terça-feira, 7 de novembro de 2017

O Que é TPM (Manutenção Produtiva Total)

Fundamentos: 
TPM - Total Productive Maintenance (Manutenção Produtiva Total), significa a falha zero e quebra zero das máquinas, ao lado do defeito zero nos produtos e perda zero no processo.


O TPM é o resultado do esforço de empresas japonesas em aprimorar a manutenção preventiva que nasceu nos Estados Unidos. Este trabalho iniciou-se por volta de 1950. Dez anos depois o Japão evoluiu para o sistema de manutenção da produção. Por volta de 1971, o TPM foi formatada no estilo japonês através da cristalização de técnicas de manutenção preventiva, manutenção do sistema de produção, Prevenção da Manutenção e engenharia de confiabilidade.


Após   a   criação   do   prêmio   PM  pelo JIPM - Japanese Institute of Plant Maintenance, órgão responsável pela veiculação e implementação das atividades no Japão, o TPM ganhou grande importância nas empresas como uma técnica para busca de melhor eficácia no relacionamento homem-máquina. O primeiro prêmio foi concedido justamente em 1971 à uma empresa integrante do grupo Toyota (Nippon Denso Co. Ltd.).


Há várias traduções para o TPM, sendo as mais freqüentes:

  • Manutenção Produtiva Total;
  • Manutenção Total da Produção;
  • Melhoria da Produtividade Total;
  • Manutenção da Produtividade Total.
A primeira tradução tem sido um dos grandes obstáculos à implantação do TPM, pois leva ao entendimento de que sua aplicação é restrita às atividades de manutenção do estado físico dos equipamentos. Já há uma corrente norte-americana e européia que dá a letra “M” , a denominação de “Management”, tornando o TPM uma filosofia de “Gerenciamento da Produtividade Total”.

O TPM tem as seguintes características:

  • Um sistema que engloba todo o ciclo de vida útil da máquina e do equipamento;
  • Um sistema onde participam a engenharia, a produção e a manutenção;
  • Um sistema que congrega a participação de todos os níveis hierárquicos da empresa;
  • Processo motivacional na forma de trabalho em equipe.
A letra M, reflete uma alteração e ampliação do conceito de manutenção na ordem descrita abaixo:

Conceito primitivo: Manter é consertar o que quebrou;


Conceito tradicional : Manter é conservar o estado dos equipamentos como na condição de novo. Esta prática não é suficiente para aumentar a receita.


Conceito evoluído: Manter é conservar o nível máximo do volume de produção. Conquistado pela maior integração entre as funções operação e manutenção. Esta prática não é suficiente para gerar lucro.


Conceito do TPM-Fase 1: Manter é conservar o nível máximo da produtividade (Receita/Custo). Ainda não suficiente para garantir supremacia sobre os concorrentes.


Conceito do TPM-fase 2: Manter é conservar o ritmo das melhorias, das mudanças e das transformações.


A letra T, que deriva da palavra total, apresenta os seguintes significados:

  • Rendimento total das máquinas, proveniente da maximização do rendimento operacional global;
  • Sistema total, proveniente do enfoque global do envolvimento da engenharia, produção e manutenção;
  • Abrangência de todo o ciclo de vida dos equipamentos, desde o projeto conceitual até a sua desativação;
  • Participação de todos.
As etapas a serem desenvolvidas na implementação de TPM compreendem atividades preparatórias, o lançamento e a execução dos "cinco pilares básicos" que obrigatoriamente suportam o programa. São eles:

I.    Melhorias individuais (incorporação de melhorias específicas e individualizadas nas máquinas);


II.    Manutenção Autônoma (estruturação para condução da manutenção voluntária ou autônoma pelos operadores);


III.     Manutenção Planejada (estruturação do órgão de manutenção);


IV.     Educação e Treinamento (capacitação técnica e busca de novas habilidades, tanto para os elementos da produção como para os de manutenção);


V.    Prevenção da Manutenção (estruturação para controle dos equipamentos desde o projeto conceitual).


Com o objetivo de ampliar o TPM para todos os departamentos e transformá-lo numa “filosofia” gerencial, a partir de 1989 foram adicionados mais três pilares:


VI.     Manutenção da Qualidade (abordagem do gerenciamento dos equipamentos para garantir a qualidade intrínseca do produto e reduzir custos com retrabalho/reprocessamento).

VII.     Melhorias Administrativas (introdução de ataque às perdas nas áreas de apoio)

VIII.     Segurança, Saúde e Meio-Ambiente (abordagem dos impactos do processo produtivo na saúde e segurança das pessoas e no meio ambiente da vizinhança da planta/fábrica).


O TPM rompe a tradição quanto ao tratamento dado à máquina ou equipamento, através de uma mudança de postura dos três órgãos relacionados:


1.    Produção  : Os operadores passam a ser co-responsáveis pelas atividades de manutenção mais simples (inspeção usando os sentidos, reapertos, ajustes, limpeza e lubrificação).


2.    Manutenção: É responsável pelo treinamento dos operadores nas atividades mais simples de manutenção, e continua responsável por tarefas mais complexas, procurando manter a confiabilidade do equipamento.


3.    Engenharia: Passa a ser alimentada mais eficazmente pela manutenção e produção, sobre os problemas provocados por deficiência no projeto do equipamento, possibilitando uma atuação direta no projeto ou aquisição de novos equipamentos, ou desenvolvendo mudanças no próprio equipamento existente.


Perdas atacadas pelo TPM


TPM visa a maximização da performance operacional dos equipamentos e do processo como um todo.

Para alcançar-se este objetivo, deve-se eliminar ou reduzir as perdas  que  acarretam  um  desempenho  negativo aos equipamentos. Estas perdas são classificadas em 16 tipos agrupadas didaticamente da seguinte forma:


As Perdas que influenciam a Eficiência dos Equipamentos:

  • Manutenção Programada
  • Defeito/Falha do Equipamento
  • Ajustes do Equipamento
  • Troca de Ferramental/Gabaritos
  • Pequenas Paradas e Ociosidade
  • Redução do Desempenho
  • Correção de Defeitos
  • Defeito no início de Funcionamento
As Perdas que influenciam a Eficiência das Pessoas
  • Falhas Administrativas (espera por instruções e por materiais)
  • Falhas Operacionais
  • Desorganização da Linha de Produção
  • Falhas da Logística
  • Medições e Ajustes Excessivos
As Perdas que influenciam a Eficiência da Utilização de Materiais e Energia
  • Desperdício de Energia
  • Perdas de materiais (defeito, acionamento inicial, cortes, peso, excessos)
  • Matrizes, Ferramentas e gabaritos
Analisando apenas as perdas operacionais, ou seja, aquelas que estão ligadas diretamente à operação dos equipamentos, estas perdas variam entre produção seriada e produção contínua. 

Para a produção seriada há "seis grandes perdas":

  • Perda por Parada:
1- Perda por parada acidental

2- Perda durante a mudança de linha

  • Perda por Baixo Rendimento:
3- Pequenas Paradas/ Operação em vazio

4- Queda de velocidade de produção

  • Perdas por Defeitos:
5- Defeito no processo

6- Defeito no início do processo


Para a produção contínua há “oito grandes perdas”

  • Perda por parada Programada:
1-     Perda por Parada de manutenção

2-     Perda por ajuste de produção 

  • Perdas por Paradas Acidentais
3-     Falha do Equipamento

4-     Falha do Processo

  • Perdas por Baixo Rendimento
5-     Perda Normal de produção

6-     Perda Anormal de produção

  • Perdas por defeitos
7-     Produtos defeituosos

8-     Reprocessamento


Benefícios do TPM


O TPM busca a falha zero e quebra zero das máquinas, ao lado do defeito zero nos produtos e perda zero no processo. Isto representa um incremento da produtividade e, por conseqüência, uma maior competitividade para a empresa.

Os objetivos do TPM podem ser classificados de acordo com seguintes itens de controle abaixo:


QUALIDADE

Redução do nível de produtos defeituosos

Redução do número de reclamações internas e externas


PRODUTIVIDADE

Aumento do volume de produção por operadores

Aumento da disponibilidade operacional das máquinas

Redução de paradas acidentais das máquinas

CUSTO

Economia de Energia

Redução do custo de manutenção ao longo do tempo

Simplificação do processo (redução de etapas)
Redução do volume estocado


ATENDIMENTO

Aumento do cumprimento do prazo


MORAL

Aumento do número de sugestões

Redução do absenteísmo

Redução/eliminação dos acidentes de trabalho

MEIO-AMBIENTE

Redução/Eliminação da poluição e de gastos com tratamento de rejeitos



Copiado: http://www.pdca.com.br/site/portal-tpm.html

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

LINGUAGEM CORPORAL: 20 indicadores mais populares

A comunicação não depende só de palavras. Seu corpo também fala. Confira quais são os 20 indicadores mais populares de linguagem corporal

Comunicação vai muito além das palavras. O tom de voz que utilizamos para dizer algo pode mudar drasticamente o sentido da frase. Não só isso, a maneira como nos colocamos, ou seja, o posicionamento de nosso corpo durante uma conversa pode indicar o que realmente queremos passar, mas não falamos diretamente.
Diversos movimentos do nosso corpo não são conscientes e, por isso, não há como controlá-los enquanto não os percebemos. Tais movimentos podem ser interpretados de várias maneiras e podem nos dizer muito sobre quem observamos, sendo importante em muitas relações de nossas vidas, contanto que saibamos o que cada um deles significa. 
Confira abaixo 20 indicadores mais populares de linguagem corporal: 
  1. Quão perto eles estão?
Uma boa forma de saber se uma pessoa está confortável com você é reparar na proximidade física que é mantida por ela. Então, para saber se alguém se sente bem com a sua presença, sente-se perto dela ou esbarre levemente e observe sua reação.
2. Olhar para baixo
Olhares costumam mostrar mais emoção do que qualquer palavra ou movimento do corpo. Uma das maneiras mais comuns de manifestar tristeza é desviar o olhar para baixo - mesmo que a pessoa tente esconder com um sorriso, por exemplo. Esse tipo de linguagem corporal também pode indicar vergonha ou desconforto.

3. Mãos incansáveis
Como um sinal de impaciência, as pessoas tendem a mover suas mãos incontrolavelmente, algumas vezes "batucando" em mesas ou em suas pernas. Se você está conversando com alguém e a reação é a citada anteriormente, é provável que você não esteja sendo ouvido completamente.

4. Pernas incansáveis
Da mesma forma que as mãos, pernas se movendo freneticamente, seja cruzando e descruzando as pernas ou batendo com os pés em um ritmo frequente, também mostram impaciência.

5. Mãos na cintura
Esse sinal corporal precisa de atenção. Se alguém está com as mãos na cintura significa que toda a paciência foi perdida ou que provavelmente está muito bravo.

6. Coçar a cabeça
Geralmente, o ato de coçar a cabeça é atribuído a dúvidas e confusão. Porém, pode ter mais de um significado: em áreas onde a violência é predominante, como em prisões ou lutas de UFC, as pessoas aproximam seus rostos e encostam suas cabeças uma na outra como uma forma de desafio.

7. Segurar as mãos atrás das costas
Este é um dos sinais mais ambíguos presentes nesta lista. Pode ser um sinal de respeito, como as pessoas são ensinadas no exército, ou um sinal de poder, como na máfia. É preciso ter atenção em outros sinais para conseguir diferenciar o significado deste em específico.
8. Mãos fechadas como punhos
Quando nervosas e frustradas, as pessoas tendem a fazer esse sinal. Como uma forma de indicar violência, é provável que, ao discutir com alguém que se encontra com as mãos fechadas dessa maneira, as coisas deem errado.

9. Tocar
Com um significado quase universal porém vastamente diferente, o ato de tocar alguém – quando de maneira não violenta – significa, na maioria das vezes, que a pessoa está confortável com você.

10. Braços cruzados
Normalmente, cruzar os braços é visto como uma maneira de demonstrar irritação. Porém, na verdade, esse ato é normalmente usado como uma posição defensiva. Em geral, demonstra desconforto e é uma forma de confortar a si mesmo.

11. Olhar para cima de felicidade
Comumente, após um atleta ganhar uma partida, marcar um ponto ou fazer um bom movimento, a primeira coisa que fazem é olhar para cima. Demonstra felicidade por conquistar algo que os alivia.

12. Surpresa!
Ao levantar os olhos ou as sobrancelhas, a pessoa está claramente surpresa ou chocada com alguma situação. Não há outra interpretação possível para este sinal. Portanto, não é apenas uma linguagem corporal popular, mas é também muito facilmente identificada.

13. Procurar em volta por algo melhor a fazer
Uma maneira comum de demonstrar tédio em uma situação é esta: olhar em volta, como se procurasse por algo mais interessante. Nem sempre é uma ação consciente. A pessoa pode não saber que não está interessada no assunto, porém acaba agindo dessa forma automaticamente, fazendo com que seja muito fácil identificar sua indiferença.

14. Pisotear
Normalmente, esse tipo de linguagem corporal é mais utilizado por crianças quando estão bravas, mas alguns adultos acabam fazendo o mesmo eventualmente. Não só como um sinal de raiva, também é usado como uma maneira de intimidar.

15. Limpar a garganta
Limpar a garganta não é apenas algo que fazemos quando estamos doentes. É também um sinal de ansiedade ou nervoso. Por exemplo, quando algum comediante faz uma piada e o público não demonstra ter gostado, é comum que ele limpe a garganta, como se tentasse desviar a atenção do recente ocorrido.

16. Projetar o peito para frente
Essa é uma característica que os seres humanos copiaram dos animais. Muitas vezes, os homens projetam o peitoral para frente como uma maneira de intimidar o outro ou para parecerem mais fortes. Esse sinal também é demonstrado quando encontram uma mulher a quem se sintam atraídos.

17. Observe como você anda
A linguagem corporal também pode ser analisada com pessoas em movimento, já que o jeito de andar pode dizer muita coisa. Por exemplo: alguém que está correndo está obviamente com pressa para chegar a algum lugar. Pessoas que andam com uma postura torta, curvada para baixo, mostram depressão.

18. Fechar os olhos
Para mostrar frustração, irritação e impaciência, tornou-se muito comum que as pessoas fechem os olhos como um sinal, como se estivessem analisando seus pensamentos para lidar com os problemas.

19. Esfregar os olhos pode mandar mensagens misturadas
Em geral, essa linguagem corporal demonstra cansaço. Mas, dependendo de como é utilizada, pode também mostrar desconforto com algo que foi dito por outra pessoa, como um sinal de desgosto.

20. Encarar
Há duas razões pelas quais as pessoas costumam encarar: atração é a razão principal. A outra é para passar dominância. Se você está encarando alguém e a pessoa responde ao olhar, o primeiro a quebrar o contato visual é o menos dominante.

Esses 20 itens são apenas um pequeno resumo das formas que a linguagem corporal pode se manifestar, já que há muitas outras maneiras como o corpo se revela mandando mensagens a todo o tempo. Uma vez que você aprende a controlar esses movimentos, suas ações passarão a, literalmente, falar mais alto que palavras.
Copiado: http://noticias.universia.com.br/

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Economia Circular

O modelo econômico “extrair, transformar, descartar” da atualidade depende de grandes quantidades de materiais de baixo custo e fácil acesso, além de energia. Esse modelo está atingindo seus limites físicos. Uma economia circular é uma alternativa atraente e viável que as empresas já começaram a explorar.

Conceito 
  • Uma economia circular é regenerativa e restaurativa por princípio. Seu objetivo é manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor o tempo todo. O conceito distingue os ciclos técnicos dos biológicos.
Conforme concebida por seus criadores, a economia circular consiste em um ciclo de desenvolvimento positivo contínuo que preserva e aprimora o capital natural, otimiza a produção de recursos e minimiza riscos sistêmicos administrando estoques finitos e fluxos renováveis. Ela funciona de forma eficaz em qualquer escala.

Princípios

A economia circular oferece diversos mecanismos de criação de valor dissociados do consumo de recursos finitos. Em uma economia circular verdadeira, o consumo só ocorre em ciclos biológicos efetivos. Afora isso, o uso substitui o consumo. Os recursos se regeneram no ciclo biológico ou são recuperados e restaurados no ciclo técnico. No ciclo biológico, os processos naturais da vida regeneram materiais, através da intervenção humana ou sem ela. No ciclo técnico, desde que haja energia suficiente, a intervenção humana recupera materiais e recria a ordem em um tempo determinado. A manutenção ou o aumento do capital têm características diferentes nos dois ciclos.
A economia circular fundamenta-se em três princípios, cada um deles voltado para diversos desafios relacionados a recursos e sistêmicos que a economia industrial enfrenta.
  • Princípio 1: Preservar e aumentar o capital natural
... controlando estoques finitos e equilibrando os fluxos de recursos renováveis.
Isso começa com a desmaterialização dos produtos e serviços – com sua entrega virtual, sempre que possível. Quando há necessidade de recursos, o sistema circular seleciona-os com sensatez e, sempre que possível, escolhe tecnologias e processos que utilizam recursos renováveis ou apresentam melhor desempenho. Uma economia circular também aumenta o capital natural estimulando fluxos de nutrientes no sistema e criando as condições necessárias para a regeneração (como, por exemplo, a do solo).

  • Princípio 2: Otimizar a produção de recursos
... fazendo circular produtos, componentes e materiais no mais alto nível de utilidade o tempo todo, tanto no ciclo técnico quanto no biológico.Isso é sinônimo de projetar para a remanufatura, a reforma e a reciclagem, de modo que componentes e materiais continuem circulando e contribuindo para a economia.Sistemas circulares usam circuitos internos mais estreitos sempre que preservam mais energia e outros tipos de valor, como a mão de obra envolvida na produção. Esses sistemas também mantêm a velocidade dos circuitos dos produtos, prolongando sua vida útil e intensificando sua reutilização. Por sua vez, o compartilhamento amplia a utilização dos produtos.Sistemas circulares também estendem ao máximo o uso de materiais biológicos já usados, extraindo valiosas matérias-primas bioquímicas e destinando-as a aplicações de graus cada vez mais baixos
  • Princípio 3: Fomentar a eficácia do sistema 
... revelando as externalidades negativas e excluindo-as dos projetos.
Isso inclui a redução de danos a produtos e serviços de que os seres humanos precisam, como alimentos, mobilidade, habitação, educação, saúde e entretenimento, e a gestão de externalidades, como uso da terra, ar, água e poluição sonora, liberação de substâncias tóxicas e mudança climática.
Características
Embora os princípios de uma economia circular atuem como princípios para a ação, as seguintes características fundamentais descrevem a economia circular pura:
  • Design sem resíduo

Resíduos não existem quando os componentes biológicos e técnicos (ou 'materiais') de um produto são projetados com a intenção de permanecerem dentro de um ciclo de materiais biológicos ou técnicos, concebidos para desmontagem e ressignificação.

Os materiais biológicos não são tóxicos e podem ser, simplesmente, compostados. Materiais técnicos, como polímeros, ligas e outros materiais sintéticos são projetados para ser usados novamente com o mínimo de energia e maior retenção de qualidade (ao passo que a reciclagem, como normalmente entendida, resulta numa redução da qualidade e realimenta o processo com matéria prima bruta).

  • Criar resiliência através da diversidade 

Modularidade, versatilidade e adaptabilidade são características que precisam ser priorizadas em um mundo de incertezas e em rápida evolução. Sistemas diversos com muitas conexões e escalas são mais resistentes a choques externos do que os sistemas construídos simplesmente para a eficiência – maximizando o rendimento a partir de resultados extremos nas fragilidades.

  • Transitar para o uso de energia proveniente de fontes renováveis 

Os sistemas devem operar com energia renovável - energia renovável, o que é permitido pelos reduzidos limiares dos níveis de energia exigidos por uma economia circular e restaurativa. O sistema de produção agrícola se baseia no atual rendimento da energia solar, mas quantidades significativas de combustíveis fósseis são utilizadas em fertilizantes, máquinas, processamentos e através da cadeia de produtiva. Sistemas alimentares e agrícolas mais integrados reduziriam a necessidade de insumos à base de combustíveis fósseis e capturariam mais valor energético dos subprodutos e adubos.

  • Pensar em 'sistemas'

A capacidade de compreender como as partes se influenciam mutuamente dentro de um todo, e as relações do todo com as partes, é essencial. Os elementos são considerados em relação ao seu contexto ambiental e social. Embora uma máquina também seja um sistema, ela está claramente delimitada a ser determinista. O pensamento sistêmico geralmente refere-se à maioria esmagadora do sistemas do mundo real: são não-lineares, ricos em feedback (retroalimentação), e interdependentes. Em tais sistemas, imprecisas condições de partida combinadas com feedback levam a consequências muitas vezes surpreendentes, e a resultados que frequentemente não são proporcionais à entrada (feedback 'não amortecido' ou descontrolado).

Tais sistemas não podem ser geridos no sentido convencional, "linear", exigindo, pelo contrário, mais flexibilidade e frequente adaptação a mudanças das circunstâncias.

  • Pensar em cascatas

Para os materiais biológicos, a essência de criação de valor reside na possibilidade de extrair valor adicional de produtos e materiais em cascata através de outras aplicações. Na decomposição biológica, seja ela natural ou em processos de fermentação controlada, o material é desintegrado em fases por microorganismos como bactérias e fungos que extraem energia e nutrientes dos carboidratos, gorduras e proteínas encontrados no material. Por exemplo, uma árvore indo para o forno renuncia o valor que poderia ser aproveitado através das etapas de decomposição por meio de usos sucessivos da madeira e produtos madeireiros antes da degradação e eventual incineração

Escolas de pensamento

O conceito de economia circular tem origens profundamente enraizadas que não podem ser ligadas a uma única data ou autor. Suas aplicações práticas para os sistemas econômicos modernos e processos industriais, no entanto, adquiriram uma nova dinâmica desde o fim da década de 1970, lideradas por um pequeno número de acadêmicos, líderes intelectuais e empresas.
O conceito genérico tem sido aperfeiçoado e desenvolvido pelas seguintes escolas de pensamento:

  • Design Regenerativo - Nos Estados Unidos, John T. Lyle começou a desenvolver ideias de design regenerativo que poderiam ser aplicados para todos os sistemas, ou seja, para além da agricultura, para o qual o conceito de regeneração havia sido formulado anteriormente.
  • Economia de Performance - Walter Stahel, arquiteto e economista, em 1976 esboçou em seu relatório de pesquisa para a Comissão Europeia, “O Potencial de Substituir Mão-de-Obra por Energia”, em coautoria com Genevieve Reday, a visão de uma economia em ciclos (ou economia circular) e seu impacto na criação de emprego, competitividade econômica, redução de recursos e prevenção de desperdícios.
  • Cradle to Cradle – Do berço ao berço - Essa filosofia de projeto considera todos os materiais envolvidos nos processos industriais e comerciais para serem nutrientes, dos quais há duas principais categorias: técnicos e biológicos. 
  • Ecologia Industrial - “Ecologia industrial é o estudo dos fluxos de materiais e energia nos sistemas industriais”. Concentrando-se em conexões entre operadores dentro do “ecossistema industrial”, essa abordagem visa à criação de processos de ciclo fechado nos quais os resíduos servem como insumo, eliminando assim a noção de um subproduto indesejável. 
  • Biomimética - Janine Benuys, autora de Biomimética: Inovação Inspirada pela Natureza, define sua abordagem como uma "nova disciplina que estuda as melhores ideias da natureza e então imita esses designs e processos para solucionar os problemas humanos”.


Copiado: https://www.ellenmacarthurfoundation.org

terça-feira, 24 de outubro de 2017

As 8 melhores cantadas para Administradores (Humor?????)

Na sala de aula, nos corredores da Faculdade e nas festas da Universidade, deixamos aqui uma pequena lista das melhores cantadas para administradores. E você, conhece mais alguma?

1. Durante a aula de Análise de Mercado

“Você não faz parte da Matriz BCG, mas é a estrela da minha vida. Tem alta participação no meu mercado e me faz ter altas taxas de crescimento"

2. Durante a aula de Economia

“Nossa! Você é Dólar ou Euro? Real não pode ser”


3. Durante a aula de Marketing

“Na pirâmide de Maslow você é a minha Realização Pessoal"


4. No trabalho de Lean

“Não sou Kaizen, mas farei parte do seu processo de melhoria”

5. Durante a aula de Gestão de Projetos

“Me chama de projeto que eu serei o seu escopo”



6. Durante o estágio

“Hoje quero te usar mais que excel!(serve também HP)”




7. Durante a aula de Empreendedorismo


“Pode vir que hoje eu estou mais fácil que abrir um CNPJ” (Mas também, tem algo mais difícil que isso?)


8. Nos corredores da Faculdade

“Me chama de pequena empresa que eu te mostro o grande negocio" Essa é clássica kkkk


Copiado: https://www.docsity.com

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Qual a Diferença entre E-Mail Corporativo e E-Mail Gratuito?

Já parou para pensar o poder que um e-mail tem sobre suas operações comerciais? E indo mais além, já analisou a diferença entre um e-mail corporativo e um e-mail gratuito e como eles podem influenciar nas suas vendas aumentando as possibilidades de negócios?
Essa reflexão é importante, porque mesmo com o avanço constante da tecnologia e a disponibilidade de tantos aplicativos que facilitam a comunicação, o e-mail continua sendo a forma mais utilizada pelas empresas para trocar informações a respeito do negócio.
O mais importante é que essa ferramenta usada estrategicamente é capaz de influenciar na construção de novas parceiras e novos negócios. Continue a leitura e descubra como aplicar na sua empresa uma comunicação via e-mail que renda novos contratos e aumento de seus lucros.

E-mail Corporativo e E-mail Gratuito

Ambos têm o objetivo de comunicar e levar informações de forma rápida e eficiente, porém possuem algumas diferenças importantes.
O e-mail corporativo é uma plataforma personalizada onde se utiliza o nome da empresa depois do @. O uso do e-mail corporativo transmite credibilidade e segurança, além de ser um grande diferencial para a empresa.
Já o e-mail gratuito é administrado por plataformas gratuitas como Hotmail, Gmail, Bol, entre outras. Nesse caso, ao contrário do e-mail corporativo, transmite uma imagem de empresa com falta de profissionalismo e que depende de outras corporações para se comunicar.
Certamente você deve ter vivenciado ou conhecer empresas que passaram por situações desfavoráveis em licitações por não possuir ferramentas que a posicionasse como uma empresa de qualidade e confiável, já que não tinha um e-mail corporativo, cartão de visita profissional e um website bem desenvolvido.
Assim, para que sua marca transmita profissionalismo e você possa negociar com confiança com seus fornecedores e clientes, sem medo de não contar com ferramentas que profissionalizam seu negócio, um e-mail corporativo é o primeiro passo para atender as exigências do mercado e fazer com que seu cliente valorize sua marca como ela realmente merece!

Vantagens do e-mail corporativo

  • Credibilidade: Empresas que optam pelo e-mail corporativo transmitem mais credibilidade e mostram mais profissionalismo. O cliente tem a segurança de que toda informação recebida é oficial da empresa. Sua empresa deixa de ser vista como quebra-galho e você um Freelancer que está brincando de ser empresário.
  • Customização: Os e-mails podem ser customizados com nome dos funcionários ou dos setores, dando um toque pessoal ao atendimento. Além disso
    , profissionaliza sua imagem, criando oportunidades para fechar contratos com grandes empresas, o que é quase impossível para empresas que usam e-mail gratuito e são encaradas como empresas de má qualidade.
  • Facilidade: Fica mais fácil para o cliente lembrar seu e-mail, diferente dos gratuitos, onde existem diversas opções que podemgerar dúvida no cliente e até mesmo perca de contratos por dificuldade no contato.
  • Reconhecimento da marca: Além de transmitir credibilidade, esse tipo de comunicação também reforça o reconhecimento da sua marca. Cada vez que seu e-mail circular estará fazendo mais pessoas lembrar-se da marca.
  • Arquivo: Possibilidade de arquivar documentos e informações importantes sobre seu negócio para futuras consultas com muito mais confidencialidade e segurança.
  • Reputação: A circulação de e-mails com o nome de sua empresa contribui para a internet criar uma reputação online sobre seu negócio, reduzindo as chances de suas mensagens serem enviadas para caixas de SPAM.
  • Controle de conteúdo: Permite personalizar as contas e controlar todo o conteúdo que está sendo divulgado via e-mail pelos funcionários da empresa.
  • Aumento de visitas no site: Através do e-mail corporativo as pessoas podem ser influenciadas a acessar o website da empresa para saber mais informações sobre seu negócio.
  • Cuidado com as informações: Em casos em que um funcionário sai da empresa, qualquer outro colega de trabalho pode ter acesso às suas mensagens e continuar controlando e exercendo as funções pertinentes ao cargo.
Diante desse cenário, podemos perceber que o e-mail corporativo é muito vantajoso e sem dúvidas deve ser a prioridade para empresas como a sua, que busca ampliar o leque de oportunidades para aumentar o faturamento. Então, amplie agora as possibilidades de negócio na sua empresa! Faça a diferença, contrate o serviço de e-mail corporativo e construa uma imagem profissional no segmento atuante.
Lembre-se que todos os detalhes são percebidos pelo cliente e fundamentais para influenciar na decisão de suas escolhas. Conte conosco para o sucesso de seus negócios!

Copiado: http://maisemaisvendas.com.br/

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A Síndrome De Gabriela

Certamente quem já passou dos 40 lembra da novela Gabriela, Cravo e Canela. Mais precisamente da protagonista: Sônia Braga. No auge da beleza ela dava vida ao personagem desejado pelos homens e invejado pelas mulheres: Gabriela. Mas o que tem a ver novela com o mundo corporativo? 
A novela em si quase nada, mas a música tema da trama brilhantemente escrita por Jorge Amado tem sim tudo a ver. Os versos cantados por Maria Bethânia traziam um tom brejeiro para o personagem e dizia assim: “eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim… Gabriela… sempre Gabriela”.

A partir destes versos eu afirmo: tem muita gente com síndrome de Gabriela! Quantas pessoas você conhece que repetem o discurso: eu nasci assim, e sou mesmo assim e não mudo, não mudo e não mudo! Tenho certeza que já se deparou com diversos colegas que falam, pensam e agem desta forma. 
O fato é que com tantas mudanças ocorrendo no mundo afora ainda tem gente que insiste em querer fazer tudo igual, sem chance de abrir uma possibilidade para o novo. Pior é quem acredita que essa postura retrógrada é boa para si e para a empresa. A única certeza que temos é que tudo mudará! Para uma empresa crescer é necessário passar por mudanças. Para um profissional ascender na carreira também. Claro que nem toda mudança é positiva, mas quanto mais resistimos ao inevitável, mais sofremos. Por isso, é preciso aprender sobre elas e com elas.

Realmente não é fácil lidar com as mudanças. Existem muitos fatores que levam as pessoas a lidar de forma negativa com as mudanças. Entre eles destaco três: a homeostase, o interesse pessoal e o pensamento de curto prazo. Existe uma velha frase no meio esportivo que reforça a idéia de homeostase: em time que está ganhando não se mexe. É aquela pessoa que quando sai de férias viaja sempre para o mesmo lugar e faz tudo sempre igual. Seguramente está perdendo a oportunidade de aprender com o novo e de descobrir outras possibilidades. 
Há pessoas que simplesmente não mudam por puro interesse pessoal. Infelizmente vemos diversos casos assim na política nacional, nas entidades de classe, em cargos de comando nas empresas e em outros ambientes onde estas pessoas se beneficiam de alguma forma com esta estagnação. O pensamento de curto prazo normalmente acomete as pessoas por falta de hábito em planejar. Enquanto há aqueles que vivem planejando e raramente fazem alguma coisa, há também outros que não pensam no futuro. Somente vivem suas vidas como aquela outra música do Zeca Pagodinho e que chamo de hino da inoperância: “deixa a vida me levar, vida leva eu…” Como tem gente nas empresas agindo assim e se sentindo o máximo.
O resultado de tudo isso é o medo! Basicamente as pessoas têm medo das mudanças por causa do medo. O medo nosso de cada dia: o medo de dar errado, o medo de não conseguir, o medo de se frustrar, o medo de arriscar, o medo do ridículo, o medo de não ser aceito, o medo de sentir medo.
Diante de tudo isso, será que é possível lidar bem com as mudanças? Claro que sim, mas para isso é preciso criar um ambiente corporativo favorável e que passa por alguns aspectos: melhorar a comunicação entre todos os níveis; fortalecer o pensamento estratégico e de longo prazo a todos os funcionários; preparar mais e melhor as lideranças; gerar oportunidades para que as pessoas tentem e participem sem o medo de punição; e fundamentalmente difundir o conhecimento, os planos de futuro e as expectativas do presente. Com estas ações é possível criar um clima interno de motivação para a mudança. 
Outro fato é que a mudança está cada vez mais acelerada. Com os avanços tecnológicos e das comunicações o mundo se torna constantemente mais veloz. Também temos o fator densidade populacional. Há mais pessoas no mundo o que aumenta a concorrência. Para se destacar em meio à multidão é preciso uma excelente capacidade de adaptação. As teorias de Charles Darwin também podem servir para o mundo corporativo. Ou seja, hoje em dia e no futuro sobreviverão aqueles que forem mais ágeis, mais rápidos, mais dinâmicos e assertivos. Portanto, fique alerta para perceber se você também não pegou o vírus da síndrome de Gabriela. O primeiro sintoma é começar a achar que tudo está bom do jeito que está!
Por: Rogério Martins - http://www.rhportal.com.br