quinta-feira, 16 de julho de 2020

Entenda Como Funciona a Lei de Cotas para Deficientes nas Empresas


Caso você trabalhe ou já tenha trabalhado em uma organização com mais de 100 funcionários, provavelmente havia pessoas portadoras de algum tipo de deficiência em seu ambiente de trabalho.

Isso porque a lei no 8213 de 1991 obriga empresas, a partir desse porte, a destinarem entre 2% e 5% das vagas para funcionários que tenham algum tipo de necessidade especial, e se não houver nenhum colaborador com essas características, a companhia estará infringindo a lei.

Mas, afinal, o que diz o texto que define as cotas para deficientes nas empresas? Para entender o funcionamento da norma, acompanhe este texto. Vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o assunto!

Quando surgiu a lei?

Apesar de ter sido homologada no ano de 1991, a norma só passou a valer no ano 2000, quando se iniciou a fiscalização do seu cumprimento. O texto original, que não especificava quais deficiências se enquadravam nele, foi alterado em 2004, sanando o problema.

Mesmo muitas pessoas considerando uma realidade distante, dos brasileiros maiores de 18 anos, 6,2% apresentam algum tipo de deficiência. Milhares deles tem talentos diversificados estão esperando uma vaga no mercado, por isso vale atentar-se para as determinações de cotas para deficientes nas empresas.

Quem é considerado deficiente pela norma?

Quando falamos sobre essas contratações, é considerada uma deficiência a anormalidade ou perda de uma estrutura — seja ela psicológica, anatômica ou fisiológica — que, dentro do padrão para o ser humano, gera incapacidade para o cumprimento da atividade do cotidiano.

Qual a porcentagem de cotas para deficientes nas empresas?

É exigido pela lei que toda companhia de grande porte, ou seja, com 100 ou mais funcionários, destine uma quantidade de vagas para portadores de deficiências. Os padrões são:

  • 2% das vagas para deficientes em empresa com 100 a 200 colaboradores;
  • 3% das vagas para deficientes em empresa com 201 a 500 colaboradores;
  • 4% das vagas para deficientes em empresa com 501 a 1000 colaboradores;
  • 5% das vagas para deficientes em empresa com 1001 ou mais colaboradores.

Quais as consequências do não cumprimento da lei?

Caso uma empresa que se enquadre na lei de cotas para deficientes não a cumpra e seja fiscalizada, a pena pela é uma multa que varia de acordo com o grau da infração.

Uma companhia com 180 colaboradores, por exemplo, deve destinar 2% dos cargos para portadores de deficiência. Nessa simulação, esse percentual seria equivalente a 3,6 vagas que, por não ser um número inteiro, deve ser arredondado para cima. Ou seja, 4 postos de trabalho.

Se for constatado que não havia nenhum profissional com necessidades especiais trabalhando lá, o cálculo da multa em valores atuais é equivalente ao número de vagas (no caso, 4) multiplicado por um valor entre R$ 2.284,05 e R$ R$ 228.402,57.

A definição é feita pelo juiz do Ministério do Trabalho que cuidará do caso e geralmente é baseada na faixa de faturamento em da organização.

Como você pode perceber, é importantíssimo respeitar as cotas para deficientes nas empresas.

Além de ajudar a abolir com o preconceito e dar oportunidades a uma parcela da população que já enfrenta inúmeras dificuldades, o não cumprimento dessa medida pode trazer grandes sansões para a companhia.

Assim contribuímos para que todas as pessoas tenham seus direitos assegurados.

Copiado: https://www.gupy.io/blog/

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Estes São Seus Maiores Adversários

Estes São Seus Maiores Adversários
  • SEU EGO.
  • SUA PREGUIÇA.
  • SUA FALTA DE COMPROMISSO.
  • SEUS HÁBITOS RUINS.
  • SUA PROCRASTINAÇÃO.
  • SEUS VÍCIOS.
PORTANTO, SE VOCÊ  QUER MUDAR DE VIDA, COMECE VENCENDO A BATALHA QUE ACONTECE NA SUA MENTE.

BY: MONGE MODERNO

terça-feira, 14 de julho de 2020

Transformação Digital nas Empresas – 4 etapas fundamentais

A tecnologia impacta e transforma sua vida? 

Acredito que você responderia que sim, que é evidente. Estamos numa era de infinitas possibilidades na palma das mãos. A inovação se tornou uma palavra de ordem no mercado atual. O seu negócio tem se adaptado à este novo mundo? 

Na era digital, para manter-se no mercado de forma saudável, é necessário se adaptar às constantes mudanças impulsionadas pelas inovações tecnológicas. É por isso que a transformação digital nas empresas se tornou uma das pautas mais relevantes no mundo dos negócios.

Qual a melhor forma de implementar a transformação digital  em um negócio tradicional? Esta é uma questão que paira na mente de muitos líderes corporativos, principalmente dos que se preocupam, não apenas com o presente, mas também com  futuro da empresa.
Dentre os inúmeros benefícios de se implementar a transformação digital nas empresas, podemos destacar as seguintes vantagens:

Maior satisfação dos clientes
Uma das principais exigências do mercado é estar à frente da concorrência na hora de atender às necessidades do cliente. E nos dias de hoje, os consumidores desejam adquirir o que precisam a qualquer momento, e em qualquer lugar.
Investindo em soluções tecnológicas, é possível que a empresa forneça informações sobre seu negócio, e acesso à seus produtos e serviços com a praticidade e responsividade que o consumidor moderno deseja.

Diferencial competitivo
As tecnologias permitem que a empresa se aproxime do consumidor, estabeleça mais proximidade nos relacionamentos, e ofereça uma experiência menos burocrática. Além disso, viabiliza o aumento da produtividade e eficiência nas entregas de valor. Portanto, a transformação digital pode proporcionar uma grande vantagem competitiva ao seu negócio.

Níveis  inéditos de eficiência
Ao transformar os processos analógico em digitais, a empresa obtém melhor gestão sobre as atividades e práticas internas,  e assim, consegue reduzir atritos e gargalos na execução de projetos e serviços. As inovações tecnológicas possibilitam a otimização do tempo e dos recursos,  aperfeiçoando e potencializando os processos.
Por meio da transformação digital é possível estabelecer uma  cultura corporativa flexível para que a organização se adapte a um mercado  no qual a mudança é a única certeza, e a eficiência é um requisito fundamental.

Processos de produção menos burocráticos
Hoje em dia, a simplicidade é uma premissa muito relevante para a satisfação dos clientes. As soluções tecnológicas têm se mostrado excelentes ferramentas para desburocratizar e simplificar processos.

Com a transformação digital, é possível descomplicar as tarefas reduzindo o número de etapas, integrando plataformas distintas para cruzar e armazenar dados. Assim, os processos podem ser executados com muito mais facilidade.
Descubra as 4 etapas fundamentais  para implementar a transformação digital nas empresas!  

Estrutura gerencial

A definição dos processos e políticas internas é fundamental para esclarecer qual o ponto de partida e qual o objetivo da organização quanto à transformação digital. Para escolher o melhor caminho, primeiro se deve saber onde se quer chegar.
Esta etapa envolve o planejamento, a prevenção e a redução de riscos. Por meio de uma análise financeira, deve-se mensurar os impactos econômicos do processos de transformação.  
Além disso, os processos deverão ser estruturados de acordo com as metodologias adotadas para a gestão de TI.
Engajamento das pessoas
Nesse ponto, é inevitável lidar com a complexidade de diversas motivações, prioridades, preferências. As expectativas pessoais e profissionais de cada indivíduo deverão ser alinhadas aos passos da empresa rumo à transformação digital.
Quando se inicia um processo de disrupção, é importante ter em mente que todos os stakeholders – públicos estratégicos que possuem interesse ou relação com empresa – terão que se adaptar à várias mudanças. É necessário estar atento aos possíveis impactos que esse processo pode causar na produtividade e no funcionamento geral da organização.
A adesão das pessoas é essencial para o sucesso do projeto. Portanto, a transformação digital nas empresas deve engajar cada indivíduo envolvido, levando em conta suas perspectivas sobre o fluxo de negócio. O objetivo deve ser que a configuração da mentalidade da organização se adéqua ao contexto digital, gerando um novo mindset.
Análise da Infraestrutura
É necessário conhecer o cenário para definir quais serão as mudanças implementadas e como acontecerão os processos. Dessa forma, será mais fácil antecipar os riscos e potenciais problemas. Nesta etapa, a estrutura existente deverá ser avaliada de forma detalhada.
É importante que as análises sejam feitas a partir de diferentes contextos, envolvendo especialistas tanto de dentro da organização, quanto parceiros externos confiáveis. Assim, as recomendações serão mais equilibradas, resultando em decisões mais assertivas.
Digitalização de processos
Como implementar a transformação digital se o funcionamento da empresa é analógico? Digitalizar os processos do negócio é a chave para libertá-lo do passado não digital.  

As informações geradas por processos digitais são o fundamento do input de dado para configurar soluções como,  Robotic Process Automation (RPA), Internet of things (IoT)Analytics, e várias outras tecnologias que revolucionam o mercado. Portanto, o alicerce da transformação digital nas empresas é consolidado por meio de processos digitais.
É importante ressaltar que a maneira como se implementa os processos digitais influencia no nível de eficiência do projeto. Nesse ponto, podemos destacar o Business Process Management – BPM – como uma ferramenta valiosa nessa transição. Visto que, seu apoio possibilita a integração das estratégias e o alinhamento entre as expectativas da empresa e do cliente; bem como a aquisição de mais agilidade e qualidade nas ações de transformação de processos.
Como foi dito no tópico sobre engajamento de pessoas, a transformação digital envolve uma mudança de mindset. Nesse contexto, a divisão do projeto em fases e contínua experimentação, características das metodologias Ágeis, viabilizam uma implementação orgânica dos processos digitais. Dessa forma, a transformação digital se alinha à cultura organizacional.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Resiliência: Como Enfrentar a Adversidade com Sucesso

Todos os seres humanos enfrentam instabilidade e circunstâncias adversas durante a vida. A diferença está na forma como eles enfrentam essas dificuldades que fazem parte da vida. 

Podemos dizer que há pessoas mais resistentes do que outras. O que quer dizer?

A resiliência é definida como a capacidade dos seres humanos submetidos aos efeitos de uma adversidade de superá-la e até saírem fortalecidos da situação.
Ser resiliente não significa não sentir desconforto, dor emocional ou dificuldade diante da adversidade, mas superar eventos e se adaptar ao longo do tempo.
A resiliência se manifesta quando se é capaz de se recuperar para continuar com projetos individuais, com um parceiro, com a família e, até mesmo, um projeto comunitário.
Em suma, a resiliência é a capacidade de:
  • Suportar as crises e as adversidades de forma positiva.
  • Enfrentar de maneira efetiva situações de estresse, ansiedade e sofrimento.
  • Adaptar-se de forma eficiente e inteligente às mudanças.
  • Resistir e superar obstáculos em situações de incerteza.
  • Criar processos individuais, de grupos e comunitários em circunstâncias críticas.
Otimistas e realistas
As pessoas resilientes são caracterizadas por saber identificar com precisão as causas dos problemas para impedir que voltem a acontecer no futuro, se é que podem fazer algo de sua parte para que a dificuldade não se repita.
São capazes de controlar suas emoções, especialmente diante da adversidade e permanecer focadas durante situações de crise. Sabem como controlar seus impulsos e seu comportamento em situações de alta pressão.

Têm um otimismo realista, ou seja, pensam que as coisas podem funcionar bem. Têm uma visão positiva do futuro e acreditam que podem controlar o curso de suas vidas, mas sem deixar-se levar pela irrealidade ou fantasias.
Sobre esta mesma base, as pessoas resilientes sabem como confiar em suas próprias competências e capacidades. Têm uma melhor autoimagem e se criticam menos.
São empáticas, ou seja, têm uma boa capacidade para ler as emoções dos outros e se conectar com eles, sendo capazes de buscar novas oportunidades, desafios e relacionamentos para alcançar mais sucesso e satisfação em suas vidas.
Como podemos desenvolver a resiliência?
As habilidades próprias da resiliência podem ser desenvolvidas e aprimoradas. Como em tudo, a chave é construir uma estratégia pessoal, fazendo aquelas atividades que te permitam aumentar essa capacidade tão importante para a vida.
A este respeito, gostaria de lhe fornecer algumas sugestões para desenvolvê-las:
  • Enfrente os problemas e busque soluções. Você não pode evitar que coisas desagradáveis ​​aconteçam a você, mas você pode mudar sua maneira de interpretá-las e reagir a elas. Não fique longe do problema, pense que é um desafio que deve ser superado. Você tem capacidade suficiente para enfrentá-los e para encontrar soluções adequadas.
  • Estabeleça metas e objetivos. Proponha metas realistas que ajudem você a começar a mudar o que deseja mudar. Coloque objetivos de muito curto prazo e cumpra-os. Ver como você consegue dar esses pequenos passos irá incentivá-lo a seguir o caminho até o seu objetivo.
  • Aceite a realidade. Se você não aceita a realidade tal e como ela é, nunca poderá mudá-la. A mudança faz parte da vida. Há circunstâncias que você não pode mudar, aceite-as para que sua atenção possa se concentrar nas que você pode modificar.
  • Aja. Não ignore nem fique paralisado diante dos problemas, eles não vão simplesmente desaparecer. Não fique desanimado se muitas das soluções não funcionarem, o importante é que você está tentando e sua mente continua a gerar soluções que, mais cedo ou mais tarde, darão frutos, continuará trabalhando, e você conseguirá.
  • Confie em você e seja otimista. Acredite na sua capacidade de resolver problemas e confiar em seus instintos. Você realmente não sabe o que pode fazer até tentar. Uma visão otimista da vida permite que você espere que a situação mude no futuro, e acima de tudo que você é capaz de controlar sua vida e fazer as mudanças necessárias para melhorá-la.
Todos podemos ser resilientes. Crescer neste campo nos permitirá aceitar a realidade como ela é. Assim, daremos um sentido mais profundo à vida ao tentar melhorar em tudo o que decidimos. 

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Você Sabe o que é Saúde Ocupacional?


Saúde Ocupacional nada mais é do que um setor específico dentro da grande área da saúde, porém, que lida unicamente com a saúde voltada para o trabalhador.
O principal intuito da saúde ocupacional é se voltar para a prevenção de doenças e demais problemáticas que possam se originar no ambiente de trabalho. 
Seu objetivo está focado na qualidade de vida do trabalhador, oferecendo para os funcionários bem-estar tanto físico, quanto emocional, em um ambiente de trabalho propício. 
Dessa forma, ela é o que previne contra riscos e demais problemas que o trabalhador venha a enfrentar por conta do ambiente físico/ambiental em que realiza suas atividades.
É por meio da saúde ocupacional que os indivíduos podem realizar as suas atividades no ambiente de trabalho com muito mais tranquilidade, relaxamento e garantia de bem-estar social.
Muitos são os indivíduos que só reconhecem a saúde ocupacional em uma determinada empresa pelo fato de que é esse o setor que cuida dos exames para admissão e demissão do funcionário. 
Porém, a verdade é que essa é apenas uma de tantas atividades realizadas pelo mesmo.
Vale lembrar que a saúde ocupacional é caracterizada como um setor obrigatório dentro de empresas de pequeno, médio e grande porte. 
Ministério do Trabalho é o órgão responsável por essa fiscalização e impõe também todas as regras no que diz respeito à qualidade de vida do trabalhador.
É claro que a saúde ocupacional se torna também vantajosa para a própria instituição. 
Assim que ela oferece um ambiente realmente sadio e qualificado para a atuação de seus funcionários, é certo de que a realização das atividades trabalhistas no mesmo será muito melhor. 
Por isso, a empresa ganha um profissional muito mais motivado para a realização de seus trabalhos, e não há nenhuma influência de caráter ambiental que venha a atrapalhar o trabalho e a produtividade do mesmo.
Todos os empregadores devem observar atentamente o ambiente físico de suas instalações, tomando sempre medidas necessárias para colocar seus empregados o mais distante possível de riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos.
Para saber realmente quais são esses riscos, deve-se realizar uma vistoria com profissionais especializados em Segurança do Trabalho, esses profissionais levantarão quais os riscos existentes em todos os ambientes de sua empresa, e indicarão ações a serem tomadas para evitar a ocorrência de acidentes, estas ações vão desde mudança de lay-out da empresa até utilização de Equipamentos de Proteção Individual – EPI, conforme as regras da saúde ocupacional.
Todas essas ações devem ser elaboradas por Técnicos de Segurança do Trabalho, inscritos nas DRT de sua região e Engenheiros de Segurança do Trabalho filiados ao CREA.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

O Incrível Poder da Gentileza


Um pessoa berra ao celular; 
a impaciência domina outra ao volante; 
dois usuários do metrô tentam embarcar e desembarcar ao mesmo tempo; 
duas pessoas chocam-se na rua e se entreolham com hostilidade… 

E é preciso recordar o ponto alto desse cenário: as divergências políticas do ano de 2018, onde o país — dividido entre virtuosos e degenerados — virou um campo de guerra. Paira no ar a tensão de uma crise instalada. 

As razões são muitas, mas uma salta à vista: a falta de gentileza. O fenômeno é explicado pelos especialistas como um efeito colateral do individualismo e do estilo de vida acelerado. Não há tempo, nem espaço — aliás, sequer enxerga-se o outro.

Mas a pressa não é o único entrave. Há uma espécie de preconceito contra a gentileza. As boas maneiras são encaradas como algo fora de moda, falso, um verniz para esconder o que se sente. O que é um grande equívoco. 

Primeiro porque alguns gestos de cortesia não valem pelo seu valor de verdade, são do domínio do ritual. Quando dou “bom dia” a alguém, raramente estou desejando que a pessoa tenha um dia bom, na verdade, o que digo é “estou aqui e vi que você também está”. 

O termo “grato” vem do latim “gratia” que significa “receber uma graça”, “um favor divino”. Ao dizer “obrigada” a alguém que segurou a porta do elevador, não acho que ela me concedeu uma dádiva celestial. 

São convenções que acolhem, demonstram respeito e facilitam o contato com o outro. Não é sem razão que o Japão, que ainda conserva rituais milenares, é considerado o país mais gentil do mundo. O respeito pelo outro — comunicado através de gestos de gentileza — garante a harmonia e a ausência de conflito – tão valorizados na cultura japonesa. 

Quem não se encantou com o comportamento do Japão na Copa do Mundo? Após a sofrida derrota frente aos belgas, a seleção nipônica deixou o balneário impecavelmente limpo e uma nota de “Obrigado” — escrita em russo — para os seus anfitriões.

Seguido do preconceito, vem a dificuldade da prática. Conviver é um jogo de equilíbrios complexos: precisamos do nosso espaço e de respeitar o espaço do outro; devemos ser discretos, mas atenciosos; interessados, mas não invasivos… 


A todo momento corremos o risco de aborrecer e ser aborrecido, irritar e ser irritado… Mafalda, célebre personagem do cartunista Quino diz que “É muito fácil amar a humanidade, difícil mesmo é amar as pessoas”. 
Amar quem está longe é fácil, amar o próximo — quem está na sua casa, na sua rua — é muito mais difícil.

A gentileza faz bem

Porém, não há outra forma. A ligação com o outro faz parte da nossa natureza. Somos gregários, está no nosso DNA. 

Precisamos do outro e só estamos bem quando estamos bem com o outro. A experiência do acolhimento, da partilha, do afeto, da sensação de plenitude só se dá com o outro. E quando estamos mal, também é com o outro. Cultivar atos de incivilidade abre a porta para a aspereza, para a agressão e para relações que machucam. 

Seja qual for o cenário, os ganhos e os prejuízos são para todos. Quando anos atrás, o povo brasileiro e o próprio presidente da república pediram ao técnico para incluir Romário na seleção, ele respondeu com um sonoro “não”. Concordava que era um grande jogador, mas era um indivíduo conflituoso e desagregador, portanto, não era bom para a equipe, para o todo. 

Alguns questionam o sucesso de Gisele Bündchen. Por que faz tanto sucesso se há outras modelos tão ou mais bonitas do que ela? A resposta do seu agente? “Ela é gentil, sabe fazer bons ambientes; todos adoram trabalhar com ela”.

Há uma analogia que mostra que a gentileza é semelhante a partilha. Se você tem uma vela acesa e deixa que o outro acenda a vela dele na sua, você não perde luz, o outro ganha luz e tudo fica muito mais iluminado.

Gentil X hostil

É possível ser gentil diante da raiva e da frustração do outro? É e recomenda-se. 

A gentileza pode minimizar o conflito e criar um cenário favorável para acordos e consensos.

 E também pode evitá-lo. Recentemente fui a uma festa na casa de uma amiga e ela comentou que estava muito feliz na sua nova moradia. O único problema era o vizinho alemão. 

Em quatro meses, ele havia reclamado três vezes do barulho e, em uma das vezes, tinha chamado a polícia. Comentou que era uma pessoa muito rude e tinha deixado claro que não toleraria barulho após às 23 horas. 

Fiquei preocupada. Relembrei a ela que o aniversário seria no dia seguinte, portanto, cortaríamos o bolo à meia-noite. Sugeri que ela deveria comunicar ao alemão. Ela argumentou que estava “na sua casa”; eu concordei, mas acrescentei que ela vivia num condomínio. Ela abriu muito os olhos, calçou os sapatos e decidiu: “vou falar com o alemão”. E assim fez. Bem… veio o jantar, veio o eufórico “parabéns”, veio o barulho… mas o alemão não veio.  

Exercite-se!

A segunda dificuldade é autoconstruída. Para escapar da responsabilidade de incluir o outro — e justificar um comportamento impróprio — muitos se apegam ao “não sou falso”, “tenho personalidade forte”, “sou frontal”. 

Munidos dessas muletas, a menor contrariedade, partem para a vida num desespero canalha, atirando para todos os lados. Qualquer um que cruze o seu caminho é visto como responsável pelo seu mau humor, seu dia ruim e, portanto, um alvo a abater. E há muitos assim. Estão por toda parte. Como lidar? 

Neutralize-os com gentileza. E se você estiver na categoria do “definitivamente não sou afável e não me sinto confortável nesse papel” e os atos de gentileza faz com que você pareça exteriormente o que você não é interiormente. Há solução. O homem está em construção e essa construção é feita através do exercício, da prática. Aristóteles afirma que o bom arquiteto é o que faz boas casas. 

De tanto exercitar, um dia a gentileza fará parte da sua personalidade. E será tão natural em você que ninguém dirá que é uma virtude recém conquistada. Pratique!

Por: MARGOT CARDOSO (@margotcardoso)

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Princípios Fundamentais do Trabalho em Equipe

Trabalho em equipe significa sinergia, integração, interação e produtividade. Quando diferentes indivíduos unem suas forças, habilidades, talentos e capacidades para produzir algo singular, o resultado final, evidentemente, é algo que dificilmente um único indivíduo poderia produzir. 
É claro que o trabalho mais introspectivo, individual, tem o seu respectivo valor, mas contribuir como integrante de uma equipe para a criação de um projeto, ou do trabalho de um cliente, pode ser uma experiência tão formidável quanto gratificante. No entanto, ainda que um trabalho em equipe não possa ser considerado difícil, nem todas as pessoas mostram qualificações para tal. 
Afinal, o que é necessário para realizar um trabalho em equipe prático e eficiente?
Evidentemente, o primeiro passo é respeitar a hierarquia. Fazer apenas aquilo que nos foi solicitado, evitando desnecessária intromissão nas competências alheias. Se existe algum espaço para que possamos contribuir com iniciativas e sugestões, sempre é bom fazer um uso equilibrado do mesmo. 
Devemos ser objetivos e concisos em qualquer explanação que, por ventura, venhamos a agregar, e não devemos interromper os colegas que também queiram contribuir com suas ideias. 
Ter exata noção do seu espaço, e não interferir no espaço dos colegas, é fundamental para desenvolver uma saudável dinâmica de grupo. Lembre-se: o resultado final do projeto será uma coleção das melhores ideias de cada indivíduo, e não as ideias ou conceitos de um único integrante da equipe. Portanto, sinta-se à vontade para agregar, mas lembre-se de respeitar as opiniões e contribuições dos seus colegas, mesmo quando são divergentes das suas. Elas são tão importantes quanto.

Mas em quê, exatamente, estarei apto a contribuir?

Normalmente, uma equipe é constituída por diferentes indivíduos, com diferentes competências. Usar suas habilidades da melhor maneira possível é a forma mais eficiente de contribuição. 
A grande vantagem de um trabalho em equipe é que seus muitos integrantes estarão aptos a contemplar inúmeras soluções para um grande número de problemas, primariamente, porque cada pessoa enxergará o projeto – e não apenas o projeto em si, mas cada uma de suas etapas –, por diferentes perspectivas. Desta maneira, cada um poderá contribuir, da sua maneira, para a execução do trabalho em questão. 

O que deve ser feito é um encadeamento, uma simbiose, das melhores ideias, para a obtenção do melhor resultado. Tudo, é claro, buscando executar um trabalho de qualidade, capaz de superar as expectativas do cliente.
Como a maioria de nós trabalha com outras pessoas, desenvolver um trabalho conjunto não costuma ser um desafio tão grande assim. 
Quando cada um dos integrantes sabe o seu lugar no grupo, além da maneira apropriada de executar suas funções, um trabalho em equipe pode tornar-se uma tarefa satisfatória e recompensadora, que agrega valores profissionais em cada um dos envolvidos, nos ensinando a respeitar e a valorizar o trabalho alheio.
Trabalhos em equipe, no entanto, podem ser desgastantes com os indivíduos errados. Em uma equipe, ninguém é melhor do que ninguém. Humildade e modéstia, sem dúvida nenhuma, são qualidades e valores fundamentais para o desenvolvimento de uma boa dinâmica de grupo. 
Funcionários egocêntricos, individualistas, arrogantes ou prepotentes não raro comprometem a sinergia e o desempenho do que poderia ser uma boa equipe. Se, em virtude de suas competências e qualificações, indivíduos deste calibre vierem a integrar o grupo, é altamente recomendável que o responsável pelo projeto chame a atenção do funcionário em questão para a sua atitude.
Evidentemente, um trabalho em grupo não deve ser destituído da figura do líder, aquele indivíduo que, perante o cliente, é o responsável pelo projeto, sendo também o indivíduo que cobrará resultados individuais de cada integrante, verificando a qualidade do trabalho. É ele que não permitirá que a anarquia se instaure, e ficará cobrando todos, para que não passem do prazo. O líder, no entanto, ainda que, perante o cliente, seja o realizador, ou o idealizador do projeto, não deve nunca reclamar toda a glória do êxito única e exclusivamente para si. Sabiamente, ele irá reconhecer a importância do trabalho de cada integrante da equipe, valorizando as qualidades e competências de cada um dos envolvidos.

Um trabalho em equipe bem desenvolvido nos propicia uma grande sensação de realização. Muito melhor do que trabalhar sozinho, onde não desenvolvemos uma percepção abrangente a respeito da tarefa em questão, ou do nosso desempenho em particular, o trabalho em equipe nos oferece, além de um profundo senso de obrigação e dever, uma projeção de diferentes perspectivas, ao passo que, muito mais do que ensinar, buscamos aprender com os outros. Compreendendo como diferentes profissionais reagem aos mesmos desafios criativos e produtivos que nós, desenvolvemos uma categoria muito pessoal de aprendizado, que, por sua vez, nos instiga a um nível mais profundo e sensível de aprimoramento. Isto, sim, desenvolverá em nós as competências de um profissional maduro, ágil, responsável e comprometido com o sucesso da empresa.