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segunda-feira, 31 de maio de 2021

IKIGAI – A FERRAMENTA PARA IDENTIFICAR SUA MISSÃO DE VIDA E PROPÓSITO

 


Conheça o IKIGAI, uma ferramenta japonesa utilizada pelos moradores de Okinawa para garantir uma vida com propósito, longa e feliz.

Se você acorda feliz e motivado todos os dias pela manhã, já deve saber qual é o seu IKIGAI. Porém, se ainda não identificou o seu propósito, não se preocupe!

Hoje, eu vou apresentar à vocês o IKIGAI, uma ferramenta utilizada por pessoas centenárias, felizes e motivadas do sul do Japão.

A partir deste post, em 5 minutos você descobrirá o que significa Ikigai e aprenderá a identificar o seu propósito de vida através da mandala elaborada com os pilares da vida.

O QUE É IKIGAI?

Antes de mais nada, não existe uma tradução literal deste termo para o português. O termo Ikigai é descrito pelo neurocientista Ken Mogi como “razão de viver” ou “o motivo que te faz acordar todos os dias”.

Esse termo surgiu em Okinawa, um conjunto de ilhas no sul do Japão com moradores centenários. Também conhecida como “Terra dos Imortais“, os moradores da ilha afirmam que Ikigai é o segredo para a longevidade.

Ken Mogi escreveu o livro “Ikigai: Os cinco passos para encontrar seu propósito de vida e ser mais feliz”. Neste livro o autor afirma que não se trata apenas de viver por um longo tempo, mas sim saber o que fazer com sua vida e aproveitá-la.

Além disso, outro livro super interessante sobre essa ferramenta é  o “Ikigai: Os segredos dos japoneses para uma vida longa e feliz”, escrito por Francesc Miralles e Héctor García.

COMO ENCONTRAR SEU IKIGAI?

Essa ferramenta inicia através do processo de reflexão sobre si mesmo. Exercitar o Autoconhecimento facilita sua busca pelo Ikigai e traz clareza para suas respostas.

Trouxe aqui as quatro perguntas essenciais que os especialistas utilizaram como referência para a construção do seu propósito:

  • O que eu amo? – Escreva uma lista de absolutamente tudo o que você ama! Pense nas coisas que te fazem bem e te deixam empolgado;
  • No que eu sou bom? – Também lembre-se de anotar todos os seus talentos, até mesmo os mais estranhos. Isso te ajudará a enxergar a amplitude do seu potencial;
  • Eu posso ganhar dinheiro com o que? – Quais itens das listas anteriores podem trazer dinheiro para custear suas necessidades?
  • O mundo precisa de alguma coisa que eu posso oferecer? – Quais problemas você gostaria de resolver no mundo? Como você se conecta com esses problemas?

Se estiver com dificuldade para responder essas perguntas, tente lembrar de atividades que te deixavam empolgado quando criança ou então quais trabalhos chegam naturalmente até você?

As respostas dessas perguntas formam unem quatro pilares essenciais da vida: paixão, missão, profissão e vocação.

5 ESTRATÉGIAS PARA ESCLARECER OS PILARES

Para compreender como os pilares são interligados, é importante colocar em prática algumas estratégias:

  1. Saia do piloto automático: reflita diariamente sobre o que está fazendo e perceba se isso lhe traz felicidade. A Roda da Vida pode te ajudar nesse processo;
  2. Não se compare a ninguém: a única comparação realmente saudável que você pode fazer, é com você mesmo(a). Seja sua própria (e única) referência;
  3. Todos temos um talento: Descubra, se aproprie e desfrute da sua habilidade excepcional. Caso não lembre do seu, pergunte à seus amigos e familiares;
  4. Ikigai é um estilo de vida: e esse estilo deve ser visto, percebido e sentido no aqui e agora. Tomar consciência sobre ele é o primeiro passo para exercê-lo com sentido e propósito;
  5. Solte-se de suas correntes: em algumas situações, viver de acordo com seu Ikigai pode significar abrir mão do que estamos acostumados. Devemos ter a consciência de que isso exigirá muita coragem.

PREENCHENDO SUA MANDALA IKIGAI

Caso não tenha baixado a Mandala Ikigai para preencher, clique aqui para acessá-la.

Para preencher sua mandala e encontrar seu Ikigai, você pode unir os quatro pilares e formar quatro seções, como na imagem a abaixo:

IKIGAI - Mandala ikigai desenvolvida pela protagonize cursos - paixão, missão, profissão e vocação

Você pode começar pela seção “o que eu amo” e pensar  no conselho de Warren Buffet: “O que você faria se não precisasse de dinheiro?”. Aqui se encontra sua maior motivação!

Na seção “o que sou bom” tente responder sobre a sua vocação de maneira prática. Foque em seus pontos fortes e observe o que as pessoas valorizam em você. Pergunte-se por qual motivo as pessoas costumam lhe pedir ajuda?

Já na seção “o que posso ser pago para fazer” é necessário ser realista e pensar em qual profissão você poderia ter, que se relaciona com as reflexões anteriores? Além disso, pense no que você faz que os outros estão dispostos a pagar.

Por fim, a última seção “o que o mundo precisa” pode parecer abstrata, mas é muito importante! Pense em qual contribuição você pode entregar e que ajudará outras pessoas, ou seja, que trará valor social!

DICAS EXTRAS

Ken Mogi apresenta algumas ideias que podem ser colocadas prática para encontrar seu Ikigai com mais facilidade:

  • Em primeiro lugar, mantenha um ritual matutino. De manhã nosso corpo tem mais facilidade para absorver informações e colocar a mente para funcionar. Observe a lista de coisas que você ama e tente incorporá-la em sua rotina matinal;
  • A segunda ideia é aproveite cada momento. Não podemos mudar o passado ou prever o futuro, então viva o agora! São as coisas que você faz hoje que impactam seu futuro. Mindfulness é uma prática que te ensina a focar no momento presente, vale ler sobre;

  • Encontre um hobby que te deixe feliz. Praticar uma atividade que faz você sentir-se completo(a) recarregar suas energias. Aperfeiçoe suas habilidades e estimule seu corpo e sua mente!

IKIGAI NÃO É FAZER DINHEIRO

O termo Ikigai é de grande importância para os japoneses. Para eles, o Ikigai não precisa estar relacionado com trabalho ou renda. Em outras palavras, o Ikigai tem relação direta com o propósito de vida.

Por isso, pense nos quatro pilares da vida: paixão, missão, profissão e vocação. A união desses pilares traz uma reflexão sobre suas habilidades e facilitam o descobrimento do seu Ikigai.

Lembre-se: encontrar seu Ikigai pode ser um processo longo, então não se pressione!

Além disso, nosso Ikigai muda conforme evoluímos pelas diferentes fases da vida. Volte a aplicar a ferramenta sempre que sentir que não está mais feliz com o que está fazendo, para alcançar clareza nos seus objetivos.

Autora – Laleska Antonechen - https://www.protagonizecursos.com.br/

sexta-feira, 28 de maio de 2021

OS PONTOS CEGOS QUE ATRAPALHAM OS LÍDERES

 


Nos carros, temos pontos cegos onde não podemos ver o que está acontecendo ao nosso redor. Quanto maiores estes pontos, maior será o perigo.

Também podemos ter pontos cegos em nossa vida – comportamentos que fazemos que não compreendemos ou apreciamos o impacto que eles têm nos outros e em nós mesmos. 

As estatísticas mostram que cerca de 70% dos seus colaboradores sofrem com a falta de engajamento. Infelizmente, muitos líderes não têm ideia de como envolver os seus funcionários, muitas vezes por causa de “pontos cegos”.


 O cofundador da Root Inc., Jim Haudan, e o seu CEO Rich Berens alertam para o fato de que não reconhecer estes pontos cegos pode acabar sufocando os melhores colaboradores em vez de lhes dar autonomia para brilharem. Esse entendimento ajuda a organização a explorar melhor o potencial criativo dos colaboradores, como os autores afirmam, basta abrir os olhos


 Pontos cegos podem ser o calcanhar de Aquiles da liderança. Fraquezas são aspectos que podemos intencionalmente fortalecer com a prática, o tempo ou o desejo. Os pontos cegos, no entanto, são traços pessoais ou aspectos que nem conhecemos que podem limitar a maneira como agimos, reagimos, nos comportamos ou acreditamos e, portanto, limitamos ou efetivamos.


 Uma extensa pesquisa aponta para dezenas de pontos cegos de liderança. Há, no entanto, 10 pontos cegos principais que apresentam com mais frequência. Esses são:

  1. Fazer sozinho (ter medo de pedir ajuda)

Quando fazemos as coisas sem pedir a opinião dos outros. Exemplos deste comportamento incluem: não pedir ajuda, não aceitar ajuda, não expressar sentimento (estresse por exemplo), não incluir os outros nas decisões, sentir que precisa fazer as coisas por conta própria.

       2. Ser insensível no comportamento com outros:

Quando tendemos a julgar os outros não por suas intenções, mas por suas ações. Os exemplos incluem: escolher palavras que podem ser mesquinhas ou mal compreendidas, não saber ouvir, não dialogar.


        3. Ter uma atitude de “eu sei”:


Quando achamos que estamos sempre certos e aqueles que discordam de nós estão errados. Os exemplos incluem: não ouvir os outros, sempre apresentar razões que outras ideias não funcionarão, desvalorizar outras ideias, discutir com alguém que discorde de você.

     4. Evitando as conversas difíceis:

Tentamos evitar conflitos e situações estressantes – assim, evitamos as conversas em que isso pode acontecer. Os exemplos incluem: não levantar preocupações ou questões sobre o comportamento dos outros, evitando falar de informações negativas (vendas ruins, perda de prazo, etc).

      5. Culpando os outros ou circunstâncias (ser vítima, não assumir a responsabilidade);

Quando evitamos a necessidade de prestar contas ou tentamos negar, transferindo a culpa. As caixinhas das desculpas incluem: sempre ter uma razão, desculpa ou explicação para o motivo de algo ter dado errado, nunca assume a responsabilidade pelo o que aconteceu, culpa os outros, a si mesmo e circunstâncias externas.

      6.Tratar compromissos com descrédito:

Quando assumimos compromissos e não cumprimos. Os exemplos incluem: chegar atrasado para as reuniões, não conseguir fazer os projetos no prazo, não assumir compromissos difíceis.


      7. Conspirar contra os outros (impulsionado por uma agenda pessoal)


Quando nos envolvemos em boatos e fofocas ou falamos negativamente por trás das costas das pessoas. Os exemplos incluem: falar sobre como você acha que um projeto não terá sucesso com os outros individualmente.


         8. Não assimilar emocionalmente:


Podemos concordar intelectualmente, mas ainda assim impedir de colocar nosso coração e alma em um projeto. Exemplos desse comportamento incluem: apenas cumprir uma decisão, resistir à mudança, recusar apoio.

         9. Não tomar uma posição (falta de compromisso com uma posição)

Às vezes, quando sabemos que devemos fazer alguma coisa, mas não sabemos por que isso pode nos afetar. Os exemplos incluem: não se manifestar em uma reunião quando você discorda da maioria, não se manifestar quando os executivos seniores estão por perto, fazendo com que as pessoas resolvam um problema em vez de resolvê-lo


         10. Bom o suficiente (baixos padrões de desempenho):


 Quando nos contentarmos em fazer as coisas bem, mas não nos obrigue ou a nossas equipes pela excelência. Os exemplos incluem: não responsabilizar os outros pelo seu trabalho, aceitar melhorias incrementais, não estar disposto a explorar opções radicais, permanecer dentro da zona de conforto, sem olhar para o que o futuro exigirá.


 Cada um de nós tem esses pontos cegos, sendo alguns deles maiores. Assim como em um carro, conhecer seus pontos cegos é importante, pois você pode fazer algum esforço extra para garantir que você veja com clareza com que está por vir.


 O primeiro passo para evitar esses pontos cegos é entendê-los e como eles se parecem. É fácil identificá-los em pessoas com quem trabalhamos, mas é difícil identificá-los em nós mesmos (por isso é chamado de: ponto cego)


Além dos pontos cegos pessoais, pontos cegos também surgem em equipes, organizações e na consciência / compreensão do mercado.



 Curando seus pontos cegos

Siga estes passos para esclarecer seus pontos cegos, o que abrirá as portas para o crescimento, aprendizado e melhoria de desempenho.

 

  1. Busque feedback para identificar o caminho certo. 
    Se pergunte:

Qual é o ponto cego que você acha que eu tenho e que deveria estar mais ciente?

Você acha que existe uma área que esse ponto cego específico de _______ mostra em como eu me aproximo das coisas?
   
2.Cerque-se de mentores, pessoas que admira e aprenda com elas
Suas comunidades de aprendizagem devem refletir uma variedade de perspectivas, experiências e abordagens para a solução de problemas que você pode adaptar.


 3.Examine seu passado para identificar padrões

Como você conseguiu ser tornar líder? Como você lutou? Que situações levaram a resultados desejáveis ​​e indesejáveis? Qual feedback você recebeu de mentores, treinadores ou consultores sobre decisões tomadas que indicam um padrão de escolhas questionáveis?

4. Identifique os gatilhos

Todos nós temos gatilhos – situações que nos levam a reagir impulsiva ou instintivamente, sem pensar. O especialista em liderança Marshall Goldsmith explica que em alguns momentoso vamos estar com pessoas, vamos estar em eventos, estas circunstâncias, muitas vezes têm o poder de moldar de como agimos ou reagimos. Quando dominamos nossos gatilhos, dominamos nossas respostas e as fazemos trabalhar para nós, e não contra nós.

 5.Procure alguém de confiança

Depois de receber feedback sobre seu ponto cego, peça a alguém em quem você confia para responsabilizá-lo pela mudança de comportamento.

 O outro lado de cada ponto cego é uma força e sempre apresenta uma oportunidade de crescimento.

Copiado: https://eduardozanini.com.br/

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Como Escutar Eficazmente


 Ralph Nichols em um artigo na Harvard Business Review comentou que a escuta deficiente é a causa principal da perda de Clientes, conflitos, acidentes e decisões erradas. Ross Perot, quando foi entrevistado, perguntaram-lhe: “como você evita erros?” Ele respondeu: Escutando! Se pararmos e examinamos nossa forma de escutar, descobriremos que a escuta deficiente custou tempo, dinheiro e oportunidades. É possível até que alguém tenha sofrido ferimentos e prejuízos como resultado de escuta deficiente.

Há algumas semanas atrás eu estava em um aeroporto e escutei um vendedor falando pelo telefone com sua matriz: bom, eu pensei que a reunião era hoje mas eles dizem que é para amanhã, o que faço agora? A escuta deficiente está causando problemas sérios ao vendedor, provavelmente tenha que pernoitar na cidade e tenha questionamentos de credibilidade e relacionamento tanto na sua empresa como com o Cliente.

Escutar até afeta a sua saúde; James Lynch, que é um médico pesquisador do coração e pressão arterial, concluiu que quando falamos, nossa pressão arterial sobe e quando escutamos, desce, exceto em pessoas que não são capazes de escutar eficazmente. Nestes casos a pressão arterial se mantem alta, mas quando ele trabalhava estas pessoas para escutar abertamente e não defensivamente, a pressão arterial baixava normalmente.

Stephen Covey, no livro “Os Sete Hábitos das Pessoas Eficazes”, recomenda que procuremos primeiro compreender; depois que procuremos ser compreendidos. Mas se você é como eu, passa parte do tempo não tentando compreender, mas esperando que a pessoa acabe de falar para que eu possa dizer o que quero. Eu estou trabalhando nisso, mas essa é a forma que a maioria de nós escuta.

O que eu estou sugerindo é que a escuta deficiente afeta até a História do mundo. 

Em Pearl Harbor, 27 minutos antes do inicio do ataque Japonês (existe gravação em fita), numa discussão entre o encarregado do radar e um oficial de plantão, se o oficial fosse um bom ouvinte e tivesse perguntado os pontos apropriados e corretos e analisado as respostas, os aviões americanos podiam ter decolado com mais antecedência e isso podia ter tido um impacto sobre o curso dos acontecimentos. 

Outro famoso exemplo: o Titanic tinha duas mensagens chegando pelo rádio: notícias das corridas de cavalos na Inglaterra (muitos passageiros e oficiais tinham apostado bastante dinheiro) e simultaneamente chegava informação alertando sobre o perigo dos icebergs…

E o contato dos olhos? 

Contato dos olhos é de origem cultural e precisamos lembrar que se aplica na cultura onde estamos atuando. Em nossa cultura tentamos manter entre 1 a 6 segundos o contato de olhos, geralmente mais perto de 1 segundo. Isso parece ser uma atitude confortável para nós, então podemos nos virar um pouco e retornar ao contato de olhos. Em aproximadamente 50% a 70% do tempo parecemos estar à vontade. Porém em 100% do tempo a pessoa vai ficar desconfortável (em muitas culturas 100% de contato de olhos é um desafio). Tenha cuidado, mas experimente isso com um cachorro e verá que depois de determinado tempo, o cachorro fica agressivo e pode atacá-lo. Se você está falando pessoalmente, os movimentos do corpo são também muito importantes. É também uma forma de escutar observar atentamente a comunicação não verbal do outro.

Estudos mostraram que depois de escutar alguém falar durante 10 minutos, provavelmente o melhor que se possa esperar em termos de compreensão é 50%. Mas se é somente isso que lembramos, faz sentido focar na ideia principal: bons ouvintes procuram a ideia principal e não se envolvem com muitos detalhes.


E as emoções? Você pode controlar suas emoções quando escuta? Todos temos um limite, e quando este limite é atingido, simplesmente deixamos de escutar, tanto porque ficamos muito excitados quanto devido ao ambiente ou o tema: drogas, AIDS, aborto, impostos, trânsito o crime e a violência nas cidades ou qualquer outra coisa. Quando ficamos emocionais, temos a tendência de não entender nada, portanto o que precisamos fazer é dizer: estou ficando emocionado, não vou receber a mensagem, realmente necessito sintonizar no assunto.

Dentre os bons hábitos de escuta está a obtenção de “feedback” ou confirmação da comunicação, repetindo à sua maneira qual o seu entendimento, algo do tipo: é isto o que você quis dizer? Isto pode ser realmente muito eficaz.

Outro bom hábito é o de conter julgamentos antecipados, nossa tendência natural para julgar ou avaliar as pessoas é provavelmente o maior obstáculo para o entendimento: não suponha, não adivinhe, entenda primeiro, escute a pessoa antes de responder! Você pode escutar 4 vezes mais rápido do que a pessoa que está falando, então, a tendência é não prestar atenção, todos fazemos isso, a proporção é de 4 para 1.

Que técnicas usam os ouvintes eficazes? Alguns são bons em visualizar, exemplo: se eu quero que você lembre das palavra carro e árvore e se eu conseguir que você visualize uma árvore sobre o capô do seu carro, é exagero, lógico, mas se eu conseguir isso, é considerada uma técnica ajudar a pessoa a visualizar e lembrar.

Outra dica que podemos usar é a de fazer anotações, alguma vez já tentou esta técnica? Como exemplo, desenhe uma linha no meio de uma folha de papel, de um lado escreva a ideia principal e do outro, detalhes. Consiga a ideia principal, se conseguir alguns detalhes, tudo bem, mas se conseguir a ideia principal, deixe os detalhes, a tendência é de nos preocuparmos demais com os detalhes e perder as ideias principais, isto pode melhorar quando fazemos anotações.

Vamos falar também da comunicação verbal, transmissão de conhecimentos feita unicamente pela palavra, pela explicação oral. Isto pode ser importante, certamente você está familiarizado com estudos a respeito: comenta-se que numa mensagem, apenas 7% provem das palavras, esse é o conteúdo. O estudo também demonstrou que 38% da mensagem vem da tonalidade, ou seja, não é o que você diz, mas como o diz.

Restam ainda os outros 55% da mensagem que vêm do não verbal.

Lembrando daqueles que trabalham basicamente com o telefone, hoje um enorme número de pessoas: aproximadamente 80% da mensagem no telefone vem da tonalidade, quando enviamos uma mensagem é importante que as palavras que usamos sejam coerentes com a mensagem que queremos transmitir. Em suma, uma alta porcentagem é representada pela forma de falar a mensagem e não as palavras da mensagem.


Um orador pode controlar a audiência com condicionamento, mas a audiência ou o ouvinte, pode controlar o orador também. B.F. Skinner, um psicólogo comportamental famoso já falecido, era muito bom na área de condicionamento. Em uma de suas aulas, os alunos tiveram a ideia de condicioná-lo. Veja agora o poder do condicionamento, eles decidiram que o forçariam a dar a aula toda do lado esquerdo do palco. Quando ele se posicionava ali, eles sorriam, faziam gesto afirmativo com a cabeça, demonstravam satisfação de forma positiva, mas quando ele se afastava, os alunos deixavam de olhar, de prestar atenção, não faziam anotações, pareciam descontentes e em pouco tempo tinham o grande mestre dando a aula do lado esquerdo!

Como ouvintes podemos fazer muita coisa para controlar a comunicação, mas o que realmente importa é a atitude verdadeira da vontade de compreender e ser compreendido.

Bons ouvintes aceitam seus 50% de responsabilidade pela comunicação, escutar não é uma rua de mão única, a maioria de nós tenta colocar toda a responsabilidade no orador, mas eu sugiro que o ouvinte também tem 50% de responsabilidade na obtenção de uma boa comunicação.

Copiado: https://www.ledermanconsulting.com.br/

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

COMO GERENCIAR CRISES NA ERA DIGITAL?

 

Como gerenciar crises em um passo a passo descomplicado

Você mais do que ninguém conhece o real valor da sua marca e, principalmente, o quanto foi suado construí-la. Por isso, sabe muito também que precisa preservá-la ao máximo. Ainda assim, diante de uma crise mal gerida, as estratégias e os investimentos voltados para o fortalecimento da empresa e da marca podem ir por água abaixo em pouquíssimo tempo.

Daí a necessidade de aprender como gerenciar crises de imagem na era digital. Em um momento no qual as interações acontecem com muita velocidade e em canais que oferecem alta acessibilidade e visibilidade para os usuários, como as mídias sociais, o gerenciamento de crise exige respostas rápidas, posicionamento claro e informações consistentes.

Mas, então, como ser assertivo diante de situações extremas que podem levar a crises de imagem? É possível se antecipar e se proteger de alguns efeitos que podem lesar a marca? Apresentamos essas e outras respostas a seguir. Confira 8 dicas que podem ajudá-lo a saber como gerenciar crises. Boa leitura!

 #1 Ser transparente é indispensável

Uma vez instalada a crise, o ideal é não perder isso de vista: a empresa precisa ser rápida em seus posicionamentos, mas, principalmente, verdadeira e transparente nas conversas e interações com o público de sua marca.

Além disso, é importante manter uma comunicação tanto com o público interno, como também com seus clientes e a imprensa. Quanto mais próximo você estiver deles, melhor.

 #2 Eleja um porta voz para a sua marca

Não existe nada pior do que uma marca sem referência ou identidade. No contexto de uma crise, o porta-voz é a cara da marca. Por isso, é importante indicar um porta voz com autoridade, que seja capaz de transmitir confiança e credibilidade da marca, mantendo consumidores, acionistas e funcionários atentos aos comunicados.

Além de escolher com cuidado o profissional que estará à frente da comunicação durante a crise, é importante que ele forneça informações precisas e claras. Do contrário, tanto a marca quanto ele têm muito a perder, caindo no descrédito do público.

 #3 Dê a notícia em primeira mão para público interno e externo

Agilidade é essencial neste momento. A sua empresa tem a obrigação de atualizar rapidamente seu público, apresentando sua narrativa nos principais canais de comunicação. A velocidade, neste momento, deve ajudá-lo a manter a reputação da sua marca.

Se não conseguir ser o primeiro a compartilhar a informação, mapeie as notícias que já estão circulando e corrija os pontos que considerar necessário em seu comunicado.

 #4 Elabore uma estratégia de resposta

Depois de se inteirar da situação em detalhes e compreender a dimensão do problema, é preciso pensar em uma maneira inteligente de gerenciá-la e responder a ela. Pense em como ela pode afetar seus stakeholders e opte pelo melhor canal de resposta. São várias possibilidades:

  • Apresentar sua mensagem nas mídias sociais, em texto ou vídeo;
  •  Emitir um comunicado para a imprensa;
  •  Agendar uma entrevista coletiva.

Dependendo da dimensão da crise, você também pode combinar todas as alternativas citadas. Vale destacar, mais uma vez: o essencial mesmo, neste momento, é ser transparente. Se a empresa errou, é hora de assumir a responsabilidade e indicar como irá reparar possíveis perdas e danos dos consumidores.

A resposta deve focar no relato do que realmente aconteceu e nas iniciativas para corrigir o problema. É hora de mostrar atitude!

Um dos erros mais comuns é fingir que nada aconteceu. No gerenciamento de crise, é preciso assumir os problemas. Se você tentar negá-los, certamente, eles irão se multiplicar.

 #5 Monitore a repercussão da crise para sobreviver a ela

Em meio ao caos, pode ser que você se sinta perdido diante de tantos problemas e de uma repercussão tão negativa. Mas, o fato é preciso ir muito além da sua impressão, você precisa monitorar os sintomas que aparecem durante a crise para dimensioná-la. É importante identificar e acompanhar alguns aspectos:

  •  Alto índice de menções negativas sobre a marca nas mídias sociais;
  •  Reportagens e notas na imprensa com críticas ou suspeitas;
  •  Investidores, parceiros e acionistas solicitando explicações;
  •  Queda nas vendas;
  •  Queda no valor das ações ou no valor estimado da marca;
  •  Perda de motivação e produtividade na equipe.

 #6 Se fizer promessas, certifique-se que pode cumpri-las

Diante de casos como problemas com produtos, recalls ou mesmo falta de comprometimento dos funcionários, é comum que a organização, de imediato, informe que o caso seja averiguado e as medidas necessárias serão tomadas. Muitas vezes, as iniciativas para resolução do problema são, inclusive, apresentadas para o público.

Se for esse o caso e você fizer promessas para os clientes, lembre-se de informá-los sobre o progresso de cada ação. Isso mostra que a organização está em movimento, buscando a melhor solução para todos os envolvidos. É assim, com transparência e comunicação afinada, que você protege sua marca!

 #7 Revise sua estratégia de marketing

Essa dica vale ouro: dê tempo ao tempo! Não adianta você querer recuperar o desgaste da marca, apostando alto em marketing para outra linha de produtos, por exemplo. As pessoas têm memória. Sabendo disso, o ideal é esperar a crise cair no esquecimento para dar continuidade às ações e campanhas de marketing.

Se ainda assim você precisar anunciar, seja cuidadoso na abordagem. O marketing precisa ser pensado considerando a repercussão da crise. Uma alternativa possível é diminuir o número de canais onde a mensagem seria divulgada. Foque somente naqueles que são tidos como essenciais, levando a informação exclusivamente ao público que, de fato, precisa dela.

 #8 Inspire-se sem cases de sucesso

Pode não ser simples aprender como gerenciar crises, mas é perfeitamente possível. De gigantes, como a Samsung no case sobre as falhas nos celulares do modelo Galaxy Note 7, até empresas menores, todas as que superaram os impactos de uma crise começaram fazendo o básico, ou seja, sendo transparente e assumindo as consequências.

Um dos cases de sucesso no gerenciamento de crise é o da rede de restaurantes Spoleto que, em 2012, se deparou com um vídeo do Porta dos Fundos que criticava a qualidade do atendimento nas franqueadas. Para se posicionar, a empresa optou por utilizar o mesmo canal para responder ao seu público.

A Spoleto conversou com o time do canal e encomendou uma continuação da piada, para divulgar o seu próprio serviço de atendimento ao cliente. Uma sacada de mestre, não é mesmo?

O vídeo com a reação bem-humorada da marca fez sucesso e levou o público e a empresa a receberem muito bem o caso.

Copiado: https://digitalks.com.br/