domingo, 19 de outubro de 2014

Inteligência Emocional: Você Tem?

Muitos profissionais ainda não perceberam que a inteligência emocional é parte fundamental em qualquer formação. Diante disso, cabe a eles se auto avaliarem e constatando a ausência desta aptidão, deverão desenvolvê-la rapidamente


Não há dúvidas de que uma das maiores dificuldades do ser humano é manter a estabilidade emocional diante de situações conflitantes, inclusive nas relações de trabalho. 
Dizem que quem perde a cabeça perde a razão e a afirmativa de certa forma verdadeira. A estabilidade emocional nos permite avaliar e resolver qualquer questão friamente, assegurando que a melhor decisão seja tomada com serenidade.
É comum ver que o bom relacionamento interpessoal figura quase sempre entre os pré-requisitos de muitas vagas de emprego por ai. E para se relacionar bem, é inevitável o controle das emoções, e o uso da inteligência emocional nos proporciona a construção de relacionamentos mais sustentáveis. 
Quem é inteligente emocionalmente, sabe gerenciar as suas tensões emocionais sempre em favor dos seus objetivos, mantendo o foco no que realmente for importante. Saber administrar as emoções é um ponto forte para qualquer profissional.
Há no mercado, inúmeros profissionais quase completos, com boa formação acadêmica e um currículo teoricamente de sucesso, mas que ainda são imaturos emocionalmente, sendo muitas vezes o foco de conflitos dentro das empresas e responsáveis pela interrupção de suas carreiras de maneira precoce. 
A falta de “tato” em lidar com o outro, pode tornar ineficiente qualquer formação. Demonstrar instabilidade emocional afasta as pessoas e as oportunidades. Sempre que possível, busque um feedback de seus pares, de sua família e de seus amigos e realize uma autorreflexão sincera. 
Este hábito fará com que você aos poucos exercite a sua inteligência emocional.
Com o advento da robótica e o avanço da tecnologia, quanto mais mecânicos forem os profissionais, mais propensos estarão a serem trocados por maquinas. Esta tarefa, pode parecer fácil, mas para muitos profissionais ela é mais difícil do que resolver cálculos complexos.
Neste contexto, o profissional que souber lidar com intempéries, gerir conflitos, inclusive os seus próprios, se mostrar emocionalmente centrado e confiante, independente do cargo que ocupe, sem duvida, terá o seu lugar garantido.
 É desse profissional, que muitas empresas estão atrás. A inteligência não é mais vista de maneira universal, hoje é vista de maneira fracionada.
Sabe-se que cada individuo pode desenvolver um tipo de aptidão e consequentemente ser mais inteligente em determinadas coisas. 
Portanto, independente de suas aptidões ou da sua formação, desenvolva a sua inteligência emocional e saiba aproveitar as oportunidade que surgirão. Num futuro próximo, você se sentirá feliz, por ter o controle de si próprio.
Por: Tiago Pacheco - http://www.administradores.com.br/

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Análise RAM – Reliability, Availability, Maintainability

Análise RAM – Reliability, Availability, Maintainability – desculpem o título quase todo em Inglês!!! Vocês sabem que americanos adoram acrônimos (abreviaturas por iniciais), e em Português ainda não é usual o acrônimo equivalente CDM – Confiabilidade, Disponibilidade, Manutenibilidade. 

Análise RAM – relembrando os conceitos

  • Confiabilidade (Reliability): é a probabilidade de que um componente, sistema ou equipamento cumpra sua função para um determinado período de tempo.
  • Disponibilidade (Availability):é a percentual de tempo em que determinado componente, sistema ou equipamento está disponível para uso ou operação, ao longo de uma campanha.
  • Manutenibilidade (Maintainabiliy): é a probabilidade de que um componente, sistema ou equipamento atenda a determinadas condições especificadas, quando uma ação de manutenção corretiva ou preventiva é realizada conforme rotinas e procedimentos estabelecidos.

Portanto, Confiabilidade é uma expectativa de resultado futuro, Disponibilidade é um registro passado. E a Manutenibilidade é também uma expectativa de desempenho futuro, porém neste termo usualmente se considera inclusa também a facilidade de submeter um equipamento à Manutenção.

Análise RAM – o que é?

A análise RAM busca atingir um equilíbrio sustentável entre o custo de uma ação, e o risco de adiar ou cancelar esta ação. Para implementar a análise RAM, é muito útil a utilização de uma Matriz de Risco, assunto já abordado aqui no Blogtek.
Parece um pouco com a RCM (Reliability Centered Maintenance), ou, em Português, a MCC (Manutenção Centrada na Confiabilidade), objeto também de vários artigos no Blogtek.
A diferença é a inclusão dos aspectos de disponibilidade, a qual, como vimos acima, NÃO é a mesma coisa que Confiabilidade.
No período em que morei nos Estados Unidos, me chamou a atenção de que as casas não possuem caixas d’água. Por quê? Porque a disponibilidade do fornecimento de água é altíssima, portanto você não precisa de uma caixa d’água.
Aqui no Brasil, por vezes há falta de água (que o digam nossos amigos paulistas!!!). Então, é vantajoso dispor de uma caixa d’água, porque é mais efetivo do que cobrar da concessionária de água uma confiabilidade maior no fornecimento.
Vamos no entanto imaginar um parque de tancagem em uma refinaria: o que será mais efetivo, em termos de custo e risco, aumentar enormemente a tancagem, ou investir em confiabilidade no suprimento? Tanques são caros, e quando você compara as refinarias norte-americanas com as brasileiras, poderá perceber que nossas tancagens são muito maiores (há uma tendência de reversão).

Análise RAM – como se processa?

Os requisitos para efetuar uma Análise RAM se baseiam em alguns pontos:
Os requisitos de RAM devem ser expressos em termos quantificáveis (perda de produção, custo de reparos, custos de instalação, etc.).
Os requisitos de Confiabilidade devem levar em conta a Missão, a função do equipamento ou sistema, e a confiabilidade logística.
Os requisitos de Manutenibilidade devem considerar a facilidade e efetividade da prestação do serviço, o custo de reparo e o custo de reposição, e a possível opção por um programa de Manutenção Preventiva, ou Preditiva, ou Corretiva (run to fail).
Os requisitos da Disponibilidade devem considerar estoques de produtos e insumos, custos da falta de produtos ou insumos, operabilidade do sistema.

Análise RAM – Ferramentas

O histórico de falhas pode originar um diagrama Pareto, para poder abordar os itens mais importantes (por isso é importante ter todos os registros).
A partir de uma determinada falha, algumas ferramentas irão nos ajudar a identificar causas e soluções:
FMECA – Failure Mode, Effects and Criticality Analysis (Análise de modos, efeitos e criticidade das falhas):
Técnica que permite identificar falhas potenciais e determinar seus efeitos no equipamento. Utiliza um viés “bottom-up”, ou seja, do evento base ao topo. Permite identificar áreas que requerem ações corretivas, categoriza a severidade das falhas, e identifica componentes críticos para confiabilidade. Breve abordaremos o assunto aqui no Blogtek.
Ferramentas de Manutenção Centrada na Confiabilidade (MCC):
Leia mais sobre o assunto nos artigos sobre MCC, aqui no Blogtek.
LORA – Level of Repair Analysis:
Técnica que avalia as ações de manutenção para definir se é mais efetivo reparar ou substituir um componente ou sistema, e auxilia a definir o nível de manutenção a ser executado de forma mais efetiva sob o prisma custo-benefício.
Por:  - http://blogtek.com.br/

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dicas Poderosas Sobre Carreira

Em todas as minhas formações, seja na Especialização em Gestão de Empresas e Pessoas, Coach, Palestrante, Hipnoterapeuta, e, em todos os profundos estudos que faço para conhecer e ajudar o ser humano, permita-me dar a você algumas dicas valiosas para sua carreira, seja você um iniciante ou veterano no mercado de trabalho.

1ª. FAÇA MAIS QUE O COMBINADO

Ninguém ganha mais por fazer aquilo que combinou com seu chefe. Normalmente as pessoas nem isso fazem. Por isso, decretam o fracasso logo que começam numa profissão. Para ter uma carreira de sucesso, faça mais do que o combinado, não importa se a empresa é boa ou ruim, se o chefe é uma pessoa boa ou ruim. Enquanto estiver na empresa, vá além. O que você faz além do combinado, mesmo sem receber um centavo, imediatamente, por isso?

2ª. TRABALHE NA ESCURIDÃO

Sim, trabalhe na escuridão. Gente de sucesso trabalha enquanto as outras dormem. Não significa ser um maluco por trabalho e deixar de lado todo o resto. Quer dizer apenas que você precisa se dedicar fora do comum, em horários onde quem reclama da vida está assistindo novela ou no boteco jogando bilhar. Você também pode ver novelas, e pode jogar bilhar, enfim, pode fazer o que quiser, mas, sabe que na hora em que a coisa pega, você precisa ter disposição para trabalhar da meia noite as seis (isso não vale para quem trabalha normalmente nesse horário... rsss). 
Você lê em casa? 
Você estuda seu produto, mercado, a concorrência fora do horário normal de trabalho? Você pergunta se seu chefe precisa de ajuda depois do expediente? 
Cancela o jogo de futebol ou o passei no shopping se for necessário?

3ª. HONRE SUA PALAVRA

Meu pai sempre comprou fiado, não porque gostava, mas, porque a grana insistia em acabar antes do final do mês. Nunca assinou qualquer documento nas mercearias. Sabe qual era a primeira coisa que ele fazia quando recebia o pagamento? Passar em todas as mercearias pagando a conta. Hoje, infelizmente, vemos muita gente sem palavra, e, no aspecto profissional, a honra da palavra não passa do fim do período de experiência. Jamais quebre o que combinou, e, se for para quebrar, que seja para fazer mais. Caso a empresa onde trabalhe não cumpra o que prometeu, cumpra você. Logo surgem oportunidades para quem tem o coração limpo. 
Você tem coragem de olhar para o espelho e dizer: eu sempre cumpro minha palavra?

4ª. VALORIZE PEQUENAS COISAS

Não importa qual profissão você exerce agora nem quanto você ganha com ela. O que realmente importa é você valorizar o que tem no momento. Os indianos dizem que Deus tira tudo o que a gente não agradece ou não valoriza. Acredito nisso e vejo funcionando o tempo todo. Se você for mecânico, não reclame da vida, do salário, do chefe, da graxa. Faça o seu melhor trabalho como mecânico, até que Deus olhe pra você e pense: 
“Puxa, esse cara é um excelente profissional, nunca reclama de nada, ganha pouco, mas doa sua alma no trabalho. Vou dar um jeito de melhorar a vida dele”. 
Isso vale para todas as profissões. Seja você gari, porteiro, ajudante, assistente, secretária, empregado (a) doméstico (a), taxista, engenheiro, eletricista, pintor, professor. Nunca menospreze o trabalho que está na sua frente. É nele que você encontra dignidade e tem a oportunidade de mostrar a Deus, e ao mundo, o quanto você é bom, e, aí, o resto Ele faz, por conta própria ou usando alguém.

5ª. ESFORÇO VALE POUCO

É verdade, esforço vale pouco no mundo corporativo. O que vale são resultados. Claro que para você atingir resultados tem que, além de muita coisa, se esforçar. Mas as empresas não seguram muito tempo quem só se esforça, todavia, erra, dá prejuízo, é incompetente. Conheço muita gente esforçada, dedicada, no entanto, que vive cometendo os mesmos erros, dando resultados medíocres. É como o gerente financeiro que é esforçado, mas, um belo dia chega ao diretor geral e diz: “Senhor, me esforcei, mas errei nos investimentos e estamos à beira de um colapso”. 
Se esforce, porém, para dar resultados. Não acredite na história de que o esforçado vai longe. O que o leva longe são os resultados que você apresenta.

6ª. CONTINUE

Sim, a vida da gente é um ato contínuo, não tem fim como nas novelas e filmes. 
Doeu? Continue. 
Sofreu? Continue. 
Fracassou? Continue. 
É um sucesso? Siga em frente. 
Deu alguns passos pra trás e já se acha velho para tentar novamente? 
Tome impulso (e fôlego) e continue. Na vida, não importa quantas vezes as coisas deram errado, não importa quantas vezes parou. O que vale é o ato de continuar, apesar de tudo, e só escrever fim depois de ter feito tudo, mas absolutamente tudo para que desse certo. Se fizer isso, dá certo, sem dúvida. Continue...

São dicas simples para você ser bem sucedido na profissão que está agora. Isso não significa que vá ganhar uma fortuna fazendo o que faz no momento, contudo, implica dizer que estará dando largos passos nessa direção, caso seja o seu desejo.

Grande abraço, torço por você campeão, campeã, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre!
Fonte: Paulo Sérgio Buhrer - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A Curva de Cauda Longa

Cauda Longa (Curva da Cauda Longa): recentemente publicamos aqui no Blogtek um artigo sobre Pareto também chamado de Princípio 80-20, e outro artigo estendendo o conceito de Pareto, a chamada Curva ABC. 
Hoje vamos conhecer um modelo diametralmente oposto, denominado Curva da Cauda Longa. 

Curva da Cauda Longa – o conceito

O princípio de Pareto, aplicado a vendas, por exemplo, estabelece que 80% do faturamento das vendas de uma empresa é oriundo de apenas 20% dos itens, os itens mais populares, sugerindo, portanto, com lógica, que a prioridade seja dada a estes 20% de itens.
O mesmo se aplica à gestão de estoques e muitos outros aspectos comerciais e institucionais. Fazendo a distribuição percentual acumulada, e priorizando os itens mais importantes, teremos gráficos semelhantes ao que segue:
A Cauda Longa do gráfico de Pareto
A Cauda Longa do gráfico de Pareto
Onde a área amarela indica os itens principais, aos quais deve ser dada maior atenção.

Curva da Cauda Longa – quando usar

Imagine que você seja o proprietário de uma livraria, situada em local movimentado, por exemplo, o centro de São Paulo. O seu espaço é limitado, e caro. Obviamente, você procurará ocupar suas prateleiras com livros de maior vendagem, seguindo o conceito de Pareto. Não faz sentido você deixar de expor exemplares de “50 tons de cinza”, por exemplo, para colocar em seu lugar livros exóticos ou pouco procurados, por exemplo, “As religiões da Polinésia Francesa”!
O mesmo se aplica a loja de CDs e DVDs, ou locadoras de filmes, entre outros.
No entanto, se observarmos a quantidade de itens que compõem o restante do gráfico acima representado, podemos ver que o somatório destes itens pode representar um volume potencial imenso de vendas. O problema é que o custo de armazenamento destes itens, para tê-los à disposição para quando surgir um cliente é muitíssimo alto!
A menos que…
A menos que você adote um modelo similar ao da Amazon! Onde os livros não são estocados em lojas físicas, mas são oferecidos via Internet, minimizando extremamente os custos de armazenagem, vendas e destruição.
O que determina se vale a pena usar o conceito de Curva de Cauda Longa para uma distribuição de vendas é o custo de distribuição e armazenamento do inventário. Quando estes custos são insignificantes, como no caso das lojas virtuais (Amazon, Netflix, iTunes e outras), torna-se economicamente viável vender produtos relativamente não populares.
As ferramentas tais como motores de busca e softwares de recomendações estão permitindo os consumidores encontrarem  produtos fora de sua área geográfica, além de permitir o florescimento do chamado mercado de nicho, o qual seria inviável nos modelos passados de negócios.
O termo “Cauda Longa” foi popularizado por Chris Anderson, primeiro em um artigo na revista Wired em 2004, e posteriormente em um livro denominado “A cauda Longa – do mercado de massa para o mercado de nicho”.

Por  http://blogtek.com.br/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Você Sabe Aplicar a Administração ao Seu Negócio?

Em termos simples podemos definir a Administração como a tomada de decisões para cuidar adequadamente de recursos e atingir objetivos, um dos grandes estudiosos e desenvolvedores desta ciência chamada administração, Henri Fayol definiu como funções administrativas os seguintes processos, Planejar, Organizar, Comandar, Coordenar e Controlar, mas de que forma podemos aplicar estes processos ao dia-a-dia de um pequeno negócio?
Os conceitos da Administração profissional parecem distantes de uma micro empresa e difíceis para um empreendedor iniciante, porém se pararmos para refletir por alguns instantes perceberemos que as "tais funções administrativas" estão presentes nas questões mais simples de nossa rotina, desde o planejamento de um passeio, o controle de um orçamento doméstico ou a liderança de nossos filhos...etc.
Por tanto, faz-se necessários entender urgentemente como aplicar o POCCC (sigla usada no curso de Administração) em nossos empreendimentos de forma que possamos "administrar" bem os recursos e realizar objetivos. 
  • A primeira função administrativa significa antever o futuro e traçar um programa de ação, isto é, "Planejar" quais são os objetivos que queremos atingir com o nosso empreendimento e de que forma devemos agir para alcançá-los.
  • "Organizar" significa dispor os recursos em uma estrutura de forma a possibilitar a execução de tarefas que possam levar ao alcance dos objetivos, 
  • a terceira função administrativa é "Comandar" esta função também pode ser definida como "Liderança" e é bastante complexa, pois, trata-se de dirigir, motivar e orientar pessoas ao contrário do que se pensa nós gerenciamos coisas, pessoas agente lidera! 
  • A função administrativa da sequência é "Coordenar" trata-se de harmonizar e sincronizar ações em medidas e sequências certas e adaptar os meios aos fins, na literatura da ciência Administrativa alguns autores referem-se a está função como "Execução" o que cabe perfeitamente já que faz referência à ações que objetivam metas.
  • Por fim, temos a função "Controlar", o controle tem importância singular quando estamos a frente de um empreendimento ele é o instrumento que vai nos possibilitar identificar possíveis fraquezas ou erros na condução de nossos planos e consiste na verificação se o plano adotado, as instruções passadas e os princípios estabelecidos estão sendo seguidos.
Os termos e definições aqui expostos são recursos acadêmicos, porém devo salientar que o objetivo aqui não é ensinar Administração e sim propor reflexões sobre a condução de pequenos negócios e trazer informações que possam ser úteis e facilitar o desenvolvimento de novos ou experientes empreendedores e quem sabe até possibilitar debates a partir das reflexões, por tanto, se você tem dúvida, uma crítica ou uma sugestão deixe o seu comentário e participe!
Por: Denilson Moura - http://www.administradores.com.br/

domingo, 12 de outubro de 2014

GESTÃO DE PESSOAS NA ERA DA INFORMAÇÃO

As relações no ambiente de trabalho passaram por diversas mudanças nos últimos anos, acentuadas principalmente na década de 80 graças ao amplo desenvolvimento da tecnologia. 

Essa reforma refletiu diretamente na atuação dos recursos humanos, que ficaram frente a frente com o desafio imposto pela nova realidade: abandonar a postura focada em processos burocráticos e de controle, como por exemplo a pagadoria ou o controle rígido de freqüência, para alavancar o crescimento da maior riqueza das organizações, as pessoas.

Se atualmente vivemos com facilidades de comunicação quem nem eram sonhadas há apenas trinta anos (nem a televisão era colorida no Brasil daqueles tempos!!), num futuro próximo tanto a distância quanto o tempo serão abolidos graças a investimentos brutais em redes de telecomunicações via satélite. Fechar negócios real time com o Japão por teleconferência será um ato banal.

Esses movimentos nos aproximam cada vez mais da "aldeia global" prognosticada por McLuhan. Alguns sintomas são sentidos nitidamente no meio empresarial, mesmo aqui, onde só se despertou para esse novo mundo no início dos anos 90.

 A entrada de multinacionais, o crescimento vertiginoso da competitividade são sinais claros de que o país entrou na roda viva da globalização.

O primeiro caminho trilhado pelas companhias foi, portanto, investir nos processos para garantir os resultados. Mas, na conta do capital intelectual, os valores realmente produtivos - as pessoas - ficaram em segundo plano. Ainda hoje, grande parte das empresas têm um perfil que dá pouca importância à gestão dos seres humanos.

Viver nessa realidade arcaica faz com que boa parte das organizações ainda convivam com a figura envelhecida do "departamento pessoal", estrutura que utiliza parte das tecnologias apenas para automatizar atividades burocráticas como folha de pagamento, prêmios, cálculos salarial etc., porém ficaram a parte os programas de gestão de estrutura organizacional, políticas de benefícios e prêmios relacionados a performance, planejamento de treinamento e desenvolvimento, entre tantas outras, restringindo espaço para uma ação estratégica.

Enquanto isso, aqueles que viram as pessoas como diferencial competitivo fizeram do RH a área integradora das estruturas internas e externas da empresa e tornaram-se exceções, destacando-se no noticiário. Eles sabem que a chave do sucesso é pensar globalmente e agir localmente.

Para ter esse tipo de ação é necessário mover pessoas, idéias, produtos e informações ao redor do mundo a fim de atender as necessidades de uma mesma região. Isso demanda um aumento da capacidade de aprender para gerenciar diversidades, complexidades e ambigüidades pois uma empresa não é uma carteira de produtos e sim um conjunto de forças, habilidades individuais que são utilizadas para criar novos negócios.

Como atingir essa excelência? Algumas estratégias podem ser traçadas para facilitar o caminho das empresas que querem trilhar um caminho semelhante no futuro. A primeira coisa que se deve descobrir é a sua competência essencial, aquilo que a companhia faz melhor do que seus concorrentes. Esse será o seu diferencial e ele é resultado do conhecimento de todas as pessoas reunidos em uma única força.

Para obter essa sinergia, os profissionais da área de Gestão de Pessoas devem se tornar agentes de contínua transformação, desenhando processos e uma cultura que aumente a capacidade da organização de mudar. O passo inicial para a revolução é identificar falhas operacionais e implantar sistemas de informação descentralizados, orientados a processos, rede de comunicação ampla por intranet e Internet, conectados a fibra ótica e satélites que eliminarão a distância e, consequentemente, o tempo entre os contatos humanos.


Depois de acertar a infra-estrutura é preciso passar a ver a empresa como resultado de encontros multidisciplinares. Para chegar a esse estágio, deve-se começar a levantar as habilidades, conhecimentos e competências das pessoas e equipes da empresa, descentralizando a coordenação de fato para os gestores. Com isso haverá o momento em que o local de trabalho será uma espécie de área de lazer dessas pessoas, pois as atividades produtivas serão colocadas em prática de qualquer ponto do mundo.

Fonte:http://www.rhportal.com.br/artigos/rh/GESTAO-DE-PESSOAS-NA-ERA-DA-INFORMAÇAO

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Inteligência Emocional

Muitos anos já se passaram desde o surgimento do conceito de Inteligência Emocional (Daniel Goleman), e, finalmente, as empresas brasileiras (incluindo-se as consultorias de RH reconhecidas em sua competência profissional), estão assumindo que além da capacidade intelectual e competência técnica, os candidatos devem ser investigados em suas qualidades pessoais como iniciativa, liderança, adaptabilidade, empatia ou capacidade de persuasão.

De fato, a maioria dos nossos clientes tem seguido a tendência de relegar o coeficiente intelectual a um segundo plano, pedindo-nos para dar mais importância à auto-estima, autocontrole, dedicação, integridade e comunicabilidade, além das qualidades mencionadas anteriormente. 

Temos, assim, acompanhado, por conseguinte, a preferência em considerar um profissional como sendo brilhante muito mais por sua capacidade de trabalhar em equipe e por saber maximizar a produção do grupo do que por qualidades ditas como sendo de “aplicação individual”. 

Evidentemente, isso nos fez adotar a prática de avaliar candidatos não só em seu raciocínio lógico e capacidade analítica como também em sua inteligência emocional. Os dados que confirmam estas tendências se baseiam nas pesquisas realizadas em mais de 500 empresas no mundo, as quais também concluem que a inteligência emocional afeta, do mesmo modo, a todos no ambiente de trabalho, dos postos mais modestos aos altos cargos de direção.

A prática tem demonstrado que a adoção desse conceito nos processos de seleção só tem gerado bons resultados; por exemplo, como a inteligência emocional é um catalisador positivo no processo decisório individual (graças às experiências anteriores), os profissionais escolhidos com base nessa avaliação são aqueles aptos a tomarem as decisões mais acertadas. 


Percebe-se, também, que nas empresas que se baseiam na inteligência emocional, equilibra-se a emoção e a razão e, por conta disso, considera-se que os melhores resultados ocorrerão se a empresa animar e motivar o seu pessoal. Em outras palavras, os sentimentos e habilidades humanas são alavancas para o bom funcionamento das empresas e, por esse motivo, a inteligência emocional passou a ser tão importante como a carreira, um MBA ou a própria vivência profissional – já não se julga o candidato apenas por sua experiência e inteligência, valorizando-se, além disso, a forma como se relaciona e como controla as suas emoções.


Daniel Goleman, em A Inteligência Emocional, insinua que ninguém precisa ser um gênio para alcançar êxito na carreira, haja vista que existem outras faculdades que nos habilitam para isso e que podem ser aprendidas ao longo da vida, como:


Faculdades sociais - Empatia: pôr-se no lugar do outro, escutar, ajudar o desenvolvimento dos demais, sensibilidade;

- Habilidades sociais: persuasão, influência, comunicação, liderança, gestão de conflitos, trabalho em equipe.

Faculdades pessoais - Consciência de si mesmo: avaliação das emoções, aceitação de responsabilidades, conhecimento de pontos fortes e fracos, segurança quanto ao próprio valor pessoal;

- Autodominio: domínio de sentimentos e impulsos que podem dificultar o que se está fazendo, capacidade de adaptação, inovação;
- Empenho: motivação ao êxito, dedicação, otimismo.


A dica, portanto, é utilizar de maneira competente os sentimentos e habilidades sociais e pessoais para melhorar a inteligência emocional, sendo que, para isso, o indivíduo deve avaliar-se previamente e saber quais são as próprias habilidades para, então, reforçá-las. 


Se as ferramentas adequadas forem conseguidas, também será possível dominar as habilidades exigidas pelo mundo de trabalho. E lembre-se: para atingir o sucesso, não é necessário sobressair-se em todas as atitudes citadas, mas apenas ser forte o bastante em algumas delas.

Copiado: http://www.rhportal.com.br/

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Juros Simples e Compostos



O cálculo dos juros simples não apresenta grandes dificuldades, basta compreendermos a fórmula:


j=C x i x n



Onde:



j = Juros Simples

C = Capital

i = Taxa de juros simples

n = Período ou tempo



A taxa equivalente representará a taxa de juros simples em diferentes períodos que apresentam o mesmo montante, porém, com períodos diferentes. 



Assim:

Uma taxa de 12% ao ano corresponde à 1% ao mês.



Exemplo:



Suponha um capital no valor de $ 30.000,00 aplicado a uma taxa de juros simples de 12% ao ano durante 1 ano. Qual o montante?



Sabemos que montante é:



M = C + j ; onde:



M = Montante 

C = Capital 

j = Valor em $ dos juros.



Aplicando a fórmula:



j = C x i x n

j = 30.000,00 x 0,12 x 1

j = 3.600,00



M = C + j

M = 30.000,00 + 3.600,00

M = 36.600,00



Aplicado a taxa equivalente, com uma taxa mensal de 1% qual seria o montante?



j = C x i x n

j = 30.000,00 x 0,01 x 12

j = 3.600,00



M = C + j

M = 30.000,00 + 3.600,00

M = 36.600,00



Observe que independentemente da taxa de juros simples ser apresentada com 12% ao ano ou 1% ao mês, o montante e o valor dos juros em um período de 12 meses será o mesmo. Assim dizemos que as taxas são equivalentes.



Cálculo dos Juros Compostos:



Os juros compostos se diferenciam dos juros simples, pois, incidem sobre os juros do período anterior. Podemos então chamá-los de juros sobre juros.

A fórmula para o cálculo dos juros compostos é a seguinte:



J=C x(1+i)^n

Onde:

J = Juros

C = Capital

i = Taxa de juros compostos

n = Período.



A taxa equivalente apresenta o mesmo conceito, ou seja, é a taxa que aplica sobre um capital em um determinado período que produzem o mesmo montante.

Para este fim, iremos utilizar a calculadora financeira HP12C, observe:




Exemplo:



Calcular a taxa equivalente anual dos juros compostos de 1% ao mês.



Vamos utilizar um método simples com base de valor presente de 100.



No caso temos:



f CLX para limpar a memória.

100 CHS PV

12 n

1 i

FV

Valor = 112,68 Enter 100 - 

Taxa anual de juros compostos = 12,68%



Exemplo:

Calcular a taxa equivalente mensal dos juros compostos de 14% ao ano.



f CLX para limpar a memória.

100 + 14 = 114.

114 CHS FV

100 PV

12 

i

Taxa mensal de juros compostos = 1,0979%



Caso queira, poderá utilizar a fórmula da taxa equivalente:



Iq= (1+i)^(q/Q)- 1 x 100




Onde:

Iq = taxa equivalente

q = período que eu quero a taxa de juros compostos

Q = Período que eu tenho a taxa de juros compostos

i = Taxa de juros compostos



Exemplo:



Um investidor possui um capital de $ 10.000,00 para ser aplicado a uma taxa de juros compostos de 1% ao mês. Calcular o montante considerando a taxa mensal e a taxa equivalente anual de juros compostos.



Com a HP12C temos:



Montante com capitalização mensal:



f CLX limpa a memória da HP12C

10.000,00 CHS PV

1 i

12 n

FV

Montante = 11.268,25



Montante com a capitalização por taxa equivalente:



f CLX Limpa a memória da HP12C

10.000,00 CHS PV

12,6825 i

1 n

FV

Montante = 11.268,25



Neste caso, podemos afirmar que as taxas são equivalentes, pois, aplicadas sobre um mesmo capital produzem o mesmo montante em períodos diferenciados de capitalização, mensal e anual.

Autor : André Augusto Locatelli - http://www.artigos.com/