QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

terça-feira, 31 de julho de 2012

10 FORMAS DE MELHORAR O EQUILÍBRIO ENTRE A VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL

equilibrar
O tema do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional tem estado na moda durante os últimos anos. A crise, a concorrência cada vez mais forte e a entrada da mulher no mercado de trabalho têm alterado um pouco o modo como passamos a ver o nosso dia-a-dia no que toca à distribuição do nosso tempo. O objetivo é sempre mesmo: conseguir ser uma pessoa equilibrada, tendo tempo e sucesso no trabalho, ajudando a família e cuidando da saúde. O problema é que nem tudo é tão fácil como estas palavras fazem crer. Todos nos até podemos almejar esse feito, mas muito poucos conseguem realmente chegar lá.
Isto porque encontrar este equilíbrio não é algo que aconteça de um dia para o outro. Outro problema é que esse hábito pode ter que ser alterado de uma modo repentino, com a chegada de um relacionamento ou de um novo trabalho. É mais ou menos como o Zen Habits: deve ser uma busca constante por um objetivo, que muitas vezes necessita de ser adequado à realidade. São estes pontos que tornam tão difícil o alcance da harmonia entre a vida pessoal e profissional.

VEJA COMO UM OBJETIVO A SER CUMPRIDO
Observo que muitos freelancers reclamam que um dos pontos negativos em trabalhar em casa é o fato de muitas vezes a nossa vida pessoal ficar misturada com o trabalho, pelo simples fato que produzirem quase “no mesmo local” onde dormem. Sem dúvida nenhuma que este ponto é verdade, mas ele também só acontece porque estes profissionais assim o permitem. Colocar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é uma meta que poucas pessoas têm na cabeça, dando preferência ao aumentar dos ganhos, angariação de clientes ou em comprar aquele computador novo. Pode-se considerar algo normal, visto que se não forem ultrapassadas estas dificuldades a curto prazo, trarão grandes problemas para o freelancer.
Contudo, como profissionais não devemos ter uma visão tão curta ao ponto de pensar apenas no dia de manhã. A ausência desta harmonia irá nos trazer vários prejuízos dentro de bem pouco tempo. Falta de equilíbrio leva à falta de um relacionamento estável ou de uma saúde forte. O sucesso profissional deve estar entre as suas prioridades e nunca a sua única prioridade. Veja algumas dicas para combater este problema cada vez mais comum nos últimos anos:

1. DESLIGUE-SE AO FINAL DE SEMANA
Há bem pouco tempo, desliguei o meu celular na sexta-fera ao final do dia e apenas voltei a ligá-lo na segunda-feira de manhã. Muitos amigos perguntaram como consegui, o que revela bem a dependência nos dias de hoje de um simples aparelho. Mas foi esta uma das formas de fugir um pouco ao mundo que me rodeia e me concentrar em coisas que contribuem para o meu bem-estar como a leitura de um bom livro, uma corrida ao final do dia ou o convívio com os amigos. Experimente fazer o mesmo com o computador, por exemplo.

2. FAÇA APENAS TAREFAS QUE PODEM ALTERAR A SUA VIDA
“A falta de tempo é, na realidade, falta de prioridades”. Esta frase de Tim Ferris representa muito bem o dia-a-dia de muitas pessoas que se queixam da falta de tempo para a família ou para um esporte. Será que existem tarefas rotineiras que são assim tão essenciais? O que é mais importante: ficar vendo Tv ou ir para a academia? Quando pensamos que o nosso dia é assim tão preenchido, talvez seja o momento de revermos a forma como ele está sendo preenchido e mudar alguns hábitos.

3. PRESTE ATENÇÃO À SUA SAÚDE
Eu sei que o leitor já deve ter escutado esta frase milhares de vezes. Mas também aposto que ela entrou por um ouvido e saiu pelo outro, sem que nada fosse mudado. Todos sabemos o que temos de fazer, mas a verdade é que apenas damos prioridade a isso quando encontramos alguma dificuldade. O problema é que os cuidados de saúde não são visíveis, fazendo com que liguemos muito a eles. Contudo, eles podem facilmente ter influência na sua produtividade. Dormir horas suficientes, comer alimentos saudáveis ou fazer exercício podem fazer com que se sinta mais forte ecriativo.

4. EVITE PESSOAS NEGATIVAS E PESSIMISTAS
Recentemente, a Escola Psicologia publicou um artigo que dava-lhe 10 formas simples para tornar-se numa pessoa auto confiante. Num dos pontos, o Miguel Lucas explicou que devemos ser positivos, caso queiramos aumentar a nossa confiança. Ora, se você for lidar constantemente com pessoas negativas, é normal que tenha maiores dificuldades em acreditar no mundo que o rodeia. Por mais que queiramos, acabamos sempre por nos sentir influenciados com toda aquela negatividade. Afaste-se um pouco dessas pessoas se quiser ser mais positivo e proativo.

5. PASSE ALGUM TEMPO SOZINHO
O trabalho de freelancer é, por norma, bastante isolado. Mas quando falo em passar algum tempo sozinho, quero dizer em esquecer o celular ou o computador e partir um dia ou umas horas sem ver ninguém. Coloque a sua mochila nas costas e parta em busca de locais que não conhece, como praias ou montanhas. Passar algum tempo sozinho será positivo para aumentar a criatividade e rever metas para o seu trabalho. Pratique a arte de fazer nada!
6. GUARDE TEMPO PARA O SEU RELACIONAMENTO
O seu negócio precisa de atenção, mas a pessoa que está ao seu lado também. Ninguém consegue ser plenamente feliz tendo apenas o seu próprio negócio. Com vinte anos pode ser que isso aconteça, mas com o passar do tempo verá que o fato de estar sozinho será prejudicial para si. E não faça como a saúde, atuando apenas quando existe algum problema. Constantemente, reserve algum tempo para a sua cara metade. Ela agradece e a sua felicidade também.

7. TRATE DE SI
Já viu como fica a aparência da maioria das pessoas que trabalham o dia inteiro na frente do computador? Perdem anos de vida e engordam vários quilos. Como a vida social diminui, acabam se preocupando menos com a aparência. Não caia nesse erro e de vez em quando dê um prémio para o seu físico. Compre uma peça de roupa, vá ao cabeleireiro ou adquira uns óculos de sol novos. Irá se sentir muito mais confiante.

8. CONHEÇA O MUNDO
Um dos grandes benefícios de quem trabalha através de internet é que pode estar em qualquer canto do mundo produzindo. De certeza que foi uma das motivações que o levou a ter este estilo de vida. Mas como qualquer motivação, é normal que ao fim de algum tempo se esqueça dela.  Não caia nesse erro. Programe constantes viagens para outros países. Verá que não fica assim tão caro como parece.

9. ADQUIRA OUTROS CONHECIMENTOS
No início deste mês, um estudo demonstrou que o fato de aprender duas línguas, estimula o cérebro, retardando o aparecimento de doenças como o Alzheimer. Mas o que esta doença tem a ver com a carreira de freelancer? No fundo, tem tudo. Isto porque se estivermos sempre fazendo a mesma coisa, o mais certo é que caia numa rotina, evitando aprender coisas novas e parando de estimular o seu cérebro. Isso é negativo para a sua criatividade.

10. DIVIRTA-SE
Não existe nada melhor para o seu bem-estar do que uma dose de riso. Por isso, quando tiver tempo livre, vá se divertir com os amigos, assista a um bom cinema ou vá jantar fora. A vida não é só trabalho e todos os rendimentos que você tem também deve ser canalizados para algo que lhe dê prazer e não para estar constantemente a investir no seu negócio.
Torna-se um pouco triste olhar para aquelas pessoas que passam o tempo todo trabalhando mas que não reservam tempo para si. Será mesmo esse o objetivo do trabalho? Será que não deve perder um pouco do tempo cuidando de si? Estas são algumas dicas que lhe deixo para conseguir equilibrar a sua vida pessoal com a profissional. Proponho que faça disto um dos seus objetivos para 2012. Vamos arriscar?


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Como se registrar no CRA – Conselho Regional de Administração


Todo Administrador quando conclui sua graduação e recebe seu diploma de formado precisa se registrar no CRA – Conselho Regional de Administração de seu estado. E muitos profissionais ainda tem dúvidas quanto ao processo de registro, por isso hoje vamos dar todas as dicas necessárias para que você se torne um administrador registrado.
Abaixo, seguem as instruções detalhadas para cadastro no CRA – Conselho Regional de Administração. O procedimento é bem parecido em todas as unidades do Conselho, mas é importante que você consulte o CRA de seu estado para confirmar suas exigências específicas. Confira:

Como se registrar no CRA

O profissional deverá comparecer ao CRA de seu Estado e apresentar a seguinte documentação:
  • Administradores de Empresas, Tecnólogos e Bacharéis: Formulário próprio, disponível para download e impressão no site CRA de seu Estado  na aba REGISTRO e LEGISLAÇÃO – e o Termo de Compromisso, devidamente preenchidos em duas vias;
  • Diploma – original e duas cópias (frente e verso);
  • Cópia da Identidade (RG) e do CPF;
  • Uma fotografia 3×4;
  • Cópia do Comprovante de residência.
Pagamento da taxa de inscrição, da taxa de expedição da CIP – Carteira de Identidade Profissional e da anuidade, cujo boleto será emitido pelo  CRA de seu Estado  e pago em qualquer rede bancária. 
Caso seu diploma não esteja pronto, você deverá apresentar a declaração de conclusão do curso, contendo a data da colação de grau, e a cópia do protocolo de requisição do diploma. Nesse caso será expedida uma CIP (Carteira de Identidade Profissional) provisória, com validade de dois anos, que confere ao seu portador as mesmas prerrogativas e obrigações que a CIP definitiva. 
O número de registro conferido na expedição da CIP provisória permanecerá o mesmo quando da emissão da CIP definitiva. Ele é, desde o seu ingresso, a sua marca profissional.

Registro profissional secundário

É o registro feito em outros Conselhos Regionais de Administração, quando o profissional pretende exercer suas atividades, simultaneamente, em mais estados da federação. O profissional deverá comparecer ao  CRA de seu Estado e apresentar a seguinte documentação:
  • Formulário “Registro Pessoa Física” e o “Termo de compromisso” (em duas vias), devidamente preenchidos, disponível em nosso site www.cra-rj.org.br;
  • Cópia da Carteira de Identidade Profissional emitida pelo CRA de origem;
  • Diploma – original e uma cópia (frente e verso);
  • Cópia da Identidade (RG) e do CPF;
  • Cópia da Certidão de Regularidade com o CRA de origem.
Pagamento da taxa de inscrição, cujo boleto será emitido pelo  CRA de seu Estado  e pago em qualquer rede bancária. 

Troca da Carteira de Identidade Profissional provisória pela definitiva

Antes do término da validade da sua CIP provisória, já de posse do diploma, o profissional deverá substituir a carteira provisória pela definitiva, desde que esteja quite com o  CRA de seu Estado e apresentar a seguinte documentação:
  • Formulário padronizado “FOLHA DE REQUERIMENTO PARA EXPEDIÇÃO DE CARTEIRA”, disponível para download e impressão no site do CRA de seu Estado  devidamente preenchido;
  • Diploma original e uma cópia (frente e verso);
  • Uma fotografia 3X4.
Pagamento da taxa de expedição da CIP definitiva, cujo boleto será emitido pelo  CRA de seu Estado  e pago em qualquer rede bancária. 

Anuidade

  • O profissional, uma vez registrado, deve recolher, impreterivelmente até 31 de março de cada ano a anuidade, a contribuição parafiscal compulsória que é devida por todos os profissionais registrados em Conselhos de Classe;
  • Via de regra são concedidos descontos para pagamento da anuidade à vista, no mês de janeiro, ou a alternativa do parcelamento da contribuição em três vezes em janeiro, fevereiro e março.
O pagamento da sua anuidade patrocina o funcionamento do seu Conselho, que além de permanente defesa do espaço profissional dos administradores e tecnólogos, vem ampliando serviços que auxiliem os registrados na obtenção de mais qualificação profissional e pessoal perante o mercado de trabalho.

Eleições

A cada 02 (dois) anos, entre os meses de outubro e novembro, o Profissional deverá votar para renovação de terços do plenário do CRA/RJ.

Atualização cadastral

É fundamental que você mantenha atualizados os dados cadastrais junto ao  CRA de seu Estado. Informe-nos qualquer mudança de endereço, telefone, e-mail ou celular e receba nossos comunicados via web ou por sms. Mantenha contato permanente com o seu Conselho.

VOCE É RESILIENTE?...

Resiliência (psicologia) 
A resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. 

No entanto, Job (2003), que estudou a Resiliência em Organizações, argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.


Fatores

Administração das emoções

Refere-se à habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse. Ressalta que pessoas resilientes quanto a esse fator são capazes de utilizar as pistas que leem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a autorregulação. Segundo esse autor, quando essa habilidade é rudimentar, as pessoas encontram dificuldades em cultivar vínculos e, com frequência, desgastam no âmbito emocional aqueles com quem convivem em família ou no trabalho.

Controle dos impulsos

Um segundo fator é o controle de impulsos, que se refere à capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema neuromuscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente pela experiência de uma emoção. O autor explicita que as pessoas podem exercer um controle frouxo ou rígido do seu sistema muscular, visto que esse sistema está vinculado à regulação da intensidade das emoções. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O controle de impulso garante a autorregulação dessas emoções ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções, tornando o grau de compreensão do autor mais sensivel e apurado mediante a situação.

Otimismo

Um terceiro fator é otimismo. Nesse fator, ocorre na resiliência a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.

Análise do ambiente

O quarto fator é a análise do ambiente. Trata-se da capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presente no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro ao invés de se posicionar em situação de risco.

Empatia

A empatia é o quinto fator que constitui a resiliência, significando a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos).

Autoeficácia

Autoeficácia é o sexto fator, que se refere à convicção de ser eficaz nas ações propostas.

Alcance de pessoas

O sétimo e último fator constituinte da resiliência é alcançar pessoas. É a capacidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas para viabilizar soluções para intempéries da vida, sem receios e medo do fracasso.

Desdobramentos a partir de 2006

No transcorrer de novas pesquisas, o Prof. Dr. Barbosa [SOBRARE] constatou a necessidade de ampliar sua investigação científica na temática da resiliência, pesquisando o mapeamento de oito modelos básicos de crenças. Esse desdobramento, conhecido como Quest_Resiliência, é estruturado com uma abordagem teórica da terapia cognitiva, da psicologia positiva e da teoria geral dos sistemas, cobrindo oito Modelos de Crenças Determinantes (MCDs), relacionados à resiliência a partir de uma abordagem psicossomática.

De 2006 até agora, as pesquisas possibilitaram ampliar os entendimentos sobre a resiliência. É vista agora como o resultado de crenças determinantes que se organizam em blocos denominados modelos. 

Esses MCDs são estruturados desde a primeira infância. São crenças que se aglutinam quando vamos conhecendo/aprendendo/experimentando os fatos da vida com aqueles que nos cercam. 

Os MCDs são:

  • MCD de autocontrole - capacidade de se administrar emocionalmente diante do inesperado. É amadurecer no comportamento expresso, uma vez que será esse comportamento que irá ser lido pelas outras pessoas;
  • MCD de leitura corporal - capacidade de ler e organizar-se no sistema nervoso/muscular. É amadurecer no modo de lidar com as reações somáticas que surgem quando a tensão ou o estresse se tornam elevados;
  • MCD de otimismo para com a vida - capacidade de enxergar a vida com esperança, alegria e sonhos. É a maturidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão está fora de suas mãos;
  • MCD de análise do ambiente - capacidade de identificar e perceber precisamente as causas, as relações e as implicações dos problemas, dos conflitos e das adversidades presentes no ambiente; MCD empatia - capacidade de evidenciar a habilidade de empatia, bom humor e de emitir mensagens que promovam interação e aproximação, conectividade e reciprocidade entre as pessoas;
  • MCD autoconfiança - capacidade de ter convicção de ser eficaz nas ações propostas;
  • MCD alcançar e manter pessoas - capacidade de se vincular às outras pessoas sem receios ou medo de fracasso, conectando-se para a formação de fortes redes de apoio e proteção;
  • MCD sentido de vida - capacidade de entendimento de um propósito vital de vida. Promove um enriquecimento do valor da vida, fortalecendo e capacitando a pessoa a preservar sua vida ao máximo.

Cada um dos MCDs desenvolve resiliência em uma área da vida e o leque de todos eles juntos contempla a vida de uma pessoa.


domingo, 29 de julho de 2012

O mensalão em 21 charges de Chico Caruso


O mensalão em 21 charges de Chico Caruso e uma foto de Stuckert

Se o Brasil é realmente um país sem memória, o arquivo do jornal não. Para relembrarmos o que foi o mensalão, às vésperas de seu julgamento pelo STF -- sete anos depois de ter vindo à tona, vale a pena ver de novo algumas das melhores charges de Chico Caruso, um dos maiores intérpretes da cena política brasileira. Um dos pioneiros a publicar charges na primeira página, no GLOBO, Chico tem um olhar sagaz sobre a história recente do Brasil. E o mensalão é um capítulo que foi acompanhado praticamente ano a ano.

2005
12 de junho: cinco dias depois que veio à tona a delação de Roberto Jefferson 
8 de junho: -- É tudo invenção -- diz Delúbio
-- Ah bom! -- replicou Lula
28 de junho: COMPASSO DE ESPERA (2) - Difíceis dias estes em que a única coisa que muda no Planalto é o figurino do Márcio Thomas Bastos...

12 de agosto: "E no show do Moulin-Rouge" 

 6 de junho - Roberto Jefferson grita: "Madeira!!!"

10 de agosto: Jefferson descasca Marcos Valério
 24 de outubro
2006
 5 de fevereiro:  Segue o Baile - Vamos relembrar o grande Gonzaguinha: "Começaria tudo 
28 de fevereiro
16 de março: o publicitário Duda Mendonça é um túmulo

 11 de maio de 2006 - Lula e Sílvio Pereira, ex-secretário-geral do PT acusado de ter ganhado uma Land Rover e ter sacado mais de R$ 4 milhões das contas de Marcos Valério


 Novembro: Berzoini, Gushiken, Genoíno e José Dirceu

2007
 2 de julho: -- Ouçam meu conselho: o principal não é o fato, é a versão! -- diz Jefferson 
27 de agosto:  -- Não se preocupem, esse julgamento ainda vai dar muito pano para mangas...

2009


 24 de março: Marcos Valério e José Dirceu



2011
12 de setembro



22 de dezembro



23 de dezembro


26 de dezembro

2012


Sexta-feira, dia 27 de julho
É uma boa hora para se reler "Memorial do Escândalo -- Os bastidores da crise e da corrupção no Governo Lula" (Geração Editorial), de Gerson Camarotti e Bernardo de La Peña, o coleguinha emérito da turma da coluna. O livro-reportagem foi publicado no calor da hora, em novembro de 2005



Marcos Valério durante depoimento na CPI do Mensalão, em 11 de agosto de 2005
Foto de Roberto Stuckert Filho

Copiado: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/ Enviado por Jorge Antonio Barros - 
28.7.2012
 | 
14h00m


sábado, 28 de julho de 2012

Manufatura Enxuta – Os cinco princípios do sistema Lean


 O Japonês usa a palavra MUDA, que significa “desperdício” ou qualquer atividade que o cliente não está disposto a pagar. O cliente não está disposto a pagar por tempo de espera, correção da peça, excesso de estoque, ou qualquer forma de mudaA aplicação dos cinco princípios ajuda a identificar onde podemos trabalhar para eliminar os desperdícios:

  • a) Analise e especifique o que agrega valor ao cliente ou ao processo.
  • b) Identifique todos os principais processos, verifique os pontos que se repetem ou que nada agrega. Analise as alternativas de fabricação do produto: o que é mais econômico, fabricar, comprar ou importar.
  • c) Realize as ações que criam valor ao processo ou ao cliente, e não aumento de custos.
  • d) Verifique as necessidades do cliente, o que ele espera e qual a expectativa de qualidade. Não podemos esquecer que o produto inquebrável custa muito, e nem sempre o cliente tem essa expectativa.
  • e) Procure a perfeição em cada processo, pense no sistema Kaizen.

Definição da alta direção


Algumas das principais dificuldades no processo Lean é a falta de planejamento, a falta de direção, a falta da condução adequada nos projetos ou processos. Em muitas empresas, a falta do conhecimento, falta do envolvimento ou ainda a ausência de comprometimento da alta direção da empresa nos processos são os principais fatores. Para obter um processo Lean, a alta diretoria da empresa deverá seguir os seguintes passos:
  • a) Analisar quais são os fatores críticos para o sucesso empresarial. Exemplo: vendas, faturamento, estoque, lucratividade.
  • b) Quantificar os fatores críticos para o sucesso na situação atual.
  • c) Analisar e definir as metas necessárias para o alcance do sucesso empresarial.
  • d) Cobrar o resultado mensal de cada área. Para as metas não atingidas, verificar a razão dos desvios e definir um plano de ação para que, em curto prazo, se possa alcançar os valores estabelecidos.
  • e) Verificar qual fator crítico necessita de maior atenção.
Produção Lean
Produção Lean
A figura acima mostra os pilares que sustentam o sistema Lean. Como é um sistema do qual todos da empresa têm que participar, em empresas onde o Lean está funcionado corretamente os resultados aparecem, temos os funcionários motivados, comprometidos – e estão continuamente à procura de uma forma para melhorar o processo.
O coração do sistema Lean é o envolvimento de todos da empresa, em havendo grupos de trabalho flexíveis, motivados e constantemente à procura de melhorar o processo, evitando-se desperdícios e aumentando a vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cuidado para não implodir

Quando queremos demolir um prédio precisamos implodir o edifício, ou seja, fazer com que sofra um colapso sobre sua base. Os engenheiros responsáveis pela demolição colocam cargas de explosivos em diferentes andares do edifício, de modo que sua estrutura caia verticalmente em diversos pontos e assim não se corre de atingir outros prédios ou casas.


Por analogia podemos levar esse pensamento para a nossa vida, muitas vezes sofremos com um transito estafante nas grandes cidades, estamos muito atarefados no trabalho, ou nos irritamos porque o tempo não é suficiente para realizar tudo que planejamos para um determinado dia.
Todas essas sensações que experimentamos todos os dias faz com que o nosso corpo e alma se sinta pressionado frente à determinada situação, queremos muitas vezes abandonar nosso emprego, sair de um casamento, abandonar um namoro ou simplesmente fugir para bem longe, pensando que não encontremos os mesmos problemas porem o problema talvez não esteja nos outros ou em  nosso trabalho, mas em nós mesmos.
Quando apenas ficamos calados aguentando todas as coisas que não gostamos, sem uma explosão de raiva, começamos um lento processo de implosão, ou seja, começamos sofrer um colapso em nossa base.
Esse colapso causa um desgaste emocional, o conhecido estresse e podem trazer consequências graves, dependendo da predisposição orgânica do indivíduo, o estresse pode causar desde transtornos psicológicos como falta de vontade de fazer as coisas, ansiedade e até manifestações físicas e mentais como úlceras, infarto, câncer e tentativa de suicídio além de problemas com drogas e álcool.
Esse processo pode levar a pessoa a uma verdadeira “implosão”, onde todos os sintomas do estresse e depressão podem prejudicar a carreira profissional, casamento, relações com filhos, parentes, amigos e colegas.
Muitas vezes podemos nos valer de um processo controlado de explosão que é um processo que acontece de dentro para fora. Como a implosão, ele pode ser controlado para não atingir violentamente pessoas que gostamos ou respeitamos, pois se errarmos em um momento de explosão pessoal, podemos colocar tudo a perder.
O segredo para não implodir ou detonar tudo de uma vez pode estar no bom senso que precisamos ter para realizar pequenas explosões durante a sua vida com a finalidade de não guardar tudo apenas para você, uma boa dica é dividir seus problemas com os outros, isso pode ajudar a você a viver melhor.
Implodir, explodir ou detonar é uma decisão sua! Apenas cuidado para não se machucar ou machucar os outros.
Vamos refletir sobre isso!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Distribuir a Renda ou a Produção?

Em 1997, publiquei este artigo na revista trimestral do Partido dos Trabalhadores  Teoria e Debate, onde critiquei a política dominante da esquerda, a política de substituição das importações, por uma política voltada a produtos populares. Vale a pena ler.

No Brasil, toda a produção está voltada para a classe média.
A saída para o crescimento é reorientar a economia para a produção de produtos populares, o que pressupõe primeiro o aumento da renda para depois chegar ao crescimento.
A política de substituição de importações, implantada por vários governos brasileiros no passado de visão Cepal/Unicamp, gerou uma industrialização voltada para produzir bens para os 10% mais ricos da população.
Há 50 anos, quem importava maciçamente era a justamente a parcela mais rica da população.
No início, com a criação de elevadas tarifas, as grandes empresas multinacionais do setor automobilístico vieram produzir no Brasil o que antes era importado.
Criaram obviamente um padrão de produção não voltado ao vasto mercado interno popular, mas simplesmente trouxeram as máquinas e os modelos dos produtos anteriormente exportados para o Brasil.
A industrialização gerada pela política de substituição de exportações gerou um padrão voltado aos 10% mais ricos, algo não percebido pelos economistas que idealizaram esta politica.
Pior, a má-distribuição da renda foi uma consequência desta política.
Criou-se sim uma cunha fiscal de quase 100% sobre o trabalho assalariado, com inúmeros encargos sociais, PIS, Pasep, que inviabilizava a compra pelo trabalhador do produto que ele próprio fabricava.
A cunha fiscal sobre o trabalho assalariado exigia uma classe mais rica, única capaz de comprar os produtos produzidos por classes de renda mais baixas.
Ao contrário dos funcionários da Ford Motor Co. na década de 30 nos Estados Unidos, o trabalhador automobilístico não tinha renda para comprar o produto do seu trabalho, tal a carga de impostos que o Estado acrescentava ao preço brasileiro.
Este modelo esgotou-se por várias razões:
1.  Com a abertura das importações e a globalização da economia brasileira, os ricos irão de novo importar os seus carros, home theaters etc.
2. Tentar enfrentar o problema produzindo produtos ainda mais sofisticados, com ainda mais qualidade e tecnologia do que os concorrentes do Primeiro Mundo, como propõem muitos, será uma luta inglória.
3. Os países do Primeiro Mundo sempre terão mais escala e menores preços simplesmente porque suas populações ricas são muito mais numerosas.
A saída portanto será reorientar a produção brasileira para os 20,30,40, 50% seguintes na escala econômica.
As vantagens são enormes.
Quando o rico fica mais rico, a renda disponível cresce somente uma fração do aumento da renda.
Quando o pobre fica mais rico, a propensão marginal a consumir é enorme.
Por exemplo, um aumento de 1% de crescimento no PIB aumenta em 3% o consumo de ovos.
No ano 2000, 2/3 da população mundial serão relativamente pobres e se pudermos criar e vender produtos adequados para a classe de baixa renda brasileira, aí sim teremos condições de exportar competitivamente para o mundo.
E os nossos grandes mercados serão a China e a índia, e não a Alemanha, o Japão e os Estados Unidos.
O grande bloco comercial no ano de 2020 não será o Mercosul nem o Nafta e sim a Bríndia, o intercâmbio poderoso entre o Brasil e a Índia, e/ou o Brinchina, Brasil, Índia e China.
Em média, nossas empresas estão mal preparadas para o segmento de produtos populares.
Parte da crise do real reside aí.
Todo mundo está produzindo para a classe média, que está vendo sua renda diminuidapara um patamar mais correto.
No caso das patentes em medicina, a Roche, por exemplo, em vez de lutar pelo reconhecimento das patentes, está introduzindo remédios cujas patentes já se tornaram domínio público e são baratas porque não pagam royalties. (Os génericos que seria criado em por lei em 1999.) 
Pretende competir pela sua qualidade e eficiência na fabricação de remédios, que é o que vale a longo prazo.
O conceito de produtos populares requer não somente uma redefinição do produto, da qualidade, dos métodos de produção, como da embalagem, da propaganda e dos canais de distribuição.
Poucos shopping-centers no Brasil foram construídos em cima de metrôs.
Poucos metrôs possuem áreas de vendas, que poderiam ter sido alugadas a comerciantes, reduzindo o déficit deste meio de transporte.
É incrível que os vários governadores e prefeitos socialistas como a da  Erundina não tenham criado pontos de vendas nas áreas de metrô como se faz na França e nos Estados Unidos.
Pobre possui menos tempo que rico para fazer compras.
No Brasil, ter um carro é condição sine qua non para se comprar na maioria dos shoppings, uma distorção do modelo industrial.
O chamado carro popular, introduzido no governo Itamar, de popular não teve absolutamente nada; ao preço de 12 mil reais continua sendo um produto para os 10% mais ricos da população.
O carro popular no Brasil deveria ser uma bicicleta com motor, vendida em torno de 250 reais.
Aliás, foi assim que a Honda virou importante no Japão, começando com motocicletas e somente então partindo para os carros.
Neste novo modelo, uma nova ação do governo se faz necessária.
No caso das bicicletas, surgem imediatamente os problemas de trânsito e da falta de ciclovias.
No caso dos metrôs, a falta de planejamento urbano e legislativo que permita construir um shopping em cima de uma estação.
A abertura do comércio aos domingos é condição sine qua non para baratear seus custos fixos.
Ao contrário, o governo Fernando Henrique Cardoso, em um de seus primeiros atos, isentou de todo e qualquer imposto aduaneiro os produtos abaixo de US$ 50, inviabilizando justamente os produtos populares produzidos internamente. Pior, demoraram dois anos para revogar esta medida.
Enquanto no modelo industrial anterior crescia-se primeiro para distribuir a renda depois, a nova estratégia de produtos populares requer primeiro o aumento da renda para depois chegar ao crescimento, o que Henry Ford fez ao dobrar os salários dos seus operários.
No caso brasileiro, a simples eliminação do FGTS e a sua distribuição imediata ao trabalhador, aumentaria a renda sem onerar os custos da empresa.
E se o país crescer, os riscos de desemprego serão menores.
A opção por produtos populares não é nova. As empresas que deram certo nestes últimos dez anos, optaram justamente por este caminho. Grendene, Garoto, Hermes, Lojas Americanas, Brahma para citar alguns exemplos.
A dedicação total de todo trabalhador é um dos fatores vitais para a qualidade da produção, o ISO 9000, a concorrência e o consumidor.
O que não é óbvio, para a maioria dos formuladores de política econômica, é que o mundo moderno de hoje é dominado por teorias administrativas e não por teorias econômicas de economistas já defuntos, como gostava de afirmar Keynes.
As teorias de gerenciamento moderno nos mostram que o trabalhador jamais terá a dedicação e esmero necessários para uma qualidade total se hão tiver condição de comprar o produto que ele fabrica.
A política econômica defendida por Dorothea Werneck, de qualidade e produção para o Primeiro Mundo, jamais daria certo por este simples aspecto.
As empresas que seguem as últimas coqueluches gerenciais do momento, no Primeiro Mundo, acabam embarcando em niche-marketing, ciclo de produtos curtos e database-marketing, técnicas ideais para os problemas gerenciais americanos e europeus. A realidade brasileira porém é outra.
Não é a renda que precisa ser distribuída, e sim a produção. 

Publicado do - Blog do Stephen Kanitz -