sábado, 16 de agosto de 2014

Humor Corporativo


By: http://catui.blogspot.com.br/


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O Cérebro e a Liderança

Nosso cérebro pesa aproximadamente 1,5 kg e processa, em média, 50 mil impulsos simultaneamente. Ele é dividido em hemisfério direito e esquerdo e tem aproximadamente um bilhão de células na forma de um quatrilhão de conexões.

Em 1860, um neurologista francês chamado Paul Broca descobriu que o lado esquerdo do cérebro controlava o desenvolvimento da fala.

Dez anos mais tarde, o neurologista alemão Carl Wernicke começou a desvendar o processo da comunicação, concluindo que o lado esquerdo é responsável pelo desenvolvimento da linguagem e que ela nos diferencia dos animais. 

Nos anos 50, outro neurologista chamado Roger Sperry, ganhador do premio Nobel de Medicina, ao estudar pessoas portadoras de epilepsia removeu o corpo caloso e definiu que o lado direito do cérebro não é inferior ao esquerdo, e sim diferente. Mesmo depois de tantas descobertas a respeito do cérebro, ele ainda é um mistério a ser desvendado.

O que podemos fazer para cuidar do nosso cérebro? Muita coisa!

  • No campo espiritual, podemos ler, meditar e orar. No campo sócio emocional, podemos aprender a dizer não, sorrir com mais frequência e dedicar algum tempo a nós mesmos. No campo mental, podemos fazer palavras cruzadas, aprender a tocar um instrumento e aprender um novo idioma. E, finalmente, no campo físico, podemos parar de fumar, fazer exercícios frequentemente e comer tendo em mente que no prato deve haver as cores do arco-íris. 
Com relação à cognição, devemos ter duas preocupações básicas: como está nossa capacidade de aprender, reter e ensinar e como está a capacidade dos nossos colaboradores de aprender e colocar em prática o que lhes foi delegado.Como as pessoas são diferentes e possuem cérebros diferentes podemos concluir que existem alguns estilos de aprendizagem “diferentes”. Os estilos de aprendizagem dos nossos colaboradores não são necessariamente iguais.

Os sinestésicos são aqueles que precisam estar em movimento, manuseando e participando ativamente; os auditivos precisam ouvir uma variedade de sons e tons (atividades com música são muito bem-vindas); os didáticos precisam de algum tempo para processar e analisar o conteúdo, e finalmente, os visuais são aqueles que se concentram quando os materiais têm cor, movimento e auxiliam na complementação do que se quer ensinar. Não poderíamos esperar nada diferente, afinal, diz um ditado, “cada cabeça uma sentença”. A verdade nesse ditado é que não somos iguais; portanto, se a liderança não entender que para lidar com pessoas diferentes é necessário usar recursos diferentes, seu legado e resultados correrão riscos.

Segundo pesquisadores, há uma grande diferença entre as gerações. Em julho de 2011, a Folha de São Paulo definiu três gerações e suas diferenças. Os baby boomers, nascidos depois do fim da II Segunda Guerra Mundial, com idades, hoje, entre 50 e 68 anos, têm as seguintes características: criam vínculos com a empresa, trabalham arduamente, valorizam a hierarquia, encaram o chefe com respeito e não são questionadores.

Na relação com o trabalho, esforçam-se para serem valorizados, consideram êxito atuar em uma grande empresa e o emprego é visto como um meio de construir a vida. As pessoas da geração X, com idades entre 37 e 49 anos, buscam equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho, questionam a hierarquia, adaptam-se bem e dividem o sucesso com o grupo.

Na relação com o trabalho, desejam que a empresa valorize suas contribuições individuais, buscam propor modelos que melhorem a qualidade de vida profissional e arriscam-se pouco.
As pessoas da geração Y, com idade até 36 anos, buscam equilíbrio entre o trabalho e a família, mudam muito de emprego, buscam ascensão rápida, não gostam de hierarquia e arriscam-se mais. Na relação com o trabalho são informais com os chefes e muito criativos. 

Querem ser reconhecidos pela sua contribuição individual e seu objetivo é ter liberdade no processo de produção.Usando como exemplo somente essas gerações (existem outras definições), podemos identificar uma série de cuidados que um líder deve ter para conseguir o melhor de cada uma delas.

Mesmo dentro delas há outra gama de diferenças no processamento de informação. Anthony Gregorc descreve quatro tipos de funcionamento da mente relacionados à percepção da informação, que pode ser concreta ou abstrata, e o processamento pode ter o formato sequencial ou aleatório.

Portanto, para lidar com toda essa diversidade, nosso trabalho como líderes é árduo e nossa preparação precisa ser profunda.Pensando na necessidade da nossa preparação como líderes, temos que cuidar do nosso cérebro e nos preparar para auxiliar nossos colaboradores a cuidar dos seus. Segue abaixo duas dicas para iniciar o processo:Primeiro: analise seus resultados. Verifique o que tem feito de bom e em quê poderia melhorar.

Provavelmente você está colhendo o que plantou em algum momento do passado. Segundo: comunique-se. Tenha uma conversa sincera e objetiva. Eis alguns passos para melhorar sua comunicação:- Estabeleça um Foco- Verifique o momento atual- Descubra possibilidades- Crie um plano de ação- Avalie e remova eventuais barreiras- Defina uma meta ou um objetivo a ser conquistado- Recapitule o que foi conversado e crie comprometimento por parte dos envolvidos.Se isso tudo lhe parece muito complicado, observe o que está em jogo.Desenvolver habilidades e aumentar nosso nível de conhecimento pode ser trabalhoso e custar caro.

No entanto, tenha a certeza de que a falta de habilidades e a ignorância podem custar muito mais.
  • Qual é seu processo de aprendizado? 
  • Como você lida com a informação? 
  • E seus liderados? 
  • Qual foi a ultima vez que você teve uma conversa sincera com seus colaboradores? 
  • Qual foi a última vez que procurou ouvir atentamente? 
  • Quais os benefícios que uma conversa sincera e com foco podem trazer? 
Boa reflexão!

Fonte: João Palmeira - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

6 Fatos Sobre Depressão que Todo Mundo Precisa Saber

depressão fez mais uma vítima nesta semana. De acordo com a polícia da Califórnia, tudo indica que o ator Robin Williams tenha se suicidado por asfixia, na última segunda-feira, aos 63 anos. O vencedor do Oscar por “Gênio Indomável” e artista consagrado por filmes como “Sociedade dos Poetas Mortos” e “Patch Adams - O Amor é Contagioso” lutava contra a depressão e o vício em cocaína e álcool.

Morte de Robin Williams e Fausto Fanti levantam a questão sobre a doença que atinge mais de 350 milhões de pessoas no mundo

A notícia pegou o mundo inteiro de surpresa e levantou a importante questão que gira em torno dessa doença. Se não for tratada a tempo, ela pode ter um desfecho tão triste quanto o de Williams ou do humorista Fausto Fanti, que, no final de julho, também tirou a própria vida, possivelmente, em decorrência do sofrimento psíquico.
Na opinião do médico Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, políticas públicas voltadas para esse problema e um tratamento da mídia sem tabus poderiam ajudar a evitar consequências graves.
“Ao contrário do que se pensa, as pessoas não vão se matar se a mídia falar mais sobre o suicídio. O importante é a orientação sobre isso. Deve-se falar disso para prevenir”, afirma. Todos os anos, a ABP realiza uma caminhada no dia 10 de setembro para lembrar o “dia mundial da prevenção ao suicídio” e, nos locais em que acontece esse tipo de ação, segundo ele, a incidência tem parecido menor.
O psiquiatra diz que, em cada 100 pessoas com depressão grave, 15 cometem suicídio. O número é preocupante, mas pode ser revertido se preconceitos forem combatidos e informações forem divulgadas.
A seguir, você confere fatos que todo mundo deveria saber para lidar melhor com o problema.
  • Depressão é uma doença, não “frescura”

Uma das principais dificuldades enfrentadas por quem sofre de depressão é entender e fazer com que os outros entendam que ela não é “frescura”, mas uma doença, como hipertensão oudiabetes.
Isso significa que precisa ser tratada por um psiquiatra, capaz de orientar e, se necessário, medicar adequadamente o paciente. A psicoterapia em conjunto pode ser muito útil, mas o tratamento médico é essencial.
  • Preconceito só atrapalha a cura

“Psiquiatra é médico de louco e eu não estou doido”. Esta frase, lembrada por Silva, resume boa parte do preconceito que ainda existe em torno da depressão, dos transtornos mentais e até mesmo dessa especialidade da medicina. Por vergonha ou medo de que conhecidos fiquem sabendo, pacientes evitam procurar ajuda ou perdem um apoio importante dos entes queridos.
  • Com um amigo deprimido, não adianta só conversar

Outro efeito nocivo do tabu é a desconsideração da gravidade do quadro. Muita gente acredita, por exemplo, que basta conversar com a pessoa deprimida para resolver o problema. Nada mais ilusório.
É claro que o apoio, o consolo e a compreensão são estritamente necessários, mas frases como “Calma, vai passar” ou “Deixa isso para lá” não acrescentam e, dependendo da situação, podem ser prejudiciais. Se o paciente estiver com ideias suicidas, por exemplo, a melhor forma de ajudar é incentivá-lo a ir ao médico.
E falar coisas como “Poxa, mas você não está nem tentando ficar feliz” ou “Você poderia se esforçar mais para melhorar” é, na opinião do médico, maldade. “Isso é a mesma coisa que, se você usa óculos, alguém pedir para que tire as lentes e ordenar que enxergue tudo sem elas”, afirma o psiquiatra.
  • Os sintomas podem ser físicos e psíquicos

A tristeza e o desânimo podem ser sintomas da depressão, mas não são os únicos. De acordo com Antônio Geraldo da Silva, é possível haver sinais físicos, como perda ou ganho de peso, dores inexplicáveis no corpo e insônia ou sonolência em excesso.
Entre os sintomas psíquicos estão: desânimo intenso, cansaço, apatia, falta de vontade de fazer suas tarefas, falta de prazer, de alegria, choro fácil, temperamento explosivo, irritabilidade.
O diagnóstico, claro, precisa ser feito pelo médico, já que a chamada “síndrome depressiva” tem sintomas que podem ser confundidos com outras enfermidades, como o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo.
  • Qualquer pessoa pode ter depressão

Assim como grande parte das outras doenças, a depressão não “escolhe” alvos específicos. Segundo o psiquiatra, homens e mulheres, crianças, adultos e idosos podem ser acometidos pelo mal.
Esse fato vai de encontro com outro preconceito muito comum: o que diz que “pessoas bem-sucedidas ou ricas não deveriam ficar deprimidas”. Por esse raciocínio, quem não tem motivos aparentes para sofrer deveria ser imune.
A realidade, no entanto, é mais complexa. Há pessoas que têm mais propensão à doença devido à genética. Há outras que podem sofrer com o problema devido a suas condições de vida e o ambiente em que convivem.
De acordo com o médico, fatores como o uso de álcool e drogas, uma rotina muito estressante e noites sem dormir podem aumentar a incidência da enfermidade.
  • Depressão é uma das principais causas de afastamento do trabalho

Apesar de todo estigma existente em torno da depressão, ela é uma das principais doenças que acometem a humanidade atualmente. Dados de 2013 divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que mais de 350 milhões de pessoas no planeta têm depressão – o que representa 5% da população mundial.
De acordo com estudo publicado na revista científica PLOS Medicine, no ano passado, ela é a segunda maior causa de invalidez, no mundo, ficando atrás apenas das dores nas costas.
Antônio Geraldo da Silva estima que 20% das pessoas já tiveram, têm ou ainda terão a doença ao longo da vida. Por isso, ele ressalta a importância de falar mais sobre o tema, dentro das empresas, na família, nos governos e na sociedade como um todo.
Por: Luciana Carvalho - repórter de EXAME.com

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Desmistificando o Significado da CRISE

Em vários campos de nossa vida e em diversos momentos passamos por crises. Na nossa juventude temos a crise da adolescência, em função das mudanças que acontecem em nosso corpo e que na maioria das vezes não entendemos e por isso geram conflitos e sofrimentos. 

Muitos de nós temos crises em nossos relacionamentos, e algumas vezes até levam à ruptura.

Na vida profissional isso também não é diferente. Quantas vezes temos dúvidas se estamos no caminho certo, na profissão correta, na empresa mais adequada as nossas capacidades e expectativas? 

Como as empresas são feitas de pessoas também nelas as crises chegarão de tempos em tempos em função das crises pessoais, inclusive da liderança.

Acreditando que aquilo que conhecemos é mais fácil resolver e superar, procurei estudar o sentido da palavra crise. Descobri que se origina da palavra grega Krísis e no dicionário li que é uma manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio; também definida como fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos fatos, das idéias; é também um estado de dúvidas e incertezas; momento perigoso ou decisivo; além disso, é ponto de transição entre um período de prosperidade e outro de depressão; tensão, conflito.

Continuando minhas pesquisas descobri que a bíblia trás a palavra crisol, que leva a interpretação da palavra crise como purificação. Crisol é definido como um cadinho, um recipiente das máquinas fundidoras, onde se derrete o metal e separa materiais diferentes. 

Além disso, no dicionário tem o significado de servir para evidenciar as boas qualidades do indivíduo. Aprendi também o verbo acrisolar que significa purificar-se, submetendo-se a provas; aperfeiçoar-se, sublimar-se.

Pensando na história de purificação e de separação entendi que quando uma crise acontece é o momento ideal para separarmos o que temos de bom do que temos de ruim e aí fazermos dela a oportunidade que os chineses falam e aproveitarmos para sermos melhores e crescermos. 

Entendi que o melhor a fazer é buscar o auto-conhecimento para assim conseguir separar as virtudes e os defeitos. Descobrir quais são nossos pontos fortes, nossas principais qualidades, pois essas nos permitirão montar estratégias para vencer a concorrência. 

Também é bom sabermos quais as oportunidades que o mercado nos oferece. Assim, saberemos onde poderemos atuar e traçar um cenário do futuro para superar os problemas que por acaso venham acontecer.

Claro que precisaremos também identificar nossos pontos fracos e as ameaças que o mercado oferece. Esses dados serão importantes para planejarmos nossas ações visando superar nossas deficiências, independentemente de termos uma imprensa sensacionalista ou não.

Por exemplo, imagine que ao fazermos essa análise descobrimos que não temos domínio de uma língua e que por isso não podemos atuar em um determinado país, onde poderíamos obter grande sucesso em função de nossos pontos fortes. Podemos contratar um intérprete ou procurarmos aprender a língua rapidamente. Assim aproveitaríamos as oportunidades.

Não podemos deixar o otimismo e o entusiasmo cair – é preciso ter foco e ir à caça de novos negócios. Precisamos enxergar a parte cheia do copo que está pela metade e não a parte vazia. Patrões usam da crise para demitir, profissionais ruins usam para se justificar. Até quando você vai ficar justificando seus fracassos? Aprenda com os vencedores a comemorar.

Fonte: Sonia Jordão  / http://www.qualidadebrasil.com.br/

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

PCP - Planejamento e Controle da Produção

O PCP - Planejamento e Controle da Produção (em inglês, Production Planning and Control) consiste em umprocesso utilizado no gerenciamento das atividades de produção.
Sistema de gerenciamento dos recursos operacionais de produção de uma empresa, com funções envolvendo planejamento (o que e quando será produzido), programação (recursos utilizados para a operação, com ínicio e término de todo o fluxo de trabalho) e controle (monitoramento e correção de desvios da produção), bem como a determinação das quantidades que serão produzidas, qual o layout da planta para melhor aproveitamento do fluxo de insumos, quais as etapas de cada processo de manufatura e designação de mão de obra, seja ela humana ou mecânica, para a transformação dasmatérias primas passo a passo.
 Com a consolidação de todos estes dados, será criada a carta mapa da produção, o chamado PMP – Plano Mestre da Produção, nas quais estão expostas as diretrizes do processo em geral.
Nos dias atuais existem departamentos especializados apenas no PCP, sendo estes dedicados as atividades mais operacionais do cotidiano de produção.
Outra característica marcante da evolução do PCP como um todo é a transcendência de tal atividade do nível operacional para outros níveis essenciais da administração, como, por exemplo, o nível tático, onde a aplicação do PCP determina a arquisição de novos insumos, sejam eles as quantidades de matérias primas, máquinas ou pessoal, no nível de vendas, onde a provisão de produção torna-se importante na previsão de oferta e demanda, e no nível financeiro, onde a programação de gastos e receitas ajuda em uma visão mais ampla do gerenciamento empresarial.
  • Conceitos Gerais
Quem não planeja, programa e controla o que produz, provavelmente terá dificuldades em alcançar os índices de produtividade e qualidade que o mercado exige, logo está fadado ao desaparecimento. 
Para que isto não ocorra, o empresário deve buscar gerenciar sua empresa de maneira mais objetiva, dinâmica e eficaz.
Portanto é necessário decidir uma forma de garantir que a sua empresa atinja o objetivo de produzir com qualidade eprodutividade.

A garantia de bons resultados está ligada ao bom planejamento, programação e controle de todo o processo de produção.

Desse modo, torna-se possível atuar corretamente quando ocorrerem desvios, falhas do processo, ou agir em metas traçadas de melhoria de seu produto, para que ele seja bem aceito. Essa prática também possibilita a diminuição de seus custos operacionais.
  •  Objetivos do PCP
O planejamento pressupõe a necessidade de um processo decisório que ocorre antes, durante e depois de sua elaboração e implementação na empresa.
Portanto a função do PCP requer um modo de pensar que objetive responder a indagações referentes aos diversos questionamentos sobre o que será feito, como, por quem e com que recursos, bem como onde e quando será executado.
O planejamento de produção define todos estes fatores, a partir do projeto de desenvolvimento do produto que vai ser manufaturado, fornecendo os dados básicos para o estabelecimento da programação.
O trabalho de planejamento, direta ou indiretamente, afeta toda a organização, por meio de documentos e planos: roteiro de produção, ferramentas e estimativas, etc.
O objetivo global do PCP não envolve somente o planejamento, mas também a programação (definição de quando fazer) e o controle do que foi estabelecido, não deixando que o objetivo final seja desviado do plano, ou ainda, decidindo sobre quaisquer mudanças que possam ocorrer, caso, defeitos ou falhas do planejado passem a atuar no sistema.
O PCP vem para dar suporte à gerência na tomada de decisão, já que está nela os maiores problemas de produção, onde o seu objetivo maior é sempre esquecido, o de gerenciar os meios planejados e não as metas de produção.
As empresas que possuem maior preocupação com o seu PCP ou efetuam algum PCP, conseguem melhores resultados finais. Além de estarem sempre com os seus planos de melhoria voltados para onde suas produções prioritariamente exigem.
O PCP consegue dar informações à gerência, e esta tem capacidade de decidir melhor. Além da empresa conseguir uma melhor compatibilização dos produtos entre a produção e as vendas, levando a um produto capaz de atender aocliente e a produção, já que neste setor este fato é de suma importância, dada a diversificação que os modelos podem alcançar.
Em suma, o PCP tem como função a organização, padronização e sistematização do processo, levando a empresa a produzir com mais perfeição, segurança, rapidez, facilidade, correção e menor custo.
  •  Etapas do PCP
O planejamento envolve diversas atividades, das quais destacam-se:
- Previsão da demanda: os métodos estatísticos e subjetivos de previsão de demanda auxiliam os gerentes de produção no dimensionamento da produção e dos recursos materiais e humanos necessários. A previsão de demanda assume um papel ainda mais importante quando a empresa adota uma estratégia de produção paraestoque.
- Planejamento da capacidade de produção: a partir da previsão de demanda de médio e longo prazo e da análise da capacidade instalada, determina-se a necessidade de adequação (aumento ou redução) da capacidade de produção para melhor atender a demanda no médio e longo prazo.
- Planejamento agregado da produção (PAP): VISA determinar a estratégia de produção mais adequada para a empresa. No plano agregado, estão as decisões de volumes de produção e estoque mensais, contratação (ou demissão) de pessoas, uso de horas-extras e subcontratação, contratos de fornecimento e serviços logísticos. Usualmente, o horizonte de planejamento é anual com revisão mensal dos planos. Neste nível de planejamento, as informações de demanda e capacidades são agregadas para viabilizar a análise e tomada de decisão.
- Programação mestra da produção (PMP): trata-se da operacionalização dos planos de produção no curto prazo. No programa mestre são analisados e direcionados os recursos (máquinas, pessoas, matérias-primas) no tempo certo para produzir a quantidade necessária para suprir a demanda de determinado período. Nessa etapa, temos uma definição mais precisa dos itens e quantidades de produção e estoques, com um grau de detalhamento maior que o utilizado no planejamento agregado, incluindo não apenas PREVISÕES de demanda, como também pedidos firmes e ordens abertas de produção e compras.
- Programação detalhada da produção (PDP): é a operacionalização propriamente dita no “chão da fabrica”. Define como a fábrica irá operar no seu dia a dia. As atividades que envolvem a programação da produção são:administração de materiais, seqüenciamento das ordens de produção, emissão e liberação de ordens.
- Administração de materiais: planeja e controla os estoques, define o tamanho dos lotes, a forma de reposição da matéria-prima e os estoques de segurança.
- Sequenciamento: é a determinação da sequência de execução das operações de produção nas máquinas, visando minimizar atrasos, ociosidades e estoques em processo.
- Emissão de ordens: implementa o programa de produção emitindo a documentação necessária para o inicio das operações e liberando-a quando os recursos estiverem disponíveis.
Em sistemas de produção repetitiva (alto volume, baixa variedade), a programação detalhada é orientada por regras mais simples e visuais como os sistemas de produção puxada tipo Kanban. Por outro lado, em empresas de produção intermitente (baixo volume, alta variedade), a atividade de programação detalhada torna-se mais complexa, dificultando a sincronização das operações para redução de custos, atrasos e tempos de fluxo das ordens. Neste ambiente, a atividade de programação pode ser apoiada em software específicos de programação da produção.
- Controle da produção: é a última etapa do PCP e consiste no acompanhamento dos processos produtivos a fim de verificar o andamento da produção conforme o planejado, ou seja, verificar se o que foi decidido no plano agregado, programa mestre e programação detalhada está sendo realizado. A partir do apontamento da produção (tempos e rendimentos do processo), o PCP acumula dados atualizados dos processos para utilização nas decisões futuras.
Copiado:http://portogente.com.br/portopedia/pcp-planejamento-e-controle-da-producao

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

AS FREQUENTES VIOLAÇÕES CONTRATUAIS NA CONCESSÃO DE FRANQUIAS

É expressivo o número de “franqueadores” que desconsideram, a cada dia, os requisitos exigidos pela Lei nº 8.955, de 15 de dezembro de 1994; bem como, o de “franqueados” que se submetem a tal prática, seja por desconhecimento ou por má-fé, na busca de indenizações futuras, relativamente fáceis de obter, via judicial.
( I )
QUANTO À CIRCULAR DE OFERTA DE FRANQUIA (COF)
 Deixando de confeccioná-la de modo objetivo, claro e conciso, na forma constante no artigo 3º da sobredita lei, verbis, que deve ser entregue aos “franqueados”, 10 (dez) dias antes do recebimento de qualquer quantia dos mesmos ou da assinatura de qualquer documento.
Sempre que o “franqueador” tiver interesse na implantação de sistema de franquia empresarial, deverá fornecer ao interessado em tornar-se “franqueado” uma Circular de Oferta de Franquia, por escrito e em linguagem clara e acessível, contendo obrigatoriamente as seguintes informações :
I-    histórico resumido, forma societária e nome completo ou razão social do franqueador e de todas as empresas a que esteja diretamente ligado, bem como os respectivos nomes de fantasia e endereços;
II-  balanços e demonstrações financeiras da empresa franqueadora relativos aos dois últimos exercícios;
III- indicação precisa de todas as pendências judiciais em que estejam envolvidos o franqueador, as empresas controladoras e titulares de marcas, patentes e direitos autorais relativos à operação, e seus subfranqueadores, questionando especificamente o sistema da franquia ou que possam diretamente vir a impossibilitar o funcionamento da franquia;
IV- descrição detalhada da franquia, descrição geral do negócio e das atividades que serão desempenhadas pelo franqueado;
V-  perfil do “franqueado ideal” no que se refere a experiência anterior, nível de escolaridade e outras características que deve ter, obrigatória ou preferencialmente;
VI- requisitos quanto ao envolvimento direto do franqueado na operação e na administração do negócio;
VII-  especificações quanto ao :
a)   total estimado do investimento inicial necessário à aquisição, implantação e entrada em operação da franquia;
b)  valor da taxa inicial de filiação ou taxa de franquia e de caução; e
c)  valor estimado das instalações, equipamentos e do estoque inicial e suas condições de pagamento;
VIII-    informações claras quanto a taxas periódicas e outros valores a serem pagos pelo franqueado ao franqueador ou a terceiros por este indicados, detalhando as respectivas bases de cálculo e o que as mesmas remuneram ou o fim a que as destinam, indicando, especificamente, o seguinte:
a)  remuneração periódica pelo uso do sistema, da marca ou em troca dos serviços efetivamente prestados pelo franqueador ao franqueado (royalties);
b)  aluguel de equipamentos ou ponto comercial;
c)  taxa de publicidade ou semelhante;
d)  seguro mínimo; e
e)  outros valores devidos ao franqueador ou a terceiros que a ele sejam ligados;
IX- relação completa de todos os franqueados, subfranqueados e subfranqueadores da rede, bem como dos que se desligaram nos últimos doze meses, com nome, endereço e telefone;
X - em relação ao território, deve ser especificado o seguinte:
a)  se é garantida ao franqueado exclusividade ou preferência sobre determinado território de atuação e, caso positivo, em que condições o faz; e
b)  possibilidade de o franqueado realizar vendas ou prestar serviços fora de seu território ou realizar exportações;
XI-     informações claras e detalhadas quanto à obrigação do franqueado de adquirir quaisquer bens, serviços ou insumos necessários à implantação, operação ou administração de sua franquia, apenas de fornecedores indicados e aprovados pelo franqueador, oferecendo ao franqueado relação completa desses fornecedores;
XII- indicação do que é efetivamente oferecido ao franqueado pelo franqueador, no que se refere a:
a) supervisão de rede;
b) serviços de orientação e outros prestados ao franqueado;
c)  treinamento do franqueado, especificando duração, conteúdo e custos;
d)   treinamento dos funcionários do franqueado;
e)   manuais de franquia;
f)   auxílio na análise e escolha do ponto onde será instalada a franquia; e
g)  layout e padrões arquitetônicos nas instalações do franqueado;
XIII- situação perante o Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI das marcas ou patentes cujo uso estará sendo autorizado pelo franqueador;
XIV - situação do franqueado, após a expiração do contrato de franquia, em relação a:
a)  know how ou segredo de indústria a que venha a ter acesso em função da franquia; e
b)  implantação de atividade concorrente da atividade do franqueador;
XV- modelo do contrato-padrão e, se for o caso, também do pré-contrato padrão de franquia adotado pelo franqueador, com texto completo, inclusive dos respectivos anexos e prazo de validade.”
 A COF deve ser entregue pelo franqueador 10 (dez) dias antes do recebimento de qualquer quantia do franqueado ou da assinatura de qualquer documento.
Tudo em linguagem não publicitária, contendo informações que possam ser prontamente comprovadas com respeito à figura do franqueador e aos seus dados empresariais, inclusive contábeis, e o que é oferecido ao futuro franqueado.
A expressão “as seguintes informações” refere-se a um documento que contém 15 pontos de informação sobre o franqueador, o negócio franqueado e o contrato de franquia. A divulgação é obrigatória e devem ser apresentados por escrito.

( II )
QUANTO À ELABORAÇÃO DE UM “PRÉ-CONTRATO” QUE DEVE ANTECEDER O “CONTRATO DE FRANQUIA” PROPRIAMENTE DITO

Uma minuta do Contrato de Franquia que será assinado deverá estar anexada à COF para que o candidato a determinada rede possa, consultar, detidamente, ambos os documentos e mostrá-los aos seus consultores econômicos, financeiros e contábeis, bem como a  os seus advogados.
A definição dos direitos e obrigações recíprocas é esboçada: enquanto o ponto comercial é analisado, as instalações são projetadas, o treinamento é encerrado e é iniciada a constituição da firma da futura empresa franqueada.
 O prazo do contrato de franquia geralmente está atrelado ao prazo de locação ou sublocação do imóvel onde a unidade franqueada será instalada.

CONCLUSÃO
QUANTO ÀS MULTAS DECORRENTES DA PREDITA VIOLAÇÃO LEGAL

  Cogitadas no parágrafo único do artigo 4º, da lei em objeto declara que:
“Na hipótese do não cumprimento do disposto no caput deste artigo, o franqueado poderá argüir a anulabilidade do contrato e exigir devolução de todas as quantias que já houver pago ao franqueador ou a terceiros por ele indicados, a título de taxa de filiação e royalties, devidamente corrigidas, pela variação da remuneração básica dos depósitos de poupança mais perdas e danos”.
Em outras palavras, estará infringindo a lei e sujeito à devolução das quantias mencionadas anteriormente, o franqueador que deixar de fornecer a COF a qualquer franqueado potencial dentro dos prazos estabelecidos por constituir parte integrante da circular, o contrato de franquia também deve ser fornecido para análise ao candidato a franqueado nas mesmas condições.
Além disso, o artigo 7º declara:
“A sanção prevista no parágrafo único do art. 4º desta lei aplica-se, também, ao franqueador que veicular informações falsas na sua Circular de Oferta de Franquia, sem prejuízo das sanções penais cabíveis”.
Isto significa que, tão importante quanto possuir uma COF e fornecê-la ao candidato no prazo correto, é certificar-se de que as informações nela contidas são idôneas.
Por: ROGERIO ALVARO SERRA DE CASTRO - Advogado - rasc@rasc.adv.br

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Uma Xícara de Café!

Um grupo de profissionais, todos vencedores em suas respectivas carreiras, reuniram-se para visitar seu antigo professor.
Logo a conversa parou nas queixas intermináveis sobre “stress' no trabalho e na vida em geral.
O professor ofereceu café, foi para a cozinha e voltou com um grande bule, e uma variedade das melhores xícaras: de porcelana, plástico, vidro, cristal, algumas simples e baratas, outras decoradas, outras caras, outras muito exóticas...
Ele disse:
- Pessoal, escolham suas xícaras e sirvam-se de um pouco de café fresco.
Quando todos o fizeram, o velho mestre limpou a garganta e calma e pacientemente conversou com o grupo:
- Como puderam notar, imediatamente as mais belas xícaras foram escolhidas e as mais simples e baratas ficaram por último. Isso é natural, porque todo mundo prefere o melhor para si mesmo. Mas essa é a causa de muitos problemas relacionados com o que vocês chamam "stress".
Ele continuou:
- Eu asseguro que nenhuma dessas xícaras acrescentou qualidade ao café. Na verdade, o recipiente apenas disfarça ou mostra a bebida. O que vocês queriam, na verdade, era café, não as xícaras, mas instintivamente vocês quiseram pegar as melhores.
Então, eles começaram a olhar para as xícaras uns dos outros.
Agora pense nisso:
A vida é o café.
Trabalho, dinheiro, status, popularidade, beleza, relacionamentos, entre outros, são apenas recipientes, que dão forma e suporte à vida. O tipo de xícara que temos não pode definir nem alterar a qualidade da vida que recebemos. Muitas vezes, concentrando-nos apenas em escolher a melhor xícara, nos esquecemos de apreciar o café!
As pessoas mais felizes não são as que têm o melhor, mas as que fazem o melhor com tudo o que têm!
Então lembrem-se:
Viva simplesmente. Seja generoso. Seja solidário e atencioso. Fale com bondade.
O resto deixe nas mãos do Divino, porque a pessoa mais rica não é a que mais tem, mas a que menos precisa.
Agora desfrute o seu café!
Copiado do Facebook: Joaocarlos Grossdealmeida