sexta-feira, 20 de abril de 2018

10 Bibliotecas Virtuais Gratuitas

As bibliotecas virtuais surgem com uma forma de democratizar a informação em todo o mundo e, por isso são grandes aliadas dos professores. Nelas você encontra obras que custam caro e que ainda não estão disponíveis na sua escola ou biblioteca da cidade.
Para ajudar na busca, a Revista Nova Escola preparou uma seleção com 10 bibliotecas virtuais onde o usuário pode baixar gratuitamente diversos clássicos da literatura, entre outras obras.
Brasiliana USP
http://www.brasiliana.usp.br/
A biblioteca que ainda não tem residência física definitiva na Universidade de São Paulo já tem uma pequena porcentagem do seu acervo online focado em autores brasileiros ou obras ligadas à cultura nacional em domínio público. Em destaque, três volumes com gravuras de Debret durante sua viagem pelo Brasil no século 19, todas as primeiras edições da obra de Machado de Assis, José de Alencar e Olavo Bilac e a Coleção da Klaxon, uma das principais revistas do movimento modernista paulistano. Boa parte das obras raras acompanha textos de apresentação feitos pelos pesquisadores.
Domínio Público




Desenvolvida pelo Ministério da Educação, nesta biblioteca são disponibilizados gratuitamente cerca de 180 mil textos, além de imagens, arquivos de som e vídeo. O site conta com rico acervo de publicações na área de educação. Lá, você ainda encontra as obras completas de Machado de Assis e um grande acervo de poesias de Fernando Pessoa. A biblioteca possui também diversas músicas eruditas brasileiras, e inúmeros textos de literatura infantil, além dos Compilados sobre Legislação Educacional.

Biblioteca Nacional
http://www.bn.br/portal/
Um dos maiores acervos do país já tem boa parte da sua versão virtual catalogada, principalmente na área de periódicos. Apesar de conter um certo número de materiais literários, o foco da biblioteca catalogada ainda são os mapas, fotografias e periódicos. Vale conferir a versão original dos Lusíadas, a Bíblia em latim, e a Coleção Teresa Cristina – uma série de documentos doados ao museu pela mulher de Dom Pedro II com registros riquíssimos do Império.
Arquivo Público do Estado de São Paulo
Uma excelente opção para aqueles que procuram arquivos históricos relacionados ao Estado de São Paulo Jornais, o Arquivo Público do Estado traz uma série de revistas, Fotografias, vídeos e anuários estatísticos. Entre os destaques do acervo está um conjunto documental com cartas trocadas pelos chefes do movimento sobre a Revolução de 1924. A seção Memória da Educação é um prato cheio para professores, apresentando publicações de caráter histórico que nos remetem ao universo escolar em São Paulo nos séculos 19 e 20.
Acervo Digitais de Cordeis da Biblioteca de Obras Raras de Átila de Almeida – UFPB


http://cordeis.bc.uepb.edu.br/index.php


Considerando a riqueza da peculiaridade da cultura nordestina, a biblioteca traz cerca de 9 mil títulos e 15 mil exemplares de cordéis da Biblioteca de Obras Raras Átila Almeida, cuja mantenedora é a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A biblioteca apresenta-se como a maior guardiã no Brasil desse tipo de acervo tanto no que diz respeito às questões de ordem quantitativa como qualitativa (estado de conservação e organização das peças).
Biblioteca Digital Paulo Freire


http://www.paulofreire.ce.ufpb.br/paulofreire/principal.jsp


Também pertencente à Universidade Federal da Paraíba, a biblioteca traz um rico acervo sobre o educador que inclui seus textos, livros, textos didáticos, correspondências e, inclusive, diversas críticas e análises relacionadas a seu trabalho.
Biblioteca Digital Mundial
Criada pela UNESCO, a Biblioteca Digital Mundial disponibiliza na Internet, gratuitamente, e em formato multilíngue, importantes de literatura, áudio, mapas e fotografias provenientes de países e culturas de todo o mundo. As pesquisas podem ser feitas em sete línguas diferentes e as buscas, feitas por período.

Coleção Aplauso
Traz biografias de artistas, cineastas e dramaturgos nacionais; além de roteiros de cinema, peças de teatro e a história de diversas emissoras de TV. Caso o leitor prefira a versão impressa, todos eles podem ser encontrados em livrarias de todo o país;
Wikilivros
Projeto da Wikimedia Foudation dedicado ao desenvolvimento colaborativo de livros, apostilas, manuais e outros textos didáticos de conteúdo livre. São diversos temas em diversas línguas. Há uma versão da página em português.
Banco de Dados de Livros Escolares Brasileiros (1810 a 2005) – FEUSP
http://www2.fe.usp.br/estrutura/livres/index.htm
Banco de dados que disponibiliza pela internet o acesso à produção das diversas disciplinas escolares brasileiras desde o século XIX até os dias atuais e fornece referenciais e fontes. A organização do LIVRES caracteriza-se por ser alimentado e ampliado constantemente pelas pesquisas de uma equipe de especialistas da área, que analisam o livro.
Copiado: https://canaldoensino.com.br/

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Feedback 360 graus

Contemporaneamente, organizações mais abertas tem adotado o feedback 360 graus, que é aquele dado pelo chefe, pares, subordinados e, eventualmente, também clientes e fornecedores. 

Se as pessoas envolvidas não alterarem o seu paradigma e não forem preparados para uma nova prática, o resultado pode ser uma ampliação do medo que as pessoas têm dele.


Essa tática baseia-se na coleta de dados de pessoas das mais variadas categorias de interação do cliente. Isso possibilita um confronto entre a imagem que ele tem de si mesmo e a imagem que as pessoas ao seu redor têm dele. 


Essa tarefa exige a permissão prévia do cliente, pois desencadeia situações complexas e demanda uma habilidade excelente do coach em lidar com os possíveis confrontos/conflitos diante da imagem que o cliente tem de si e a imagem percebida pelos outros.



Se não houver na equipe uma consciência do que seja um feedback produtivo, as pessoas podem ser colocadas na berlinda, julgadas pelo grupo, e sua carreira pode até ser bloqueada. Numa situação assim, o resultado é a instalação de um conflito: ou outro se torna inimigo e, consciente ou inconscientemente, as pessoas irão iniciar processos de sabotagem, retaliação, dentre outros.



O feedback é uma ferramenta indispensável também para um dos processos mais perseguidos contemporaneamente pelas organizações: o empowerment. 


Criar um ambiente de confiança e abertura é o primeiro passo para o processo de empowerment das organizações.

Não é possível implantá-lo sem:
- As pessoas se conscientizarem do modo como elas se relacionam com o poder, aprofundando a compreensão de um dos fatores determinantes das suas atitudes diante do outro;
- Aprendam a lidar com o poder de uma nova maneira. (ARAUJO, 1999).
Quando se tiver atingido esse grau de desenvolvimento, o feedback será uma prática estimulante, na qual o coach estará a vontade para me abrir com o cliente e criar uma relação de confiança.


Ressalta-se que por ser um processo de avaliação o feedback 360° deve ser minuciosamente cauteloso, principalmente diante da velocidade do mundo organizacional. A rapidez das exigências pode acarretar o mau uso dessa ferramenta de trabalho. 


Sendo mal aplicada a avaliação 360° pode desencadear desconforto, insegurança, desconfiança e passividade no cliente, pois a tendência é de aparecer no resultado final apenas os pontos fracos, as necessidades de aprimoramento e as baixas competências. Pode ser que o cliente culpe seus colegas e inicie um processo depressivo por não confiar em sua equipe e sentir-se humilhado por ela.



Ao contrário, quando bem utilizada, a avaliação é um dos principais meios do autoconhecimento, do crescimento e do fortalecimento das relações interpessoais dentro da organização. 


Os pontos a serem trabalhados irão aparecer, mas também estarão presentes as competências e qualidades. A balança irá motivar a participação no processo de coaching e estimular as grandes transformações profissionais e pessoais.



Por si mesmo, o feedback 360° não desenvolve nada, apenas aponta possibilidades de intervenção, apontando as competências a serem desenvolvidas. 


Nesse processo, deve-se ter a avaliação do próprio cliente e buscar como avaliadores, no mínimo 12 pessoas para se conseguir a média final. O cliente não deve saber quem o avaliou, o processo é confidencial.

Copiado:https://www.portaleducacao.com.br/

terça-feira, 17 de abril de 2018

Gestão Científica – O Começo da Administração




















  • Como, Onde e Por Que a Administração se Tornou Uma Ciência? 
  • Quem Foram os Personagens Dessa História? 
  • Que Contribuições Eles Forneceram Para Que a Administração se Tornasse Uma Ciência?
Em 1908 foi o ano de lançamento do primeiro automóvel do mundo – o modelo "T" da Ford - cuja montagem demorava cerca de doze horas. Porém, na década de 20 a Ford Motors Company só levava uma hora e vinte minutos para produzi-lo. Produto de massa e barato o modelo vendeu 15 milhões de unidades. Como Henry Ford – o fundador da empresa – conseguiu esta melhoria? Ford não estava brincando quando fez essa estranha declaração:

  • * "Das 7882 operações em que se decompõe a montagem do Ford T, 949 tarefas exigem pessoas robustas e 3338 homens com uma força física normal. O resto? O resto está ao alcance de mulheres ou crianças grandes"

Na verdade, o pioneiro da indústria automobilística quis provar que é possível especializar as tarefas e decompor o trabalho em gestos elementares, racionalizando a produção e aumentando o rendimento.


Foi o que ele fez e, depois disso, seus operários deixaram de girar em torno do automóvel que estava sendo montado e a cadeia de produção passou a desfilar face a face com o posto de trabalho. Em seguida, bastou cadenciar os movimentos e padronizar o todo — os veículos deviam ser idênticos "como dois alfinetes saídos de uma fábrica de alfinetes", dizia Ford.


Henry Ford foi um precursor neste tipo de produção, mas ele retirou a sua inspiração de Frederick Winslow Taylor, o qual era um apaixonado pelo estudo do trabalho humano e um grande maníaco pelo cronômetro.


Em 1911 Taylor, inventava a "Organização Científica do Trabalho" que, sob seu ponto de vista, deveria aumentar a produtividade reduzindo o "ócio" dos operários. Ele estava convencido de uma "cooperação amigável" entre o patrão e os trabalhadores para aumentar a produção, pois isso permitiria acelerar simultaneamente os benefícios de um e os ganhos do outro.


Por volta de 1916, o engenheiro francês Henri Fayol identificou os quatorze princípios da eficácia operacional, através do seu livro "Produzir Mais é a Prioridade". Para Fayol, autoridade, disciplina, obediência e hierarquia eram as palavras de ordem, embora ele também falasse em "bondade, equidade e boa vontade face aos operários" porque ele retirou lições da sua experiência como diretor das minas de Commentry.


As idéias de Taylor e de Fayol se complementavam, apesar de divergirem em alguns pontos como a "unidade de comando" – por exemplo – da qual Fayol não abria mão. Em 1911 Taylor lançou seu livro "Princípios da Gestão Científica", o qual é considerado por muitos acadêmicos como "um verdadeiro manifesto revolucionário sobre o redesenho dos processos, visando aumentos espetaculares da produtividade". Com ele, Taylor lançou os fundamentos da Gestão Científica, cujo legado ainda está vivo em muitas empresas até hoje.


Em 1916 foi a vez de Henri Fayol publicar sua obra - Administração Geral e Industrial – quando ele identificou as áreas funcionais de uma empresa e diferenciou a Gestão Empresarial, colocando-a no centro da organização: Ele dizia que "gerir é prever e planear, organizar, comandar, coordenar e controlar". Esta definição gerencial foi largamente usada durante todo o século XX.


Dessa forma, o período compreendido entre 1908 a 1920 ficou sendo conhecido como "Gestão Científica" em função das contribuições que esses três (3) personagens forneceram para que a Administração de Empresas se tornasse uma ciência.


Por: Julio Cesar S. Santos - http://www.portaldomarketing.com.br

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Inteligência Emocional: Você sabe a diferença entre QE e QI?

Você provavelmente já ouviu falar em inteligência emocional, medida pelo QE (quociente emocional). Esse conceito se popularizou com o psicólogo e autor Daniel Goleman, em seu livro sobre o tema.
Embora possa parecer bobagem para alguns, ter bom QE é um ponto em comum entre muitas pessoas de sucesso. 
  • Mas do que se trata exatamente? 
  • Por que é tão pertinente? 
  • O que isso tem a ver com o meu sucesso?

O que é inteligência emocional? A inteligência emocional é um conceito da Psicologia, criado para designar a capacidade de cada indivíduo de reconhecer as emoções, lidar bem com elas e gerenciá-las. E quando dizemos ‘emoções’, nos referimos às nossas e às dos outros.

Essa característica inclui fatores como a habilidade de se auto motivar, a persistência, o controle dos impulsos, a regulação do humor, a empatia e a esperança. Exemplificando: uma pessoa com inteligência emocional é capaz trabalhar bem com o seu estresse e o dos outros, sendo resiliente e flexível nas mais variadas situações.
Mas essa não é uma tarefa nada fácil! Pare para pensar. Quantas vezes as suas emoções superaram o seu pensamento racional? Algumas vezes, não é mesmo?
Importante saber também que o modo como administramos as emoções pode ter um papel crítico em várias esferas da nossa vida. Agora que você já sabe o que é inteligência emocional, acompanhe abaixo a explicação do conceito de QE e porque é complementar ao QI.

QI ou QE, qual o caminho para o sucesso?

O psicólogo Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, propõe um modelo complementar ao QI, o QE. Enquanto o QI é o quociente de inteligência, o QE é o quociente emocional. 
Os testes tradicionais de QI foram criados para filtrar pessoas conforme a sua capacidade de processar informações. Mas será que isso é realmente tão importante quando se trata de sucesso profissional e pessoal? Existe um grande debate contra o uso do alto QI como preditor de sucesso das pessoas. Sim, o QI tem um papel, mas, para Daniel Goleman, na maioria das vezes, ele não é o mais importante.
Afinal, você pode ser uma pessoa muito inteligente, mas não saber administrar bem as suas emoções, por exemplo. Isso tem um grande impacto na sua vida como um todo, mas principalmente no ambiente de trabalho. É por isso que a inteligência emocional é uma característica que tem sido cada vez mais buscada em entrevistas de emprego. Não pense que isso é bobagem. Para o próprio Goleman, o QI contribui com apenas 20% do nosso sucesso na vida! Os outros 80% são resultado do QE.
Mas lembre-se: QI e QE não são fatores opostos, mas complementares.

Os 5 aspectos principais da inteligência emocional

Ainda segundo Daniel Goleman, a inteligência emocional é composta por 5 aspectos principais, sendo eles:
  • Conhecer as próprias emoções: tenha consciência de si mesmo. Isso é a chave da inteligência emocional, até mesmo para a tomada de decisões.
  • Guiar e controlar as emoções: saiba lidar e controlar as suas emoções, colocando-as na direção certa conforme cada situação.
  • Auto motivação: utilize suas emoções para atingir seus objetivos. As pessoas que têm essa capacidade tendem a ser muito mais produtivas.
  • Reconhecer as emoções dos outros: tenha empatia. Essa característica significa estar adaptado aos sinais que indicam o que os outros necessitam ou querem.
  • Saber se relacionar interpessoalmente: saiba manter boas relações, guiando as emoções dos outros. Isso é crucial para o seu sucesso.

As vantagens da inteligência emocional - Como dissemos, o alto QE tem sido muito buscado nas pessoas. Mas por que?

Uma pessoa com inteligência emocional:

Dicas para desenvolver a inteligência emocional

Fácil falar, não é mesmo? Mas sabemos o quão difícil é conquistar um QE mais alto. Tem gente que tem mais facilidade, claro, enquanto para outros pode ser um tremendo desafio. Então, para te ajudá-lo, separamos algumas dicas:
  • Encontre uma distração: sempre que você tiver sentindo aquela raiva, encontre alguma distração. Que tal colocar toda essa energia naquele relatório que você tem que entregar no trabalho? Funciona que é uma beleza!
  • Realize atividades prazerosas: para bloquear um ciclo de depressão, por exemplo, precisamos de realizar atividades que nos deem prazer. Nada melhor para espantar a tristeza do que fazer algo que te faz bem! É como se desligasse a chavinha ruim no nosso cérebro.
  • Tente enxergar o lado positivo das coisas: tudo tem um lado bom, não se esqueça! Portanto, se você está com aquele sentimento ruim, tente se lembrar disso e entender o que você pode aprender com a situação que tanto está te deixando mal.
  • Foque no longo prazo: às vezes, nos deixamos levar por pequenas recompensas momentâneas, como uma fugidinha da dieta ou um dinheirinho fácil, não é mesmo? Mas já pensou se isso se torna um hábito? É essencial começar a focar no longo prazo se você quer controlar melhor as suas emoções.
  • Canalize sua ansiedade: vivemos em um mundo onde as coisas mais rápidas parecem ser mais eficientes, onde a pressa é algo valorizado. Assim, ficar muito ansioso é normal. Mas você sabe que tudo em excesso faz mal, não é? Portanto, canalize essa ansiedade em alguma atividade, para dispersá-la. Um esporte pode ser a melhor opção, se for do seu agrado.
  • Seja otimista: você é o senhor do seu destino, então seja otimista e crie suas próprias oportunidades. Atribua o seu fracasso a coisas que você pode mudar, de forma que, no final, tudo corra bem. Assim, você evita pensamentos negativos.
  • Nunca perca o seu brilho nos olhos: já falamos que nada em excesso é bom, nem a empolgação! Mas tente encontrar o equilíbrio. Não queremos que você elimine seu lado emocional, mas que saiba conciliá-lo com o racional.
Agora, lembre-se: todas as suas manifestações de emoção influenciam imediatamente suas relações interpessoais. Por isso são tão relevantes quando se trata do nosso sucesso e é tão importante saber administrá-las. Então, que tal aprender mais sobre como desvendar o comportamento humano? Entender melhor os seres humanos provavelmente vai ajudá-lo a conquistar um QE mais alto.
Copiado: http://blog.12min.com.br

terça-feira, 10 de abril de 2018

História e Evolução dos EPIs

A evolução dos EPIs começou com os primatas, atravessou guerras e batalhas trabalhistas para que se chegasse ao padrão de segurança que conhecemos hoje. Quando falamos em EPI, logo pensamos na era pós-revolução industrial. Mas a evolução dos EPIs começou a acontecer muito antes disso, desde que o homem teve que se proteger pela primeira vez. Considera-se a época das cavernas o momento em que esse conceito se originou, quando os primatas vestiram peles de animais para se proteger. O que nos mostra como a necessidade de proteção é inerente ao ser humano. Ao longo dos anos, essa necessidade foi ganhando outros contornos e as vestimentas de proteção foram se aprimorando. Não há como falar da evolução dos EPIs sem mencionar, por exemplo, as armaduras e elmos, utilizadas por cavaleiros na Idade Média.

Evolução dos EPIs: Revolução Industrial e Guerras - 

A evolução dos EPIs deu um salto na Revolução Industrial, com o surgimento de metalúrgicas, mineradoras e fundições. A Indústria foi em busca de matéria-prima em larga escala a um custo menor em países africanos e asiáticos, desembocando em conflitos com os Balcãs, estopim da Primeira Guerra Mundial.  Quase conectadas, a revolução industrial e a Primeira Grande Guerra apresentam-se como eventos transformadores para a evolução dos EPIs, evidenciando riscos, valores e gerando uma maior conscientização quanto à necessidade de proteção.

No balanço entre guerra e indústria, descobriu-se que grande parte da incapacitação humana acontecia no trabalho – há estudos que consideram ainda mais perdas com a indústria que com as guerras – o que levou à elaboração de medidas preventivas.

Evolução dos EPIs no Brasil

Getúlio Vargas trouxe o crescimento da Indústria de Base e, com ele, os riscos ocupacionais. Isso motivou a criação do Ministério do Trabalho, em 26 de novembro de 1930.
A evolução dos EPIs por aqui foi bem gradativa, com departamentos e associações surgindo ao longo do tempo. Destacamos alguns importantes acontecimentos:
  • 1943 – APÓS 13 ANOS DE DISCUSSÃO, NASCEU A CLT, COM O INTUITO DE UNIFICAR A LEGISLAÇÃO TRABALHISTA BRASILEIRA.
  • 1966 – CRIOU-SE A FUNDACENTRO, COM O OBJETIVO DE ESTUDAR E AVALIAR OS PRINCIPAIS PROBLEMAS TRABALHISTAS, ASSIM COMO APONTAR POSSÍVEIS SOLUÇÕES.
  • 1978 – FORAM APROVADAS AS NORMAS REGULAMENTADORAS DE SEGURANÇA NO TRABALHO, AS FAMOSAS NR.
Curiosidades sobre a Evolução dos EPIs

Vestimentas
A fibra antichamas DuPont™ Nomex® foi usada pela primeira vez em 1965, em macacões de voo para a Marinha americana. Hoje, a fibra é parte integrante em trajes de voo militares e policias.
Calçados
Até meados da década de 1960, usava-se em áreas quentes um calçado denominado Chanca para proteção dos pés, trabalhado em madeira articulada e solado de pneu ou couro. Desconfortáveis e pesados, responsáveis por diversas dores e lesões, as Chancas só foram substituídas por botas de borracha muitos anos depois.
Embora os americanos sejam considerados os inventores das botas de borracha, historiadores atribuem sua origem aos índios amazônicos, que faziam experiências com látex e fogo em seus pés.
Óculos de Proteção
Até meados da década de 1980, os óculos de proteção brasileiros não tinham qualquer preocupação com conforto e design. A armação era trabalhada em metal ou acetato e as lentes, em vidro temperado.
Na década de 1990, a abertura da economia balançou o mercado brasileiro de produção de óculos de segurança, obrigando a indústria a se diferenciar contra o preço atrativo e as inovações dos importados. Muitas fábricas foram salvas por investir em estudos de características faciais brasileiras para criar armações próprias para nossos trabalhadores.
EPIs contra quedas
Somente de 20 anos para cá houve uma evolução expressiva dos EPIs contra quedas. Antes, eram utilizados cinturões abdominais com talabarte. Embora já existissem, pouco se falava em cinto paraquedista, absorvedores de impacto e trava-quedas retrátil.
Capacetes
Os elmos medievais, feitos em couro, ferro e malha, são considerados a origem dos capacetes e constituíram uma das maiores fontes de estudo de prevenção de acidentes relacionados a impacto, choques elétricos e fontes de calor.
Copiado: http://falandodeprotecao.com.br