quinta-feira, 18 de maio de 2017

Absenteísmo nas Empresas

absenteísmo, palavra de difícil pronúncia, pouco utilizada e completamente desconhecida por muitas pessoas, é uma palavra de origem latina e significa "estar fora, afastado ou ausente". De uma forma mais simples, o absenteísmo nada mais é que a ausência do funcionário no ambiente de trabalho. 
Na prática, refere-se ao número de horas de trabalho perdidas, seja por faltas, saídas ou atrasos, justificados ou não.
Em  uma empresa, o colaborador que se abstém de executar suas atividades ou funções laborais está cometendo o absenteísmo. Bons exemplos disto é o de um funcionário faltar ao trabalho devido a algum tipo de doença, problemas familiares, motivos pessoais, dificuldades financeiras, dificuldades de transporte, falta de motivação, entre outras. O que muitos empresários não têm conhecimento é que o absenteísmo traz uma série de problemas à empresa, aumentando os custos e dificultando a concretização dos seus objetivos. 

Como resultado, e muito negativo por sinal, o absenteísmo, uma das grandes preocupações das organizações, afeta a eficácia e eficiência da empresa.

  • O que o absenteísmo revela?
O absenteísmo, por outro lado, tem o seu lado menos ruim, já que indica aos responsáveis pela empresa que algo muito desfavorável está acontecendo. Isto pode ser um indicativo, por exemplo, de que certos colaboradores estão perturbando o bem-estar do grupo; ou que os funcionários da empresa estão insatisfeitos com a forma de tratamento interna; ou que está havendo uma incorreta distribuição das tarefas, sobrecarregando uns em detrimento de outros; e muito mais.
  • Por que é tão importante cultivar uma boa relação interna com e entre os funcionários?
Em ocasiões diversas, o absenteísmo é apresentado por causas sociais ou psíquicas. Sendo assim, fomentar as relações humanas dentro da empresa é uma das melhores maneiras de combatê-lo.
  • Fatores que contribuem para o absenteísmo
1- Líderes inexperientes - 

Líderes despreparados delegam ordens de forma arbitrária, o que afugenta os membros de sua equipe.

2- Falta de infraestrutura - 
Funcionários que se sentem “amarrados” na execução de suas atividades, por não disporem de recursos mínimos para tal, devido a uma inadequada infraestrutura que os dê suporte, são fortes candidatos ao absenteísmo.


3- Metas intangíveis - 
O estabelecimento de metas, geralmente, já é o suficiente para causar grande estresse nos colaboradores. Quando essas metas são impossíveis de se alcançar, então, podem oprimir os colaboradores da empresa e, neste momento, talvez por não saberem lidar com a situação, fogem do ambiente de trabalho.



4- Comunicação inadequada e ineficiente - 
Qualquer comunicação ineficiente ou até mesmo a falta de comunicação na empresa leva os funcionários a fazerem interpretações errôneas sobre determinadas situações. Esta situação leva os integrantes da empresa a se sentirem desestimulados enquanto funcionários e, consequentemente, aumenta o número de absenteísmo na empresa.

5- Desmotivação - 

Funcionários desmotivados, devido a brigas, clima ruim entre seus companheiros, falta de pagamento, por falta de feedback de seus líderes, imaturidade profissional, ou outros motivos mais, tendem a faltar ao trabalho.

6- Doenças ocupacionais - 
O exercício da atividade profissional de forma inadequada faz com que o organismo do trabalhador seja agredido, seja fisicamente ou mentalmente, o que eleva a taxa de absenteísmo na empresa. 


7- Assédio moral - 
O assédio moral, fator de extrema gravidade para a empresa como um todo, é um dos que mais contribuem para a ausência do funcionário no ambiente de trabalho. São várias as formas em que o assédio moral pode ocorre, mas o que importa é que trata-se de um assunto grave e deve ser tratado com austeridade pelas organizações.



  • Como calcular o nível de absenteísmo na empresa? - Cálculo individual
Suponha o período de um mês de trabalho e uma equipe de 10 pessoas.
1- Calcule quantas horas de trabalho a equipe toda deveria trabalhar no mês, sem faltas, atrasos ou saídas antes do horário;
Por exemplo:
Cada funcionário trabalha 6 horas por dia, 5 dias na semana, 4 semanas no mês. 
Então, 6 x 5 X 4 = 120 h/mês.

2- Some os atrasos, faltas e saídas antecipadas da equipe;
Por exemplo:
Se durante o mês 5 funcionários faltaram, você deverá transformar os dias perdidos em horas.
Então, 5 dias faltados x 6 horas diárias de trabalho = 30 horas perdidas no mês.


3- Agora, some os minutos de atrasos e transforme-os em horas
Por exemplo:
Imagine que em sua equipe 6 funcionários atrasaram 20 minutos durante o mês todo.
Logo 6 x 20 min/pessoa = 120 min de atraso no mês, que equivale a 2 h de atraso em toda a equipe.


4- Agora some as horas faltadas com as horas atrasadas e obtenha o numero total de horas de trabalho perdidas no mês. 
Por exemplo:
2 h/atraso + 30 h/altas = 32 horas perdidas.


5- Dívida o número de horas perdidas pelo número de horas de trabalho (obtido no 1º passo) e multiplique por 100, obtendo a porcentagem de absenteísmo de toda a equipe.
Por exemplo:
32 h/perdidas em um total de 1000 horas no mês
Então, 32/1000×100 = 3,2.
 3,2% de absenteísmo no mês!


Por Silvana Teixeira - https://www.cpt.com.br

quarta-feira, 17 de maio de 2017

28 Coisas Sobre a Vida Que Eu Queria Ter Aprendido 10 anos Atrás

Este mês, no dia 25, eu completo 28 anos de idade. Ao contrário da maioria das pessoas, estou feliz em ficar mais velho. Há 10 anos eu era um completo idiota — e quem não era aos 18, né?
Passada uma década, continuo cometendo alguns erros, mas sinto que, finalmente, tenho controle da minha vida. E esse crescimento pessoal se deve, em parte, a uma frase escrita à mão em um dos pertences de Christopher McCandless, um jovem recém-formado em Direito que largou tudo para viver em meio a natureza selvagem do Alaska e teve sua vida retratada na obra “Na Natureza Selvagem“.
A felicidade só é verdadeira quando compartilhada“. A frase é originalmente atribuída a Henry David Thoreau, mas tive conhecimento de sua existência através da história de McCandless.
Essa citação tem um sentido profundo que, na minha interpretação, vai além dos relacionamentos afetivos. Tenho usado ela como uma estratégia de aprendizado.
Melhor do que aprender com os próprios erros é aprender com os dos outros. Ao longo dos anos, aprendi muito sobre a vida das mais variadas formas: através de professores, escritores, familiares, amigos e ilustres desconhecidos. Através do compartilhamento das histórias e felicidades destas pessoas, pude evitar alguns erros e acertar em determinadas situações.
Escrever é minha felicidade. E eu escrevo, de modo geral, sobre a vida. São erros e acertos que aconteceram durante minha trajetória e que compartilho com meus leitores. Do mesmo modo que fui ajudado inúmeras vezes em meu caminho até aqui, tento compartilhar o que aprendi através da minha felicidade.
O que você encontrará abaixo é uma lista com 28 das coisas mais importantes que aprendi com outras pessoas e suas obras. Algumas delas levei algum tempo para aprender — mas levaria muito mais tempo se estivesse completamente sozinho. É uma grande felicidade poder compartilhar este conteúdo com vocês!

1 – Seja grato

Um “obrigado” no momento certo tem seu valor. Fará bem para todas as partes.

2 – Não reclame

Reclamar é a maior perda de tempo que existe. Ou faça algo para resolver o problema ou cale-se.

3 – Aprenda todos os dias

Você deve treinar seu cérebro todos os dias. E isso não significa que você precise ler um livro por dia. Aprenda com seus erros. Aprenda com as pessoas ao seu redor. Esteja sempre com a mente aberta.

4 – Não julgue

Isso vale pra tudo, mas, o principal ensinamento é: se uma pessoa tem uma opinião contrária a sua não significa que ela seja babaca.

5 – Desfrute as pequenas coisas da vida

Eu curto um bom e velho clichê. Por que? Eles são verdadeiros! Especialmente este: todo mundo sabe o bem que desfrutar as pequenas coisas da vida faz, mas ninguém faz jus ao significado da frase.

6 – Evite pessoas e situações negativas

Tem uma frase muito famosa, de Jim Rohn, que diz que “somos a média das cinco pessoas com quem passamos mais tempo“.

7 – Passe mais tempo com as pessoas que ama

Vivemos numa sociedade que passa mais tempo no trabalho do que com as pessoas que ama. Então, quando estiver de bobeira, visite seus pais, faça um passeio com seu cônjuge, aproveite seu tempo livre com sua família e seus amigos.

8 – Não comece um relacionamento se você não estiver apaixonado

Essa eu aprendi cedo. Pouco antes de completar 21 anos comecei a namorar minha esposa. Antes disso, tive alguns namoricos de escola, mas nenhum relacionamento verdadeiro. Se você estiver em dúvida, termine a relação. É uma situação em que não existe meio termo. Não é justo para você, nem para a outra pessoa.

9 – Seja você mesmo

Não desista dos seus sonhos ou ideias malucas de quando você era mais jovem. Tenha sede, tenha fome, seja um tolo. Não desista de si mesmo. Ninguém vai te pegar pela mão e te levar até a realização do teu sonho, parceiro.

10 – Ame as pessoas e use as coisas — porque o oposto nunca funciona

Essa eu aprendi com Os Minimalistas. Pergunte-se por que você possui as coisas que possui, o que elas acrescentam à sua vida e se você pode viver tranquilamente sem elas.

11 – É preciso saber a hora de sair

Se fala muito sobre persistir num objetivo para se ter sucesso. Mas, também é necessário entender quando isso não o levará a lugar algum.

12 – Tenha um hobby

Ter um hobby traz felicidade e enriquece nossas vidas. Isso nos dá algo divertido para fazermos em nosso tempo livre, além da oportunidade de melhorarmos nossas habilidades.

13 – Não espere pelos políticos — seja você a mudança

Aos 18 anos eu era um daqueles adolescentes de esquerda que sonhava com um Brasil melhor e aguardava ansiosamente um(a) salvador(a) da pátria. O tempo passou. Nem salvador, nem salvadora. O país entrou num mar de lama, houve uma polarização entre direita e esquerda — por mais que todos estejam no mesmo barco — e as redes sociais inflaram o ódio contra quem tem uma opinião contrária à sua. O que eu aprendi? Que a tão sonhada mudança depende de como vivemos nossas vidas.

14 – Empatia é a habilidade mais importante que você deve ter

Dentre todas as habilidades “praticáveis“, a empatia com certeza é a mais importante. Ela vai te levar a um maior sucesso profissional e pessoal, além de torná-lo mais feliz enquanto a pratica.

15 – Durma cedo e acorde cedo

Não esqueça que nosso corpo é uma máquina. Sempre tive o pensamento que rendia mais de madrugada. Ficava acordado até altas horas tomando várias e várias xícaras de café para manter os olhos abertos. Até que um dia experimentei fazer diferente e senti os benefícios de dormir cedo e acordar cedo.

16 – Reputação se conquista

Reputação é algo externo. O caráter é o equivalente interno. Portanto, sempre dê atenção ao seu caráter. Não a sua reputação — que é, basicamente, a percepção que os outros têm de você. Então, se você quer construir uma boa reputação, faça um bom trabalho e garanta que as outras pessoas saibam disso.

17 – Não existe momento certo — corra alguns riscos

Eu não sei vocês, mas eu sou o tipo de cara que, na maioria esmagadora das vezes, espera o momento certo para agir. Uns chamam de planejamento. Ok. Sem problemas. O grande problema aqui está em planejar demais e nunca agir. Ou, pior: apenas sonhar e não fazer nem uma coisa, nem outra. Aí eu conheci um casal de idosos que viajará o mundo numa Honda CG 160 Titan.

18 – Abrace as mudanças

Às vezes, uma mudança pode parecer boa, enquanto outras vezes pode parecer prejudicial. A coisa mais importante a lembrar é que a mudança não é necessariamente boa ou má; Apenas é. Não importa o tipo de mudança que ocorra, nós, seres humanos, temos uma capacidade de adaptação sensacional.

19 – Não se importe com o que as pessoas pensam

A vida é curta demais e todos nós morreremos no final. Não perca seu tempo tentando agradar os outros.

20 – Dê sem esperar algo em troca

Não ofereça algo esperando um favor em troca. Isso o tornará uma pessoa amarga. Seja genuíno em suas ações.

21 – Não culpe as pessoas

Ao invés de apontar o dedo, ofereça ajuda. Você também é suscetível ao erro.

22 – Confie em si mesmo

Alcançar um objetivo é uma das melhores sensações do mundo. Confie mais no seu taco — mas saiba a hora de pedir ajuda.

23 – Crie algo

Eu tenho levado isso tão a sério que tatuei no meu braço um símbolo que significa “criar”. Sempre me preocupei em deixar um legado, mas hoje vejo que nossas criações são mais que isso. Escreva um livro, faça música, construa um móvel, qualquer coisa. Você vai se sentir bem com isso e contribuir de alguma maneira com a sociedade.

24 – Tome uma atitude

Sabe aquele negócio de não reclamar? Levante a bunda da cadeira. Faça algo. Mude sua realidade.

25 – Fique confortável em estar desconfortável

Trabalho, relacionamentos, desafios. Nossa vida é cheia de situações desconfortáveis. Se acostume.

26 – Escolha um mercado, não um trabalho

Se você quer ser bom em algo, foque nisso. Mudar de segmento de tempos em tempos não o fará excelente em alguma coisa.

27 – Faça exercícios físicos

Isso eu aprendi nos últimos anos. Aos 18, sem treino, conseguia dar voltas e voltas num campo de futebol. Quando fiquei ofegante ao subir dois lances de escadas, percebi que a idade estava chegando e meu corpo não era mais o mesmo. Exercícios fazem bem para o corpo e para a mente. Pratique-os sem moderação!

28 – Dinheiro não é importante

10 anos atrás eu perseguia o dinheiro. Queria ter um carrão, uma mansão e qualquer coisa com “ão”. Hoje vejo que as experiências são mais valiosas do que os bens materiais.
Copiado: https://matheusdesouza.com

terça-feira, 16 de maio de 2017

Como Fazer um Brainstorming Eficiente

Toda vez que surge durante o trabalho a necessidade de pensar no futuro da empresa ou de abrir novas frentes de negócio, sempre aparece alguém para sugerir um brainstorming, aquela reunião de trabalho em que as ideias devem fluir livremente e sem compromisso para que a inovaçãopossa emergir.
Ao longo de 15 anos de existência, VOCÊ S/A tratou do assunto em suas páginas e viu como a técnica mudou. Hoje, aprimorado, o brainstorming ganhou uma “dose de racionalidade”, segundo o professor Ralph Keeney, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, que propõe um processo mais eficiente. Antes da reunião, todo mundo deve se preparar. ‘
Dar aos participantes apenas uma visão geral sobre o tópico não funciona. O professor acredita que os objetivos da resolução do problema devem ser explicitados antes que se pense em alguma alternativa viável. “É preciso ter clareza sobre o que será discutido”, diz Ralph.
Em segundo lugar, é preciso evitar conclusões precipitadas. “Os participantes podem ancorar seu pensamento em ideias que estão sendo apresentadas e desconsiderar alternativas importantes”, diz Ralph. A seguir, confira as novas técnicas de brainstorming e orientações sobre o tema que apareceram nas páginas da VOCÊ S/A.
O brainstorming modelo 2013
1 Comece com o problema 
Toda reunião deve começar com a definição clara do problema. Ela determina o propósito do brainstorming. Ao longo do encontro, as pessoas devem se ater a esse assunto sem perder o foco.
2 Quem e para quê 
Antes de começar, tenha certeza de que o grupo tem conhecimento profundo sobre as necessidades dos interessados em encontrar uma solução. Essa é uma das mudanças do novo modelo: saber exatamente quais são os objetivos.
Isso pode ser feito por meio de pesquisa primária, como a experiência da consultoria americana Jump, com sede em San Mateo, na Califórnia, que desloca o funcionário para passar um tempo com a pessoa ou a empresa que enfrenta o problema.
3 Ambiente favorável
Garanta que as pessoas se sintam confortáveis no local em que o brainstorming será realizado. Considere, até, conduzir o processo fora do contexto do ambiente de trabalho — isso pode levar as pessoas a pensar de maneira diferente.
4 Inspire-se
Minutos antes do início, é importante orientar os participantes a “alimentar a mente”. Revisar tudo o que se sabe sobre o problema ou ler um estudo de caso sobre a solução. O intuito é inspirar.

5 Ideias nascem na mente
Grupos não têm mente. Portanto, antes de iniciar, é interessante que cada participante desenvolva suas próprias propostas para o problema — e que sejam anotadas e registradas. Pode-se, por exemplo, instigar os participantes a pensar sobre alternativas para cada objetivo do brainstorming, pedindo que eles indiquem qual é a melhor delas.
6 Discussão coletiva
Para evitar que uma ou duas pessoas dominem a conversa, deixando ideias de lado, a recomendação é que sejam usadas todas as anotações dos participantes envolvidos, feitas na etapa anterior. “Isso garante que ninguém fique sem voz”, diz o professor Ralph Keeney.
Outra ideia é que o moderador do brainstorming nunca deixe uma pessoa apresentar todas as suas alternativas de uma vez. Ele deve circular perguntando se há alguma sugestão que não foi discutida, para que todos participem.
7 Abra a torneira de ideias
Quantidade produz qualidade. É preciso acumular o máximo de ideias para que se possa descartar as ruins e medianas e ficar com as boas.
8 Ideias selvagens
Não faça julgamentos (principalmente precipitados) sobre as ideias que forem apresentadas pelo grupo. O julgamento tende a interromper o fluxo da criação. Isso deve, aliás, ser recomendado no início do processo.
O que já falamos
Orientações sobre brainstorming que estiveram nas páginas da VOCÊ S/A e continuam atuais
Sem vergonha ou censura
A técnica deve permitir a fluência total de ideias, com bom humor, nada de críticas ou julgamentos sarcásticos sobre a sugestão do vizinho. Não pode haver censura: alguém estimula a todos e anota as pérolas (e as abobrinhas também). Edição 15, setembro de 1999
Administre conflitos
Nem todo conflito é construtivo. Nos primeiros estágios de geração de ideias, o conflito é prejudicial, principalmente quando faz a ideia ser rejeitada antes de ser desenvolvida o suficiente para ser bem avaliada. Os participantes devem conter seu julgamento e evitar críticas. Edição 49, julho de 2002
Em causa própria
Para tomar uma decisão pessoal, você pode fazer um brainstorming sozinho. Por exemplo, para quem deseja uma promoção, a pergunta a se fazer é: de que maneira posso ser promovido? As soluções podem ser as mais diversas, desde fazer pós-graduação até algo mais radical, como tentar uma vaga em outro lugar. O importante é não se policiar. Quanto mais ideias, mais chances de encontrar uma boa resposta.
Copiado: http://exame.abril.com.br

segunda-feira, 15 de maio de 2017

6 Melhores Ferramentas de Gestão e Análise de Risco

O gerenciamento de riscos é, certamente, uma das áreas de gestão de projetos mais críticas e complexas, pois está diretamente ligado ao fracasso ou ao sucesso de um projeto, demandando muito conhecimento de métodos e processos.
A gestão de riscos existe justamente para que as possibilidades de sucesso de um projeto sejam aumentadas e as chances de fracasso diminuídas. O uso de ferramentas de gestão e análise de risco têm como objetivo auxiliar os profissionais que cuidam do gerenciamento de riscos a tomarem as melhores decisões, avaliando a gravidade dos riscos para evitar que seu impacto afete pessoas, equipamentos, processos ou instalações.
É importante que o profissional por trás das análises e uso dessas ferramentas seja suficientemente qualificado e saiba que, muitas vezes, o emprego de uma só ferramenta pode não ser o bastante para a tomada da melhor decisão. Por isso, é importante que essa pessoa tenha o conhecimento das demais ferramentas para que possa buscar a solução ideal em vários recursos.
Listamos a seguir algumas das melhores e mais utilizadas ferramentas.

PFMEA

O PFMEA (Process Failure Mode and Effective Analysis) tem como objetivo reconhecer e avaliar a potencial falha de um processo e seus respectivos efeitos. Essa ferramenta também identifica ações que devem ser tomadas para reduzir ou efetivamente eliminar a probabilidade dessas falhas ocorrerem.
PFMEA também identifica e classifica, para cada etapa do processo, os riscos potenciais de falhas. Ao indicar as possíveis falhas que possuem o maior número de prioridade de risco (RPN), a ferramenta cumpre duas funções. A primeira é ajudar a engenharia e o gerenciamento a evitar falhas potenciais, poupando tempo e dinheiro. A segunda é determinar a melhor maneira de investir o orçamento financeiro e o tempo disponível.
Essa ferramenta acaba se transformando em um banco de conhecimento da empresa, uma vez que fornece o registro de todas as falhas que já foram consideradas e as ações que foram tomadas.

What if

É uma ferramenta de aplicação simples e de abordagem muito útil no processo de identificação e de detecção de riscos, com foco na identificação de riscos. É uma técnica que possibilita esse processo em qualquer fase do projeto.
Para empregar a ferramenta, são feitas reuniões com a equipe que conhece os processos e são avaliadas questões como o fluxo do processo e dos subprocessos envolvidos, entradas e saídas. Baseando-se no conhecimento dos integrantes da equipe, faz-se a pergunta simples “E se?” (em inglês, “What if”, nome da ferramenta).
Por exemplo: “E se a pressão nessa válvula for muito alta?”. A partir das respostas dessas perguntas, a equipe é capaz de identificar perigos genéricos e suas causas. Note que as respostas não necessariamente precisam ir a fundo na identificação das causas, mas podem possibilitar aos envolvidos que implantem medidas de prevenção ao detectar possíveis riscos.

Checklist

Trata-se de uma ferramenta de contribuição, uma vez que precisa que os riscos já tenham sido identificados anteriormente em outros processos. O checklist serve para verificar a aplicação — ou não — das medidas recomendadas em processos de análise de risco anteriores. Para essa verificação, as medidas anotadas de processos anteriores são listadas e assinaladas (em um quadrado ao lado de cada uma), divididas nas três opções: “Sim”, “Não” ou “Não Aplicável”.
É muito fácil e simples adotar o uso de checklists, mas para que seja realmente efetivo, devem ser construídos de forma que sua interpretação e aplicação sejam tão simples quanto. Por isso, torna-se fundamental que a diagramação do formulário seja adequada para que seu preenchimento seja claro.

PMBOK

Do inglês Project Management Body of Knowledge, o PMBOK é um guia de conhecimento baseado em processos que deve ser complementado com outros conhecimentos, e não um método, como alguns podem pensar. É, portanto, uma padronização que reúne e descreve o que deve ser feito, quais as reconhecidas melhores práticas a serem adotadas, e não como fazer.
O PMBOK descreve ferramentas, processos e técnicas de gerenciamento de projetos até a obtenção de resultados prósperos. Por ser uma ferramenta geral, pode ser utilizada e aplicada em qualquer tipo de projeto e de setores da indústria, como engenharia, TI, telecomunicações, entre outros.

APR

A Análise Preliminar de Riscos (APR), como o próprio nome já informa, é uma técnica que deve ser aplicada em fases iniciais de novos projetos ou de novas atividades. É uma ferramenta utilizada para evitar futuros acidentes.
Consiste, basicamente, na construção de uma tabela em que são listados os possíveis perigos a uma atividade, a um sistema ou a um processo e quais são as causas e consequências desse perigo.
Essas análises são feitas de acordo com o grau de severidade e a probabilidade de acontecerem, gerando um índice de risco, que vai de 1 a 3 (3 sendo o mais grave). A tabela ainda pode ser acrescida de mais informações e medidas preventivas ou corretivas.

5 Porquês

Para fazer uso dessa ferramenta, é preciso entender que o conceito básico dela é fazer a pergunta “por que” quando um problema for encontrado. Não há uma regra que dita que as perguntas devem ser repetidas 5 vezes, mas esse número é bastante usual na aplicação da técnica. As perguntas geram respostas que tendem a remover as principais camadas de causas imediatas, aquelas que possivelmente escondem as causas básicas.
Essa técnica dos 5 porquês tornou-se conhecida por gerar benefícios, como a identificação das causas básicas de um problema, as relações entre as causas, baixo custo, integração com outras ferramentas de gestão e análise de risco e o envolvimento de diversos funcionários. Tudo isso por ser uma ferramenta de uso simples e prático.
Utilizar ferramentas de gestão e de análise de risco em uma empresa é mais do que priorizar a segurança: é um movimento que envolve as pessoas relacionadas com as tarefas para que a excelência seja sempre a meta. Os esforços devem ser combinados, juntando as facilidades das ferramentas e dos métodos com uma equipe dedicada a minimizar os riscos e a aumentar as chances de sucesso do negócio.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

O Amor Incondicional: Para o Dia Das Mães

O dia das mães é a festa do amor incondicional. Elas nos deram a vida, nos acolheram e nos colocaram em seu coração. E de lá nunca mais saímos. 
Quando desanimados, procuramos o seu seio. Quando rejeitados, sabemos onde encontrar abrigo. No meio do perigo é a palavra “mãe” que pronunciamos. 
* (VALDINAR CAVALCANTE - Mãe  do JORGENCA)
E quando nos despedimos desta vida  é ainda o nome “mãe” que nos vem aos lábios. Ela nos introduzirá no grande Útero da Mãe eterna, de infinita bondade e ternura.
Neste dia das mães não fala a inteligência analítica e funcional mas a inteligência emocional e razão cordial. Logico, o comércio explora esse dia, mas o significado da figura da mãe é tão poderoso que não se deixa nunca desvirtuar totalmente.
É excusado sublinhar a importância da figura da  mãe na orientação futura da vida de uma criança. Baste-nos  referir as contribuições inestimáveis de Jean Piaget com sua psicologia e pedagogia evolutiva e principalmente as de Donald W. Winnicot com sua pediatria combinada com psicanálise infantil. Eles nos detalharam os complexos percursos da psiqué infantil nesses momentos iniciais e seminais da vida que nos conferem o sentimento de sermos amados, protegidos e sempre acolhidos.
Hoje não cabe esse tipo de reflexão por mais importante que seja. Tem seu lugar o afeto cujas raízes se encontram há mais de duzentos milhões de anos, quando surgiram no processo da evolução os mamíferos dos quais nós descendemos. Com eles nos veio  o afeto, o amor e o cuidado, guardados como informações até os dias atuais pelo cérebro límbico. Entreguemo-nos brevemente à terna força deste afeto.
Há muitos textos comovedores que exaltam a figura da mãe como o belíssimo do bispo chileno Ramon Jara. Mas há um outro de grande beleza e verdade que nos vem da Africa,  de uma nobre abissínia, recolhido como prefácio ao livro Introdução à essência da mitologia (1941), escrito por dois grandes mestres na área, Charles Kerény e C. G. Jung. Assim fala uma mulher em nome de todas as mulheres e mães.

“Como pode saber um homem o que é uma mulher? A vida da mulher é inteiramente diferente daquela dos homens. Deus a fez assim. O homem fica o mesmo, do tempo de sua circuncisão até o seu declínio. Ele é o mesmo antes e depois de ter encontrado, pela primeira vez, uma mulher. O dia, porém, em que a mulher conheceu seu primeiro amor, sua vida se divide em duas partes. Neste dia ela se torna outra. Antes do primeiro amor, o homem é igual ao que era antes. A mulher, a partir do dia de seu primeiro amor, é outra. E assim permanecerá por toda a vida toda”.
“O homem passa uma noite com uma mulher e depois vai embora. Sua vida e seu corpo são sempre os mesmos. A mulher, porém, concebe. Como mãe, ela é diferente da mulher que não é mãe. Pois, ela carrega em seu corpo, por nove meses, as consequências de uma noite. Algo cresce dentro dela, que jamais desaparecerá. Pois ela é mãe. E permanecerá mãe, mesmo quando a criança ou todas as crianças tiverem morrido. Pois ela carregou a criança em seu coração. Mesmo depois que ela nasceu, continua a carregá-la em seu coração. E de seu coração não jamais sairá. Mesmo que a criança não viva mais”.
“Tudo isso o homem não conhece. Ele não sabe nada disso. Ele não conhece a diferença entre o “antes do amor” e o “depois do amor”, entre antes da maternidade e depois da maternidade. Ele não pode conhecer. Só uma mulher pode saber e falar sobre isso. É por isso que nós, mães, nunca nos deixamos persuadir por nossos maridos. A mulher pode somente uma coisa: ela pode cuidar dela mesma; ela pode se conservar decentemente; ela deve ser o que a sua natureza é; ela deve ser sempre menina e  mãe. Antes de cada amor é  menina. Depois de cada amor é mãe. Nisso poderás saber se ela é uma boa mulher e mãe  ou não”.
Sem dúvida, trata-se se uma visão sublimada da mulher e da mãe. Pois nelas há também sombras que acompanham sempre a condição humana, também feminina.
Mas no dia de hoje, queremos esquecer as sombras para apenas focalizarmos o momento de luz que toda mãe representa. Por isso tantos se movem nesta data: viajam até para longe para ver sua “mãezinha querida”, para dar-lhe um abraço filial e cobri-la de beijos.
Elas merecem. Pois não estaríamos aqui se elas não tivessem tido o infinito cuidado de nos acolher na vida e de nos encaminhar pelos misteriosos caminhos da existência. A elas, nossas mães, o nosso afeto, o nosso carinho e o nosso amor: às vivas e aquelas que estão para além da vida.
COPIADO: https://leonardoboff.wordpress.com

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Como Estimular os Talentos a “Vestirem a Camisa” Da Sua Empresa?

Inúmeras vezes observamos gestores e até mesmo diretores de empresas diante com um dilema: como fazer os colaboradores vestirem a camisa da organização e, consequentemente, terem um melhor desempenho diante das necessidades do negócio? 

Essa questão não é simples de responder, pois envolve fatores que incluem desde indicadores como, por exemplo, o clima organizacional e o relacionamento entre lideres-liderados. 
Abaixo, listo algumas ações que podem ser aplicadas por empresas de qualquer segmento e porto, para estimular os talentos a abraçarem, de fato, a "bandeira" das companhias.

1. Contribuição - Deixe claro para os profissionais, de todos os níveis, o valor que cada um oferece para a obtenção de resultados para o negócio. Para isso, recorra aos canais de comunicação como impressos, murais, intranet etc.

2. Reconhecimento - Muitos profissionais entregam o melhor de si no dia a dia de trabalho, oferecem bons resultados. No entanto, a maioria se sente desestimulada porque não tem seu esforço reconhecido. Vale lembrar que nem sempre o reconhecimento vem através de uma gratificação. Não que um bônus deixe de ser bem-vindo, pelo contrário. Contudo, muitas vezes, uma conversa informal com a liderança pode ser valiosa, principalmente quando o gestor enfatiza a contribuição significativa do funcionário e agradece em nome da empresa.


3. Face a face - A contribuição da comunicação interna para estimular o funcionário a vestir a camisa da empresa é valiosa, mas precisa de reforço. Nesse momento, a comunicação "face a face" é um diferencial significativo. Por essa razão, estimule os gestores a promoverem reuniões periódicas, onde seja possível repassar informações sobre a empresa e abrir espaço para que os profissionais apresentem dúvidas sobre assuntos relacionados à organização.

4. Confiança - Um profissional só "veste a camisa" da empresa quando acredita nos valores e na missão corporativos. Caso algum boato surja nos corredores, antes de identificar a fonte que o gerou, a organização deve preocupar-se em desfazer os "ruídos". Se um dirigente de destaque foi desligado, por exemplo, e isso provocou preocupação nos demais profissionais, um informe oficial sobre a saída do executivo pode sem dúvida alguma evitar temores desnecessários.

5. Liderança - Equipe só se torna realmente coesa quando tem à frente um gestor que conduz o leme e mostra aos seus liderados para onde eles estão indo, qual o destino que devem alcançar e mostrar alternativas que os façam atingir as metas desejadas. É um risco muito grande colocar um profissional para conduzir uma equipe, sem que este realmente tenha consciência do papel de gerir pessoas. Ser chefia não é sinônimo de liderança.

6. Desenvolvimento - Quantas pessoas têm sonhos inclusive profissionais, mas que nem sempre consegue realizá-los por falta de oportunidade? Isso é mais comum do que muitos dirigentes organizacionais imaginam e por vezes, o colaborador deseja desenvolver novas competências sejam técnicas ou comportamentais para ter chances de ascensão interna. Esse é o momento de refletir: sua empresa tem dado oportunidades de crescimento aos seus talentos?

7. Qualidade de Vida - Se antes existia a premissa de que apenas salários atraentes eram suficientes para fazer o colaborador "vestir a camisa" da empresa, hoje se observa uma mudança comportamental que ganhou espaço entre muitos talentos que fazem a diferença. Falamos sobre qualidade de vida. No mercado altamente competitivo observam-se pessoas já se desligaram de grandes corporações porque ultrapassaram seus limites e sentiram reflexos tanto na saúde física quanto mental. Por isso, não é mais surpresa ver um profissional migrar até a concorrência para ganhar um salário inferior, tudo em troca da melhoria da qualidade de vida. Ações em QVT, mesmo que sejam consideradas simples, precisam estar entre as prioridades de uma gestão.


8. Pesquisa de clima - Quando um time disputa uma partida, não importa a modalidade esportiva, os seus integrantes precisam de um diferencial de extrema importância para vencer o desafio que nesse caso é representado pelo adversário: MOTIVAÇÃO. Vale lembrar que a área de Recursos Humanos possui um recurso valioso para mensurar os índices de satisfação interna: a pesquisa de clima organizacional, uma vez que através dela é possível identificar os pontos fortes e aqueles que precisam ser trabalhados e que podem gerar um quadro de insatisfação interna.

9. Feedback - É notório que organização alguma é sinônimo de entidade beneficente e que os profissionais que nela atuam precisam atender as expectativas do negócio. Para que uma bola de neve não se forme diante da performance dos talentos e esses ofereçam o melhor de si, é fundamental saber o que a empresa espera deles. O processo de feedback é uma ferramenta que permite ao gestor e ao liderado uma relação rica. Quem "veste a camisa" de um time, precisa conhecer as estratégias e as regras do jogo para entrar em "campo" e dar o melhor de si.

10. Metas realistas - A entrega de um profissional à empresa também depende da infraestrutura, das condições de trabalho que a organização oferece. É utopia acreditar que um talento dará o melhor de si, se ele não tiver o respaldo da empresa que possibilite o alcance ou a superação de metas. Cobrar que se tire leite de pedra, é uma "Missão Impossível" e apenas cai bem para o agente Ethan Hunt, interpretado pelo ator Tom Cruise consegue verdadeiros "milagres", graças à ajuda de muitos efeitos especiais e da rica criatividade do diretor cinematográfico.

Por: Patrícia Bispo - http://niajajuris.org.br