quinta-feira, 9 de maio de 2019

O que é TPM? Total Productive Maintenance / Manutenção Produtiva Total.

O que é TPM?
A partir do final da segunda Guerra mundial, com a evolução das indústrias de fabricação e montagem, houve uma necessidade natural de investimentos em novos equipamentos fazendo com que as máquinas tornassem altamente sofisticadas e automatizadas. 
Dentre vários países, o Japão logo embarcou no desenvolvimento de tecnologia industrial, se tornando um dos líderes mundiais na aplicação de robôs. Com equipamentos mais sofisticados para produzir e o aumento de volume, a necessidade então passou a ser fazer a produção programada no tempo correto.
Foi exatamente a combinação da necessidade do cumprimento da produção programada com a automação dos equipamentos que fez com que as empresas tivessem a ter maior interesse por melhorar o processo de gerenciamento da manutenção dos equipamentos a fim de garantir a produção. 

Assim, originou-se o termo TPM, sigla em inglês que significa Total Productive Maintenance ou em português manutenção produtiva total.

O termo TPM foi definido originalmente pelo JIPM (Japan Institute of Plant Maintenance) e é um método de gestão que identifica as perdas existentes no processo produtivo e administrativo, maximiza a utilização do ativo industrial e garante a geração de produtos de alta qualidade a custos competitivos.

Inicialmente, o TPM incluía cinco estratégias a citar: a maximização da eficácia do equipamento, o desenvolvimento de um sistema de manutenção produtiva que cobrisse a vida útil do equipamento, o envolvimento de todos os funcionários da organização desde a alta gerência até o chão de fábrica, o envolvimento de todos os departamentos que planejam, usam e mantem os equipamentos e a promoção da manutenção produtiva através do gerenciamento motivacional com grupos pequenos e atividades autônomas.

No entanto, observando a evolução do TPM nas diferentes indústrias e a sua aplicação em todos os departamentos, incluindo os administrativos e de vendas, o JIPM introduziu uma nova definição de TPM com uma nova estratégia. Assim, o TPM focou-se nas seguintes estratégias:

·Tornar possível a construção de uma organização incorporada com o objetivo de maximizar a eficácia dos sistemas de produção.
· Fazer a organização focar na prevenção de todos os tipos de perdas de forma a assegurar zero falhas, zero acidentes e zero defeitos garantindo a vida do sistema de produção através da utilização de metodologias no chão de fábrica.
· Na implantação do TPM, garantir o envolvimento de todos os departamentos da organização, incluindo vendas e administração.
·  Garantir o envolvimento de todos, desde os funcionários de chão-de-fábrica até a alta gerência na execução do TPM;
·  Condução das atividades com foco na perda zero de atividades de pequenos grupos.

1 – Histórico do TPM
  • Até 1950 – A manutenção se baseava no conserto após a quebra. Dessa forma, havia intervenção no equipamento apenas após o mesmo ficar inoperante.
  • 1951 – A manutenção preventiva foi introduzida no Japão, baseando-se nas manutenções preventivas que já ocorriam na América. Nesta época o Japão havia acabado de sair da guerra e as indústrias de processo japonesas estavam começando a se organizar.
  • 1957 – Foi introduzido o conceito de manutenção por melhoria, ou seja, quando o equipamento estava produzindo, mas fosse detectada uma oportunidade de melhoria, eram feitas intervenções a fim de melhorar as suas condições e evitar a quebra.
  • 1960 – Surgiu o conceito de prevenção da manutenção. Sendo assim, os equipamentos começaram a ser projetados focando a facilidade de manutenção e a confiabilidade, com análise das quebras que poderiam ocorrer antes mesmo de fazer o novo equipamento.
  • 1971 – Surgiu o TPM 1ª Geração com a estratégia na máxima eficiência dos equipamentos e análise de perda por falha dos equipamentos com o conceito quebra zero.
  • Década de 80 – O TPM evolui para a 2ª Geração com um foco melhor na análise das perdas (seis principais perdas) e com o conceito perda zero.
  • Década de 90 – A 3ª Geração coloca o foco nos sistemas de produção e acrescentando ferramentas como o OEE (Overal Eficiency Equipment) agregado a redução de custos e objetivando o defeito zero.
  • A partir de 2000 – O TPM evolui para a 4ª Geração, se estendendo além da produção, atingindo setores como logística e administrativos (companhia como um todo). As análises de perdas tornam mais abrangentes, englobando perdas por máquinas, processos, pessoas e produtos.
2 – Quais os objetivos básicos do TPM?
O TPM objetiva a eliminação das causas das quebras e dos defeitos a fim de garantir a manutenção planejada e programada. Ele se baseia no comportamento humano e entende que o aumento da disponibilidade, fácil operação e manutenção das máquinas e equipamentos contribuem para manter um ambiente produtivo e com qualidade total.

É fácil perceber que o TPM acaba proporcionando um ambiente limpo, organizado e seguro, e, portanto, mais saudável. Por isto, costumamos dizer que seu objetivo principal é composto por três sub-objetivos: a “Quebra Zero”, o “Defeito Zero” e o “Acidente Zero”.

– Quebra Zero, Defeito Zero e Acidente Zero.
Só é possível atingir estes três objetivos com mudanças de comportamentos e atitudes de todos os funcionários da empresa. Se observarmos os japoneses, é fácil perceber porque eles possuem sucesso com a implantação desta ferramenta. 
Eles simplesmente entenderam o conceito e reorganizaram a empresa de forma a implantar uma cultura organizacional voltada a garantir a integração entre homem, equipamento e produto com o envolvimento de todos os departamentos, principalmente os de produção e manutenção, essenciais para o processo. A partir daí eles tornaram isso um hábito, sempre buscando melhorar o processo disciplinarmente.
Eles mudaram a frase: “Eu opero, você conserta”
Para:  “Eu e você produzimos”
3 – Benefícios conquistados com o TPM:
No livro “TPM in Process Industries”, o autor Tokutaro Suzuki, menciona que podemos dividir os benefícios conquistados com o TPM em duas categorias: os tangíveis (que podemos mensurar) e os intangíveis (que não podemos mensurar mas podemos sentir o efeito). Antes de falar dos tangíveis, é bom lembrar que estes resultados foram medidos em organizações que implantaram esta ferramenta e consequentemente possuem fundamentos. Vamos lá:
Benefícios Tangíveis:
  • ·         Aumento da produtividade líquida de 50% a 100%;
  • ·         Quedas de paradas repentinas em 90%;
  • ·         Aumento global da eficiência da planta de 50% a 100%
  • ·         Quedas de 90% nos defeitos de processos;
  • ·         Quedas 75% de reclamações de clientes;
  • ·         Redução dos custos de produção em até 30%;
  • ·         Produtos e inventários de trabalho em processo (WIP) equilibrados;
  • ·         Aumento das sugestões de melhorias por parte dos funcionários de 5 a 10x;
Benefícios Intangíveis:
  • ·  Auto-gestão dos funcionários, onde os operadores cuidam dos seus próprios equipamentos sem direcionamentos;
  • ·     Estabelecimento da autoconfiança e atitude nos colaboradores para redução das paradas e defeitos;
  • ·      Local de trabalho limpo, organizado e alegre;
  • ·   As pessoas que visitam uma planta com TPM ficam com a imagem de uma companhia altamente organizada.
  • ·    Isso tende a aumentar o número de pedidos.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Branding, Marketing e Propaganda: entenda a diferença

Entregar apenas um produto ou solução, não é suficiente para manter sua base de clientes ativa. Atualmente o relacionamento com o cliente está se tornando mais importante, ainda mais no mercado de telecomunicações e internet, onde a concorrência tende a aumentar com a expansão das grandes teles. Por isto nossa equipe trás hoje, um post sobre a diferença entre Branding, Marketing e Propaganda.
Fazendo um bom uso destes três conceitos mencionados, você possuirá uma boa estratégia de mercado para o seu produto ou serviço de TV/Internet. Saberá ainda a melhor forma de fazer com que a sua marca seja conhecida. Uma vez que o seu nome chegue até o público-alvo, é hora de conquistar essas pessoas, gerando fidelização para a marca. Esses são Marketing, propaganda e branding, respectivamente, sendo usados em conjunto para destacar a sua marca da concorrência.
Com o advento do mundo digital, elementos, termos e práticas antes restritas aos profissionais e estudantes de Marketing têm sido divulgados para um público cada vez maior. O problema é que mesmo as pessoas experientes na área tendem a confundir certos conceitos. Você sabe, por exemplo, a diferença entre branding, marketing e propaganda? Um equívoco comum é pensar que tudo serve simplesmente para vender. Mas isso não é apenas reducionista, como também equivocado.
Primeiro é preciso entender que esses conceitos estão todos relacionados à sua marca. E aqui não importa se o que você oferece é um produto ou serviço. Uma marca é um sistema complexo dotado de várias camadas, e a percepção que o público tem desse sistema vai ser construída através das três ferramentas mencionadas. Portanto, compreender o que são e aquilo que faz cada uma, vai ser essencial para que você consiga gerar valor percebido com a sua marca. Entenda nos tópicos abaixo a diferença entre branding, marketing e propaganda.

O que é Marketing?

Segundo Philip Kotler, “Marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com lucro. Marketing identifica necessidades e desejos não realizados. Ele define, mede e quantifica o tamanho do mercado identificado e o potencial de lucro.”
O marketing possui um papel de peso na estratégia corporativa. E isso porque ele é um esforço multidirecional para atingir o consumidor. Se você já ouviu falar em composto de Marketing, os famosos 4 Ps, então você vai entender facilmente como essa área está envolvida no panorama de uma empresa. Para quem não lembra, essa sigla designa produto, preço, praça e promoção.
Com os 4 Ps, o marketing pode atuar junto à concepção do produto, e posteriormente vai trabalhar na política de preços. Depois poderá lidar com a logística e os canais de distribuição. O marketing irá cuidar ainda de analisar o local mais adequado para que o seu produto possua um posicionamento estratégico. Por fim, no componente da promoção vai lidar com a comunicação e montar campanhas em conjunto com o setor de publicidade.

Além dessa função estratégica, o marketing também diz respeito à imagem projetada. Em outras palavras, como você quer ser visto pelos outros. Essa “aparência” que você quer imprimir ao seu negócio é o que o público irá reconhecer e associar com a sua marca.

Propaganda

A propaganda vai promover seus serviços ou produtos. Lembra dos 4 Ps? Aqui é onde entra o composto das promoções. É a propaganda que vai permitir que a sua marca seja conhecida pelo mercado.
“Eu poderia ter posicionado a Dove como uma barra de sabão para homens com mãos sujas, mas escolhi posiciona-la como um sabão de mãos para mulheres com pele seca. Esta estratégia ainda funciona 25 anos depois.” – David Ogilvy
E aqui não importa se falamos de uma ação em veículos com audiência massificada ou em campanhas de nicho. O que importa é fazer o seu público-alvo ter conhecimento da sua existência.

Branding

O branding também é conhecido como um processo de gestão de marca. É ele que vai trabalhar as imagens, ideias, discursos e outros elementos associados ao seu produto ou serviço. São ações que funcionam em consonância com as diretrizes organizacionais. O objetivo principal aqui é ir além do aspecto econômico, ou seja, não basta vender a sua marca.

“Sua marca não é o que você pensa que ela é, mas sim o que dizem que ela é”. – Marty Neumeier
A ideia do branding é que é preciso conquistar não só o bolso, mas também o coração do consumidor. É importante que a sua marca tenha relevância e faça parte da vida das pessoas.

Conclusão

Em uma analogia rápida e simples? O marketing é a roupa que você veste, ou até deixa de vestir, para causar determinada impressão. A propaganda é você exaltando as qualidades da sua roupa/escolha. O que nos leva ao branding, que é como o público te vê de fato. Ou seja, o branding é como as pessoas vão te notar no mercado entre outras marcas. Mas lembre-se de que isso pode resultar na percepção desejada, ou em uma interpretação totalmente diferente da sua intenção original. Em termos de serviços e produtos é nesse momento que você precisa de uma gestão de marca.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Linguagem Corporal: O que é, Diferentes Tipos e Importância


Há um velho ditado que diz que uma imagem vale mais do que mil palavras.
Mas quanto vale, então, a linguagem corporal?
Durante uma conversa, as palavras que saem da sua boca estão longe de ser a única forma de comunicação.
Todos nós temos trejeitos e uma postura ao falar que dizem muito sobre o que estamos sentindo em cada momento.
Alguns deles são universais e até mesmo fáceis de perceber.
Claro, é preciso saber o que procurar e ter o domínio sobre os significados de cada gesto.
Um simples alteração de voz, por exemplo, pode indicar medo, irritação ou até mesmo que a pessoa a sua frente está prestes a chorar.
Isso vale tanto para o nível pessoal quanto profissional.
Quer descobrir o que algumas dessas ações, que costumam ser involuntárias, querem dizer?
Confira o artigo até o fim e faça a sua próxima reunião de trabalho ser mais reveladora.
O que é a linguagem corporal?
A linguagem corporal está relacionada à comunicação não-verbal. Ela aparece na nossa postura, nos gestos, no quão próximo estamos de outra pessoa ao conversar com ela, nas expressões faciais e até no movimento que nossos olhos fazem.
É através da linguagem corporal, muitas vezes, que podemos identificar o real significado de uma mensagem ou transmiti-la da maneira que não gostaríamos.
E não é difícil de entender como esse processo acontece.
Quando estamos diante de uma pessoa, não temos acesso apenas ao que ela fala, mas também àquilo que o seu corpo mostra.
Tudo isso nos ajuda a entender o que o interlocutor quer dizer com as palavras que saem da sua boa.
É o caso da ironia, por exemplo.
Um breve revirar de olhos pode dar a dica de que o sentido da mensagem é exatamente o oposto daquele que foi dito.
Tudo isso é linguagem corporal e tudo isso é importante para se comunicar, como iremos destacar no próximo tópico.
Qual é a importância da linguagem corporal?
Pelo exemplo que demos acima, já dá para ter uma ideia da importância que a linguagem corporal assume na nossa comunicação.
Mas você tem alguma noção do que isso representa em números?
Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia concluiu que somente 7% de toda a nossa comunicação é baseada em palavras.
Segundo os resultados, 38% está relacionada ao tom de voz e 55% provêm da chamada linguagem corporal.
Ou seja, as relações interpessoais seriam muito diferentes se não pudéssemos contar com a avaliação do modo como o corpo se comporta durante uma conversa.
Quais são os tipos de linguagem corporal?
Já falamos sobre alguns exemplos de linguagem corporal antes e, acredite, eles são muitos.
Mais do que isso, podem passar diferentes impressões ao interlocutor.
Para quem sabe identificar com precisão, então, muitos detalhes podem ser revelados.
Em termos técnicos, existem cinco categorias para classificar a comunicação não-verbal. Ou seja, aquela que inclui todas as manifestações não expressas em palavras.
Vamos a elas:
  • Cinésica: relacionada à linguagem corporal, propriamente dita, como os gestos e as expressões faciais
  • Proxêmica: em que se faz uso do espaço físico
  • Paralinguagem: quando são usados recursos de modificação do som da voz
  • Tacêsica: revelada pelo toque
Características físicas: aparência e a forma do corpo.
Linguagem corporal negativa que pode comunicar fraqueza
Até aqui, focamos a atenção em apresentar alguns conceitos e particularidades da linguagem corporal.
Tudo para permitir a você entender o quanto ela está envolvida no nosso cotidiano e, portanto, de que maneira influencia em nossas vivências.
Agora, é o momento de trazer algumas dicas que podem ajudar você a compreender  melhor as ações alheias e até mesmo as suas.
Vale dizer, nem todos os trejeitos passam uma imagem das mais positivas, como é o caso dos exemplos a seguir.
  • Mãos próximas à boca
Se mentira tem perna curta, o ato de levar a mão à boca enquanto você fala pode denunciar a tentativa de faltar com a verdade.
Mas esse não é único gesto característico de quem mente.
Passar a mão nos lábios, colocar objetos perto da boca e até mesmo tocar o queixo também são ações recorrentes na hora de contar uma mentira.
É como se você buscasse tirar o foco daquilo que é dito, como quem tem medo de ser pego no flagra.
  • Lábios cerrados
Manter os lábios comprimidos, de outra forma, denota que você tenta evitar dizer aquilo que pensa.
Pode significar, por exemplo, que prefere não responder a uma pergunta que foi feita.
Já o maxilar cerrado é um sinal mais ligado ao estresse. A mensagem é de que existe um desconforto.
  • Olhar sem foco
O olhar é uma das partes mais expressivas do nosso corpo.
Não é preciso ser nenhum expert no assunto de linguagem corporal para perceber, a partir dele, quando alguém está triste ou mesmo muito feliz.
Mas e o olhar sem foco, sabe o que significa? Também depende um pouco da direção.
Para cima e para a direita costuma indicar confusão, como quem busca por uma imagem mental enquanto desvia os olhos.
Tenha cuidado, pois pode fazer com que pareça inseguro no que diz.
Apenas para cima, de outra forma, pode denotar desprezo e irritação – aquela clássica revirada de olhos.
  • Contração da testa
Dúvida, tensão e até mesmo nervosismo.
É o que transparece na testa de alguém quando ela está franzida.
Esse é um sinal visto como negativo, que afasta o interlocutor.
Pense duas vezes antes de ter essa atitude em uma reunião de trabalho, por exemplo.
  • Cruzar os braços
Irritabilidade ou rejeição ao momento pelo qual está passando.
Essa é a principal mensagem evidenciada quando se cruza os braços ou mesmo as pernas.
Mais do que isso, o gesto parece criar uma verdadeira barreira física, que mostra pouca ou nenhuma abertura a ouvir aquilo que está sendo dito.
Vale ressaltar, não se trata de algo intencional.
Aliás, é bem comum que o discurso verbal diga exatamente o contrário, enquanto os membros se cruzam e mostram que, na verdade, o entendimento é outro.
  • Linguagem corporal positiva para comunicar confiança
Assustado com a quantidade de sinais negativos que podemos emitir a qualquer momento enquanto interagimos com outras pessoas?
Calma, também existe um lado positivo a ser considerado.
É hora de partirmos para alguns deles e aprender como passar uma impressão melhor ao se comunicar.
  • Aperto de mão dominante
Uma bom aperto de mão pode deixar uma impressão inicial e tanto.
Por isso, toda vez que for iniciar uma conversa com clientes ou mesmo parceiros do seu negócio, não tenha medo de demonstrar segurança.
Um aperto de mão firme é capaz de deixar claro que você domina aquela conversa.
Outro detalhe importante para conferir: palma da mão voltada para baixo ou para cima?
No primeiro caso, é você quem toma frente e se coloca como líder naquela interlocução. Ajuda a demonstrar poder.
Mas há momentos em que é preciso abrir mão do protagonismo e demonstrar espaço para o diálogo aberto e compartilhado, certo? Então, prefira o segundo exemplo.
  • Falar calmamente
O tom de voz faz toda a diferença na mensagem que queremos passar adiante.
Por isso, aqui a dica é articular muito bem cada palavra e não esquecer da respiração.
Quando você acelera demais o ritmo, acaba ficando sem fôlego e até perde a linha de raciocínio.
Tente manter a tranquilidade na fala mesmo diante de situações que implicam em estresse.
Isso demonstra credibilidade, além de evidenciar o seu domínio sobre o assunto.
  • Usar uma postura neutra
Sim, a sua postura pode dizer muito sobre você.
Há pouco falamos que cruzar braços e pernas indica que você está fechado para o assunto, certo?
De outro modo, quando você está com as costas retas e as mãos ao lado do corpo, de maneira descansada, consegue passar a mensagem contrária.
Se deseja ir ainda além na atmosfera amistosa, tente observar os gestos de quem está conversando com você e repeti-los. Assim, também demonstra simpatia.

São todas formas de melhorar a sua comunicação.
  • Manter um ritmo de respiração constante
Nem é necessário nos aprofundarmos na análise para dizer que uma respiração ofegante passa a impressão de que você está nervoso.
Logo, faça exercícios constantes para controlar o modo como respira: inspire e expire calmamente. Isso ajuda a controlar a ansiedade.
Em um momento decisivo, em que é preciso demonstrar autoconfiança, respire profundamente e segure o ar por alguns segundos, até sentir seus pulmões se expandindo.
  • Olhe nos olhos das pessoas
Sim, sabemos que nem sempre é fácil olhar fixamente para os olhos do outro.
Por outro lado, essa também é a melhor forma de transmitir a impressão de autoridade.
  • Você está no comando e faz questão de deixar isso claro.
Enquanto apresenta uma nova ideia e busca aceitação, também é importante direcionar alguns olhares certeiros ao rosto da pessoa.
Isso demonstra que você está seguro do que diz.
Dicas extras para levar em consideração ao analisar a linguagem corporal de alguém
  • As dicas a seguir podem ajudar você a entender melhor a comunicação humana, mesmo quando nenhuma única palavra é utilizada.
Ainda assim, é sempre bom considerar que todos os gestos que fizemos, a nossa linguagem corporal como um todo, não acontece sozinha.
O que isso quer dizer? Vamos explicar.
  • Leve o contexto em consideração
Contexto é tudo. Se isso vale para aquilo que falamos, serve também para a leitura dos nossos trejeitos.
Uma frase deslocada do momento em que foi dita pode perder todo o sentido e até mesmo soar absurda.
Com a linguagem corporal, não é diferente.
Para usar um dos exemplos já citados, vamos falar dos lábios cerrados.
Ok, sabemos que eles tendem a revelar o desconforto ao dizer algo que povoa os pensamentos.
Se estamos falando de alguém que está cercado de amigos, a reação pode estar relacionada ao medo de magoar alguém.
Já uma pessoa que está diante de um grupo de desconhecidos pode se sentir incomodada porque ainda não se vê confortável para dar suas opiniões.
  • Analise o todo da interação
Não se apegue apenas aos detalhes, olhando para eles de maneira individual.
Para compreender, de fato, o que a linguagem corporal está mostrando, é preciso analisar o cenário completo.
A série americana Lie to me traz alguns detalhes que ajudam a compreender essas particularidades.
Nela, uma equipe formada por especialistas em detectar mentiras usa seus conhecimentos para resolver investigações policiais.
O grupo é liderado por Cal Lightman, que dedicou toda a sua vida à compreensão do comportamento humano.
Durante um interrogatório, é comum que ele faça perguntas que nada têm a ver com o crime.
O motivo? Ser interrogado gera tensão em qualquer um e alguns sinais poderiam ser confundidos com mentiras.
Ou seja, o objetivo é detectar como o indivíduo responderia normalmente a uma simples pergunta, traçando um comparativo com o que vem depois, quando os gestos são analisados em sequência.
  • Perceba mudanças de padrão repentinas
Outro aspecto fundamental para interpretar o que diz a linguagem corporal é estar atento às variações repentinas de padrão.
Elas dizem muito sobre como cada uma das suas palavras é recebida pelo interlocutor.
Se o comportamento sofreu alterações significativas de uma hora para a outra, tente entender o que mudou.
Vá direto ao foco principal. É nos detalhes que as informações moram.
  • A linguagem corporal e o coaching
Você talvez esteja se perguntando o que coaching e linguagem corporal tem a ver um com o outro.
A resposta é absolutamente tudo, especialmente para o coach, que é o profissional responsável pelo processo.
Como especialista responsável por conduzir seus clientes em um caminho de crescimento pessoal ou na carreira – quando não os dois ao mesmo tempo – e dar suporte para a conquista de objetivos, o coach precisa estar atento aos sinais mínimos.
Ser capaz de identificar o significado em cada gesto pode ajudá-lo a fazer perguntas mais assertivas, que ajudem no processo do coachee (o cliente do coaching) de verbalizar suas emoções e pensamentos.
Afinal, a linguagem corporal é capaz de revelar uma infinidade de informações essenciais sobre a personalidade, as experiências e até mesmo aqueles traumas que podem não ter sido superados por completo.
Tudo isso diz muito sobre cada um de nós.
Um profissional capaz de perceber essas sutilezas certamente terá muito mais ferramentas para dar todo o apoio aos seus clientes.
  • Como se tornar um coach?
Você já pensou em se tornar um coach?
Imagine o quanto poderia dar suporte para que outras pessoas fossem capazes de alcançar suas próprias metas. Um trabalho recompensador, sem dúvidas.
O melhor disso tudo é que você pode começar agora mesmo, basta querer.
Não existe nenhum pré-requisito estabelecido para que alguém inicie nesta que é uma das carreiras que mais cresce em todo o mundo.
Mesmo assim, é claro, vale a pena tomar alguns cuidados básicos.
O primeiro deles é conhecer um pouco mais sobre a rotina do coach.
Para isso, a dica é conversar com profissionais que já atuam na área e alinhar expectativas.
Muitas pessoas conciliam o coaching com outra atuação e não tem qualquer problema com isso. Tudo passa por um gerenciamento eficiente de tempo e definição de prioridades.
Outro ponto fundamental é a escolha da instituição em que você vai se especializar.
São muitas as opções disponíveis no mercado e é importante buscar por aquelas que ofereçam certificações internacionais e contem com professores experientes.
Com esses cuidados, é só correr para o abraço e dar o primeiro passo para um novo futuro.
  • Formação em coaching SBCoaching
Se você deseja a melhor formação, vale a pena conhecer as alternativas oferecidas pela SBCoaching, líder de mercado e referência em treinamentos de alta performance.
Seu compromisso é promover a maximização do potencial que cada um carrega consigo.
Muitas vezes, você só precisa de um incentivo para despertar suas melhores qualidades e produzir uma mudança positiva em toda a sua rotina.
Os números ajudam a mostrar a relevância do trabalho realizado pela SBCoaching na área: já são mais de 35 mil coaches formados, além de três mil empresas atendidas.
Tudo isso só é possível por contar com um time de aproximadamente 300 profissionais.
Quer tirar suas dúvidas e conhecer mais sobre os cursos oferecidos? Aproveite para entrar em contato.
  • Conclusão
Conseguiu aprender um pouco mais sobre o universo da linguagem corporal?
Esperamos que possa usar esse conhecimento para ficar mais atentos aos detalhes da comunicação não-verbal daqui em diante.
Mas o principal disso tudo é que você consiga absorver todas as dicas positivas para melhorar a sua comunicação e ser mais assertivo no contato com as pessoas.
Como você viu, até mesmo algo tão simples como um aperto de mão pode ser interpretado de diferentes maneiras.
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sexta-feira, 3 de maio de 2019

MASC – Métodos Adequados de Solução de Conflitos

I – O que são os MASC:

Já denominados por “meios extrajudiciais”, e hoje mais conhecidos por “métodos adequados”, a Negociação, Mediação, Conciliação e a Arbitragem se constituem em alternativas amigáveis e pacíficas de solução de conflitos, e sobre os quais tem-se cada vez dado mais ênfase.
A mediação e a conciliação, tal como a negociação direta e a negociação profissional, são formas pacíficas por se fundarem no consenso entre as partes em conflito que, desarmando-se de qualquer espírito de contenciosidade, esposam o firme propósito de resolver amigavelmente a sua divergência, com boa-fé e boa vontade, através da atuação de uma terceira pessoa, neutra, ou de mais de uma, de sua livre escolha e confiança, a quem será entregue a aludida solução.

II – Negociação:

A negociação é um método em que as próprias pessoas, sem intervenção de um terceiro, discutem acerca de seus impasses e criam eventuais e possíveis soluções.
Características principais: É auto compositiva e célere; a abordagem pode ser tanto formal como informal; e, ocorre de forma competitiva ou colaborativa. Este método é baseado em técnicas de comunicação e análise comportamental.

III – Mediação e Conciliação:

Segundo o Art. 165 do Novo Código de Processo Civil:
  • § 2º – O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem;
  • § 3º – O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos.

IV – Mediação

A Mediação é um mecanismo não-adversarial e voluntário de resolução de controvérsias por intermédio do qual duas ou mais pessoas físicas ou jurídicas, buscam obter uma solução consensual que possibilite preservar o relacionamento entre elas. Para isso, recorrem a um terceiro, o Mediador. Este deverá ser imparcial, competente, diligente, com credibilidade e comprometimento com o sigilo. O Mediador estimula, viabiliza a comunicação e auxilia as partes na busca da identificação dos reais interesses envolvidos no conflito,
A mediação constitui um recurso eficaz na solução de conflitos originados de situações que envolvem diversos tipos de interesses. É processo confidencial e voluntário, em que a responsabilidade pela construção das decisões cabe às partes envolvidas. Diferente da arbitragem e da Jurisdição, em que a decisão caberá sempre a um terceiro.
A Mediação é um método de solução de conflitos, baseado em um procedimento judicial ou privado, primando pela flexibilidade procedimental, conduzido por um terceiro facilitador imparcial e capacitado (o mediador), que utiliza inúmeras técnicas de diversas áreas do conhecimento com intuito fomentar ou restabelecer a comunicação entre os envolvidos no impasse, criar ambiente propício para que estes criem opções positivas e sustentáveis para um eventual acordo total ou parcial, não devendo como regra avaliar ou opinar sobre essas opções criadas, contudo devendo sempre exercer o papel de agente de realidade.
Principais Características:
Autocomposição facilitada por um terceiro que não deve sugerir opções; Célere; Judicial ou Privada. Busca os interesses e não as posições adotadas pelas partes, faz análise sociológica do impasse e transforma as relações. Este método é baseado em inúmeras técnicas de diversas áreas do conhecimento. Site Mediadores e Conciliadores.
Procedimento:
A Mediação é indicada quando existe um relacionamento pessoal entre as partes. Dessa forma, o Mediador tem a função de estimular um diálogo produtivo, com objetivo não somente de ajudar a resolver o conflito, mas também de restabelecer o bom convívio entre as partes.
Aplicação da Mediação
Família; Empresarial; Societário; Contratual; Ambiental; Trabalhista; Escolar; Comunitária; Internacional e Outros.
Sua aplicabilidade abrange todo e qualquer contexto de convivência capaz de produzir conflitos, sendo utilizada, inclusive, como técnica em impasses políticos e étnicos, nacionais ou internacionais, em questões trabalhistas e comerciais, locais ou dos mercados comuns, em empresas, conflitos familiares e educacionais, meio ambiente e relações internacionais.
Vantagens da Mediação
Rapidez; Agilidade; Sigilo absoluto e Restabelecimento das relações humanas envolvidas no conflito.
Entre os principais benefícios desse recurso, destacam-se a rapidez e efetividade de seus resultados, a redução do desgaste emocional e do custo financeiro, a garantia de privacidade e de sigilo, a facilitação da comunicação e promoção de ambientes cooperativos, a transformação das relações e a melhoria dos relacionamentos.

V – Conciliação

É um meio de solução de controvérsias em que as partes resolvem o conflito, através da ação de um terceiro, o conciliador. O conciliador, além de aproximar as partes, aconselha e contribui com sugestões para um acordo.  O conciliador é uma pessoa neutra que após treinamento específico, age como facilitador do acordo entre os envolvidos, criando um contexto propício ao entendimento mútuo, propicio à aproximação de interesses e à harmonização das relações.
A conciliação é a forma preferida de resolução de conflitos no nosso sistema processual, se destacando da Justiça Pública e Justiça Arbitral porque: a) é mais rápida, barata, eficaz e pacifica; b) minimiza sentimento de injustiça na medida em que são as próprias partes que, mediadas e auxiliadas pelo conciliador, encontram a solução para o conflito posto; e, c) nela não há perdedor(es).
A conciliação é bastante conhecida na cultura jurídica brasileira. Quando trabalhada na esfera dos procedimentos extrajudiciais (quando o fato não se caracteriza como um Direito incontroverso e diz respeito a um Direito patrimonial privado), se identifica com as técnicas da mediação com enfoque no acordo (Modelo Tradicional baseado na Escola de Harvard) e trabalha com o esforço do terceiro conciliador (ou conciliadores, se mais de um) na condução de um entendimento que ponha fim ao conflito entre as partes. Sua principal característica é de que, na hipótese em que as partes não cheguem ao entendimento, o conciliador propõe uma solução que, a seu critério, é a mais adequada para aquela contenda. Contudo, as partes não estão obrigadas a aceitar a proposta do conciliador. É um processo voluntário e pacífico que cria um ambiente propício para as partes se concentrarem na procura de soluções criativas. As técnicas utilizadas na conciliação são as mesmas utilizadas na mediação com foco no acordo e têm como principal objetivo proporcionar às partes uma ótima solução para seu problema. Dentro da ótica do conciliador, a proposta a ser oferecida às partes deve parecer a melhor alternativa para composição daquele conflito, a mais justa e equitativa e a que melhor satisfaz os interesses das partes.
Conciliação é um método de solução de conflitos, baseado em um procedimento, via de regra judicial, mas podendo ser privado, conduzido por um terceiro imparcial e capacitado (o conciliador) que utiliza algumas técnicas com intuito de auxiliar os envolvidos a criarem opções positivas e sustentáveis visando alcançar o objetivo principal do procedimento que é o acordo. Neste procedimento, o Conciliador pode avaliar e opinar sobre essas opções criadas, exercendo o papel de agente da realidade.
Principais Características:
Autocomposição facilitada por um terceiro que pode sugerir opções; Célere; Judicial ou Privada. Deve buscar os interesses e não posições. Este método é baseado em algumas técnicas de comunicação. Site Mediadores e Conciliadores.
Procedimento:
Neste procedimento, o conciliador auxilia e oferece sugestões para as partes encontrarem a solução do problema. A sugestão obtida será positiva para as partes, independente do resultado, eis que propiciada a oportunidade do diálogo com a participação de um terceiro não interessado, que interfere sempre que necessário.
Aplicação da Conciliação:
Trabalhista; Família; Empresarial; Societário; Contratual; Ambiental; Escolar; Comunitária; Internacional; Órgãos públicos e Autarquias e Outros.
Sua aplicabilidade abrange todo e qualquer contexto de convivência capaz de produzir conflitos, sendo utilizada, assim como a mediação, como técnica em impasses políticos e étnicos, nacionais ou internacionais, em questões trabalhistas e comerciais, locais ou dos mercados comuns, em empresas e conflitos familiares.
Vantagens da Conciliação:
Rapidez; agilidade; sigilo absoluto e Restabelecimento das relações humanas envolvidas no conflito. É homologado pelo próprio juiz arbitral/conciliador, tendo o mesmo valor da Justiça Pública.
Entre os principais benefícios desse recurso, destacam-se a rapidez e efetividade de seus resultados, a redução do desgaste emocional e do custo financeiro e a garantia de privacidade e de sigilo.

VI – Arbitragem

É o acordo de vontades celebrado entre pessoas maiores e capazes, que preferem submeter a solução dos eventuais conflitos entre elas aos árbitros, e não à decisão judicial. Porém, para tanto, o litígio deve recair apenas sobre direitos patrimoniais disponíveis. Assim, o juízo arbitral é uma solução mais rápida para dirimir as controvérsias entre as partes. De acordo com o artigo 3º, da Lei nº 9.307/96, “as partes interessadas podem submeter a solução de seus litígios ao juízo arbitral mediante convenção de arbitragem, assim entendida a cláusula compromissória e o compromisso arbitral”.
Disciplinada pela Lei 9.307/96, é um sistema jurídico no qual as partes, pessoas físicas ou jurídicas, buscam voluntariamente uma solução rápida e definitiva do conflito que verse sobre direito patrimonial disponível. Para tanto, contam com o auxílio de um árbitro, escolhido pelas partes, que decidirá o litígio de maneira ágil e eficaz, proferindo decisão definitiva e irrecorrível. Uma vez escolhida a arbitragem como forma de solução de conflitos, as partes estarão impedidas de recorrer à Justiça Estatal.
A arbitragem tem como principais características ser um dos mais antigos institutos do Direito e ter como fundamento maior a autonomia da vontade. Essa autonomia da vontade das partes é espelhada no procedimento em todos os seus desdobramentos, que vão desde a possibilidade de nomeação, pelas partes, do árbitro (s) que decidirá a controvérsia com força de sentença judicial (o cumprimento da decisão é de cunho obrigatório nos termos da lei), passando pela escolha das regras que servirão de base ao procedimento e ao exame da matéria que, ainda, a critério das partes, poderá ser uma arbitragem de direito ou equidade, com base nos princípios gerais de Direito, ou nas regras internacionais de comércio e culminando com a minúcia da indicação do lugar onde se desenvolverá o procedimento e do idioma em que se desenvolverão os trabalhos.
Assim como os demais procedimentos alternativos, a arbitragem é fundada no consenso, que se estabelece por oportunidade da contratação entre as partes através da inserção no contrato da Cláusula Compromissória ou, ainda, como alternativa negociada por oportunidade do surgimento da controvérsia durante o curso da contratação por meio de um acordo para resolução por esta via.
Qualquer questão que verse sobre Direitos patrimoniais disponíveis poderá ser objeto de arbitragem nos termos da Lei 9.307/96.
A Arbitragem é um método de solução de conflitos Hetero compositivo através do qual, e por escolha dos envolvidos, um ou um painel ímpar de árbitros é escolhido (s) para decidir acerca do impasse instaurado. Os poderes concedidos aos árbitros para decidirem são oriundos de uma convenção privada, e sua decisão será baseada nesta convenção, sem intervenção estatal, sendo a decisão destinada a assumir a mesma eficácia de sentença judicial. A abrangência, via de regra, são relativos a direitos patrimoniais disponíveis. A arbitragem pode ser realizada em uma Instituição e respeitando às suas regras ou AD HOC (não institucional), onde será construído regras para seu funcionamento.
Principais Características:
Hetero compositivo; Célere; Formal e Procedimental; Análise Técnica do impasse por um terceiro. Este método é baseado em compromisso privado.
Procedimento:
Na Arbitragem, as partes concordam em deixar que o Árbitro escolhido decida o caso em questão. A decisão proferida deve ser cumprida e tem a mesma validade de uma sentença dada pelo Poder Judiciário.
Aplicação da Arbitragem:
A arbitragem pode ser aplicada em várias áreas do Direito relativas a questões que envolvam bens patrimoniais disponíveis, que tenham valor econômico e que possam ser transacionados, tais como: Cível; Comercial; Imobiliário; Agronegócios; Trabalhista; Consumidor e Contratos em geral – locação, compra e venda, prestação de serviços, etc.
Vantagens da Arbitragem:
Rapidez e agilidade nas decisões; Redução de custo financeiro; Garantia de privacidade e sigilo; além de Restabelecimento do relacionamento entre as partes após a resolução do conflito, entre outras.

VII – Judicial

O Método Hetero compositivo baseado na intervenção do judiciário, é o mais conhecido e tradicional na sistemática atual brasileira. É o método pelo qual o Estado-Juiz (representado pelo juiz de direto), decidirá com base nas provas e documentos a ele apresentadas. Visa à analise primordial da lide processual e factual.
Principais Características:
Hetero compositivo; Moroso; Formal e Procedimental; Análise da lide processual por um terceiro. Este método é focado, principalmente, nas Posições.

VIII – Quadro Comparativo:

quinta-feira, 2 de maio de 2019

A Pedagogia Empresarial e a Educação Corporativa

Considerando os desafios das organizações no ambiente competitivo por vezes hostil em função das constantes mudanças, torna-se necessário levar em conta todos os mecanismos disponíveis para garantir a sobrevivência.
A pedagogia empresarial se desenvolve por meio de estratégias com o objetivo de obter uma aprendizagem mais eficiente e eficaz visando à mudança comportamental dos colaboradores quando necessária considerando aspectos interpessoais, profissionais e até mesmo pessoais.
O pedagogo empresarial atua na reestruturação das corporações contribuindo para o desenvolvimento de competências, lidando com riscos e distintas culturas no complexo mundo organizacional que exige elevada competitividade para que as empresas permaneçam no mercado.
O capital humano é um diferencial estratégico no que se diz respeito ao competitivo mundo dos negócios. A pedagogia nas organizações pode promover mudanças consideráveis no aperfeiçoamento dos colaboradores, provocando profundas transformações positivas para um melhor desempenho na carreira profissional.
Cada trabalhador possui uma forma de ser e agir de acordo com sua criação, formação e desenvolvimento no decorrer da vida pessoal. Tais características são levadas naturalmente para o âmbito profissional, mas em algumas situações precisam ser ajustadas para proporcionar um bom trabalho em equipe e aprimorar os resultados empresariais.
O pedagogo empresarial trabalha em parceria com departamento de recursos humanos, preparando os funcionários conforme as necessidades organizacionais, contribuindo inclusive para a qualificação profissional e pessoal com o objetivo de aumentar significativamente a produtividade e qualidade.

Um bom profissional nesta área consegue articular competentemente criando pontes para que os colaboradores obtenham sucesso para atingir as metas e objetivos das estratégias definidas pela alta direção da organização.

A educação corporativa

A educação corporativa é um mecanismo que serve para auxiliar na promoção da educação contínua necessária para as empresas que desejam continuar progredindo e evoluindo. Desta forma, este conceito desenvolve as habilidades e competências necessárias para viabilizar os resultados desejados pela alta cúpula da empresa.
Existem diversas metodologias de ensino que podem ser aplicadas para estimular a aprendizagem dos colaboradores, como: presencial, educação a distância, gestão do conhecimento e autodesenvolvimento.
O método presencial permite a aprendizagem por meio de palestras, cursos, pós-graduações, cursos livres, técnicos, profissionalizantes e outros. Tais formas de ensino podem ser custeadas total ou parcialmente pela empresa para estimular e motivar o colaborador.
O método de educação a distância está se expandindo cada vez mais e utiliza conceitos como o E-learning (aprendizagem eletrônica), cujo modelo de ensino se sustenta em tecnologias de ambiente virtual, TV corporativa, colaboração online e similares.
A gestão do conhecimento une as práticas de ensino presencial e virtual para o compartilhamento, retenção, difusão e disseminação do conhecimento. Cabe ressaltar que a gestão do conhecimento é um processo de transformação dos conhecimentos individuais para disponibilização a toda a organização visando à manutenção da vantagem competitiva.
Já o autodesenvolvimento se baseia no princípio autodidata que envolve a aprendizagem por intermédio de livros, revistas especializadas, áudios, Internet, newsletter, filmes e vídeos.
Existem organizações que não treinam o capital humano por receio de perder o funcionário para outra empresa. Entretanto, cabe sempre frisar que agir desta maneira é um grande erro, pois as organizações que almejam vencer desafios têm de ter colaboradores capacitados e saber mantê-los motivados para a obtenção dos resultados esperados no ambiente corporativo.