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terça-feira, 25 de junho de 2019

Como a Metrologia ajuda na Qualidade e Produtividade da sua Empresa

A metrologia é a ciência de medição, e como já foi visto em outro artigo – Onde a Metrologia afeta seu dia-a-dia, afeta diferente aspectos em nossas vidas e relações de consumo. Mas, um dos fatores mais importantes para uma empresa é entender como a metrologia pode ajudar na busca por resultados melhores de qualidade e produtividade.
O uso de equipamentos de medição é uma questão obrigatória para qualquer empresa de manufatura, prestador de serviço, etc. Não é possivel imaginar um produto sendo fabricado sem a utlização de diferentes tipos de medições. As medições e seus resultados estão em diferentes etapas do processo de produção e afetam diretamente a capacidade de produção, qualidade e custos da empresa.

A busca pela melhoria da produtividade é uma questão fundamental para que qualquer empresa que deseje crescer ao longo do tempo. Mas é preciso entender o conceito de produtividade.

O conceito de produtividade  não está ligado ao aumento na produção, mas sim a dimunição de desperdicios. Uma empresa que aumenta sua produtivade é capaz de realizar a mesma produção com um custo menor, em um tempo menor, com a utilização de menos recursos, etc.

O primeiro passo para melhorar a produtividade é conseguir mensurar corretamente essa produtividade. Um ponto fundamental é que os processos de medição sejam confiáveis e fornecam informações que possam subsidiar decisões assertivas e que realmente impactem no ganho de produtividade.


A medição da produtividade é realizada, geralmente, em diferentes etapas de uma produção. Para obter a produtividade é necessário medir a produção, os retrabalhos, o tempo gasto na produção, volume de horas trabalhadas, entre outros indicadores que combinados possibiltam uma análise detalhada da produtividade.

Atualmente, o conceito da qualidade está diretamente ligado ao atendimento aos requisitos do cliente e/ou partes interessadas. A definição e entedimento dos requisitos do cliente são etapas fundamentais para a busca pela qualidade.

Para avaliar o atendimento aos requisitos do cliente e evidenciar a qualidade de um produto ou processo é necessário a realização de medições. Entrentanto os processos e equipamentos de medição não são tratados ou avaliados como um processo.

A aquisição de um equipamento de medição, frequentemente, é realizada sem a avaliação dos cirtérios necessários para que o equipamento de medição possa arender aos requisitos do cliente. A definição dos requisitos de medição ou dos requisitos dos processos de medição é fundamental para a confiança dos resultados observados.

Somente com resultados de medição confiáveis podemos obter indicadores e métricas confiáveis, possibilitando decisões assertivas. A obtenção da melhoria continua somente é possível quando as decisões e ações produzem o resultado esperado.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Os Papeis do Auditor e do Auditado...

No processo de avaliação, através de Auditorias, podem ser detectadas pelo Auditor a ocorrência de falhas relacionadas aos processos ou produtos. 

Ou seja, o não atendimento a um requisito, norma ou expectativas dos Clientes ou das Empresas, relacionadas aos processos ou produtos, que são denominadas tecnicamente de Não Conformidades.

O papel do auditor é identificar as fontes que podem gerar uma não conformidade. Entre as principais delas, estão:
  • Falhas no atendimento aos requisitos de normas, 
  • Especificações técnicas e documentos de referência,
  • Relacionados aos processos,
  • Áreas, 
  • Serviços ou Produtos.
Erros no atendimento aos requisitos de documentos do Sistema de Gestão.
  • Documentos e dados técnicos insuficientes,
  •  Incompletos ou com erros,
  •  Que possam impedir a demonstração clara da conformidade esperada para produtos e atividades.
Inadequação de materiais e equipamentos especificados que possam interferir nos objetivos esperados, desempenho seu controle de processos.

Falhas na concepção, instalação e montagem dos projetos.

Como tratar essas falhas?
Primeiramente, o auditor precisa identificar o problema e levantar as informações sobre;
  • O que foi afetado?
  • Onde ele aconteceu?
  • Quando foi descoberto esse problema?
A partir daí, o auditor deve registrar as evidências objetivas relativas ao problema detectado, listando documentos, materiais, registros, itens e qualquer outra informação relevante ao processo, área, serviço ou produto, onde a não conformidade foi identificada.

O passo seguinte deve ser a comunicação da não conformidade ao auditado. Uma vez, ciente da Não conformidade, o Auditado deverá iniciar as análises de causas e os processos para correções e ações corretivas.

Tanto o auditor, quanto o auditado, devem ter em mente que as não conformidades não têm caráter punitivo. Elas são abertas para os processos e não para pessoas.

 Devem ser vistas pelo auditor e pela organização como grandes oportunidades de melhoria.



O relatório de não conformidade

Todas essas informações, relacionadas às falhas identificadas farão parte de um relatório de não conformidade que o auditor deve preencher. 

Este relatório deve ser baseado em:
  • Fatos, 
  • Evidências e 
  • Referências aos requisitos não atendidos.
É importante notar que a abertura desse relatório deverá levar em conta a autonomia e independência atribuída ao auditor e o conjunto de normas utilizadas na avaliação. 

Existem normas de Gestão, como:
  • Qualidade, 
  • Ambiental, 
  • Segurança e Saúde, 
  • Segurança de Alimentos, 
Entre outras, que já possuem requisitos para tratativa de não conformidades.

Por: Buerau Veritas Blog ( http://blog.bvtreinamento.com )

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ouvidoria: O que é? Pra que serve?

Definição e origem 

De acordo com o dicionário Michaelis ombudsman/ouvidoria é:
ombudsman: funcionário designado para receber e investigar reclamações dos cidadãos contra órgãos governamentais ou empresas.

Palavra sueca, derivada de ombud, que quer dizer deputado ou representante. Geralmente é uma pessoa nomeada pelo governo a fim de investigar queixas e proteger os direitos dos cidadãos privados, mesmo contra a ação das demais autoridades. 

O termo também abrange qualquer pessoa que defenda os direitos individuais.

O que é ouvidoria? 

Entendo que ouvidoria é um setor (departamento) de uma empresa/organização que existe para receber uma demanda de informações (reclamações, sugestões...), seja ela qual for, que o atendimento "normal" falhou e não conseguiu absorver.

Para existir, alguns princípios básicos e essenciais devem ser a base, são eles:
  • Independência;
  • Imparcialidade;
  • Autonomia;

Para funcionar, é imprescindível:
  • Organização;
  • Objetivo definido e claro;
  • Boa vontade e visão (sensibilidade);

entendeque ouvidoria NÃO é para a empresa, "é para o consumidor", e que resolvendo os problemas do consumidor isso se volta positivamente para a empresa.

Ouvidoria é bom... se você entender que "ter uma ouvidoria, é assumir que a empresa/organização não é capaz de resolver seu próprios problemas".

Ouvidor 

Não se tem uma ouvidoria, sem um ouvidor (a).

Ouvidor é uma pessoa só, que "comanda" um setor/sistema de ouvidoria. Sendo assim, tudo o que é feito ou não na ouvidoria é de responsabilidade e deve ficar vinculado ao nome do ouvidor.

É fato, que não há um curso superior de formação de "ouvidor", mas existem cursos, seminários, palestras, entre outros que ajudam a nortear a função.

Desta maneira o nome do ouvidor deve ser sempre divulgado, sendo assim o mesmo deve ser responsabilizado ou aplaudido pelo que fez ou faz. E ter justamente seu trabalho reconhecido através de seu nome e não através do cargo.

Um ouvidor não deve ter um cargo vitalício, mesmo porque isso faz com que perca sua autonomia e autoridade. O seu cargo deve corresponder a um período pré-definido e o ouvidor deve cumpri sem nenhuma pressão e/ou intimidação.

Ouvidor deve funcionar mais ou menos como um auditor/interventor, só que mais digamos maleável, com mais diplomacia.

Ser ou exercer a função de ouvidor nada tem a ver com enrolador, tranbiqueiro... muito pelo contrário, o ouvidor deve ser sério e honesto. Deve ter autoridade e autonomia. Ele deve investigar e resolver!


Ouvidorias no Brasil 

Infelizmente, como tudo no Brasil e desta vez não ia ser diferente, quando o conceito de ouvidoria/ombudsman "chegou" aqui, ele foi totalmente alterado para corresponder aos interesses apenas das empresa/organizações.

Então hoje você tem na verdade a apresentação de ouvidoria com o caráter teórico e poético, mas se você for observar bem, as ouvidorias não passam de mais um setor qualquer da empresa, com mais um monte de atendentes sem informação e vontade nenhuma, sem treinamento, sem um sistema definido, sem um objetivo definido, sem regras, sem um ideal e sem o compromisso ético. E sem autonomia e imparcialidade nenhuma.


Não passa de mais uma jogada de marketing, onde se passa uma "boa" imagem, mas o único objetivo é cansar e fazer com que o consumidor desista do seu propósito.

Copiado: http://gregoripavan.blogspot.com.br

quarta-feira, 27 de março de 2013

A Origem da Corrupção Brasileira


O Brasil não é um país intrinsecamente corrupto.
Não existe nos genes brasileiros nada que nos predisponha à corrupção, algo herdado, por exemplo, de desterrados portugueses.
A Austrália que foi colônia penal do império britânico, não possui índices de corrupção superiores aos de outras nações, pelo contrário.

Nós brasileiros não somos nem mais nem menos corruptos que os japoneses, que a cada par de anos têm um ministro que renuncia diante de denúncias de corrupção.

Somos, sim, um país onde a corrupção, pública e privada, é detectada somente quando chega a milhões de dólares e porque um irmão, um genro, um jornalista ou alguém botou a boca no trombone, não por um processo sistemático de .
  • As nações com menor índice de corrupção são as que têm o maior número de auditores e fiscais formados e treinados.

A Dinamarca e a Holanda possuem 100 auditores por 100.000 habitantes.
  • Nos países efetivamente auditados, a corrupção é detectada no nascedouro ou quando ainda é pequena.
  • O Brasil, país com um dos mais elevados índices de corrupção, segundo o World Economic Forum, tem somente oito auditores por 100.000 habitantes, 12.800 auditores no total.

Se quisermos os mesmos níveis de lisura da Dinamarca e da Holanda precisaremos formar e treinar 160.000 auditores.
Simples. Uma das maiores universidades do Brasil possui hoje 62 professores de Economia, mas só um de auditoria.
Um único professor para formar os milhares de fiscais, auditores internos, auditores externos, conselheiros de tribunais de contas, fiscais do Banco Central, fiscais da CVM e analistas de controles internos que o Brasil precisa para combater a corrupção.
  • A principal função do auditor inclusive nem é a de fiscalizar depois do fato consumado, mas a de criar controles internos para que a fraude e a corrupção não possam sequer ser praticadas.
Durante os anos de ditadura, a auditoria foi literalmente desmontada pelos intelectuais que comandaram a nossa economia.
  • Como consequência, aqui temos doze economistas formados para cada auditor, enquanto nos Estados Unidos existem doze auditores para cada economista formado. E ninguém se toca ?
Para eliminar a corrupção teremos de redirecionar rapidamente as verbas de volta ao seu devido destino, para que sejamos uma nação que não precise depender de dedos duros ou genros que botam a boca no trombone, e sim de profissionais competentes com uma ética profissional elaborada.
  • Países avançados colocam seus auditores num pedestal de respeitabilidade e de reconhecimento público que garante a sua honestidade.
Na Inglaterra, instituíram o Chartered Accountant.
Nos Estados Unidos eles têm o Certified Public Accountant.
Uma mãe inglesa e americana sonha com um filho médico, advogado ou contador público.
No Brasil, o contador público foi substituído pelo engenheiro.
Bons salários e valorização social são os requisitos básicos para todo sistema funcionar, mas no Brasil estamos pagando e falando mal de nossos fiscais e auditores existentes e nem ao menos treinamos nossos futuros auditores.
Nos últimos nove anos, os salários de nossos auditores públicos e fiscais têm sido congelados e seus quadros, reduzidos – uma das razões do crescimento da corrupção.
Como o custo da auditoria é muito grande para ser pago pelo cidadão individualmente, essa é uma das poucas funções próprias do estado moderno.
Tanto a auditoria como a fiscalização, que vai dos alimentos e segurança de aviões até os direitos do consumidor e os direitos autorais.
O capitalismo remunera quem trabalha e ganha, mas não consegue remunerar quem impede o outro de ganhar roubando.

Há quem diga que não é papel do Estado produzir petróleo, mas ninguém discute que é sua função fiscalizar e punir quem mistura água ao álcool.
Não serão intervenções cirúrgicas (leia-se CPIs), nem remédios potentes (leia-se códigos de ética), que irão resolver o problema da corrupção no Brasil.
Precisamos da vigilância de um poderoso sistema imunológico que combata a infecção no nascedouro, como acontece nos países considerados honestos e auditados.
  • Portanto, o Brasil não é um país corrupto. É apenas um país pouco auditado.
Por: Stephen Kanitz (feedblitz@mail.feedblitz.com)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Qualidade: Diagramas de causa e efeito ou Ishikawa

Esta ferramenta é uma representação gráfica que nos possibilita organizar informações, auxiliando na identificação das possíveis causas de um determinado problema (efeito).
Considerada uma das 7 ferramentas da Qualidade, sendo uma importante ferramenta para o gerenciamento do controle da Qualidade, criada pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa em 1943.
Você deve utilizar quando necessário identificando todas as possíveis causas que contribuem para o problema (efeito) no processo. 
Primeiramente você deve seguir 5 passos para a aplicação desta ferramenta
  1. Definir o problema sob estudo;
  2. Criar a espinha de peixe identificando o problema (efeito) analisado;
  3. Identificar as causas mais prováveis do problema (efeito), utilizando para esta avaliação o trabalho do grupo como pesquisa de campo, classificando pelo grau de criticidade identificado pelo Gráfico de Pareto;
  4. Relacionar cada problema (efeito) para uma espinha de peixe;
  5. Analisar estas causas e planejar ações.
O Diagrama de Causa-e-Efeito, também conhecido por espinha de peixe ou Ishikawa, é utilizado para facilitar a visualização entre os fatores que causam o problema, e o seu efeito.
Ishikawa
Normalmente é elaborado a partir de um “brainstorming”, e permite que sejam colocados através de grupos as possíveis causas do problema.
Estes grupos podem ser associados ao 6M´s:
  1. Máquina
  2. Método
  3. Mão de obra
  4. Matéria prima
  5. Meio ambiente
  6. Medição
Dica: O Brainstorming ou tempestade de ideias é a prática do trabalho em grupo, onde todos os participantes contribuem com sua opinião dentro do assunto abordado.

Na imagem abaixo criei a espinha de peixe ou Ishikawa, este modelo para melhor uso deve ser utilizado na hora da reunião em grupo e preenchido a mão, facilitando para todos acompanhar o preenchimento.
Ishikawa
  • Método: Qual o formato do processo, detalhar as informações relacionadas ao sistema de trabalho;
  • Máquina: Realacionar todos os equipamentos utilizado durante este trabalho;
  • Medida: Como medido o processo e seu formato;
  • Meio ambiente: Especificar quais as características físicas do ambiente de trabalho (temperatura, ruídos, iluminação,motivação, remuneração, relação entre diferentes níveis hierárquicos);
  • Matéria-prima: Quais as característica dos insumos para a realização do processo;
  • Mão de obra: Quais as especificações relacionadas ao comportamento dos colaboradores envolvidos no processo;
  • Efeito: O efeito do conjunto de fatores, desejáveis e não-desejáveis, listados acima.
Dicas para o melhor desempenho do estudo através do Diagrama de Causa e Efeito
  • Reunir todas as pessoas envolvidas no processo identificado para estudo;
  • Reunir informações baseadas nas causas;
  • Objetividade no estudo.
Esta ferramenta facilita o estudo e identificação da causa que gera o efeito, tornando-se o início de um trabalho que origina a ação, Portanto envolva toda a equipe deste processo para melhor aproveitamento deste estudo, a sua aplicação poderá ser mais ampla conforme a necessidade do estudo a ser aplicado.

Dica: Praticar o trabalho em grupo normalmente gera ganho de tempo na tomada de ação e na identificação da causa raiz de problemas que normalmente que desconsideramos.
  
 http://www.qualidadebrasil.com.br/

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

AUDITORIA INTERNA E EXTERNA – FUNÇÕES E DIFERENÇAS


CLASSES DE AUDITORIA (Essas variam de acordo com o tratamento que se dá ao objeto da auditoria
As classes fundamentais são:
1- Auditoria Geral ou sintética ou auditoria financeira: direciona-se às análises das peças de balanços e de suas conexões.
2- Auditoria detalhada ou analítica: abrange o exame de todas as transações, detendo-se em todos os documentos, em todas as contas e em todos os valores fisicamente variáveis.

AUDITORIA QUANTO A FORMA DE INTERVENÇÃO – AUDITORIA INTERNA
 1- INTERNA: examina a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas contábeis e operacionais da entidade.
1.1. É uma atividade desenvolvida de forma INDEPENDENTE DENTRO DA EMPRESA, cuja finalidade seja revisar as operações prestando esse serviço à administração, constituindo para tanto um controle gerencial;
1.2. É executada por profissional ligado à empresa estando ligada diretamente à direção da empresa;
1.3. O auditor interno se interessa por toda e qualquer fase das atividades do negócio em que seja ser útil à administração, não restringindo sua atuação e o próprio conhecimento do auditor interno apenas à contabilidade e finanças mas sim a outras áreas da empresa a fim de obter uma visão completa das operações submetidas a exame;
1.4. O auditor testa a aplicabilidade e adequação dos controles empenos, financeiros e operacionais; revisando e avaliando a correção, adequando e aplicando os controles contábeis, financeiros e outros de natureza operacional, propiciando controles eficazes a um custo razoável;
1.5. Testa também como se está cumprindo as diretrizes, planos e procedimentos, determinando o grau de atendimento aos mesmos;
1.6. A auditoria interna também salvaguarda os ativos da empresa quanto à escrituração, e protegendo os ativos de perdas de qualquer tipo;
1.7. Recomenda melhorias operacionais
1.8. O objetivo da AI é auxiliar todos os membros da administração no desempenho efetivo de suas funções e responsabilidades, fornecendo-lhes análises, apreciações, recomendações e comentários pertinentes às atividades examinadas;
1.9. A responsabilidade da AI dentro da empresa deve ser claramente determinada pela política da empresa;

A RESPONSABILIDADE DO AUDITOR INTERNO
• Informar e assessorar a administração e desimcumbir-se das responsabilidades de maneira condizente com o Código de Ética do Instituto dos Auditores Internos;
• Coordenar suas atividades com a de outros, de modo a atingir com mais facilidade os objetivos da auditoria em benefício das atividades da empresa.
• Ao desempenhar suas funções, o AI não tem responsabilidade direta nem autoridade sobre as atividades que examina isso é, as pessoas envolvidas no processo são responsáveis pelas atividades que lhes concernem;
• Um AI não deve desenvolver e implantar procedimentos, preparar registros ou envolver-se em qualquer outra atividade que poderá vir a analisar, e que possa caracterizar a MANUTENÇÃO DE SUA INDEPENDÊNCIA;.

REDUÇÃO DE CUSTOS
As empresas devem ter em cada auditor, um gerente capaz e comprometido o suficiente e ainda comprometido com as diretrizes e metas da empresa, caso contrário um batalhão de pessoas serão envolvidos em controle tais como secretárias para acompanharam os horários, assistentes disso e daquilo. Nesse caso não se estaria sendo eficiente, corroborando para um dispêndio com pessoal de AI acima do recomendado. Nesse caso os AI devem ser treinados o suficiente para que eficazmente possa desenvolver suas funções de forma eficiente.

NORMAS DE AUDITORIA INTERNA
Normas Gerais:
1. Os auditores devem ter, no conjunto, proficiência profissional para se desincumbirem das tarefas a eles confiadas;
2. A organização da auditoria e os auditores, individualmente, não devem ter sua independência prejudicada, mantendo-as nas atitudes e na aparência;
3. Devem exercer zelo profissional ao fazerem à auditoria e prepararem o relatório;
4. O auditor deve comunicar qualquer limitação imposta ao escopo do exame.

Normas de Exame e Avaliação:
1. O trabalho deve ser adequadamente planejado e supervisionado e corroborado por papeis de trabalho corretamente feitos;
2. Deve-se obter evidência suficiente, competente e relevante, que proporcione uma base razoável para o parecer do auditor;
3. O auditor deve estar atento para possíveis circunstâncias de fraude, abusos e atos ilegais.

Normas de Relatórios:
1. Os relatórios devem ser feitos e revisados na forma de rascunho, pelo setor auditado e pelos dirigentes que solicitaram a auditoria;
2. Os relatórios devem ser objetivos, imediatos e oportunos.
3. Os relatórios devem apresentar dados exatos e fidedignos e os fatos descobertos de maneira: CONVINCENTE, CLARA, SIMPLES, CONCISA E COMPETENTE;
4. Os relatórios devem conter realizações dignas de nota e enfatizar principalmente as melhorias, em vez de críticas.

REQUISITOS PARA O PROFISSIONAL AUDITOR
O auditor deve instrumentalizar suas atividades com ferramentas modernas, como auditorias com uso de informática, análise de desempenho das atividades do negócio da empresa, mas principalmente possuir algumas prerrogativas que facilitarão no desenvolvimento de suas atividades tais como:
• Ser flexível, isso é, estar aberto às novas idéias sem preconceitos;
• Ser versátil;
• Possuir liderança freqüente para atender às mudanças que virão;
• Possuir princípios morais;
• Possuir orientação global;
• Poder de decisão, para desenvolver com firmeza suas funções em um ambiente de incertezas e mudanças rápidas;
• Comunicação: expressar-se com clareza;
• Habilidade para discernir assuntos que causam impacto direto e exigem respostas imediatas;
• Equilíbrio físico e mental eliminando o estresse;
• Buscar crescimento permanentemente: educação continuada. Pós-graduação, mestrado, inglês, cursos etc. Estar atualizado nos temas globais, novidades que circundam a informática.

AUDITORIA QUANTO A FORMA DE INTERVENÇÃO – AUDITORIA INTERNA

2- AUDITORIA EXTERNA: Conjunto de procedimentos técnicas cujo objetivo é a emissão de parecer sobre a adequação cm que é representada a posição patrimonial e financeira da empresa, o resultado das operações, as mutações do Patrimônio Líquido e as origens e aplicações de recursos da entidade auditado consoante às normas brasileiras de contabilidade.
2.1. Executada por profissional independente, sem ligação com o quadro da empresa;
2.2. Os testes pelos AE se espelham por todos os setores da empresa dependendo da necessidade de levantar questões elucidativas para conclusão do trabalho ajustado;
2.3. A extensão dos trabalhos do AE é determinado pelas normas usuais reconhecidas no país ou requeridas por legislação específicas ( AI Pela gerencia);
2.4. As demonstrações contábeis devem refletir com propriedade a situação contábil da empresa em certa data e também o resultado das operações do período examinado (a AI dirige seu trabalho para assegurar a eficiência d funcionamento do sistema contábil fornecendo fatos à gerência);
2.5. A responsabilidade do AE é bem ampla (acionistas, atender legislação etc);
2.6. Os métodos utilizados pela AE são mais amplos observando como comentado anteriormente as normas associadas às leis tendo melhor domínio dos aspectos de interesse coletivo;
2.7. a AE é eventual (AI periódica)
2.8. O processo utilizado pela AE é analítico (idem a AI);

Concluímos que a diferença básica entre a auditoria interna e a externa refere-se ao grau de independência existente. O auditor interno é dependente da empresa em que trabalha e é responsável por seus atos somente perante a empresa em que exerce suas atividades. O impacto de seus relatórios recebe influência de sua subordinação
O auditor externo por sua vez, presta serviço ao acionista, aos banqueiros, aos órgãos públicos governamentais e ao público em geral visando principalmente a CREDIBILIDADE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS, examinadas dentro de parâmetros de NORMAS DE AUDITORIA E PRINCÍPIOS CONTÁBEIS.De acordo com a CVM, o AE é responsável pela emissão de seu parecer sobre os dados examinados.

Interessante saber que ambos trabalham e têm o mesmo interesse que seja:
• Verificar o sistema de controle interno a fim de salvaguardar o patrimônio da empresa, verificando o funcionamento desse sistema dentro das normas legais e internas da empresa e verificar também se esse sistema fornece dados necessários para permitir a preparação de demonstrações contábeis que reflitam a realidade da posição contábil e o resultado das operações da empresa.

INTEGRAÇÃO ENTRE A AUDITORIA INTERNA E EXTERNA
A integração entre ambas as auditorias se dá normalmente na auditoria permanente DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS QUE ABRANGEM EXAMES EM ÁREAS OPERACIONAIS E NA AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS. A utilização dos trabalhos do auditor interno pelos Auditores Independentes deve seguir alguns critérios estabelecidos pelo Guia Internacional do IFAC sendo:

1- O auditor interno deve ser livre para se comunicar irrestritamente com o AE;
2- O auditor externo deve observar o alcance das tarefas executadas pelo AI e se os trabalhos efetuados pelo mesmo são levados em consideração pela administração agindo adequadamente às observações desses;
3- O AE deve verificar a competência técnica do AI e se o mesmo tem adequado treinamento e competência para executar suas tarefas. Se os trabalhos são planejados, supervisionado, revisado e documentado e se existe manuais de auditoria adequados assim como programas e materiais de trabalho.
O trabalho da AE deve levar em conta o trabalho do auditor Interno e a responsabilidade do AE a esses trabalhos seria de levar em conta pela relevância na determinação da natureza, cronologia e extensão dos procedimentos.

Os requisitos técnicos para a integração dos trabalhos, usando mais uma vez o Guia do IFAC são:
a. Metodologias compatíveis: acesso de ambos (AE e AI) ao mesmo trabalho com uma mesma linguagem técnica;
b. Alcance dos trabalhos: os programas de trabalho devem ser comparados, analisados e compatibilizados quanto ao conteúdo, extensão, profundidade e oportunidade do exame;
c. Compatibilização dos programas: evitar exames na mesma área com enfoques diferentes, num mesmo momento ou após o término do trabalho de um dos dois; ter adequada identificação da natureza(conteúdo) dos procedimentos de auditoria aplicados e extensão dos testes;A AI deve realizar seus trabalhos antes da AE nas áreas onde os AE farão certo trabalho complementar; a AI deverá realizar trabalho posterior ao trabalho da AE quando constatada deficiências no sistema contábil e de controles, que requeiram um exame mais detalhado para solução dos problemas, ou também quando da constatação de fraudes;
d. Troca de informações: Dar-se-á por meio de contatos verbais, relatórios ou memorandos, com combinação prévia quanto ao acesso aos relatórios e papeis de trabalho.
e. Ação conjunta: os auditores internos e independentes trabalharão conjuntamente no acompanhamento do inventário, na preparação de confirmação de saldos, na auditoria das demonstrações contábeis, em levantamentos especiais e em constatações de fraudes,

O trabalho do auditor externo ou independente, deve cobrir todas as áreas da empresa em determinado período e também promover a racionalização dos custos, tempo e esforços. Além disso, é preciso aumentar a eficácia gerencial por meio de recomendações compatíveis e inovadoras, aumentarem a eficiência e eficácia do processo auditorial e trazer benefícios efetivos para a entidade auditada.
Aparecem por fim, aparecem como objetivos a busca da valorização profissional do auditor, independente e interno, na própria entidade e também na comunidade empresarial e profissional e a apresentação de propostas que representarem avanços para entidade, como forma de antecipar-se ao mercado em que atua.

Por: Aliomar Lino Mattos. •Professor do Curso de Administração - Auditoria e Análise de Balanço - Factef