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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Utopia e Distopia. Conceito e exemplos


Utopia e distopia são dois conceitos que fomentam a discussão acerca da realidade. A utopia pode ser compreendida como a ideia de uma civilização ideal, imaginária, perfeita e, por isso, inalcançável.

A distopia ou antiutopia, por sua vez, é a antítese da utopia, apresentando uma visão negativa do futuro, sendo geralmente caracterizada pelo totalitarismo, autoritarismo e pelo opressivo controle da sociedade.

A utopia

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” (Fernando Birri, citado por Eduardo Galeano)

A palavra “utopia” foi criada a partir dos termos gregos “u” (prefixo empregado com conotação negativa) e “tópos” (lugar), significando “não-lugar” ou “lugar que não existe”. O termo apareceu pela primeira vez na obra homônima do escritor inglês Thomas More, por volta de 1516. Em sua obra, More tece críticas à sociedade real em que vive e constrói uma ilha idealizada, geograficamente indefinida, onde a sociedade aboliu a propriedade privada e a intolerância religiosa, e todos vivem felizes em um ambiente justo, igualitário.
A ideia de utopia pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível no presente ou no futuro.

Exemplos de utopia

O termo “utopia” permanece há séculos e ainda influencia a criação de obras de ficção, filosofia e política. Confira alguns exemplos de utopias imaginadas pelo homem na literatura:
  • A República (cerca de 380 a.C.), de Platão
  • Utopia (1516), de Thomas More
  • A Cidade do Sol (1602), de Tommaso Campanella
  • A Utopia Moderna (1905), de H. G. Wells
  • O Capital (1848), de Karl Marx

Distopia

A distopia, também conhecida como antiutopia, é geralmente caracterizada por totalitarismo, autoritarismo e opressivo controle da sociedade. 

Em suas criações ficcionais, os autores retratam o futuro de uma maneira negativa, com um desenlace catastrófico para a humanidade, com uma sociedade oposta à utópica.

Nas distopias, o Estado normalmente é corrupto, as normas que visam ao bem comum são flexíveis e a tecnologia é utilizada como ferramenta de controle, seja dos indivíduos, do Estado ou de corporações. 

Na distopia, a realidade para um mundo melhor não é possível, pelo contrário: as características negativas da realidade são reforçadas.

Por reforçarem as características negativas do mundo, as obras distópicas são críticas ou sátiras, servindo como um alerta para a humanidade, partindo de um discurso pessimista.


Considera-se que o primeiro uso do termo “distopia” ocorreu em 1868, em um discurso ao Parlamento Britânico por Gregg Webber e John Stuart Mill.

Exemplos de distopias

Um exemplo bastante famoso de distopia é a obra “Admirável Mundo Novo” (1932), de Aldous Huxley. O romance distópico narra um hipotético futuro onde os indivíduos são pré-condicionados biologicamente e vivem em uma sociedade organizada por castas.
Outro clássico distópico é “1984”, do autor britânico George Orwell. Publicada em 1949, a obra retrata o cotidiano de um regime político totalitário e repressivo. Confira a seguir outros exemplos de distopias na literatura:
  • Laranja Mecânica (1971), de Anthony Burguess
  • Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury
  • O Caçador de Androides (1968), de Philip K. Dick
  • O Processo (1925), de Franz Kafka
Copiado: https://www.estudopratico.com.br

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Competências Organizacionais

A competência faz a pessoa e ela faz a organização.
Conceituação: Várias são as interpretações do conceito:
• “Uma característica subjacente relacionada com um desempenho superior na realização de uma tarefa”. (McClelland, 1973), algo inerente ao indivíduo, diferente de aptidão, habilidade ou conhecimento, mas pela combinação dos mesmos.
• Um estoque pessoal de recursos.
• Conjunto de saberes – fazer, agir, ser – necessários ao longo do tempo para o exercício de uma profissão.
• Capacidade de uma pessoa para desenvolver atividades de gestão, de maneira autônoma, planejando-as, implementando-as e avaliando-as.
• Capacidade para usar habilidades, conhecimentos, atitudes e experiências adquiridas para desempenhar bem os papéis sociais.
• Capacidade para usar habilidades, conhecimentos e atitudes em tarefas ou combinação de tarefas operacionais.
Segundo as normas ISO temos duas definições:
• capacidade demonstrada para aplicar conhecimentos e habilidades. (ISO 9000:2000)
• aplicação do conhecimento, habilidades e comportamento no desempenho. (ISO 10015)

No poder público significa:  ‘jurisdição, competência, limite de autoridade dos chefes de repartição pública na administração cotidiana e na resolução de problemas excepcionais’. (Houaiss).
Para a psicologia: ‘capacidade objetiva de um indivíduo para resolver problemas, realizar atos definidos e circunscritos’. (Houaiss)
No sentido jurídico: ‘aptidão ou poder de uma autoridade pública ou indivíduo de efetuar determinados atos em razão do seu cargo ou função, de praticar atos próprios’. (Houaiss)
Etmologia: lat. competentia,ae : 'proporção, simetria’; (Houaiss)

Elegeremos, para a Administração, competência como um conjunto de saberes, um estoque pessoal de recursos, cujos conceitos desenvolveremos ao longo do presente artigo.


Competências individuais:
No cotidiano, cometem-se agressões ao sentido léxico de algumas palavras, ferindo seus conceitos, senão vejamos:

O termo “habilidade” é habitualmente confundido com “competência”, porém seu strictu senso diz respeito à ‘qualidade ou característica de quem é hábil’ e ‘hábil é a qualidade de quem é dotado de habilidade e rapidez; destro, ligeiro, ágil’ (Houaiss). 
A habilidade, por si só, num torna alguém competente.
Habilidades são atributos relacionados a dimensões variadas: cognitivas, motoras e atitudinais, que são básicos para a geração de competências e são categorizadas em:
• Básicas (ler, escrever, calcular, ouvir, falar)
• Cognitivas (criar, decidir, resolver problema)
• Atitudinais (responsabilidade, integridade)
• Sociais (sociabilidade, trabalhar em grupo)
• Motoras (destrezas manuais)

Outro termo confundido com “competência” é “capacidade”. Segundo Houaiss – ‘poder de produção, de execução; rendimento máximo, faculdade ou potencial’ ou predisposição, potencialidade. 
Aqui, faço uma analogia com uma ave – o pato – que tem várias capacidades (potencialidades): anda, nada e voa; mas não faz nada bem!
A conceituação do termo – competência – dada pela ISO 10015, parece-nos o mais apropriado na ciência da Administração: “aplicação do conhecimento, habilidades e comportamento no desempenho”.
A competência de um indivíduo é composta de cinco elementos mutuamente dependentes segundo Sveiby (1998):
 Conhecimento explícito: O conhecimento explícito envolve conhecimento dos fatos e é adquirido principalmente pela informação, quase sempre pela educação formal.
 Habilidade: Esta arte de “saber fazer” envolve uma proficiência prática física e mental – e é adquirida sobretudo, por treinamento e prática. Inclui o conhecimento de regras de procedimento e habilidades de comunicação.
 Experiência: A experiência é adquirida principalmente pela reflexão sobre erros e sucessos passados.
 Julgamento de valor: Os julgamentos de valor são percepções do que o indivíduo acredita estar certo. Eles agem como filtros conscientes e inconscientes para o processo de saber de cada indivíduo.
 Rede social: A rede social é formada pelas relações do indivíduo com outros seres humanos dentro de um ambiente e uma cultura transmitidos pela tradição.

Conjunto de saberes
Os saberes desenvolvidos pelo indivíduo dentro de um ambiente propício, tanto externa como internamente à empresa, induzem-no ao desempenho competente e promovem saltos qualitativos e quantitativos para a organização; esquematizados conforme quadro abaixo:
Conhecimento: (pensar)
• saber onde: nível de posicionamento
• saber o quê: nível de aprofundamento
• saber porque: nível de investigação
• saber quando : nível de informação
Habilidades: (fazer)
• saber como: know how (expertise)
• saber quanto: ponderação
• saber agir: técnica (governança)
Atitudes: (ser)
• saber ser: identidade
• saber querer: desejo
• saber participar: motivação

• A HABILIDADE capacita fazer mais com menos: ser eficiente (produtividade, desempenho.. ).
• A ATITUDE possibilita fazer a coisa certa: ser eficaz (qualidade, conformidade..).
• O CONHECIMENTO induz fazer o que tem que ser feito: ser efetivo (sustentabilidade, tranformação..).

O aperfeiçoamento das habilidades, a maximização do conhecimento e a racionalização das atitudes promovem a “excelência”.
Competências organizacionaisAs competências de uma organização formam o conjunto de tecnologias, métodos, inovações e comportamentos organizacionais que representam a soma de aprendizados tanto em nível humano quanto estrutural e são constituídas por:
• vanguarda: fontes de vantagem competitiva futura da empresa: uso integrado da TI, Inteligência competitiva, P & D, Inovações...
• crítica: responsável pela atual vantagem competitiva: processos, portfólio, distribuição, corpo gerencial, empowerment, responsabilidade social...
• central: capacidades comuns à maioria das empresas de um determinado setor.
• complementar: serviços de apoio (empresa fazendo negócio consigo própria): restaurante, serviço médico, treinamento...

Desenvolvidas através de gestões eficazes e aplicadas no ambiente organizacional geram vantagens competitivas para a empresa diferenciando-a da concorrência, colocando-a em posição de destaque no ambiente empresarial.
Desenvolvimento de Competências na organização
Ocorre, principalmente, por meio de programas de aprendizagem que promovem processos de mudança (resistência ao novo) pela:
• quebra de paradigmas fomentando a flexibilidade
• mudança de valores impeditivos (barreira)
• substituição de modelos mentais
• infusão da visão sistêmica (holística)
• ações da alta-administração com vistas à internalização de metodologias, tecnologias, ações de melhorias...
• ações de mercado com movimentos de desregulamentação, globalização...
donde se conclui que, as competência individuais e corporativas são grandes vetores motrizes de desenvolvimento organizacional.


Por: Wagner Herrera - 
http://www.portaldomarketing.com.br

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Técnica Japonesa SHISA KANKO - Apontar e Falar


É uma técnica que surgiu no começo do século XX, nas linhas férreas japonesas, para checar se tudo estava em ordem com a sinalização. Training On The Train (Treinamento no trem).

Os funcionários ferroviários japoneses utilizam-se dessa técnica há mais de 100 anos, mas a origem exata é um pouco incerta. Relatos remontam para o início de 1900 sobre um engenheiro de locomotivas chamado Yasoichi Hori, que supostamente estava começando a perder sua visão. 

Preocupado em fazer um sinal por engano, Hori começou a sinalizar verbalmente para o bombeiro que estava trabalhando com ele. O bombeiro iria confirmar o entendimento do sinal chamando-o de volta. 

Um observador entendeu que esta poderia ser uma excelente maneira de reduzir erros e, em 1913, foi codificado em um manual ferroviário como ‘kanko oto’ ("chamada e resposta"). O apontador veio mais tarde, provavelmente depois de 1925.




Para dar um exemplo de como isso funciona, digamos que a sua tarefa é ter certeza de que uma válvula está aberta. Você olha diretamente para a válvula e confirma que ela está aberta. Você fala para si mesmo em voz clara, "válvula aberta!" Então, ainda olhando para a válvula, você aponta com a sua mão direita para para a válvula de forma exagerada e fala, "OK!" 

A teoria é que, ao ouvir a sua própria voz e envolver os músculos da boca e do braço, você estimula seu cérebro a ficar mais alerta.

Ao apontar, voltamos nosso foco para a tarefa que está sendo feita, nos concentramos mais. 

Falar ajuda na memorização e a detectar mais facilmente problemas.

E tem gente que acredita que se pode levar a técnica além da rotina de trabalho. Se no Brasil apontar é falta de educação, no Japão é remédio pra evitar esquecimento, essa técnica REDUZ 70% DE ERROS.



Hoje essa técnica vai além das ferrovias japonesas, podendo ser usada no dia-a-dia para ajudar você a memorizar e se concentrar com mais eficiência.

Desafio você a testar essa técnica por 30 dias, compartilhe com amigos essa técnica simples e de grade ajuda.

Copiado: http://historiadevalor.blogspot.com.br/

quarta-feira, 5 de julho de 2017

20 Lições de Jack Welch - "O Executivo de Século"

1) Faça mais do que esperam – Muitas pessoas fazem o que se espera que elas façam. Essas pessoas são a multidão que adora ficar reclamando que as oportunidades não aparecem, que tudo é muito difícil. Já outras pessoas gostam do que fazem, e fazem mais do que se espera que elas façam. Entregam mais, trabalham mais, gostam mais, desenvolvem mais, ganham mais e, conseqüentemente, têm mais oportunidades. Se você quer se diferenciar, quer ter sucesso, faça mais do que se espera. Sempre!

2 Líder – Líderes são pessoas que inspiram com uma clara visão de como as coisas podem ser melhoradas. Seja aquele que energiza, que excita e que inspira, ao invés de ser um gerente que irrita, que deprime e que controla. 

3 Gerencie menos – As pessoas devem tomar suas próprias decisões. Supervisão controlada e burocracia matam o espírito competitivo e criativo da empresa. Cada funcionário tem de saber qual a sua responsabilidade e fazê-la. 

4) Seja menos formal – Você tem de perceber o quão importante é manter um tipo de empresa informal, que incentiva o fluxo de idéias entre funcionários e alto escalão (líderes, diretores, sócios). ]

5) Energize as pessoas – Uma liderança excelente vem da qualidade da visão e da habilidade de incentivar os outros para uma performance extraordinária. Energizar a equipe para o trabalho é a chave para ser um grande líder. 

6) Crie uma visão e atraia a equipe para tornar essa visão realidade – Conseguir com que as pessoas tenham paixão pelo o que elas fazem. Parece utópico, mas um bom líder consegue fazer isso, de verdade. Se você energiza e tem um espírito incentivador, você conseguirá fazer com que sua equipe alcance resultados antes inatingíveis. 

7) Tenha foco constante na inovação – Inovação da sua empresa e dos seus maiores concorrentes, que podem estar inovando e criando vantagem sobre seus produtos e serviços. A empresa tem de ser mais esperta, mais rápida, mais sábia, com mais tecnologia para suportar e superar essas mudanças.

8) Veja as mudanças como uma oportunidade – Estar aberto para a mudança é uma vantagem, mesmo que isso signifique colocar parte da empresa no meio de uma confusão por um período de tempo.

9) Encare a realidade – Encare a realidade e haja decisivamente. A maioria dos erros que os líderes comentem são causados pela resistência em encarar a realidade e agir com relação a ela. 

10) Envolva todos – Uma empresa deve ser capaz de capturar o intelecto de cada um de seus funcionários de um jeito que permita mais entusiasmo e mais responsabilidade com mais liberdade. 


11) Receba idéias de todos – Novas idéias são o sangue de qualquer organização. Hoje alguém, em algum lugar, tem uma excelente ideia. A questão é achar essa pessoa, aprender a ideia e colocá-la em prática rapidamente.

12) Elimine limites – Para ter certeza que as pessoas estão livres para atingir o impossível, você deve remover qualquer fronteira. Uma empresa aberta, livre de fronteiras faz com que haja um fluxo constante de idéias, pessoas, decisões, ações etc. 

13) Crie uma cultura de aprendizado – Transforme a sua empresa em uma organização que aprende. Dessa forma ela também passa a trocar idéias, aprender com os erros de todos, crescer com a comunicação feita de forma correta. 

14) Dê atenção aos valores – Não preste atenção somente nos números. Foque mais nos valores da empresa, na criação de um time, na troca de idéias, na cultura de incentivar e envolver a todos. 

15) Follow-up – Faça follow-up em tudo! O tempo todo e com todos. 

16) Simplifique – Simplicidade é mais rápido, mais fácil de entender e menos suscetível a erros. 

17) Seja o número 1 ou o número 2 – Quando você é o número 1, você controla o seu destino. Você faz as regras e tem uma base sólida para aguentar qualquer dificuldade. Ser o número 1 ou o número 2 pode ser usado para a empresa, mas também para a sua carreira. Ser o funcionário numero 4 ou 5, não fará de você um vencedor.

18) Faça com qualidade – Você não quer ser apenas melhor que os seus concorrentes. Você quer ser a única opção para os seus clientes. E você só consegue isso com uma qualidade acima do normal, acima até do excepcional. Qualidade é tão importante para os seus produtos e serviços pois é ela quem pode torná-los únicos.

19) Faça rapidamente – Rapidez é tudo. É o ingrediente indispensável para a competitividade. Não pare, não perca tempo. Faça bem-feito, e faça agora.

20) Divirta-se! – Diversão deve ser um grande elemento na sua estratégia empresarial. Ninguém deveria ter um trabalho que não gostasse. Se você não acorda energizado e excitado com as possibilidades e desafios que o dia poderá lhe oferecer, então você está no trabalho errado.


Conhecendo Jack Welch John Francis Welch Jr., ou simplesmente Jack Welch.
Foi presidente executivo e presidente do conselho de administração da General Electric, a GE, a companhia de maior valor de mercado na poderosa bolsa de Valores de Nova York e tradicional fabricante de geradores de energia, lâmpadas, locomotivas, lavadoras de louça, refrigeradores e motores de aeronaves. 
Welch tem como principais lemas idéias simples: 
  • "Não complique as coisas", 
  • "Enfrente a realidade", 
  • "Não tenha medo de mudanças",
  • "Lute contra a burocracia",
  • "Use o cérebro de seus funcionários",
  • "Descubra quem tem as melhores idéias e coloque-as em prática". 
Welch foi eleito pela revista fortune como "O Executivo de Século". Welch transformou a GE em uma das maiores empresas americanas de maior sucesso no final do século X. Ele conseguiu isso se concentrando na qualidade e dando prioridade à inovação e a criação de uma serie de estratégias empresariais inovadoras que transformaram a GE - até então um verdadeiro elefante branco excessivamente burocrático, lento e arrogante - em uma empresa ágil e enxuta.

Por:  - https://www.linkedin.com/

quinta-feira, 25 de maio de 2017

RESILIÊNCIA: COMPETÊNCIA NECESSÁRIA

Resiliência é a competência do momento nas organizações. Da alta direção até o mais simples colaborador, as notícias da moda são aquelas que envolvem essa questão. Porém, se você for procurar no dicionário, o termo está descrito com foco na Física.

O termo resiliência provém do latim, do verbo resilire, que significa "voltar para trás" ou "voltar ao estado natural". Historicamente, a noção de resiliência foi primeiramente utilizada pela Física e pela Engenharia, que entendia que a palavra significava "propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora da deformação elástica".


A área de Gestão de Pessoas tomou emprestada da Física o termo resiliência(capacidade dos materiais de resistirem aos choques) e redefiniu seu significado: a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas no mundo corporativo. A característica dos gestores ou colaboradores resilientes, capazes de vencer as dificuldades e os obstáculos por mais fortes e traumáticos que sejam.


Índice de Resiliência



O tema faz parte do mundo corporativo a ponto de existir o Questionário do Índice de Resiliência. Uma escala que mensura sete fatores que constituem a resiliência. O escore final é medido e este resultado permite um acompanhamento de melhoria da performance de resiliência das pessoas. Um método muito utilizado em Coaching.

1. Administração das emoções: a habilidade de nao agir impulsivamente e a capacidade de mediar os impulsos e as emoções;

2. Controle dos impulsos: a habilidade de nao agir impulsivamente e a capacidade de mediar os impulsos e as emoções;

3. Otimismo: a habilidade de ter a firme convicção de que as situações ou adversidades, por piores que sejam, podem mudar com a esperança de um futuro melhor;

4. Análise do ambiente: a habilidade de identificar as causas dos problemas e das adversidades;
5. Empatia: a habilidade de ler os estados emocionais e psicológicos das pessoas;
6. Auto-eficácia: habilidade de ser eficaz nas ações, mantendo a integridade;
7. Alcance de pessoas: habilidade de conectar proativamente a outras pessoas de modo a viabilizar soluções para as adversidades da vida.


Pesquisas conduzidas por Havard nos Estados Unidos indicam que um Gestor passa pela média de 23 adversidades por dia, razão pela qual o índice de resiliência ser fator fundamental para transformação das barreiras em oportunidades e resultados. Outro ponto que deve ser muito considerado é a constatação de que 80% das competências podem ser perdidas diante das situações adversas, em especial em tempos de mudanças organizacionais.


Resiliência e competências de gestão



Dentro da ótica de resultados, a resiliência pode ajudar no desenvolvimento de competências de gestão:
  • Resistência: Essa é a habilidade de manter o foco na luta para a superação das dificuldades. A persistência é um caminho fundamental para ajudar o Gestor a encarar as situações adversas; tomar decisões necessárias, ainda que impopulares; aprender com cada etapa para adquirir massa de conhecimento.
  • Durabilidade: Essa habilidade é capaz de nos ensinar que crises, infortúnios, dificuldades e intempéries tem uma duração temporal capaz de tirar o Gestor da zona de conforto para um comportamento proativo.
  • Controle: A habilidade de compreender a natureza humana e manter uma visão positiva diante das dificuldades.
  • Responsabilidade: A habilidade de ser consciente diante de todas as situações, agindo com responsabilidade,  independente do tamanho da crise.
Em um mundo corporativo/associativo o gestor de sucesso precisa ser tolerante às mudanças comuns no ambiente das organizações públicas, privadas e de Terceiro Setor. Deve ter consciência de que ninguém é resiliente sozinho, embora a resiliência seja íntima e pessoal.
Um dos fatores de maior importância é o apoio e o acolhimento, feito em geral por um outro indivíduo, e essencial para o salto qualitativo que se dá. Nesse ponto, as características Coach surtem grandes efeitos para o colaborador que precisa desenvolver essa competência.

Copiado: http://www.institutojetro.com

quinta-feira, 16 de março de 2017

Dianética e o Poder da Mente

Você já deve ter ouvido falar da cientologia, religião de Tom Cruise, John Travolta e outras celebridades de Hollywood. Nascida em 1954, nos EUA, ela promete acabar com os problemas do mundo ajudando as pessoas a se livrarem de seus traumas. 

A doutrina tem influências de outras religiões, como o hinduísmo e o budismo, e de ciências humanas, como a psicologia. Mas o livro que fundou toda essa história foi uma obra de auto-ajuda chamada Dianética – A Ciência Moderna da Saúde Mental.

O misto de filosofia com psicologia nasceu da cabeça de Lafayette Ronald Hubbard, um escritor de ficção com centenas de livros publicados nos anos 30 e 40. Apesar de ser um autor razoavelmente conhecido, especialmente por seus títulos de ficção científica, Hubbard não tinha retorno financeiro com seus livros, que custavam apenas alguns centavos. Então, depois de servir como oficial da Marinha americana na 2ª Guerra Mundial, ele decidiu escrever um livro diferente de tudo que tinha feito até o momento.
Dianética chega às livrarias em 1950 com a teoria central de que a fonte das doenças mentais e físicas são cicatrizes chamadas de “engramas”. Elas se fixam no subconsciente das pessoas, a “mente reativa”, e viram obstáculos para uma vida plena. Para se livrar desses traumas e aproveitar 100% da sua capacidade, as pessoas devem passar por audições, espécie de terapia regressiva, para se tornarem “limpas” – seres iluminados.
O livro logo entrou na lista de best sellers do jornal The New York Times e acumula 20 milhões de cópias vendidas desde o lançamento. Famoso, Hubbard começou uma luta contra a psicologia e o uso de remédios para doenças mentais que, na sua opinião, eram psicossomáticas. A Associação Americana de Psicologia reagiu afirmando que o livro não tinha fundamento científico, o que derrubou as vendas. Hubbard realizou mais um ajuste de trajetória, e fez da Dianética o livro-guia da cientologia, religião da qual seria profeta e fundador.
Em 1954 ele começou a peregrinar por universidades e centros comunitários, ministrando palestras sobre a nova doutrina e reunindo seus primeiros seguidores. O movimento logo abriria igrejas na Inglaterra, Austrália e naNova Zelândia – além dos EUA. Para os seguidores se tornarem “limpos”, devem seguir as terapias, até hoje o principal ritual da cientologia, que as oferece na forma de cursos pagos. E bem pagos: custam entre US$ 750 e US$ 8 mil. Dependendo dos problemas que tem, o fiel pode demorar para chegar à iluminação, ou não alcançá-la nunca.
Àqueles que chegarem lá, todos os segredos da Igreja serão revelados – inclusive sua teoria da criação do homem. “Hubbard achou que seria importante ter uma história de como tudo começou, assim como acontece em outras religiões”, afirma Stephen Kent, professor de sociologia da Universidade de Alberta, no Canadá. A sensação de que algo na vida está errado e precisa ser consertado é o que move toda religião, e na de Hubbard isso não poderia faltar.
Durante décadas, o mito da criação foi mantido em segredo, sendo revelado apenas aos fiéis mais graduados. Só que alguns deles resolveram falar, e o mito se tornou público em 1995. Há 75 milhões de anos, vários planetas se reuniram numa “confederação das galáxias”, governada por um líder do mal chamado Xenu. Como os planetas estavam com problemas de superpopulação, Xenu mandou bilhões de seus habitantes para a Terra, onde foram mortos com bombas de hidrogênio. Seus espíritos – chamados de “thetans” – continuaram por aqui, reencarnando justamente em nós, seres humanos.

A história incrível, digna da carreira de ficção científica de Hubbard, não atrapalhou a difusão da religião, que desde o princípio buscou fiéis entre as celebridades, que a colocam nas manchetes dos tablóides. Uma de suas estratégias pioneiras de promoção foi o Projeto Celebridade, lançado em 1955 para estimular a adesão de famosos do cinema, do esporte e da política com descontos no preço dos cursos. Uma vez cooptadas, as celebridades tornavam-se divulgadores espontâneos da Igreja, como é Tom Cruise hoje em dia.
A tática tem dado bastante certo, a julgar pelo meio milhão de adeptos que a religião contabiliza em 156 países, inclusive o Brasil. Mas, para Kent, esse não é o principal apelo da religião. “A fórmula do sucesso deles é a adequação à necessidade de cada um. A cientologia promete às pessoas remover seus bloqueios e realizar um potencial que elas não conhecem. Se isso funciona por causa da religião ou não é um longo debate”, diz.
Copiado: http://super.abril.com.br/historia/dianetica-e-o-poder-da-mente/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Administração: Ética ou Esperteza?

O Código de Ética do Administrador estabelece que o profissional em Administração “tem uma obrigação contínua, para com a ciência da Administração, em todas as suas áreas, devendo propugnar pela elevação dos padrões da profissão, para isso deverá procurar, sempre novos modelos, descobrir a verdade e disseminar suas descobertas e criações, mantendo-se ainda, bem informado das inovações no campo da Administração”. O teor deste artigo, por si, já define os objetivos gerais da atividade e da necessidade incontornável do profissional aperfeiçoar-se continuamente na área de atuação. 
No capítulo dos deveres do Administrador, o 1º item do Art. 1º do Código, concisamente determina: “Exercer a profissão com zelo, diligência e honestidade” – configurando com absoluta clareza referenciais que, na prática, conduzem o Administrador a caminhos produtivos, legítimos e lícitos, não justificando os meios pelos fins, mas encontrando, no exercício digno da profissão, o “modus operandi” para a obtenção de resultados que são do interesse do Administrador, dos seus clientes e representantes e da sociedade em geral.

Não cabe aqui o aprofundamento dos aspectos filosóficos relacionados a conceituação do “bom e do mau”, vez que considerando apenas as bases éticas estabelecias da ciência da Administração, temos elementos suficientes para fundamentar que a preocupação ética não se restringe à ação virtuosa, mas seus significados se ampliam de forma que o ético seja produtivo com honestidade, seja eficiente com correção, seja criativo com zelo – isto é, se alcancem metas administrativas práticas desejáveis sem sacrifício da moralidade profissional. 
Bertrand Russel, um dos maiores pensadores deste século, lembra que “cada indivíduo poderá lucrar com o roubo, desde que ele fosse o único ladrão: mas todos lucram com a abstenção de outros de roubar” Donde – “Lei e governo são instituições pelas quais se procuram impor o interesse geral ao indivíduo: o mesmo acontece com a opinião pública sob forma de louvar e censurar. A consequência é que, onde as políticas são eficientes, a grande maioria da população acha vantajoso abster-se do crime”
Tais considerações são particularmente pertinentes no Brasil de hoje, em que alguns “administradores públicos” são denunciados por falcatruas e certas instituições – que deveriam “impor o interesse geral” (a honestidade) estão envolvidas em transações nebulosas, senão criminosas. Lamentáveis fatos que talvez, em parte, decorram de se escolherem “administradores” que não o são de fato e de direito e, portanto, não tem compromisso com a ciência administrativa e se guiam por outros compromissos e interesses (políticos, corporativos, pessoais ou de grupos organizados nos desvão do poder). Estes elementos policiáveis geralmente têm também uma “ética” que se condensa num juramento de lealdade ao chefe.

Contrário do Administrador legítimo, comprometido com sua profissão, que se inspira num juramento cuja prática não é conciliável e até se contrapõe à corrupção – “Prometo dignificar minha profissão consciente de minhas responsabilidades legais, observar o Código de Ética, objetivando o aperfeiçoamento da ciência da Administração, o desenvolvimento das instituições e a grandeza do homem e da Pátria”.
Acreditamos firmemente que esta etapa de crise que atinge a Nação – que parece não ter horizontes, de acabar – a reorganização socioeconômica do País passa necessariamente pela evocação dos princípios da ética e da moralidade, em todos os níveis e em todos os segmentos.
Este entendimento não significa afirmar que os Administradores todos sejam, por definições e apenas por sua condição profissional, incorruptíveis, à prova da tentação do enriquecimento fácil ou da sedução das contas numeradas suíças. Seria ingenuidade não permissível em maiores de 12 anos. O que afirmamos categoricamente é a necessidade de fazer valer os princípios éticos e morais básicos que devem sempre nortear o exercício das ações administrativas e profissionais em geral. “Que pode, também, parecer ingênuo num país de espertos”, mas é indispensável para o desenvolvimento da Nação, sob pena de tantas e contaminantes “espertezas” nos transformem, em futuro próximo, num “país de bobos”, à margem do desenvolvimento social e tecnológico a que alguns países do Primeiro Mundo se credenciam com seriedade e competência.

Sem a valorização cotidiana e determinada da ética nas relações de trabalho continuaremos a se esta grande e pobre Nação encalacrada a miséria social, no analfabetismo, na má distribuição de renda, nos elevados índices de morbidade, violência e mortalidade, na desorganização econômica e no estado de escândalo crônico – o que, seguramente, não é uma escolha muito esperta.
Por: Joel Cavalcanti Costa - http://www.cfa.org.br/