTRADOR!!!

Copiado: https://administradores.com.br/ Adm. Nanni Benatti 


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

O Que Faz Um Gestor Público?

Administração Publica é um dos assuntos em alta em nosso país. Tendo em vista toda a agitação do cenário político e o crescimento de atividades envolvendo os setores público e privado, a figura do gestor público está cada vez mais evidente no mercado de trabalho. Apesar de ser uma profissão escassa e que requer mão de obra qualificada, muitas pessoas não conhecem o trabalho e o curso de Gestão Pública. Veja quais são as ocupações, capacidades e descubra, afinal, o que faz um gestor público.

Amplo leque de conhecimentos

Em primeiro lugar, esse profissional precisa estar antenado com as tendências da administração de empresas, economia, contabilidade, interpretação de dados e gestão estratégica. Esta ampla gama de assuntos faz com que o profissional esteja capacitado para exercer diversas funções dentro da esfera pública — e também privada — tais como direção e coordenação de projetos, administração de equipes, consultoria e planejamento.
Conhecer as leis também é imprescindível para trabalhar de acordo com as normas e o código de ética.

Análises e consultorias

O gestor público pode trabalhar junto com as três esferas do poder executivo (Municipal, Estadual e Federal) com a análise e desenvolvimento de projetos e também com a consultoria.
Por possuir domínio sobre as práticas e processos da gestão pública e execução de projetos governamentais, o profissional da área é capaz de auxiliar equipes na construção de novos planos e no momento de tirar esses projetos do papel.

Atuação em ONGs

Apesar de as organizações não governamentais não possuírem relação direta com os governos, elas desenvolvem inúmeros projetos públicos por meio de editais ou de contratações.
O profissional de gestão pública pode atuar junto com essas ONGs no desenvolvimento de projetos e também no relacionamento entre esses representantes do terceiro setor e o governo.

Assessoria

Prefeitos, Governadores, Deputados e Senadores costumam ser acompanhados de uma equipe de assessores, que auxiliam no exercício do mandato, organizando eventos, realizando a comunicação com o público e emitindo informações sobre os projetos e compromissos políticos.
Os formados em gestão pública possuem todas as características essenciais para executarem este tipo de assessoria, inclusive, com o diferencial de conhecimento que eles detêm sobre a máquina pública e seus processos. Um bom assessor político pode fazer toda a diferença na carreira de um governante, sendo seu braço direito em muitas oportunidades.
rea política
Mais do que nunca o Brasil precisa de políticos sérios, comprometidos com a realidade do país e que dominem este universo da administração pública. Um gestor público pode optar por não ser um assessor, mas sim um dos membros do poder executivo.
O curso de Gestão Pública oferece todo o conhecimento necessário para que o aluno se torne um bom político. Quem pretende investir neste ramo deve se preparar e ampliar seus conhecimentos sobre sociologia, história, economia e direito.
A gestão pública tem um campo imenso de atividades e estas são apenas algumas formas de atuação do gestor no mercado de trabalho.
Copiado: http://blog.unipe.br/