terça-feira, 10 de outubro de 2017

Social Selling ou Venda Social - O que é?

O Social Selling ou Venda Social é a utilização das redes sociais para a obtenção de informações e qualificação dos contatos, com o objetivo de gerar leads e reduzir os esforços de venda. Ou seja, otimizar tempo e aumentar lucro.
Quem trabalha com vendas sabe que é frustrante investir tempo e dinheiro em contatos que não viram clientes e nem sequer leads. Para evitar isso, o artigo The Key to Social Selling is Social, not Selling, de Hillary Byers – Content Marketing Manager na Insightpool -, mostra o quão eficaz pode ser focar primeiro na interação social e nas informações deixadas pelos contatos nos canais sociais antes de se partir para uma abordagem comercial. 
Resumindo: qualificar o contato e trabalhar o relacionamento antes de partir para a venda é a melhor opção para ser mais efetivo!
Coloquei abaixo as dicas do artigo. A versão original está em inglês e pode ser acessada no link ao final do post. Boa sorte nas vendas! 😉
  • DEFINA O RESULTADO ESPERADO – Primeiramente, defina seu objetivo com a interação entre você e os contatos; depois, planeje como ela será. Uma reunião envolvendo apenas os gestores de Marketing seria importante para atingi-lo, por exemplo? O resultado esperado definirá toda sua estratégia de venda social.
  • IDENTIFIQUE AS PERSPECTIVAS – Depois de descobrir os resultados que você espera alcançar, identifique as pessoas, ou grupos, com os quais deseja interagir. Comece criando filtros de mídia social usando palavras-chave e frases para identificar quem está falando sobre a categoria de produtos ou serviços que você está tentando vender. Observe as pessoas que têm uma visão negativa dos produtos ou serviços de seus concorrentes, ou uma opinião positiva sobre os seus. Tente captar a maior quantidade de prospects que conseguir.
  • QUALIFIQUE OS LEADS – Depois de gerar leads, você precisa qualificá-los, separando os que são interessantes para o seu negócio daqueles que não são. Qualificar leads em redes sociais, como Facebook e Twitter por exemplo, é apenas uma parte do processo. O próximo passo é fazer uma qualificação mais ampla, sempre que possível. As pessoas compartilham muitas informações nas redes sociais, e conhecer um pouco mais delas pode ajudar a segmentar e qualificar os leads. Ou seja, mais chances da comunicação ser certeira.
  • ANALISE O ALVO – A briga para muitos representantes de vendas é ter informações relevantes suficientes sobre os leads. A qualificação ajuda a analisar comportamentos e padrões deles. Por exemplo, quais são os principais temas com os quais eles interagem? Quais hashtags têm usado com mais frequência nos últimos 30 dias? Este próximo passo ajuda a sua equipe a entender melhor a segmentação e o alvo.
  • PONTUE SUAS METAS – Uma vez identificados e analisados os alvos, como saber quais as perspectivas mais relevantes? O próximo passo é pontuar. Assim como com os sistemas de e-mail marketing “gota a gota” (que são enviados em etapas), é possível pontuar as ligações de acordo com atributos demográficos e comportamentais. Essa é a principal diferença: neste caso, os atributos são baseadas em informações disponíveis publicamente, que são de perfis e interações sociais, como tweets e mensagens.
  • RELACIONE-SE AUTENTICAMENTE – Vamos parar por um segundo e falar sobre a primeira parte da equação: social. Os canais sociais estão ligados a pessoas no mundo real, portanto, as conversas devem ser sinceras e autênticas.
  • FAÇA ESCALAS DE ENGAJAMENTO – Assim como as campanhas de e-mail marketing “gota a gota”, as ligações e conversas com potenciais clientes devem ser alimentadas constantemente, e em escala. Depois de diversos contatos e da qualificação, o vendedor pode passar o lead adiante, para o vendedor mais próximo geograficamente.
  • ANALISE RECEITA E RESULTADOS – O objetivo da venda social é munir a equipe de vendas com outra plataforma de elaboração de receitas e resultados. As recém-criadas oportunidades de vendas capturadas em canais sociais devem ser registradas no CRM para o acompanhamento do seu progresso através de todo o funil de vendas. Isso ajudará você a atribuir receita aos seus esforços sociais e a calcular as receitas e resultados.
Fonte: http://www.convinceandconvert.com/social-media-strategy/the-key-to-social-selling/
Por Maria Alana Brinker - http://www.comunicacaoetendencias.com.br

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

14 Princípios do Sistema Toyota de Produção

Princípio 1. Apoie suas decisões de gerenciamento em uma filosofia de longo prazo.
Tenha um senso filosófico de propósito que supere qualquer tomada de decisão a curto prazo. Trabalhe, cresça e alinhe-se num propósito que seja maior que fazer dinheiro. Entenda seu lugar na história e trabalhe para chegar ao próximo nível. Sua filosofia será a fundação para todos os demais princípios.
Gere valor ao cliente, à sociedade e à economia: essa é sua partida. Avalie cada passo em termos da sua habilidade de conquistar isso.
Seja responsável. Lute para decidir seu próprio caminho. Confie em suas próprias habilidades. Aceite responsabilidade por sua conduta e melhore as habilidades que lhe permitam produzir valor agregado.
Princípio 2. Crie um fluxo contínuo de processo que traga os problemas à tona.
Redefina os processos de trabalho para alcançar um alto valor agregado. Lute para zerar a quantidade de tempo que qualquer projeto fique ocioso ou dependendo de alguém que o resolva.
Crie um fluxo que mova rapidamente materiais e informações unindo pessoas e processos de forma que os problemas apareçam imediatamente.
Deixe o fluxo evidente por toda cultura da organização. É a chave para o verdadeiro processo de melhoria contínua e para desenvolver as pessoas.
Princípio 3. Use sistemas de coleta para evitar produção excedente.
Ofereça aos seus clientes o que eles precisam, na hora certa e na quantidade necessária. Reposição de estoques iniciado pelo consumo é o princípio básico da pontualidade.
Minimize seu trabalho e inventário estocando pequenas quantidades de cada produto e frequentemente repondo baseado no que o consumidor realmente retira.
Seja atento aos turnos diários referentes a demanda do consumidor ao invés de confiar em sistemas de agendamentos automáticos para rastrear inventário perdido.
Princípio 4. Nivele a carga de trabalho (heijunka). (Trabalhe como a tartaruga, não como a lebre.)
Eliminar desperdício é apenas um terço da equação para obter sucesso em lean. Eliminar sobrecarga de pessoas e equipamentos e eliminar erros na agenda de produção são tão importantes quanto: ainda assim isso geralmente não é entendido nas empresas que tentam implementar os princípios de lean.
Trabalhe para nivelar a carga de trabalho de todos os processos de manufatura e serviços como alternativa para a abordagem parar/continuar de trabalho em projetos em lotes que é comum na maioria das empresas.
Princípio 5. Crie uma cultura de parar pra corrigir problemas para obter qualidade logo na primeira vez.
A qualidade significa valor para o cliente.
Use todos os mais modernos métodos de qualidade disponíveis.
Construa em seus equipamentos a capacidade de parar ao detectar problemas. Desenvolva um sistema visual que alerte o time ou os líderes de projeto que uma máquina ou processo precisam de assistência. Jidoka (máquinas com inteligência humana) é a fundação para “produzir” qualidade.
Crie em sua organização um sistema de suporte para resolver rapidamente os problemas e oferecer soluções.
Crie em sua cultura a filosofia de parar ou diminuir até obter a qualidade apropriada desde o início para melhorar a produtividade a longo prazo.
Princípio 6. Tarefas e processos padronizados são a fundação para melhoria contínua e capacitação de funcionários.
Use métodos estáveis e reproduzíveis em todo lugar para manter a previsibilidade, sincronia e saídas normais de seus processos. Essa é a fundação para fluxo e coleta.
Capture a sabedoria acumulada de um processo para padronizar as melhores práticas atuais. Permita que expressões criativas e individuais melhorem o padrão; então incorpore-as num novo padrão de modo que quando a pessoa se ausentar você possa passar o conhecimento para a próxima.
Princípio 7. Use controle visual para que nenhum problema se esconda.
Use indicadores visuais simples para ajudar as pessoas a determinar imediatamente se elas estão em condições normais ou se elas se desviaram.
Evite usar uma tela de computador quando ela tirar o foco do trabalhador de seu trabalho.
Projete sistemas visuais simples no local onde o trabalho é feito para ajudar o fluxo e a coleta.
Diminua seus relatórios para um pedaço de papel quando for possível, mesmo para suas mais importantes decisões financeiras.
Princípio 8. Use apenas tecnologia confiável e profundamente testada que sirva seu pessoal e seu processo.
Use tecnologia que ajude as pessoas, não que as substitua. Frequentemente é melhor trabalhar num processo manualmente antes de adicionar tecnologia que ajude no processo.
Novas tecnologias são frequentemente instáveis e difíceis de padronizar e portanto arriscam o fluxo. Um processo certificado que funcione geralmente leva vantagem sobre tecnologias novas e sem testes.
Conduza um ritual de testes reais antes de adotar novas tecnologias nos processos de negócio, nos sistemas de manufatura e nos produtos.
Rejeite ou modifique tecnologias que conflitam com sua cultura ou que possam atrapalhar a estabilidade, confiabilidade e previsibilidade.
Ainda assim, encoraje seu pessoal a considerar novas tecnologias quando procurarem novas abordagens de trabalho. Rapidamente implemente uma tecnologia avaliada profundamente se ela se provou em julgamentos e ela possa melhorar o fluxo nos seus processos.
Princípio 9. Fortaleça líderes que entendam o trabalho meticulosamente, vivem a filosofia e a ensinam a outros.
Fortaleça os líderes de dentro, ao invés de comprá-los de fora da organização.
Não veja o trabalho do líder simplesmente como cumprir tarefas e ter boas habilidades com pessoas. Líderes devem ser modelos da filosofia e forma de agir da empresa.
Um bom líder deve entender o trabalho diário detalhadamente para que ele possa ser o melhor professor da filosofia da empresa.
Princípio 10. Desenvolva pessoas excepcionais e times que sigam a filosofia da empresa.
Crie uma cultura forte e estável na qual os valores e crenças da empresa sejam largamente compartilhados e vividos por muitos anos.
Treine indivíduos excepcionais e times que trabalhem dentro da filosofia da empresa para alcançar resultados excepcionais. Trabalhe bastante para reforçar a cultura continuamente.
Use equipes multi disciplinares para melhorar a qualidade e produtividade e aumentar o fluxo ao resolverem problemas técnicos complexos. Superação ocorre quando as pessoas usam as ferramentas da empresa para melhorar a empresa.
Faça um esforço constante para ensinar indivíduos como trabalharem juntos como equipe em direção a objetivos em comum. Trabalho em equipe é algo que precisa ser aprendido.
Princípio 11. Respeite sua rede de parceiros e fornecedores ao desafiá-los e ajudá-los a melhorar.
Tenha respeito por seus parceiros e fornecedores e trate-os como uma extensão do seu negócio.
Desafie seus parceiros externos de negócio a crescer e evoluir. Isso mostra que você os valoriza. Estabeleça alvos de desafio e ajude seus parceiros a alcançá-los.
Princípio 12. Vá e veja você mesmo para entender profundamente a situação (genchi genbutsu).
Resolva problemas e melhore processos indo até a fonte e observando e verificando pessoalmente os dados ao invés de teorizar baseado no que outras pessoas ou a tela do computador lhe diz.
Pense e fale baseado em dados verificados pessoalmente.
Mesmo os gerentes e executivos de alto nível devem ir e ver as coisas por si, para que tenham mais do que um entendimento superficial da situação.
Princípio 13. Tome decisões lentamente por consenso, cuidadosamente considerando todas as opções; implemente as decisões rapidamente (nemawashi).
Não escolha uma única direção para seguir sem antes considerar cuidadosamente as alternativas. Quando tiver escolhido, siga rápida e continuamente o caminho.
Nemawashi é o processo de discussão de problemas e soluções potenciais com todos os envolvidos, para pegar suas ideias e chegar a um acordo ao caminho a seguir. Este processo consensual, apesar de consumir tempo, ajuda a ampliar a busca por soluções e uma vez que a decisão for tomada, o palco estará pronto para uma rápida implementação.
Princípio 14. Seja uma organização de aprendizado por reflexões rígidas (hansei) e melhoria contínua (kaizen).
Uma vez que você tenha estabelecido um processo estável, use ferramentas de melhoria contínua para determinar a causa raiz das ineficiências e aplicar medidas corretivas eficientes.
Modele processos que não precisem de muito inventário. Isso irá expor para todos as perdas de tempo e recursos. Uma vez que as perdas são expostas, faça com que os funcionários usem um processo de melhoria contínua (kaizen) para eliminá-los.
Proteja a base de conhecimento da organização desenvolvendo pessoal estável, promoções lentas e sistemas de sucessão muito cuidadosos.
Use hansei (reflexão) em marcos importantes e ao término do projeto para que possa identificar claramente todas as deficiências do mesmo. Desenvolva medidas que evitem que os mesmos erros se repitam.
Aprenda com as padronizações das melhores práticas, invés de reinventar a roda em cada novo projeto e cada novo gerente.
Copiado: https://comofiz.wordpress.com/

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SCRUM - Ferramenta Para Gerir Projetos Sem Perder Tempo

Em meio à correria do dia a dia, como fazer para alcançar bons resultados em projetos, dentro do tempo e dos custos pré-determinados?  Esse com certeza é um desafio para todo empreendedor e suas equipes. Existem algumas metodologias que podem ajudar muito na gestão de projetos. O 5W2H ou um roadmap são algumas delas. Hoje, vamos falar sobre o scrum.
Scrum, já ouviu falar? O termo é mais popular no mundo da tecnologia. Trata-se de uma abordagem inicialmente desenvolvida para ser aplicada à gestão de projetos de software. Essa metodologia foi desenvolvida por Jeff Sutherland.  Como piloto da aeronautica, para ele, era possível comparar o processo de gestão e finalização de um projeto com a delicada missão de pousar um avião.
Ficou curioso? De acordo com ele e sua experiência enquanto piloto, o grande desafio de pousar um avião consiste no fato de que não existe uma fórmula fixa para fazer isso. Então, a todo segundo, o piloto precisa fazer ajustes para adequar o avisão à trota necessária ao pouso. O mesmo vale para um grande projeto, que envolve pessoas e uma complexidade enorme de atividades.
O Scrum propõe que um projeto seja dividido em diversos ciclos de atividades, com reuniões frequentes para que a equipe possa trocar o que vem fazendo, e pensar formas de melhorar o processo com agilidade. Assim como no caso do avião, este metodologia propõe que o projeto seja acompanhado de pertinho e passe por mudanças de planejamento o tempo todo de forma livre e pouco engessada.
Termos técnicos que você vai ouvir quando falar em Scrum
Muitas vezes os jargões e palavras técnicas usadas para explicar como algo funciona são mais complicadas do que funcionamento em si. Esse é o caso do universo do vocabulário relacionado ao termo Scrum. 

A seguir, confira um miniglossário básico para você não ficar perdido no vocabulário:
Sprints: é o nome dado para os ciclos de cada projeto. Em geral são ciclos mensais. Esses grandes ciclos serão determinados para que determinadas tarefas sejam realizadas.
Product Backlog: é o nome dado para o conjunto de objetivos de um projeto. No caso de um projeto de desenvolvimento de software -para o qual o Scrum foi pensado inicialmente- é o nome dado ao pacote de  funcionalidades a serem implementadas em um projeto.
Sprint Planning Meeting: são reuniões periódicas que acontecem no início de cada sprint, ou ciclo, para planejar e priorizar os ítens do Product Backlog que serão desenvolvidos naquele período.
Sprint Backlog: é como se chamam as tarefas específicas que serão realizadas e desenvolvidas em cada ciclo, ou sprint.
Daily Scrum: essa é uma reunião diária para acompanhamento do projeto. A ideia é que toda a equipe se reúna diariamente para discutir as atividades desenvolvidas, disseminar conhecimento, identificar impedimentos e priorizar o trabalho daquele dia.
Sprint Review Meeting: essa é a reunião que acontece ao final de cada sprint para que a equipe apresente as funcionalidades que foram implementadas, ou os resultados do trabalho, daquele ciclo. A ideia é que depois dessa etapa, a equipe parte para o próximo ciclo.
O SCRUM PROPÕE UM ACOMPANHAMENTO CONSTANTE DO PROJETO. O TEMPO TODO A EQUIPE ESTARÁ SE REUNINDO, TROCANDO EXPERIÊNCIAS, AVALIANDO O QUE FOI FEITO E RE-PLANEJANDO O QUE SERÁ FEITO EM SEGUIDA.
Mais do que isso, uma das regras mais importantes do Scrum é que todos saibam o que está sendo feito, e que as atividades de cada ciclo (no geral e diariamente) sejam mostradas para toda a equipe de forma visual.
Principais pontos do Scrum
Jeff Sutherland publicou em 2014 um livro sobre o Scrum, para explicar e popularizar a metodologia. No livro, ele apresenta alguns princípios básicos do Scrum, que foram resumidos nesta matéria da INC. Confira os principais pontos a seguir:

Reuniões diárias: mesmo que seja rapidinho. Em apenas 15 minutos é possível repassar os principais pontos, discutir obetáculos e alinhar as atividades entre a equipe.
Mostrar o trabalho de forma visual: as empresas perdem muito tempo de seus funcionários em reuniões com apontamentos sobre o que está sendo feito, o que foi concluído e o que está parado. Uma forma simples de resolver isso é criar um registro visual para demonstrar o andamento das tarefas. O Kanban tem tudo a ver com isso. Experimente criar um enorme painel, e colocá-lo onde todos possam ver – com todas as atividades e o status de cada uma. Assim, não é preciso perder tempo falando, as pessoas já saberão sobre o status do projeto apenas observando.
Tenha equipes enxutas: uma das dicas do especialista é manter equipes pequenas, com até 10 pessoas. Estudos comprovam que equipes enxutas trabalham mais rápido e melhor do que grandes times.
Esqueça os títulos de função: que tal chamar todos de “membros da equipe tal”? Estudos também demonstram que quando não são criados títulos para as pessoas que possam limitar o entendimento de seu papel dentro de uma equipe, elas trabalham melhor.
Saiba priorizar: quando várias coisas são prioridade, nada é uma prioridade. Então, para que algo realmente seja feito, a metodologia scrum propõe que as atividades devem ser priorizadas. Uma coisa de cada vez.
Heroísmo não é um bom sinal: quando uma equipe vira noites e consegue entregar um projeto às custas de muito, mas muito esforço – naquele ponto que chamaríamos até de ato heróico – você deve ficar alerta. Esse sinal pode indicar que a forma como aquele time trabalha precisa ser revista. Um time sobrecarregado em algum momento vai falhar.
Bom, agora você já aprendeu sobre Scrum. Mesmo que você não desenvolva softwares, pode tirar boas práticas dessa metodologia. No final das contas, os dois principais pontos do Scrum são: acompanhamento de perto – e com isso também é mais fácil e motivar a equipe – e manter o registro das tarefas de forma visual.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Por que fazer da MENTORIA sua aliada no sucesso profissional?

Já falei anteriormente que eu acho muito importante estarmos por dentro das novidades e do que tem sido tendência no mercado, para não ficarmos para trás. 
Uma prática que tenho visto muitos empreendedores utilizando e colhendo bons frutos é a mentoria. Mas você sabe do que ela se trata? Hoje vou explicar sobre o assunto e mostrar como a mentoria pode melhorar o desempenho de uma pequena ou média empresa. Confira!

O que é mentoria?

A palavra vem do termo inglês mentoring e é uma ferramenta de desenvolvimento profissional que está em plena ascensão. Ela consiste em estabelecer como mentor um profissional com vasta experiência para orientar alguém menos experiente, por meio de um relacionamento, conversas e debates. A ideia é que o mentor compartilhe conhecimento, tire dúvidas e minimize as deficiências de seu mentorado.
Os encontros podem ser descontraídos, fora do ambiente de trabalho, como em happy hours, para que sejam mais proveitosos e estreitem o relacionamento e a integração entre quem participa.

Quais as vantagens da mentoria?

São inúmeras vantagens, tanto para o mentorado e sua empresa quanto para o mentor, já que há uma troca. Como principal benefício, destaco a promoção de desenvolvimento profissional a curto, médio e longo prazo, já que o profissional mentorado sairá não só mais capaz de enfrentar o mercado de trabalho, com sua performance maximizada, mas também aprenderá a ter mais qualidade de vida.

Como crescer profissionalmente usando a mentoria?

A mentoria serve para lapidar talentos e proporcionar à empresa colaboradores mais bem preparados, com mais autoconfiança e competência. Serve tanto para auxiliar no desenvolvimento de jovens profissionais em início de carreira, quanto para aperfeiçoar funcionários mais antigos, promovendo um salto de qualidade nas aptidões e facilitando que alcancem melhores cargos e posições.

Conhecimento estratégico

Por sua experiência e profissionalismo, o mentor poderá apontar uma nova perspectiva para o negócio, que o empreendedor sozinho não conseguiria perceber. Além disso, ele pode ensinar a focar em questões críticas antes negligenciadas, apontando áreas onde é preciso investir mais tempo e sugerir novos caminhos para o sucesso.
Como o mentor já percorreu o caminho que o menos experiente está trilhando, sabe dizer quais são os desafios e obstáculos que surgirão, além da solução para vencê-los.

Qual a relação entre mentoring e coaching?

De maneira resumida, posso dizer que o coaching é somente uma das atividades do mentoringMentoringcoaching se relacionam, mas têm suas diferenças.

A primeira delas é com relação ao tempo de duração do processo. O coaching tem princípio, meio e fim, geralmente dura alguns meses, já o mentoring não tem um tempo estabelecido para terminar. A outra diferença é que o coach não precisa necessariamente ter experiência na área de trabalho do seu cliente e em alguns casos não dará conselhos relacionados à sua carreira, ou contrário do mentor.
Espero que o artigo tenha ajudado a esclarecer sobre mentoria e que você possa utilizá-la para aumentar o sucesso do seu negócio. Sempre digo que é muito importante que os empreendedores cuidem da rotina de sua empresa com atenção, principalmente nos detalhes, que fazem toda a diferença! 
Copiado: http://www.guiaempreendedor.com

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Retorno Sobre Investimento (ROI): O Que É e Como Calcular?

Entre os indicativos econômicos relacionados ao mundo dos negócios, talvez o retorno sobre investimento (em inglês, return on investment ou ROI) esteja entre os mais importantes.
Ele é um termo bastante comum na análise de investimentos, sendo usado principalmente para identificar retornos financeiros, tanto potenciais como passados. A métrica do ROI mostra, por meio de uma taxa de retorno, quanto um investidor ganhou (ou perdeu) em relação ao valor aplicado em um determinado investimento, dando ao mesmo tempo uma análise sobre o que aconteceu e uma perspectiva sobre o futuro do mesmo.
O ROI é um parâmetro que serve para analisar o retorno sobre qualquer tipo de investimento – seja um projeto de pesquisa tecnológica, uma campanha de marketing, a compra de uma nova máquina ou a aquisição de um novo título de renda fixa para sua carteira de investimentos.
É para o ROI de uma atividade que os investidores costumam olhar ao avaliar a possibilidade de seguir adiante com o processo de investimento. Pois do ponto de vista do proprietário do capital, é essencial saber quanto ele ganhará em rendimentos para cobrir tudo aquilo que foi investido.
Analisando de forma mais direta, calcular o ROI é necessário porque com ele é possível:
  • Avaliar como iniciativas e investimentos diversos contribuem para a obtenção de resultados;
  • Planejar objetivos e metas com base em resultados atingíveis;
  • Identificar o prazo de retorno dos investimentos, bem como a curva de resposta específica de cada um;
  • Viabilizar um processo mais objetivo de tomada de decisões, fundamentado em números;
  • Proporcionar um potencial aumento nos retornos e nos lucros.
Como calcular ROI?
O cálculo do ROI é simples. Inicialmente subtrai-se o ganho obtido com o investimento pelo próprio valor investido, e, em seguida, divide-se esse resultado por esse mesmo valor de investimento. Com isso, a fórmula fica da seguinte maneira:
  • ROI = (Ganho obtido – Investimento) / Investimento
Logo, se uma aplicação rende um ganho de $200.000 e o investimento inicial foi de $40.000, temos que:
(200.000 – 40.000) / 40.000 = 4
Isso significa que o retorno sobre o investimento foi de quatro vezes o valor aplicado inicialmente. Como o ROI normalmente é expresso em forma de porcentagem, multiplica-se tal resultado por 100. Com isso, no exemplo acima, o ROI foi de 400%.
É importante ressaltar que o valor investido inicialmente deve incluir absolutamente todo o dinheiro empregado durante o processo, assim como todo o valor recebido. Se o objetivo é ter um resultado preciso, toda despesa, por menor que seja, deve ser incluída no cálculo, assim como toda receita.

Observações:

– Unidade de Medida do ROI – Como o retorno sobre investimento se trata de uma relação, ao se dividir um valor por outro valor o resultado não possuirá uma medida específica. Porém, quando se multiplica o valor por cem, passamos considerar essa medida em percentual.
– Como o denominado “ganho obtido” pode variar entre um número positivo e um número negativo, o intervalo esperado de um ROI será algo entre -100% até infinito.
– Um resultado positivo, como ROI = 24%, significa que os retornos superaram os custos e o investimento é considerado um lucrativo.
– Já um resultado negativo, como ROI = -12%, significa que os custos superam os retornos eo investimento é visto como uma perda líquida.
– Ou seja, quando diferentes investimentos são comparados e quando os riscos e outros fatores são iguais, o investimento com o maior ROI é visto como o melhor investimento.
Sendo assim, podemos comparar o retorno do investimento de um ativo como o papel de uma empresa com outros retornos, como por exemplo, um título sem risco, pois o ROI é um parâmetro relativo e não absoluto. Porém é importante lembrar que, para efeitos de comparação, os dois valores precisam na mesma base temporal e monetária: ao usar o ROI com o lucro operacional de um trimestre, por exemplo, deve se compara-lo com retorno obtido trimestralmente.
Os resultados fornecidos pelo ROI podem ser bastante úteis quando ambos os ganhos e os custos envolvidos são conhecidos com clareza e resultam de uma ação específica, e não de múltiplas causas. A fórmula de retorno sobre o investimento parece ser simples, mas o cálculo nem sempre é tão fácil quanto parece. O desafio em encontrar o ROI para qualquer investimento está em determinar quais os custos e quais ganhos devem entrar no cálculo.
Por isso, em ambientes de negócios mais complexos, nem sempre é fácil empregar a análise por meio do ROI, pois encontrar a relação entre retornos específicos (como aumento de lucros) com os diversos investimentos realizados (como valores investidos na compra de equipamentos para uma empresa, por exemplo) pode ser complicado. Isso pode fazer com que o ROI se torne menos recomendável em diversas situações e não sirva como um guia confiável para analisar cenários e apoiar futuras decisões.

Fórmula de Cálculo Alternativo

Uma forma de enriquecer e melhorar ainda mais a análise do ROI é usar expressões de cálculo mais expandidas e que englobem situações mais complexas, como o investimento em atividades produtivas e negócios. A principal delas é:
  • ROI = Margem Operacional x Giro do Ativo
Ela representa a relação entre a lucratividade de um negócio e o giro de seus estoques. Utilizada pra calcular os retornos obtidos em operações de produção e venda.
Como a Margem operacional é igual ao Lucro Líquido sobre a Receita de Vendas e o Giro de Ativo é igual a Receita de Venda sobre o investimento líquido em estoques, podemos concluir que, nesse caso, o investidor pode aumentar seu ROI de duas jeitos: ou gerando vendo mais para cada quantidade de estoque comprado ou aumentando a taxa de lucro sobre o valor praticado nas vendas.

Prazo do Retorno de Investimento

O cálculo do Prazo de Retorno de Investimento (PRI ou payback) é um indicador análogo ao ROI e mensura a atratividade do negócio ao mostrar qual é período necessário para que o investidor atinja o breakeven e recupere todo o capital o que investiu.
O Prazo de Retorno do Investimento (PRI) é calculado de forma absoluta, por meio de uma unidade de tempo e consiste, basicamente, numa modalidade de análise inversa à da rentabilidade.
O seu cálculo é simples: para encontrar o período de retorno de determinado investimento basta somar os valores dos rendimentos acumulados, período após período, até que o valor total se iguale a quantia do investimento inicial.
A fórmula de cálculo para o PRI é dada por:
  • PRI = Investimento Total / Lucro Líquido
Supondo que um investimento renda R$ 18.000 ao ano e que o valor do capital aplicado seja de R$ 45.000,00, temos que:
PRI = (45000 / 18000) = 2,5.
Ou seja, se um investimento tem um PRI de 2,5, significa que em dois anos e seis meses após a aplicação de capital o investidor terá recuperado, sob a forma de retornos, tudo o que investiu no ativo.
A característica principal desse tipo de análise é mostrar que quanto mais tempo o investidor precisar esperar para recuperar o investimento, menos atrativo ele fica e maior é possibilidade de prejuízo. É um método que fornece a medida de risco do investimento, pois o período de retorno será proporcional a liquidez do investimento e, consequentemente, ao seu risco. Logo, se o período de retorno for menor que o tempo máximo tolerável de recuperação do capital, o investimento é viável. Se o período de retorno for maior que o tempo máximo tolerável de recuperação de recuperação do capital, o investimento não é recomendável.

Vantagens e desvantagens do ROI

Vantagens

  • É o melhor indicador de lucratividade
O ROI relaciona-se o lucro líquido dos investimentos de forma relativa, dando uma melhor medida de lucratividade por situação. Com isso, os investidores conseguem saber e comparar exatmente como está sua performance em cada uma de suas aplicações, os incentivando ao longo do tempo a serem melhore. O ROI é um instrumento importante para medir a eficiência em decisões e alocação de recursos.
Assim, pode se dizer o foco principal do ROI está em mostrar que em um determinado perído de tempo, haverá um nível ótimo de investimento em cada ativo que ajuda a maximizar o lucro para qualquer tipo de aplicação. Uma análise de custo-benefício desse tipo ajuda os investidores a descobrirem a taxa de retorno que pode ser esperada de diferentes opções de investimento. Isto permite escolher um investimento que irá melhorar o desempenho de suas carteiras, bem como permitir a utilização eficaz dos investimentos existentes.
  • Torna a análise comparativa mais fácil
O ROI ajuda a fazer a comparação entre diferentes tipos de investimento, em termos de rentabilidade e utilização de ativos. Ele pode ser usado para servir como base para se classificar diferentes aplicações, desde que as mesmas sejam do mesmo tipo e possuam o tamanho semelhante. Logo o ROI possibilita que o custo relativo do capital de cada um seja comparado facilmente, permitindo a identificação das melhores oportunidades de investimento.
  • Facilidade no cálculo
O ROI é totalmente baseado nos dados financeiros já largamente utilizados pela contabilidade. Ou seja, não é necessária a coleta de novos números ou métricas para gerar informações para o seu cálculo. Todos os números necessários para o se realizar o estudo de um ROI já estão facilmente disponíveis nas demonstrações financeiras convencionais. Ajustes em algumas informações existentes podem vir a ser necessários, mas isto não representa qualquer problema para se calcular o ROI.

Desvantagens

  • Dificuldade de definir conceitos-chave
O ROI trabalha, respectivamente, com os conceitos de “lucro” e “investimento”. Porém, muitas vezes é difícil definir de forma correta o que são esses termos, bem como localiza-los de forma satisfatória. O lucro, por exemplo, pode ser diversas coisas: lucro bruto, lucro operacional, lucro antes de juros e impostos, o lucro financeiro, o lucro após a dedução de todos os custos. Da mesma forma, o investimento em longo prazo pode ter diferentes conotações, como valor bruto, valor líquido, custo histórico dos ativos, o custo atual de bens materiais, incluindo ou excluindo ativos intangíveis.
  • Incompatibilidade em analisar de investimentos diferentes
Ao se analisar juntamente o ROI de ativos diferentes, é necessário que o investidor se esforce para usar dados compatíveis e similares entre si. Normalmente tipos de investimentos diferentes possuem métricas e cálculos de lucratividade próprios, o que dificulta que eles sejam colocados um ao lado do outro para serem comparados.
  • Desfavorecimento de investimentos em longo prazo
O ROI fornece uma analise mais centrada na rentabilidade de curto prazo, ignorando investimentos de longo prazo e rentabilidade mais passiva. Isso acontece porque o ROI considera apenas as receitas e custos do período corrente e não inclui em seu cálculo como esses gastos e investimentos podem afetar a rentabilidade do ativo em longo prazo.
O ROI pode influenciar o investidor a selecionar apenas investimentos com altas taxas de retorno (ou seja, as taxas que estão na média ou acima do ROI usado como base). Isso pode fazer com que outros investimentos que possivelmente reduzam ROI da carteira, mas que por outro lado poderiam aumentar o valor no longo prazo, correm o risco de serem rejeitados. Esse tipo de decisão acaba por se revelar ineficiente com o tempo, e pode distorcer a alocação ótima de recursos, motivando o investidor a fazer um investimento apenas para preservar o seu ROI existente.
Essas decisões podem impactar a rentabilidade da carteira negativamente no futuro, e por isso, é aconselhável que o ROI seja usado apenas como apenas mais um parâmetro de avaliação para decidir a aceitação/rejeição do novo investimento, e não como o indicador principal.

Quando e onde o ROI deve ser usado

O ROI é indicado para:
Avaliar situações de investimento simples, que possuem apenas uma entrada (investimento) e uma saída (retorno), como a aplicação em um título de renda fixa.
Analisar cenários de negócio mais complexos, onde existem vários eventos entrada/saída de caixa durante toda a vida útil do investimento, como investir para montar uma empresa, por exemplo.
  • Investimentos simples de dois eventos:
Para cenários de investimento direto, onde existe apenas um fluxo de saída (rendimento) e um de entrada (investimento), os dados para se calcular o ROI são simples: (1) O valor de entrada de caixa e (2) o valor de saída de caixa.
Como exemplo, considere a questão:
Qual é o ROI em aposta vencedora de um jogador em uma corrida de cavalos?
Neste caso, imediatamente antes da corrida, o apostador coloca uma aposta de $10 no cavalo 4 e, em seguida, o cavalo 4 termina a corrida em primeiro lugar. A recompensa para uma aposta vencedora depende, naturalmente, sobre as “odds” em vigor quando o período de apostas fechar, mas suponha que neste caso a aposta vencedora pague $24. Logo, para este investimento simples:
ROI = (24-10) / 10 = 140%
Há uma saída de caixa (a aposta de $10) e uma entrada de caixa ($ 24 de recompensa). Ambos os eventos são causados ​​diretamente pela ação de investimento (a aposta), tornando assim a aplicação ROI válida. O cálculo do ROI aqui não está preocupado com a duração do período de tempo entre a saída e entrada, tão pouco com os riscos de investimento ou a conveniência de fazer tal investimento.
O modelo de ROI de dois eventos também pode ser aplicado a outras tipos de investimento de fluxo simples, tais como compra de títulos do mercado financeiro, bens, imóveis, obras de arte, entre outros.
  • Investimentos complexos de múltiplos eventos
A métrica do ROI é também é frequentemente usada em negócios para avaliar questões sobre a viabilidade de ações vistas como investimentos. O fato desse tipo de investimento envolver ter várias entradas e saídas de caixa por um longo período de tempo que pode se estendem por muitos anos torna o seu cálculo mais abrangente. Nesse caso, os dados necessários para encontrar o ROI são a soma dos custos de investimento durante todo o período de investimento total, e a soma dos retornos de investimento desse mesmo período.
Para o caso de uma padaria, por exemplo, onde o investimento inicial mais os aportes de capital durante 5 anos somam $100.000, e a soma do seu faturamento durante esse mesmo período é de US $ 215.000, o ROI é calculado por:
ROI = (215-100) / 100 = 21,5%
Logo, o valor de 21,5% de deve ser descrito como o “ROI de 5 anos” para o investimento em uma padaria. É necessário designar o período de investimento neste caso, porque estavam também é possível calcular o ROI para outros períodos de investimento, como, por exemplo, o ROI de 3 anos.
Percebe-se que resultado ROI para todo o período de 5 anos não está preocupado com o momento das entradas e saídas dentro do período de investimento designado. Isso contrasta com outras métricas de avaliação de investimentos, como o VPL, TIR e o payback, que levam em conta o tempo de fluxo de caixa dentro do período de investimento durante vários anos.
O cálculo retorno sobre de investimento deste tipo podem abordar uma gama muito ampla de investimentos, tais como: investimentos em negócios, em desenvolvimento de tecnologias, em programas de marketing, em formação profissional, entre outros.

Quando não usar o ROI?

O método de análise de investimentos sobre métrica ROI não deve ser usado nos seguintes casos:
  • Para comparar investimentos em situações e épocas diferentes
Um ROI de quatro anos para um investimento não deve ser comparado com um ROI de sete anos para um outro investimento. O cálculo do ROI demanda condições iguais para que exista uma comparação entre dois ativos, portanto não teria sentido colocar investimentos de natureza e período diferente na mesma avaliação. Nesse caso, a melhor escolha é optar por outros métodos de análise, como valor presente líquido, payback e taxa de retorno interna.
  • Quando não há garantia de que retornos são causados diretamente pelo investimento, e não o resultado de múltiplas causas
Esta questão torna-se especialmente importante quando se utiliza ROI para avaliar situações de investimentos mais elaboradas, como em empresas, comércios e unidades produtivas. Por exemplo, qual seria o ROI para um programa de marketing? Pode ser relativamente fácil saber quais foram os custos de uma determinada ação de marketing. Mas como saber exatamente o quanto esse investimento impactou financeiramente no negócio? Pela complexidade das atividades de uma empresa muitas vezes fica difícil saber exatamente como se dão as entradas de dinheiro em seu caixa, já que uma venda pode ocorrer por centenas de motivos diferentes. Logo, se a situação não permite que os resultados sejam mensurados de forma exata, é melhor buscar outra alternativa para analisar determinado investimento.
ROI nos investimentos feitos no mercado financeiro
Em CDBs, fundos e ativos de renda fixa simplificados, pode ser avaliado considerando o valor resgatado e o valor aplicado pura e simplesmente.
Já uma debênture ou um título público que paga cupom de juros periodicamente, deve considerar tanto o valor resgatado ao final do prazo, como o valor aplicado e tudo o que foi recebido durante o período em que o investidor permaneceu investido.
Em fundos imobiliários, além das diferenças de cotação entre o valor de compra e o valor de venda, há também os dividendos periódicos e eventuais amortizações do fundo.
Nos investimentos em ações, por exemplo, para obter o ROI, um investidor deveria incluir o valor aplicado como “custo”, adicionando todos os custos operacionais (corretagens, emolumentos e outras taxas) e tudo o que for recebido, incluindo além da própria valorização do preço da ação, todos os eventos durante um período, tais como recebimento de dividendos, juros sobre capital próprio, bônus de subscrição e etc.

Conclusão

Ao contrário de outras métricas para análise de investimentos como a taxa interna de retorno, payback ou o valor presente líquido, o ROI traz uma “visão de Investimento” mais ampla sobre o ativo ou ação a ser estudada. Cada uma dessas métricas compara retornos esperados com os custos de uma forma absoluta. Já o ROI compara apresenta os rendimentos obtidos por meio de uma taxa, sobrepondo os ganhos líquidos do investimento divididos por seus custos, apresentando assim uma relação entre os dois.
Porém, deve-se lembrar que o ROI por si só não é uma base suficiente para definir se um investimento é bom ou não, pois o simples cálculo de seu valor não diz nada sobre a probabilidade dos retornos esperados realmente acontecerem como o previsto. Ou seja, o ROI não diz nada sobre a incerteza ou risco. Ele simplesmente mostra como retornos presentes vão se relacionar com os custos envolvidos, mediante uma situação já observada.
Por esse motivo, é prudente também estimar as probabilidades de diferentes resultados de ROI e considerar, no processo de tomada de decisão, tanto a magnitude da métrica e os riscos que vão com ele. Além disso, as decisões sobre negócios e investimentos importantes não devem ser feitas com base em apenas uma métrica financeira. Para responder à pergunta, “Qual é a melhor decisão de investimento?” o analista deverá examinar seus dados e resultados juntamente com vários outros indicadores financeiros, inclusive o risco, já que nada garante que um ROI anterior vá se repetir num período subsequente.
O importante é entender que para se chegar a uma métrica de ROI que seja eficiente, é fundamental que o investidor entenda o que isso significa e como afeta os seus objetivos. A taxa de retorno pode variar de forma significativa durante pequenos períodos, muito por causa de efeitos da sazonalidade. Por isso, é recomendável sempre acompanhar o índice com atenção, para não se correr o risco de ser surpreendido. Traçar metas realistas e monitorá-las de forma constante é mais do que essencial.
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