quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

A Gestão do Luxo: Como compreender a sociedade do excedente

Segundo o especialista no comércio de produtos de luxo Carlos Ferreirinha, o mercado brasileiro é um dos mais promissores entre os paises emergentes, atraindo as marcas mais conhecidas do segmento, do vasto campo que vai dos cosméticos a indústria marítima, o que infelizmente, parece causar um certo desconforto para alguns que ligam a  existência do negócio do luxo a um mero símbolo de opulência. 
Por isso, neste artigo iremos analisar o desejo pelo luxo através de um raciocínio pautado em fatores mais consistentes e a Ética que deve ser agregada a ela.
Devemos compreender que o luxo “é parte integrante da própria civilização”, peça importante de um conjunto complexo de relações entre os membros das sociedades antigas que desejavam ter contato entre si através da troca, exibição ou até destruição (como forma absoluta de poder) de objetos ou bens de beleza e valor incomparáveis. 
A lógica do luxo está ligada a necessidade universal de “acúmulo e de desperdício”, uma vez que, é no dispêndio (de bens financeiros) que o diferencial é notado, que o comum se transforma em algo significativo. 
O interessante (e esta é uma característica básica do luxo), é que em sua maioria ele não terá qualquer utilidade clássica (ligada a sobrevivência) e sim um valor psicológico, que pode ser usufruído individualmente, como também apreciado pelo grupo social.
As suntuosas pirâmides egípcias, por exemplo, são simplesmente túmulos, porém sua grandiosidade ultrapassa sua finalidade meramente mortuária, elas em si, representam muito mais que um enorme gasto de bens e energia humana, motivo pelo qual, se transformaram em algo maior do que sua função primeira pretendia ser, ou seja, as pirâmides são a imagem da exuberância, para além de qualquer finalidade prática de seu uso. 
É dentro destes mesmos padrões, que o luxo se encontra. Quando o filósofo francês George Bataille (1897-1962) se debruçou sobre o assunto, concluiu que o desejo pelo luxo (o  anseio irresistível pelo supérfluo) não é somente uma característica das sociedades, mas também, o possível gerador do desenvolvimento artístico da humanidade, já que, arte e luxo sempre caminharam juntos ao longo dos séculos.

Quando o quadro “Os jogadores de Cartas” de Paul Cézanne foi vendido por 250 milhões de dólares, muitos se questionaram sobre o alto valor da arte em um mundo cheio de desigualdades sociais, porém, o que não foi devidamente compreendido é que a miséria existente em todos os continentes não diminuem o anseio coletivo por uma experiência especial. É exatamente o que nos ultrapassa, ou seja, o que cria um significado diferente do comum, que nos atrai, justamente por ser improdutivo. 
O luxo não é um vilão que se opõe a miséria, ela permanece em seu caminho linear na história humana, diferente da pobreza, que escandalosamente se agravou nas sociedades pós-industriais, impulsionado não pela ascensão dos objetos de luxo, mas pela velha e melancólica cobiça humana. Como bem disse o filósofo francês Voltaire (1694-1778) “o supérfulo é essencial”, a necessidade do supérfluo, sempre nos guiou, como um meio de suplantar o cotidiano maçante e ocultar de nosso pensamento o caminho irrevogável da morte, uma vez que o luxo (ex: diamente) nos oferta uma sensação de continuidade, de eternidade, de libertação do comum.
O luxo foi a possibilidade de exuberância que agrupamentos humanos encontraram para se diferenciarem uns dos outros das mais diversas formas: da criação de objetos preciosos a matança dos mais belos e fortes animais para uma única festa comemorativa ou simplesmente para demonstrar poder através do desperdício para seus adversários. Ainda hoje, a raridade, o exotismo, o designer (a complexibilidade da feitura e da matéria empregada) ainda direcionam o foco do desejo de todo grupo social, em suas diversas camadas. 
Dissociada da necessidade de sobrevivência, a existência do luxo, na verdade, é uma afronta a toda vida útil, e por isso mesmo seu valor redobra, pois está agregado ao símbolo que ele representa, de exclusividade, status e sucesso. 
Obviamente, quando o luxo ganha uma proporção gigantesca (se transformando em um acúmulo desordenado) ou torna-se em algo nocivo para a harmonia social de um povo (ex: os diamantes de sangue de Serra Leoa) ou ainda, ameaça a preservação do meio-ambiente, o luxo pode torna-se em algo realmente corrosivo e prejudicial, por isso, tal como outros tantos negócios, ele terá que se ajustar a um mundo que passa por uma auto-analise ética e quer reverter hábitos antigos que não nos conduziram a harmonia.

Se no mundo antigo a suntuosidade era próprio das grandes instituições (em um misto de política e religiosidade), hoje, o luxo deve ser compreendido em sua totalidade:  em sua matriz ética, histórica, psicológica, social e mercadológica de tal forma, que possa ser gerenciada com todo cuidado e delicadeza que merece, uma vez  que é o mercado que cresce 33% ao ano em paises como o Brasil. Mais que administrar um negócio, o gerenciador do luxo, tem que saber equacionar desejos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Dezembrite, a Síndrome de Final de Ano que Faz Mal para a Saúde Física e Mental


Já ouviu falar da dezembrite? 
Pode parecer piada, mas é real é acontece todo fim de ano. 
No último mês do ano, as pessoas estão cheias de coisas para fazer. 
Programar o Natal, comprar presentes, encarar shoppings lotados, participar de festinhas de confraternização, organizar a viagem de réveillon, finalizar as pendências no trabalho, fazer planejamento para o ano que vem.
Com diversas coisas para se preocupar e pouco tempo, o estresse, a ansiedade e a irritabilidade provocados pelo corre-corre podem influenciar na saúde, tanto física quanto mental. 
A pressão para terminar tudo até o fim do ano pode piorar as doenças crônicas, como problemas no coração, cérebro e estômago, e insônia.
Uma pesquisa feita pela Isma-BR (Internacional Stress Management Association Brasil) revelou que o nível de estresse do brasileiro aumenta, em média, 75% em dezembro. 

Pois esta é a época da epidemia de “dezembrite”, que, embora não seja uma doença, prejudica a saúde ou piora problemas já existentes.
Além do cansaço físico, há a fadiga mental. 

Existe a pressão de que o final do ano deve ser o encerramento de um ciclo para o início de uma nova fase, e a sensação de ter pendências e resoluções não concluídas pode colocar para baixo nossa moral, levando a sentimentos depressivos, angústia e tristeza. 
O cérebro entra em parafuso com tanta demanda e expectativa geradas nesta fase, o que se reflete no sono.
A ansiedade gerada pelo excesso de expectativa também pode ser extremamente nociva ao coração. 
Não à toa, nesta época aumentam as ocorrências de problemas cardíacos em hospitais.
Veja algumas dicas para não padecer de “dezembrite”.
  • Organize uma agenda de compromissos dia por dia (coloque no papel; não confie apenas na memória ou vai se embananar).
  • Resolva pendências pela internet, sempre que possível, para não ter que se deslocar para cima e para baixo no trânsito.
  • Compre os presentes online (observando bem os prazos de entrega, é claro).
  • Diminua seu nível de exigência consigo mesmo: faça só o que é capaz de dar conta. E não se culpe pelo que deixou de fazer.
  • Pense no lado prazeroso de cada compromisso ou atividade (deve existir um, pelo menos).
  • Distribua tarefas para a família ou seus subordinados, não queira fazer tudo sozinho.
  • Equilibre os compromissos com atividades relaxantes e exercícios físicos. Faça caminhada, corra, pedale, yoga…
  • Mantenha uma alimentação equilibrada, reserve tempo para as refeições e evite comer porcarias na rua.
  • Mantenha a saúde em dia.
  • Evite os “balanços” pessoais de fim de ano: 1 de janeiro é só mais um dia no calendário, não necessariamente o começo de uma nova vida.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Livros para Franqueados: uma Lista Essencial para Empreender no Mercado


Abrir uma franquia é uma estratégia que pode proporcionar resultados muito valiosos a longo prazo. É certo que começar um negócio com o suporte de uma marca já conhecida no mercado, que conta com know-how e estrutura de ponta é um dos melhores caminhos para novos empreendedores. 
Pensando nisso, separamos uma lista de livros para franqueados, que desejam empreender por meio de franquias.
São obras que ensinam o passo a passo, mostram como ter sucesso nesse segmento e que certamente vão inspirar você a abrir uma franquia agora mesmo.
Confira agora as nossas dicas de títulos!

1. Guia do Franqueado – Paulo Cesar Mauro

Nessa obra, o autor mostra o cenário em que estão inseridas as franquias. O texto ajuda o leitor a identificar as melhores oportunidades do mercado. Além disso, você encontrará diversas dicas poderosas sobre como alcançar o sucesso com a sua franquia.
Um dos diferenciais desse livro é que ele informa de maneira bem direta quais são os direitos e responsabilidades envolvidos em uma franquia. Dessa forma, o empreendedor pode tomar uma decisão mais assertiva, com base nas vantagens e desvantagens do investimento.

2. A Arte do Começo – Guy Kawasaki

Continuando nossa lista, esse livro é especial para investidores que estão em busca de um primeiro negócio ou desejam inovar no mercado. Guy Kawasaki é uma das maiores referências no assunto, porque em sua obra ensina como fazer com que um empreendimento decole.
As dicas vão desde a captação de recursos para a abertura de um negócio, até o posicionamento da marca. Leitura mais do que recomendada para quem deseja começar a empreender no mercado de franquias. O livro já está em sua versão 2.0, atualizada.

3. Franquiês: O Idioma das Franquias – Glossário Brasileiro do Sistema de Franquias

O mercado de franquias comporta muitos termos específicos. Os mesmos fazem parte do dia a dia dos franqueados e franqueadores. Mas, será que você conhece todos esses termos? O Franquiês é um glossário com os principais conceitos, desde os mais técnicos até os mais comuns.
A obra foi redigida por membros do Grupo de Excelência em Franquias (GEF), do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA/SP).

4. Como Fazer Uma Empresa Dar Certo em um País Incerto – Instituto Endeavor

O mercado financeiro é cheio de incertezas, mas isso não significa que não seja propício para o desenvolvimento de novas ideias de negócio. Muito pelo contrário, as oportunidades existem e podem ser aproveitadas.
Esse livro conta com algumas dicas de grandes empresários brasileiros, como Abílio Diniz e Marcel Telles. Através de casos reais, eles contam como é possível empreender e ter sucesso no Brasil.

5. Franquia de A a Z: O que você precisa saber – José Castro Schwartz

Trouxemos para a lista de livros para quem deseja empreender no mercado de franquias mais um glossário. O Franquia de A a Z trata diversos temas do mercado de franquias de forma bem didática.
Por exemplo, no livro você vai encontrar tudo sobre a parte burocrática, os regimes de tributação aplicáveis e muito mais. O livro é indicado para consultas no dia a dia, ajudando principalmente o empreendedor que não está familiarizado com o mercado de franquias.

6. Marketing para Franquias – Filomena Garcia e Denis Santini

Depois de abrir uma franquia, uma das etapas mais importantes – e recorrentes – é pensar em estratégias de marketing.
Esse livro mostra exatamente como o empreendedor pode aplicar conceitos que são próprios do marketing ao seu negócio, para alcançar melhores resultados financeiros.

7. Franchising no Brasil: Tudo o que você precisa saber – Ana Cristina Von Jess

Esse é um livro mais generalista, daqueles que abordam de tudo um pouco. Portanto, é uma ótima pedida para quem está na dúvida sobre investir ou não na abertura de uma franquia. Será que é um bom negócio ser um franqueado? A resposta está nesta obra.
Em poucas palavras: entenda quais são os riscos envolvidos na abertura de uma franquia, como é a relação entre o franqueado e o franqueador e como escolher a melhor franquia. Um guia completo para o empreendedor iniciante.

8. Parcerias Lucrativas – Melhore seus relacionamentos no franchising e mude sua vida – Greg Nathan

O foco nessa obra está na relação entre o franqueado e o franqueador. Questões como comunicação, práticas e atitudes são abordadas de forma profunda. Dessa forma o empreendedor consegue entender como aproveitar ao máximo a parceria de mercado que surge através da franquia.
Greg Nathan, além de ser empreendedor, é um psicólogo, portanto, consegue tratar com mais propriedade de temas como relacionamento. Vale a pena a leitura.

9. Franquias – Sebrae

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) elaborou uma cartilha que ensina como uma empresa pode se tornar uma franquia. As orientações servem tanto para franqueados quanto para empresários.
Além disso, o material é bem didático e está disponível para download gratuito, em formato digital.

10. O Fator E – Como administrar o relacionamento franqueador/franqueado – Greg Nathan

Então, para finalizar a nossa lista de livros para franqueado, indicamos mais uma obra de Greg Nathan. Aqui a relação entre o franqueado e o franqueador é trabalhada dentro de uma fórmula, chamada de Fator E.

Para o autor, existem seis etapas ou estágios de relação entre as partes envolvidas em uma franquia. A leitura permite ao empreendedor descobrir como tornar a parceria de negócio benéfica para todos, em uma relação de ganha-ganha.
Esses são alguns dos principais livros para quem está pensando em empreender no mercado de franquias. São obras ricas em detalhes e informações que vão te ajudar a entender melhor o segmento, como ele funciona e como aproveitar oportunidades de negócio.
E se quiser enriquecer ainda mais a sua bibliografia, aproveite para baixar gratuitamente o nosso Manual da Empreendedora. Nele você vai descobrir o passo a passo para se tornar uma empreendedora de sucesso. Clique no link abaixo para fazer o download gratuito.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Intraempreendedorismo

A concorrência entre as empresas nos dias de hoje tem aumentado a uma velocidade incrível. 
Todos os dias entram no mercado centenas de novas empresas, boa parte delas cheias de novas idéias, empreendedores dedicados e muito dinheiro para investir. 
Uma combinação perigosa para empresas estagnadas, burocráticas e que não cultivam novas idéias
Por isso, as organizações buscam colaboradores que possam oferecer um “algo mais” para a elas, pessoas dedicadas que trabalhem como verdadeiros sócios do negócio. 
Que ofereçam opções diferenciadas de investimento para novos negócios, tornando a empresa ainda mais competitiva no médio e longo prazo. 
Este modelo de colaborador é chamado de intraempreendedor.

O que é o intraempreendedorismo?

É uma modalidade de empreendedorismo praticado por funcionários dentro da empresa em que trabalham. 
São profissionais que possuem uma capacidade diferenciada de analisar cenários, criar idéias, inovar e buscar novas oportunidades para estas empresas. São eles que ajudam a movimentar a criação de idéias dentro das organizações, mesmo que indiretamente.
Este tipo de colaborador tem sido muito valorizado pelas empresas, principalmente por agregarem valor ao trabalho final executado pela organização. 
Eles são procurados pelas empresas de recrutamento com uma freqüência cada vez maior, ocupando espaços importantes nas grandes corporações em todo o mundo.

Quais são as características do intra-empreendedor?

Este tipo de profissional lida muito bem com a busca pelo novo, sem medo dos riscos que possa correr por gerar uma idéia e compartilhá-la com seus superiores. 
Ele está focado na melhora contínua de seu setor, departamento ou mesmo de toda a empresa, dependendo da abrangência que sua idéia possa ter. Ele tem uma certa facilidade em descobrir oportunidades ocultas.
A inquietação de quem está sempre inconformado com a situação atual é característica inerente de todo intraempreendedor. 
Ele busca se capacitar cada vez mais para superar os desafios que lhe são apresentados. É, acima de tudo, ousado e bastante criativo.
  • Paixão pelo que faz;
  • Sempre atento às novas idéias;
  • Simulam erros e riscos;
  • Descobrem oportunidades ocultas;
  • Multi-disciplinaridade;
  • Persistente, dedicado;
  • Autoconfiante, decide por conta própria;
  • Proativo, inovador.
Além de todas estas características, o fundamental é o espírito empreendedor. O que nos faz lembrar que a grande maioria destes colaboradores empreendedores não tem o mesmo interesse em abrir um negócio, como os demais, por exemplo. 
Para ele, colaborar com a empresa, ter bons salários e elevar o seu nome dentro da organização são objetivos tão importantes quanto ter sua própria empresa.

Como incentivar o aparecimento dos intraempreendedores?

Para poder contar com um profissional com estas características, é necessário que a empresa crie condições para que ele se desenvolva naturalmente. Porém, isto não é uma tarefa nada fácil. 
A alta administração precisa estar disposta a abrir mão da sua rigidez e do conservadorismo nos processos de tomada de decisão, permitindo que seus colaboradores opinem e sugiram melhorias.
Talvez o fato mais importante neste processo seja a compreensão por parte dos “chefes” de que estes profissionais podem, e deverão, ser melhores que eles. 
A alta gerência precisa enxergar os intraempreendedores como um ativo de luxo para a empresa e não um concorrente que precisa ser tolido. Porém, sabemos como é difícil esta convivência nas organizações hoje. Neste caso, uma liderança descentralizadora é ideal para o surgimento dos novos intraempreendedores.
A motivação interna é essencial para que os funcionários se sintam à vontade para trabalhar desta maneira. Afinal, qualquer pessoa que possua um perfil empreendedor pode desenvolver as habilidades de um intraempreendedor. 
Mas, para que isso aconteça de forma perfeita, é preciso que a empresa crie programas de coaching ou mentoring para realizar o acompanhamento destes colaboradores que se destacam.

Bônus: Os 10 Mandamentos do intraempreendedor

Deixo como conteúdo extra para vocês os 10 mandamentos do intraempreendedor, estabelecidos pelo consultor Gifford Pinchot, responsável pela introdução do termo intraempreendedorismo no Brasil. Confira:
1 – Forme sua equipe. Intraempreendedorismo não é uma atividade solitária;
2 – Compartilhe o mais amplamente possível as recompensas;
3 – Solicite aconselhamento antes de pedir recursos;
4 – É melhor prometer pouco e realizar em excesso;
5 – Faça o trabalho necessário para atingir o seu sonho, independentemente de sua descrição de cargo;
6 – Lembre-se de que é mais fácil pedir perdão do que pedir permissão;
7 – Tenha sempre em mente os interesses de sua empresa e dos clientes, especialmente quando você tiver que quebrar alguma regra ou evitar a burocracia;
8 – Vá para o trabalho a cada dia disposto a ser demitido;
9 – Seja leal à suas metas, mas realista quanto ás maneiras de atingi-las;
10 – Honre e eduque seus patrocinadores.
Este guia foi desenvolvido para que você possa conhecer um pouco melhor sobre os intraempreendedores, para, quem sabe, despertar em você este sentimento de mudança, de inovação para o bem comum. 
Mas também tem o objetivo de mostrar às empresas a importância de se valorizar este talentos. Pois, sabemos que as organizações que valorizam o espírito empreendedor de seus trabalhadores ganham em vantagem competitiva no mercado.
Por isso, olhe com mais atenção para seus colaboradores e comece a enxergar aqueles com maior potencial de geração de novas idéias. 
O futuro da sua empresa pode estar ali, apenas esperando que você dedique seu tempo à eles. E se você é um funcionário com as qualidades de um empreendedor, comece a por em prática algumas idéias, converse com seus superiores, mude o seu futuro!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Diferentes Formas de Voluntariados


Quem já experimentou um dos tipos de voluntariado, sabe exatamente do que trataremos nesse post: a recompensadora sensação de fazer bem ao próximo e de ajudar, de diversas maneiras, a diminuir a dor de alguém.
Mas há ainda quem pense que para se tornar voluntário, é preciso investir muito tempo — vamos combinar, um bem tão escasso em nosso dia-a-dia. E, por isso mesmo, acabam não se engajando em alguma frente.
Para esclarecer sobre o assunto, reunimos as principais formas de voluntariado (e como elas se apresentam na prática).
Certamente, você encontrará uma maneira de se tornar um voluntário agora mesmo, quer ver só?
Voluntariado presencial: é uma das maneiras mais comuns hoje em dia. Nessa modalidade, é estabelecido um termo de adesão, deixando claras as responsabilidades do voluntário, que pode ter dois vínculos:
– Contínuo: acompanhar o desenvolvimento de um grupo, contribuir em atividades educacionais ou mesmo em tarefas hospitalares (sob orientação e acompanhamento).
– Pontual: embora conserve um vínculo com a instituição, nessa modalidade a participação é esporádica, quando há convocação de mutirões de limpeza, pintura, conservação do ambiente ou qualquer tarefa, desde combinada previamente.
Voluntariado assistencialista: outra forma bem comum também é o voluntário que se engaja para atender a uma urgente demanda social e, para isso, dispõe um tempo para arrecadar alimentos, brinquedos e outros produtos para ajudar instituições beneficentes ou até comunidades.

Voluntariado em desastres naturais: quem atua nessa frente, inscreve seu nome em um banco de dados da Instituição, se dispondo a ajudar em caso de emergências. 
No Brasil, essa atuação é frequente por meio da Defesa Civil de cada estado, que mobiliza pessoas a auxiliarem em casos de situações que demandem apoio.
Voluntariado empresarial: outra frente que tem crescido bastante é a do voluntariado mobilizado pela empresa. Assim, ela reúne colaboradores para apoiar de diversas formas e dá apoio, como na logística e até viabiliza capacitações. 
Você pode localizar o departamento de Recursos Humanos da sua empresa para certificar-se se há uma mobilização desse tipo. Ou, então, propor para a organização.

Voluntário online: 
essa é uma forma de ajudar que não para de crescer. 
Afinal de contas, as demais demandam tempo e disponibilidade (que são recursos escassos hoje em dia). 
Mas, nem por isso, deixam de ter seu valor e engajamento. Pela internet, por exemplo, você pode fazer o apadrinhamento financeiro de crianças que vivem em comunidades em risco social. Nessa modalidade, se compromete à doação financeira mensal e pode  acompanhar o desenvolvimento do beneficiado, mesmo a distância. 
São possibilidades que só a internet pode oferecer. Ah, é bom que se diga: essa modalidade não tem a ver com o apadrinhamento afetivo.
Sabe o que é mais incrível do voluntariado online? 
É que você pode começar agora! 
Que tal já fazer a sua parte?

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Implementar um MINDSET de Inovação na sua Empresa em 5 passos

Você já ouviu isso antes: a inovação é a chave para o sucesso. No entanto, o que significa inovação no ambiente empresarial? Como as empresas desenvolvem um mindset, ou seja, uma mentalidade inovadora que gera resultados significativos?

Partindo da resposta a essas perguntas, resolvemos trazer um conteúdo novo dentro desse tema tão falado.
Se você continuar lendo, vai rememorar o conceito de estratégia de inovação, ver por que é importante investir nele e também ter dicas de como alcançar o tão sonhado mindset inovador no seu negócio.
Vamos lá?

Os principais desafios da inovação nas empresas

Apesar dos investimentos maciços de tempo e dinheiro, a inovação continua sendo uma tarefa frustrante em muitas empresas. Iniciativas de inovação frequentemente falham, e os inovadores de sucesso têm dificuldade em sustentar seu desempenho — alô, Polaroid. Alô, Nokia. Alô, Yahoo!
Por que é tão difícil construir e manter a capacidade de inovar? As razões são muito mais profundas do que a causa comumente citada: uma falha na execução. O problema com os esforços de melhoria da inovação está enraizado na falta de uma estratégia realmente eficaz.

Mergulhadas no cotidiano cada vez mais frenético, organizações de todos os portes e em todos os segmentos veem seus esforços submergindo. Elas não conseguem solidificar o compromisso com um conjunto de políticas ou comportamentos coerentes, que se reforçam mutuamente, visando atingir objetivos — ele é o cerne do que chamamos de estratégia, lembra?

As empresas também têm dificuldades de se abrir para o mundo. Conservadoras em quase tudo, não conseguem firmar parcerias proveitosas com as startups (essas sim mestras em inovação), veem a contratação de consultorias especializadas como um gasto desnecessário e por aí vai.

E os resultados? Desalinhamento com as necessidades e os desejos do consumidor moderno, perda de mercado e de valor do negócio, crescimento da concorrência, desânimo nas equipes… a lista das lamentações só aumenta. Não precisa ser assim!

Afinal, o que é uma estratégia de inovação

Boas estratégias promovem o alinhamento entre diversos grupos dentro de uma organização, esclarecem objetivos e prioridades e ajudam a concentrar esforços em torno deles.
As empresas já definem regularmente sua estratégia geral de negócios (seu escopo e posicionamento) e especificam como várias funções — marketing, operações, finanças e P & D — irão apoiá-la. Mas raramente articulam planos de ação para alinhar seus esforços de inovação com objetivos macros de negócios.

É importante lembrar que uma estratégia de inovação é um plano usado para incentivar os avanços disruptivos (em tecnologia, serviços, produtos, processos etc.), geralmente investindo dinheiro e recursos humanos em atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Uma estratégia de inovação é essencial para empresas que desejam obter vantagem competitiva. Ela deve ser inspiradora e acrescentar algo único ao produto, serviço, processo ou modelo de negócio que está sendo desenvolvido ou que já existe. Seu objetivo principal é acrescentar valor, o que também ajuda a gerar diferenciação no mercado e fidelizar clientes, parceiros, fornecedores, enfim, públicos de interesse.

A inovação deve empurrar limites e ser fora do comum. Nem sempre isso significa inventar a roda, embora o conceito seja assim visto no senso comum. Incrementar o que já existe ou aparar as arestas, muitas vezes, pode ser bem mais proveitoso do que começar do zero.

Quando se pensa em inovação, é impossível não lembrar da Apple. A companhia fundada por Steve Jobs criou e continua a criar produtos exclusivos com enorme sucesso. O iPhone, iPad e iWatch foram todos produtos inovadores. Eles não surgiram do nada. Jobs percebeu que os celulares (que já existiam e iam muito bem, obrigado — alô, Blackberry!) podiam explorar melhor a internet; o mesmo aconteceu com os demais gadgets da companhia que revolucionaram o mercado.  
Embora empresas menores possam não ter o sucesso global da Apple, a beleza de uma boa estratégia de inovação é que a gente pode se deparar com enormes surpresas pelo caminho e alcançar um sucesso jamais imaginado.

O que é o mindset de inovação

Muitas vezes, uma estratégia de inovação não vai para frente porque a mentalidade das pessoas envolvidas (da alta hierarquia organizacional aos profissionais encarregados de executar as tarefas mais corriqueiras) não está preparada para isso.
Nos últimos anos, o termo “innovation mindset”, ou mindset de inovação, tem ganhado força entre os estudiosos do tema e se popularizado na internet. Ele surge como símbolo semântico desse esforço para fazer com que as organizações avancem em direção às inúmeras possibilidades de inovar.

Não existe estratégia sem pessoas, por mais que a tecnologia tenha co-protagonizado todos os grandes avanços que conhecemos atualmente. É por isso que o mindset de inovação é tão importante. Pessoas com mentalidade inovadora têm pensamento prospectivo, são criativas e abertas a testar, errar e tentar outra vez; colaborativas e amantes do progresso, elas não amam o passado — sabem que o novo sempre vem!


O mindset de inovação, acredite, é um grande diferencial de gigantes como a Apple, mas também das startups criadas nas garagens, nos coworkings da vida. Unidos pelo pensamento inovador, os profissionais envolvidos no dia a dia de uma organização podem ultrapassar barreiras, idealizar e gerar processos, produtos e serviços realmente disruptivos.

5 passos para implementar um mindset de inovação no seu negócio

Para superar os desafios, portanto, é fundamental implementar um mindset de inovação, ou seja, inserir na cultura organizacional o pensamento inovador.
Confira, a seguir, cinco passos para começar a construir esse mindset na sua empresa ainda hoje.

Passo 1: Desenvolva ou melhore sua estratégia de inovação

Como já vimos, a adoção de uma mentalidade inovadora tem a ver com a implementação de pequenas mudanças incrementais que abrem caminho para a melhoria contínua e o crescimento. Mas não é possível fazer isso sem um planejamento estratégico.
O ideal, portanto, é colocar no papel os objetivos a serem alcançados em termos de inovação, métodos e ferramentas a serem utilizados, planos de ação (com seus devidos responsáveis especificados), métricas e indicadores de desempenho a serem mensurados. Enfim, um planejamento estratégico— só que 100% voltado para a inovação. Vale lembrar que rodá-lo a partir de práticas ágeis promove um ganho enorme em eficiência.
Essa iniciativa, além de ser um fio condutor dos esforços, também serve como um marco para que as pessoas comecem a ver valor na inovação. Gradativamente, da direção aos profissionais da operação, passando pelas lideranças, o pensamento inovador vai deixando de ser algo meramente abstrato e passa a ganhar tons de concretude.

Passo 2: Monte um comitê de inovação

Ao desenvolver ou revisitar a estratégia de inovação do seu negócio, você já deu um recado claro aos seus funcionários. Agora é importante ir além.
O passo seguinte que sugerimos é a organização de um comitê de inovação. Reúna um grupo seleto de profissionais e dê a ele a missão de fomentar a cultura inovadora.
É aconselhável montar um comitê multidisciplinar e multi hierárquico. Em outras palavras: reúna pessoas com habilidades, experiências funções e cargos/responsabilidades diferentes. Diversidade e heterogeneidade são palavras mandatárias!
Em cada empresa, o papel do comitê de inovação varia. Em linhas gerais, suas atividades consistem em criar o portfólio de inovação, selecionar ideias, intermediar debates, mensurar e comunicar resultados das discussões e ações em torno da estratégia de inovação.
O principal objetivo dessa equipe é sugerir e construir soluções novas para os problemas, entregando valor para todos os envolvidos e gerando resultados reais para a empresa. Assim, quanto maior a pluralidade de ideias, mais inovador se torna o ambiente corporativo.

Passo 3: Incentive a colaboração interna e externa

Outro ponto crucial para a implementação da mentalidade inovadora é a colaboração. É muito importante criar um clima de ajuda mútua, de intercâmbio de ideias.
Assim como nas demais estratégias do negócio, promover a integração dos departamentos e das mais variadas equipes ajuda muito. Investir na comunicação interna, promover eventos de integração, criar metas conjuntas com equipes aparentemente “concorrentes” pode ajudar.
Da mesma forma, o incentivo à colaboração com fornecedores, clientes e parceiros de negócios também eleva o mindset de inovação. Esses públicos externos podem ajudar as pessoas, tão absortas em seus afazeres, a visualizar gargalos, modificar processos, ter ideias disruptivas, entre outras coisas.
Quando a cultura da colaboração se inovar, você vai perceber que será muito mais fácil implementar uma estratégia de inovação aberta. Não sabe o que é isso? Depois volte para ler esse artigo: Inovação Aberta: o que é, quais tipos e benefícios!

Passo 4: Invista em tecnologia e em pessoal qualificado

Tudo o que foi dito até aqui pode ter um upgrade imenso com investimentos certeiros em tecnologia.

Com bons softwares e serviços de TI, é possível esquematizar melhor a estratégia de inovação, dar subsídios informacionais e ferramental para o pessoal do comitê de inovação, melhorar a comunicação e a colaboração (internas e externas) e muito mais.
Da mesma forma, a contratação de profissionais qualificados e com pensamento orientado pela inovação (ou desejo de) facilita a geração do mindset corporativo de inovação. Colocar essa premissa para o pessoal do RH é bastante indicado.
Muitas vezes, investir na qualificação da equipe já contratada é bastante útil. As pessoas querem aprender mais, desenvolver novas habilidades e se manterem profissionalmente competitivas. Que tal fazer da qualificação (cursos rápidos, palestras, pós-graduações etc.) um benefício visível aos funcionários e vantajoso para a empresa?

Passo 5: Valorize as ideias inovadoras

Por fim, se você está em um cargo de liderança e/ou direção do negócio — se não é o caso ainda, envie o link deste artigo ao seu chefe, ele vai gostar —, saiba que todos os esforços de gerar a mentalidade inovadora é potencializado com a devida valorização das ideias disruptivas.
Se a inovação é realmente um valor no seu negócio, valorize as pessoas e equipes mais inovadoras, o apoio às iniciativas, o investimento (tempo, dinheiro, ferramentas etc.) e, sobretudo, o entusiasmo das lideranças.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Por que Demitir Clientes?


Você já se imaginou demitindo um cliente? 

Sim, isso não só é possível, como muitas vezes necessário. Demitir clientes é uma prática que está sendo cada vez mais adotada pelos grandes empreendedores, e você precisa saber por quê.

Já falamos sobre o Princípio de Pareto, que explica como 20% de seus clientes são responsáveis por 80% do faturamento de sua empresa.
No entanto, se 20% dos seus clientes proporcionam a maior parte do lucro de sua empresa, o que acontece com o restante deles? Novamente, seguindo o Princípio de Pareto, podemos dizer que 80% dos seus clientes são menores – ou simplesmente pagam menos –, o que nem sempre significa que você terá menos trabalho com eles. E isso pode ser um grande problema para você e sua equipe.
Por que demitir clientes?
Faça uma análise no seu quadro de clientes e tente mensurar quanto tempo sua equipe leva para executar as necessidades de cada um deles. É possível que você encontre resultados preocupantes, como clientes de pequeno porte que dão tanto ou mais trabalho quanto um cliente de grande porte.
Você deve prestar muita atenção nisso, pois o gasto de energia que sua equipe tem atualmente pode acabar afetando o bom desempenho que ela precisa ter ao atender um cliente com maior representação.
Além disso, há outro fator, que não está relacionado ao faturamento: respeito. A tolerância zero é regra nas empresas de Erico Rocha. Qualquer cliente que destratar um membro da equipe de Erico, seja oralmente ou por meio de email, é demitido, independente de ser uma empresa de pequeno, médio ou grande porte.
Não é possível atender todo mundo
Como dito acima, você deve ficar de olho na energia gasta para atender cada cliente. Muitos pensam que quanto mais clientes, melhor, mas isso não é tão simples. Em algum momento sua empresa vai chegar em um ponto que não será mais possível aceitar nenhum cliente sem que seja necessário aumentar sua equipe.
Assim como você precisa de seus funcionários para dar conta de todos os clientes, você precisa de seus concorrentes para conseguir atender todos que precisam de serviços ou produtos da sua área.
Imagine que você vai comprar uma camisa vermelha, mas ao chegar à loja descobre que todas estão em falta porque só há uma empresa responsável pela fabricação. Você ficaria frustrado, não é mesmo?
Então, o que você pode fazer para ajudar as pessoas a encontrar um serviço de qualidade em sua área? Selecionar bem o seu quadro de clientes já é uma boa forma de garantir que todos eles receberão um ótimo tratamento de sua equipe.
Conclusão
Fique atento ao número de clientes que você tem e veja se todos estão sendo atendidos corretamente. Não esqueça de analisar quanto da energia de seus funcionários está sendo consumida por cliente.
Além disso, lembre-se de que os seus concorrentes podem ser parceiros, e que, se você realmente deseja que o seu mercado cresça, a parceria é o caminho fundamental.