quinta-feira, 8 de junho de 2017

Administração Pública ou Privada, entenda as diferenças

Muitos ainda têm dúvidas sobre as diferenças entre os modelos de administração Pública e Privada, ainda que usem estratégias semelhantes, elas têm características e legislações próprias – mas existem semelhanças na medida em que é preciso se aplicar alguns dos processos administrativos já vistos, ou seja, Planejamento, Organização, Direção e Controle. 
Além disso, também é possível encontrar nas organizações públicas algumas questões relativas a campos tradicionais de estudo da Administração, tais como Recursos Humanos, Finanças, Administração de Materiais, Contabilidade, Orçamento, Prestação de Serviços, Atendimento ao Público, Tecnologia de Informação, etc.
  






Vamos às diferenças:
Administração Pública é o modelo usado na gestão de empresas e instituições públicas e governamentais, tendo assim uma relação íntima com o Estado. A administração pública tem como finalidade principal o bem comum, descrito na Constituição Federal e para isso ela precisa se ajustar aos projetos e às políticas governamentais. Assim, seu orçamento e a destinação de suas verbas seguem os objetivos do Estado, passando, portanto, pela mão do gestor público. A lei divide a administração pública em direta e indireta, sendo que a direta é formada por União, Estados, Distrito Federal e municípios, enquanto a indireta engloba as autarquias (INSS, Inmetro, USP e outros), as sociedades de economia mista (Banco do Brasil, Petrobrás e outras), as fundações públicas (biblioteca nacional e FUNAI são exemplos disso) e as empresas públicas (Correios e a Caixa Econômica Federal).
Administração Privada se relaciona com a gestão de empresas privadas – onde as suas finalidades são particulares, visando o desenvolvimento da organização e o benefício de pessoas específicas, como os proprietários ou gestores e os funcionários. Alguns dos principais objetivos da administração privada são a rentabilidade a competitividade e a integração. Esse modelo se relaciona com o Estado através da legislação específica. A gestão privada requer a atuação de profissionais devidamente preparados para lidar com as dificuldades e exigências do mundo dos negócios — que envolvem, por exemplo, comércio e publicidade. Nesse caso, o cliente surge como elemento essencial ao alcance de seus objetivos.

São conceitos ligados especialmente à administração privada:
  • Planejamento estratégico;
  • Marketing de vendas;
  • Gestão do relacionamento com o cliente;
  • Logística;
  • Consumidor.

Cabe destacar algumas características que tornam a administração pública diferente da administração privada, o que, por consequência, faz com que as formas de gestão apresentem certas especificidades particulares. Acompanhe abaixo algumas características que diferenciam as Administrações:

Forma de obtenção de recursos para o funcionamento da Organização:

Administração Pública:               
Receitas derivadas dos cofres públicos (impostos, taxas e contribuições); caráter compulsório, sem uma necessária contrapartida em termos de prestação direta de serviços.

                                                      Administração Privada: 
Receitas advindas de pagamentos feitos por livre e espontânea vontade por parte dos clientes (consumidores dos produtos e serviços).


Destinatário das ações empreendidas pela organização (Público Alvo):

Administração Pública: 
É o cidadão, os membros da sociedade que possuem direitos e deveres - interesses coletivos, sociais, difusos.


Administração Privada: 
É o cliente, indivíduo que manifesta suas escolhas no mercado - interesses particulares, privados, individualizados.


Mecanismo de controle do desempenho dos dirigentes:

Administração Pública: 
Controle político, por meio de eleições periódicas dos governantes.


Administração Privada: 
Controle do Mercado, através da concorrência com outras organizações.


Subordinação ao ordenamento jurídico existente:

Administração Pública:
Tudo o que não está juridicamente determinado está juridicamente proibido; Princípio da Legalidade; preponderância de normas de direito público (direito constitucional e administrativo).


Administração Privada:
Tudo o que não está juridicamente proibido está juridicamente facultado; preponderância de normas de direito privado (contratual; direito civil e direito comercial).


Garantia da sobrevivência das organizações:

Administração Pública:
Tempo de existência indeterminado: o Estado não vai à falência.


Administração Privada:
Sobrevivência depende da eficiência organizacional; competitividade acirrada no mercado.


Características do Processo de Tomada de decisão:

Administração Pública:
 Decisões mais lentas, influenciadas por variáveis de ordem política - políticas Públicas de acordo com os programas de Governo.


Administração Privada:
Decisões mais rápidas, buscando a racionalidade – baseadas em políticas empresariais voltadas para o mercado.


Modo de criação, alteração ou extinção da pessoa jurídica:

Administração Pública:
Instituições criadas ou autorizadas por lei.



Administração Privada:
Através de instrumento contratual ou societário.



Todas as formas de administração atuam para o bom funcionamento da sociedade de um 'modo geral', visto que os indivíduos utilizam o setor Público e também o setor Privado no seu 'dia a dia' - e neste caso é importante que osGestores estejam preparados com os conhecimentos necessários para exercer uma gestão eficiente, independente do modelo utilizado.

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terça-feira, 6 de junho de 2017

Resiliência na Gestão de Pessoas em Tempos de Crise


Em tempos de crise, a rotina das organizações é reforçada e permeada por incertezas, oriundas da avalanche de mudanças esperadas e necessárias para manter a competitividade, o que requer maior habilidade e agilidade das pessoas para adaptar-se rapidamente. 

O gestor de pessoas recebe o dobro das pressões, tendo então como responsabilidade equilibrar as pressões advindas do ambiente externo e interno das organizações, bem como as suas necessidades e expectativas e a das pessoas de suas equipes. 

Neste contexto, observa-se que uma das competências necessárias para as pessoas dentro das organizações é a habilidade de administrar a si próprio, diante das adversidades dos acontecimentos. Esta necessidade de adaptar-se e equilibrar-se exige das pessoas o que chamamos resiliência, que é a capacidade de se adaptar à má sorte ou às mudanças, ou seja, capacidade rápida de recuperação. No ambiente de trabalho, resiliência é a capacidade do indivíduo enfrentar as adversidades, ser transformado por elas e conseguir superá-las. O foco não deve estar na adversidade e, sim, no propósito e na capacidade da equipe em superá-la.


A resiliência pode ser observada no comportamento de pessoas, por meio de cinco características, sendo elas: 1. positivas – conseguem ver oportunidades no perigo e imaginam situações de sucesso em vez de fracasso; 2. focadas – conseguem se concentrar nas metas que pretendem atingir sem se desviar de seus objetivos; 3. flexíveis – consideram outras alternativas que também podem levá-las ao mesmo fim; 4. organizadas – conseguem definir uma estrutura diante do caos e sabem priorizar; e 5. proativas – possuem iniciativa.


Diante desse cenário, torna-se imprescindível à liderança, identificar as diferenças pessoais dos membros de sua equipe. Assim, poderá valorizar e reforçar as atitudes dos que possuem facilidade e disposição para enfrentar os desafios e as incertezas organizacionais e sentem-se comprometidos com as metas e resultados da empresa, em troca de reconhecimento e valorização profissional e pessoal. 


Por outro lado, é fundamental compreender o comportamento e a maneira de atuar daqueles que têm dificuldades de enxergar de forma positiva os momentos de pressão, auxiliando-os no desenvolvimento de comportamentos que possam assegurar o equilíbrio entre as pressões organizacionais e as suas pressões internas.


Ao identificar características de adversidade advindas das pressões cotidianas dentro das organizações é possível implementar o que é conhecido na Psicologia Positiva como estratégias protetivas, ou seja, criar programas de capacitação e desenvolvimento dentro da organização que permitam o aprendizado, amadurecimento e evolução da liderança, para que possa atuar de forma efetiva e produtiva como gestores de pessoas.


Considerando que é inerente do ser humano ser flexível e persistente, acredita-se que é possível promover condições para que as pessoas construam comportamentos mais resilientes. Para que as organizações superem seus momentos de crises e incertezas econômicas, torna-se imprescindível o apoio recebido da liderança e colaboradores que possuem características resilientes, estes possibilitam que a empresa vivencie e ultrapasse as situações mais difíceis de serem superadas. 


A pressão, os conflitos e as incertezas são fatores presentes no mundo corporativo. Quando as pessoas, gestoras ou não, conseguem aproveitar as situações geradas por estes fatores como possibilidades de aprendizado e desenvolvimento individual, estarão preparadas para lidar com as mudanças e, desta forma, enfatizar o autodesenvolvimento e favorecer o crescimento organizacional. 


Saber identificar caminhos que permitam aproveitar os momentos instáveis para transformá-los em oportunidade de aprendizado e crescimento pessoal e organizacional é uma das competências mais importantes da liderança e, consequentemente, uma tarefa fundamental ao campo da gestão de pessoas. 


Por: Edna Rodrigues Bedani - http://www.administradores.com.br

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Inovação: Definição, Conceitos e Exemplos


O que é inovação? Conheça os diferentes tipos de inovação e saiba quais são seus objetivos, potenciais, possibilidades. Inovação nas empresas e no mercado. 
O que é:
“Inovação é a exploração com sucesso de novas ideias.”
O conceito de inovação é bastante variado, dependendo, principalmente, da sua aplicação. De forma sucinta, a Inventta considera que inovação é a exploração com sucesso de novas ideias. E sucesso para as empresas, por exemplo, significa aumento de faturamento, acesso a novos mercados, aumento das margens de lucro, entre outros benefícios.
Dentre as várias possibilidades de inovar, aquelas que se referem a inovações de produto ou de processo são conhecidas como inovações tecnológicas. Outros tipos de inovações podem se relacionar a novos mercados, novos modelos de negócio, novos processos e métodos organizacionais. Ou, até mesmo, novas fontes de suprimentos.
As pessoas frequentemente confundem inovação e processos de inovação com melhoria contínua e processos relacionados a esse tema. Para que uma inovação seja caracterizada como tal, é necessário que seja causado um impacto significativo na estrutura de preços, na participação de mercado, na receita da empresa etc.
As melhorias contínuas, normalmente, não são capazes de criar vantagens competitivas de médio e longo prazo, mas de manter a competitividade dos produtos em termos de custo.

Tipos de Inovação:

As diferentes formas de inovação podem ser classificadas de diversas maneiras.
Destacamos aqui duas destas visões, quanto ao objeto focal da inovação e quanto ao seu impacto.

Objetivos focais da inovação

Inovação de produto:
  • Consiste em modificações nos atributos do produto, com mudança na forma como ele é percebido pelos consumidores.
  • Exemplo: automóvel com câmbio automático em comparação ao “convencional”.
Inovação de processo:
  • Trata de mudanças no processo de produção do produto ou serviço. Não gera necessariamente impacto no produto final, mas produz benefícios no processo de produção, geralmente com aumentos de produtividade e redução de custos.
  • Exemplo: automóvel produzido por robôs em comparação ao produzido por operários humanos.
“As diferentes formas de inovação podem ser classificadas de diversas maneiras. Destacamos duas: quanto ao objeto focal da inovação e quanto ao seu impacto.”
Inovação de modelo de negócio:
  • Considera mudanças no modelo de negócio. Ou seja, na forma como o produto ou serviço é oferecido ao mercado. Não implica necessariamente em mudanças no produto ou mesmo no processo de produção, mas na forma como que ele é levado ao mercado.
  • Exemplo: automóvel é alugado ao consumidor, que passa a pagar uma mensalidade pelo uso do veículo, com direito a seguro, manutenção e troca pelo modelo mais novo a cada ano; em comparação ao modelo de negócio tradicional, em que o veículo é vendido.

Impacto da inovação

Inovação Incremental:
  • Reflete pequenas melhorias contínuas em produtos ou em linhas de produtos. Geralmente, representam pequenos avanços nos benefícios percebidos pelo consumidor e não modificam de forma expressiva a forma como o produto é consumido ou o modelo de negócio.
  • Exemplo: evolução do CD comum para CD duplo, com capacidade de armazenar o dobro de faixas musicais.
Inovação Radical:
  • Representa uma mudança drástica na maneira que o produto ou serviço é consumido. Geralmente, traz um novo paradigma ao segmento de mercado, que modifica o modelo de negócios vigente.
  • Exemplo: evolução do CD de música para os arquivos digitais em MP3.

A importância de inovar

Considerando que as inovações são capazes de gerar vantagens competitivas a médio e longo prazo, inovar torna-se essencial para a sustentabilidade das empresas e dos países no futuro.
“Aqueles que inovam ficam em posição de vantagem em relação aos demais.”
A inovação tem a capacidade de agregar valor aos produtos de uma empresa, diferenciando-a, ainda que momentâneamente, no ambiente competitivo. Ela é ainda mais importante em mercados commoditizados. Ou seja, com alto nível de competição e cujos produtos são praticamente equivalentes entre os ofertantes. Aqueles que inovam neste contexto, seja de forma incremental ou radical, de produto, processo ou modelo de negócio, ficam em posição de vantagem em relação aos demais.

As inovações são importantes porque permitem que as empresas acessem novos mercados, aumentem suas receitas, realizem novas parcerias, adquiram novos conhecimentos e aumentem o valor de suas marcas.
Obviamente, os benefícios da inovação não se limitam às empresas. Para os países e regiões, as inovações possibilitam o aumento do nível de emprego e renda, além do acesso ao mundo globalizado. As inovações oferecem novos produtos, que passam a contar com mais benefícios dos produtos oferecidos.

A dinâmica da inovação

De um modo geral, as empresas são o centro da inovação. É por meio delas que as tecnologias, invenções, produtos, enfim, ideias, chegam ao mercado. A grande maioria das grandes empresas possuem áreas inteiras dedicadas à inovação, com laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que contam com diversos pesquisadores. Apesar deste papel central exercido pelas empresas, a interação entre parceiros é fundamental. Sem ela, as inovações são dificultadas.
“As empresas são o centro da inovação. É por meio delas que as tecnologias, invenções, produtos, enfim, ideias, chegam ao mercado.”
Esses parceiros têm diversas funções, desde a realização externa de pesquisa e de desenvolvimento de produtos e processos, até a aplicação de investimentos ou subsídios, passando por desenvolvimento de prototipação, de pesquisa de mercado e de escalonamento de produção.
Dessa forma, um conjunto de instituições formam o que conhecemos como sistema de inovação: universidades, centros de pesquisa, agências de fomento, investidores, governo e empresas com seus clientes, fornecedores, concorrentes ou outros parceiros.
Uma tendência que está se tornando cada vez mais forte é um modelo inovação aberta (ou open innovation), onde as empresas vão buscar fora de seus centros de P&D ideias e projetos que podem ajudá-las a agregar diferenciais competitivos.

Como inovar

Para que as empresas realizem inovações é necessário que elas, em primeiro lugar, tomem consciência da importância de inovar no cenário competitivo vigente. Nao há como se tornar uma empresa inovadora sem dar a devida importância ao tema.

“Nao há como se tornar uma empresa inovadora sem dar a devida importância ao tema.”
Em seguida, as empresas devem entender o que é inovação e qual é a sua dinâmica. A partir daí, elas podem definir uma estratégia que deve estar alinhada aos objetivos da organização e à sua visão de futuro. Assim, é possível identificar outro conceito essencial para que as empresas se tornem inovadoras: a atenção para o futuro é uma premissa para a empresa inovar.
O próximo passo é desenvolver e internalizar ferramentas de gestão do processo de inovação. Essas soluções devem ser customizadas para cada realidade. Para isso, devem ser levados em consideração o tamanho da empresa, o setor de atuação, a cultura e a estrutura organizacional, o sistema de agentes no qual ela está inserida, a visão de futuro e suas ambições.
Para ajudar as empresas a desenvolverem modelos de Gestão da Inovação tecnológica adequados à sua realidade, a Inventta possui uma série de serviços que vão desde seminários de sensibilização sobre a importância do tema, até análises e estudos complexos que ajudam as organizações a estruturarem todas as suas ações de inovação.
O tema em torno da inovação é complexo. Permite interpretações e também adaptações. Inovar envolve uma série de competências tecnológicas, mercadológicas e gerenciais.
Entender o conceito de inovação e praticá-lo demanda tempo, dedicação e investimentos. Entretanto, o que se pode perceber é que as empresas que se tornam verdadeiramente inovadoras não se arrependem de ter tomado esse caminho.
Copiado: http://urinova.san.uri.br/

sexta-feira, 2 de junho de 2017

A Força da Positividade

Há poucos dias, um bom amigo me disse que o “o tempo coloca cada um de nós em nosso lugar” e desde que me contou isso, dei muitas voltas neste tema para finalmente fazer esta reflexão em forma de artigo. 
Alguns o chamarão de Deus, outros Alá, outros Jeová, e outros simplesmente como essa entidade misteriosa chamada “Karma” que não julga do além. Aqui cada um vai acreditar no que os seus costumes, cultura ou religião lhe diga.
  • Mas o que há de verdade nesta afirmação? 
  • Realmente o nosso destino está escrito de acordo com os fatos que nos acontecem? 
Bem, eu acho que, em parte, sim, mas não de forma tão estrita ou regulamentária. Simplesmente acho que somos nós mesmos, com nossas ações, o que realmente propicia “que nos aconteçam coisas boas ou ruins”.
No meu caso, quando passei momentos difíceis na minha infância, sempre soube me superar, me conhecer melhor, e aproveitei esta crise da minha vida para perceber que nada e nem ninguém amedrontaria ou deformaria a minha alegria. E por isso, em parte, encontrei novamente “meu lugar na vida.” Ou seja, pude conduzir minha vida novamente.

Siga sempre adiante

Muitos de vocês estão se perguntando como podemos fazer para que a vida nos propicie sempre experiências maravilhosas. Obviamente não há uma fórmula mágica que funcione de forma precisa. 
Sempre ocorrerão eventos que não são do nosso agrado e isso não significa que os merecemos nem nada do tipo, ou que somos pessoas más. 
São momentos que simplesmente temos que superar, para crescer como pessoas e tornar-nos mais fortes emocionalmente. E quando o fizermos, certamente melhores tempos virão. Mais cedo ou mais tarde.

Uma forma de promover eventos que sejam do nosso agrado é a positividade. 
Esta é uma arma muito poderosa que muitas pessoas desconhecem. 
Se formos capazes de dominá-la, os resultados serão surpreendentes. 
Assim, quando algo negativo acontecer, tente encontrar uma solução rapidamente para depois obter o seu lado positivo. 
Desta forma, você ganhará em autoestima e confiança em si mesmo, porque você foi capaz de “sobreviver” sozinho. 
Você acreditará que é uma pessoa forte, decidida e capaz de antepor-se a qualquer coisa que surja à sua frente. 
Entende? A positividade chama mais positividade.

Os favores sempre voltam

Além disso, uma forma de incentivar esse “poder” é ajudando os outros. 
Se somos capazes de escutar os problemas das pessoas próximas, e tentar ajudá-los a resolvê-los, com certeza depois nos sentiremos melhores. Isto implicará uma dose bem grande de autoestima, já que teremos nos tornado pessoas melhores. 
Além disso, se você fizer um favor para alguém, com certeza esse alguém irá devolvê-lo quando você precisar. Aqui todo mundo sai ganhando!

Se, em vez disso, somente propiciamos negatividade, tenha certeza de que isto os trará mais negatividade. 
É inútil ficar na cama lamentando-se e caindo na autopiedade(pelo menos a longo prazo) diante de qualquer adversidade. 
Este será um momento para enfrentar a dificuldade e encarar a realidade como ela vem. 
Quando conseguir, certamente verá o lado positivo do que aconteceu. E já dizia um provérbio chinês que ditava o seguinte “se sete vezes você cair, levante-se oito”.
Copiado: https://amenteemaravilhosa.com.br

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O Que É Gestão de Estoques? – Parte 3 (Ponto de Ressuprimento)

O Sistema de Revisão Contínua, opta pela continuidade do monitoramento dos estoques seja ele ininterrupto ou após cada transação realizada. 
Considerando ainda a padronização da quantidade de compra ou produção assumida, ou seja, o volume de reabastecimento (ressuprimento) é constante.
Nesse tipo de sistema não existe uma data fixa para realização de pedidos, o suprimento é acionado quando o nível de estoque atinge valores correspondentes ao Ponto de Ressuprimento (PR).
O ponto de ressuprimento, por sua vez, representa o consumo diário do produto multiplicado pelo número de dias necessários para que o pedido seja atendido (m), adicionado ainda ao valor de estoque de reserva (QRES) admitido pela organização. Em outras palavras, é o valor fixo considerado suficiente para atender a demanda interna até que sejam repostos os estoques, dentro das condições normais de funcionamento do sistema de produção.
PR = m + QRES
Contudo, a determinação do ponto de ressuprimento de um estoque pode representar uma variável de risco bastante elevado no que tange a admissão dos valores de consumo e tempos de entrega, por exemplo. Ora, se os valores médios de consumo não são conhecidos ou ainda, se apresentam uma variação em seu comportamento isso representa uma incerteza para a definição da constante utilizada na determinação do PR.
Na ilustração que segue, tanto os períodos de ressuprimento quanto a taxa de consumo são variáveis. Essa é uma das configurações possíveis para esse tipo de sistema. (Figura 3)
Figura 3 – Comportamento ilustrativo do Sistema de Reposição Contínua


Comportamento ilustrativo do Sistema de Reposição Contínua
Já o volume de reabastecimento constante, utilizado para atender ao momento de reposição dos estoques, o lote econômico de compra, leva em consideração os custos do sistema para determinar a quantidade ótima de aquisição, sendo assim, define-se como custo do sistema:
Custo do sistema = Custo de manutenção1 + Custo de pedido2
Considerando que o custo de manutenção se refere a quanto a empresa precisa gastar para manter determinado item em estoque:
Custo de manutenção1 = (custo de manutenção/ unidade) x (estoque médio)
Custo de manutenção1 = Ch  x  Q/2

E ainda, o custo de pedir representa os gastos que empresa tem roda vez que a mesma necessita realizar um pedido:
Dessa forma, a variação nos custos totais para manutenção dos estoques, traduzido pela taxa de variação em relação a quantidade de pedidos (Q) pode ser encontrada por meio da derivada primeira da expressão acima, concluindo-se, portanto, que:
Seja Qo o lote econômico de compras. A seguir uma representação gráfica demonstra a avaliação gráfica para aquisição do ponto de LEC. (Figura 04)
Onde:
Co= custo de pedir
D=Demanda
Ch=custo de manutenção
Figura 4 – Representação da quantidade econômica de pedido

Representação da quantidade econômica de pedido
Os sistemas de reposição contínua e periódica abordados trazem uma visão tradicional de como a gestão de estoques deve ser tratada, que considera os ganhos em escala proporcionados pelos lotes econômicos de compra e sustentam a máxima de que estoques são um mal necessário. Porém, o que por alguns pode ser visto como ganho em escala, é visto por outros como falta de flexibilidade e desperdícios de superprodução.
Muitas vezes, mesmo o cliente solicitando uma quantidade inferior ao LEC de um determinado item, as indústrias acabam por processar um lote inteiro de produtos visando minimizar os custos com preparação de maquinário, desta forma, quase sempre há processamento sem necessidade, o que acaba por consumir recursos (tempo, mão de obra, insumos), ou seja, imobilizar capital.
O conceito de just-in-time idealizado pelo sistema Toyota de produção preza pela realização das tarefas apenas quando solicitada pelo cliente, orientando assim a máxima redução dos estoques, eliminação da superprodução, antecipação de pedidos, grandes lotes de produção etc.
Nele, a manutenção dos estoques é feita tal qual o sistema de reposição utilizados pelos supermercados no ato de reabastecer as gôndolas de produtos. O ressuprimento é feito apenas quando o cliente retira um produto do estoque mínimo determinado (quantidade presente na prateleira). Toda vez que algum item é retirado da prateleira, tem-se a percepção de que é necessário realizar a reposição. Ou seja, os estoques se resumem a uma mínima quantidade determinada pela organização (mediante cálculos apropriados para isto).
O objetivo principal dessa abordagem está em buscar o nível ideal de produção utilizando de menores índices de estoques possíveis. Logo, para isso existem três estratégias que subsidiam sua eliminação:
  • Redução dos ciclos de produção;
  • Eliminação de quebras e defeitos, adicionada a identificação e correção de falhas;
  • E a redução dos tempos de setup, afim de produzir em lotes menores e melhor ajustáveis a eventuais flutuações na demanda
Copiado: http://universidadeestoque.com.br