terça-feira, 27 de agosto de 2013

Do 5º S ao 10º S

O programa 5S foi desenvolvido, no Japão, com o objetivo obter um local de trabalho ordenado, limpo e saudável, proporcionando a implantação de um sistema de gestão da qualidade na organização. 

Para que isso seja possível, os sensos de utilização, organização, limpeza, higiene e autodisciplina devem ser praticados e virar um hábito dentro da empresa.

Posteriormente, o programa ganhou mais três S’s, os sensos de determinação e união, de educação e treinamento e de economia e combate ao desperdício. Os 8S’s focam mais na mudança de hábitos e comportamentos, a partir da educação, qualificação e treinamento dos envolvidos no programa. Claro que só é possível implantar os 8S´s se os 5S´s estiverem funcionando totalmente.

Sendo a melhoria uma prática que deve ser continuamente buscada, assim também o Programa 5S’s foi sendo ampliado, visando um atendimento mais amplo de suas práticas. Nesse sentido, atualmente já se fala em 10S’s.

Os dois novos S’s são:
  • 9º Senso - Shisei Rinri – Senso dos Princípios Morais e Éticos
  • 10º Senso - Sekinin Shakai – Senso de Responsabilidade Social
O Programa dos 10S’s tem como princípios reeducar os hábitos pessoais, recuperar valores, melhorar o ambiente, cuidar da saúde e da segurança, modernizar as organizações, aumentar a produtividade e promover a consciência das pessoas para a prática da cidadania. 
Nesse sentido, a alta direção precisa estar comprometida com o programa, motivar e ser exemplo para os colaboradores.

O Programa 10S’s é composto pelos seguintes sensos:
  1. SEIRI - Senso de Utilização – Procure saber o que é essencial e o que precisa estar no ambiente de trabalho, eliminando tudo o que não agrega valor.
  2. SEITON - Senso de Ordenação – Determine um local adequado para armazenar/guardar cada item necessário para o exercício do seu trabalho e identifique tudo da melhor forma possível.
  3. SEISO - Senso de Limpeza – Procure manter o seu ambiente de trabalho sempre limpo e evitando também as fontes de sujeira.
  4. SEIKETSU - Senso de Saúde e Higiene – Cuide bem de sua bem higiene e de sua saúde, seja ela, física, mental ou emocional.
  5. SHITSUKE - Senso de Autodisciplina – Procure manter a prática dos S’s, transformando-os em hábito. Escreva as rotinas para garantir sua prática.
  6. SHIKARI YARO - Senso de Determinação e União – A equipe precisa estar unida e determinada a dar continuidade ao Programa e objetivos da empresa.
  7. SHIDO - Senso de Treinamento – Educação, treinamento e qualificação são essenciais a todos na organização. Preocupe-se com o desenvolvimento das pessoas.
  8. SETSUYAKU - Senso de Economia e Combate aos Desperdícios – É necessário realizar modificações que visem o combate ao desperdício, reduzindo custos e aumentando a produtividade.
  9. SHISEI RINRI - Senso dos Princípios Morais e Éticos – É necessário ter moral e ética em todas as situações, seja na empresa ou fora dela.
  10. SEKININ SHAKAI - Senso de Responsabilidade Social – A organização e seus membros precisam ter comprometimento com a sociedade da qual pertencem, promovendo ações que visem contribuir para a melhoria da qualidade de vida de todos.
Não importa se você implantou o 5S e depois completou o Programa com os demais S’s ou se já implantou direto o 10S, o fundamental é manter o programa em funcionamento, e, para isso, todos na organização precisam estar empenhados. 

Com o tempo, será possível perceber que a prática de cada S se transformará em hábito.

São benefícios do Programa 10S:
  • maior senso de organização e economia;
  • aumento da produtividade das pessoas envolvidas;
  • menos riscos de acidentes no local de trabalho;
  • evita compras desnecessárias;
  • facilita a movimentação interna;
  • aumenta a produtividade;
  • ambiente mais agradável e sadio;
  • diminuição do desperdício;
  • melhoria da imagem interna e externa da empresa;
  • elevação dos níveis de satisfação e motivação pessoal;
  • foco na prevenção de doenças;
  • conscientização da responsabilidade nas tarefas;
  • cumprimento das regras estabelecidas;
  • maior compromisso dos colaboradores;
  • melhoria nas relações interpessoais;
  • preservação do meio ambiente;
  • atitudes éticas seja nas relações internas ou externas.
O Programa dos 10S’s, assim como o dos 5S’s, é um programa amplo, possível de ser implantado em todos os tipos e tamanhos de organização.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

VENDAS: Tem a Cor da PAIXÃO

A paixão  é o ponto fundamental da venda. 

Sem paixão não há vendas. 

Se você não ama o que vende, vá vender outra coisa ou mude de profissão.

Se você não estiver “em chamas” perderá para alguém que está.

Qual a diferença entre o fracasso e o sucesso nos vendedores? 

Não há truque, nem varinha de condão ou poção mágica... 
  • O que existe é trabalho e este só acontece para quem adota estratégias. Não há crise que resista ao trabalho!
Estes passos fundamentais que eu chamo aqui de atributos de vendedores e empresários bem sucedidos há séculos passam por várias crenças que só podem ser movidas pela paixão.

Algumas dessa crenças:

             1. Acreditar e ser motivado
             2. Associar-se às pessoas certas
             3. Planejar seu dia
             4. Oferecer as respostas que seus clientes existentes e potenciais precisam
             5. Reconhecer oportunidades
             6. Assumir responsabilidades
             7. Errar tentando acertar (o melhor professor é o fracasso)
             8. Fique de olho no prêmio – Fixe suas metas
             9. Atitude positiva 
            10. Ignore os intolerantes, também conhecidos como “do contra”.

Parece que há muito poucas pessoas dispostas a empregar “esforço” para ir de onde estão para onde querem estar.

Cuidado: Você pode ser o seu sucesso ou o seu próprio obstáculo. 
  • A maioria dá desculpas e culpa o mundo por suas escolhas ruins.
A vitória vai para os preparados, aqueles que acreditam em si, que se ligam às pessoas certas, que enxergam as oportunidades e assumem riscos.

Não é segredo, é paixão!

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

  http://www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Como a Internet está Arrebentando a Audiência da Globo

Não é apenas o Jornal Nacional que perdeu um terço do público na última década.
Salve Jorge foi a pior audiência da história da Globo
Salve Jorge foi a pior audiência da história da Globo
Dias atrás circulou na internet um levantamento. Nos últimos dez anos, o Jornal Nacional perdeu um terço da audiência.
Quem ganhou? Não foi a concorrência na tevê.
Foi a internet.
Todos já notaram que a internet está matando a mídia impressa – jornais e revistas.
Mas são poucos os que estão enxergando um pouco adiante: a tevê, tal como a conhecemos, já está também no corredor da morte, sob a ação da internet.
Uma pesquisa da prestigiosa Forrest traz um dado que conta tudo: hoje, os brasileiros gastam três vezes mais tempo na internet do que na tevê.
E, dado o crescimento avassalador da internet, logo serão quatro vezes mais, e cinco, e seis – até o traço.
Não é apenas o Jornal Nacional que emagreceu consideravelmente nestes dez anos em que a internet se consolidou entre os brasileiros.
O Domingão do Faustão, em São Paulo, o mercado que é referência para o mercado publicitário, desabou ao longo dos últimos anos para 10% do Ibope.
Pouco tempo atrás, executivos da Abril entrevistaram estagiários. Foi perguntado a eles: “Quem vê o Faustão?”
Ninguém. Também foi perguntado quem lia a Veja e a Exame, e uma mão misericordiosa se ergueu.
O Fantástico é, hoje, uma ruína dominical. Nos anos 1980, seu apogeu, a audiência passava de 40%. Hoje, está na casa dos 13%, 14%. Outra ruína dominical é a Fórmula 1: perdeu metade do público de 2003 para cá.
O último reduto da Globo, as novelas, seguem o mesmo percurso.
Na década de 1980, Roque Santeiro teve, em seu pior dia, 58% de audiência. No melhor, 95%.
Dez anos atrás, Senhora do Destino teve média de 50%. No ano passado, Salve Jorge ficou em 30%.
Hoje, a Globo é notícia muito menos por sua programação do que por coisas como o esdrúxulo horário do futebol por força da novela e a supersonegação na compra dos direitos da Copa de 2002.
Resta o paradoxo da publicidade.
Mesmo com audiência em dissolução, a Globo continua a faturar absurdamente em publicidade. Mesmo o governo — sistematicamente atacado pelos medalhões da Globo em todas as mídias —  colocou cerca de 6 bilhões de reais em propaganda na empresa nos últimos dez anos.
O milagre-truque se chama Bonificação por Volume, ou BV, uma criação de Roberto Marinho. É uma comissão, ou propina, paga às agências. Quanto mais elas anunciam na Globo, mais ganham. Hoje, muitas agências dependem do BV da Globo.
Mas até quando elas vão anunciar num Faustão, ou num Fantástico? Quando a audiência recuar para um dígito, que anunciante tolerará o emprego de seu dinheiro conveniente apenas para a Globo e para a agência?
Na verdade, surpreende que os anunciantes não tenham se insurgido, ainda, contra o macabro expediente do BV.

  • Os anunciantes encontram seus consumidores onde? No Fantástico ou na internet?
Ora, já hoje os brasileiros gastam três vezes mais tempo na internet que na tevê.
Ponhamos dez anos na frente, e com a velocidade arrasadora que a internet tomou.
Que será a Globo em 2023?
Estará viva? É possível. Mas não será sombra do que foi um dia e nem do que é hoje.
Por:  Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.http://www.diariodocentrodomundo.com.br

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Técnica da Pergunta no Feedback

O feedback é um ato de comunicação, mas a sua dinâmica é fortemente baseada em um “jogo de percepções”.

São diversas as sensações e sentimentos que o feedback provoca. 

Evidentemente se temos um recrudescimento da influencia emocional é normal que a lógica e a sensatez fique prejudicada.

E por estar vinculada á uma observação sobre um trabalho realizado sempre fica a sensação de intromissão. O sentimento de preocupação aflora: 
  • “Será que não agradei com a minha ação”? 
  • “O que será que ele quer desta vez”? 
  • “Porque ele só percebe quando erro”?

Ambiente propício para “defesas”, racionalizações e bloqueios que dificultam uma melhor compreensão da ação de feedback. 

É uma enorme perda pois perde-se o aproveitamento de um dos mais importantes recursos para o desenvolvimento.

Por isso algumas técnicas pode nos auxiliar a administrar o ambiente e conduzir o processo para o melhor resultado.

E a que queremos apresentar agora é a “técnica da pergunta”.

Vocês sabem que, muitas vezes, para a descoberta da verdade a pergunta é mais importante que a resposta.

Uma frase atribuída á Confúcio diz: “Eu não procuro saber as respostas. Procuro compreender as perguntas”.

Em suma utilizar a pergunta como recurso para administrar o ambiente e a condução do feedback é exemplarmente eficaz.

A pergunta, se colocada de forma amigável, conduz á um diálogo e a um equacionamento das tensões. Antes disso o diálogo transforma-se em disputa.

Por questão didática vamos dividir a prática da pergunta no feedback em três momentos:

1. A primeira fase da técnica é a de Reconhecimento, quando procuramos posicionar o fato.

Mesmo que tenhamos muitas informações é importante começar com perguntas como: 

- “O que aconteceu”? / “Como está a situação?”, sempre dando espaço para o outro explicar-se. 
Procure primeiro entender a situação para só depois entender como aconteceu o desvio.

Não precisamos nem mesmo forçar muito. Perguntas como essas levam á abertura. Muitos problemas conseguem resolver-se nessa fase quando permitimos a expressão e o entendimento.
  • Pergunte! Aguarde mais informações. 
  • Ouça. Sempre há mais informações quando damos oportunidade para ela aparecer. Se não ficou claro nesta fase vá á seguinte.
A fase seguinte é a Exploratória, quando procuramos entender com mais profundidade buscando, inclusive, conhecer a origem do problema. 

Na questão do feedback é fundamental entender o que causou o desvio, pois para solucionar é necessário trabalhar a origem. Caso contrário a possibilidade de repetir-se o problema aumenta muito.
  • Um pergunta poderosíssima desta fase é: “POR QUE?”. 
Esta simples pergunta tem um poder enorme de trazer à tona as razões, motivos, origens do fato. Provocando uma reflexão sobre todo o processo de ação. Nesta fase é comum percebermos os fatos que provocaram os desvios do alvo principal.

Sim porque não cabe a resposta “Porque sim”. Essa resposta só é permitida ás Mães para as crianças pequenas, muito pequenas. É, talvez nem isso mais.

O interessante da pergunta “Por que” é que ela pode ser repetida diversas vezes sem ser repetitiva. 
É, apenas, exploratória. 

O por que aconteceu assim? Por que Vc pensou isso? Por que achou que daria certo? Aproveite, pesquise. Vai ajuda-lo a entender e vai permitir que o outro reflita sobre questões novas.

Nesta fase também usamos um recurso que ajuda significativamente para clarear o sentido da comunicação. 
É a repetição da frase dita pelo outro, mesmo que com outras palavras. É o recurso de “parafrasear” o interlocutor. Repita o que foi dito para gerar reflexão. 
  • Por exemplo: “Quer dizer então que.....” ou, “Você está dizendo que achou que ele não iria....”
Esta ação permite ao indivíduo melhorar a auto percepção.  
Transforma-o num espectador de si mesmo, e, dessa forma, muitas vezes, permite-lhe corrigir a interpretação equivocada ou, até mesmo, não consciente até esse momento. A fase seguinte deve ser dirigida para a ação de reorientação.

Esta terceira fase denominamos de Conclusiva, porque terá que ser assim. 

Não há retórica nas orientações derivadas de um feedback. Temos que ser objetivos e práticos de maneira a realmente clarificar a função de Reorientação do feedback.

É fundamental esclarecer todos os pontos a começar pela preocupação, da chefia, em orientar o melhor caminho. É o exercício da função. Todos os subordinados devem ter a clara consciência de que o feedback é uma ação obrigatória da gestão. 

Lembrem-se de que a ação de Feedback é uma “ação cumplice”! Todos estão no mesmo barco a procura do melhor resultado!

Definir a orientação e analisar o desvio como função de aprendizagem e desenvolvimento são ganhos substanciais do processo de feedback. 

Não defina apenas a solução. Aproveite para trabalhar as razões que levaram ao desvio. Também se aprende muito com as falhas (ou até mais).

Aproveite o melhor possível a sua ação de Feedback. Percebeu que Você pode utilizar bem as perguntas para conduzir o processo?

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Alguns Significados para Antigas Palavras…

Recebi uma mensagem com a qual aprendi novos significados para antigas palavras. Veio em boa hora, eu andava esquecendo que as palavras podem significar bem mais do que parecem. 
Gostei dos novos significados, eles me abriram outras possibilidades. Vou comentar alguns, peço que o autor não se incomode, seu nome foi omitido na mensagem original. 
Graças a ele descobri que “ainda” é “quando a vontade está no meio do caminho”. Por isso um “ainda” nunca é definitivo, deixa sempre uma expectativa. 
Descobri também que a lágrima pode ser definida como “um sumo que sai dos olhos quando se espreme o coração”. É uma imagem forte, não sei se terei coragem de olhar o que sobra de um coração espremido – é difícil separar emoção de lágrima.
Após cada revelação eu me perguntava por que ando usando palavras com tanta economia. 
E a amizade? 
Alguém desconhece sua importância? 
É impossível viver sem amigos, talvez seja por isso que ela tenha tantos significados. 
Aprendi que é “quando você não faz questão de você e se empresta para os outros”. 
Emprestamo-nos para os outros? Sim. Demorei pra perceber isso, que às vezes “viajamos” para nos “emprestar” aos outros… 
De repente me veio a imagem de um boteco enfumaçado (quando isso ainda era possível), madrugada chegando e a gente escutando dramas. Ficávamos ali, “nos emprestando”, deixando de “sermos nós”, para consolar, para repetir que a vida é sempre melhor do que parece…
Depois foi a vez de uma palavra perturbadora – “abandono”. É difícil encontrar outro significado pra ele, mas o cara conseguiu. Ele mostrou que o abandono pode ser suavizado para diminuir a tristeza. 
Mesmo que o abandono machuque, a poesia pode ser empregada para defini-lo definitivamente: é “quando o barco parte e você fica…”. É verdade. 
Dói ficar num porto qualquer, assistindo levarem uma parte de nós, embora sempre passe outro barco para carregar o que restou para portos mais confiáveis. 
Mais uma: “sentimento”. Além de ser aquela coisa que toma conta de tanta gente sem pedir licença, ele também é “a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado”. 
Hoje estou convencido de que o coração é poliglota, deve ser por isso que eu não conseguia entendê-lo, sempre tive a sensação de que ele usa um idioma estranho para falar comigo.
Agora a definição perfeita. 
A explicação para minha inseparável ansiedade. Eu não entendia o significado exato dessa sensação. Hoje tenho o diagnóstico: “é quando sempre faltam cinco minutos para o que quer que seja”. 
Estou aliviado, não sou maluco. Sempre tive a sensação de que me concediam pouco tempo pra tudo, hoje sei que eram cinco minutos – nada mais… 
Já uma outra palavra, a “indecisão”. Ela incomoda, geralmente adia a felicidade, maltrata. 
Meu amigo anônimo diz que ela acontece “quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa”. 
Quem não passou por isso? 
O pior é que sabemos realmente o que queremos, embora estejamos sempre com o olho em coisas distantes, bem longe das coisas possíveis…
Agora aquele sentimento que esperamos das pessoas depositárias da nossa confiança – lealdade. 
Sabemos a importância da amizade, de um amor leal, mas a explicação para lealdade superou minha expectativa: “é uma qualidade dos cachorros, que nem todo o ser humano consegue ter”. 
Realmente, nem todos conseguem conservar intacto esse atributo. A associação é perfeita. Diferente dos homens, neles a lealdade é algo inato, nada os faz trair. 
Mas para lembrar o que sentimos quando alguém é desleal, nada é mais claro do que o sentido dado à palavra “decepção” Percebemos imediatamente sua proximidade “quando, quase de maneira automática, riscamos em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho…”. Precisa mais?
Finalmente, a última. 
É o beijo, algo que eu imaginava não precisar de palavras para ser definido. Estou falando do beijo de amor, diferente do beijo do Judas… 
A definição ajuda a entendê-lo mais: é “um procedimento inteligentemente desenvolvido para a interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias”. 
Iria ficar por aqui, mas não resisti a mais um novo significado. 
É sobre a “felicidade”. É “um agora que não tem pressa nenhuma”. 
Ainda bem, a felicidade quando nos procura precisa ser bem tratada, acarinhada, bajulada. Talvez assim ela fique o máximo possível nos apertando em seu peito.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Vendedores e Prostitutas

Ainda que este termo possa ofender ouvidos, sentimentos e olhos mais intelectuais ou pudicos, você certamente já ouviu estas frases:

- Este mercado é muito prostituído!


- Vendedor é igual garota de programa!


Por mais que as vendedoras de produtos e serviços convencionais respeitem as profissionais da noite, pergunte para elas se consideram justa esta comparação. E após perguntar, prepare-se para correr.


Também conheço outras centenas de homens, vendedores sérios e comprometidos com seus clientes, frequentemente comparados com quem vende o corpo sem nenhuma cerimônia.


Não tenho absolutamente nada contra garotas de programa. Quero apenas contribuir para a justiça ou injustiça desta analogia e não sou eu quem vai decidir, mas sim você: 



Nós costumamos comparar profissionais da noite com a profissão dos engenheiros, economistas, médicos, jornalistas ou qualquer outra? 


Certamente, a sua resposta é não!


Se ainda assim, com esta base de argumentação, você observa que algumas pessoas continuam com reservas sobre vendedores, aí vai um recado e peço, POR FAVOR, que você encaminhe para estas pessoas que saem pregando rótulos sociais:

Nós vendedores não somos em NADA melhores que as prostitutas, tampouco piores, apenas escolhemos funções e vidas diferentes. 

As garotas de programa deixam uma lição, não apenas para vendedores, mas para a toda sociedade e se quiserem nos comparar, que no mínimo saibam fazer:

Nós não vendemos para qualquer um sob quaisquer circunstâncias, mas sim para quem reconhece que o nosso produto ou serviço vale mais por meritocracia;

Assim como a maioria das garotas de programa, não somos inflexivelmente seletivos, entendemos que muitos podem comprar os nossos produtos e não apenas os mais belos, desejados e estereotipados clientes;

Os vendedores éticos têm salários muito superiores, se comparados com as profissões exemplificadas.

As semelhanças terminam por aqui.
Quando as primeiras horas do alvorecer se fazem surgir, as garotas de programa em geral vão dormir. Os vendedores também?
Não!

Eles ficam bem acordados e com os olhos fixos em você, que ainda discrimina esta profissão.

O ser humano é vendedor nato de imagem, ideias e convicções. Assim, TODOS NÓS, você goste de admitir ou não, somos vendedores. 

Portanto, pense bem antes de fazer comparações preconceituosas ou pague o preço, pois a REVOLUÇÃO EM VENDAS não é mais uma questão de possibilidade, e sim de prazo. Esta revolução exigirá o respeito de todas as profissões, afinal não vai haver espaço no mercado para quem não sabe vender o melhor de si.

Um pensamento final: Médicos que não sabem vender a sua imagem provavelmente terão a carreira mal sucedida, por mais competentes que sejam. Se contratarem um consultor de imagem (necessariamente vendedor) poderão ter sucesso!

Ou seja, estes mesmos vendedores que algumas pessoas tentam ofender, podem lhes salvar a carreira. Pense nisso...

A escolha, como sempre, é apenas sua!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Enlouqueça com MODERAÇÃO

Diferente de quem vende droga ilícita, os fabricantes de bebidas alcoólicas descobriram a palavra chave para aumentar seus lucros sem remorso: moderação. 
Beba com moderação, dizem eles. 
O aviso é dispensável, todos sabem que eles querem mesmo é convencer todos a beber. 
Faz mal, vicia, enlouquece, mas eles incentivam o consumo. 
Fique maluco aos poucos, beba com moderação, mas beba…
É claro que devemos fazer tudo com moderação. Sem exagero, podemos fazer muitas coisas. 
Exerça sua opção, faça o que tiver vontade, mas siga o conselho dos fabricantes de bebida. 
Certamente sua consciência ficará mais leve quando fizer algo que não deve. 
Lembrei de cinquenta coisas que podem ser feitas moderamente. 
A lista pode ser aumentada com facilidade…
- Beba com moderação
- Ame com moderação
- Elogie com moderação
- Transe com moderação
- Assista à TV com moderação
- Mande todos pra puta que pariu com moderação
- Dissimule com moderação
- Seja corajoso com moderação; medroso também
- Seja esperto com moderação
- Beije na boca com moderação; noutros lugares idem
- Use cartão de crédito com moderação
- Xingue com moderação
- Se autoelogie com moderação
- Reze com moderação
- Minta com moderação; diga a verdade também
- Use telefone com moderação; o do serviço também
- Perdoe com moderação
- Dedure com moderação
- Odeie com moderação
- Cobice com moderação
- Aposte com moderação
- Discuta com moderação
- Seja sovina com moderação
- Coma com moderação
- Fale com moderação
- Discorde com moderação
- Descanse com moderação
- Use o celular com moderação
- Faça filhos com moderação
- Puxe saco com moderação
- Namore com moderação
- Seja sincero com moderação; infiel também
- Negue com moderação
- Diga que não sabia com moderação
- Seja irônico com moderação
- Seja impiedoso com moderação
- Engane com moderação
- Sofra com moderação
- Arrependa-se com moderação
- Sonhe com moderação
- Dê (e negue) aval com moderação
- Durma com moderação
- Seja mau com moderação; bonzinho também
- Inveje com moderação
- Acredite com moderação
- Trabalhe com moderação
- Concorde (e discorde) com moderação
- Olhe com moderação
- Despreze com moderação
- Finalmente, enlouqueça com moderação

Duas exceções: leia meus textos, e torça pro Grêmio sem moderação…
Copiado com Moderação: http://www.valacir.com/

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Como Dinamizar Seus Relacionamentos Pessoais

Atualmente temos uma diversidade enorme de meios para comunicação, de forma que nossas relações interpessoais requerem atenção muito especial para não perderem a eficácia.


No passado recente, os contatos eram feitos por meio de telefone direto, correio, cartas e telegramas. Depois vieram as mensagens transmitidas por fax e a seguir telefones celulares que se tornaram de uso comum. Agora a Internet dominou os mercados pela rapidez com que as comunicações podem ser feitas em todas as partes do mundo.
Apesar desse enorme progresso, muitas pessoas demonstram dificuldades para acompanhar tantas novidades, principalmente as mais idosas. Entretanto, os relacionamentos pessoais continuam a aumentar sua importância, para que se mantenha atualizada nossa vida social e profissional. Esse é o novo desafio.
  • Existe algum método que poderemos utilizar para manter e dinamizar nossos relacionamentos? 
A resposta é sim, mas precisamos ficar atentos às novidades passageiras cuja tecnologia avança com tal rapidez que poderá nos desesperar. 
Não podemos confundir o progresso tecnológico, que é positivo e necessário, com a necessidade básica de evoluirmos em nossos relacionamentos para melhorar a qualidade de vida, caso contrário restará vivermos fora da modernidade - o que não deixa de ser uma opção.
Para aqueles que preferem manterem-se ativos temos várias possibilidades, ou seja, aprendermos a utilizar os novos meios de comunicação ou encontramos uma forma de utilizá-los sem estresse, aproveitando o que têm de bom.
Uma possibilidade que julgo excelente é a utilização do Programa de Mudança de Comportamento (PMC), que nos foi apresentado pelo professor Noriyuki Murata em curso presencial assistido em Nagoya no Japão em 1986, o qual gentilmente, nos autorizou a traduzir para o português os textos que nos foram entregues pela AOTS, acrônimo que designa, a “The Organization for Tecnichal Scholarship” (Organização para Estudantes Técnicos).
O PMC propõe metodologia para aprimorarmos e dinamizarmos rapidamente nossos relacionamentos interpessoais. A seguir trataremos dos cinco princípios aplicáveis.
  • Primeiro Princípio: Mantenha e aumente a autoestima de seu interlocutor.
Qualquer pessoa que se sinta competente tem muito mais probabilidade de realizar uma tarefa de forma correta, sentindo-se altamente motivado e realizará consistentemente com esse sentimento. Precisamos estimular essa e competência em nossos interlocutores de maneira que a autoestima os leve a executar suas tarefas com tal empenho que os resultados sejam aprimorados.
Valemo-nos do conceito apresentado por Stanley Coopersmith para definir autoestima. “Refere-se à avaliação que o individuo faz e habitualmente mantém de si mesmo; expressa uma atitude de aprovação ou desaprovação, e indica a que ponto o indivíduo acredita-se capaz, importante, bem-sucedido e merecedor. Em resumo a autoestima é um julgamento pessoal do valor próprio, que se expressa nas atitudes que o individuo toma consigo mesmo”.
A falta de conhecimento ou desprezo pelo assunto gera dificuldades no seu relacionamento, eliminando qualquer comunicação adequada e o encontro de soluções que elevem os resultados. A manutenção e o reforço da autoestima é uma atividade sensível que está presente em todos os relacionamentos no lar, na escola, nas empresas, nos clubes, com amigos e em outras oportunidades.
O impacto positivo da aplicação de técnicas e exercícios de autoestima, segundo o Dr. Nathaniel Branden, canadense, formado em psicoterapia pela Universidade da Califórnia, vem ajudando as pessoas a desenvolverem suas atividades mais assertivamente.
Existem várias formas de aumentarmos a autoestima de outra pessoa: um simples sorriso, um aperto de mão, o reconhecimento de um valor superior da pessoa como cooperação ou alcançar um objetivo.
  • Segundo Princípio: Enfoque o comportamento e não a personalidade do interlocutor.
Quando nos apoiamos em traços da personalidade das pessoas, aumentamos a possibilidade de desgastar a sua autoestima. Nessa situação, a pessoa se colocará na defensiva e poderá utilizar mecanismos de negação, falsidade e distorção da realidade de forma a não se expor e proteger-se.
Uma forma de resolver o problema é focalizarmos o comportamento e o fato ocorrido e não a atitude, personalidade e aptidões inatas da pessoa alvo de nossa atenção.
Normalmente os traços de personalidade, valores, qualidades de caráter, como ser honesto, ser sincero, ser ou não ser orgulhoso, são abstrações de conteúdo positivo, porém não são evidenciadas no que as pessoas estão fazendo no desempenho de suas atividades. Por outro lado, rir, andar rapidamente ou lentamente, falar, fazer ou não uma atividade (comportamento) são exemplos de desempenho e indicam claramente o que a pessoa faz ou vem a fazer. Assim, identificamos o que devemos enfocar: apenas os comportamentos.
  • Terceiro Princípio: Escute atentamente (Escuta Ativa) para sentir e satisfazer o interlocutor.
A Escuta Ativa é uma técnica de comunicação que visa entender o que o nosso interlocutor está sentindo e qual o significado e o que deve ser apreendido da sua mensagem. Após o recebimento da mensagem, devemos colocá-la em nossas próprias palavras e voltar ao interlocutor para verificar se nosso entendimento está correto. Esta “tradução” da mensagem não deve expressar opinião ou pensamento. Esse exercício ajuda, definitivamente, a melhorar o entendimento entre as pessoas.
  • Quarto Princípio: Utilize técnicas de reforço para moldar o comportamento.
Um importante aspecto dos treinamentos de Relacionamento Interpessoal é a utilização de Técnicas de Reforço, especialmente as de Reforço Positivo. Esses instrumentos são um método poderoso para Mudança de Comportamento, tanto para fortalecer um comportamento desejado, tanto para mostrar iniciativa no trabalho como para diminuir um comportamento indesejado.
Para cada situação deve-se empregar algum tipo de reforço. Há quatro formas de reforços para moldar o comportamento do interlocutor:
  1. Reforço Positivo
  2. Reforço Negativo
  3. Punição
  4. Extinção
Alguns cuidados deverão ser tomados para aplicação de Reforços. Em primeiro lugar não poderão ser entendidos como manipulação do interlocutor, mas um meio de ajudá-lo a ter um melhor relacionamento.
Devem ser aplicados no início da exposição do comportamento desejado ou indesejado e serão gradativamente aumentados ou reduzidos, em função da repetição do comportamento.
  • Quinto Princípio: Estabeleça e mantenha a comunicação
As soluções mais eficientes são determinadas quando forem estabelecidos canais de comunicação abertos entre as pessoas.
Nas situações de trabalho, os supervisores podem utilizar sua posição de liderança para criar comunicações mais eficientes, convidando os subordinados a falarem mais livremente, encorajando-os a oferecer opiniões, sugestões e idéias para solução de problemas, o que constrói a autoestima, a autoconfiança, a competência e o envolvimento pessoal.
A técnica acima exposta propicia melhores relacionamentos e faz parte da melhoria na qualidade de vida das pessoas.
Por - João Baptista Sundfeld - http://www.qualidadebrasil.com.br