segunda-feira, 7 de maio de 2018

Contabilidade Para Não Contadores

A contabilidade para não contadores pode ser um desafio, embora seja essencial para o dia a dia e o sucesso da empresa. Cada vez mais, o empreendedor não pode se distanciar da contabilidade simplesmente por não se tratar da parte que mais o motiva em seu negócio. Se der as costas para essa ciência, perde a capacidade decisória, já que o entendimento de seus conceitos técnicos traz facilidades para a resolução de problemas financeiros e tributários. 
Nesse sentido, a contabilidade serve como um apoio não apenas para o cumprimento de obrigações fiscais, mas também para o crescimento do negócio. Mas como o contador pode tentar traduzir um pouquinho de sua realidade e explicar a contabilidade para não contadores? É o que vamos descobrir em seguida.

Contabilidade para não contadores: principais termos

Ao começar a estudar uma nova área, o primeiro passo é definir os principais conceitos que serão utilizados. E com a contabilidade não é diferente. Então, vamos começar pela descrição dessa ciência? “A contabilidade é a linguagem dos negócios. Mede os resultados das empresas, avalia o desempenho dos negócios e dá diretrizes para tomada de decisões”, descreve o professor José Carlos Marion. 
Confira agora alguns termos essenciais para explicar contabilidade para não contadores:

Ativo - Conjunto ou grupo de direitos e bens, ou seja, tudo o que a empresa possui, desde contas nos bancos, dinheiro em caixa e bens e até contas a receber de clientes.

Bens ou imobilizados - Tudo aquilo que pode ser avaliado de maneira econômica. Pode ser um objeto de valor elevado, como um equipamento necessário para a produção de um item, ou até mesmo imóveis e automóveis. Nesse quesito, ao explicar contabilidade para não contadores, é importante deixar claro a diferença entre os bens tangíveis (o que é palpável, como computadores e móveis) e intangíveis (que não podem ser tocados, como a marca da empresa ou softwares).

Custos - Os custos são gastos que estão envolvidos com a produção de um item de venda ou a prestação de serviço, como matéria-prima ou pagamento dos funcionários da produção. Leia, neste artigo, uma explicação detalhada sobre o que seu cliente precisa entender sobre contabilidade de custos.

Despesas - São gastos que estão envolvidos com a obtenção de receitas, mas que não têm relação direta com a produção de um item ou com a prestação de serviço. Podemos considerar as receitas como sendo valores utilizados na administração da empresa, como materiais de escritório e telefone.

Direitos - Bens de propriedade da empresa que estão sob responsabilidade de terceiros, como, por exemplo, valores a receber, dinheiro em banco, clientes, aplicações financeiras e outros.

Fluxo de caixa - É o registro de toda a movimentação financeira, tanto de entradas quanto de saídas de dinheiro da empresa. Também podem ser analisados os valores de desembolso e recebimento futuro.

Passivo - É o conjunto ou grupo de obrigações. Também pode ser o capital de terceiros ou passivo exigível. No passivo, podemos considerar as contas a pagar, obrigações trabalhistas, empréstimos, impostos a pagar e financiamentos.

Patrimônio - É o conjunto ou grupo de elementos necessários para a existência da empresa, ou seja, obrigações, bens e direitos. É importante salientar que no patrimônio são incluídos tantos os bens da empresa quanto as contas a pagar e todos os itens necessários para o seu funcionamento — e por isso existe também o termo “balanço patrimonial”.

Patrimônio líquido - É a diferença entre ativo e passivo. O conceito pode se referir à saúde da empresa, ou seja, quanto maior for, melhor será a condição da entidade. No patrimônio líquido, também consideramos o capital social dos sócios.

Receitas - São todos os valores recebidos da prestação de serviços ou da venda de produtos. 

Esses são os principais conceitos que precisam ser ensinados sobre contabilidade para não contadores. Mas como transmitir essas ideias para os clientes?

Como conversar sobre contabilidade com clientes - 

No contato com seus clientes, você vai perceber como muitos deles consideram a contabilidade uma ciência complexa e distante. 
Diante dessas circunstâncias, o mais aconselhável é abster-se da utilização de termos muito técnicos e utilizar uma linguagem mais simples. Mas lembre-se sempre de que isso não significa omitir informações. Essa medida deve ter o objetivo de informar o cliente sem que ele perca o interesse ou se desmotive por não compreender a explicação.
Para isso, tente passar ideias mais claras e objetivas sem entrar no mérito dos conceitos técnicos. Isso apenas será necessário caso o cliente demonstre interesse em entender mais sobre o assunto ou caso já tenha um certo entendimento sobre contabilidade.
E lembre-se de que os conceitos destacados podem ajudar nesse processo de explicar contabilidade para não contadores, especialmente quando você precisar demonstrar os resultados do balanço patrimonial ou o cliente solicitar ajuda para tomar decisões estratégicas.

Importância da relação entre o contador e o cliente

Devido à falta de informação sobre as atividades realizadas e a importância do contador, infelizmente a primeira impressão que muitos clientes têm sobre os escritórios de contabilidade é a de que oferecem os mesmos serviços, ou seja, sem nenhum tipo de diferencial (a não ser o preço).
Diante dessa percepção, os profissionais da área precisam encontrar formas de atrair novos clientes e, claro, manter a boa relação com os já existentes.
Ao levar essas ideias em consideração, você vai notar que explicar contabilidade para não contadores é uma forma de estreitar os laços com os clientes. Quer dizer, é preciso encontrar formas de tornar a relação mais clara e mais próxima.
Se você conseguir transmitir o significado das práticas contábeis, ganhará a confiança desse cliente, que o verá, com o tempo, como um aliado estratégico.
Assim, pouco a pouco, à medida que o cliente vai entendendo mais sobre a contabilidade, você também pode ir entendendo melhor o cliente, suas dores e necessidades. Como lembra Márcia Giubertoni, consultora do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entender o cliente é um diferencial em qualquer empresa.
Copiado: https://contadores.contaazul.com

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Motivação: motivo, propósito e ação

Desde que o mundo surgiu, as aspirações pela busca de desenvolvimento, aperfeiçoamento, descobertas, assolaram a mente do ser-humano, num desafio constante de sentir-se ativo, encorajado.
Ao longo dos séculos, muito se buscou saber sobre o que mantém um indivíduo motivado. E nessa seara, grandes pesquisadores trouxeram diversas teorias (mais tarde comprovadas) sobre o comportamento humano e sua disciplina com a linha que divide a decisão de um indivíduo fazer ou não algo, permanecer ou não a fazer algo.
Maslow, com sua Hierarquia das Necessidades Humanas, define que o ser-humano é movido por necessidades e o esforço em satisfazê-las é o que o mantém motivado. No mesmo pensamento, não conseguir ou não vislumbrar sucesso em satisfazer alguma necessidade é o que torna o indivíduo desmotivado.
A palavra motivação vem de “motivo”, “causa”, ou ainda, segundo a psicologia “conjunto de processos que dão ao comportamento uma intensidade, uma direção determinada e uma forma de desenvolvimento próprias da atividade intelectual”. Ao dividirmos a palavra em duas partes, temos motivo + ação. Ou seja, motivação é uma relação de causa e efeito. Ou melhor, motivo e ação.
No entanto, não basta simplesmente ter um motivo. Este deve ser carregado de um propósito, algo ainda maior, que ativa a ação em busca de satisfazer essa necessidade. Sim, motivos são necessidades. Ninguém quer simplesmente ser “rico”. Se quer, é porque tem algum propósito, seja ele comprar uma casa, um carro, ou o que quiser, quando quiser, mas tem um propósito.
Da mesma forma, ninguém investe em um curso universitário simplesmente para ter um diploma (ainda que uma grande parcela tenha isso em mente), mas sim, porque tem um propósito, ter uma formação, ter mais oportunidades no mercado de trabalho.
Entender o processo de motivação passa pelo autoconhecimento. É preciso saber o que se quer, para então definir como alcançar. Quais os motivos, propósitos e então depois agir. Autoconhecimento é a placa de sinalização que indica o sentido a ser seguido.
Assim, entende-se que motivação é uma sincronização entre motivo, propósito e ação. Todos seguindo a mesma direção.
Mas, e quando essa tríplice não se comunica?
A desmotivação surge exatamente no momento em que há uma ruptura na sintonia entre motivo, propósito e ação. E isso pode ocorrer por pelo menos três fatores:
1) quando o motivo é divergente da ação: quero investir em um curso universitário, ter um diploma, porém não tenho tempo para acompanhar as aulas.
2) quando o motivo é divergente do propósito: quero ser rico, mas quero continuar vivendo minha vida como é hoje.
3) quando não há ação: querer é poder, mas algo precisa ser feito.
Manter-se motivado, portanto, é um processo de reciclagem, no qual devem ser continuamente monitorados os motivos, propósitos e ações, de forma integrada, que irão conduzir à satisfação de necessidades e, por fim, à realização de objetivos.

Albert Einstein, em uma célebre frase disse: “Algo só impossível até que alguém duvide e resolva provar o contrário”. Eis um motivo, eis um propósito, eis a ação.
Lembre-se não há ações sem motivos. Todo passo é um passo rumo a alguma direção. “A única coisa que importa é colocar em prática, com sinceridade e seriedade, aquilo em que se acredita.” (Dalai Lama)
Copiado: http://www.varejista.com.br

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Esgotamento Psicológico: Nem Sempre É Fraqueza, Às Vezes É Por Ter Sido “Forte” Demais

Às vezes desabamos mentalmente, não porque somos pessoas fracas, mas por sermos muito fortes. Sofremos demais, estamos por muito tempo, assumindo muitas responsabilidades. 

Vencendo uma guerra após outra e só o fato de sermos pessoas fortes, parece que nos impõe a obrigação de jamais termos o direito de sermos fraquejar um instante qualquer.

Mas é muito compreensivo e normal, às vezes, sofrermos uma profunda exaustão psicológica.

O cansaço psicológico geralmente é um processo lento, ele se acumula gota a gota sem perceber. A gota d’água que transborda o copo pode ser qualquer coisa que nos coloca cara a cara com a impossibilidade de resolver determinados assuntos que vão se acumulando. Então nós caímos, física e mentalmente.

O que é o esgotamento psicológico e quais são suas causas?
O esgotamento psicológico é um estado de extrema exaustão mental e emocional, que muitas vezes é acompanhado por um sentimento de falta de força física. Esse estado de desgaste extremo é causado por um excesso de recursos emocionais e / ou cognitivos. Em outras palavras: nós não damos mais de nós. Muitas vezes, é experimentado como uma espécie de inércia física e mental, um sentimento de “peso” que envolve o dia a dia, como se estivéssemos ligados no piloto automático.
As causas do esgotamento psicológico são variadas, embora em muitos casos haja uma constante: dar muito e receber pouco, por exemplo. A exaustão psicológica aparece como resultado de uma entrega constante e até mesmo excessiva, seja no trabalho, para outros, para um projeto que nos excita, mas também nos consome; aos problemas cotidianos, às tarefas do dia a dia.
Ao mesmo tempo, não recebemos praticamente nada em troca que possa equilibrar o saldo. Não podemos descansar e relaxar o suficiente, não passamos tempo de qualidade sozinhos com nós mesmos e não recebemos atenção, carinho e compreensão suficientes das pessoas que nos rodeiam. Na prática, é como se extraíssemos toda a energia do nosso emocional, mas não nos preocupamos em repô-las.
Em outros casos, a fadiga mental é causada por muitas mudanças em um tempo muito curto, embora estes sejam positivos. No entanto, quando acontece tão rapidamente, não podemos gerenciá-los e nos sentimos sobrecarregados. Nesses casos, embora aparentemente tenhamos tudo o que queremos, em nossa mente temos um tipo de sensor que nos diz que algo está falhando.

Fadiga mental: sintomas premonitórios de exaustão 
➡️ 1. Perda de energia. O sentimento de exaustão psicológica geralmente se reflete primeiro fisicamente, então é normal que você se sinta sem energia. Só o ato de abrir os olhos pela manhã, faz você achar que não poderá enfrentar o dia.
➡️ 2. Irritabilidade. Um dos sintomas mais evidentes de exaustão psicológica é nervosismo, irritabilidade e hipersensibilidade porque você perde o autocontrole com mais facilidade do que o normal. Ao mesmo tempo, você começa a interpretar os estímulos como se fossem ameaças, o que leva você a reagir, colocando-se na defensiva.
➡️ 3. Insônia. Muitas vezes, por trás do esgotamento psicológico, estão ocultos problemas não resolvidos, que se aproximam em sua mente, de modo que não permitem que você durma bem e você se vê acordado por várias horas durante à noite.


➡️ 4. Anhedonia. Incapacidade de desfrutar de pequenos prazeres da vida. As coisas que você já desfrutou já não o encorajam mais. É como se o mundo subitamente tivesse perdido suas cores. Em alguns casos, você pode sentir como se você flutuasse em uma espécie de limbo que o distancia da realidade.
➡️ 5. Perda de motivação. Quando você está extremamente exausto, você simplesmente não encontra a motivação para se envolver em novos projetos ou fazer as coisas com as quais você se apaixonava antes. Qualquer tarefa parece titânica e você desenvolve uma profunda apatia em relação ao mundo. E a todo momento aparecem sentimentos de desencanto, decepção e desespero.
➡️ 6. Falhas na memória. A atenção é um dos primeiros processos psicológicos que são afetados quando você está exausto, o que também leva a lapsos frequentes. É provável que você esqueça as mensagens, que você não lembre de onde você deixou as chaves ou mesmo que tenha dificuldade em lembrar o que você comeu no dia anterior. Isso ocorre porque sua mente está muito saturada para continuar processando e armazenando informações no nível consciente.
➡️ 7. Pensamento lento. O esgotamento psicológico também afeta processos cognitivos, então você pode perceber que você pensa mais devagar ou que tem dificuldade em pensar. O que você costumava fazer rapidamente, custa-lhe muito mais e às vezes você até achou difícil dar um sentido lógico às ideias em sua mente ou acompanhar um longo discurso.

Quem é mais vulnerável ao esgotamento psicológico?
Todos podemos nos esgotar psicologicamente, especialmente quando passamos por situações particularmente estressantes na vida, mas existem algumas características de personalidade que podem nos tornar mais vulneráveis ​​a essa exaustão mental.
🔴– Perfeccionismo. Os perfeccionistas, que exigem muito de si mesmos, acabam adicionando um peso extra nos ombros que, a longo prazo, representa mais estresse.
🔴– Dificuldade para delegar. As pessoas que querem assumir todas as tarefas, porque acreditam que os outros não sabem como fazê-las ou não estão à altura, são mais propensas a sofrer o esgotamento psicológico devido a um excesso de responsabilidades.
🔴– Sensibilidade extrema. As pessoas que são muito empáticas e hipersensíveis são mais propensas a sofrer um estado de exaustão emocional porque muitas vezes assumem os problemas dos outros como seus próprios, sem poder estabelecer uma distância psicológica de proteção.
🔴– Incapacidade de relaxar. Algumas pessoas, devido às características do sistema nervoso, acham mais difícil relaxar e se desconectar do que outros. É como se o seu cérebro tivesse funcionado a mil revoluções por minuto constantemente. No entanto, no longo prazo, isso acaba fazendo exame de seu pedágio.

Remédios para a fadiga mental: as 5 regras a seguir
Todos devem encontrar seu próprio remédio para a fadiga mental, o que significa que você deve detectar o que está consumindo sua energia e enfrentar esse problema, talvez numa perspectiva diferente. Lembre-se de que, às vezes, uma mudança de perspectiva é suficiente para mudar tudo, sem que nada mude.
No entanto, aqui estão 5 regras gerais que você deve seguir para lidar com o esgotamento psicológico:
💖1. Descanse. Para ser eficaz e produtivo, você precisa descansar. Na vida, é essencial encontrar um equilíbrio entre trabalho e obrigações e tempo livre e descanso. Certifique-se de encontrar o tempo para relaxar, de modo que se torne um hábito diário – dos 15 minutos após às refeições – e assim, você pode evitar o esgotamento físico e psicológico.
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2. Priorizar. O dia tem 24 horas, embora você queira não pode estendê-lo. Portanto, você deve aprender a priorizar as coisas que parecem ser urgentes, mas também aquelas com as quais você é mais apaixonado. Porque se você preencher o seu dia com tarefas que geram estresse, isso causará fadiga mental profunda, então você deve se permitir um equilíbrio dentre suas prioridades.


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3. Demanda menos. Seja um pouco mais realista, você não é um super-homem ou uma super-mulher. Às vezes, nada acontece se cometer erros, se as coisas não forem perfeitas ou se as adiar. Não adiciona pressão desnecessária à sua vida, você não é uma panela.
💖4. Seja compassivo consigo mesmo. Trata de se relacionar com você, assumindo uma atitude mais positiva e compassiva. Consiste em modular o discurso que você mantém com você, dando-lhe confiança e tranquilidade, em vez de recriminar e criticar a si mesmo com dureza. Um discurso que acrescenta mais estresse e desconforto se tornará o combustível que alimenta o esgotamento psicológico.
💖5. Reencontre-se. O esgotamento psicológico geralmente cria em torno de nós uma camada composta de preocupações, pressões, deveres, angústia e auto-demandas que, a longo prazo, nos faz esquecer de nós mesmos. Portanto, é importante que você encontre um espaço para estar sozinho com você, alguns momentos do dia em que você simplesmente respire com facilidade e conecte-se com suas necessidades, sonhos e desejos
E lembre se que nós não somos mulher Maravilha e nem super homem...

Por; Elisagela Dias - www.facebook.com/Pastora.ElisangelaDias

quarta-feira, 2 de maio de 2018

e Social


O que é eSocial: fique atento a sua implantação

Todo empregador precisa estar atento às mudanças na legislação relacionada aos direitos dos trabalhadores no Brasil.
Uma das novidades é a implantação do eSocial, um sistema público de escrituração digital que unifica todas as obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas das empresas.
Na prática, os profissionais que lidam com a gestão de pessoas terão de enviar os dados exigidos de maneira periódica por meio de uma plataforma online. O projeto trará alguns impactos significativos, mas o principal deles é a transformação cultural. Veja mais detalhes abaixo:

  • Surgimento do eSocial

A burocracia enfrentada pelas empresas brasileiras foi o que impulsionou essa medida por parte do governo federal. Dessa forma, o objetivo é tornar o ambiente de negócios mais simples.
Hoje, as organizações privadas precisam apresentar informações a vários órgãos públicos: Receita Federal, Previdência Social e Caixa Econômica Federal, por exemplo.
O envio desse dados é feito de várias formas e com padrões diferentes, tanto online quanto offline. Por isso, as obrigações do setor de RH se tornam extremamente burocráticas. Com o novo sistema, o registro será feito em um layout único, facilitando esse trabalho entre o eSocial e a folha de pagamento.
O eSocial foi estabelecido pelo decreto 8373, de 2014. No ano seguinte, entrou em vigor apenas um de seus módulos, relacionado ao trabalho doméstico.

  • Prazo para a implementação do eSocial

Após várias prorrogações, o sistema completo deve começar a valer oficialmente em 1º de janeiro de 2018 para empresas com faturamento anual igual ou maior que R$ 78 milhões. Neste caso, a informação de eventos relativos à saúde e segurança do trabalhador (SST) só será obrigatória pelo eSocial após seis meses (julho 2018).
Para as demais empresas, a data prevista é 1º de julho de 2018. Incluindo as micro e pequenas e também os MEIs(Microempreendedores Individuais). Nesse caso, a informação de eventos relativos à saúde e segurança do trabalhador (SST) também só será obrigatória pelo eSocial após seis meses (janeiro 2019).

  • Vantagens do eSocial Empresas

Por meio do eSocial Empresas, disponibilizado no SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), as organizações poderão substituir 15 prestações de informações ao governo por um único informativo. São as seguintes:
    Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP);
    Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para controlar as admissões e demissões de empregados sob o regime da CLT;

      Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ;
       
      Livro de Registro de Empregados (LRE);
       

    • Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT);
    •  
    • Comunicação de Dispensa (CD);
    •  
    • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) ;
    •  
    • Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP);
    •  
    • Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) ;
    •  
    • Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) ;
    •  
    • Quadro de Horário de Trabalho (QHT);
    •  
    • Manual Normativo de Arquivos Digitais (MANAD);

      •  
      Guia de Recolhimento do FGTS (GRF);
         
      • Guia da Previdência Social (GPS);
      •  
      • Folha de pagamento.
      Além disso, o sistema deve diminuir as ocorrências de erros ao possibilitar a inclusão de dados em tempo real. O programa também permitirá a geração automática de guias de recolhimento do FGTS e de outros tributos.
      Um detalhe importante é que nenhuma nova obrigação será exigida com a implantação do eSocial — a única mudança está na unificação dos documentos. Outra vantagem é ampliar a produtividade do setor de RH, já que todas essas atividades serão simplificadas.

      • EFD-REINF e o eSocial

      É importante deixar claro que o eSocial será complementado pela EFD-REINF, obrigação que compreende eventos que estavam no projeto inicial do eSocial e que agora serão tratados de forma independente, ou seja, mais uma obrigação que faz parte do projeto SPED, e acompanha o cronograma do eSocial.
      A nova escrituração substituirá as informações contidas em outras obrigações acessórias, como o módulo da EFD-Contribuições que apura a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB).

      • Mudanças para o RH

      Assim que o eSocial entrar em vigor, o setor de recursos humanos precisará lançar informações no sistema todos os dias. Assim que o envio for feito, o profissional deverá receber um protocolo de validação do recebimento por parte da Receita Federal. Os prazos de envio variam de acordo com a atividade, conforme os exemplos a seguir:
      • Admissão e demissão: deve ser informada assim que ocorrer, pois o trabalhador não poderá exercer suas funções enquanto o arquivo não for lançado na base;
      • Jornada e mudanças de horários: qualquer alteração deve ser informada assim que ocorrer, mesmo para aqueles trabalhadores que não precisam marcar o ponto;
      • Folha de pagamento: o envio deve ser feito no dia 7 do mês seguinte;
      •  
      • Alterações salariais: essa informação deve ser enviada no dia seguinte à alteração.
      Apesar de assustar em um primeiro momento, o eSocial tem uma ótima previsão. Espera-se que os profissionais acostumem-se rapidamente ao sistema, percebendo de maneira rápida os efeitos da implantação e da diminuição da burocracia.
      Independentemente do porte, todas as empresas devem estar preparadas tecnologicamente para seguir o que determina essa nova medida governamental. Lembre-se que o eSocial é uma ótima oportunidade para o seu escritório contábil orientar os clientes e oferecer o suporte necessário, demonstrando a importância do contador.
      Copiado: http://www.contabeis.com.br

      segunda-feira, 30 de abril de 2018

      Administração Direta e Indireta - Qual a diferença??

      Você, como cidadão, já deve ter percebido que se relaciona com os serviços prestados pelo Estado de diferentes formas. E mais que isso, o próprio Estado fornece estes serviços segundo uma lógica de gestão diferenciada. Mas você já se perguntou o porquê disso?
      Para começar a responder esta pergunta, é preciso que se esclareça o conceito de direito administrativo. Segundo o jurista Leandro Cadenas, ele deve ser entendido como o conjunto dos princípios jurídicos que tratam da Administração Pública, suas entidades, órgãos, agentes públicos, ou seja, sobre tudo aquilo que diz respeito aos modos que o estado persegue o alcance de suas finalidades. Assim, tudo que diz respeito à administração pública é regido pelo direito administrativo.
      Dentro deste conjunto de princípios, existe uma distinção fundamental para responder a questão inicial do post: a diferenciação entre administração direta e indireta. Iremos em breves linhas traçar as características e especificidades de cada uma delas.

      Administração Direta 

      A característica determinante da administração direta é a sua composição: o órgãos públicos pertencentes a ela estão ligados diretamente ao poder executivo federal, estadual ou municipal. Neste sentido, estes órgãos de fato integram essas pessoas federativas (Federação, Estados e Municípios) e são responsáveis imediatos pelas atividades administrativas do Estado.
      Além disso, não possuem personalidade jurídica própria, patrimônio e autonomia administrativa, uma vez que seus orçamentos são subordinados às esferas das quais fazem parte.

      Como exemplo de órgãos da administração direta pode-se citar os ministérios do governo federal, as secretárias dos estados federativos e dos municípios.

      Administração Indireta

      Já a administração indireta é caracterizada por entidades que possuem personalidade jurídica própria, possuindo portanto, patrimônio, autonomia administrativa e orçamento específico para seus fins e de responsabilidade de gestão. Os exemplos correntes são as autarquias, as fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista. Cada uma dessas entidades, por sua vez, possui algumas características próprias.
      As autarquias são serviços autônomos, instituídas por lei e portadoras de personalidade jurídica própria, bem como patrimônio e receita. Seu objetivo é executar atividades típicas da Administração Pública, que por motivo de otimização da funcionalidade, requerem uma descentralização da gestão administrativa e financeira. O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a Agência Nacional de Saúde (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) representam autarquias no serviço público nacional.
      As fundações públicas possuem personalidade jurídica de direito público, que não visam lucro e criadas em para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público. Também possuem autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e tem em sua fonte de financiamento os recursos da União e demais fontes. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) representam fundações públicas.

      As empresas públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio e capital exclusivo da União, criadas para a exploração de atividade econômicas que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. Um exemplo de empresa pública é a Caixa Econômica Federal.
      Por fim, existem as sociedades de economia mista, que são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da Administração Indireta. São portanto, controladas pelo Poder Público. O Banco do Brasil e a Petrobras são, provavelmente, os maiores exemplos no caso brasileiro.
      Copiado: https://blog.luz.vc

      sexta-feira, 27 de abril de 2018

      A NOVA BATALHA DE NIKAIA

      Com inspiração na deusa grega, mulheres ajudam outras a se empoderarem e mostrar o seu lugar

      A luta feminina está diariamente nos jornais. 

      As mudanças trazidas pelo príncipe Mohammed bin Salman na Arábia Saudita são apenas uma demonstração de extremismo nos limites impostos às mulheres e que só agora poderão dirigir, por exemplo.


      Porém, a trajetória feminina vai além do mundo árabe. Mesmo em sociedades mais modernas, a mulher enfrenta a realidade de oportunidades reduzidas. De acordo com a Pnad 2015, as mulheres representam 44% da força de trabalho no Brasil, mas apenas 37% dos cargos de liderança.

      Hoje, as empresárias já são quase 8 milhões, porém, segundo o Sebrae, a maioria atua em empresas informais ou com menor estrutura. Infelizmente, a realidade brasileira não é única.

      Para se ter ideia, no Vale do Silício apenas 2% das startups são chefiadas por mulheres. Racionalmente, todos consideram esses dados absurdos. Mas, esses conceitos continuam entranhados em nossa cultura. 

      Ao longo do tempo buscam-se alternativas para provar a importância das mulheres nas organizações. Mas, a especialista em diversidade nas organizações, Sarah Kaplan, da Rotman School of Management, trouxe à tona uma questão.

      • Por que temos que provar que a mulher é necessária nas organizações? 
      • Por que criar casos para justificar o seu desempenho? 
      • Alguém já pediu isso a um homem? 
      • A verdade é que até nossas questões são permeadas por essa visão.

      A história da mulher é marcada pela busca de uma justificativa para ser valorizada e por equilibrar milhares de pratos ao mesmo tempo. 

      No entanto, a história que temos que escrever é a da deusa grega Nikaia ou Nice que estava sempre próxima à Atena, a deusa da estratégia e das batalhas, garantindo-lhe o bom resultado. 

      E foi para mostrar esse lado vitorioso da mulher, que eu, juntamente com nove outras coaches oriundas de carreiras executivas, criamos o Grupo Nikaia.

      O objetivo é empoderar as mulheres e fazer que entendam o contexto no qual estão inseridas dentro das organizações, além de fazer com que acreditem na sua capacidade de voar e chegar aonde desejam, como a deusa grega. 

      Essa batalha é longa e árdua. 

      Que Nikaia nos garanta mais uma vitória!


      Por: Ana Paula Alfredo - http://www.gestaoenegocios.digisa.com.br

      quinta-feira, 26 de abril de 2018

      O que é RH Estratégico e por que sua empresa precisa de um

      Segundo o Michaelis — dicionário da língua portuguesa — recursos humanos é um conjunto de pessoas que trabalham em uma instituição e colaboram para que a empresa atinja suas metas. 
      De fato, esse conceito define basicamente o que é RH estratégico. Porém, neste artigo vamos aprofundar um pouco mais essa definição na área de recursos humanos.
      Hoje, mostraremos por que é importante adotar esse método de trabalho em sua instituição e que diferença há entre o RH tradicional e o estratégico. Por fim, ensinaremos como implantar esse modelo de gestão em sua empresa. Interessado? Então continue lendo e confira!

      O que é RH estratégico? O conceito de RH estratégico não é algo novo. Segundo um artigo da Scielo — Scientific Electronic Library Online — ele surgiu no início dos anos 80, e foi desenvolvido por meio de duas abordagens: a Michigan Concept e a Harvard Concept.

      A primeira abordagem define o RH estratégico como o conjunto dos fatores: missão, estrutura e estratégia. Além disso, de acordo com esse conceito, etapas como seleção, avaliação, remuneração e desenvolvimento, devem ser elaboradas estrategicamente.
      A segunda abordagem — Harvard Concept — foi uma visão concebida pela Harvard Business School, uma instituição americana de grande renome, e define bem o método de RH estratégico. Nesse caso, o setor de recursos humanos não assume apenas o papel de adaptador, mas age também como um tomador de decisões no planejamento estratégico da empresa.
      Segundo o escritor Staehle, em seu livro Human resource management and corporate strategy, o setor de recursos humanos que opina nas estratégias da empresa produz efeitos imediatos, como maior comprometimento do setor com os rumos da instituição e aumento da competência deste. 
      Além disso, gera efeitos em longo prazo, como efetividade organizacional e bem-estar social na empresa.
      Sendo assim, em vez de apenas cumprir as exigências da alta administração, a área de Recursos Humanos na visão do RH estratégico participa ativamente de todo o processo de planejamento estratégico do negócio. E junto com a instituição traça metas de curto, médio e longo prazo.

      Qual é a diferença do RH estratégico para o tradicional?  Basicamente, a diferença principal entre esses dois tipos de RH — estratégico e tradicional — é a eficiência maior que o primeiro apresenta em relação ao segundo.  E essa é uma característica que beneficia toda a organização.

      Segundo um artigo da revista Exame, estudos publicados por consultorias respeitadas — como Towers Watson, Boston Consulting Group e EY — demonstram que há uma conexão direta entre a eficiência da área de recursos humanos e o desempenho da empresa.
      E esse mesmo artigo ainda citou um relatório chamado ­Creating People Advantage, escrito por Christian Orglmeister, da empresa Boston Consulting Group. Para a pesquisa, foram entrevistados 3.500 profissionais de recursos humanos em várias partes do mundo.

      Ao final, o autor constatou que uma companhia que possui um RH eficiente e estratégico tem um resultado econômico duas vezes maior do que uma empresa que não possui uma gestão eficaz de pessoas.
      Pois essa eficiência muitas vezes falta em um RH tradicional. E há ainda outras diferenças entre esses tipos distintos de gestão de RH, como a retenção de talentos e a rotatividade de colaboradores.
      Assim, enquanto um RH estratégico atrai e retém profissionais talentosos que podem contribuir para o progresso da empresa, um setor com baixo desempenho de gestão não é um chamariz desses trabalhadores.
      E, com certeza, estes saem da empresa assim que encontram uma companhia com um ambiente interno mais promissor.

      Qual é a importância do RH estratégico para sua empresa?  Podemos citar inúmeros benefícios que o RH estratégico pode fornecer para uma instituição, mas entre essas vantagens algumas se destacam. Uma empresa que possui esse conceito de RH em suas demandas consegue, por exemplo, alinhar a gestão de pessoas com as perspectivas da companhia.

      Agora, você deve estar se perguntando: “como assim?”. Bem, imagine que uma organização decida que, no próximo semestre, suas vendas precisam aumentar em 50%.
      Visto que o gestor de recursos humanos estava presente na elaboração e aprovação dessa meta, ele, mais do que ninguém, sabe que a empresa tem a capacidade de atingir esse objetivo. Mas como ele pode ter essa certeza?

      Em seu ambiente de trabalho, os colaboradores são vistos como recursos de vantagem competitiva, ou seja, ferramentas preciosas para avançar com a meta definida. Sendo assim, o administrador adaptará agora esses trabalhadores às novas necessidades da companhia.
      E, para isso, adotará algumas práticas importantes. Uma delas é a motivação desses profissionais para que se engajem com as metas da companhia.
      Além disso, ele deverá realizar um sistema eficiente de treinamento para que tais ferramentas valiosas desenvolvam mais ainda suas habilidades, e alcancem o alvo de 50% no aumento das vendas.
      Porém, o gestor de RH estratégico vai ainda além e projeta suas previsões para o futuro. De modo que observa, imediatamente, quem em sua equipe pode assumir um papel central nesse projeto e fica atento a necessidade de possíveis novas contratações.
      Dessa forma, o recrutamento será direcionado para selecionar profissionais que tenham habilidades e conhecimentos que agreguem valor a essa estratégia do negócio.
      E, ao fazer uma análise sobre o futuro, esse gestor se certificará de que a empresa conseguirá não só atingir a meta estipulada de vendas, como também mantê-la e até aumentá-la com a aquisição dos recursos necessários para isso.

      Como implantar um RH estratégico em minha empresa?   Para adotar na sua empresa um setor de recursos humanos estratégico, é fundamental que o gestor comece investindo em seus colaboradores. Para, assim, criar em sua companhia um ambiente de comunicação aberta e aprendizado.

      Portanto, aproxime-se de seus trabalhadores, ouça suas opiniões sobre a empresa e os seus processos. Você poderá também investir em treinamento por meio de palestras corporativas, cursos de aperfeiçoamento e estimular a presença da equipe em eventos voltados para o setor de RH.
      Além disso, mostre para a alta gestão da companhia o valor de se traçar metas e estratégias com o respaldo do setor de recursos humanos. E acompanhe os passos que a instituição está dando para alcançar esses objetivos. Cultive um relacionamento transparente na companhia.
      Por fim, se esforce em adotar a cultura da inovação na empresa — que, embora envolva implantar tecnologias que melhorem o desempenho e a eficiência dos processos, também significa recompensar colaboradores que possuem uma ideia nova para realizar os serviços da instituição.
      Assim, se você seguir as sugestões deste artigo, poderá colher resultados excelentes em sua empresa. Além de se posicionar como um gestor eficiente, admirado e respeitado por todos os colaboradores da instituição!
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