segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Logística no Agronegócio

A logística engloba muitos outros processos além do transporte de cargas. Uma boa definição da logística é dizer que ela opera como um modo de gestão que cuida especialmente da movimentação dos produtos, nos diversos segmentos dentro de toda a cadeia produtiva de qualquer produto, buscando agilidade nas operações e processos para efetuar suas obrigações no tempo, custo e com a qualidade devida.

Este modo de gestão, opera na movimentação de produtos também nas diferentes cadeias produtivas do agronegócio, envolvendo o conjunto de fluxos dos produtos em todas as atividades importantes, durante o processo produtivo e o refluxo, como todo o conjunto de atividades relacionadas a suprimentos, às operações de apoio aos processos produtivos e as atividades voltadas para a distribuição física dos produtos na comercialização, como armazenagem, transporte e formas de distribuição dos mesmos.
Neste sentido, dentro da participação logística no agronegócio, ela pode ser dividida em três partes integradas, a logística de suprimentos, logística das operações de apoio à produção agropecuária e logística de distribuição.

Logística de Suprimentos

Na cadeia produtiva agroindustrial, a logística de suprimentos cuida especialmente da forma como os insumos e os serviços fluem até as empresas componentes de cada cadeia produtiva, assim, garantindo que estejam disponíveis com a finalidade de reduzir os custos de produção ou de comercialização.
Os insumos agropecuários têm pesos muito elevados na composição dos custos de produção das empresas e alguns deles têm seu preço de transporte mais elevado que seu próprio preço de aquisição, como exemplo: o calcário agrícola é de baixo valor agregado, mas com transporte geralmente superior dependendo o volume transportada e da distância do moinho até a fazenda.

Logística de apoio à produção agropecuária

Dentro da gestão do processo produtivo, ao que envolve suprimento de insumos, procura-se conduzir o empreendimento para atingir eficácia e eficiência. Já do ponto de vista da logística, deve-se procurar a racionalização dos processos operacionais para transferência de materiais, o que envolve, também, informações sobre estoques e o plano de aplicação de cada produto, quantidade e o período de sua utilização.  
Então, a logística procura movimentar somente as quantidades necessárias, sem formar estoques excessivos e imobilizados, evitando a falta, com consequentes correrias de última hora, de acordo com a capacidade do empreendimento. Obtida a produção, a logística se ocupará da movimentação dos produtos, como transporte interno, manuseio, armazenagem primária, estoques primários, entregas, estoques finais e controles diversos.

Logística de Distribuição

Os produtos agropecuários de modo geral são perecíveis. Por isso, cada um necessita de tratamento pós-colheita diferenciado, necessitando cuidados quanto ao transporte, embalagens apropriadas, armazenagem a temperaturas adequadas e controle da umidade relativa do ar.
Outra característica é a sazonalidade da produção, salvo exceções. Alguns produtos são colhidos uma vez por ano em cada região, devido às condições climáticas do local. O desafio da logística nessa etapa, é que o transporte atenda as características dos produtos em suas especifidades, não permitindo a perda na qualidade, assegurando a pontualidade na entrega.

Concluindo

A logística é parte essencial da produção do agronegócio, envolvendo a produção agrícola e pecuária e, para que os produtos sejam entregues com qualidade as três partes da logística devem trabalhar de forma integrada, completando uma à outra, sempre com eficácia e eficiência.
Desta forma, os produtos serão entregues da melhor maneira possível permitindo que os dois setores cresçam e se desenvolvam, com as melhores práticas e os menores custos.
Copiado: http://www.stradasolucoes.com.br

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Passo a Passo de Como Começar Algo e Terminar

Projetos, quem não os tem? Quem nunca teve projetos coisas grandes ou pequenas, quem nunca desejou conquistar algo e quem nunca se planejou e se frustrou por não chegar ao fim?

Você já teve a experiência de dar início a projetos em sua vida e nunca concluir? Pois esse artigo eu escrevi especialmente para você, que ao longo do tempo vem se perguntando como começar algo e terminar.

Existem tantas coisas que as pessoas começam e não terminam. E quando falo em projetos inacabados, refiro-me a tudo o que se planeja e não chega ao final, podendo ser coisas grandes ou pequenas.

Pode ser o planejamento de uma viagem, uma dieta, a conquista do próprio negócio, a reforma da casa, ou mesmo a leitura de um livro… quantos livros você já começou e nunca terminou? Quantas dietas inacabadas?

Que você comece a fazer alguma coisa e, por algum motivo não tenha conseguido concluir, é até normal. O problema está em quando isso se torna um padrão de comportamento, e você se percebe vivendo em um ciclo de intermináveis projetos inacabados.

Padrões de comportamento são comportamentos adotados inconscientemente pelo indivíduo, levando-o a agir repetidas vezes da mesma forma, ou seja, obedecendo sempre o mesmo padrão.

No caso da pessoa que começa algo e nunca termina, o padrão é muito parecido com isso: empolgação, planejamento, início e… para por aí – não há conclusão do trabalho.
Se isso está acontecendo com você, é bem provável que você esteja cercado de crenças limitantes que estão desencadeando esse padrão de comportamento negativo, fazendo com que você se auto sabote na concretização de seus projetos.

Mas a boa notícia que tenho é que, ainda que você possua esse padrão de comportamento, ele pode ser trabalhado de forma a você mudar completamente seus padrões negativos por padrões positivos.
Se esse é seu caso, acompanhe o passo a passo de como começar algo e terminar que fiz especialmente para você.

Passo 1
Escolha um de seus projetos para colocar em prática.

Esse primeiro passo é o nosso desafio. Você vai escolher algum objetivo que já tenha e que esteja interrompido, ou mesmo algum projeto que você sempre desejou e parou logo ao começar.
Por ser nossa primeira experiência, você pode escolher um objetivo mais simples e de curto prazo, como a leitura de um livro ou uma dieta, por exemplo. Você verá como começar algo e terminar pode ser muito mais fácil do que imaginava.

Passo 2
Defina sua estratégia

Escolhido seu objetivo, trace um plano simples de como irá executá-lo. Por exemplo, se seu objetivo é ler aquele livro de 1.200 páginas até o final, faça uma breve programação de como executará esse projeto.
Determine, por exemplo, quantas páginas ou capítulos vai ler por dia, em que momento do dia você se compromete a fazer essa leitura, quanto tempo você deverá levar, em semanas ou meses, até terminar a leitura, etc.

Além disso, faça uma lista de coisas que você ganha ao conclui esse projeto, e outra lista de coisas que você perde ao interrompê-lo.
Lembre-se também de fazer uma lista de possíveis imprevistos que possam aparecer durante a execução, e a forma de como lidar com isso. Por exemplo, se você não consegue ler porque te dá sono, que estratégia pode ser usada para resolver esse problema?


Nesse primeiro passo, não importa o objetivo que você escolheu como desafio. O que importa aqui é o seu planejamento e o seu comprometimento.
Muito bem, escolhido seu objetivo, é hora de irmos para o passo número três.

Passo 3
Descubra o que te limita, o que te impede

Quando falamos em padrões de comportamento, devemos levar em conta o que há por trás desse ciclo, que geralmente ele é provocado por crenças limitantes que você trás consigo sem muitas vezes perceber.
Nossas crenças são tudo aquilo que, inconscientemente, acreditamos por verdade absoluta, gerando um padrão de comportamento compatível ao que se acredita.
Essas crenças, por sua vez, podem gerar comportamentos positivos ou negativos.

Tais crenças vão tomando forma ao longo de nossas vidas e, em muitos casos, elas têm início lá na infância. Você já percebeu quantos “nãos” a criança ouve dos adultos? – “Não pode, isso é perigoso”, “não coma, vai fazer mal”, “não faça”, “não vá”…

Ao longo da vida, esse conjunto de “nãos” vai internalizando no subconsciente do indivíduo, muitas vezes, gerando um crença limitante que faz com que ele interrompa o que está fazendo, da mesma forma que ele tinha que interromper, quando ouvia um “não” na infância.

Crenças limitantes podem existir em qualquer área de nossas vidas, e geralmente são desencadeadas por informações que nosso inconsciente recebe ao longo de nossas vidas.
Quantas vezes você já deve ter ouvido a frase: “dinheiro é sujo”, ou “é mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha do que um rico entrar no céu”.

Quando você atinge a idade adulta, seu inconsciente já recebeu tantas vezes essas informações, que passa a tê-las como verdade absoluta, e o resultado disso? Você sempre vai manter o dinheiro longe porque, inconscientemente, você não quer nada que seja sujo, tampouco quer perder sua salvação.

Descobrir, portanto, as crenças que te limitam é o primeiro passo para uma mudança definitiva de padrões de comportamento.


Faça uma autoanálise e descubra quais são os pensamentos que te limitam. Vejamos alguns exemplos de crenças limitantes:
– Todos os ricos são infelizes;
– Não posso comer doces que engordo;
– Homens não prestam;
– Fazer faculdade é só para quem pode;
– Ele só consegue porque o pai é rico;
– Não vou arrumar um namorado enquanto estiver com esse corpo;
– Meu dia é muito corrido, não tenho tempo para ler;
– Eu começo a ler e o sono vem, etc.

Sendo assim, dentro do objetivo que você escolheu no passo 1, faça uma lista de todas as crenças limitantes que você tem que estejam relacionadas a esse objetivo. É hora, então, de irmos para o passo número 4.

Passo 4
Transforme as crenças limitantes em crenças fortalecedoras.

Nesse passo, é muito importante você entender que uma crença (seja ela qual for), não nasce da noite para o dia. Para uma crença se tornar verdade absoluta, ela passou por um processo onde sua mente inconsciente foi condicionada a isso. Esse processo se dá de uma forma bem simples: pela repetição.
Assim sendo, é pela repetição que criamos padrões de comportamento, e é justamente através da repetição que vamos transformar nossas crenças. E é exatamente isso o que nós vamos fazer.
Agora que você já descobriu suas crenças limitantes, você vai começar a condicionar o seu inconsciente de forma contrária, de maneira que, com isso, suas crenças passem a ter um novo significado para você.
Ainda usando o exemplo da leitura de um livro, se sua crença é de que “o tempo é muito curto para conseguir ler alguma coisa”, experimente trocar essa frase por “eu sou o dono de meu tempo, o meu tempo é que trabalha para mim”.
Comece a repetir essa afirmação ao longo do seu dia, como uma forma de enviar essa informação para o seu inconsciente.
Faça isso todos os dias, quando acordar, quando dormir, durante o dia, em pensamento, enfim… o importante é você saber que quanto mais vezes o seu inconsciente receber essa informação, mais rápido ele começará a processar isso como verdade.
Esse passo é muito importante, de forma que você irá substituir sua crença antiga e passar a condicionar seu inconsciente com a nova crença, até que isso se torne um hábito.

Passo 5 
Execute o seu projeto até o final

Agora que você já sabe como começar algo e terminar, é hora de colocar o seu plano em ação.
No passo 1 você escolheu seu objetivo; no passo 2, definiu as estratégias; no  passo 3, fez um levantamento para descobrir suas crenças limitantes; no passo 4, você descobriu a forma  de como substituir a crença antiga pela nova.

Agora, no passo 5, você irá colocar em prática o objetivo que escolheu lá no passo 1.
Enquanto você executa seu plano, não esqueça de manter a disciplina de fazer tudo conforme planejou, além da disciplina de enviar comandos de crenças fortalecedoras para a sua mente de forma constante.

Comece seu projeto agora mesmo, não deixe para amanhã, não procrastine (sugestão de artigo que fale sobre a procrastinação). Faça esse desafio e veja como é fácil mudar padrões de comportamento.

Passo 6
No passo 6… bem, aqui é para você compartilhar e comemorar suas conquistas, conte para um amigo alguém especial pra você, é muito bom quando fazemos isso, isso nos gera motivação e confiança para seguir em frente.
Copiado: http://www.saluaghonaim.com.br

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

IKIGAI: Conheça o conceito japonês para uma vida longa, feliz e significativa


Qual a razão para se levantar da cama de manhã? 

Só tentar responder a uma pergunta tão importante pode fazer você querer voltar para a cama. 

Se o fizer, o conceito japonês de ikigai pode ajudar.

Originário de um país com uma das populações mais antigas do mundo, a ideia está se tornando popular fora do Japão como uma forma de viver mais e melhor.
Embora não haja uma tradução direta, ikigai combina as palavras japonesas ikiru, que significa “viver”, e kai, que significa “a realização do que se espera”. Juntas, essas definições criam o conceito de “uma razão para viver” ou a ideia de ter um propósito na vida.
Ikigai também tem significados históricos: gai é originário da palavra kai, que significa concha. Estas foram consideradas muito valiosas durante o período Heian (794 a 1185), de acordo com Akihiro Hasegawa, psicólogo clínico e professor associado da Universidade Toyo Eiwa, acrescentando uma sensação de “valor em viver”.
Para encontrar este propósito, os especialistas recomendam começar com quatro perguntas:

  • O que você ama?
  • No que você é bom?
  • Em que o mundo precisa de você?
  • Pelo que você pode se pago?

Encontrar respostas e um equilíbrio entre essas quatro áreas pode ser uma rota para o ikigai para os ocidentais que procuram uma rápida interpretação desta filosofia.

Mas no Japão, ikigai é um processo mais lento e muitas vezes não tem nada a ver com trabalho ou renda.
Em uma pesquisa de 2010, de 2.000 homens e mulheres japoneses, apenas 31% dos participantes citaram o trabalho como seu ikigai.
Gordon Matthews, professor de antropologia na Universidade Chinesa de Hong Kong e autor de What Makes Life Worth Living?: How Japanese and Americans Make Sense of Their Worlds, disse que a maneira como as pessoas entendem ikigai pode, de fato, ser mapeada para duas outras ideias japonesas – ittaikan e jiko jitsugen. Itaikkan se refere a “um senso de unidade ou compromisso com um grupo ou função”, enquanto jiko jitsugen tem mais a ver com a auto-realização.
Matthews disse que ikigai provavelmente levará a uma vida melhor “porque você terá algo pelo que viver”, mas adverte contra a visão do ikigai como uma opção de estilo de vida: “Ikigai não é algo grandioso ou extraordinário. É algo muito prático.”
Okinawa, uma ilha remota ao sudoeste do Japão, tem uma população anormalmente grande de centenários e é muitas vezes citadas quando se fala de ikigai – embora não por Gordon.


De acordo com Dan Buettner, especialista em Zonas Azuis, as áreas do mundo onde as pessoas vivem mais tempo, o conceito de ikigai permeia a vida dessas pessoas. Combinado com uma dieta específica e uma rede de amigos de apoio ou “moai”, ikigai está ajudando as pessoas a viverem mais tempo em Okinawa, pois isso lhes dá um propósito, vindos de exemplos de pessoas como um mestre de karatê, um pescador ou uma bisavó, todos com mais de 100 anos.
Mas saber qual seu ikigai não é suficiente – todas essas pessoas colocam seu objetivo em ação, diz Buettner. Os pesquisadores enfatizam que o ikigai pode mudar com a idade.
Fonte: World Economic Forum, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint: http://www.beefpoint.com.br

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O Papel da Gestão de Pessoas nas Organizações


As organizações buscam a excelência nos resultados de suas ações; os colaboradores, o reconhecimento e a valorização no desenvolvimento das suas atividades. Há uma relação de troca permanente e ambos buscam um mesmo objetivo, que envolve crescimento, desenvolvimento e sucesso.

Como alcançar esse equilíbrio, já que, embora os objetivos sejam semelhantes, ocorrem muitas divergências nesse processo, o que gera conflitos, desperdícios de energia, desmotivação e perda de produtividade? Um fator que contribui para minimizar essa questão é compreender a cultura da organização e os valores que são defendidos pela mesma.


É importante que as pessoas se mantenham com os seus valores, desde que respeitem e transmitam os valores corporativos. Por outro lado, a organização, representada pelos seus gestores, deve priorizar pelo respeito aos colaboradores, contribuindo para um bom ambiente de trabalho, que é a chave para a retenção de talentos.


Nesse contexto, podemos discutir o papel da gestão de pessoas nas organizações. É primordial que as organizações se preocupem com seus colaboradores e com toda a infraestrutura que ela oferece aos funcionários, para que os mesmos possam desenvolver adequadamente suas funções.


A gestão de pessoas é importante porque as empresas são feitas exclusivamente de pessoas, e todo seu sucesso ou fracasso depende delas, ou seja, é necessário que os colaboradores trabalhem em prol da empresa, para que sejam alcançados os objetivos estabelecidos pela mesma; por outro lado, estes esperam um salário justo com suas atribuições e benefícios que os estimulem a trabalhar cada vez melhor.


Cuidar do desenvolvimento intelectual e psicológico dos colaboradores, fornecendo capacitação, investindo em educação e desenvolvimento profissional, torna-os cada vez mais preparados, melhorando seu trabalho e o resultado que se espera deles. 



O processo de gestão de pessoas envolve provisão, aplicação, manutenção, desenvolvimento e monitoração, que podemos entender como: contratação, adequação ao cargo, estabilidade, capacitação e controle, tratando com pessoas diferentes e personalidade própria, porém, capacidade suficiente para conduzir a empresa ao sucesso.


Nesse contexto, ampliamos o foco da atuação dos gestores, deixando de ver os funcionários apenas como recursos, mas atuando com uma liderança voltada para os resultados dos envolvidos em que ganham todos: a empresa, os gestores, os colaboradores e a sociedade. Podemos afirmar, dentro desse princípio, que a clássica administração de Recursos Humanos deixou de ser responsabilidade da área de Recursos Humanos na empresa, tornando-se um órgão de staff, e passou a fazer parte das responsabilidades de todos os gestores de área que também assumem o papel na gestão de pessoas e não mais somente dos aspectos técnicos em seu setor de trabalho. 



Isso exige também um novo olhar da organização para esse gestor, que deve ser preparado para esse papel com investimento em capacitação, pois é ele o ""elo"" entre os objetivos organizacionais e os interesses individuais, no que se refere a crescimento e desenvolvimento.


Essa articulação em busca do equilíbrio está nas mãos do gestor, que, compreendendo tal dimensão, busca o sucesso da organização mediante à satisfação pessoal de sua equipe. 



Enfim, criar um bom e produtivo ambiente de trabalho, onde não só a empresa se beneficie mas também seus colaboradores, dependerá da importância dada ao papel da gestão de pessoas no contexto organizacional. 


por: Osmil Sampaio Leite 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Como Evitar Crise nas Mídias Sociais

E, principalmente, o que fazer e como agir, quando DER RUIM?

As mídias sociais deram poder às pessoas. Literalmente! Hoje, basta um mau atendimento, uma promessa não cumprida, burocracia demais em um processo de atendimento em qualquer empresa, que já vem uma ameaça: 
Vou fazer um vídeo no Youtube! Vou postar no Facebook! Se não resolverem meu problema, coloco no Reclame Aqui!!
Na maioria das vezes, toda essa situação poderia ser evitada. Vamos entender como as crises nas mídias sociais acontecem?
Se você é um profissional de Marketing Digital ou de Mídias Sociais, as questões seguintes são prioridades sua para começar a pensar em criar um Instagram, Youtube ou página no Facebook. E já adianto, não é um trabalho fácil. Mas, confio em seu potencial!

Veja 13 erros que as empresas cometem e que podem gerar crises nas mídias sociais:

  1. Não entendem como as mídias sociais funcionam e nem o impacto negativo que causam à imagem da empresa;
  2. Estão nas mídias sociais mas querem atuar da mesma forma que atendem offline;
  3. Querem ter o poder e controlar o que falam sobre elas;
  4. Não têm pessoas qualificadas para atender nas mídias sociais;
  5. Não entendem como as pessoas comuns podem ser influentes e possuírem o poder de viralizar rapidamente uma notícia;
  6. Simplesmente não cumprem o que prometem;
  7. Não pensam no consumidor e nem em resolver o problema da melhor maneira possível;
  8. Não admitem um erro;
  9. Abrem contas em canais sociais sem planejamento;
  10. Não cumprem com o prazo dado ou demoram demais para um primeiro atendimento e a resolução da questão;
  11. Não assumem a responsabilidade quando um fator externo prejudica seus clientes;
  12. Não sabem lidar com críticas e comentários negativos sobre seu produto ou serviço;
  13. Simplesmente não tem um produto ou serviço de qualidade.
Agora imagine que você está a pouco tempo trabalhando com um cliente, e de repente… DEU RUIM! 

Como agir em situações delicadas e de crise nas mídias sociais?
O ideal é que você tenha sempre um monitoramento diário dos seus canais sociais e dos seus produtos, para ser o primeiro a saber quando uma questão complicada, ou que pode se complicar, está acontecendo ou tem potencial para “dar ruim” de verdade.
A primeira coisa a fazer é ter calma, respirar fundo e entender que você precisa agir rapidamente, mas não pode postar qualquer coisa, pois isso pode piorar ainda mais a situação!
Como você lida com uma situação de crise é, na maioria das vezes, mais importante, do que a situação em si (Israel Degasperi)

13 passos para seguir em situações de crise nas mídias sociais!

  1. Seja solícito: Mostre para as pessoas que você realmente se importa em resolver o problema delas.
  2. Gerencie as expectativas para o tempo de resposta e de resultados.
  3. Trabalhe com equipes diferentes dentro da empresa para entregar uma solução para o cliente.
  4. Comunique claramente para um ou muitos clientes o que está acontecendo. Informação oficial é remédio        para especulações e evita que as coisas piorem ou saiam do controle.
  5. Seja autêntico nas respostas: Reforce a marca mas aja como humano. Evite sempre respostas prontas que não dizem nada, apenas para ganhar tempo. Isso deixa as pessoas muito irritadas!
  6. 90% dos clientes ficam satisfeitos quando têm uma resposta rápida. 35% dos clientes esperam uma resposta em até 30 minutos. 45% dos clientes esperam uma resposta em até 1 hora. Resposta: Deixe as pessoas saberem que a mensagem/reclamação delas foi lida. Isso faz com que ela continue enviando muitas mensagens/reclamações. Solução: Aborde a questão a fundo e entregue uma solução real ou se comprometa em resolver num determinado período.
  7. As pessoas que reclamam, reclamam porque querem fazer a diferença! Reúna todos os fatos e faça as correções que forem necessárias.nça que a empresa vai cuidar de todos os afetados pelo problema.
  8. Acompanhe sempre a situação e mantenha todos os envolvidos atualizados do que está acontecendo.
  9. Identifique: Como, Onde e Quando você irá comunicar a solução do problema.
  10. Pense sempre antes de agir!
  11. A sua resposta pode ser mal interpretada e piorar ainda mais a situação! Mostre sua resposta para uma pessoa da empresa que não está envolvida na situação para avaliar se pode ser interpretada de outra maneira #ficaadica.
Agora, para finalizar, é super importante você identificar antes de tudo se a reclamação ou a situação é realmente um problema ou se é alguma ameaça ou carteirada de alguém tentando ganhar no blefe ok?

Se a pessoa estiver reclamando mas a questão que ela quer ganhar é uma decisão correta da empresa, um valor que direciona as estratégias da empresa, posicione-se e deixe que as próprias pessoas que acompanham a marca, defendam a posição da empresa.
Para isso, é super importante você ter mapeado quem são seus influenciadores, quem são as pessoas que interagem constantemente com a empresa e em quais canais. Vocês podem enviar declarações oficiais primeiro para essas pessoas para ajudar a conter os ânimos.
Copiado: http://igti.com.br/

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O Medo de Acordar Atrasado Todo Dia!

Você pode estar certo que isso acontece com quase todo mundo. O que varia de uma pessoa para outra é a frequência e o motivo pelo qual acontece. E também como cada um lida com essa situação. 

O fato é que acordar atrasado causa muito sofrimento para algumas pessoas, mas não precisaria ser assim, se parássemos para analisar a situação! 

Vem comigo!
 A maioria das pessoas ao ler esse título vai primeiro pensar: “ah… quando estamos desmotivados é assim mesmo”.

É verdade! Mas posso dizer, por experiência própria, que nem sempre é o caso. Não quer dizer que nunca tenha acontecido comigo de estar desmotivada mas, foram poucas vezes e, nesses dias, não dava medo de não acordar. Dava era vontade de mudar tudo.

Estar mais ou menos feliz não interferia no meu sono. Meu problema era acordar às 6:30 da manhã. Simplesmente não funcionava.

Desde que eu me entendo por gente, o meu despertar sempre foi muito difícil. Quando eu era criança, minha avó se encarregava da tarefa e fazia o possível para que eu saísse da cama. Chamava carinhosamente, dava batidinhas nos braços, fazia cócegas, puxava o dedão do pé. A tática usada dependia do humor dela no dia e do tanto que eu demorava a escutar o chamado.

Lembro de ter uns 9 anos de idade e ela me falar que eu sentava na cama, dizia que ia levantar e, mal ela virava as costas, eu deitava e dormia outra vez.

Bullying na escola e no trabalho

 Sofria bullying, claro, e bronca em casa. Sempre estudei pela manhã e era a que chegava esbaforida na escola. Quando comecei a trabalhar, quase sempre era a última a chegar na empresa. Não quero dizer que me atrasava com frequência, até porque, naquele tempo, a gente sofria punição se atrasasse. Mas todos sabiam da minha dificuldade, e riam disso. E eu me sentia bem mal, porque não tinha ideia do que fazer.


Eu só sabia que não escutava o despertador, fosse alarme sonoro, música ou alguém me chamando, mesmo que tivesse dormido muitas horas. Só não era pior porque sempre tive ótimas notas, depois fui boa profissional e me desenvolvia bem no que estivesse fazendo. Então, minha imagem não sofreu muitos danos.

Na primeira empresa, fiquei 19 anos, e, apesar da zombaria, não tive problemas. Talvez ajudada pelo fato de que os chefes que tive por lá, não chegavam muito cedo. Aí mudei de empresa e caí num lugar onde todos, todos mesmo, do presidente ao meus pares, chegavam às 7:30 h, quando o início do expediente era às 8 h.

Eu morava em outra cidade e não podia mudar imediatamente. Também não podia sair mais cedo de casa, porque tinha que deixar o filho na escola. Eram 100 km para chegar lá. Volta e meia acontecia alguma coisa no caminho e eu chegava 5-10 minutos depois das 8 h.
 E recebia “aquele olhar” de quem cruzasse comigo ainda com a bolsa no ombro.

Foram alguns anos assim, até que veio o horário flexível e pude me adaptar, chegando e saindo mais tarde, embora sair mais tarde não fosse uma novidade. O ponto aqui era oficializar. Ainda assim, dependendo da equipe com quem estava trabalhando, esse assunto sempre voltava, com uma certa ironia, mesmo quando eu já ocupava um cargo diretivo. Pasmem!

Por que coisas assim acontecem?

 Porque ainda precisamos evoluir muito nas nossas relações, desenvolver a empatia, principalmente no mundo corporativo. Respeitar a singularidade de cada pessoa, entender que temos características diferentes e que a atenção deve ser dada ao que podemos fazer pela equipe, pela empresa e pelo futuro de todos nós, independente do horário que cumprimos.

Já falamos em home office há tanto tempo e, até agora, existem pessoas que acham que quem está trabalhando fora do escritório está enrolando. Implantamos o horário flexível, mas, se só uma pessoa deseja adotá-lo, os outros olham atravessado. Já deveríamos todos agir para que os profissionais estivessem felizes e satisfeitos, pois assim produzem mais, mas muito disso ainda está nos livros e discursos, e não na prática.

Eu, do alto da minha ingenuidade, fui levando a vida achando que era assim mesmo. Sabia que era do tipo vespertino mas, nunca entendi bem o porquê da dificuldade nos momentos finais do sono, pois amava o que fazia e, quando acordava, ia feliz pro meu trabalho.

Como tinha bons resultados, minha carreira se desenvolveu bem, apesar dessa discriminação, e nunca busquei entender melhor o que passava ou se poderia haver algo a fazer para ter mais comodidade.

E sabe por quê estou contando essa história aqui?

 Porque só recentemente descobri que muitas coisas que nos rotulam durante a vida, não precisam ser desta forma, se nos conhecermos bem e sairmos dessa atitude de “é assim mesmo” ou “eu sou assim”.


Um outro exemplo sobre pensar que algumas características não podem ser mudadas é que sempre fui a que não gostava de balada, de música alta. Era a “chata”, e hoje sei que tenho um limiar muito baixo de audição. 

Assim me incomoda o ruído excessivo. Já pensou se eu tivesse descoberto isso quando tinha 20 anos? Não teria me sentido e sido chamada de “chata” por muito tempo, porque simplesmente teria explicado às pessoas o motivo de preferir outro tipo de programa.

Eu sofri toda a minha vida com a hora de acordar, e só me dei conta realmente dessa angústia quando pedi uns dias de férias para pensar como iria dar sequência à minha carreira. Nesses poucos dias, me desliguei totalmente do trabalho, não tinha compromissos de qualquer espécie e foi quando percebi que havia passado a vida indo dormir todos os dias com medo.

Medo de não acordar, de perder a reunião, do julgamento alheio. Medo de enfrentar aquele olhar disfarçado de reprovação ou a risadinha no canto da boca, quando era algo que eu pensava que estava totalmente fora do meu controle. E aí, fui atrás de como resolvê-lo.

Existe muita coisa para fazer e tirar você dessa agonia, ou qualquer sentimento que se pareça com isso, se você der atenção e assumir que nada é “assim mesmo”.

Você pode se apropriar de várias técnicas para criar novos hábitos para acordar melhor, para ter um sono mais repousante, para dormir melhor e encontrar o ritmo que funciona para você. Existem também aplicativos que ajudam a monitorar o sono e despertar na hora mais adequada ao seu ciclo de sono.

Não se deixe levar pela vida corrida, onde você tem que entregar cada vez mais, sem olhar para o seu próprio conforto e paz de espírito. Investigue!

Passa por algo parecido? Procure se conhecer mais, ver o que lhe faz feliz e o que lhe atormenta. Consulte um médico para entender melhor o que se passa, como é possível mudar o que lhe ocorre ou se você terá que mudar seus horários ou quem sabe, para um emprego com mais flexibilidade, por exemplo.

Ninguém merece viver esse tipo de angústia diariamente.

Por: Deize Andrade - http://deizeandrade.com/