quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Capital Intelectual

“Se a organização colocar as pessoas em primeiro lugar, elas colocarão o cliente em primeiro lugar”. (Claus Möller)

Generalização do Conceito


A definição sugerida por Lev (2001, p. 5) para os termos intangíveis, “... ativos baseados em conhecimento e capital intelectual podem ser usados de forma intercambiável, ou seja, são largamente utilizados na literatura que trata deste tema: intangível na literatura contábil, ativos baseados em conhecimento, por economistas, e capital intelectual, nas áreas de administração (gestão) e direito – mas na prática se referem essencialmente à mesma coisa: - um direito não físico a benefícios futuros”.


Segundo Schroeder e Clark (1998, p. 429), os intangíveis representam: “ativos de capital que não tem existência física, cujo valor é limitado pelos direitos e benefícios que, de forma antecipada, sua posse confere ao proprietário”.


Para Edvinsson & Malone (1998, p. 40), ele é definido como “a posse de conhecimento, experiência aplicada, tecnologia organizacional, relacionamento com clientes e habilidades profissionais que proporcionam à empresa uma vantagem competitiva no mercado”.


Já para Brooking (1996, p. 13), esse termo “... compreende quatro tipos de ativos: a) ativos de mercado, onde se incluem marcas, clientes, canais de distribuição e colaborações nos negócios; b) ativos de propriedade intelectual, que incluem patentes, copyrights, designs, segredos industriais e comerciais; c) ativos humanos, compreendendo educação e conhecimento relacionado às atividades, competências, expertise, habilidade para resolver problemas; e d) ativos de infra-estrutura, incluindo-se nesse grupo os processos, as tecnologias e as metodologias, como sistemas de informação, cultura, métodos gerenciais e redes de comunicação.


No que Investir?

A relação abaixo contém algumas premissas orientadoras nas quais a alta administração da organização deve manter um foco permanente na maximização do capital intelectual: 

• Estrutura organizacional orientada a processos;
• Serviços com alto valor agregado e de qualidade; 
• Excelência dos produtos; 
• Funcionários competentes e motivados; 
• Processos internos inovadores, eficientes e eficazes; 
• Satisfação e motivação dos clientes; 
• Investimentos em pesquisas e desenvolvimento de novos produtos e/ou serviços; 
• Níveis de investimentos em automação e informatização dos processos produtivos e gerenciais, dentre outros.


Toda organização possui ativos intangíveis, porém aquelas que conseguem através deles, ter ganhos de eficiência, eficácia e efetividade diferenciados de seus concorrentes obtêm a vantagem competitiva e ganhos futuros para a empresa, iniciativas diferenciais numa organização:


Capital Estrutural : Compreende o conjunto de capitais que compõem a infra-estrutura lógica da organização, a saber: a) capital organizacional, b) capital de processos e c) capital de inovações.


Abaixo, os principais vetores: 

1. Estrutura organizacional orientada por processos de natureza e objetivos comuns auferindo ganhos sinérgicos nas áreas de ação.
2. A Inteligência Competitiva que propicia o conhecimento do mercado de atuação agregando informação e conhecimento como diferencial.
3. Pesquisa para internalização de tecnologias e metodologias.
4. Redes de comunicação interna (intranet) e externa (internet, extranet) potencializando a comunicação e integração dos colaboradores e parceiros 
5. Processos operacionais voltados a otimização e desempenho; atendimento aos requisitos; satisfação dos clientes internos e externos; resposta às demandas e logística orientadas à criação de valor e à qualidade.
6. Processos de desenvolvimento orientados à melhoria e inovação de produtos e serviços.
7. Sistemas de informações transacionais (SI) e de apoio à decisão (BI).


Capital de Clientes : Conjunto de políticas, estratégias e orientações que direcionam a atuação comercial no incremento e sustentabilidade da carteira de clientes:


1. Relacionamentos com o cliente (pré-venda, venda e pós-venda)
2. Sistemas de apoio ao cliente (portal corporativo, SAC, sistema 0800...).


Capital Humano: Time de colaboradores e suas competências, políticas estruturantes e motivacionais, programas de apoio e satisfação: 


1. Programas de educação continuada dos colaboradores
2. Políticas de Relações Institucionais, Industriais e Corporativas.
3. Aprendizagem Organizacional que concede ganhos nas competências essenciais individuais e organizacionais quanto à capacidade de ação (desempenho) e criatividade (inovações)
4. Responsabilidade Social (imagem junto aos colaboradores e comunidade).
5. Equipes gerenciais capacitadas e motivadas. (empowerment)


"O capital intelectual difere dos outros dois grupos de ativos – o capital patrimonial e o financeiro - por ser um passivo e não um ativo, posto que seu valor seja devido aos clientes e funcionários. "


A organização detém o direito, mas não a posse sobre estes capitais dada a possibilidade de os funcionários deixarem a empresa e os clientes evadirem-se, pois não existem vínculos indissolúveis com estas entidades, devendo haver uma prontidão e esforço constantes nos programas de fidelização tanto de clientes, como dos colaboradores.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Rede de Relacionamentos


Uma andorinha sozinha não faz verão. (Ditado popular)

A espécie humana distingue-se de outras no reino animal pela natureza dos relacionamentos que desenvolve ao longo da existência. 

Atualmente atribui-se grande importância às redes de relacionamentos (networks), posto que se possa medir a aptidão de inter-relacionamentos de uma pessoa pela abrangência, intensidade e quantidade de suas relações, refletindo a capacidade afetiva deste ser humano - sua sociabilidade. 

Os relacionamentos humanos caracterizam-se pela variedade, intensidade, duração, etc., independente da classe social, cultural, intelectual, etc., porém basicamente obedecem a quatro padrões:


1. Relacionamentos calcados em interesses: 

Neste grupo encontram-se ligações construídas nos interesses desenvolvidos em função das dependências a que nos sujeita o cotidiano, os interesses convergentes. Este é o conceito que Karl Marx denominou de – fetiche de consumo – determinado pelas necessidades e interesses de uma comunidade econômica (fornecedores e clientes). 

Relacionamo-nos com os atendentes da padaria, da quitanda, o cabeleireiro, o motorista do transporte coletivo, mecânicos, caixas do mercado, farmácia, enfim, pessoas que nos servem e a quem servimos, dos quais geralmente, nem conhecemos os nomes e outras qualificações.

2. Relacionamentos sociais: 
Aceitações em função da boa convivência e decorrentes de convívio nas inúmeras comunidades que o indivíduo participa de forma espontânea. 
Incluem-se aqui os relacionamentos da escola, trabalho, clube, comunidade (vizinhos), entidades filantrópicas, religiosas, culturais, etc., os quais se denominam genericamente de colegas, companheiros.

3. Parentescos: 
Estas ligações são determinadas no nascimento pelos laços familiares. 
Constitui-se uma particularidade por serem decorrentes e que se tem que aceitar pela vida toda, uma vez que mesmo rompidas, não adquirem a condição de “ex” (exceto para cônjuge).

4. Amizades: 
Este grupo caracteriza-se pelas escolhas baseadas em identidades (afinidades), Construídas nas várias fases da vida da pessoa, os relacionamentos motivados por afetividade são perenes, pois “a amizade que acaba nunca principiou” (Siro).


Independente da natureza da relação, todas pertencem à rede de relacionamentos construída ao longo da existência e que nos dias atuais, representa grande vantagem na sobrevivência profissional em função da alta competitividade e oportunidades escassas, pois os relacionamentos podem redundar em indicações, aprovações, facilitações, etc., conquanto seja comum ouvir-se o termo “QI” (quem indica). 



O tamanho de uma rede pessoal depende exclusivamente da socialização e da competência na manutenção dos relacionamentos, pois alguns acabam sendo desfeitas pelo distanciamento físico, temporal ou ainda, motivadas por alterações na natureza social, intelectual, religiosa, políticas, financeiras e outras. 

Igualmente importante é a rede de relacionamento de pessoas jurídicas, o que já afirmava F. Taylor há um século: “Devemos recordar sempre que o mais importante em qualquer negócio são as boas relações”. Esta rede é construída junto à comunidade, fornecedores, clientes, entidades de classe, sindicatos, políticos, imprensa, órgãos normativos e fiscalizadores, etc., com atitudes responsáveis nos meios sociais, educacionais, políticos e ambientais de seu entorno. 



São de alta relevância os relacionamentos empresariais, tanto que já teci comentários sobre o tema no artigo – Relacionamentos... O que é isto? – publicado neste sítio anteriormente. 

Atualmente, os meios de comunicação (Internet, telefonia móvel) têm facilitado sobremaneira os relacionamentos, permitindo a presença (virtual) mesmo que a grandes distâncias através de imagens, sons e textos, contrariando o velho ditado: ‘quem não é visto, não é lembrado’.


Sua network está crescendo, está estacionária ou está encolhendo? Seja providente e previdente. E, não reclame se no futuro olhares para os lados e veres poucos parceiros, somos produtos de nossas escolhas, portanto - ESCOLHA TER AMIGOS -



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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Marketing Digital em Home Office é Viável

Trabalhar em uma atividade de marketing digital em home office é uma alternativa cada vez mais viável e interessante para profissionais de diversas áreas que vem rompendo com o paradigma da presença física em prol da produtividade e qualidade de vida, principalmente nos grandes centros urbanos brasileiros.
O desenvolvimento de trabalhos de marketing digital em home office vem se tornando uma tendência mundial em função das facilidades oferecidas pela tecnologia digital que temos atualmente, onde fazer uma vídeo conferência ou compartilhamento de tela pode ser feito através de aplicativos gratuitos e amplamente disseminados.

Oportunidades de trabalho no marketing digital em um Home Office

O mercado publicitário digital brasileiro caminha a passos largos, mas temos um problema sério que é a falta de mão de obra no marketing digital. A demanda é crescente, mas infelizmente ainda não temos a quantidade necessária de profissionais, realmente qualificados em marketing online para satisfazer a demanda existente.
O resultado disso é uma verdadeira explosão dos salários no marketing digital, que tem feito a alegria dos profissionais dessa área e por outro lado têm elevado consideravelmente o custo das agências, que com isso perdem competitividade e consequentemente clientes, principalmente junto aos pequenos e médios empresários.
Para piorar o quadro do marketing digital brasileiro, o caos urbano de cada dia, toma cada vez mais o tempo desses profissionais em engarrafamentos intermináveis e filas de estacionamento que além de caros, nem sempre oferecem as vagas necessárias para a legião de carros que circulam por nossas ruas e avenidas.

O trabalho remoto como solução

Além dos problemas expostos anteriormente, ainda temos a questão dos altos custos do espaço urbano. Nas grandes metrópoles brasileiras os alugueis de salas comerciais beiram a insânia e em função disso, muitas agências tem optado pelo trabalho remoto como forma de otimizar custos, e ao mesmo tempo, ter uma equipe com uma qualidade de vida melhor que se traduz em resultados igualmente melhores.
O trabalho em marketing digital é do ponto de vista administrativo, simples e de fácil mensuração. Existem tarefas e objetivos a serem atingidos, como em toda e qualquer profissão. Por isso, pode ser conduzido, sem a menor perda de qualidade, a partir do ambiente doméstico. Métricas e KPIs estão ao para isso mesmo.

Relações de trabalho abertas

Em função das facilidades tecnológicas disponíveis atualmente, o marketing digital em home office é viável como opção de contratação efetiva ou até em tarefas free lancer, que se torna cada vez mais uma prática muito comum neste segmento.
Um profissional com uma boa formação em marketing digital tem atualmente um mercado muito promissor no Brasil, principalmente se tiver como foco os pequenos e médios empresários, praticamente ignorados pelas grandes agências digitais.
Tendo em vista que menos de quinze por cento dos pequenos e médios empresários brasileiros tem uma presença digital efetiva, seja através de seus web sites, e mais raramente, as mídias sociais, o potencial de crescimento do marcado é gigantesco.
Quem consegue identificar esse mercado e traze-lo para seu portfólio não tem reclamações a fazer. Em nossos cursos é cada vez maior o número de participantes que estão em busca de uma especialização em marketing digital justamente para poderem se estabelecer como consultores de marketing digital trabalhando a partir de umhome office.

Disciplina é necessária no trabalho de marketing digital em home office

Embora em termos técnicos e negociais, a atividade de marketing digital em um home office seja plenamente viável, existe um fator fundamental para quem deseja ter sucesso neste tipo de empreitada: Disciplina. Sem ela o profissional pode se perder entre afazeres domésticos e as dezenas de solicitações que estamos sujeitos quando desenvolvemos um trabalho profissional baseado em um escritório em casa.
No estágio atual do marketing digital, com um número cada vez maior de ferramentas necessitando serem usadas em plena harmonia, de forma a se atingir uma sinergia em marketing digital que nos possibilite ganhos de eficiência no conjunto de ferramentas empregadas, concentração é fundamental.
Se você permitir que os apelos externos do lar interfiram no seu trabalho, certamente perderá eficiência. É preciso deixar claro o que é Home e o que é Office. Sem isso, fica difícil manter a concentração e servir qualidade e eficiência aos seus clientes. Trabalhar em casa é compreender o conceito, que vai muito além do Home Office.

Custos reduzidos geram um diferencial competitivo

Uma das grandes vantagens de uma atividade de marketing digital desenvolvida a partir de um home office é o baixo custo operacional se comparado a uma agência digital estabelecida. Custos como aluguel, condomínio, IPTU e outros, típicos de uma empresa formalmente estabelecida, simplesmente somem quando se trabalha em um home office, e ai está uma ótima chance para criar um diferencial competitivo e disputar o mercado com as agências, de igual para igual.
Se você for sensato o suficiente para repassar essa redução de custos para sua tabela de preços, certamente estará em uma posição muito mais privilegiada que a maioria das agências digitais.
Repare que não estamos falando em prostituição do serviço profissional, com preços aviltantes, mas sim em adequação do preço do serviço à sua matriz de custos. Vou mais além, é preciso valorizar um trabalho mais focado e personalizado que pode ser oferecido por um profissional dedicado a poucos clientes. Alguma dúvida sobre isso?

Pronto para o desafio?

Meu intuito com esse artigo não foi o de dizer que desenvolver um trabalho de marketing digital em home office é fácil. Muito pelo contrário, expus de maneira clara e objetiva os vários obstáculos existentes no caminho.  Minha intenção é de chamar atenção para uma oportunidade de trabalho, que até a pouco tempo poderia parecer impensável.
A agilidade e velocidade de ação proporcionada pelas mídias digitais, quebrou o engessamento proposto pelo modelo econômico herdado da revolução industrial que estipulava local e hora para as atividades de trabalho, e elevou o desafio profissional e empreendedor a um novo patamar.
Eficiência, nos dias de hoje está intimamente associada à agilidade operacional e baixos custos, o que coloca a atividade profissional de marketing digital em home office, um passo à frente da estrutura atual do mercado digital no Brasil.
Copiado: http://academiadomarketing.com.br/

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

5 Documentários Que Todo Administrador Precisa Ver

LEGO-Movie-Poster02.jpgEntender o mundo, o mercado e o setor em que atua é fundamental para qualquer empreendedor. E uma boa maneira de fazer isso pode ser vendo filmes, especialmente documentários.
 
Há várias produções sobre empreendedores, empresas, casos, entre outras coisas, que podem inspirar, ajudar a refletir, ter insights e fazer sua autocrítica.

Para ajudar você, empreendedor, separamos alguns títulos e elencamos aqui, a título de sugestão. 

 Confira abaixo:

Mark Zuckerberg: a verdadeira face por trás do Facebook
Fez muito sucesso há alguns anos a versão ficcionada da história de Mark Zuckerberg, "A Rede Social". Pouca gente sabe, no entanto, que a mesma história foi contada com personagens reais e indo bem mais a fundo na trajetória de um dos homens mais influentes do mundo na atualidade. Isso faz de "Mark Zuckerberg: a verdadeira face por trás do Facebook" uma indicação digna de abrir esta lista.

Phil Knight: o homem que conduz o mundo
Esse documentário conta a história de um dos homens mais ricos e influentes do mundo, Phil Knight, cofundador da Nike. O filme mostra as várias facetas desse que é visto como genial, mas também controverso empresário.

Mundo Cola – A construção de um mito
Como a Coca-Cola se tornou a marca mais conhecida do mundo? Este documentário mergulha fundo na história da bebida e conta como ela foi fundada, os percalços, as polêmicas e, juntando todo, mostra como a companhia se tornou o que é hoje.

Inside Lego
Esse documentário é um curta-metragem produzido pela Bloomberg e conta a história de umas das empresas mais admiradas da atualidade, a Lego. O filme mostra em detalhes o processo de reestruturação da marca e a implementação da estratégia que a salvou da degola e a colocou no topo do mercado global.

Enron: os garotos mais inteligentes da sala
O filme conta a história da gigante de energia Enron, que chegou a valer US$ 70 bilhões, mas acabou falida em 2001, depois de ser tomada por um esquema sistemático de corrupção. O caso é um dos mais famosos exemplares de fraudes no setor privado e mostra com detalhes como é a queda de um império.

Fonte: administradores.com

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Negociação e Proatividade - Os Seis Passos

Negociar é interagir, somar esforços, ter visão empática, somar!

Se você quer ou precisa negociar mas o outro lado não deseja então o resultado será nulo, não haverá negociação.

Mas partindo do princípio que determinada situação cria um ambiente favorável e os dois lados queiram negociar está aberto o ciclo estratégico que vai levá-lo ao processo de negociação proativa e ambos sairão com resultados otimizados.

Na negociação proativa os participantes estão declaradamente e legitimamente comprometidos em alcançar determinado objetivo.

Um resultado agregador sempre será melhor que apenas um resultado e uma das ferramentas para isto reside na proatividade dos participantes.

Permito-me tomar como base a abordagem de R. Fisher e S. Brown, de Harvard , colocando-a sob o foco da realidade brasileira.

Nesta visão podemos distinguir seis passos básicos para a negociação proativa:
1 - Equilíbrio;
2 - Compreensão;
3 - Informação;
4 - Ética;
5 - Persuasão e
6 - Aceitação.

Vamos detalhar:


1 - Equilíbrio entre a ação e a emoção eliminando a possibilidade de ação subjetiva e não racional, mantendo-se no foco do interesse determinante da negociação e que nos levará a cometer menos erros.



2 - Compreensão no sentido de empatia, levando-nos a compreender e conhecer melhor o outro lado. Assim serão geradas mais opções e não se caminhará por curvas desconhecidas.



3 - Informação como um dos elementos fundamentais da negociação (os demais são legitimidade, poder e tempo) a gerar comunicação eficazmente bipolarizada aumentando a sinergia e levando à melhor decisão.



4 - Ética como centro gerador de credibilidade e mútua confiança, agregando segurança ao processo e resultando em opções autênticas.



5 - Persuasão como ferramenta de legítima pressão proativa e desvinculada de simples coerção ou intimidação fazendo com que ambos os negociadores trabalhem mais abertos aos fatos como de fato o são e não como se imagina que fossem.



6 - Aceitação como elemento de identificação e administração de diferenças de interesses, objetivos e  alternativas fazendo com que lidemos com a realidade em nosso entorno excluindo preconceitos e identificando os méritos do processo.
Procure pensar um pouco sobre isto. 

Creio que você na realidade já caminha por alguns destes pontos. 

Agora é uma questão de praticidade, conscientizando-se sobre o conjunto dos seis passos e daí obter resultados efetivamente otimizados pela proação!  

Por:Fernando Silveira - http://www.guialog.com.br/

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Significado de Gestão de Pessoas











O conceito de gestão de pessoas ou administração de recursos humanos é uma associação de habilidades e métodos, políticas, técnicas e práticas definidas, com o objetivo de administrar os comportamentos internos e potencializar o capital humano nas organizações.

A Gestão de Pessoas ocorre através da participação, capacitação, envolvimento e desenvolvimento de funcionários de uma empresa, e a área tem a função de humanizar as empresas. Muitas vezes, a gestão de pessoas é confundida com o setor de Recursos Humanos, porém RH é a técnica e os mecanismos que o profissional utiliza e gestão de pessoas tem como objetivo a valorização dos profissionais. Em uma empresa, a gestão de pessoas deve ser feita pelos gestores e diretores, porque é uma área que requer capacidade de liderança.
O setor de gestão de pessoas possui uma grande responsabilidade na formação dos profissionais, e tem o objetivo de desenvolver e colaborar para o crescimento da instituição e do próprio profissional.
Gestão de Pessoas por Idalberto Chiavenato
A gestão de pessoas, assim como recursos humanos, fazem parte da área de administração, e uma das obras mais conhecida é “Gestão de Pessoas” de Idalberto Chiavenato. Chiavenato é um autor brasileiro na área de administração de empresas e de recursos humanos, seus livros são utilizados por administradores de todo Brasil, além de países da América Latina, e na Europa, como Portugal e Espanha. 
Chiavenato possui várias obras que versam sobre o tema gestão de pessoas, como “Gerenciando as Pessoas”, “Administração de Recursos Humanos”, “Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos” e outros.
Gestão de Pessoas nas organizações
O capital humano tem sido cada vez mais valorizado pelas organizações, pois elas entenderam que devem oferecer o suporte necessário para que essas pessoas desenvolvam novas aptidões e aperfeiçoem características que já possuem. 
Se as pessoas dentro das organizações tiverem oportunidade de progressão, elas vão poder dar o melhor delas, originando resultados positivos para a empresa em questão.
Uma boa gestão dos elementos de uma organização causa um crescimento contínuo, onde todos contribuem para um ambiente de eficiência e eficácia.
Gestão de Pessoas no setor público
A gestão de pessoas no setor público possui algumas particularidades. Ao contrário do que acontece no setor privado, onde o gestor pode contratar indivíduos que aprensentem características vantajosas para a empresa, no setor público, a lei exige que as contratações sejam feitas mediante concursos públicos. 
É por esse motivo que no âmbito do setor público ações de desenvolvimento profissional são cruciais, pois os elementos podem aprender a progredir na carreira, e não aprendem só a cumprir as suas funções atuais de forma mais eficaz.
Os responsáveis pela gestão de pessoas no setor público devem saber motivar os funcionários, para que estes sintam que são uma peça importante na empresa. Se isto acontecer, seguramente terão um melhor desempenho no trabalho. 
Além disso, a área de gestão de pessoas tem também a responsabilidade de exercer práticas de gerenciamento, planejamento, avaliação e recompensas, criando e mantendo um ambiente profissional e positivo na organização.
 Copiado: http://www.significados.com.br/

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Riscos ou Incertezas?

Etimologia

Procuro sempre quando leio, estudo ou escrevo, ter o dicionário apoiando o processo de aprendizagem, posto que inúmeras são as transgressões aos conceitos léxicos por alguns autores. Igualmente, ocorre o entendimento por falsa sinonímia, enfim, equívocos que nos levam a interpretações errôneas, prejudicando o entendimento ou a comunicação.

Abaixo, o dicionário Houaiss define os termos que nos interessam caracterizar neste artigo: 

• Risco: fr. risque (sec. XVI) 'perigo, inconveniente mais ou menos previsível', ‘probabilidade de insucesso, de malogro de determinada coisa, em função de acontecimento eventual, incerto, cuja ocorrência não depende exclusivamente da vontade dos interessados’

• Incerteza: ‘falta de certeza; dúvida, hesitação, indecisão, imprecisão, ambigüidade’, ‘difícil de entender, de precisar; que tem (ou pode ter) diferentes interpretações; ambíguo, vago, dúbio, obscuro’.


Enquanto termos técnicos são conceituados como:

• Risco: “estado do conhecimento no qual cada alternativa leva a um conjunto de resultados, sendo a probalidade de ocorrência de cada resultado conhecida do tomador de decisão”. (Boucinhas)

• Incerteza: “estado do conhecimento no qual cada alternativa leva a um conjunto de resultados, sendo a probalidade de ocorrência de cada resultado não é conhecida do tomador de decisão”. (Boucinhas)

Natureza das variáveis

Riscos e incertezas traduzem-se, no passado, em alegrias ou decepções por acertos ou erros nas decisões tomadas; no presente, são fatos que refletem lucros ou perdas e, no futuro, são preocupações do planejador, do tomador de decisões na análise da presença dessas variáveis.



Tememos dois exemplos para caracterizar os conceitos:

1. Pular de um barrando ou saltar um obstáculo: nessa situação nosso cérebro avalia várias condições: força muscular, resistência da estrutura óssea, peso, preparo físico, altura ou distância do obstáculo e daí, nos lançamos ou não. Sabemos do risco de saltarmos dois metros ou de saltamos de um prédio de dez andares. Calculamos o risco e assumimos as conseqüências resultantes da ação, sabemos da probabilidade de sucesso do evento e criamos um plano alternativo ou assimilamos o prejuízo, que também é calculado.


2. Encontramo-nos no meio de um tiroteio, um assalto ao banco onde estamos, por exemplo: não temos controle algum sobre a situação extremamente caótica. Qual a probabilidade de sermos atingido? Se atingido, qual a chance de sobrevivência? Então, ficamos deitados ou escondidos, nos abrigamos e descartamos medidas ousadas como correr ou enfrentar! 



A imprevisibilidade da situação não permite a criação de “planos B” nem calcularmos ou prevermos as chances de ocorrências. Aceitamos a incerteza como um evento não controlável, um “acidente de percurso” e nos sujeitamos ou não. Deixaremos de entrar num banco ou andar na rua? 


A terminologia técnica impede o uso inapropriado de termos com significados ambíguos, que dão margem a interpretações ou atitudes errôneas e desastrosas. Num diálogo descomprometido se aceita abusos no vernáculo, mas em assuntos técnicos é imprescindível esmero na utilização correta de vocábulos, posto que encerrem conceitos específicos. 


Gerenciamento de Risco

  • O PMI (Project Management Institute) – associação mundial de gestores de projetos - coloca entre as nove áreas do corpo do conhecimento de projetos, o gerenciamento de Riscos como de vital importância no sucesso destes. 
  • O planejador (tomador de decisões) deve avaliar os riscos nas atividades componentes, saber das probabilidades de ocorrência de riscos, criar planos alternativos, medidas neutralizantes, principalmente quanto aos fatores críticos de sucesso (FCS) – pressupostos de situações tidas como certas de existirem / ocorrerem para que as medidas ensejadas se viabilizem ou nas atividades que estão no caminho crítico (sem folgas) e portanto proibidas de sofrerem atrasos. Essa antevisão esperada do planejador não se dá por adivinhações (predição1) e sim por previsões2 fundamentadas em séries históricas, por lições aprendidas ou projeções3.

Gerenciamento de Incertezas?

  • É factível? 

Na análise das variáveis de mercado (SWOT) os analistas financeiros e econômicos encontram fórmulas de cálculo para criação de indicadores do “risco país” (ou “incerteza país”!), movimentos de bolsas de valores e outros situações que classificamos de “especulativas”. 

  • É exeqüível calcular a tendência em épocas de mudança política no governo? 
  • Alguém poderia prever que o presidente Collor provocaria um “choque” na economia? 
  • E quanto a cenários de regiões com “risco” (incerteza!) eminente de guerra? 
  • Ou sujeita às incertezas climáticas? 
Porém, as ameaças (incertezas) no mercado e no ambiente não cessarão, ainda mais em tempos de mudanças aceleradas como nesta era do conhecimento, visto que as mesmas não estão sob controle de ninguém nem tampouco se conhecem os fatores de probabilidade, portanto há que se precaver da melhor forma possível. 


Tanto os riscos quantos as incertezas merecem tratamento preventivo dos empreendedores, porém de formas diferenciadas, pois uma linha muito tênue os separa. Se não houver planejamento o caos estará instalado e o resultado do impacto está na capacidade de absorção da organização (resiliência4) e, se criadas as devidas defesas, as turbulências serão amenizadas.


Glossário

1 Predição: situação em que o futuro tende a ser diferente do passado, mas a empresa não tem nenhum controle sobre o seu processo e desenvolvimento. 

2 Previsão: esforço para verificar quais serão os eventos que poderão ocorrer ou registrar uma série de probabilidades.
3 Projeção: situação em que o futuro tende a ser igual ao passado.
4 Resiliência é a capacidade concreta de retornar ao estado natural de excelência, superando uma situação critica.

Copiado: http://wagnerherrera.blogspot.com.br/

domingo, 6 de setembro de 2015

O Administrador

Estamos vivendo em tempos de crise. Infelizmente devido à falta de escrúpulos de pessoas que se consideram “Administradores” os cidadãos sofrem diretamente no bolso perdendo seu poder de comprar, pagando cada vez mais impostos e apertando os cintos mesmo não tendo muito onde apertar, mas se obriga a dar o seu jeito. 
Deixa de cumprir com suas obrigações e se obriga a continuar alimentando a máquina famigerada denominada governo e “associados”. O mesmo ocorre com empresas privadas que por serem mal administradas sofrem as consequências das ações de um profissionais incompetentes e não habilitados para exercer a profissão.
A profissão de administrador foi criada e regulamentada por lei (lei nº 4.769/65 e regulamento aprovado pelo decreto nº 61.934/67). Sendo assim, só pode exercê-la o profissional que esteja habilitado com registro no Conselho Regional de Administração, na forma da legislação citada. Do contrário, o profissional exercerá ilegalmente a profissão e, portanto, estará sujeito a penalidades, tais como multa e perda de cargo. E ainda, a empresa poderá ser notificada pelo Conselho de Administração quando fiscalizadas durante o seu exercício.


Temos observado por aí muitos “Administradores” não habilitados exercendo a profissão em uma das áreas próprias do Administrador habilitado, pois não estão registrados no seu Conselho de classe. E o que é pior, quem contrata o profissional não está exigindo o seu devido Registro na hora do recrutamento. Talvez por descuido ou algo parecido.
Alguém teria coragem de consultar um médico que não tenha CRM? Ou construir um edifício com um engenheiro que não tenha seu registro no CREA? Provavelmente não o faria, não é mesmo? Com o Administrador não deve ser diferente, uma vez que ele é quem vai cuidar de partes fundamentais de uma empresa, no mínimo deve estar habilitado para exercer tal função.
O profissional estando habilitado no seu CRA é uma garantia a mais para a empresa. Saiba quais são os campos de atuação do Administrador:
Administração Financeira: • análise financeira • assessoria financeira • assistência técnica financeira • consultoria técnica financeira • diagnóstico financeiro • orientação financeira • pareceres de viabilidade financeira • projeções financeiras • projetos financeiros • sistemas financeiros • administração de bens e valores • administração de capitais • controladoria • controle de custos • levantamento de aplicação de recursos • arbitragens • controle de bens patrimoniais • participação em outras sociedades (holding) • planejamento de recursos • plano de cobrança • projetos de estudo e preparo para financiamento.
Administração de Materiais/Logística: • administração de estoque • assessoria de compras • assessoria de estoques • assessoria de materiais • catalogação de materiais • codificação de materiais • processos licitatórios • controle de materiais • estudo de materiais • logística • orçamento e procura de materiais • planejamento de compras • sistemas de suprimento.
Administração Mercadológica/Marketing: • administração de vendas • canais de distribuição • consultoria promocional • coordenação de promoções • estudos de mercado • informações comerciais extracontábeis • marketing • pesquisa de mercado • pesquisa de desenvolvimento de produto • planejamento de vendas • promoções • técnica comercial • técnica de varejo (grandes magazines).
Administração da Produção: • controle de produção • pesquisa de produção • planejamento de produção • planejamento e análise de custo.
Administração e Seleção de Pessoal / Recursos Humanos: • assessoria em recursos humanos • cargos e salários • consultoria de recursos humanos • controle de pessoal • coordenação de pessoal • desenvolvimento de pessoal • interpretação de performances • locação de mão de obra • pessoal administrativo • pessoal de operações • planos de carreiras • recrutamento • recursos humanos • seleção • treinamento.
Orçamento: • controle de custos • controle e custo orçamentário • elaboração de orçamento • empresarial • implantação de sistemas • projeções • provisões e previsões.
Organização, Sistemas e Métodos e Programas de Trabalho: • administração de empresas • análise de formulários • análise de métodos • análise de processos • análise de sistemas • assessoria administrativa • assessoria empresarial • assistência administrativa • auditoria administrativa • consultoria administrativa • controle administrativo • gerência administrativa e de projetos • implantação de controle e de projetos • implantação de estruturas empresariais • implantação de métodos e processos • implantação de planos • implantação de serviços • implantação de sistemas • organização administrativa • organização de empresas • organização e implantação de custos • pareceres administrativos • perícias administrativas • planejamento empresarial • planos de racionalização e reorganização • processamento de dados • projetos administrativos • racionalização.
Outros Campos (Conexos): • administração de consórcio • administração de comércio exterior • administração de cooperativas • administração hospitalar • administração de bens • administração de condomínios • administração de imóveis • administração de processamento de dados/informática • administração rural • administração hoteleira • factoring • holding • serviços de fornecimento e locação de mão de obra • turismo.
Para evitar problemas com profissionais não habilitados que estão exercendo a profissão ilegalmente exija que seus profissionais se registrem no seu Conselho de classe e revise o procedimento de Recrutamento e Seleção, onde para contratar um profissional para uma das áreas citadas a cima, o mesmo deverá estar registrado no CRA de sua região. Desta forma sua empresa estará nas mãos de profissionais habilitados e ainda contribuindo que uma Lei Federal esteja sendo cumprida.

Por: Sérgio Ditkun - http://plantaodacidade.com.br/