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segunda-feira, 14 de março de 2016

Saiba Como é Formado o Preço da Passagem Aérea



Combustível, impostos, seguro, equipe… Você sabe quais despesas estão incluídas no preço das passagens aéreas da GOL?

 Veja o quadro abaixo e conheça todos os itens que são levados em conta na hora da composição da tarifa.







Copiado: http://blog.voegol.com.br/



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Inflação


A definição econômica da inflação é a alta continuada e substancial do nível geral dos preços, concomitante com a queda do poder aquisitivo do dinheiro. 

A causa principal da inflação é devida ao crescimento da circulação monetária em desproporção com o volume de bens disponíveis. 

É um tumor, um câncer ou tumor maligno que deve ser removido para evitar o crescimento do mal.
Deve ser tratado com cuidados especiais que evitem a recidiva.

Entre os anos de 1960 a 1970 tivemos o início do desequilíbrio econômico no Brasil. Naquele período, os índices de inflação chegavam a aproximadamente 40% ao ano. A seguir, a década de 1980 foi marcada pela conjunção de dois fatores:
  • a) forte retração na taxa de expansão econômica.
  • b) significativo aumento da inflação. A média anual, por exemplo, subiu para 330% e, entre 1990 e 1994, para 764%. Foram pelo menos 15 anos de hiperinflação.    
Na época os supermercados e o comércio em geral remarcavam diariamente os preços dos produtos, que sumiam rapidamente das prateleiras e das vitrines, já que a população estocava alimentos por temer as sucessivas altas. Esse quadro caótico se estendeu até a primeira metade dos anos 1990, forçando os governos daquele período a adotarem sete planos de estabilização econômica em menos de dez anos com resultados pífios.

Foi apenas a partir de 1994, com a criação do Plano Real, que o País deu os primeiros passos rumo à estabilidade econômica. Era o fim da correção monetária, do congelamento de preços e da inflação acima de dois dígitos. Foi no governo Itamar Franco que o Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, constituiu equipe de alto nível convidando economistas e advogados para implantação do plano. Registre-se que o Partido dos Trabalhadores (PT) jamais aceitou o Plano Real.

A partir de 1999, o Brasil adota metas para a inflação. Por esse regime, o Banco Central atua para garantir que a inflação esteja dentro de um patamar máximo pré-estabelecido.

O instrumento mais importante utilizado pelo BC para atingir esse objetivo é definir a taxa básica de juros da economia, a Selic que significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Trata-se de um sistema computadorizado, cujo responsável é o Banco Central, ao qual, apenas instituições autorizadas têm acesso.

É calculada diariamente pela média das operações financeiras feitas por instituições de mercado e revisada mensalmente pelo Banco Central.   

As metas têm como marco de referência a taxa oficial de inflação – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) calculado pelo IBGE. Assim, o governo estabelece alvos anuais para a inflação e as divulga, cabendo ao Banco Central executar as políticas necessárias para cumprimento das metas fixadas.

O ano de 2013 começa com sinais preocupantes de inflação crescente. Parece que os governantes esqueceram os danos causados ao Brasil na época de hiperinflação acima descrita. Portanto, bastaria lembrar o passado recente para adotarmos providências imediatas, ou sejam:
  1. Não aumentar o volume de dinheiro em circulação.
  2. Buscar o desenvolvimento de meios de produção interna.
  3. Evitar que as importações prejudiquem a política de crescimento industrial interno sem, contudo, criar restrições indesejáveis.
  4. Não estimular o consumo desenfreado.
Ao leitor caberá examinar a situação atual da economia e constatará que:
  1. A retenção de reajustes de preços de combustíveis e outros produtos ou serviços só prejudica a competitividade interna e mascara a inflação.
  2. O estimulo ao consumo via redução do IPI é medida desvantajosa a médio e longo prazo.
  3. A falta de investimentos em educação deixa a população a mercê de especuladores.
Nossa conclusão é uma só: caminhamos para nova onda inflacionária que poderia ser combatida com políticas econômicas não populistas voltadas a evitar os problemas já vividos pelo Brasil.


Fonte: João Baptista Sundfeld -http://www.qualidadebrasil.com.br 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Adam Smith e a “Mão Invisível” do Mercado na Economia

O Que Adam Smith Representou Para a Economia Capitalista? O Que é Laissez-Faire? Conheça os Princípios Básicos da Macroeconomia.

Em 1723, na Escócia, nasceu um dos mais importantes pensadores econômicos que o mundo teve notícia – Adam Smith. Filho de uma família típica de classe média, desde muito cedo a figura de Smith caracterizou-se pela sua distração e aos 16 anos foi estudar em Oxford, na Inglaterra.

Ele é considerado o pai da Economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico. Em plena Revolução Industrial – 1776 – ele publicou um livro que é considerado o marco da Teoria Econômica – “A Riqueza das Nações”, o qual serviu de base teórica para a expansão do capitalismo industrial.

De acordo com Adam Smith o auto-interesse de uma sociedade livre proporcionaria a forma mais rápida de uma nação alcançar o progresso e o crescimento econômico.

Na sua liberal opinião o maior obstáculo a esse progresso econômico seria o intervencionismo do Estado na Economia; pois, para ele, existiria uma “mão invisível” que auto-regularia o mercado. Ou seja, para Adam Smith se o mercado fosse deixado em paz pelos governos ele se manteria sempre em equilíbrio.

Isso ele denominou de “Laissez-Faire”. Para ele caberia ao Estado apenas três funções:

(A) o estabelecimento e a manutenção da justiça;
(B) a defesa nacional;
(C) a criação e a manutenção de certas obras e instituições públicas, as quais não fossem de interesse privado.

Ele era radicalmente contra qualquer restrição à liberdade econômica que levasse ao monopólio de mercado.

ECONOMIA – Conceitos Básicos

A Economia estuda a maneira pela qual a sociedade distribui os recursos limitados da Terra para os insaciáveis apetites dos seres humanos e, nesse cenário, a “oferta” e a “demanda” (procura) são as forças atuantes.

Naquilo que é chamado de “ponto de equilíbrio”, o preço de mercado permite que a quantidade oferecida seja igual à quantidade demandada. Dessa forma, os fornecedores ficam dispostos a vender, os consumidores dispostos a comprar e a oferta se iguala à demanda por um determinado preço.

Em poucas palavras esta é a base de toda a Teoria Econômica. Examinemos o exemplo do Bar Tavern que produz seu próprio chope – o Mimus. Imagine que você seja um(a) bebedor(a) de chope da Skol, mas o Tavern esteja cobrando um preço especial de R$ 1,50 pelo caneco de Mimus.

O dono do bar possui dez (10) barris em estoque, mas ele acha que se tivesse que cobrar o preço habitual de R$ 2,80 o caneco, talvez só conseguisse vender uns dois barris. Você gosta de Skol, mas por R$ 1,50 decide experimentar a marca mais barata.
Aqui, neste bar, a “mão invisível” da economia está em ação, pois ao preço certo, há uma demanda pelos dez barris.

Estruturas de Mercado

Num mercado competitivo existem forças que atuam movendo a oferta, a demanda e os próprios preços. Pois, quanto maior for a concorrência num determinado mercado, mais sensível fica o preço de mercado, em relação à mudanças na oferta e na demanda. Por isso, veremos abaixo, três tipos de estruturas de mercado:

Monopólio Puro: caracteriza-se por haver apenas um vendedor de determinado produto (ou serviço) sem similares no mercado. Exemplo: a empresa LIGHT na cidade do R.J. detém o monopólio do fornecimento da energia elétrica e a TELEMAR, detém o monopólio da exploração do serviço de telefonia fixo no Estado do RJ

 Oligopólio: Caracteriza-se por haver uns poucos fornecedores de um determinado produto (ou serviço), para o qual existem poucos substitutos ou similares. Se o setor for competitivo, o monopólio é benéfico para o consumidor. (Exemplo: o setor de telefonia móvel no Brasil, onde existem apenas quatro fornecedores – Vivo, Claro, TIM e Oi – é benéfico para os consumidores, pois o setor de telefonia móvel está em franco crescimento.
Mas, se o setor não for competitivo, os consumidores não têm nenhum benefício. (Exemplo: o setor de empresas aéreas, onde os quatro participantes – Varig, Tam, Gol e BRA – não competem entre si e, conseqüentemente, os consumidores não têm nenhuma vantagem.

 Concorrência: Caracteriza-se por haver muitos concorrentes vendendo um determinado produto (ou serviço) com muitos similares, os quais podem ser facilmente substituídos. E, nesse caso, a competição favorece os consumidores, com produtos de qualidade e com preços cada vez menores. (Exemplo: o setor de Extrato de Tomates, Xampus, Massa, Biscoitos, etc.)

Portanto, quando o Gerente estiver pensando nas condições específicas do mercado de um determinado ramo ou no comportamento individual dos consumidores, é nesse aspecto da Teoria Macroeconômica que ele deve estar atento, uma vez que as indústrias produzem as quantidades que atendem à demanda, a um preço de equilíbrio baseado na estrutura do mercado competitivo.

Por: JULIO CESAR DE SOUZA SANTOS - http://meuartigo.brasilescola.com/

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Você é vitima do money disorder?

 Se ao ouvir a palavra dinheiro você treme, dorme mal ou tem pesadelos com contas e promissórias, você pode ser uma vítima do money disorder

A crise não poupa ninguém. Algumas pessoas sofrem mais, outras menos. Mas se só de pensar em pagamento, conta, dinheiro e emprego seu estômago se contorce e você sua frio, cuidado, você pode ser uma vítima do money disorder, uma série de comportamentos autodestrutivos e limitantes ligados ao dinheiro, que, na opinião dos médicos, não são tão extremos como o jogo patológico, a cleptomania ou as compras compulsivas, mas, afligem uma grande parte das pessoas.

Embora seja difícil apontar o número de pacientes ou profissionais atingidos pela distúrbio, especialistas garantem que desequilíbrios relacionados ao dinheiro se multiplicaram nos últimos anos e os campos da psicologia e planejamento financeiro têm sido lentos para ligar dinheiro a emoção. “O dinheiro ainda é um grande tabu cultural que raramente é discutido abertamente”, afirma o psiquiatra especializado em medicina psicossomática, Leonardo Verea.

Não é errado afirmar que quase todo mundo tem uma relação complicada com o dinheiro. Estudos mostram que o dinheiro é a principal razão para o divórcio nos primeiros anos de casamento, e mesmo antes da recessão, três em cada quatro norte-americanos identificaram o dinheiro como a maior fonte de estresse em suas vidas.

Mas, ao contrário de problemas financeiros que trazem algumas dores de cabeça e até um pouco de insônia, o money disorder, ou transtorno do dinheiro em tradução livre, afeta a qualidade de vida do doente de forma grave.

E pouco importa se o doente não faz parte dos que perderam o emprego, dos que viram o valor das aplicações diminuír pela metade ou desaparecer, ou perdeu a moradia porque não conseguiu pagar as prestações do financiamento. Ele simplesmente não consegue lidar com dinheiro sem grande sofrimento.
“Dos ricos que vendem os barcos luxuosos à classe média que começa a usar ônibus e metrô porque custa menos, se percebe que, para a maioria da população, o dinheiro é a principal causa de estresse”, diz Verea.

A medicina identificou nos últimos anos alguns comportamentos financeiros problemáticos. As pessoas são afetadas por esses distúrbios de comportam da seguinte foma:

  • Over spending: gasta muito sem necessidade;
  • Under spending: não gasta nada, nunca. Mesmo que isso gere problemas;
  • Serial borrowing: pede dinheiro emprestado, mesmo sem necessidade;
  • Infidelidade financeira: mente ou esconde do cônjuge o volume das próprias despesas, dos ganhos e da conta bancária;
  • Workahoolism: sobrecarrega-se de trabalho de forma voluntária;
  • Financial inces: cobre de dinheiro os familiares com o objetivo de controlá-los;
  • Financial enabling: dá dinheiro a filhos adultos para desmotivá-los a se tornar independentes;
  • Hoarding: guarda o dinheiro de forma compulsiva, sem objetivo;
Para Verea, o problema já existe faz tempo, mas o tsunami financeiro, que atropela as bolsas e ameaça o sistema econômico internacional, favorece a evolução do transtorno e a difusão do sofrimento.

“O money disorder pode ser resolvido sem medicação, através de terapia e aconselhamento financeiro. Dois profissionais que trabalham separadamente, mas conectados. Uma combinação de ambas as especialidades para tratar causa e efeito”, explica o psiquiatra.

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Formação de Preços


O desafio de formar e definir preços de venda é constante nos pequenos negócios. A necessidade de ajustes nos preços praticados, para mais ou para menos é atitude presente no dia a dia dos empresários.

Seja em função da prática dos concorrentes, da exigência dos consumidores ou do próprio aumento de necessidades, o preço de venda precisa sempre ser revisto e na medida do possível, se enquadrar nas novas regras do mercado.

O empresário precisa entender que o preço a ser cobrado do cliente tem uma grande importância na sobrevivência de sua empresa, pois é através dos preços praticados que a empresa forma o seu faturamento.

Mas então, o que deve ser considerado na formação de preços?

O preço cobrado na venda de uma unidade de produto ou serviço deve ser suficiente para colaborar na satisfação de todas as necessidades do negócio, pois é através dos preços praticados nas vendas totais que os recursos serão gerados para pagar todas as suas despesas e ainda gerar o lucro desejado.

Composição do preço de venda:

- Custo do produto, mercadoria ou serviço. Podemos considerar:

- No caso de empresas industriais, o quanto consumiu de matérias primas totais no produto até que ele estivesse acabado e o quanto consumiu de mão de obra no produto;

Gastos variáveis ou despesas variáveis:

- São os gastos que começam a existir quando há venda, ou seja, os gastos sobre as vendas, como os impostos, comissões sobre vendas e gastos com entregas;

Gastos fixos ou despesas fixas:

- São os gastos que existem no negócio independente do volume de vendas. Esses gastos têm uma representação menor no preço de venda quando se alcança um maior volume de vendas. Cada unidade vendida deverá gerar recursos suficientes para que se possa ao final do período pagar todas as suas despesas fixas;

Margem de lucro líquido desejado:

- o lucro líquido representa o crescimento do capital investido no negócio, portanto, trabalhar com margem pequena ou sem margem significa ter um aumento de capital pequeno ou nenhum aumento no caso de margem zero. A definição da margem pretendida depende do ramo de negócio, da prática dos concorrentes e ainda das expectativas de remuneração do capital investido por parte dos sócios.

Com essas informações, a empresa já consegue fazer cálculos e chegar a um preço inicial. O próximo passo é comparar esse preço calculado com o preço médio dos concorrentes para avaliar as dificuldades de praticá-lo. É sempre bom lembrar que, se o seu preço ficar acima do que é praticado pelos concorrentes, sua empresa deverá pensar numa maneira de mostrar para o cliente as vantagens que ele terá em comprar de você ao invés de comprar no concorrente somente pelo preço mais baixo. Caso o cliente não aceite a sua justificativa, e dê preferência ao preço mais baixo, a empresa deverá rever os seus gastos totais e a sua margem de lucro desejada, se enquadrando em novos valores que possibilitem um preço mais competitivo.

Uma outra informação também muito importante é o volume de vendas que o negócio precisa alcançar para satisfazer todas as necessidades, pois a venda de apenas 1 unidade não manterá o negócio vivo.

O Sebrae possui cursos, consultoria sobre esse tema e um vasto material didático no site ou em forma de publicações que podem ser obtidas nos escritórios regionais espalhados por todo o estado de São Paulo.

Enfim, tomar decisões sobre preço de venda não é tarefa fácil, mas há mais segurança quando se tem informações das práticas da concorrência, das necessidades dos consumidores, da prática ou parceria dos fornecedores, e acima de tudo, do controle dos gastos da própria empresa, pois um aumento nas despesas representará um aumento nas necessidades, o que forçará uma revisão nos preços praticados ou na quantidade vendida.

Por: Rosendo de Sousa Júnior - Consultor Financeiro - Sebrae-SP
Fonte: Site SEBRAE-SP