quinta-feira, 4 de agosto de 2016

4 Mitos Sobre a Computação em Nuvem Desvendados

Você já compreende que a computação em nuvem é importante para o seu negócio, mas por qual razão você ainda não colocou os dados da sua empresa para rodar em cloud?
Segundo uma pesquisa da Dell, 90% das pequenas e médias empresas brasileiras afirmam ter ou já planejam contratar algum tipo de aplicação em nuvem. Com este percentual, nosso país desponta, junto com o México, como um dos mercados com maior uso de cloud computing.
Sabemos que ainda restam diversos mistérios envolvendo a nuvem. O lado financeiro, o fator segurança, questões armazenamento ou mesmo por manter operações de missão crítica “perto dos olhos”, são alguns dos motivos principais que fazem com que os empreendedores adiem a adoção da nuvem e acabem ficando para trás. Por isso, hoje trouxemos um artigo da Microsoft – parceira de negócios da MXM Sistemas -, desmistificando alguns dos principais pontos relacionados à adoção das nuvens por empresas. Confira:

Mito 1: a capacidade computacional da nuvem é usada apenas para sites ou para guardar dados

A computação em nuvem é uma solução para isso e muito mais. Ela comporta, por exemplo, e-commerces, sistemas de gestão como ERP, CRM, notas fiscais eletrônicas, folhas de pagamento e intranet, que apresentam uma rápida variação de demanda. Todo tipo de projeto que precise ser hospedado em um ambiente muito flexível encontra nocloud computing: disponibilidade, escalabilidade, flexibilidade, velocidade e economia.

Mito 2: a computação em nuvem é muito cara para uma PME

tecnologia cloud é muito mais barata do que costumam pensar. E isso é possível porque ela permite tanto aumentar como reduzir memória, espaço de disco e processamento sempre que necessário. O e-commerce de uma pequena ou média empresa, por exemplo, que normalmente vende x% mensalmente, mas em datas sazonais, como Natal, Dias dos Pais e outras, atinge picos de vendas. Veremos claramente que a infraestrutura dessa loja virtual precisa de um gás em momentos específicos.
Mas passada as datas sazonais se esse e-commerce percebe que não necessita mais de tantos recursos, volta a funcionar com a capacidade de antes, evitando assim, o desperdício. É através do controle de custos que você consegue prever as despesas que terá no fim do mês. E para isso, o cloud computing é uma mão na roda.

Mito 3: mas será que é seguro deixar meus arquivos em algo intangível?

Ainda existe um receio de que essa tecnologia é não é tão segura e muito disso se deve ao fato de que as pessoas têm medo de perder o controle de aplicações hospedadas em ambientes fora de suas empresas. E lembre-se que, por trás da nuvem, existe um data center preparado para proteger com máxima eficiência os dados sensíveis das empresas – como um banco que guarda o seu dinheiro.

Mito 4: cloud é muito difícil e complexo

Está na hora de deixar isso pra lá! O usuário não precisa se preocupar com o gerenciamento da infraestrutura, o trabalho e a complexidade de configurar e reconfigurar seus servidores a todo momento. Isso quer dizer que a computação em nuvem é uma grande aliada para quem deseja fazer muito mais com muito menos.
Com o Microsoft Azure, você pode criar, hospedar e rodar as suas aplicações na nuvemsem se preocupar com infraestrutura, além de também poder hospedar servidores, bancos de dados e montar o seu ambiente diretamente.
Por  - blog.mxm.com.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

ANÁLISE ORGANIZACIONAL - Termos Técnicos


BURNING PLATFORM
Capacidade da organização em formalizar, comunicar e compreender real e objetivamente as ameaças e oportunidades, transmitindo a certeza da necessidade de mudança.
LIDERANÇA
Existência de indivíduos que fornecem a direção a serem tomadas, as metas, a energia e a confiança necessária para a condução dos processos operacionais e melhoria da organização.
VISÃO
Existência de uma visão completa e objetiva da direção a ser perseguida pela organização.
FOCALIZAÇÃO
Capacidade da organização em focalizar os requisitos de seu mercado e focalizar os processos e pontos a serem trabalhados para o atingimento de seus objetivos.
ALINHAMENTO
Capacidade da organização em alinhar os objetivos de suas áreas e indivíduos com os objetivos maiores da organização.
CRENÇAS E VALORES
Existência de valores, crenças e normas que norteiem positivamente as decisões e ações da organização.
COMUNICAÇÃO 
A capacidade de distribuição eficiente de informações relevantes à organização em seus processos operacionais e de melhoria da organização.
MOTIVAÇÃO
A capacidade da organização em motivar os seus elementos a realizar as tarefas necessárias para condução dos processos operacionais e de melhoria da organização.
PARTICIPAÇÃO
Capacidade da liderança em envolver as pessoas nas atividades e capacidade dos indivíduos em participar nos grupos e equipes operacionais e de transformação.
INFRAESTRUTURA
Infraestrutura organizacional, física, material e humana para a condução dos processos operacionais e de melhoria da organização.
TECNOLOGIA
Tecnologia computacional, de produto, de processo e gerencial necessária para a condução dos processos operacionais e de melhoria da organização.
SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Mecanismo de comunicação manual, computacional e visual exigentes para suportar o fluxo de informação geral da organização.

EDUCAÇÃO E TREINAMENTO
Capacidade da empresa em desenvolver as pessoas para atuar adequadamente em seus processos operacionais e de melhorias. 
PLANEJAMENTO
Capacidade da organização em planejar os seus recursos, tanto para o desenvolvimento  das  atividades  operacionais, quanto  para  as  atividades de melhoria.
GERENCIA DE PROJETOS
Capacidade da organização em gerenciar o conhecimento existente sobre seus processos de produção, de apoio e de transformação.
MEDIDAS DE DESEMPENHO
Existência de mecanismos de avaliação de desempenho que possibilitem a orientação das tomadas de decisão, avaliação de desempenho dos processos, avaliação dos indivíduos.
PRODUTOS E SERVIÇOS
Capacidade da organização em prover produtos e serviços adequados ao mercado em que ela atua.
CULTURA EMPRESARIAL
É o conjunto de valores em vigor numa empresa, suas relações e sua hierarquia, definindo os padrões de comportamento e de atitudes que governam as ações e decisões mais importantes da administração.
BENCHMARK
Padrão ou ponto de referência para a comparação entre produtos, produtividade, serviços, processos, etc.
Em geral indica um referencial de liderança.
O objetivo costuma ser descobrir como as empresas líderes realizam alguma coisa e tentar imitar ou superar o desempenho dessas empresas.
BRAINSTORMING
Esta é uma expressão da língua inglesa que significa literalmente tempestade cerebral e designa o processo de solução de problemas pelo qual os participantes de um grupo, quando confrontados com um problema, geram inúmeras soluções sem direito a formular nenhuma crítica.
VANTAGEM COMPETITIVA
É o diferencial que a empresa possui frente aos seus concorrentes e que deve ser utilizado objetivando o sucesso empresarial.
CICLO DE VIDA DO PRODUTO
ü Lançamento
ü Crescimento
ü Maturidade
ü Declínio
REENGENHARIA
É um  esforço  organizado,  conduzido  de  alto  a  baixo  em  uma  companhia,  com  o objetivo  de  rever  e,  tanto quanto possível  e  necessário,  reformular completamente  seus  principais processos  de  trabalho,  de  forma  a aumentar  suas  vantagens competitivas.
DOWNSIZING
É uma expressão da língua inglesa que significa literalmente reduzir o tamanho de uma organização, especialmente pela redução planejada do número  de empregados, com o objetivo de reduzir custos e aumentar a flexibilidade e adaptabilidade da organização.
EMPOWERMENT
Teoria de administração de recursos humanos que sustenta que a motivação individual aumenta e os resultados melhoram quando são dadas às pessoas oportunidades de participar com maior envolvimento e poder decisório no seu trabalho e nas metas a elas pertinentes.
TERCEIRIZAÇÃO
Quando se transferi para outras empresas as atividades não essenciais de determinada empresa.
FEEDBACK
  Processo, por meio do qual, a saída do processo é, em parte, utilizada para realimentar a sua entrada, de modo a regular a forma de funcionamento.  É usado com o sentido de avaliar o resultado de um processo e informar, ao responsável por ele, esse resultado e o que deve ser feito para o seu aprimoramento.
LEI DA ENTROPIA
Princípio físico  e químico aplicado às organizações  e que diz que à medida que a organização aumenta, tende a aumentar a desordem no seu interior, isto é, os desperdícios e  as disfunções tendem a proliferar.
STAKEHOLDER
 Palavra da língua inglesa que significa todo aquele que é direta ou indiretamente afetado pelas atividades da organização e que também a afeta.
TOMADA DE DECISÃO
Processo de identificar problemas e oportunidades e escolher uma linha de ação para solucionar o problema ou aproveitar a oportunidade.
UNIDADE ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS
 Parte ou divisão de uma grande empresa, organizada na estrutura divisional, que se constitui em centro de resultado e é administrada com alguma autonomia, possuindo essa divisão de objetivos específicos e estratégia própria de fazer negócios.
VANTAGEM COMPETITIVA
Vantagem sobre os concorrentes, oferecendo mais valor para os clientes, seja por meio de preços mais baixos seja proporcionando maiores benefícios que justifiquem preços mais elevados.
VISÃO SISTÊMICA
Habilidade para visualizar a organização como um conjunto integrado. 
Implica na capacidade de se posicionar no  ponto de vista da organização,  perceber como as várias funções são interdependentes e como  uma alteração em uma delas  afeta todas as demais.
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terça-feira, 2 de agosto de 2016

7 Conselhos de Carreira que Ninguém Dá (mas que Valem Ouro)

O mundo do trabalho anda imprevisível. Cortes, reestruturações e demissões constantes deixam o mercado cada vez mais hostil e competitivo. Tudo sem previsão de melhora.
Nesse contexto de crise, é natural sentir muitas dúvidas quanto ao próprio futuro profissional. Como se diferenciar de outros candidatos a um emprego? Quais critérios levar em conta para aceitar ou não uma proposta? Como ser feliz em ambientes de trabalho a cada dia mais tensos? 
É claro que receitas mágicas não existem, mas certos conselhos de carreira podem fazer toda a diferença para a sua trajetória.
O detalhe é que alguns deles — talvez os mais valiosos — desafiam o senso comum e não costumam ser dados com frequência.
Com a ajuda de três especialistas no assunto, EXAME.com complilou algumas dicas que fogem do habitual e podem ser surpreendentemente úteis para driblar as adversidades do mundo do trabalho. É o que você vê a seguir:
1. Não ignore o seu lado “irracional”
O universo corporativo cultua o raciocínio lógico, mas o instinto também tem um papel essencial para o sucesso, diz a coach Marie-Josette Brauer, presidente do Innovation Coaching Center. Segundo ela, seguir pressentimentos sobre uma situação ou pessoa pode levar a decisões estratégicas.

“A intuição pode ser ouvida nos momentos mais inesperados, e possivelmente quando for mais necessária”, diz. “É nas horas mais difíceis que ela será mais confiável e útil”.
2. Estude muito, mas não se esqueça de viver
Brauer é uma entusiasta dos livros, e até indica títulos clássicos sobre carreira que podem mudar a sua vida. Ainda assim, ela ressalta que o conhecimento adquirido em obras escritas ou cursos não é mais relevante do que aquele trazido pela experiência prática.

Aulas e leituras são fundamentais para a carreira, mas não substituem a vida real: nem o profissional mais estudioso chegará muito longe se não explorar o mundo, trocar ideias com outras pessoas e encarar desafios com a própria pele.
3. Saiba desistir
Muitos livros de autoajuda descrevam a persistência como o grande diferencial dos vencedores. Não é bem assim. Para o escritor e palestrante Roberto Shinyashiki, presidente da Editora Gente, a melhor resposta a certos impasses pode ser simplesmente “jogar a toalha”.

Está área que claramente não tem nada a ver com você? Mudou de profissão e não vai usar mais nada do que aprendeu na faculdade? O conselho do especialista é direto: abandone o que não funciona mais. Às vezes é preciso se libertar de escolhas que antes pareciam incontestáveis — ou você nunca se entregará totalmente a projetos novos e mais promissores.
4. Não se desvie do seu caminho por pequenas recompensas
Poucas pessoas se dão conta de que a ambição às vezes pode prejudicar o sucesso. De acordo com Shinyashiki, muitos profissionais perdem o foco das suas carreiras atraídos por projetos menores que oferecem algum dinheiro extra.

“Não vale a pena sair de um emprego interessante ou se distanciar de uma área promissora só para ganhar um ‘dinheirinho’ a mais”, diz o escritor. Daí a importância de cuidar das suas finanças pessoais e jamais permitir que a gestão da sua carreira se torne refém da necessidade de pagar as contas. De certa forma, é nadar contra a corrente: uma recente pesquisa da consultoria McKinsey revelou que metade dos brasileiros diz viver "de salário em salário", sem nenhuma margem de segurança financeira.
5. Mantenha certas pessoas a uma “distância segura”
Por melhor que seja o clima na sua empresa, é provável que haja pelo menos uma pessoa que contamina as demais com a sua negatividade. Segundo Brauer, é importante reconhecer o mais rápido possível essas personalidades, e dar um jeito de gerenciá-las.

“A figura tóxica do seu ambiente de trabalho pode ser um superior, um cliente, um colega”, explica a coach. “O importante é identificar essa pessoa e não deixá-la estragar o seu dia, ou mesmo atrasar o seu percurso até um objetivo profissional”.
6. Não espere que o seu empregador faça você feliz
Como o engajamento se tornou um ingrediente obrigatório para o sucesso de um negócio, o bem-estar dos funcionários está virando uma preocupação crescente no mundo corporativo. Não é por acaso que empresas como o Google têm apostado em escritórios cada vez mais repletos de "mimos" e benefícios.

Mas será que o empregador é o único que deve lutar pela sua satisfação? Na verdade, diz Brauer, essa é uma batalha pessoal e intransferível. “Enxergue seu ambiente de trabalho como um espaço em que cada um deve criar a sua felicidade”, afirma. Para aliviar o cotidiano, é melhor tirar o peso das dificuldades e cuidar do seu próprio bem-estar.
7. Não seja modesto demais
Fazer marketing pessoal não é fácil, sobretudo porque a prática é muitas vezes confundida com arrogância. “Em países latinos como o Brasil, existe uma certa vergonha em dizer que você é bom em alguma coisa”, afirma Fabrício Barbirato, diretor do IDCE (Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos).

Esconder as suas próprias qualidades, na tentativa de preservar a modéstia, pode ser um grande erro na visão do especialista. Criar uma “marca pessoal” é essencial para ser lembrado. “Nunca desperdice a oportunidade de falar sobre algo que você fez bem”, diz Barbirato. Se souber usar o tom adequado e mencionar acontecimentos concretos, a fala dificilmente será vista como pedante.
Por: Claudia Gasparini - http://exame.abril.com.br/

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Administração Financeira - Conceitos


A administração financeira corresponde aos esforços despendidos objetivando a formulação de um sistema que seja adequado à maximização dos retornos aos proprietários das ações ordinárias da empresa, ao mesmo tempo em que possa propiciar a manutenção de certo grau de liquidez. 
Na verdade a função financeira dentro de uma empresa esta diretamente relacionada com a decisão de se fazer, ou não um investimento, e à decisão de se fazer um financiamento, sem esquecer que estas duas funções principais estão interligadas. Além disso, a função financeira abrange numerosos outros aspectos, além dos indicados até agora. Se fossemos distinguir finanças das outras funções nas empresas, a característica escolhida para diferenciar seria o tempo, pois os dias, meses, anos ou décadas. Na realidade todas as outras funções dentro de uma empresa com fins lucrativos visam um maior rendimento, maior aproveitamento, lucro, investimento, etc., e tudo isso necessita de um cálculo financeiro perfeito.
  • Finanças
Podemos definir Finanças como a arte e a ciência de administrar fundos, praticamente todos os indivíduos e organizações obtêm receitas ou levantam fundos, gastam ou investem. Finanças ocupam-se do processo, instituições, mercados e instrumentos envolvidos na administração financeira, que corresponde aos esforços despendidos objetivando a formulação de um sistema que seja adequado à maximização dos retornos dos proprietários das ações ordinárias da empresa, ao mesmo que se possa propiciar a manutenção de um certo grau de liquidez. Na verdade a função financeira dentro de uma empresa esta diretamente relacionada com a decisão de se fazer um investimento e à decisão de se fazer um financiamento, sem esquecer que estas duas funções principais estão interligadas. Além disso, a função financeira abrange numerosos outros aspectos, além do indicado até agora. Se fossemos distinguir finanças das outras funções nas empresas, a característica escolhida para diferenciar seria o tempo, pois os dias, meses, anos ou décadas. Na realidade todas as outras funções dentro de uma empresa com fins lucrativos visam um maior rendimento, maior aproveitamento, lucro, investimento, etc., tudo isso necessita de um cálculo financeiro. Finanças é a aplicação de uma série de princípios econômicos e financeiros objetivando a maximização da riqueza da empresa e do valor das suas ações.

  O que é  maximização da riqueza?
É a contribuição para o valor da empresa pela seleção daqueles investimentos que possuem a melhor compensação entre risco e retorno. E como se define compensação entre risco e retorno? Dado um nível de risco, é a taxa desejada de retorno que justifica a execução de um investimento.

 O que faz o Administrador Financeiro?
A função da gestão financeira geralmente é associada a um alto executivo da empresa, denominado freqüentemente diretor financeiro ou vice-presidente de finanças. O vice-presidente de finanças coordena as atividades do tesoureiro e do controlador. A controladoria preocupa-se com a contabilidade de custos e a contabilidade financeira, com os pagamentos de impostos e com os sistemas de informação gerencial. A tesouraria tem a responsabilidade pela gestão do caixa e da área de crédito da empresa, por seu planejamento financeiro, e pelos gastos de investimento. Numa empresa menor, o tesoureiro e o controlador talvez sejam a mesma pessoa, não se encontrando dois departamentos distintos.

Decisões da Administração Financeira
O administrador financeiro deve preocupar-se com três tipos básicos de questões: 
  • Orçamento de Capital: Processo de planejamento e gestão dos investimentos de uma empresa em longo prazo. Nessa função o administrador financeiro procura identificar as oportunidades de investimento cujo valor para a empresa é superior ao seu custo de aquisição. Em termos amplos, isto significa que o valor do fluxo de caixa gerado por um ativo supera o custo desse ativo. 
  • Estrutura de Capital: Combinação de capital de terceiros e capital próprio existente na empresa. O administrador financeiro tem duas preocupações, no que se refere a essa área. Primeiramente, quanto deve a empresa tomar emprestado? Em segundo lugar, quais são as fontes menos dispendiosas de fundos para a empresa? Além destas questões, o administrador financeiro precisa decidir exatamente como e onde os recursos devem ser captados, e, também, cabe ao administrador financeiro a escolha da fonte e do tipo apropriado de recurso que a empresa, por ventura, tomará emprestado. 
  • Administração do Capital de Giro: O capital de giro são os ativos e passivos circulantes de uma empresa. A gestão do capital de giro de uma empresa é uma atividade diária que visa assegurar que a empresa tenha recursos suficientes, por um período previamente determinado, para continuar suas operações e evitar interrupções dispendiosas para o caixa da empresa. Estas três áreas de administração financeira – orçamento de capital, estrutura de capital e administração do capital de giro – são muito amplas. Cada uma delas inclui uma variedade de tópicos.
MODALIDADES DE ORGANIZAÇÕES DE EMPRESAS
  •  Firma Individual: Empresa de propriedade de um único indivíduo. É um tipo de empresa de criação mais simples e sujeita a menos regulamentação. O proprietário de uma firma individual tem direito a todo o lucro da empresa, porém tem responsabilidade ilimitada sobre as dívidas da mesma. Não há distinção entre rendimentos de pessoa física e de pessoa jurídica, de modo que o lucro da empresa é tributado como se fosse rendimento de pessoa física. A duração da firma individual é limitada pela vida do proprietário e o capital próprio, que pode ser reunido, é limitado à riqueza pessoal do proprietário. 
  • Sociedade Por Quotas: é semelhante a uma firma individual, excetuando-se o fato que tem dois ou mais proprietário (sócios). Numa sociedade geral, todos os sócios participam dos lucros e prejuízos, e todos têm responsabilidade ilimitada por todas as dívidas da empresa, e não apenas por uma porção delas. Numa sociedade limitada, um ou mais sócios gerais serão responsáveis pela gestão da empresa e terão responsabilidade ilimitada, mas haverá um ou mais sócios limitados que não terão participação ativa no negócio. A responsabilidade de um sócio limitado por dívidas da empresa é restrita ao montante que tenha contribuído para o capital da sociedade. A maneira pela qual os lucros ou prejuízos da sociedade são repartidos é descrita no contrato social. 
  • Sociedade por Ações: Empresa criada como entidade jurídica independente, formada por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas. A formação de uma sociedade por ações envolve a confecção de um documento de incorporação e um estatuto. A sociedade por ações é a forma superior de organização de empresas, no que diz respeito a levantar recursos e transferir a propriedade de um investidor a outro, mas apresenta a uma grande desvantagem: a dupla tributação. 
OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
Maximização de Lucro: O objetivo mais geral da administração financeira é maximizar o valor de mercado do capital dos proprietários existentes, não importando se a empresa é uma firma individual, uma sociedade de pessoas (quotas) ou por ações. Em qualquer delas, as boas decisões financeiras aumentam o valor de mercado do capital dos proprietários.
Pode-se dizer que a administração financeira tem três objetivos básicos:
a - Manter a empresa em permanente situação de liquidez, como condição básica ao desenvolvimento de suas atividades. Uma empresa apresenta boa liquidez quando seus ativos e passivos são administrados convenientemente. O importante é manter os fluxos das entradas e saídas de caixa sob controle e conhecer antecipadamente as épocas em que irá faltar numerário.
b - Obter novos recursos para planos de expansão, com base em estudos de viabilidade econômico-financeira e aos menores custos. a empresa deve ser perpetuada e, para tanto, tem de realizar investimentos em tecnologia, novos produtos, etc., que poderão sacrificar a rentabilidade atual em troca de maiores benefícios no futuro. A grande concorrência existente nas modernas economias de mercado obriga as empresas a se manterem tecnologicamente atualizadas. Nenhuma pode sentir-se segura em uma boa posição, porque a qualquer momento algum concorrente poderá surgir com um produto melhor e mais barato. Deste modo, as empresas são impelidas a desenvolverem continuamente novos projetos e a tomarem decisões sobre a sua implantação. Normalmente isto significa a necessidade de vultuosas somas adicionais de recursos e uma elevação no risco do empreendimento. O retorno deve ser compatível com o risco assumido. Maior risco implica a expectativa de maior retorno.
c - Assegurar o necessário equilíbrio entre os objetivos de lucro e os de liquidez financeira, quantificando os planos de expansão de acordo com as possibilidades de obtenção de recursos, próprios ou de terceiros.

DECISÕES FINANCEIRAS BÁSICAS
  • Investimentos: A preocupação primordial diz respeito à avaliação e escolha de alternativas de aplicação de recursos nas atividades normais da empresa. Consiste num conjunto de decisões visando dar à empresa a estrutura ideal em termos de ativos – fixos e correntes – para que os objetivos da empresa como um todo seja atingido. Nessa área, o enfoque básico é a obtenção do maior resultado (retorno) possível, dado o risco que os proprietários da empresa estão dispostos a correr. 
  • Financiamento: O que se deseja fazer é definir e alcançar uma estrutura ideal em termos de fontes de recursos, dada a composição dos investimentos. É preciso compreender, desde já, que a função financeira, cuja finalidade é assessorar a empresa como um todo he proporcionando os recursos monetários exigidos, não determina, por isso mesmo, quais as aplicações a serem feitas pela empresa. Isto decorre dos objetivos e das decisões da administração e/ou dos proprietários da empresa em um nível mais alto. À administração financeira resta conseguir o recurso necessário para financiar essa estrutura de investimento ao mais baixo custo possível. 
  • Utilização (destinação) do lucro líquido: Há uma área de decisões também comumente conhecida pelo nome de política de dividendos, que se preocupa com a destinação dada aos recursos financeiros que a própria empresa gera em suas atividades operacionais e extra-operacionais. É nesta área que surgem as indicações mais claras do inter-relacionamento das áreas de investimento, financiamento e utilização do lucro líquido. O inter-relacionamento deve-se ao fato indiscutível de que o lucro retido pela empresa (ou seja, o lucro não pago sob a forma de dividendos em dinheiro) constitui-se numa de suas fontes de recursos. Logo, também é problema das decisões de financiamento determinar quanto do lucro líquido disponível deve ser retido, com a decisão complementar forçosa a respeito da proporção que deve ser distribuída aos proprietários. Além disso, também há relações entre decisões de investimento e de utilização do lucro líquido. Nas decisões de investimento, um certo retorno deve ser alcançado: digamos então que seja considerada a utilização de lucros retidos para financiar certas aplicações. essa possibilidade deveria ser admitida apenas quando a alternativa de investimento prometesse um retorno superior aos que os proprietários poderiam conseguir se eles mesmos aplicassem os recursos porventura recebidos em decorrência da distribuição de lucros. As magnitudes relativas dos riscos envolvidos nas aplicações disponíveis à empresa e aos proprietários, fora dela, também precisam ser consideradas.
RELAÇÕES DE AGENCY
A relação entre acionistas e administradores é denominada relação de agency. Existe quando alguém ("principal") contrata outra pessoa ("agente") para cuidar de seus interesses. Em tais relações existe a possibilidade de conflito de interesses entre o principal e o agente. Tal conflito é denominado de problema de agency. Discutir o problema de agency, na medida em que este se relaciona com a maximização da riqueza dos proprietários e o papel da ética nessa questão. Um problema de agency advém do fato de que os administradores, na qualidade de representantes dos proprietários, podem colocar seus objetivos pessoais à frente dos objetivos empresariais. Forças de mercado, tanto as oriundas dos acionistas, particularmente de grandes investidores institucionais, como as ameaças de compras hostis (takeovers), tendem a prevenir ou a minimizar o problema de agency. 

ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL 
  • ANÁLISE VERTICAL - A análise vertical facilita a avaliação da estrutura do Ativo e do Passivo bem como a participação de cada item da Demonstração de Resultado na formação do lucro ou prejuízo. O cálculo do percentual de participação relativa dos itens do Ativo e do Passivo é feito dividindo-se o valor de cada item pelo valor total do Ativo ou do Passivo. Para a participação relativa dos itens da Demonstração de resultado o cálculo é feito dividindo-se cada item pelo valor da Receita Líquida, pois esta é considerada como base. (Ex. no final) Outras constatações podem ser extraídas, mas a utilidade aumenta sensivelmente se a análise vertical for utilizada conjuntamente com a análise horizontal.
  •            ANÁLISE HORIZONTAL - A análise horizontal tem a finalidade de evidenciar a evolução dos itens das demonstrações contábeis, por meio dos períodos. Calculam-se os números-índices estabelecendo o exercício mais antigo como índice-base 100. Podem ser calculados, também, aumentos anuais.
As técnicas utilizadas em análise horizontal apresentam algumas limitações:
1. Quando o valor do item correspondente no exercício-base for nulo, número-índice não pode ser calculado pela forma proposta, pois os números são divisíveis pelo número zero. Nesses casos, podem ser analisadas variações em valores absolutos;
2. Quando o exercício-base apresenta um número negativo e no exercício seguinte o número fica positivo ( e vice-versa), matematicamente, é calculável, mas o resultado deve ser tratado com bastante cuidado, para não ocorrerem interpretações equivocadas da evolução.

ANÁLISE POR MEIO DE ÍNDICES
            A técnica de análise por meio de índices consiste em relacionar contas e grupos de contas para extrair conclusões sobre tendências e situação econômico-financeira da empresa. O analista pode trabalhar com índices ou percentuais. A classificação dos índices pela empresa pode ser como ótimo, bom, satisfatório ou deficiente, ao compará-los com os índices de outras empresas do mesmo ramo ou porte.. Esta comparação é possível através das publicações em revistas especializadas.
Seguem abaixo alguns indicadores da situação econômico-financeira:

ÍNDICES E FÓRMULAS
Estrutura de Capital   
Participação dos Capitais de Terceiros (PCT) = 
Exigível total ÷ Exigível + Patrimônio Líquido

Composição do endividamento (CE) =
Passivo circulante ÷ Exigível total


Imobilização do capital próprio (ICP) = 
Ativo permanente ÷ Patrimônio líquido


Imobilização dos Recursos não correntes (IRNC) =
Ativo permanente ÷ Patrimônio líquido + Exigível a L.P.


Liquidez

Liquidez Geral (LG) =

Ativo Circulante + Ativo real. L.P ÷ Passivo Circ. + Passivo exig. L.P

Liquidez corrente (LC) =
Ativo circulante ÷ Passivo circulante


Liquidez seca (LS) =
Ativo circ. – Estoques – Desp.exerc.seguinte ÷ passivo circulante


Liquidez imediata (LI) =

D i s p o n í v e l ÷ Passivo Circulante
Rotação
Giro dos estoques (GE) =

Custo dos produtos vendidos ÷ Saldo médio dos estoques

Giro das contas a receber (GCR) =
Receita operacional bruta – Devol./abatimentos ÷ Saldo médio das contas a receber


Giro do ativo operacional (GAOP) = Receita operacional líquida ÷ Saldo médio do ativo operacional
Prazo médio     
Prazo médio de estocagem (PME) = Saldo médio dos estoques ÷ Custo dos prod. vendidos / 365 dias

Prazo médio das contas a receber (PMCR) =
Saldo médio das constas a receber ÷ (Rec. Oper.Bruta – Devol. e abatim.) / 365 dias


Prazo médio de pagamento a fornecedores (PMPF) =

Saldo médio de fornecedores ÷ Compras brutas / 365 dias
Rentabilidade 
Margem bruta (MB) =

Lucro bruto ÷ Receita Oper. líquida

Margem líquida (ML) =
Lucro líquido ÷ Receita Oper. líquida


Rentabilidade do capital próprio (RCP) =
Lucro líquido ÷ Saldo médio do Patr. líquido



ÍNDICES DE ESTRUTURA DE CAPITAL
Esses índices indicam o grau de dependência da empresa com relação a capital de terceiros e o nível de imobilização do capital. Quanto menor o índice, melhor.

ÍNDICES DE LIQUIDEZ
Os índices de liquidez mostram a situação financeira da empresa. Quanto maior o índice, melhor. Um aspecto importante que deve ser considerado é que a empresa precisa "repor" os ativos circulantes que converter em dinheiro, para não interromper sua atividade operacional. Nessas condições, os ativos circulantes passam a ter características permanentes. Portanto, os índices de liquidez são válidos para os casos em que a empresa é "liquidada". 

ÍNDICES DE ROTAÇÃO
Os índices de rotação (giros) evidenciam o prazo de renovação dos elementos patrimoniais, dentro de determinado período de tempo. A análise do giro dos ativos fornece informações sobre aspectos de gestão da empresa, tais como as políticas de estocagem, financiamento de compras e financiamento de clientes. Com relação ao giro dos estoques (e prazo médio de estocagem), as empresas procuram aumentar, pois quanto mais rápido vender o produto, mais o lucro aumentará. Esse raciocínio é válido desde que a margem de contribuição seja positiva e o aumento do giro não implique "custos extras" em volume superior ao ganho obtido pelo aumento do giro. O mesmo é válido, também, em relação ao giro das contas a receber (e prazo médio das contas a receber), em termos de quanto mais rápido a empresa receber, melhor. Já em relação ao prazo médio de pagamento a fornecedores, quanto maior, melhor, ou seja, quanto mais tempo para pagar, melhor. Frequentemente, o prazo médio de pagamento a fornecedores é comparado com o prazo médio das contas a receber. Por exemplo, a empresa compra com prazo de 81 dias e vende com prazo de 68 dias, ela tem condições de recomprar antes mesmo de totalizar o pagamento aos fornecedores. 

INDICES DE RENTABILIDADE
Esses índices medem quanto está rendendo os capitais investidos. São indicadores muito importantes, pois evidenciam o sucesso (ou insucesso) empresarial. São calculados, geralmente, sobre as receitas líquidas, porém, em alguns casos, pode ser interessante calcular sobre as receitas brutas deduzidas somente das vendas canceladas (devoluções) e abatimentos. Como pode ser observado, este índice quanto maior, melhor.

Finalizando este primeiro artigo sobre algumas das questões da gestão financeira, já que iremos voltar a ele futuramente devido a sua extrema importância dentro das empresas, pois muitas questões envolvem esse assunto, inclusive outros assuntos corporativos que possuem gerências separadas e enfoques diferentes, tem um relacionamento muito forte com a gestão financeira. Praticamente tudo que se pensa dentro de uma corporação tem um impacto financeiro no orçamento sendo então necessária uma avaliação profunda no diz respeito aos novos investimentos e seus prováveis retornos e custos reais.
Copiado: http://administracaonoblog.blogspot.com.br/