terça-feira, 23 de julho de 2013

O 2º S dos 5S´s – Senso de Organização

O segundo senso do Programa 5S é o chamado Seiton ou Senso de Organização ou de Ordenação. 

Ele consiste em arrumar objetos, materiais e informações úteis de maneira funcional, possibilitando o acesso rápido e fácil ao que deseja.

O lema desse senso é ter cada coisa em um lugar definido de forma a facilitar a localização por qualquer pessoa e a qualquer momento.

Algo imprescindível para a implantação desse senso é a conscientização da importância de sermos pessoas organizadas. O que adianta organizar tudo, se depois vem alguém bagunçando tudo?

Depois de reforçar esse aspecto, você precisa realizar uma pesquisa do layout adequado para o ambiente e de todos os objetos que o compõem. Um ponto interessante é se você documentar por fotos ou filmes o ambiente, assim poderá comparar o “antes” e o “depois” da implantação do segundo S.

É chegada a hora de organizar os objetos. Arrume a disposição dos móveis, organize os materiais que restaram após a etapa de descarte e determine e identifique um lugar para cada objeto.
Determine os locais apropriados e os critérios de estocagem de materiais, equipamentos, ferramentas e documentos.

Lembre-se de um fator importante: itens mais velhos devem ser deixados à frente dos mais novos, pois precisam ser usados primeiro, principalmente no caso de materiais com prazo de validade.

Perceba que a organização não ocorre apenas no ambiente físico, no meio virtual ela também é necessária. Nos computadores, identifique arquivos ou pastas e organize os e-mails.

Leia abaixo algumas dicas para praticar o Senso de Organização:
  • Organize suas coisas de acordo com os seguintes critérios:
    • Aquilo que é usado constantemente fica ao alcance das mãos.
    • Usado ocasionalmente, mantenha próximo ao local de trabalho.
    • O que é usado raramente fica fora do local de trabalho.
  • Defina mecanismos de identificação apropriados.
  • Padronize nomenclaturas.
  • Use etiquetas coloridas para identificação.
  • Identifique o lugar de cada coisa e os objetos guardados.
  • Organize seus livros por gêneros e em ordem de relevância e interesse na leitura.
  • Separe documentos pessoais e profissionais em pastas identificadas.
Depois de organizar tudo, verifique se realmente o que precisava foi feito. Para isso, responda as seguintes perguntas:
  • Há um local determinado para cada tipo de objeto?
  • Os materiais/equipamentos estão organizados e identificados?
  • Os materiais quando retirados e usados, são colocados no mesmo lugar?
  • Todos os materiais e documentos em cima das mesas estão sendo utilizados? Há excesso de materiais nas mesas, gavetas ou armários?
Com tudo organizado, esperam-se os seguintes benefícios:
  • Facilidade para encontrar documentos, materiais e outros itens necessários ao trabalho.
  • Diminuição de compras desnecessárias.
  • O término do estresse de procurar algo e não encontrar.
  • O aumento do fluxo das informações.
  • Maior agilidade no trabalho.
  • Melhoria na comunicação interna e externa.
  • Melhora no aspecto visual dos ambientes.
Fonte:Sonia Jordão   http://www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O 1º S dos 5S´s – Senso de utilização

O primeiro senso do Programa 5S é o chamado Seiri ou Senso de Utilização.

É o nosso ponto inicial para colocar o trabalho em ordem. É saber, antes de tudo, separar o que é útil do que é inútil e o que é necessário do que é desnecessário.

Atente que inútil não significa que pode ser jogado fora, e sim que no momento não tem utilidade.

O Senso de Utilização consiste em analisar os locais de trabalho e classificar todos os itens (objetos, materiais, informações, etc.) segundo critérios de utilidade ou frequência de uso, para depois retirar do ambiente tudo o que não precisa estar ali.

Objetos inúteis precisam ser descartados, vendidos, doados ou jogados no lixo. Devemos procurar manter somente o necessário para as atividades na quantidade certa e em condições de uso. Vamos descartar tudo aquilo que foi usado nos últimos meses e que não há previsão de ser usado novamente.

Somente o que tiver utilidade imediata deve estar na área de trabalho: coloque perto da máquina, bancada, mesa ou área de trabalho o que se usa toda hora; próximos ao local de trabalho devem ficar os materiais usados poucas vezes no dia; e, no armário, arquivo ou depósito deixamos os materiais usados de vez em quando.

Nessa etapa, separamos os objetos e/ou materiais por grau, tipo ou tamanho.

Pense nas atitudes que você pratica no seu dia a dia que podem ser consideradas como desperdício e procure evitá-las. Vejamos alguns exemplos de desperdício:
  • Produtos e/ou serviços em fila de espera para serem executados.
  • Estoques além do necessário.
  • Luzes acesas em ambientes vazios ou muito claros.
  • Banhos quentes demasiadamente demorados.
  • Máquinas e equipamentos ligados desnecessariamente.
  • Jogar no lixo materiais em condições de uso.
  • Bate papos desnecessários no ambiente de trabalho.
Para garantir o sucesso da implantação do 1º S, é necessário realizar um planejamento claro de tudo aquilo que precisa ser feito. Cartazes podem ser afixados, visando a sensibilização da equipe. E, além disso, é importante capacitar todas as pessoas para a execução do senso de utilização.

A criação de uma lista de verificação é um instrumento que auxilia na prática do senso. Entre os questionamentos da lista podemos citar as seguintes perguntas:
  • Há objetos desnecessários no local de trabalho?
  • Há quantidade excessiva de material de expediente (lápis, borracha, caneta etc)?
  • O Senso de Utilização foi realizado no computador?
  • As áreas em comum, tais como cozinha, banheiros, vestiários, pátios estão em ordem?
  • Quando necessário, os colaboradores utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s)?
Com o início do Senso de Utilização, começam a surgir os materiais inúteis, que devem ser removidos para uma “área de descarte”. 
  • Nessa área, todo o seu material deve ser devidamente identificado. 
  • A área de descarte não é sinônimo de bagunça. 
  • Até porque, nessa área, há muita coisa que pode ser útil para outro setor, por isso o descarte deve estar organizado e os objetos de fácil localização.
Com o primeiro S implantado, esperam-se os benefícios abaixo:
  • Facilidade nas informações e na procura de objetos.
  • Diminuição da necessidade de espaço e de estoque de materiais.
  • Diminuição do desperdício.
  • Diminuição de custos.
  • Melhor aproveitamento do tempo e de recursos.
  • Maior organização.
  • Aumento da produtividade.
Este foi o primeiro artigo de uma série que falará sobre cada senso do Programa 5S. Espero que as palavras acima tenham sido de grande valia e esclarecido possíveis dúvidas. Sucesso!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Equipes de Alto Desempenho em Vendas


Quando chega a um novo clube qual a primeira coisa que um técnico faz?
  • Conhecer o plantel que tem em mãos!
Em vendas não pode ser diferente.

Não é nada raro gestores de vendas reclamarem das suas equipes. Não passa uma só semana em que eu não ouço que a equipe tem vendedores preguiçosos, que só vendem preço, são tiradores de pedido, se satisfazem com pouco entre outros adjetivos menos elegantes. 

Agora vamos pensar em como você pode mudar isso e criar uma equipe com alto desempenho.


1.  Defina o perfil da equipe 
Pense em uma tática de jogo. Neste jogo você necessita de atletas que saibam cadenciar a partida, outras velozes e criativos, alguns com um pulmão invejável e por aí vai. Pense em cada região de vendas e se pergunte: - Qual seria o melhor perfil para aqueles clientes? Em determinados momentos funciona muito bem contratar alguém que mora na região de atuação e que faça parte do dia a dia da comunidade, em outros momentos isso pode ser um grande erro. Defina que tipo de pessoas você quer ter na sua equipe. Isso é o começo de tudo.

2. Paciência e tempo na contratação
A maioria dos gestores de vendas que conheço detesta contratar. Acham que isso é coisa do RH. Errado! Contratar bem não é perda de tempo é INVESTIMENTO! Participe do processo seletivo, reúna-se mais de uma vez com o candidato, pesquise sobre sua atuação em empregos anteriores, ligue para clientes que ele atendeu, enfim contratar certo é uma grande vantagem competitiva.

3. Não tenha medo de demitir
Toda demissão é traumática, é chata e desagradável. Ninguém gosta de demitir, mas estender o sofrimento alheio é crueldade. O vendedor há tempos não atinge metas, não agrega a equipe, detesta os treinamentos que a empresa oferece, não aprende e nem muda nada com os feedbacks que recebe, não tem perfil e só está lá por tem tempo de casa? A concorrência agradece. Já pensou que o emprego atual também pode ser um grande tormento para quem está nas condições acima citadas? Deixar como está só garante poucas vendas e péssimos resultados.

No próximo artigo veremos mais dicas de como construir uma equipe de alto desempenho, mas já percebemos que o ditado “pau que nasce torto, morre torto” é em vendas tão certo quando o dia após a noite.


Outros pontos que levam uma equipe a ter um desempenho superior.

1.  Missão, valores e crenças bem definidos
Não há nada pior do que ver a missão, valores e crenças expostas na recepção da empresa e saber que nada daquilo é realmente praticado. Para ter uma equipe de alto desempenho é preciso ter clareza no discurso e exemplo nas atitudes. Ser firme nos valores e jamais abrir mão do que é certo são mensagens poderosas que atraem e retêm os melhores talentos.

2. Gestão participativa
O talento quer e precisa mais do que ser ouvido, ele precisa sentir-se ouvido! Conquiste o comprometimento das pessoas convidando a participar da elaboração das metas, projetos estratégicos, enfim em tudo aquilo que pode mudar os rumos da sua empresa. Quanto mais eu participo da decisão mais me engajo na execução.

3. Cultive um bom ambiente de trabalho
Remuneração diferenciada é sempre um atrativo, mas nada, nada substitui um ambiente alegre e desafiador. A forma como sua empresa integra os colegas de trabalho, trata os familiares dos funcionários, seus fornecedores e comunidade fazem toda a diferença quando o assunto é ter pessoas talentosas no seu quadro de pessoal. Passamos mais tempo no trabalho do que em casa. Só esse argumento é suficiente para você pensar em criar variáveis que façam o profissional gostar de estar na sua empresa.

Não existe crescimento sustentável sem uma grande equipe. Pessoas com alto desempenho querem muito mais do que um bom salário, elogios ou educação continuada. Elas querem participar ativamente da construção da história do lugar em que trabalham.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

FLUXO DE CAIXA - Passo a passo para você organizar o seu

Quando eu tinha uns 10 anos de idade, meu primo me mostrou como construir pequenas bolas utilizando bexigas como base e conteúdo de arroz, farinha ou água.
Como aprendi a manufaturar facilmente o brinquedo (que era bem legal, por sinal) e meus amigos começaram a me perguntar onde havia comprado, vi que existia uma oportunidade de mercado: fabricar essas bolinhas e vender na minha classe da escola.
Depois de fabricar a primeira leva de bolinhas, sabe qual foi a primeira coisa que fiz?
Peguei o final do caderno de matemática, anotei os gastos que tive com os materiais e, depois do 1º dia de vendendo, anotei o quanto faturei por venda – com isso, somei todos os valores e vi que tinha lucrado fantásticos 25 reais (o equivalente a “milhõõõõões” em 1995 para uma criança de 10 anos).
Mesmo sem saber disso na época, esse foi o meu primeiro fluxo de caixa.
Para quem acha o termo “fluxo de caixa” complicado e acaba assustando, vamos definir logo o que é isso pra tirar qualquer receio:
  • Fluxo de caixa = o registro do que entra e do que sai de dinheiro – e quando.
Basicamente, é a lista de transações financeiras separadas pelos dias em que ocorreram.
Claro, cada empresa tem seus casos particulares, como quantidades de contas (bancos, caixa, poupança etc.) ou mesmo preferências sobre como categorizar cada transação. Mas o princípio básico é o mesmo: a partir do registro de cada transação (valor, tipo e data) envolvendo a empresa, você consegue ver o que aconteceu com a empresa financeiramente.
Aqui o objetivo é explicar o passo a passo para quem vai começar seu fluxo do caixa do zero ou para quem precisa organizá-lo melhor:
A- Quais são as contas que a empresa tem?
De onde sai o dinheiro para pagar contas? Quando você recebe, em que conta o dinheiro cai?
O controle do fluxo de caixa começa pela definição das contas (bancárias, caixinha, poupança…) que a empresa utiliza para pagamentos e recebimentos.
A definição de múltiplas contas é simples: é possível receber algo em dinheiro e guardar no caixa da empresa, ou você pode receber por boleto em sua conta corrente, por exemplo.
B- Saldos iniciais de cada conta
O fluxo de caixa depende tanto do valor de cada transação, quanto da data em que ela ocorreu, pois a partir disso haverá alterações nos saldos das suas contas.
Por isso, quando você iniciar o controle do fluxo de caixa, você também define o “saldo inicial”, que é o saldo da conta naquela data de início dos registros.
A partir daí, com o registro constante das transações que ocorreram, o saldo passa a ser um resultado a ser conferido.
C- As categorias de despesas e receitas
Para você conseguir analisar porque alguns gastos foram feitos ou quais dos seus produtos/serviços deram maior retorno, é necessário classificar todas as movimentações com “categorias”.
Pensando nas categorias de Receitas, o mais comum é ter uma categoria para cada tipo de produto/serviço que a empresa vende, ou mesmo uma categoria para cada produto (caso seja uma variedade pequena). A criação das categorias em si depende de como o empreendedor deseja fazer sua análise.
Para as categorias de Despesas, existem vários tipos comuns, como Aluguel, Telefone, Internet, Salários, Impostos etc. Porém, aqui também podem existir categorias que são mais particulares ao dia a dia da empresa.
A questão é que não existe uma regra para criação de categorias, exatamente porque elas são totalmente personalizáveis. A recomendação então para a criação de categorias é parar para pensar nos tipos de análises e conclusões que você precisará tirar a partir do fluxo de caixa.
D- O local de registro do fluxo de caixa
Muito empreendedor faz seu fluxo de caixa no caderno (assim como eu fiz em 1995), mas com certeza não é local que eu recomendo, já que ter todo o registro só em um caderno não oferece segurança nenhuma e pouca flexibilidade para brincar com os números.
Algo que é MUITO utilizado são as planilhas de excel. Algumas mais chiques, outras mais simples – a questão é que no excel você consegue armazenar tudo, agrupar, criar gráficos etc.
Porém, como o tempo do empreendedor é escasso, montar novas planilhas ou mesmo cuidar perfeitamente da segurança do arquivo e do computador é inviável. Por isso, surgiram sistemas especialistas em gestão e, claro, em fluxo de caixa.
Um deles foi feito por nós da Empreendemia e se chama EmpreendeKit. Ele oferece um conjunto das ferramentas mais básicas para a gestão de uma micro empresa, incluindo a organização do fluxo de caixa de uma maneira MUITO simples.
  • Terreno preparado. E o dia a dia?
Agora que você sabe sobre as contas, os saldos iniciais, as categorias e o local de registro, nada mais justo do que passar algumas dicas para fazer um ótimo registro do seu fluxo de caixa:
1- Manter em dia, sempre
Para que você consiga fazer uma análise financeira mínima da sua empresa, as movimentações do fluxo de caixa precisam estar devidamente preenchidas com pelo menos: valor, nome, categoria, data e conta.
Sim, isso é o mínimo.
2- Conciliar com o extrato bancário
Ao contrário da caixinha da empresa, a conta bancária tem um extrato que você pode utilizar para conferir o que aconteceu lá. Para que você tenha uma noção completa de como sua empresa está financeiramente, é essencial que você concilie o que aconteceu com as contas (incluindo a do banco) com o seu fluxo de caixa completo.
3- Planejamento o futuro (mesmo que seja muito próximo)
Ferramentas especialistas no assunto (como o EmpreendeKit), te dão a possibilidade de inserir movimentações futuras de uma maneira fácil: com a recorrência de certas despesas ou receitas.
Por exemplo, Aluguel é o tipo de conta que se paga todo mês – ao criar a movimentação “Aluguel Escritório” para o mês de junho, você pode criar a recorrência para ela e fazer com que se repita todo o dia 5 até o fim do ano (ou até 2050, caso a inflação seja zero =D).
Tendo bem mapeado dentro do seu fluxo de caixa o que acontecerá no futuro próximo te ajuda a ver se haverá dinheiro suficiente para honrar as despesas assumidas. Isso porque com as movimentações inseridas, você já consegue visualizar o seu saldo total (ou por conta) a cada dia – verificando assim se você ficará negativo em alguma conta, mesmo que seja apenas temporariamente.
4- Não se esqueça da transferência entre contas
Ao receber um pagamento em dinheiro, você vai no seu fluxo de caixa e registra a seguinte receita “Cliente XYZ, valor: R$ 300, categoria: serviço, data: 23/5/13, conta: caixinha”.
Porém, daqui a 3 dias você vê que precisará pagar a conta de Internet e Telefone, no valor de R$ 250, que está em débito automático no banco, e vê que a conta lá está zerada.
Ou seja, você precisa passar pelo menos R$ 250 pra lá. Como fazer isso?
Em termos de fluxo de caixa, a receita já entrou, então você não pode registrar mais uma receita. Aqui então você precisa fazer uma “Transferência entre contas”, simplesmente enviando R$ 250 da conta “caixinha” para a conta “banco”.
5- Guardar as notas fiscais
Tudo que é gasto precisa apresentar uma nota fiscal mostrando quem recebeu e pelo quê. Assim como tudo que entra de receita requer que você emita uma nota fiscal.
Isso faz com que exista muita nota fiscal por aí e, se você não as organizar, é muito fácil se perder.
Além disso, por questões legais, é necessário guardar todo a parte contábil de uma empresa por pelo menos 5 anos.
  • “Só” isso?
Isso e muita disciplina para fazer tudo acontecer bem. E, claro, esse é só o básico.
O problema é que esse processo realmente toma tempo, o que faz sentido por ser uma parte muito importante de qualquer empresa. Porém, como mencionei antes, existem algumas ferramentas que te fazem economizar muito tempo aqui e que ainda te entregam uma confiabilidade muito maior.
Esse é o caso do nosso querido EmpreendeKit. Falando especificamente da ferramenta financeira dele, lá é possível fazer todos os pontos que mencionei aqui (contas, categorias, transferências entre contas, recorrência… tudo mesmo), porém de uma maneira MUITO mais rápida, simples e confiável.
Todas as informações são armazenadas em servidores top de linha no mundo (AWS, da Amazon), contando com backups e um baita sistema de segurança.
Você consegue garantir tudo isso da sua planilha de excel?
Por - Luiz Piovesana - http://www.saiadolugar.com.br/financas/

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Eficiência e Eficácia

Estes são dois conceitos muitos antigos, mas implacavelmente atuais.

Principalmente nos dias de hoje não compreendê-los ou, o que é muito pior, confundi-los provoca, sem dúvida, grandes danos à performance e aos resultados.

As diferenças entre esses dois conceitos podem até parecer sutis, mas realmente são extremamente importantes. Peter Drucker, que dispensa apresentações, é enfático em afirmar: eficiência é fazer certo as coisas, eficácia são as coisas certas. E complementa: o resultado depende de “fazer certo as coisas certas”.

Permita-me apresentar cada um desses conceitos com alguns detalhes a mais:

  • EFICIÊNCIA é: fazer certo; é o meio para se atingir um resultado; é a atividade, ou, aquilo que se faz.
  • EFICÁCIA é: a coisa certa; é o resultado; o objetivo: é aquilo para que se faz, isto é, a sua Missão.
Considerando-se o exposto vamos checar algumas percepções organizacionais muito naturais e... erradas!

Iniciando: 
Qual a Missão da área de Treinamento? 

A resposta natural poderia ser: treinar pessoas; reciclar; desenvolver ou algo parecido. 
Certo? Não, errado! 
Percebam que as respostas estão representadas por verbos e dirige-se à ação, portanto refere-se a aquilo que se faz, ou à atividade ou o MEIO para se atingir o resultado. 

Este resultado, ou a chamada Missão poderia ser consignado como:
PESSOAS APTAS às necessidades da organização! Este é o objetivo. 
A área de treinamento treina, ou desenvolve suas atividades para alcançar este resultado.

Porém, na prática utiliza-se, com freqüência o indicador de “homens/horas/treinamento” para medir o resultado de treinamento quando se está medindo, apenas, o seu esforço, ou seja, a sua eficiência no desenvolvimento da ação, mas não a sua eficácia. 
Afinal, qual foi o resultado desse esforço em treinamento?

Para ficar mais claro vamos a outro exemplo: 

Qual a Missão da área de manutenção de ar condicionado?

Mais uma vez a resposta natural seria: consertar ar condicionado, que é uma resposta também errada. 

Consertar ar condicionado é o que a área de manutenção faz para alcançar a sua Missão que é: AR CONDICIONADO FUNCIONANDO!

O que isto quer dizer? 
Isto quer dizer que se provoca um grande desvio na qualidade da contribuição das pessoas fortalecendo-se a atividade muitas vezes distanciada do objetivo. Freqüentemente a área de manutenção de ar condicionado é medida pelo tempo que gasta consertando ar condicionado quando deveria ser medida pelo tempo que não gasta consertando, ou seja, pelo tempo de funcionamento do equipamento. 
Esta é a medida da sua eficácia.
  • Percebam então o enorme dano que esta situação causa nos resultados individuais e globais das organizações.
Ao se privilegiar as medidas que acompanham o esforço da realização pode-se perder a relação com o resultado desse esforço. 

Em nome disso muitas realizações dentro das organizações são, o que costumamos chamar de “olhar o próprio umbigo”, perdendo-se a avaliação do nível de agregação de valor aos objetivos da organização. 
E o que conta, cada vez mais, é exatamente o nível de agregação de valor de cada profissional, de cada departamento, de cada organização. 
Para isso é fundamental trabalhar-se com indicadores!

E este viés, infelizmente, ocorre em diversas áreas das empresas provocando um enorme desvio nos resultados e na agregação de valor dessas áreas e, das pessoas que se esforçam para atender as expectativas para o desenvolvimento dos negócios. 
Preciso reforçar que esta preocupação é função indelegável dos níveis de chefia das empresas!

Apenas como lembrete: novos conceitos são importantes para a modernização e desenvolvimento dos negócios, mas de nada adianta se não praticamos (ou entendemos) sequer os antigos. Até mais.

terça-feira, 16 de julho de 2013

As Empresas Preferem o Workaholic?











No fim de semana, o profissional acessa o e-mail da empresa e resolve algumas pendências. Na segunda-feira, fica três horas a mais na sede da organização, na terça faz outras duas extras, assim como na quarta e na quinta. 
  • Quando chega o último dia da semana, ele está tão cansado que não consegue fazer o serviço render e ainda compromete a qualidade de seu trabalho. 
As motivações para ficar além do expediente variam, mas o fato é que a eficiência dos workaholics começa a ser questionada por especialistas.

  • "Independentemente de essa pessoa cumprir uma jornada mais longa por opção própria ou por imposição da empresa, isso é improdutivo. A exaustão aumenta os riscos de problemas de saúde física e emocional, além de poder levar o profissional a tomar decisões equivocadas e cometer erros graves" analisa a coach de carreira Karen Gimenez.
Por isso, o desenvolvedor de software Rafael Audy, 26 anos, resolveu parar e repensar seus conceitos quando percebeu que estava dedicando um tempo muito maior à carreira do que para a sua vida pessoal. 

Trabalho e mestrado ocupavam a maior parte do seu dia, deixando poucas possibilidades para realizar atividades de lazer e ter contato com a família, a namorada e os amigos.
  • "Não tinha a menor intenção em me tornar um workaholic. Adoro o que eu faço e a empresa na qual trabalho, mas precisei me organizar melhor. O dia não vai ter mais de 24 horas mesmo, então procurei ler livros sobre gestão de tempo. Hoje, tenho agendas separadas para cada área da vida, estabeleci prioridades e me sinto muito melhor" conta Audy.
Se o profissional não se dá conta disso, cabe ao gestor prestar atenção. No caso de a fonte do excesso de horas extras ser o próprio líder, o departamento de recursos humanos precisa ficar atento.

  • "O RH funciona como esponja nas organizações. Cabe ao setor diagnosticar isso e interferir, conversando com os envolvidos e buscando uma solução. Os workaholics são conhecidos por ter problemas de relacionamento e podem minar a equipe, comprometendo resultados" atesta Rubem Souza, diretor da RSA Talentos Executivos.
Seria imprudente, no entanto, afirmar que as empresas não gostam de profissionais extremamente disponíveis e capazes de serem acionados a qualquer momento, afirma Lourdes Lovison, gerente de projetos da Advis consultoria de Recursos Humanos.
  • "As organizações continuam amando o workaholic, aquele que não fica chateado em ser chamado no sábado, que não se importa de cancelar compromissos pessoais, que fica até mais tarde com frequência. Não dá para achar que o empregador quer cortá-los. Mas isso não quer dizer que seja produtivo para nenhuma das partes" completa Lourdes.
Fonte - maria.amelia@zerohora.com.br
MARIA AMÉLIA VARGAS - 
 Zero Hora - Porto Alegre/RS.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Dia Internacional do Homem

O Dia Internacional do Homem é um evento internacional celebrado em 19 de Novembro de cada ano. 
As comemorações foram iniciadas em 1999 pelo Dr. Jerome Teelucksingh em Trinidad e Tobago, apoiadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) , e vários grupos de defesa dos direitos masculinos da América do Norte, Europa, África e Ásia.
No Brasil, desde 1992, o Dia do Homem é comemorado em 15 de Julho, por iniciativa da Ordem Nacional dos Escritores. Um dos co-fundadores, Edson Marques, pretende que se altere o nome para Dia do Homem Livre.
A diretora da Secretaria de Mulheres e Cultura de Paz da UNESCO, Ingeborg Breines, disse que a criação da data é "uma excelente idéia para equilibrar os gêneros".
Os objetivos principais do Dia Internacional do Homem é melhorar a saúde dos homens (especialmente dos mais jovens), melhorar a relação entre gêneros, promover a igualdade entre gêneros e destacar papéis positivos de homens.
  • É uma ocasião em que homens se reúnem para combater o sexismo e, ao mesmo tempo, celebrar suas conquistas e contribuições na comunidade, na famílias e no casamento, e na criação dos filhos.

De acordo com os criadores do Dia Internacional do Homem (19 de Novembro), os homens devem denunciar a discriminação que sofrem em áreas como educação, saúde, família, direito, mídia, entre outras, projetando uma imagem positiva de si mesmos na sociedade e destacando suas contribuições.
O Dia Internacional do Homem é celebrado com seminários públicos, atividades escolares, programas de rádio e televisão, passeatas e marchas pacíficas, debates e mostras de arte. 
Os pioneiros da data querem destacar as experiências masculinas na sociedade. Cada ano a celebração foca um tema diferente como, por exemplo, Ano da Saúde Masculina (2002) e Ano do Perdão e da Cura (2007).
Promover modelos masculinos positivos, não apenas de estrelas do cinema ou esportes, mas de homens do dia-a-dia cujas vidas são decentes e honestas;
·     Comemorar as contribuições masculinas positivas para a sociedade, comunidade, família, casamento, guarda de crianças e meio ambiente;
·       Concentrar sobre a saúde do homem e seu bem estar: social, emocional, físico e espiritual;
·    Destacar a discriminação profissional contra os homens nas áreas de serviços sociais, nas atitudes e expectativas sociais e no direito;
·         Melhorar as relações de gênero e promover a igualdade de gênero;
·     Criar um mundo melhor, onde as pessoas possam se sentir seguras e crescer para alcançar seu pleno potencial