Este Blog foi criado para postar idéias na área de Administração de Empresas, Empreendedorismo, Esporte e outras Informações de cunho Social, Técnico, Cultural e Dicas para Profissionais e Estudantes de Administração.
quinta-feira, 9 de maio de 2019
O que é TPM? Total Productive Maintenance / Manutenção Produtiva Total.
quarta-feira, 8 de maio de 2019
Branding, Marketing e Propaganda: entenda a diferença
Entregar apenas um produto ou solução, não é suficiente para manter sua base de clientes ativa. Atualmente o relacionamento com o cliente está se tornando mais importante, ainda mais no mercado de telecomunicações e internet, onde a concorrência tende a aumentar com a expansão das grandes teles. Por isto nossa equipe trás hoje, um post sobre a diferença entre Branding, Marketing e Propaganda.
Fazendo um bom uso destes três conceitos mencionados, você possuirá uma boa estratégia de mercado para o seu produto ou serviço de TV/Internet. Saberá ainda a melhor forma de fazer com que a sua marca seja conhecida. Uma vez que o seu nome chegue até o público-alvo, é hora de conquistar essas pessoas, gerando fidelização para a marca. Esses são Marketing, propaganda e branding, respectivamente, sendo usados em conjunto para destacar a sua marca da concorrência.
Com o advento do mundo digital, elementos, termos e práticas antes restritas aos profissionais e estudantes de Marketing têm sido divulgados para um público cada vez maior. O problema é que mesmo as pessoas experientes na área tendem a confundir certos conceitos. Você sabe, por exemplo, a diferença entre branding, marketing e propaganda? Um equívoco comum é pensar que tudo serve simplesmente para vender. Mas isso não é apenas reducionista, como também equivocado.
Primeiro é preciso entender que esses conceitos estão todos relacionados à sua marca. E aqui não importa se o que você oferece é um produto ou serviço. Uma marca é um sistema complexo dotado de várias camadas, e a percepção que o público tem desse sistema vai ser construída através das três ferramentas mencionadas. Portanto, compreender o que são e aquilo que faz cada uma, vai ser essencial para que você consiga gerar valor percebido com a sua marca. Entenda nos tópicos abaixo a diferença entre branding, marketing e propaganda.
O que é Marketing?
Segundo Philip Kotler, “Marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com lucro. Marketing identifica necessidades e desejos não realizados. Ele define, mede e quantifica o tamanho do mercado identificado e o potencial de lucro.”
O marketing possui um papel de peso na estratégia corporativa. E isso porque ele é um esforço multidirecional para atingir o consumidor. Se você já ouviu falar em composto de Marketing, os famosos 4 Ps, então você vai entender facilmente como essa área está envolvida no panorama de uma empresa. Para quem não lembra, essa sigla designa produto, preço, praça e promoção.
Com os 4 Ps, o marketing pode atuar junto à concepção do produto, e posteriormente vai trabalhar na política de preços. Depois poderá lidar com a logística e os canais de distribuição. O marketing irá cuidar ainda de analisar o local mais adequado para que o seu produto possua um posicionamento estratégico. Por fim, no componente da promoção vai lidar com a comunicação e montar campanhas em conjunto com o setor de publicidade.
Além dessa função estratégica, o marketing também diz respeito à imagem projetada. Em outras palavras, como você quer ser visto pelos outros. Essa “aparência” que você quer imprimir ao seu negócio é o que o público irá reconhecer e associar com a sua marca.
Propaganda
A propaganda vai promover seus serviços ou produtos. Lembra dos 4 Ps? Aqui é onde entra o composto das promoções. É a propaganda que vai permitir que a sua marca seja conhecida pelo mercado.
“Eu poderia ter posicionado a Dove como uma barra de sabão para homens com mãos sujas, mas escolhi posiciona-la como um sabão de mãos para mulheres com pele seca. Esta estratégia ainda funciona 25 anos depois.” – David Ogilvy
E aqui não importa se falamos de uma ação em veículos com audiência massificada ou em campanhas de nicho. O que importa é fazer o seu público-alvo ter conhecimento da sua existência.
Branding
O branding também é conhecido como um processo de gestão de marca. É ele que vai trabalhar as imagens, ideias, discursos e outros elementos associados ao seu produto ou serviço. São ações que funcionam em consonância com as diretrizes organizacionais. O objetivo principal aqui é ir além do aspecto econômico, ou seja, não basta vender a sua marca.
“Sua marca não é o que você pensa que ela é, mas sim o que dizem que ela é”. – Marty Neumeier
A ideia do branding é que é preciso conquistar não só o bolso, mas também o coração do consumidor. É importante que a sua marca tenha relevância e faça parte da vida das pessoas.
Conclusão
Em uma analogia rápida e simples? O marketing é a roupa que você veste, ou até deixa de vestir, para causar determinada impressão. A propaganda é você exaltando as qualidades da sua roupa/escolha. O que nos leva ao branding, que é como o público te vê de fato. Ou seja, o branding é como as pessoas vão te notar no mercado entre outras marcas. Mas lembre-se de que isso pode resultar na percepção desejada, ou em uma interpretação totalmente diferente da sua intenção original. Em termos de serviços e produtos é nesse momento que você precisa de uma gestão de marca.
Copiado: http://www.inforteltelecom.com.br
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terça-feira, 7 de maio de 2019
Linguagem Corporal: O que é, Diferentes Tipos e Importância
Há um velho ditado que diz que uma imagem
vale mais do que mil palavras.
Mas quanto vale, então, a linguagem
corporal?
Durante uma conversa, as palavras que saem
da sua boca estão longe de ser a única forma de comunicação.
Todos nós temos trejeitos e uma postura ao
falar que dizem muito sobre o que estamos sentindo em cada momento.
Alguns deles são universais e até mesmo
fáceis de perceber.
Claro, é preciso saber o que procurar e ter
o domínio sobre os significados de cada gesto.
Um simples alteração de voz, por exemplo,
pode indicar medo, irritação ou até mesmo que a pessoa a sua frente está
prestes a chorar.
Isso vale tanto para o nível pessoal quanto
profissional.
Quer descobrir o que algumas dessas ações,
que costumam ser involuntárias, querem dizer?
Confira o artigo até o fim e faça a sua
próxima reunião de trabalho ser mais reveladora.
O que é a linguagem corporal?
A linguagem corporal está relacionada
à comunicação não-verbal.
Ela aparece na nossa postura, nos gestos, no quão próximo estamos de outra
pessoa ao conversar com ela, nas expressões faciais e até no movimento que
nossos olhos fazem.
É através da linguagem corporal, muitas
vezes, que podemos identificar o real significado de uma mensagem ou
transmiti-la da maneira que não gostaríamos.
E não é difícil de entender como esse
processo acontece.
Quando estamos diante de uma pessoa, não
temos acesso apenas ao que ela fala, mas também àquilo que o seu corpo mostra.
Tudo isso nos ajuda a entender o que o
interlocutor quer dizer com as palavras que saem da sua boa.
É o caso da ironia, por exemplo.
Um breve revirar de olhos pode dar a dica de
que o sentido da mensagem é exatamente o oposto daquele que foi dito.
Tudo isso é linguagem corporal e tudo isso é
importante para se comunicar, como iremos destacar no próximo tópico.
Qual é a importância da linguagem
corporal?
Pelo exemplo que demos acima, já dá para ter
uma ideia da importância que a linguagem corporal assume na nossa comunicação.
Mas você tem alguma noção do que isso
representa em números?
Uma pesquisa realizada na Universidade
da Califórnia concluiu que somente 7% de toda a nossa
comunicação é baseada em palavras.
Segundo os resultados, 38% está relacionada
ao tom de voz e 55% provêm da chamada linguagem corporal.
Ou seja, as relações interpessoais seriam
muito diferentes se não pudéssemos contar com a avaliação do modo como o corpo
se comporta durante uma conversa.
Quais são os tipos de
linguagem corporal?
Já falamos sobre alguns exemplos de
linguagem corporal antes e, acredite, eles são muitos.
Mais do que isso, podem passar diferentes
impressões ao interlocutor.
Para quem sabe identificar com precisão,
então, muitos detalhes podem ser revelados.
Em termos técnicos, existem cinco categorias
para classificar a comunicação não-verbal. Ou seja, aquela que inclui todas as
manifestações não expressas em palavras.
Vamos a elas:
- Cinésica: relacionada à linguagem corporal, propriamente dita, como os
gestos e as expressões faciais
- Proxêmica: em que se faz uso do espaço físico
- Paralinguagem: quando são usados recursos de
modificação do som da voz
- Tacêsica: revelada pelo toque
Linguagem corporal negativa
que pode comunicar fraqueza
Até aqui, focamos a atenção em apresentar
alguns conceitos e particularidades da linguagem corporal.
Tudo para permitir a você entender o quanto
ela está envolvida no nosso cotidiano e, portanto, de que maneira influencia em
nossas vivências.
Agora, é o momento de trazer algumas dicas
que podem ajudar você a compreender melhor as ações alheias e até mesmo
as suas.
Vale dizer, nem todos os trejeitos passam
uma imagem das mais positivas, como é o
caso dos exemplos a seguir.
- Mãos próximas à boca
Mas esse não é único gesto característico de
quem mente.
Passar a mão nos lábios, colocar objetos
perto da boca e até mesmo tocar o queixo também são ações recorrentes na hora
de contar uma mentira.
É como se você buscasse tirar o foco daquilo
que é dito, como quem tem medo de ser pego no flagra.
- Lábios cerrados
Pode significar, por exemplo, que prefere
não responder a uma pergunta que foi feita.
Já o maxilar cerrado é um sinal mais ligado
ao estresse. A mensagem é
de que existe um desconforto.
- Olhar sem foco
Não é preciso ser nenhum expert no assunto
de linguagem corporal para perceber, a partir dele, quando alguém está triste
ou mesmo muito feliz.
Mas e o olhar sem foco, sabe o que
significa? Também depende um pouco da direção.
Para cima e para a direita costuma indicar
confusão, como quem busca por uma imagem mental enquanto desvia os olhos.
Tenha cuidado, pois pode fazer com que
pareça inseguro no que diz.
Apenas para cima, de outra forma, pode
denotar desprezo e irritação – aquela clássica revirada de olhos.
- Contração da testa
Esse é um sinal visto como negativo, que
afasta o interlocutor.
Pense duas vezes antes de ter essa atitude
em uma reunião de trabalho, por
exemplo.
- Cruzar os braços
Essa é a principal mensagem evidenciada
quando se cruza os braços ou mesmo as pernas.
Mais do que isso, o gesto parece criar uma
verdadeira barreira física, que mostra pouca ou nenhuma abertura a ouvir aquilo
que está sendo dito.
Vale ressaltar, não se trata de algo
intencional.
Aliás, é bem comum que o discurso verbal
diga exatamente o contrário, enquanto os membros se cruzam e mostram que, na
verdade, o entendimento é outro.
- Linguagem corporal positiva para comunicar confiança
Calma, também existe um lado positivo a ser
considerado.
É hora de partirmos para alguns deles e
aprender como passar uma impressão melhor ao se comunicar.
- Aperto de mão dominante
Por isso, toda vez que for iniciar uma
conversa com clientes ou mesmo parceiros do seu negócio, não tenha medo de
demonstrar segurança.
Um aperto de mão firme é capaz de deixar
claro que você domina aquela conversa.
Outro detalhe importante para conferir:
palma da mão voltada para baixo ou para cima?
No primeiro caso, é você quem toma frente e
se coloca como líder naquela
interlocução. Ajuda a demonstrar poder.
Mas há momentos em que é preciso abrir mão
do protagonismo e demonstrar espaço para o diálogo aberto e compartilhado,
certo? Então, prefira o segundo exemplo.
- Falar calmamente
Por isso, aqui a dica é articular muito bem
cada palavra e não esquecer da respiração.
Quando você acelera demais o ritmo, acaba
ficando sem fôlego e até perde a linha de raciocínio.
Tente manter a tranquilidade na
fala mesmo diante de situações que implicam em estresse.
Isso demonstra credibilidade, além de
evidenciar o seu domínio sobre o assunto.
- Usar uma postura neutra
Há pouco falamos que cruzar braços e pernas
indica que você está fechado para o assunto, certo?
De outro modo, quando você está com as
costas retas e as mãos ao lado do corpo, de maneira descansada, consegue passar
a mensagem contrária.
Se deseja ir ainda além na atmosfera
amistosa, tente observar os gestos de quem está conversando com você e
repeti-los. Assim, também demonstra simpatia.
São todas formas de melhorar a sua
comunicação.
- Manter um ritmo de respiração constante
Logo, faça exercícios constantes para
controlar o modo como respira: inspire e expire calmamente. Isso ajuda a controlar a ansiedade.
Em um momento decisivo, em que é preciso
demonstrar autoconfiança, respire
profundamente e segure o ar por alguns segundos, até sentir seus pulmões se
expandindo.
- Olhe nos olhos das pessoas
Por outro lado, essa também é a melhor forma
de transmitir a impressão de autoridade.
- Você está no comando e faz questão de deixar isso claro.
Isso demonstra que você está seguro do que
diz.
Dicas extras para levar em
consideração ao analisar a linguagem corporal de alguém
- As dicas a seguir podem ajudar você a entender melhor a comunicação humana, mesmo quando nenhuma única palavra é utilizada.
O que isso quer dizer? Vamos explicar.
- Leve o contexto em consideração
Uma frase deslocada do momento em que foi
dita pode perder todo o sentido e até mesmo soar absurda.
Com a linguagem corporal, não é diferente.
Para usar um dos exemplos já citados, vamos
falar dos lábios cerrados.
Ok, sabemos que eles tendem a revelar o
desconforto ao dizer algo que povoa os pensamentos.
Se estamos falando de alguém que está
cercado de amigos, a reação pode
estar relacionada ao medo de magoar alguém.
Já uma pessoa que está diante de um grupo de
desconhecidos pode se sentir incomodada porque ainda não se vê confortável para
dar suas opiniões.
- Analise o todo da interação
Para compreender, de fato, o que a linguagem
corporal está mostrando, é preciso analisar o cenário completo.
A série americana Lie
to me traz alguns detalhes que ajudam a compreender essas
particularidades.
Nela, uma equipe formada por especialistas
em detectar mentiras usa seus conhecimentos para resolver investigações
policiais.
O grupo é liderado por Cal Lightman, que
dedicou toda a sua vida à compreensão do comportamento humano.
Durante um interrogatório, é comum que ele
faça perguntas que nada têm a ver com o crime.
O motivo? Ser interrogado gera tensão em
qualquer um e alguns sinais poderiam ser confundidos com mentiras.
Ou seja, o objetivo é detectar como o
indivíduo responderia normalmente a uma simples pergunta, traçando um
comparativo com o que vem depois, quando os gestos são analisados em sequência.
Elas dizem muito sobre como cada uma das
suas palavras é recebida pelo interlocutor.
Se o comportamento sofreu alterações
significativas de uma hora para a outra, tente entender o que mudou.
Vá direto ao foco principal. É nos detalhes
que as informações moram.
- A linguagem corporal e o coaching
A resposta é absolutamente tudo,
especialmente para o coach, que é o
profissional responsável pelo processo.
Como especialista responsável por conduzir
seus clientes em um caminho de crescimento pessoal ou
na carreira – quando não os dois ao mesmo tempo – e dar suporte para a
conquista de objetivos, o coach precisa estar atento aos sinais mínimos.
Ser capaz de identificar o significado em
cada gesto pode ajudá-lo a fazer perguntas mais assertivas, que ajudem no
processo do coachee (o cliente do coaching) de verbalizar suas emoções e
pensamentos.
Afinal, a linguagem corporal é capaz de
revelar uma infinidade de informações essenciais sobre a personalidade, as
experiências e até mesmo aqueles traumas que podem não ter sido superados por
completo.
Tudo isso diz muito sobre cada um de nós.
Um profissional capaz de perceber essas
sutilezas certamente terá muito mais ferramentas para
dar todo o apoio aos seus clientes.
- Como se tornar um coach?
Imagine o quanto poderia dar suporte para
que outras pessoas fossem capazes de alcançar suas próprias metas. Um trabalho
recompensador, sem dúvidas.
O melhor disso tudo é que você pode começar
agora mesmo, basta querer.
Não existe nenhum pré-requisito estabelecido
para que alguém inicie nesta que é uma das carreiras que mais cresce em todo o
mundo.
Mesmo assim, é claro, vale a pena tomar
alguns cuidados básicos.
O primeiro deles é conhecer um pouco mais
sobre a rotina do coach.
Para isso, a dica é conversar com
profissionais que já atuam na área e alinhar expectativas.
Muitas pessoas conciliam o coaching com
outra atuação e não tem qualquer problema com isso. Tudo passa por um gerenciamento eficiente de tempo e
definição de prioridades.
Outro ponto fundamental é a escolha da
instituição em que você vai se especializar.
São muitas as opções disponíveis no mercado
e é importante buscar por aquelas que ofereçam certificações internacionais e
contem com professores experientes.
Com esses cuidados, é só correr para o
abraço e dar o primeiro passo para um novo futuro.
- Formação em coaching SBCoaching
Seu compromisso é promover a maximização do
potencial que cada um carrega consigo.
Muitas vezes, você só precisa de um
incentivo para despertar suas melhores qualidades e
produzir uma mudança positiva em toda a sua rotina.
Os números ajudam a mostrar a relevância do
trabalho realizado pela SBCoaching na área: já são mais de 35 mil coaches
formados, além de três mil empresas atendidas.
Tudo isso só é possível por contar com um
time de aproximadamente 300 profissionais.
Quer tirar suas dúvidas e conhecer mais
sobre os cursos oferecidos? Aproveite para entrar em contato.
- Conclusão
Esperamos que possa usar esse conhecimento
para ficar mais atentos aos detalhes da comunicação não-verbal daqui em diante.
Mas o principal disso tudo é que você
consiga absorver todas as dicas positivas para melhorar a sua comunicação e ser
mais assertivo no contato com as pessoas.
Como você viu, até mesmo algo tão simples
como um aperto de mão pode ser interpretado de diferentes maneiras.
Se você gostou do artigo, também aproveite
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Jorgenca
sexta-feira, 3 de maio de 2019
MASC – Métodos Adequados de Solução de Conflitos
I – O que são os MASC:
Já denominados por “meios extrajudiciais”, e hoje mais conhecidos por “métodos adequados”, a Negociação, Mediação, Conciliação e a Arbitragem se constituem em alternativas amigáveis e pacíficas de solução de conflitos, e sobre os quais tem-se cada vez dado mais ênfase.
A mediação e a conciliação, tal como a negociação direta e a negociação profissional, são formas pacíficas por se fundarem no consenso entre as partes em conflito que, desarmando-se de qualquer espírito de contenciosidade, esposam o firme propósito de resolver amigavelmente a sua divergência, com boa-fé e boa vontade, através da atuação de uma terceira pessoa, neutra, ou de mais de uma, de sua livre escolha e confiança, a quem será entregue a aludida solução.
II – Negociação:
A negociação é um método em que as próprias pessoas, sem intervenção de um terceiro, discutem acerca de seus impasses e criam eventuais e possíveis soluções.
Características principais: É auto compositiva e célere; a abordagem pode ser tanto formal como informal; e, ocorre de forma competitiva ou colaborativa. Este método é baseado em técnicas de comunicação e análise comportamental.
III – Mediação e Conciliação:
Segundo o Art. 165 do Novo Código de Processo Civil:
- § 2º – O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem;
- § 3º – O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.
IV – Mediação
A Mediação é um mecanismo não-adversarial e voluntário de resolução de controvérsias por intermédio do qual duas ou mais pessoas físicas ou jurídicas, buscam obter uma solução consensual que possibilite preservar o relacionamento entre elas. Para isso, recorrem a um terceiro, o Mediador. Este deverá ser imparcial, competente, diligente, com credibilidade e comprometimento com o sigilo. O Mediador estimula, viabiliza a comunicação e auxilia as partes na busca da identificação dos reais interesses envolvidos no conflito,
A mediação constitui um recurso eficaz na solução de conflitos originados de situações que envolvem diversos tipos de interesses. É processo confidencial e voluntário, em que a responsabilidade pela construção das decisões cabe às partes envolvidas. Diferente da arbitragem e da Jurisdição, em que a decisão caberá sempre a um terceiro.
A Mediação é um método de solução de conflitos, baseado em um procedimento judicial ou privado, primando pela flexibilidade procedimental, conduzido por um terceiro facilitador imparcial e capacitado (o mediador), que utiliza inúmeras técnicas de diversas áreas do conhecimento com intuito fomentar ou restabelecer a comunicação entre os envolvidos no impasse, criar ambiente propício para que estes criem opções positivas e sustentáveis para um eventual acordo total ou parcial, não devendo como regra avaliar ou opinar sobre essas opções criadas, contudo devendo sempre exercer o papel de agente de realidade.
Principais Características:
Autocomposição facilitada por um terceiro que não deve sugerir opções; Célere; Judicial ou Privada. Busca os interesses e não as posições adotadas pelas partes, faz análise sociológica do impasse e transforma as relações. Este método é baseado em inúmeras técnicas de diversas áreas do conhecimento. Site Mediadores e Conciliadores.
Procedimento:
A Mediação é indicada quando existe um relacionamento pessoal entre as partes. Dessa forma, o Mediador tem a função de estimular um diálogo produtivo, com objetivo não somente de ajudar a resolver o conflito, mas também de restabelecer o bom convívio entre as partes.
Aplicação da Mediação
Família; Empresarial; Societário; Contratual; Ambiental; Trabalhista; Escolar; Comunitária; Internacional e Outros.
Sua aplicabilidade abrange todo e qualquer contexto de convivência capaz de produzir conflitos, sendo utilizada, inclusive, como técnica em impasses políticos e étnicos, nacionais ou internacionais, em questões trabalhistas e comerciais, locais ou dos mercados comuns, em empresas, conflitos familiares e educacionais, meio ambiente e relações internacionais.
Vantagens da Mediação
Rapidez; Agilidade; Sigilo absoluto e Restabelecimento das relações humanas envolvidas no conflito.
Entre os principais benefícios desse recurso, destacam-se a rapidez e efetividade de seus resultados, a redução do desgaste emocional e do custo financeiro, a garantia de privacidade e de sigilo, a facilitação da comunicação e promoção de ambientes cooperativos, a transformação das relações e a melhoria dos relacionamentos.
V – Conciliação
É um meio de solução de controvérsias em que as partes resolvem o conflito, através da ação de um terceiro, o conciliador. O conciliador, além de aproximar as partes, aconselha e contribui com sugestões para um acordo. O conciliador é uma pessoa neutra que após treinamento específico, age como facilitador do acordo entre os envolvidos, criando um contexto propício ao entendimento mútuo, propicio à aproximação de interesses e à harmonização das relações.
A conciliação é a forma preferida de resolução de conflitos no nosso sistema processual, se destacando da Justiça Pública e Justiça Arbitral porque: a) é mais rápida, barata, eficaz e pacifica; b) minimiza sentimento de injustiça na medida em que são as próprias partes que, mediadas e auxiliadas pelo conciliador, encontram a solução para o conflito posto; e, c) nela não há perdedor(es).
A conciliação é bastante conhecida na cultura jurídica brasileira. Quando trabalhada na esfera dos procedimentos extrajudiciais (quando o fato não se caracteriza como um Direito incontroverso e diz respeito a um Direito patrimonial privado), se identifica com as técnicas da mediação com enfoque no acordo (Modelo Tradicional baseado na Escola de Harvard) e trabalha com o esforço do terceiro conciliador (ou conciliadores, se mais de um) na condução de um entendimento que ponha fim ao conflito entre as partes. Sua principal característica é de que, na hipótese em que as partes não cheguem ao entendimento, o conciliador propõe uma solução que, a seu critério, é a mais adequada para aquela contenda. Contudo, as partes não estão obrigadas a aceitar a proposta do conciliador. É um processo voluntário e pacífico que cria um ambiente propício para as partes se concentrarem na procura de soluções criativas. As técnicas utilizadas na conciliação são as mesmas utilizadas na mediação com foco no acordo e têm como principal objetivo proporcionar às partes uma ótima solução para seu problema. Dentro da ótica do conciliador, a proposta a ser oferecida às partes deve parecer a melhor alternativa para composição daquele conflito, a mais justa e equitativa e a que melhor satisfaz os interesses das partes.
Conciliação é um método de solução de conflitos, baseado em um procedimento, via de regra judicial, mas podendo ser privado, conduzido por um terceiro imparcial e capacitado (o conciliador) que utiliza algumas técnicas com intuito de auxiliar os envolvidos a criarem opções positivas e sustentáveis visando alcançar o objetivo principal do procedimento que é o acordo. Neste procedimento, o Conciliador pode avaliar e opinar sobre essas opções criadas, exercendo o papel de agente da realidade.
Principais Características:
Autocomposição facilitada por um terceiro que pode sugerir opções; Célere; Judicial ou Privada. Deve buscar os interesses e não posições. Este método é baseado em algumas técnicas de comunicação. Site Mediadores e Conciliadores.
Procedimento:
Neste procedimento, o conciliador auxilia e oferece sugestões para as partes encontrarem a solução do problema. A sugestão obtida será positiva para as partes, independente do resultado, eis que propiciada a oportunidade do diálogo com a participação de um terceiro não interessado, que interfere sempre que necessário.
Aplicação da Conciliação:
Trabalhista; Família; Empresarial; Societário; Contratual; Ambiental; Escolar; Comunitária; Internacional; Órgãos públicos e Autarquias e Outros.
Sua aplicabilidade abrange todo e qualquer contexto de convivência capaz de produzir conflitos, sendo utilizada, assim como a mediação, como técnica em impasses políticos e étnicos, nacionais ou internacionais, em questões trabalhistas e comerciais, locais ou dos mercados comuns, em empresas e conflitos familiares.
Vantagens da Conciliação:
Rapidez; agilidade; sigilo absoluto e Restabelecimento das relações humanas envolvidas no conflito. É homologado pelo próprio juiz arbitral/conciliador, tendo o mesmo valor da Justiça Pública.
Entre os principais benefícios desse recurso, destacam-se a rapidez e efetividade de seus resultados, a redução do desgaste emocional e do custo financeiro e a garantia de privacidade e de sigilo.
VI – Arbitragem
É o acordo de vontades celebrado entre pessoas maiores e capazes, que preferem submeter a solução dos eventuais conflitos entre elas aos árbitros, e não à decisão judicial. Porém, para tanto, o litígio deve recair apenas sobre direitos patrimoniais disponíveis. Assim, o juízo arbitral é uma solução mais rápida para dirimir as controvérsias entre as partes. De acordo com o artigo 3º, da Lei nº 9.307/96, “as partes interessadas podem submeter a solução de seus litígios ao juízo arbitral mediante convenção de arbitragem, assim entendida a cláusula compromissória e o compromisso arbitral”.
Disciplinada pela Lei 9.307/96, é um sistema jurídico no qual as partes, pessoas físicas ou jurídicas, buscam voluntariamente uma solução rápida e definitiva do conflito que verse sobre direito patrimonial disponível. Para tanto, contam com o auxílio de um árbitro, escolhido pelas partes, que decidirá o litígio de maneira ágil e eficaz, proferindo decisão definitiva e irrecorrível. Uma vez escolhida a arbitragem como forma de solução de conflitos, as partes estarão impedidas de recorrer à Justiça Estatal.
A arbitragem tem como principais características ser um dos mais antigos institutos do Direito e ter como fundamento maior a autonomia da vontade. Essa autonomia da vontade das partes é espelhada no procedimento em todos os seus desdobramentos, que vão desde a possibilidade de nomeação, pelas partes, do árbitro (s) que decidirá a controvérsia com força de sentença judicial (o cumprimento da decisão é de cunho obrigatório nos termos da lei), passando pela escolha das regras que servirão de base ao procedimento e ao exame da matéria que, ainda, a critério das partes, poderá ser uma arbitragem de direito ou equidade, com base nos princípios gerais de Direito, ou nas regras internacionais de comércio e culminando com a minúcia da indicação do lugar onde se desenvolverá o procedimento e do idioma em que se desenvolverão os trabalhos.
Assim como os demais procedimentos alternativos, a arbitragem é fundada no consenso, que se estabelece por oportunidade da contratação entre as partes através da inserção no contrato da Cláusula Compromissória ou, ainda, como alternativa negociada por oportunidade do surgimento da controvérsia durante o curso da contratação por meio de um acordo para resolução por esta via.
Qualquer questão que verse sobre Direitos patrimoniais disponíveis poderá ser objeto de arbitragem nos termos da Lei 9.307/96.
A Arbitragem é um método de solução de conflitos Hetero compositivo através do qual, e por escolha dos envolvidos, um ou um painel ímpar de árbitros é escolhido (s) para decidir acerca do impasse instaurado. Os poderes concedidos aos árbitros para decidirem são oriundos de uma convenção privada, e sua decisão será baseada nesta convenção, sem intervenção estatal, sendo a decisão destinada a assumir a mesma eficácia de sentença judicial. A abrangência, via de regra, são relativos a direitos patrimoniais disponíveis. A arbitragem pode ser realizada em uma Instituição e respeitando às suas regras ou AD HOC (não institucional), onde será construído regras para seu funcionamento.
Principais Características:
Hetero compositivo; Célere; Formal e Procedimental; Análise Técnica do impasse por um terceiro. Este método é baseado em compromisso privado.
Procedimento:
Na Arbitragem, as partes concordam em deixar que o Árbitro escolhido decida o caso em questão. A decisão proferida deve ser cumprida e tem a mesma validade de uma sentença dada pelo Poder Judiciário.
Aplicação da Arbitragem:
A arbitragem pode ser aplicada em várias áreas do Direito relativas a questões que envolvam bens patrimoniais disponíveis, que tenham valor econômico e que possam ser transacionados, tais como: Cível; Comercial; Imobiliário; Agronegócios; Trabalhista; Consumidor e Contratos em geral – locação, compra e venda, prestação de serviços, etc.
Vantagens da Arbitragem:
Rapidez e agilidade nas decisões; Redução de custo financeiro; Garantia de privacidade e sigilo; além de Restabelecimento do relacionamento entre as partes após a resolução do conflito, entre outras.
VII – Judicial
O Método Hetero compositivo baseado na intervenção do judiciário, é o mais conhecido e tradicional na sistemática atual brasileira. É o método pelo qual o Estado-Juiz (representado pelo juiz de direto), decidirá com base nas provas e documentos a ele apresentadas. Visa à analise primordial da lide processual e factual.
Principais Características:
Hetero compositivo; Moroso; Formal e Procedimental; Análise da lide processual por um terceiro. Este método é focado, principalmente, nas Posições.
VIII – Quadro Comparativo:
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Mediação e Arbitragem
quinta-feira, 2 de maio de 2019
A Pedagogia Empresarial e a Educação Corporativa
Considerando os desafios das organizações no ambiente competitivo por vezes hostil em função das constantes mudanças, torna-se necessário levar em conta todos os mecanismos disponíveis para garantir a sobrevivência.
A pedagogia empresarial se desenvolve por meio de estratégias com o objetivo de obter uma aprendizagem mais eficiente e eficaz visando à mudança comportamental dos colaboradores quando necessária considerando aspectos interpessoais, profissionais e até mesmo pessoais.
O pedagogo empresarial atua na reestruturação das corporações contribuindo para o desenvolvimento de competências, lidando com riscos e distintas culturas no complexo mundo organizacional que exige elevada competitividade para que as empresas permaneçam no mercado.
O capital humano é um diferencial estratégico no que se diz respeito ao competitivo mundo dos negócios. A pedagogia nas organizações pode promover mudanças consideráveis no aperfeiçoamento dos colaboradores, provocando profundas transformações positivas para um melhor desempenho na carreira profissional.
Cada trabalhador possui uma forma de ser e agir de acordo com sua criação, formação e desenvolvimento no decorrer da vida pessoal. Tais características são levadas naturalmente para o âmbito profissional, mas em algumas situações precisam ser ajustadas para proporcionar um bom trabalho em equipe e aprimorar os resultados empresariais.
O pedagogo empresarial trabalha em parceria com departamento de recursos humanos, preparando os funcionários conforme as necessidades organizacionais, contribuindo inclusive para a qualificação profissional e pessoal com o objetivo de aumentar significativamente a produtividade e qualidade.
Um bom profissional nesta área consegue articular competentemente criando pontes para que os colaboradores obtenham sucesso para atingir as metas e objetivos das estratégias definidas pela alta direção da organização.
A educação corporativa
A educação corporativa é um mecanismo que serve para auxiliar na promoção da educação contínua necessária para as empresas que desejam continuar progredindo e evoluindo. Desta forma, este conceito desenvolve as habilidades e competências necessárias para viabilizar os resultados desejados pela alta cúpula da empresa.
Existem diversas metodologias de ensino que podem ser aplicadas para estimular a aprendizagem dos colaboradores, como: presencial, educação a distância, gestão do conhecimento e autodesenvolvimento.
O método presencial permite a aprendizagem por meio de palestras, cursos, pós-graduações, cursos livres, técnicos, profissionalizantes e outros. Tais formas de ensino podem ser custeadas total ou parcialmente pela empresa para estimular e motivar o colaborador.
O método de educação a distância está se expandindo cada vez mais e utiliza conceitos como o E-learning (aprendizagem eletrônica), cujo modelo de ensino se sustenta em tecnologias de ambiente virtual, TV corporativa, colaboração online e similares.
A gestão do conhecimento une as práticas de ensino presencial e virtual para o compartilhamento, retenção, difusão e disseminação do conhecimento. Cabe ressaltar que a gestão do conhecimento é um processo de transformação dos conhecimentos individuais para disponibilização a toda a organização visando à manutenção da vantagem competitiva.
Já o autodesenvolvimento se baseia no princípio autodidata que envolve a aprendizagem por intermédio de livros, revistas especializadas, áudios, Internet, newsletter, filmes e vídeos.
Existem organizações que não treinam o capital humano por receio de perder o funcionário para outra empresa. Entretanto, cabe sempre frisar que agir desta maneira é um grande erro, pois as organizações que almejam vencer desafios têm de ter colaboradores capacitados e saber mantê-los motivados para a obtenção dos resultados esperados no ambiente corporativo.
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