quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Juros Simples e Compostos



cálculo dos juros simples não apresenta grandes dificuldades, basta compreendermos a fórmula:


j=C x i x n



Onde:



j = Juros Simples

C = Capital

i = Taxa de juros simples

n = Período ou tempo



A taxa equivalente representará a taxa de juros simples em diferentes períodos que apresentam o mesmo montante, porém, com períodos diferentes. 



Assim:

Uma taxa de 12% ao ano corresponde à 1% ao mês.



Exemplo:



Suponha um capital no valor de $ 30.000,00 aplicado a uma taxa de juros simples de 12% ao ano durante 1 ano. Qual o montante?



Sabemos que montante é:



M = C + j ; onde:



M = Montante 

C = Capital 

j = Valor em $ dos juros.



Aplicando a fórmula:



j = C x i x n

j = 30.000,00 x 0,12 x 1

j = 3.600,00



M = C + j

M = 30.000,00 + 3.600,00

M = 36.600,00



Aplicado a taxa equivalente, com uma taxa mensal de 1% qual seria o montante?



j = C x i x n

j = 30.000,00 x 0,01 x 12

j = 3.600,00



M = C + j

M = 30.000,00 + 3.600,00

M = 36.600,00



Observe que independentemente da taxa de juros simples ser apresentada com 12% ao ano ou 1% ao mês, o montante e o valor dos juros em um período de 12 meses será o mesmo. Assim dizemos que as taxas são equivalentes.



Cálculo dos Juros Compostos:



Os juros compostos se diferenciam dos juros simples, pois, incidem sobre os juros do período anterior. Podemos então chamá-los de juros sobre juros.

A fórmula para o cálculo dos juros compostos é a seguinte:



J=C x(1+i)^n

Onde:

J = Juros

C = Capital

i = Taxa de juros compostos

n = Período.



A taxa equivalente apresenta o mesmo conceito, ou seja, é a taxa que aplica sobre um capital em um determinado período que produzem o mesmo montante.

Para este fim, iremos utilizar a calculadora financeira HP12C, observe:




Exemplo:



Calcular a taxa equivalente anual dos juros compostos de 1% ao mês.



Vamos utilizar um método simples com base de valor presente de 100.



No caso temos:



f CLX para limpar a memória.

100 CHS PV

12 n

1 i

FV

Valor = 112,68 Enter 100 - 

Taxa anual de juros compostos = 12,68%



Exemplo:

Calcular a taxa equivalente mensal dos juros compostos de 14% ao ano.



f CLX para limpar a memória.

100 + 14 = 114.

114 CHS FV

100 PV

12 

i

Taxa mensal de juros compostos = 1,0979%



Caso queira, poderá utilizar a fórmula da taxa equivalente:



Iq= (1+i)^(q/Q)- 1 x 100




Onde:

Iq = taxa equivalente

q = período que eu quero a taxa de juros compostos

Q = Período que eu tenho a taxa de juros compostos

i = Taxa de juros compostos



Exemplo:



Um investidor possui um capital de $ 10.000,00 para ser aplicado a uma taxa de juros compostos de 1% ao mês. Calcular o montante considerando a taxa mensal e a taxa equivalente anual de juros compostos.



Com a HP12C temos:



Montante com capitalização mensal:



f CLX limpa a memória da HP12C

10.000,00 CHS PV

1 i

12 n

FV

Montante = 11.268,25



Montante com a capitalização por taxa equivalente:



f CLX Limpa a memória da HP12C

10.000,00 CHS PV

12,6825 i

1 n

FV

Montante = 11.268,25



Neste caso, podemos afirmar que as taxas são equivalentes, pois, aplicadas sobre um mesmo capital produzem o mesmo montante em períodos diferenciados de capitalização, mensal e anual.

Autor : André Augusto Locatelli - http://www.artigos.com/

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

É Possível Multitarefar e Ser Eficiente?

Você pode ser da geração X, Y, Z ou de qualquer outra anterior a essas, que a resposta para a questão multitarefar e ser eficiente sempre será a mesma: não dá! Diversos estudos relacionados ao tema já comprovaram que quem tenta fazer várias coisas de uma só vez perde mais tempo.

Pode até ser possível fazer duas ou três atividades simultaneamente, o problema é ganhar tempo agindo dessa forma. Por isso, é importante entender a diferença entre poder ser multitarefa e conseguir ser eficiente trabalhando dessa forma.

Diante disso, reforço a necessidade de uma lista de prioridades. Se você não fizer isso, vai se perder a todo o momento e, naturalmente, tentará fazer dez coisas de uma só vez. A melhor maneira de fugir desse problema é evitando as distrações do dia a dia. Por isso, quando começar uma atividade, feche o seu e-mail, as redes sociais e fuja de tudo aquilo que pode roubar o seu foco.

Caso você esteja no meio da tarefa e lembre de algo importante para fazer, anote tudo em uma folha de papel ou na ferramenta que você utiliza para organizar as suas atividades. Isso vai acalmar sua mente e sua ansiedade, além disso, ajudará a evitar possíveis interrupções.

Faça também pausas durante o seu trabalho, pois atividades prolongadas podem fazer com que você perca o foco e intercale tarefas. Gosto de recomendar atividades em um curto espaço de tempo. 

Tenha um bloco de atividades em seu dia. Suponhamos que você tenha dez ligações que precisam ser feitas. A dica é reservar um período, por exemplo das 9:30 às 10:15, para realizar todas. Como o tipo de atividade é o mesmo, isso vai ajudar a manter o ritmo e o foco.

Tente se policiar a todo momento para ver se está fazendo uma ou diversas atividades. Você consome ao menos 20% a mais de tempo quando tenta multitarefar, isso significa que faz menos tarefas, com mais tempo e muito mais cansaço.

Certamente, tudo o que desejamos nos dias de hoje é conseguir trabalhar menos e realizar mais. Portanto, trabalhe focado no cumprimento de suas tarefas diárias, de acordo com o seu planejamento.

 Você vai perceber que é possível realizar todas as nossas tarefas sem precisar fazer mil coisas ao mesmo tempo e terá uma vida com muito mais qualidade.

Por: Christian Barbosa - http://www.administradores.com.br/
Sugestão: Adm. Manoel França

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Resiliência, o que é isso?

Tantos termos, explicações e análises, mas a prática se distancia da teoria, e muitas vezes isso acontece porque simplesmente não enxergamos a conexão com nossa rotina, e isso dificulta compreendermos o significado e como aplicar determinada estratégia.
Quantas vezes você leu ou ouviu sobre resiliência? Artigos, palestras, workshop, livros, seminários, treinamentos...enfim, a todo momento alguém diz que tem que ter, outros dizem que tem, empresas esperam que você tenha.
E na prática? E na sua rotina? E na sua vida?
Até porque resiliência é importante também na sua vida pessoal.
Tá bom, mas e aí? Dá pra desenhar? Vamos lá.
Não vamos falar das explicações técnicas e físicas (sim, da matéria de Física que aprendemos na escola) e sim conversar da forma prática e fácil.
É como pensar que resiliência é sua capacidade de não surtar quando está vermelho de raiva, querendo largar tudo e sair andando, ficando na situação sem se machucar, magoar ou desistir; ou seja, sua habilidade em suportar pressão/problema sem perder sua forma/essência.
E por que tanto se fala nisso? Um dos motivos é porque a cada dia vivemos numa rotina mais insana, com mais informação, mais pressão, mais cobrança, tem momentos que temos a clara sensação que todos querem que sejamos perfeitos e consigamos os melhores resultados, e acredite, as empresas e as pessoas esperam isso.
Loucura? Não! Isso é resultado da velocidade das mudanças que temos hoje que nos obrigam a sempre procurar novas oportunidades, melhores práticas e conseguir mais resultados.
Esta realidade atinge a empresa multinacional, a gigante do mercado, mas também o mercado de bairro, e assim também acontece nos relacionamentos familiares e pessoais.
Porque se ficamos na mesmice, fazendo sempre o mesmo, teremos o mesmo resultado ou pior, pois sempre terá alguém observando e analisando a melhor maneira de realizar um trabalho ou serviço superior para aumentar seu negócio.
E quando a pressão acontecer, os problemas surgirem...não surte, respire fundo, analise, tome as decisões necessárias, e não estrague seu dia e nem desista dos seus sonhos e objetivos.
Com isso você não se estraga, colabora com a empresa e seus parceiros de trabalho, mantém sua clareza de pensamentos e chega em casa sem acabar com sua saúde ou criando mais discussões.
  • É como dizem “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”. Fácil não é, porém é possível!

Por: Lígia Gonçalves - http://www.administradores.com.br/

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Jargões Corporativos: Mas que Língua é Essa?

De repente, seu chefe passa a falar coisas incompreensíveis, termos que você nunca ouviu antes. A moda nas empresas é falar de um jeito bem peculiar. Saiba decifrá-lo.
O executivo pede à secretária: “vamos startar um brainstorm para estimular o brilho no olho em nossa cultura organizacional e, aproveitando o know-how de nosso CEO, agregar valor ao empowerment”.
Entendeu alguma coisa? Claro que não! Na vida real, estas expressões não devem aparecer dessa forma. Mas são cada vez mais ouvidas em reuniões ou nos corredores de empresas.
Conhecer os jargões típicos de sua área é importante para garantir boa comunicação, ficar atualizado e entender os assuntos discutidos. Usá-los em excesso, entretanto, pode gerar efeito contrário – como no exemplo citado acima.
De acordo com Ana Paula Azevedo, sócia-diretora da Garcia Azevedo e Consultores, identificar o ambiente e o momento para aplicar os termos é imprescindível:
– O funcionário deve fazer uma boa lição de casa, buscando informações sobre o setor em que atua, assim como conhecer um pouco do perfil e da história da empresa.
Quando começa em determinada atividade ou empresa, o profissional deve buscar informações com colegas e gestores sobre o vocabulário adotado por eles. Já os líderes precisam conhecer o básico, alerta a consultora Luciana Tegon.
Mantenha-se sempre atualizado
– Se você não entendeu algo, pergunte na hora. Quanto mais novo você for, tanto na área como na empresa, mais toleráveis serão suas dúvidas – sugere Luciana.
Assim como ocorre com gírias, a utilização de termos não mais usuais pode dar a impressão de que o profissional está ultrapassado, afirma o consultor Mário Persona, professor de estratégias de comunicação:
– Há termos que são permanentes e os modismos. Como os jargões corporativos estão sempre evoluindo, é preciso que o profissional evolua com eles.


Glossário

Confira a lista com os jargões usados no mundo corporativo e seus significados
A
  • Agregar valor: incorporar ao trabalho algo que o qualifique ou o torne mais sofisticado.
  • Alavancar: impulsionar um negócio, mas pode significar estar além da sua capacidade.
  • Alinhar: garantir que todas as partes envolvidas estejam atuando com o mesmo propósito e seguindo as mesmas diretrizes.
  • Avaliação 180 graus: análise de desempenho feita por líderes e clientes internos e externos.
  • Avaliação 360 graus: feita por chefes, clientes e subordinados.
B
  • Background: experiência e conhecimento pessoal ou profissional.
  • Benchmarking: comparação de produtos, serviços e práticas com os melhores do mercado.
  • Branding: trabalho de construção e fortalecimento de marcas no mercado.
  • Brainstorming: termo em inglês que significa tempestade cerebral, representa uma oportunidade para expor ideias livremente, sem censura, como ponto de partida para um projeto.
  • Briefing: usado como sinônimo de relatório, é o resumo de informações feito a partir de coleta de dados.
  • Budget: orçamento.
  • Brilho no olho: expressão para caracterizar profissional motivado ou muito empenhado.
  • Business plan: plano de negócios.
  • Business unit: unidade de negócios.
C
  • Capital intelectual: valor do que um determinado profissional sabe, conhece e aplica.
  • Capacitação: curso ou treinamento profissional.
  • Case: estudo de caso. Uma história que descreve assunto vivido pela empresa.
  • CEO (Chief Executive Officer): sigla para denominar o profissional que ocupa o cargo mais alto na hierarquia da empresa.
  • Clima organizacional: características do ambiente de trabalho percebidas pelos funcionários que influenciam seu comportamento.
  • Coaching: treinamento feito por um consultor de carreira chamado de coach (treinador, em inglês) que visa o crescimento profissional por meio de cumprimento de metas.
  • Cultura organizacional: hábitos e crenças que refletem no comportamento dos funcionários e está ligado à missão e aos valores da empresa.
  • Colaborador: sinônimo de funcionário ou empregado.
  • Comoditização: é um tratamento padrão para atividades ou produtos, o oposto de customizar (adaptar a necessidades específicas). Vem da palavra commodity (insumo básico).
  • Competências: conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e aptidões do profissional.
D
  • Deadline: prazo final.
  • Disruptivo: processo ou produto que muda a forma de consumo e revoluciona o mercado.
  • Downsizing: em português, encolhimento. Técnica que tem por objetivo a redução dos níveis hierárquicos de uma organização.
E
  • Endereçar: se alguém lhe pedir para endereçar algum assunto, não se limite a repassar. Ao ser aportuguesada da expressão em inglês “to adress”, quer dizer que é preciso achar uma forma de resolver a questão.
  • Endomarketing: marketing interno que visa informar, motivar e conscientizar os funcionários.
  • Empowerment: delegação de poderes de decisão, autonomia e participação dos funcionários na administração das empresas. A versão aportuguesada “empoderamento” também é usada.
  • Está no DNA: processo, modelo ou forma de atuação já incorporados à cultura da empresa, ao modo de a organização atuar.
  • Expertise: sinônimo de especialidade. Também pode se referir ao conhecimento técnico de um profissional.
F
  • Feedback: usada como sinônimo de “retorno”, é uma ferramenta de gestão por meio da qual se faz uma avaliação do desempenho de um profissional.
  • Follow up: acompanhar uma discussão ou um debate, retomar temas em busca de uma solução. Também pode significar acompanhamento de projeto, negócio ou cliente, revisão de tarefas que ficaram pendentes.
G
  • Ganha-ganha: situação, projeto ou ação no qual todos os envolvidos são beneficiados.
H
  • Headhunter: caçador de talento.
I
  • Insight: usa-se esse termo quando se tem uma ideia não convencional ou se encontra a solução para um problema.
  • Interface: em recursos humanos, significa o meio capaz de promover a ligação ou interação entre dois ou mais grupos.
J
  • Job: trabalho eventual ou sazonal, que não é fixo.
  • Job rotation: rodízio de funções ou de departamentos.
  • Job description: atividades vinculadas ao cargo.
K
  • Know-how: conhecimento.
L
Layout: plano, arranjo, esquema, design ou projeto.
M
  • Mentoring: acompanhamento de um profissional mais experiente (mentor) para dar conselhos e orientar a carreira.
  • Meritocracia: política de promoção e recompensas baseada no desempenho e nas contribuições do funcionário.
N
  • Networking: rede de contatos.
O
  • Outplacement: quando a empresa acompanha eventuais demissões com aconselhamento, orientação e estímulo para recolocação no mercado.
  • On-the-job: treinamento realizado dentro da área ou do departamento de atuação.
  • Ombudsman: profissional ou departamento que tem a função de receber críticas, sugestões e reclamações da empresa. Media conflitos entre as partes.
  • Outsourcing: mão de obra terceirizada com o intuito de reduzir os custos internos.
P
  • Pensar fora da caixa: ter ideias diferentes das convencionais, propor soluções nunca testadas.
  • Performar: da palavra performance, é usado no sentido de atingir o bom desempenho esperado no trabalho.
  • Período sabático: quando o profissional decide se afastar do trabalho por um tempo prolongado, com expectativa de retorno.
  • Proativo: profissional que em vez de apresentar problemas aponta soluções ou toma iniciativas sem esperar ordens.
Q
  1. Quebra de paradigma: parente do ‘pensar fora da caixa’,refere-se a buscar soluções fora dos padrões.
R
  • Resiliência: capacidade de superar obstáculos sem surtar, contribuindo para a mudança.
S
  • Sinergia: trabalho em conjunto, que envolve vários setores ou profissionais da empresa.
  • Schedular: do termo em inglês schedule (agenda), é agendar.
  • Startar: significa dar início, vem da palavra em inglês start (começar).
  • Supply chain: gerenciamento de cadeia de suprimentos.
T
  • Team building: espírito de equipe.
  • To do: lista de afazeres.
  • Tropicalizar: adaptar estratégias da matriz estrangeira à cultura do Brasil.
  • Turnover: rotatividade, ou movimento de admissões e desligamentos de funcionários.
W
  • Workaholic: pessoa viciada em trabalho.
Por:  MARIA AMÉLIA VARGAS - http://wp.clicrbs.com.br/

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

10 Lições Sobre Liderança (ou a falta dela)

Liderança é conversa fiada, afirmou Peter Drucker, o grande guru da Administração, em sua última entrevista para a imprensa americana, pouco antes de partir, em 2005. 

Como se trata de alguém que dedicou a vida à Administração, muita gente torceu o nariz, mas não se manifestou nem contra nem a favor.
Em todas as minhas turmas de MBA com foco em liderança, testemunho a preocupação dos jovens e adultos sobre a dificuldade cada vez maior de se obter comprometimento das pessoas que ingressam no mercado de trabalho.
Na prática, essa nossa maldita cultura de dependência das benesses do governo e a preguiça natural do ser humano serve muito mais para criar pessoas descompromissadas e abusadas em alguns aspectos do que para formar cidadãos preocupados com o futuro do país e com o seu próprio futuro.
O comprometimento com os resultados e o respeito à hierarquia tornaram-se uma utopia e as pessoas mudam de emprego na mesma velocidade com que mudam de roupa em razão do imediatismo financeiro e profissional que tomou conta do mundo.
Tenho avaliado com profundidade essa questão da liderança e arrisco a dizer que nenhuma faculdade, universidade ou mesmo escola de negócio forma líderes. O que a maioria tenta é adestrar profissionais para seguirem a cartilha das empresas, as quais, lamentavelmente, pelo menos no Brasil, ainda pensam que as pessoas são apenas um número e, portanto, devem fazer aquilo que a empresa quer, não o que é necessário ser feito.
Como professor da matéria, posso dizer que a nossa tarefa consiste em formar pessoas que cometam o menor número possível de erros em cargos de liderança considerando que os mitos do líder nato, do líder treinável ou mesmo do carismático já foram derrubados há muito tempo.
É duro imaginar que, em pleno século 21, as pessoas ainda necessitem de “líderes” para comandá-las ou para ensinar o que elas mesmas não conseguem aprender em trinta anos de carreira e que ainda tenhamos de utilizar exemplos de lideranças questionáveis como as de Hitler, Putin, Clinton e a do próprio Jack Welch.
Liderança é uma forma de dominação social e de poder, seja ela carismática, racional-legal ou tradicional. Como diria Stephen Covey, estudioso do assunto, é um conceito misterioso e ilusório que nunca será dominado na face da Terra, pois as variáveis políticas, sociais e econômicas mudam constantemente e não temos o menor controle sobre elas.
Se você quer apenas conhecer as melhores práticas sobre liderança e, de quebra, ainda levar um certificado, a escola é o melhor caminho, mas se você quer entender como funciona os bastidores da liderança nua e crua, aqui vão algumas lições que, raramente, são ensinadas nas escolas.
1. Liderança é uma forma de dominação social, mas o fato é que ninguém gosta de receber ordens; a maioria das pessoas se sujeita por uma questão pura e simples de necessidade ou de sobrevivência;
2. Para a maioria dos presidentes, diretores e gerentes, o melhor profissional sempre foi e sempre será aquele que não questiona e, principalmente, aquele que não tem a menor pretensão de ocupar o lugar do chefe;
3. Chefe é aquilo que você deseja ser, mas odeia ter; Se você precisa de um chefe para se motivar, você está no lugar errado;
4. Os quatro mitos da liderança já foram quebrados por Robert Goffe e Gareth Jones, pesquisadores do assunto: 1º) Nem todos podem ser líderes, alguns nem querem; 2º) Nem todos os líderes que chegam ao topo são líderes, alguns chegam por conchavo, conluio e outros métodos nada ortodoxos; 3º) Nem todos os líderes levam a resultados, caso contrário, o serviço público seria maravilhoso; e 4º) Nem todos os líderes são grandes coaches.;
5. Existem coisas da alta administração que nunca vão chegar ao chão de fábrica e vice-versa, portanto, não há razão para conspirar nos banheiros da empresa. Alimentar expectativas em relação a isso é uma forma inquestionável de sofrimento;
6. A maioria dos profissionais que se dizem líderes tem dificuldades em reconhecer o bom trabalho dos seus liderados; portanto, se o reconhecimento não vier como o esperado, pare de reclamar e continue trabalhando;
7. Não existe liderança nata, mas algumas pessoas são favorecidas por características de comando e controle, fruto do meio onde nascem, crescem e se desenvolvem;
8. As empresas são realidades socialmente construídas muito mais nas cabeças e mentes de seus líderes do quem em métodos aprendidos nas escolas; as empresas refletem o pensamento do dono, do diretor, do chefe e assim por diante;
9. A maioria dos líderes não sabe dar nem absorver feedback, primeiro porque não foram preparados para isso, segundo porque tomam o próprio feedback como ofensa pessoal; quem não sabe avaliar, reposicionar e demitir pessoas nunca deve se meter em cargos de liderança;
10. Ao contrário do que afirmava James Hunter, autor de O Monge e o Executivo, liderança não exige perdão, nem humildade, nem altruísmo, nem nada parecido; liderança exige muita disposição para engolir sapos e lidar com gente dissimulada, uma boa dose de hipocrisia corporativa e, principalmente, desprendimento de alguns valores, caso contrário, você pode chegar até o topo, mas não conseguirá se manter nele.
Por fim, lembre-se: não existe fórmula para ser líder. A liderança é um somatório de várias competências raramente encontradas numa única pessoa. Portanto, seja você mesmo, faça o melhor que puder e pratique o senso de justiça. Ter poder não lhe dá o direito de ser cruel nem de brincar com a vida das pessoas.
Você não precisa concordar comigo para continuarmos convivendo pacificamente, apenas pense nisso!
Fonte:Jerônimo Mendes  - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Fraude no Trabalho: Como Combater Essa Prática

A impunidade em crimes de corrupção não vem de hoje e, infelizmente, convivemos com ela todos os dias. É só vermos os jornais para, vez ou outra, nos depararmos com os escândalos que envolvem diversos membros da classe política brasileira. No entanto, a falta de ética não é uma exclusividade do ambiente político. 
Ela também pode ocorrer nas empresas, podendo passar despercebida por muito tempo… até a bomba estourar.
Tão perto de nós, a falta de ética no trabalho se constitui numa situação presente nas empresas. Pelo menos é o que nos levam a crer estatísticas numa recente pesquisa da KPMG sobre corrupção empresarial, realizada com 500 altos executivos. O levantamento aponta que 55% dos empresários disseram ter sido vítimas de fraudes nos últimos 15 meses, enquanto 62% acreditam que sua empresa poderia fazer parte de um ato corrupto.
Mas o que contribui para que os profissionais cometam atos fraudulentos? O administrador Antonio Gesteira, sócio-diretor da Forensic Services e Consultoria de Riscos da KPMG no Brasil, indica que um dos motivos da fraude no ambiente de trabalho está relacionado à pressão por resultados, metas agressivas e o retorno financeiro associado a atingir um determinado número do orçamento.
“Em alguns casos, a motivação para cometer uma fraude, além do risco de perder o emprego, pode vir acompanhada da possibilidade de ganho financeiro. A ausência de controles internos nas empresas promove a adoção de práticas de corrupção, suborno ou até mesmo adulteração de resultados nos sistemas contábeis, financeiros e de tributos. A fraude, na maioria dos casos, depende não só de uma, mas de um grupo de pessoas, considerando os aspectos da delegação de poder e conflito de segregação de funções”, destaca Antonio Gesteira.

Fraudes mais comuns nas empresas


Sendo, infelizmente, um tipo de crime comum no mundo dos negócios, a fraude pode ocorrer das mais variadas formas e ter diversas finalidades. A especialista Flavia Oliveira, da AFO Advocacia, aponta que “as principais fraudes no ambiente de trabalho são praticadas em concordância entre subordinados e chefia para vantagens pessoais”. Ela cita oito tipos de fraudes:
1. Plano ou acordo com um concorrente em relação a preços, licitações, descontos, promoções, abatimentos e termos e condições de vendas;
2. Planos ou acordos com concorrentes para repartir clientes, demarcar territórios, controlar ou limitar a produção ou as pesquisas;
3. Planos ou acordos com concorrentes com a finalidade de se abster de fazer negócios com determinada empresa ou restringir seus negócios com essa empresa; 
4. Acordos de vendas casadas;
5. Contratos com exigência de exclusividade;
6. Vendas abaixo do custo; 
7. Fraudes contábeis, como manipulação, falsificação ou alteração de registros ou documentos, de modo a alterar os registros de ativos, passivos e resultados; apropriação indébita de ativos; supressão ou omissão de transações nos registros contábeis; registro de transações sem comprovação e adoção de práticas contábeis inadequadas; 
8. Suborno de fornecedores para a compra de materiais ou aprovação de materiais no controle de qualidade.

Consequências e combate

Como a maioria das práticas criminosas, a fraude numa empresa, mais cedo ou mais tarde, vem à tona. E, em decorrência disso, quem protagoniza essas ações acaba respondendo por isso, tanto perante a justiça, como diante da própria empresa, por meio da demissão por justa causa. No entanto, algumas companhias optam por não tomar medidas legais ou mesmo qualificar como justa causa a demissão do profissional. “Muitas vezes, as empresas não usam a justa causa com medo da exposição negativa”, afirma o especialista Paul Peter Boilesen, expert em combate a fraudes.

Percebe-se, então, que com a fraude, tanto perde o profissional quanto a empresa. A imagem de ambos fica comprometida e há também que se arcar com os danos financeiros e de relações de negócios, que podem ser devastadores. Daí vem a importância do combate e prevenção a essa prática. “A principal forma de combate às práticas fraudulentas é pela cultura empresarial, disseminando de forma consistente campanhas contra as pequenas atitudes, às fraudes mais comuns e cotidianas, assim criando um ambiente que inibe tais ações”, esclarece Fernando Segato, sócio da Hallx Auditoria, Consultoria e M&A (Saiba mais no box ao lado).

O incentivo a uma construção ou reforço da cultura corporativa é essencial para a promoção da ética e da transparência das relações e práticas empresariais. Companhias e profissionais bem sucedidos são reconhecidos tanto por sua competência como pela honestidade de suas atitudes e é isso que possibilita a construção da confiança e do reconhecimento por parte dos clientes e da sociedade como um todo.

Combatendo as práticas fraudulentas

Com base nas dicas dos especialistas, veja uma lista com algumas atitudes que podem evitar que empresas e profissionais se envolvam em fraudes:
- Estabelecimento de normas de conduta e de ética;
- Prevenção e detecção da fraude por meio da criação de canais anônimos de denúncia;
- Atitudes de transparência partindo da alta gestão;
- Implantação de programas de ética e de controles internos envolvendo todos os profissionais presentes nas relações da companhia;
- Intolerância a “jeitinhos”;
- Manter o compromisso de todos por meio de educação continuada;
- Aplicações de sanções a quem praticar essas ações.

Dica de filme

Enron apresenta a ascensão e queda da corporação do ramo de petróleo e gás natural, principalmente pelas fraudes.
Por:Mayara Chaves,  http://www.administradores.com.br/

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

OUTUBRO ROSA

ESTE BLOG ASSOCIA-SE A CAMPANHA OUTUBRO ROSA DO CFA - CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO .

Outubro Rosa - Administradoras unidas pela prevenção ao câncer de mama.
O movimento conhecido como Outubro Rosa, comemorado em todo o mundo, remete à cor do laço que simboliza a luta contra o câncer de mama e estimula o autoexame e a realização de mamografias preventivas.
Cuide-se!


CFA - Conselho Federal de Administração

Startupês: Os Significados de 20 Termos Comuns no Mundo das Startups

Hoje, não apenas no Brasil, estamos vivendo um momento extremamente promissor e frutífero para os desenvolvedores de startups. 
Em plena expansão, esse mercado oferece grandes oportunidades para os empreendedores e investidores. E, ao mesmo tempo, traz também todo um universo de novos termos que podem não ser muito familiares a que está chegando à área agora.
Para dar uma ajudinha, separamos 20 termos que consideramos mais comuns no mundo das startups e explicamos os significados.
Confira:
Pitch
O pitch é uma apresentação com duração de 3 a 5 minutos, com o objetivo de conquistar investidores para um negócio. É o momento em que o empreendedor vai buscar convencer o investidor ou potencial cliente de que sua ideia é mais que uma ideia e tem uma proposta de valor.
Elevator Pitch
O elevator pitch tem o mesmo conceito do pitch, porém de forma mais rápida: a apresentação deve durar o tempo médio que permanecemos em um elevador - entre 30 segundos e 1 minuto.
Pivotar
O termo "pivotar" vem do verbo em inglês to pivot ("mover" ou "tirar do eixo") e significa uma mudança radical no rumo do negócio. Ou seja, quando alguém "pivota" uma ideia, significa que ela está mudando os planos e estratégias que foram pensadas anteriormente para o negócio, que podem não ter dado os resultados esperados.
Investidor-anjo
Um investidor-anjo é um profissional com experiência na área e capital disponível que resolve investir em alguns empreendimentos. Em troca, ele, geralmente, passa a ter um percentual da empresa em que investiu.
Incubadora
As incubadoras são projetos ou empresas que visam ajudar na criação ou desenvolvimento de pequenas empresas, apoiando-as nos primeiros estágios de vida. Em muitos países, as incubadoras são financiados pelo governo como parte da estratégia de desenvolvimento econômico.
Aceleradora
As aceleradoras são a versão mais moderna das antigas incubadoras, mas que, diferentemente destas, são financiadas por empresas sem fins lucrativos ou por capital privado. Em troca, as aceleradoras podem receber ações das empresas que ajudou.
Modelo de negócio
É a forma pela qual uma companhia adiciona valor e potencial de atração para os seus principais públicos-alvo, ajudando a observar os diversos elementos que compõem todas as formas do empreendimento.
Plano de negócio
Geralmente escrito por empreendedores quando desejam iniciar um negócio, o plano de negócio especifica, de forma escrita, a ideia do empreendimento. Além de reunir informações sobre a estruturação da empresa no início da mesma, pode ajudar a informar sobre o empreendimento a investidores de risco.
Produto viável mínimo (MVP)
É a versão mais simples do produto que sua empresa deseja lançar, desenvolvido com uma quantidade mínima de esforço e tempo. O MVP ajuda os empreendedores a iniciarem o processo de aprender da forma mais rápido possível, pois, diferentemente do protótipo, ele não é concebido apenas para testar design ou especificidades técnicas, mas estratégias fundamentais para o negócio.
Coworking
É um modelo de trabalho baseado no compartilhamento de espaço e recursos de escritório. Surgiu como uma alternativa para solucionar os problemas do home office, reunindo pessoas que não trabalham necessariamente na mesma empresa em um espaço produtivo.
Mentor
Os mentores são empreendedores de sucesso, especialistas e outros profissionais do mercado, com experiência e conhecimento sobre empreendedorismo. Eles apoiam os projetos de novos empreendedores, direcionando-os para o bom desenvolvimento da companhia.
Private equity
É um modeo de atividade financeira onde investidores atuam como financiadores de empresas que ainda não estão listadas na bolsa de valores, visando alavancar o seu desenvolvimento.
Venture capital
São investimentos realizados em empresas já estabelecidas no mercado, mas de pequeno e médio portes. Com foco em empresas inovadoras de tecnologia, os recursos são usados para financiar as primeiras expansões das companhias.
Rodada de negócios
As rodadas de negócios são eventos que reúnem comunidades, associações, empresários e cooperativas visando a compra e venda de produtos. Os eventos são ótimas oportunidades para as empresas apresentarem seus produtos para compradores que ainda não conhecem e estabelecerem novos vínculos comerciais.
Startup
Uma startup é uma empresa com histórico operacional limitado, geralmente recém-criadas ou em fase de desenvolvimento, que contam com projetos inovadores e promissores para o mercado em que desejam atuar. Um detalhe importante: precisam ser de alto impacto.
Lean startup
A lean startup ou startup enxuta é aquela que se foca em desenvolver protótipos rápidos e testá-los no mercado, contando, para isso, com grande participação da clientela com seu feedback. Uma startup enxuta tem forte compromisso com a máxima redução de custos e trabalho para atingir seus objetivos, evitando desperdícios e otimizando recursos.
Tração
A tração é o impulso que uma companhia ganha à medida que progride no mercado, medido através da resposta dos clientes e das finanças, embora não haja nada específico para medir esse sucesso.
Founder
O founder é o empresário que criou o negócio, o fundador. A palavra originalmente significa “aquele que forja o aço”. Assim, da mesma forma, o founder de uma empresa está forjando a nova companhia.
Co-founder
O co-founder é alguém que, em conjunto com uma ou duas outras pessoas, é fundamental para iniciar um negócio ou empresa. Cada pessoa envolvida na criação da entidade é considerada um co-founder.
Sumário executivo
O sumário executivo é a primeira seção do seu plano de negócios, com detalhes e informações que irão despertar o interesse do possível investidor a prosseguir com as negociações. Deve ser a última parte do plano a ser redigida e deverá ser escrita em diferentes versões para atender a diferentes funcionalidades (financiamento, parceiros, clientes etc).
Aporte
O aporte pode ser uma ajuda financeira para as empresas que estão, na maioria dos casos, ainda sem caixa, ou para alavancar empreendimentos já estabelecidos. Entretanto, o termo pode designar outros tipos de ajuda também, como  "aporte de conhecimento".
Business Model Canvas
Inicialmente proposto por Alexander Osterwalder, o Business Model Canvas é uma ferramenta de mapeamento de todas as áreas de uma empresa. É utilizado para o gerenciamento estratégico, permitindo esboçar e desenvolver modelos de negócios novos ou já existentes.
Copiado: http://www.administradores.com.br/